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segunda-feira, 30 de abril de 2018

GAROTOS PODRES + RUDONES NA SP

Nesse sábado de 05 de Maio a Scooteria Paulista abre as portas da Sede para essa gig inédita com os Garotos Podres Oficial. Nascida no ABC no início dos anos 80 a banda resiste na icônica voz de Dr.Mao, e tocará seus temas clássicos com os metais do Skamoondongos pela primeira vez.


A festa abre às 17h com discotecagem de peso. 
Por volta das 18h30 entram em cena os divertidos Rudones, uma releitura de Ramones em versão ska ao vivo. 
O show dos Garotos Podres deve acontecer por volta das 20h30.

DJ's: Nivaldo "Professor", Marcelo China e Koré.

Cozinha: Yumi Yumi Goodies (salgados e doces).

Abertura: 17h / Término: 23h.
Entrada: 15,00 (só na porta, cheguem cedo!).
Rua Lituânia 52, Mooca.

*Evento aberto para todos os públicos e veículos.

ATENÇÃO: Cheguem cedo, o quanto antes, e garanta a sua pulseira/carimbo de entrada, pois a nossa casa tem capacidade para 100 pessoas, e esses shows prometem! Não guardaremos ingresso ou vaga, nem insistam por favor! 

Arte por Leonardo Russo

terça-feira, 24 de abril de 2018

A SP NA DISCOVERY TURBO INTERNACIONAL

No dia 31 de Julho de 2016 realizamos a IV Girata D'Inverno, um giro das motonetas clássicas por pontos históricos, turísticos e culturais entre cidades da Grande São Paulo. E o lugar da vez foi o centrinho histórico de Santana de Parnaíba, cidade que possui o maior patrimônio arquitetônico do Estado. Na ocasião o pessoal do programa Turbinados, da Discovery Turbo Brasil, entrou em contato com a gente na intenção de registrarem esse encontro. Topamos, fizemos a nossa parte, e foi lindo, com participação de 72 scooters antigas num dia de mais de 100 kms de rodagem. Todavia essa edição do programa nunca foi ao ar no Brasil, e não soubemos o motivo. Aí dia desses nossos amigos scooteristas da Colômbia, do México e da Argentina nos enviam imagens dos seus televisores, onde assistiam surpresos a essa aparição internacional da SP, como essas abaixo feitas pelo amigo Ariel Molfino (do Vespa Clú Tulus), diretamente de La Plata (ARG):







segunda-feira, 23 de abril de 2018

RELESPÚBLICA + OS ARTEFACTOS NA SP

Na noite de sábado de 14 de abril a Scooteria Paulista recebeu os lendários curitibanos da Relespública, uma respeitada banda Mod surgida em 1989 e que embalou o coração de muitos jovens de identificação com a coisa inglesa. Foi um projeto um pouco ousado, visto os custos da operação, mas deu tudo super certo, e findamos com o sorriso de orelha a orelha. Fica abaixo um breve registro. 


Esse evento em especial foi um desafio. Tudo começou com Rodrigo Sonnesso e sua banda Marzela em Santa Catarina, quando em fevereiro se apresentaram no Mercado Pirata, e por lá conheceu pessoalmente alguns músicos, dentre eles o pessoal da Mary Lee Family Band e da Relespública. Então alinhamos de trazê-los, e não por menos: duas baita bandas. Como narramos há alguns posts atrás, o show da Mary Lee na SP foi maravilhoso, e deu tudo certo. Então chegava a vez da Reles, power-trio de quarentões em plena forma - tirando o Fabio Elias que está um pouquinho acima do peso hehehe. A banda alugaria um carro, gastaria com a viagem e as horas fora de casa, e talvez ainda com hotel. Alinhamos com eles como procederíamos, e nos responsabilizamos pelos custos todos, salvo a parte da hospedagem. Para tal, organizamos o escritório do clube (adaptado como camarim em dias de shows), e ali seria a "estalagem" do conjunto. Toparam, como poucos, como ocasionalmente faziam em tempos de juventude. E foram rock'n'roll do começo ao fim! Vieram na raça, apostaram com a gente, deram o melhor. Chegaram, passaram o som, alinharam as ideias, abriram suas brejas e tiraram um lazer até a hora da apresentação. Para a abertura e função de cicerone convidamos os promissores Mods paulistanos Os Artefactos, que recentemente lançaram um EP produzido por Sandro Garcia no Estúdio Quadrophenia. Chegaram, passaram o som às 17h, e aguardaram ansiosamente pelo momento deles. 

