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terça-feira, 22 de maio de 2018

GAROTOS PODRES + RUDONES NA SP

O sábado de 05 de Maio foi um marco para nós. Recebemos o show dos lendários Garotos Podres, que resistem na voz de Dr.Mao cantando temas revolucionários e outros ligeiros sobre o cotidiano vivido pela banda durante os anos 80, 90 e começo do novo século. Teve também os divertidíssimos Rudones, um trio que faz Ramones na versão ska. E os DJ's China, Koré e Professor, que pesaram a mão no punk77, Oi! e Ska até umas horas. Fica o registro abaixo.


A casa abriu às 17h, com mais de trinta pessoas aguardando na porta, algumas delas haviam chegado há quase duas horas. Como de praxe, apresentamos otimizações, dessa vez visando receber um número recorde de amigos. Por isso liberamos o banheiro de serviço, recuando o espaço da cozinha, uma vez que cada metro quadrado seria disputado na casa. A banca de salgados e doces da Yumi Yumi Goodies entrou de vez na cozinha, junto com o operacional do bar, e em se tratando de bar o assunto das internas foi a aquisição de uma segunda geladeira de cervejas, visando reduzir o trabalho e a quantidade de voluntários na nossa equipe, oferecendo cerveja gelada o tempo todo, por quanto tempo durasse o evento. O impacto dessas mudanças foi notável. 


A discotecagem abriu com o colecionador e punk velha-guarda Nivaldo "Professor", tocando clássicos da primeira e segunda geração do punk e do street punk inglês e brasileiro em CD's. Ímpar! Às 19h então os Rudones entram em cena para um showzasso que divertiu e surpreendeu a muita gente. Mandaram muito bem nos Ramones jamaicanos! Para tal os três instrumentistas tiveram que reinventar (adaptar) o modo de tocar, então o Pêra agregou escalas melódicas ao baixo, o que é deveras difícil de executar enquanto se canta, o guitarrista trocou o power-chord (tocado de cima para baixo) por acordes abertos, com pestanas, tocadas de baixo para cima, interruptamente. E o baterista variou entre o punk tocado nas pontas das baquetas e a rítmica da ilha. Foi ótimo, e como se vê no vídeo acima, foram mais que aprovados! 


Então entrou o DJ China, mandando vários punk rocks e raízes do Oi!, além de alguns clássicos dos Garotos Podres, confundindo a geral e puxando o côro antes da banda fazer. E falando nela, às 20h30 entra em cena os aguardados Garotos Podres. Aí a coisa foi insana. Não é de hoje que a Scooteria Paulista traz uma energia a mais às festas, mas acho que devemos dizer que chegamos ao platô da coisa. Logo no primeiro som (Garoto Podre) o público foi ao delírio, como se vê neste vídeo acima. Ao término da música a banda pediu calma e respeito ao público pois o espaço era pequeno e havia mulheres e pessoas de mais idade na linha de frente. Ainda assim conter a empolgação de alguns foi uma difícil tarefa. Essa foi a primeira vez que os Garotos Podres tocam com naipes de metal, e foi com a dupla Sonnesso e Raphael, dos Skamoondongos, nos sopros. Um show histórico, cheio de energia, e de referências ideológicas, como sempre fizera Dr.Mao diante dos Garotos, em temas como Subúrbio Operário, Papai Noel, Fuzilados da CSN, e dentre tantos outros, A Internacional. Durou quase uma hora, com direito a biz e tudo. 


E encerrando as atividades Koré assume as pick-ups com sua seleção de Punk Rock, Oi! e alguma coisa de Psychobilly e rock nacional dos anos 80, a cereja do bolo.

E com isso agradecemos a todos os envolvidos nessa grande festa: aos músicos, DJ's, scooteristas, visitantes e staff da SP. Foi mais uma, das melhores da história.
Vídeos por Fidelis
Foto por Leandro Godoi

segunda-feira, 30 de abril de 2018

GAROTOS PODRES + RUDONES NA SP

Nesse sábado de 05 de Maio a Scooteria Paulista abre as portas da Sede para essa gig inédita com os Garotos Podres Oficial. Nascida no ABC no início dos anos 80 a banda resiste na icônica voz de Dr.Mao, e tocará seus temas clássicos com os metais do Skamoondongos pela primeira vez.


A festa abre às 17h com discotecagem de peso. 
Por volta das 18h30 entram em cena os divertidos Rudones, uma releitura de Ramones em versão ska ao vivo. 
O show dos Garotos Podres deve acontecer por volta das 20h30.

