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sexta-feira, 2 de março de 2018

IX ENCONTRO NACIONAL - DIVINÓPOLIS / MG - (PARTE 1 DE 3)

O IX Encontro Nacional em Vespas e Lambrettas foi um êxito nos mais diversos sentidos. Organizado pelo Vespa Clube Divinópolis em sua cidade e região, no interior do Estado de Minas Gerais durante esse carnaval, o evento contou com cerca de 70 motonetas clássicas do Brasil, da Argentina e do Paraguai. Nós, a Scooteria Paulista, estivemos em dez motores rodantes e um rebocado sem placa, e valeu cada minuto desses quatro ou cinco dias fora de casa. Tentarei em registro abaixo destacar os melhores momentos. 


A gente costuma dizer aqui que o Encontro Nacional começa quando você fecha o portão da sua garagem e vai. Então para a SP o Nacional começou na sexta-feira com Rafael Assef e Fernando Pastorelli na Rodovia Fernão Dias em duas Vespas Super's dos anos 70. Partiram após o almoço e rodaram por volta de 250 kms, pousando em São Gonçalo do Sapucaí. Trajeto redondo e com princípio de trânsito pré-carnaval. Vale destacar que a Fernão é uma das mais tensas e intensas rodovias do nosso Estado, muito porque é rota de caminhões de carga entre MG e SP, é caminho para o escape turístico do paulistano para várias regiões interioranas, e seu complexo de curvas, subidas, descidas. 


Então na madrugada de sábado foi a vez do grande comboio da SP, com oito Vespas no páreo antes do cantar do galo no km 0 da mesma pista, com Koré, Caio Cesar, Vitor Hugo, Diogo Vinícius, Rolando, Paulo "De Vito" e eu, Fidelis. Às 5h20 da matina partimos em formação de comboio pelo pedaço mais inseguro de toda a viagem, driblando retrovisores, procurando comunicação com os caminhões e atentos com os motoqueiros loucos que sabe-se lá se estão acordando ou indo dormir. Tanto foi que um passou engarupado pela nossa direita numa CG150, e dez minutos depois estavam eles caídos no asfalto acidentados, um deles inconsciente e outro com ferimentos na face e lateral do corpo. Veio o primeiro pedágio e Koré assumiu a função do recolhe das moedas de todos para agilizar a passagem. Era 6h20 e chegávamos no posto de combustível combinado com Reginaldo e Rose, que iriam conosco em uma Vespa rodante e o carro rebocador da Free Willy Moto Peças. Partimos então as 6h50 em oito motorinos e o carro de ferrolho protegendo o grupo dos caminhões e outros imprudentes. Por quase toda a viagem obedecemos o desenho da formação de comboio "em Z", e quando não, a distância entre as motos era suficiente para não representar perigo ao próximo. A segunda parada para abastecimento e café da manhã foi depois de 100 kms, na altura de Bragança Paulista. Alimentados enfim, partimos então para mais 110 kms de ritmo forte, agora com o sol da manhã à nossa direita. Nesse meio tempo a PX do Caio acusou um pré-travamento de motor. A parada à beira-pista foi de quinze minutos, quando decidimos por abastecer no primeiro posto que encontrarmos. Paramos no segundo posto, com bandeira, onde completamos rapidamente e tocamos em ritmo forte para cruzar a divisa dos Estados meia hora depois. No meio do trajeto a tampa do baú da minha Vespa Super abriu devido à uma fenda na lataria tornando impossível o travamento sem a devida solda. Resultado: viajei 100 kms com a tampa balançando ao vento à esquerda atrás de mim, amarrando-a na próxima parada com um arame de pneu rasgado de caminhão. Desapercebidamente entramos em Minas Gerais, e entre Extrema e Camanducaia fizemos uma parada para abastecimento e preparativos para a chuva. O céu se fechava mais ao norte e os primeiros pingos começavam a cair sobre nós. Abastecidos, decidimos almoçar por ali mesmo enquanto a chuva de verão vinha e passava. A partir daí restava um pouco mais que um terço da viagem a completar. Tocamos até a altura de Três Corações para mais uma abastecida e seguimos em ritmo forte até a última parada para gasolina, em Carmo da Mata, já a 50 kms de Divinópolis. E essa última etapa descompensava a alta qualidade da viagem de ida, quando passamos batidos por radares de velocidade limitados a 40km/h. (Em breve a cartinha do Detran chega lá em casa). Então restando 25 kms para chegarmos ao destino eis que uma forte tempestade nos recebe com todo o seu trevor. Paramos o grupo na porteira de uma fazenda e rapidamente vestimos as capas e proteções. Foi no tempo certo, e no local perfeito encontrado pelo Reginaldo, pois tal pista apresenta um estreito acostamento, bastante arriscado para se parar um grupo em meio a um temporal do qual pouco se enxergava para além de 3 metros. O vídeo abaixo mostra o princípio disso, que se agravaria até o portal de Divinópolis. Entrando então na cidade-destino a chuva baixava para uma garoa fria, e em poucos minutos o seu Salsicha chegava em sua Piaggio Beverly para nos receber e nos guiar até a Praça do Santuário, local de concentração de todo o IX Encontro. E lá estavam vários amigos de longa data, monstros das rodovias, incansáveis dois-tempistas de alto grau de atitude, e falaremos deles nas próximas linhas.


E foi mais ou menos assim, na raça e na coragem, como sempre é, dispensando sensores, computadores, regulares e capacitores para chegar lá. Três vivas aos velhos chassis! Be continued...

Relato, fotos e vídeo por Fidelis

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