Na discotecagem Jun Santos e Corazzin (o nosso tesoureiro) se revezaram, tocando temas sessentistas, soul, funk e Mod revival, do jeito que o tema manda. Às 19h entra em cena Os Artefactos, surpreendendo a casa com sua evolução e abertura musical. A banda traz claras influências do garage brasileiro e turco dos anos 60 para o seu som inglês à la freakbeat. Foram ímpares. Abaixo o tema autoral Ventos:


Às 20h30 então a Relespública entra em cena para um impecável show de 45 minutos, em sua formação original, com temas que marcaram as gerações, como Garoa e Solidão, Camburão, Nunca Mais, Boatos de Bar, A Fumaça é Melhor que o Ar (composta pelo Ira! no início dos anos 80 porém gravadas somente pela Reles), e a icônica Ninguém Entende Um Mod, dos paulistanos do Ira! E que show. Por duas vezes Fabio Elias nos honrou com elogios e comentários no mircrofone: "em 29 anos de Relespública nunca havíamos tocado em uma casa essencialmente Mod, e isso para nós é a realização de um sonho"; e mais uma vez: "é uma honra para nós tocar na Scooteria Paulista, a meca do movimento Mod brasileiro". É muito legal ouvir isso. Não que sejamos Mods, ou que buscamos ser algo em específico. A gente gosta, respeita e se identifica com a música das subculturas dos anos 50 aos 90 do século passado, mas não fechamos o assunto em A ou B, simplesmente seguimos fazendo a nossa. Mas é como um prêmio ouvir isso de um monstro como Fabio Elias. 


Findado o set, a banda fez uma pausa de 20 minutos, intervalo preciso para a seleção musical de Jun Santos na pick-up até o segundo tempo da apresentação, agora com a alcunha de Wholes, basicamente a Reles tocando The Who com o vocalista Renato Ximú arrebentando nossos tímpanos com seus alcances ao nível de simplesmente Roger Daltrey. Tocaram as duas fases da banda. Foi matador, de arrancar urros, quase lágrimas, sorrisos do nível de um final de campeonato. Que festa, que músicos, que performance!


Foi uma noite linda, a princípio bastante tensa pois o público demorou a chegar, e a conta dessa festa não era das baratas, mas deu tudo certo. E dar certo para nós é pagar as contas em dia, nos divertirmos enquanto trabalhamos, proporcionar essa experiência aos presentes, ouvir boa música, valorizar o músico compositor, as bandas autorais, a criatividade, o som das ruas, gente correta uns com os outros, e que mantém a chama da era moderna - século XX - acesa, nos brindando com mais um capítulo glorioso para a nossa história. Muito obrigado a todos os presentes, à Relespública e Wholes, aos Artefactos, DJ's Jun e Corazzin, e equipe SP, a melhor do mundo.


Arte por Leonardo Russo
Vídeos, foto e relato por Fidelis

domingo, 22 de abril de 2018

RIP WALTER VESPAPARAZZI (JACAREÍ)

Com profundo pesar que informamos que no fim de tarde de sábado de 24 de Março o nosso amigo, membro, e fotógrafo Vespão vaio a falecer vitimado por uma parada cardíaca. Ele estava com a família trabalhando há alguns meses com sua base (ônibus e Vespa customizados no estilo militar) no Mirante da Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina.  