DJ's: Nivaldo "Professor", Marcelo China e Koré.

Cozinha: Yumi Yumi Goodies (salgados e doces).

Abertura: 17h / Término: 23h.
Entrada: 15,00 (só na porta, cheguem cedo!).
Rua Lituânia 52, Mooca.

*Evento aberto para todos os públicos e veículos.

ATENÇÃO: Cheguem cedo, o quanto antes, e garanta a sua pulseira/carimbo de entrada, pois a nossa casa tem capacidade para 100 pessoas, e esses shows prometem! Não guardaremos ingresso ou vaga, nem insistam por favor! 

Arte por Leonardo Russo

terça-feira, 24 de abril de 2018

A SP NA DISCOVERY TURBO INTERNACIONAL

No dia 31 de Julho de 2016 realizamos a IV Girata D'Inverno, um giro das motonetas clássicas por pontos históricos, turísticos e culturais entre cidades da Grande São Paulo. E o lugar da vez foi o centrinho histórico de Santana de Parnaíba, cidade que possui o maior patrimônio arquitetônico do Estado. Na ocasião o pessoal do programa Turbinados, da Discovery Turbo Brasil, entrou em contato com a gente na intenção de registrarem esse encontro. Topamos, fizemos a nossa parte, e foi lindo, com participação de 72 scooters antigas num dia de mais de 100 kms de rodagem. Todavia essa edição do programa nunca foi ao ar no Brasil, e não soubemos o motivo. Aí dia desses nossos amigos scooteristas da Colômbia, do México e da Argentina nos enviam imagens dos seus televisores, onde assistiam surpresos a essa aparição internacional da SP, como essas abaixo feitas pelo amigo Ariel Molfino (do Vespa Clú Tulus), diretamente de La Plata (ARG):







segunda-feira, 23 de abril de 2018

RELESPÚBLICA + OS ARTEFACTOS NA SP

Na noite de sábado de 14 de abril a Scooteria Paulista recebeu os lendários curitibanos da Relespública, uma respeitada banda Mod surgida em 1989 e que embalou o coração de muitos jovens de identificação com a coisa inglesa. Foi um projeto um pouco ousado, visto os custos da operação, mas deu tudo super certo, e findamos com o sorriso de orelha a orelha. Fica abaixo um breve registro. 


Esse evento em especial foi um desafio. Tudo começou com Rodrigo Sonnesso e sua banda Marzela em Santa Catarina, quando em fevereiro se apresentaram no Mercado Pirata, e por lá conheceu pessoalmente alguns músicos, dentre eles o pessoal da Mary Lee Family Band e da Relespública. Então alinhamos de trazê-los, e não por menos: duas baita bandas. Como narramos há alguns posts atrás, o show da Mary Lee na SP foi maravilhoso, e deu tudo certo. Então chegava a vez da Reles, power-trio de quarentões em plena forma - tirando o Fabio Elias que está um pouquinho acima do peso hehehe. A banda alugaria um carro, gastaria com a viagem e as horas fora de casa, e talvez ainda com hotel. Alinhamos com eles como procederíamos, e nos responsabilizamos pelos custos todos, salvo a parte da hospedagem. Para tal, organizamos o escritório do clube (adaptado como camarim em dias de shows), e ali seria a "estalagem" do conjunto. Toparam, como poucos, como ocasionalmente faziam em tempos de juventude. E foram rock'n'roll do começo ao fim! Vieram na raça, apostaram com a gente, deram o melhor. Chegaram, passaram o som, alinharam as ideias, abriram suas brejas e tiraram um lazer até a hora da apresentação. Para a abertura e função de cicerone convidamos os promissores Mods paulistanos Os Artefactos, que recentemente lançaram um EP produzido por Sandro Garcia no Estúdio Quadrophenia. Chegaram, passaram o som às 17h, e aguardaram ansiosamente pelo momento deles. 