Membro honorário da SP desde o início de 2011, quando agitava as reuniões e giros da cena do Vale do Paraíba. Participou de diversos giros pela região, encontros das quarta-feiras em São José dos Campos, e das seguintes oficialidades de calendário aberto: Circuito das Motonetas de Interlagos, Noite da Motoneta 2011, São Anivespaulo (edições IV e V), IV Encontro Nacional em São Paulo 2013, SP EM 2T (edição São José dos Campos), I Expedição Tropeira Brasil-Paraguai 2012, The Business Road Trip (Paraguai e Argentina 2013), atém de viagens em comboio para Águas de Lindóia, Monte Alegre do Sul, Taubaté, Jambeiro e Monteiro Lobato nos anos de 2011 e 2012. Lembraremos dele com todo o carinho do universo. Vespão foi um cara raro, especial, um mensageiro da alegria e da liberdade. Seu site: www.vespaparazzi.com.br

LABORATÓRIO SP NA SP

Na quinta-feira de 22 de março a SP abriu as portas da Sede para essa noite histórica. Os Mods paulistanos do Laboratório SP não fazia um show na cidade-natal há quase dez anos, e não fariam, não fosse o esforço do Corazzin e do China em reunir a banda, membro a membro, para esse retorno relâmpago. E foi sensacional. Abaixo um breve registro. 


Primeiro a coisa dependia da passagem do seu vocalista Walter Chinaski por São Paulo, pois reside em Londres. Então contactamos músico a músico e abrimos a casa para os ensaios do conjunto. Foram quatro ou cinco reuniões até que na noite de quinta-feira os quatro chegaram afinados para uma apresentação emocionante. Abrimos a casa às 19h com algum disco do The Jam na ambiência. Em seguida chegou o Nei Tralha com sua seleção de CD's de Soul, rock sessenta e Mod Revival, então um pouco antes da banda entrar China assume a pick-up e pau no gato: abre a roda dançante. Às 21h30 o Laboratório SP entra em cena para uma vibrante apresentação, começando com aquela que abre o disco Sob o Céu de São Paulo: Mundo Paralelo, como se vê no vídeo. 



A Z/L em peso estava presente, claro que alguns não puderam, estavam em outra, ou desaforados, foragidos, ou mortos, mas a maioria da gema se prestou em comparecer nessa reunião, tornando a noite histórica. Para quem não sabe, durante as últimas duas décadas a Zona Leste de São Paulo se tornou uma das principais referências nacionais em música e subcultura Mod e Garage-Punk, revelando dezenas de bandas, cada uma mais criativa que a outra. E desse miolo surgiu Os Tralhas Scooter Club, por volta de 2003 ou 2004, grupo que mais tarde foi um dos grandes responsáveis pela formação da Scooteria Paulista. Portanto, se tratava de uma noite literalmente histórica pra gente. E foi o máximo. Cem pessoas colaram na casa, dançaram, se divertiram, beberam, comeram, falaram e ouviram do mais fino trato da música antiga. O Laboratório SP tocou a maioria do disco, também Ecos da Trangressão, Promessas Vazias, Heat Wave da Martha & The Vandellas, e The Jam, a base da coisa toda: In The City, Modern World... Dada hora Ado Tralha passou o contra-baixo para o Fidelis, que tocou os temas Mundo Moderno e Coisas Sem Sentido. Segue um minuto daqueles sete abaixo. E fechando as participações, Pedro Carvalho foi convidado à guitarra, passando o Jun Santos para o contra-baixo. Eles encerrariam a apresentação com Biff Bang Pow, do Creation, banda mod britânica dos anos 60. Que noite, senhoras e senhores, que noite. A coisa terminou num frenesi de palmas e gritos de quem acabou de assistir a uma das mais essenciais apresentações de rock'n'roll. Passado o som os DJ's voltaram à pick-up até o inicio da madrugada pesando nos CDs e gravações da Tropitralha e outras pedradas inglesas.  


A gente agradece a todos os presentes nessa festa, ao Laboratório, DJ's Nei e China, e à equipe Scooteria Paulista, a melhor do planeta.