Na discotecagem Jun Santos e Corazzin (o nosso tesoureiro) se revezaram, tocando temas sessentistas, soul, funk e Mod revival, do jeito que o tema manda. Às 19h entra em cena Os Artefactos, surpreendendo a casa com sua evolução e abertura musical. A banda traz claras influências do garage brasileiro e turco dos anos 60 para o seu som inglês à la freakbeat. Foram ímpares. Abaixo o tema autoral Ventos:


Às 20h30 então a Relespública entra em cena para um impecável show de 45 minutos, em sua formação original, com temas que marcaram as gerações, como Garoa e Solidão, Camburão, Nunca Mais, Boatos de Bar, A Fumaça é Melhor que o Ar (composta pelo Ira! no início dos anos 80 porém gravadas somente pela Reles), e a icônica Ninguém Entende Um Mod, dos paulistanos do Ira! E que show. Por duas vezes Fabio Elias nos honrou com elogios e comentários no mircrofone: "em 29 anos de Relespública nunca havíamos tocado em uma casa essencialmente Mod, e isso para nós é a realização de um sonho"; e mais uma vez: "é uma honra para nós tocar na Scooteria Paulista, a meca do movimento Mod brasileiro". É muito legal ouvir isso. Não que sejamos Mods, ou que buscamos ser algo em específico. A gente gosta, respeita e se identifica com a música das subculturas dos anos 50 aos 90 do século passado, mas não fechamos o assunto em A ou B, simplesmente seguimos fazendo a nossa. Mas é como um prêmio ouvir isso de um monstro como Fabio Elias. 


Findado o set, a banda fez uma pausa de 20 minutos, intervalo preciso para a seleção musical de Jun Santos na pick-up até o segundo tempo da apresentação, agora com a alcunha de Wholes, basicamente a Reles tocando The Who com o vocalista Renato Ximú arrebentando nossos tímpanos com seus alcances ao nível de simplesmente Roger Daltrey. Tocaram as duas fases da banda. Foi matador, de arrancar urros, quase lágrimas, sorrisos do nível de um final de campeonato. Que festa, que músicos, que performance!


Foi uma noite linda, a princípio bastante tensa pois o público demorou a chegar, e a conta dessa festa não era das baratas, mas deu tudo certo. E dar certo para nós é pagar as contas em dia, nos divertirmos enquanto trabalhamos, proporcionar essa experiência aos presentes, ouvir boa música, valorizar o músico compositor, as bandas autorais, a criatividade, o som das ruas, gente correta uns com os outros, e que mantém a chama da era moderna - século XX - acesa, nos brindando com mais um capítulo glorioso para a nossa história. Muito obrigado a todos os presentes, à Relespública e Wholes, aos Artefactos, DJ's Jun e Corazzin, e equipe SP, a melhor do mundo.


Arte por Leonardo Russo
Vídeos, foto e relato por Fidelis

domingo, 22 de abril de 2018

RIP WALTER VESPAPARAZZI (JACAREÍ)

Com profundo pesar que informamos que no fim de tarde de sábado de 24 de Março o nosso amigo, membro, e fotógrafo Vespão vaio a falecer vitimado por uma parada cardíaca. Ele estava com a família trabalhando há alguns meses com sua base (ônibus e Vespa customizados no estilo militar) no Mirante da Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina.  



Membro honorário da SP desde o início de 2011, quando agitava as reuniões e giros da cena do Vale do Paraíba. Participou de diversos giros pela região, encontros das quarta-feiras em São José dos Campos, e das seguintes oficialidades de calendário aberto: Circuito das Motonetas de Interlagos, Noite da Motoneta 2011, São Anivespaulo (edições IV e V), IV Encontro Nacional em São Paulo 2013, SP EM 2T (edição São José dos Campos), I Expedição Tropeira Brasil-Paraguai 2012, The Business Road Trip (Paraguai e Argentina 2013), atém de viagens em comboio para Águas de Lindóia, Monte Alegre do Sul, Taubaté, Jambeiro e Monteiro Lobato nos anos de 2011 e 2012. Lembraremos dele com todo o carinho do universo. Vespão foi um cara raro, especial, um mensageiro da alegria e da liberdade. Seu site: www.vespaparazzi.com.br

LABORATÓRIO SP NA SP

Na quinta-feira de 22 de março a SP abriu as portas da Sede para essa noite histórica. Os Mods paulistanos do Laboratório SP não fazia um show na cidade-natal há quase dez anos, e não fariam, não fosse o esforço do Corazzin e do China em reunir a banda, membro a membro, para esse retorno relâmpago. E foi sensacional. Abaixo um breve registro. 


Primeiro a coisa dependia da passagem do seu vocalista Walter Chinaski por São Paulo, pois reside em Londres. Então contactamos músico a músico e abrimos a casa para os ensaios do conjunto. Foram quatro ou cinco reuniões até que na noite de quinta-feira os quatro chegaram afinados para uma apresentação emocionante. Abrimos a casa às 19h com algum disco do The Jam na ambiência. Em seguida chegou o Nei Tralha com sua seleção de CD's de Soul, rock sessenta e Mod Revival, então um pouco antes da banda entrar China assume a pick-up e pau no gato: abre a roda dançante. Às 21h30 o Laboratório SP entra em cena para uma vibrante apresentação, começando com aquela que abre o disco Sob o Céu de São Paulo: Mundo Paralelo, como se vê no vídeo. 



A Z/L em peso estava presente, claro que alguns não puderam, estavam em outra, ou desaforados, foragidos, ou mortos, mas a maioria da gema se prestou em comparecer nessa reunião, tornando a noite histórica. Para quem não sabe, durante as últimas duas décadas a Zona Leste de São Paulo se tornou uma das principais referências nacionais em música e subcultura Mod e Garage-Punk, revelando dezenas de bandas, cada uma mais criativa que a outra. E desse miolo surgiu Os Tralhas Scooter Club, por volta de 2003 ou 2004, grupo que mais tarde foi um dos grandes responsáveis pela formação da Scooteria Paulista. Portanto, se tratava de uma noite literalmente histórica pra gente. E foi o máximo. Cem pessoas colaram na casa, dançaram, se divertiram, beberam, comeram, falaram e ouviram do mais fino trato da música antiga. O Laboratório SP tocou a maioria do disco, também Ecos da Trangressão, Promessas Vazias, Heat Wave da Martha & The Vandellas, e The Jam, a base da coisa toda: In The City, Modern World... Dada hora Ado Tralha passou o contra-baixo para o Fidelis, que tocou os temas Mundo Moderno e Coisas Sem Sentido. Segue um minuto daqueles sete abaixo. E fechando as participações, Pedro Carvalho foi convidado à guitarra, passando o Jun Santos para o contra-baixo. Eles encerrariam a apresentação com Biff Bang Pow, do Creation, banda mod britânica dos anos 60. Que noite, senhoras e senhores, que noite. A coisa terminou num frenesi de palmas e gritos de quem acabou de assistir a uma das mais essenciais apresentações de rock'n'roll. Passado o som os DJ's voltaram à pick-up até o inicio da madrugada pesando nos CDs e gravações da Tropitralha e outras pedradas inglesas.  


A gente agradece a todos os presentes nessa festa, ao Laboratório, DJ's Nei e China, e à equipe Scooteria Paulista, a melhor do planeta.

Arte: Leonardo Russo
Vídeo 01: The Firm Records
Vídeo 02 e relato: Fidelis

MARY LEE FAMILY BAND + RED LIGHTS GANG NA SP

O fim de domingo de 18 de março foi uma brisa maravilhosa na Mooca, com duas importantes bandas da cena rockabilly/hillbilly nacional: Mary Lee Family Band, diretamente de Londrina (PR), e Red Lights Gang, daqui da capital. Nas pick-ups o rocker vespista Maneiro comandou a trilha da festa, e na cozinha a Yumi Yumi Goodies bolou os doces e salgados da vez. Devido à imensa correria aqui as atualizações do blog está super atrasada, mas deixamos abaixo o registro desse momento especial. A arte foi criada por ninguém menos do que Leonardo Russo, o nosso vice-presidente, o Hans Donner das operações SP. 


A casa abriu às 16h no com ambiente com uma coletânea de "garage-billy" 50's do Koré. Às 17h chegou o Maneiro para comandar a trilha da festa. Às 19h o Red Lights Gang fez seu show, dançante, rico em melodias, aplicados, um conjunto formado por dinossauros da cena rocker nacional.


Às 21h então os aguardados Mary Lee Family Band "sobem ao palco" para uma divertidíssima e explosiva apresentação, contagiante, raíz, fora da curva, com canções que mesclavam o hillbilly com música gipsy. Ao final do show deixaram o palco e tocaram os últimos temas à capela no meio da platéia. Uma bagunça maravilhosa que encerrava a semana com classe.


Agradecemos às bandas pelo esforço e tão boas músicas, ao Maneiro, a todos os visitantes e à nossa equipe, a melhor do mundo.
Arte por Leonardo Russo
Vídeos e texto por Fidelis

sexta-feira, 20 de abril de 2018

IX ENCONTRO NACIONAL - DIVINÓPOLIS / MG - (PARTE 3 DE 3)

O Encontro Nacional de Divinópolis foi o segundo realizado no Estado de Minas Gerais, dessa vez pelo Vespa Clube Divinópolis, e foi um êxito. Tentamos registrar aqui o máximo de informações porém a maioria delas é privilégio da memória de quem foi. A gente da SP foi em 11 motonetas clássicas, quase todas rodando ida e volta. Segue abaixo um breve relato da nossa viagem de volta, uma das mais redondas viagens já vividas entre nós. 