Arte: Leonardo Russo
Vídeo 01: The Firm Records
Vídeo 02 e relato: Fidelis

MARY LEE FAMILY BAND + RED LIGHTS GANG NA SP

O fim de domingo de 18 de março foi uma brisa maravilhosa na Mooca, com duas importantes bandas da cena rockabilly/hillbilly nacional: Mary Lee Family Band, diretamente de Londrina (PR), e Red Lights Gang, daqui da capital. Nas pick-ups o rocker vespista Maneiro comandou a trilha da festa, e na cozinha a Yumi Yumi Goodies bolou os doces e salgados da vez. Devido à imensa correria aqui as atualizações do blog está super atrasada, mas deixamos abaixo o registro desse momento especial. A arte foi criada por ninguém menos do que Leonardo Russo, o nosso vice-presidente, o Hans Donner das operações SP. 


A casa abriu às 16h no com ambiente com uma coletânea de "garage-billy" 50's do Koré. Às 17h chegou o Maneiro para comandar a trilha da festa. Às 19h o Red Lights Gang fez seu show, dançante, rico em melodias, aplicados, um conjunto formado por dinossauros da cena rocker nacional.


Às 21h então os aguardados Mary Lee Family Band "sobem ao palco" para uma divertidíssima e explosiva apresentação, contagiante, raíz, fora da curva, com canções que mesclavam o hillbilly com música gipsy. Ao final do show deixaram o palco e tocaram os últimos temas à capela no meio da platéia. Uma bagunça maravilhosa que encerrava a semana com classe.


Agradecemos às bandas pelo esforço e tão boas músicas, ao Maneiro, a todos os visitantes e à nossa equipe, a melhor do mundo.
Arte por Leonardo Russo
Vídeos e texto por Fidelis

sexta-feira, 20 de abril de 2018

IX ENCONTRO NACIONAL - DIVINÓPOLIS / MG - (PARTE 3 DE 3)

O Encontro Nacional de Divinópolis foi o segundo realizado no Estado de Minas Gerais, dessa vez pelo Vespa Clube Divinópolis, e foi um êxito. Tentamos registrar aqui o máximo de informações porém a maioria delas é privilégio da memória de quem foi. A gente da SP foi em 11 motonetas clássicas, quase todas rodando ida e volta. Segue abaixo um breve relato da nossa viagem de volta, uma das mais redondas viagens já vividas entre nós. 


Terça-feira 5h30 da manhã, ainda era céu de noite e nos reuníamos em um posto de gasolina há um quarteirão do hotel. Estávamos em 10 Vespas rodantes: Pastorelli em sua Super 150, Assef na Super 200, Rolando de Originale 150, eu (Fidelis) na Super 200, e o restante nas guerreiras PX200: Reginaldo Silva, Koré, Caio Cesar, Vitor Hugo, Diogo Vinícius e Paulo "De Vito". Na saída da cidade a luz do dia se apresentava, clareando a neblina. Em questão de dez minutos chegávamos ao trevo da saída da cidade, e que dividia as pistas, e ali Koré e Pastorelli, que estavam na ponta, tomaram o caminho errado, o mais longo, no chute, confundindo o grupo. Corri à dianteira e fiz sinal para que retornassem, e ainda assim não entenderam nada, e ficaram plantados à beira-pista por quase dez minutos esperando algum comando. Enquanto isso o grupo em peso nos aguardava no acostamento. Pistola da vida, botamos os pingos nos "is", sem polimento, lembrando aos envolvidos que puxar comboio não é só estar lá na frente. Na dúvida, pare, não faça nada! Então tocamos adiante, alinhados, quebrando a neblina e o silêncio da matina. Passamos então por Carmo da Mata e Oliveira, na mão inversa que nos levara até o Encontro.