Terça-feira 5h30 da manhã, ainda era céu de noite e nos reuníamos em um posto de gasolina há um quarteirão do hotel. Estávamos em 10 Vespas rodantes: Pastorelli em sua Super 150, Assef na Super 200, Rolando de Originale 150, eu (Fidelis) na Super 200, e o restante nas guerreiras PX200: Reginaldo Silva, Koré, Caio Cesar, Vitor Hugo, Diogo Vinícius e Paulo "De Vito". Na saída da cidade a luz do dia se apresentava, clareando a neblina. Em questão de dez minutos chegávamos ao trevo da saída da cidade, e que dividia as pistas, e ali Koré e Pastorelli, que estavam na ponta, tomaram o caminho errado, o mais longo, no chute, confundindo o grupo. Corri à dianteira e fiz sinal para que retornassem, e ainda assim não entenderam nada, e ficaram plantados à beira-pista por quase dez minutos esperando algum comando. Enquanto isso o grupo em peso nos aguardava no acostamento. Pistola da vida, botamos os pingos nos "is", sem polimento, lembrando aos envolvidos que puxar comboio não é só estar lá na frente. Na dúvida, pare, não faça nada! Então tocamos adiante, alinhados, quebrando a neblina e o silêncio da matina. Passamos então por Carmo da Mata e Oliveira, na mão inversa que nos levara até o Encontro.

Então entramos na BR-381, a estrada que nos levou praticamente em linha reta até São Paulo. O combinado era pararmos no primeiro posto de combustível para recarga do combustível e café da manhã, mas chegando no destino o Pastorelli pastorelou, e apoiado pelo Reginaldo, nos convenceu a rodar mais um pouco para fazer render a viagem. E aqui aprendemos a segunda das três lições que esse retorno nos ensinou: nunca quebre um combinado, principalmente em troca de uma opinião (achismo). Tocamos adiante, para o grande azar da geral com os combustíveis nas últimas. Koré foi o primeiro a encostar. No arco da rodovia lhe abateu a pane-seca. Entrou aí a salvadora Rose Moreira com seu utilitário quatro rodas, que guincharia o meliante até o próximo posto, um quilômetro adiante. Ali foi uma parada para "cincão de gasolina". Era um posto muito simples, bandeira branca, sem um serviço legal de alimentação. Mais uns trinta quilômetros de pista e chegamos num posto com aspecto mais confiável, na altura de Santo Antônio do Amparo. Ali pudemos constatar que Koré abastece deixando uma folga de um litro no tanque, daí que foi ele o primeiro a parar por falta. (Lógico que tomamos a liberdade de completar seu tanque como tem que ser). Alimentados e abastecidos, seguimos adiante. Eram 10 Vespas e um carro no objetivo de chegarmos em casa antes do pôr-do-sol, visto o trânsito que se formaria na volta do carnaval à Grande São Paulo. No ritmo dos 90km/h passamos por Perdões e Carmo da Cachoeira, aqui com mais uma ligeira parada para abastecimento. Era 13h quando passamos por Três Corações, onde fizemos, à beira-pista, a foto em destaque no topo desta postagem, diante do monumento ao Rei Pelé. E quanto mais avançávamos mais nublado o céu nos recebia. Mais ou menos em Extrema ou Camanducaia, por volta das 14h15, os primeiros pingos da chuva começaram a cair. E aqui vem o segundo tempo da viagem...

Já estávamos em tempo de mais uma parada para abastecimento, então encostamos no primeiro grande posto que encontramos. Observando o céu notei que as nuvens da chuva eram empurradas pelo vento para a mesma direção que seguiríamos. Então a estratégia foi darmos um tempo no restaurante do posto mesmo, nos alimentarmos decentemente, descansarmos as pernas e as costas, esfriarmos os motores, e descontrairmos o grupo, que já resistia por quase oito horas sobre o aro 10. Enquanto isso a chuva ia na frente. Foi uma das mais precisas estratégias de viagens, e dali em diante pegaríamos o asfalto molhado por cerca de 150kms. É sempre tenso viajar assim, principalmente porque o chão passa a ser mais um problema a se considerar. Chuvas rápidas deixam o asfalto "gorduroso", escorregadio, ou seja, bastante inseguro para se andar em comboio. Claro que não foi a primeira e nem será a última vez que viajamos nessas condições, então nem é preciso detalhar que o grupo abriu uma distância um pouco maior do que em pista seca, e a concentração dobrou ali. Qualquer erro poderia nos custar bem caro. 


E assim entrávamos no Estado de São Paulo, em perfeita sintonia e formação, por Bragança Paulista e em seguida Atibaia, quando fizemos a última parada para abastecimento, mais ou menos há cem quilômetros da capital. Ali nos despedimos com muito orgulho dessa equipe corajosa e unida, que tocaria juntos ou separados, conforme as condições do trânsito e o destino das suas casas. Liberamos o carro da Rose, que durante toda a viagem levou nossas bagagens, aliviando o peso e a aerodinâmica das motos. Ela mesmo ficaria para trás pois em questão de meia hora o trânsito da volta do feriado afunilaria como sempre. Reginaldo reduzira para acompanhar a esposa no carango, alguém mais ficou atrás, e naquelas de salve-se-quem-puder tocamos pelos corredores, driblando retrovisores, na média dos 50km/h pela Fernão Dias, por Mairiporã, até a capital. Meu farol começava a apagar de vez, a lanterna já havia queimado há algum tempo, então a preocupação final era chegar logo no bairro. E não deu outra, foi suave, braço e foco, km a km, até que entramos na metrópole que nos abraçaria com seu inconfundível cinza de boas-vindas.

E assim findamos uma das mais bem-sucedidas experiências rodoviárias da SP. Essa foi daquelas viagens de se lavar a alma, de se erguer o nível das coisas, e de se unir em prol de coisas reais, ainda que inventadas para nos fazer divertir e distrair enquanto a vida dura nos consome. Parabéns a todos os envolvidos nessa viagem homérica de 1350 kms cravados no conta-giro. Que venha Santa Maria (RS) em 2018.

Foto, vídeo e relato por Fidelis

sábado, 31 de março de 2018

IX ENCONTRO NACIONAL - DIVINÓPOLIS / MG - (PARTE 2 DE 3)

O IX Encontro Nacional de motonetas clássicas aconteceu em Divinópolis (MG) na liderança do Vespa Clube Divinópolis, e foi um êxito em diversos sentidos: na amistosidade, na participação, na viagem, no cardápio, nos roteiros e atividades paralelas. Um evento marcante para nós, que fomos até lá em 11 clássicas, superando a marca dos 1300 kms de rodagem em cinco dias. Conforme lembrança deixarei um breve registro abaixo.


Às 16h chegou o Pastorelli e o Assef em duas Super's setentistas, depois de dois dias de viagem em ritmo turístico. Kelly Miranda chegou com a Lambretta LI rebocada por Cid e esposa mais cedo. E a maior parte do nosso grupo, como narrado no post anterior, chegava na concentração do evento no final de tarde, com as capas de chuva ainda umedecidas. E aqui mora o platô dos encontros nacionais: o encontro em si. De imediato já via o pessoal dos Lambreteiros Tapejara (RS) e do Vale dos Sinos Scooter Club (RS), que foram rodando em Lambrettas dos anos 50 e 60 de casa à Minas: Rafael Dalagasperina, Danilo Lauxen, Barcelos Jobb e Clair Melo. Com eles os gaúchos dos Herdeiros do Passado: Stello e Cleberto, vestidos no uniforme italiano do clube de Santa Maria, que foram de avião e descolaram uma motoneta por lá. Também alguns amigos dos Motonetas Clássicas Campinas, como o Leo Freitas e o Tatu Albertini, do Vespa Club Sorocaba foi o Vander Durante, do São Roque Vespa Clube foi o Ed Purga com esposa, o Jorge e patroa do Confraria Vespa Motor Clube (RS), e outros tantos scooteristas independentes do Brasil, como a Mary Kelly, o Lucas David e mais um pessoal de São José do Rio Preto e do Circuito das Águas, a turma do Vesparaná com o Ito, Keiji, Coca, Luis, etc, o paraguaio Jorge Colman e sua esposa Débora representando em Sprint Veloce o lado paraguaio sobrevivente dos Scooteristas Marginales, o argentino Pedro Fernandez que veio rodando numa Siambretta Li 1963 diretamente de Santos Lugares, próximo da capital argentina, etc. E claro, os primeiros sendo os últimos pois merecem uma linha em caráter de assinatura: os cicerones do VC Divinópolis são Wesley Xavier e Junaia (presidente e primeira-dama), Leonardo, Lúcia, Mauro, José Alves, Pedro, Machado e Salsicha, Charles, Libério, Ronaldo, Toin Galinha e Marcos. Me foge da memória tantos nomes e motos, e foram pelo menos de 70 unidades delas.