Então entramos na BR-381, a estrada que nos levou praticamente em linha reta até São Paulo. O combinado era pararmos no primeiro posto de combustível para recarga do combustível e café da manhã, mas chegando no destino o Pastorelli pastorelou, e apoiado pelo Reginaldo, nos convenceu a rodar mais um pouco para fazer render a viagem. E aqui aprendemos a segunda das três lições que esse retorno nos ensinou: nunca quebre um combinado, principalmente em troca de uma opinião (achismo). Tocamos adiante, para o grande azar da geral com os combustíveis nas últimas. Koré foi o primeiro a encostar. No arco da rodovia lhe abateu a pane-seca. Entrou aí a salvadora Rose Moreira com seu utilitário quatro rodas, que guincharia o meliante até o próximo posto, um quilômetro adiante. Ali foi uma parada para "cincão de gasolina". Era um posto muito simples, bandeira branca, sem um serviço legal de alimentação. Mais uns trinta quilômetros de pista e chegamos num posto com aspecto mais confiável, na altura de Santo Antônio do Amparo. Ali pudemos constatar que Koré abastece deixando uma folga de um litro no tanque, daí que foi ele o primeiro a parar por falta. (Lógico que tomamos a liberdade de completar seu tanque como tem que ser). Alimentados e abastecidos, seguimos adiante. Eram 10 Vespas e um carro no objetivo de chegarmos em casa antes do pôr-do-sol, visto o trânsito que se formaria na volta do carnaval à Grande São Paulo. No ritmo dos 90km/h passamos por Perdões e Carmo da Cachoeira, aqui com mais uma ligeira parada para abastecimento. Era 13h quando passamos por Três Corações, onde fizemos, à beira-pista, a foto em destaque no topo desta postagem, diante do monumento ao Rei Pelé. E quanto mais avançávamos mais nublado o céu nos recebia. Mais ou menos em Extrema ou Camanducaia, por volta das 14h15, os primeiros pingos da chuva começaram a cair. E aqui vem o segundo tempo da viagem...

Já estávamos em tempo de mais uma parada para abastecimento, então encostamos no primeiro grande posto que encontramos. Observando o céu notei que as nuvens da chuva eram empurradas pelo vento para a mesma direção que seguiríamos. Então a estratégia foi darmos um tempo no restaurante do posto mesmo, nos alimentarmos decentemente, descansarmos as pernas e as costas, esfriarmos os motores, e descontrairmos o grupo, que já resistia por quase oito horas sobre o aro 10. Enquanto isso a chuva ia na frente. Foi uma das mais precisas estratégias de viagens, e dali em diante pegaríamos o asfalto molhado por cerca de 150kms. É sempre tenso viajar assim, principalmente porque o chão passa a ser mais um problema a se considerar. Chuvas rápidas deixam o asfalto "gorduroso", escorregadio, ou seja, bastante inseguro para se andar em comboio. Claro que não foi a primeira e nem será a última vez que viajamos nessas condições, então nem é preciso detalhar que o grupo abriu uma distância um pouco maior do que em pista seca, e a concentração dobrou ali. Qualquer erro poderia nos custar bem caro. 


E assim entrávamos no Estado de São Paulo, em perfeita sintonia e formação, por Bragança Paulista e em seguida Atibaia, quando fizemos a última parada para abastecimento, mais ou menos há cem quilômetros da capital. Ali nos despedimos com muito orgulho dessa equipe corajosa e unida, que tocaria juntos ou separados, conforme as condições do trânsito e o destino das suas casas. Liberamos o carro da Rose, que durante toda a viagem levou nossas bagagens, aliviando o peso e a aerodinâmica das motos. Ela mesmo ficaria para trás pois em questão de meia hora o trânsito da volta do feriado afunilaria como sempre. Reginaldo reduzira para acompanhar a esposa no carango, alguém mais ficou atrás, e naquelas de salve-se-quem-puder tocamos pelos corredores, driblando retrovisores, na média dos 50km/h pela Fernão Dias, por Mairiporã, até a capital. Meu farol começava a apagar de vez, a lanterna já havia queimado há algum tempo, então a preocupação final era chegar logo no bairro. E não deu outra, foi suave, braço e foco, km a km, até que entramos na metrópole que nos abraçaria com seu inconfundível cinza de boas-vindas.

E assim findamos uma das mais bem-sucedidas experiências rodoviárias da SP. Essa foi daquelas viagens de se lavar a alma, de se erguer o nível das coisas, e de se unir em prol de coisas reais, ainda que inventadas para nos fazer divertir e distrair enquanto a vida dura nos consome. Parabéns a todos os envolvidos nessa viagem homérica de 1350 kms cravados no conta-giro. Que venha Santa Maria (RS) em 2018.

Foto, vídeo e relato por Fidelis