No domingo, dia principal do encontro, nos reunimos na praça do Coreto às 10h para comprimentos gerais e briefing, e partimos para o grande passeio, começando pelo Teatro Municipal Usina Gravatá, construído em 1932 para ser (e foi) a primeira Usina de Álcool Motor de Mandioca da América Latina, da capa dessa postagem. De lá tocamos para o Museu de Automóveis de Carmo da Mata, sessenta kms distante. Ficamos por uma hora e meia na praça da cidadela, tempo de visitação do museu, conversas e caminhadas. As construções dali eram como que centenárias, um cenário de filme de época, preservando aspectos da arquitetura, do convívio e da cultura local. Por lá a PX do Koré deu um bom trabalho para funcionar. Era a vela, como detectou Reginaldo Silva. Trocamos a tocamos à parte com o Zé Alves como guia, o lambreteiro que tem fama de melhor mecânico do mundo na região, e que nos levou até o Pesque e Pague Estação, na pequenina Marilândia. Em clima de festa o almoço à mineira estava maravilhoso, as crews e clubes em suas mesas falavam alto e comiam bem. (Eu e mais alguns já tínhamos dado aquela ideia no pé do ouvido do Stello no café da manhã, e então...) Dada hora Pedro Fernandez e Tatu Albertini puxaram o coro pela eleição da nova cidade-sede do Encontro Nacional de 2019. Haviam duas possibilidades fortes, mas venceu aquela que há muito tempo sonhamos: Santa Maria (RS), pelas mãos dos Herdeiros do Passado. Aí foi aquela festa com o Stello e Cleberto. Que momento!



Pelas 16h partimos para Divinópolis em pelo menos 30 motonetas. No caminho rolou duas pane secas, uma pane elétrica e um pistão dilatado, além de prováveis multas de velocidades - a do Paulo De Vito já chegou. Em questão de uma hora já estávamos na praça da concentração para a prometida reportagem da TV Globo, que no fim não rolou, dispersando a população. À noite retornamos à praça, e o clima por lá era maravilhoso. Fazia calor, estávamos entre muitos amigos, e tudo conspirava à favor. No rock o som da banda Frenesi, e do DJ Voodoo Fraga e sua Kombi do Vinil. A festa foi até umas 23h30, então de repente já não via a Scooteria. Estávamos em maioria no bar da Claudete, um pico de pegada underground que funciona na casa da dona, com público alternativo, cachaças locais e sistema de som à nossa disposição. Ficamos por lá também na presença do Tatu, Leonardo Melco, Ito 8 e Lucas David. Noite que até hoje rende risadarias intermináveis lá em casa. Findamos uma caminhada pelas ruas de baixo, onde encontramos um empório de cervejas especiais e afins, para meu delírio. Comprei alguma coisa e fomos para o hotel descansar para a próxima etapa.



Na manhã de segunda-feira já se notava a ressaca e o cansaço na expressão de alguns. Metade dos viajantes se preparavam para o longo trajeto de volta, outros já tinham tomado a estrada. Partiram nessa manhã o Vesparaná rumo à Curitiba, e os Vale dos Sinos com os Lambreteiros Tapejara para diferentes partes do Rio Grande do Sul. Na concentração na praça Wesley passou todas as instruções sobre o novo desafio do evento: uma estrada de terra que nos levaria a um restaurante rancheiro, onde estava sendo preparado um espetáculo de almoço. Deixamos o perímetro urbano em 30 motonetas aproximadamente, passando antes pela famosa Maria Fumaça, a locomotiva 340, construída na década de 40 durante a Segunda Guerra Mundial. Uma hora depois pisávamos em terra firme, no sentido literal. Wesley e Junaia e equipe VCD nos guiava com maestria pela cidade, acompanhando o tempo dos semáforos e veículos, e considerando o caminho quase deserto que tomaríamos, trataram de orientar a todos sobre a necessidade do tanque cheio. Passamos então pelo distrito de Ermida, onde uma grande usina siderúrgica operava com as caldeiras em chamas. Um baita calor fazia naquela hora, e todo mundo disputava cada centímetro de sombra enquanto esperava pelo restante do comboio que chegava. Dali tocamos por mais vinte minutos na terra até o restaurante Quiosque Cascavéu, ou o famoso restaurante do Mauro. Vale registrar que neste caminho o escapamento da Super 150 do Pastorelli soltou (depois de romper uma solda) e por muito pouco isso não o levou ao chão. Alguém guardou o escape no porta-malas de um carro - acho que foi o Leo Freitas - e então Pastor seguiu conosco com barulhento até o fim da jornada, para mais tarde, de volta à cidade, soldar a peça com a ajuda de alguém de cidade (que ainda não identificamos o nome). No restaurante o clima era dos melhores: comida da boa, cachaça, brejas baratas e bem geladas. Passamos umas três horas por lá proseando e prestando breves homenagens ao som de muita risadaria, pássaros e talheres batendo. Por volta das 15h30 encerrávamos as atividades e voltaríamos para o asfalto. Chegando na Praça do Coreto ainda rolou aquela cerejinha do bolo: a gincana da "Corrida Lenta" encerraria com maestria a programação do IX Encontro Nacional. Os desafiantes se inscreviam espontaneamente e o objetivo era percorrer 100 metros em linha reta na menor velocidade possível sem pisar no chão, visando chegar lá depois do seu oponente. Aqui o que menos importava era ganhar alguma coisa, todo mundo estava nessa sorrindo até as últimas pelo sequência de acontecimentos deliciosos. Participaram da gincana o pessoal do Divinópolis Vespa Clube, Scooteria Paulista, Motoneta Clássicas Campinas e São Roque Vespa Clube. Ao final o primeiro lugar ficou com a lambreteira paulistana Kelly Miranda, trazendo o caneco pra SP, e contagiando a praça com sua alegria. E eis que a coisa toda chega ao fim. Às 21h ligamos as motos e partimos em grupo, a SP toda, de volta ao hotel, com a estratégia da volta alinhada em roda pública sem delongas. A partida se deu em grande estilo, com nove motonetas emparelhadas no pique da Corrida Lenta.





E assim encerrava para nós o IX Encontro Nacional, dessa vez em Divinópolis, cidade onde tudo é bom: a comida, as pessoas e as motos. A gente agradece a esse povo maravilhoso por toda a força de vontade e carinho. Não é fácil organizar um encontro, muito menos um Nacional. Muito porque a gente lida com expectativas diversas, culturas, hábitos e senso de cena muito distintos, que encontros regionais não apresentam. A responsabilidade é outra.  Em 2019 o Nacional será em Santa Maria (RS). Estejam preparados para viver dias intensos e bastante quentes nas terras geladas do Rio Grande do Sul. A Scooteria Paulista parabeniza ao Wesley, Junaia e todo o Vespa Clube Divinópolis por suas capacidades e empenho. A gente amou estar aí, e vocês não sabem o quanto.




Relato e algumas fotos por Fidelis

sexta-feira, 2 de março de 2018

IX ENCONTRO NACIONAL - DIVINÓPOLIS / MG - (PARTE 1 DE 3)

O IX Encontro Nacional em Vespas e Lambrettas foi um êxito nos mais diversos sentidos. Organizado pelo Vespa Clube Divinópolis em sua cidade e região, no interior do Estado de Minas Gerais durante esse carnaval, o evento contou com cerca de 70 motonetas clássicas do Brasil, da Argentina e do Paraguai. Nós, a Scooteria Paulista, estivemos em dez motores rodantes e um rebocado sem placa, e valeu cada minuto desses quatro ou cinco dias fora de casa. Tentarei em registro abaixo destacar os melhores momentos. 


A gente costuma dizer aqui que o Encontro Nacional começa quando você fecha o portão da sua garagem e vai. Então para a SP o Nacional começou na sexta-feira com Rafael Assef e Fernando Pastorelli na Rodovia Fernão Dias em duas Vespas Super's dos anos 70. Partiram após o almoço e rodaram por volta de 250 kms, pousando em São Gonçalo do Sapucaí. Trajeto redondo e com princípio de trânsito pré-carnaval. Vale destacar que a Fernão é uma das mais tensas e intensas rodovias do nosso Estado, muito porque é rota de caminhões de carga entre MG e SP, é caminho para o escape turístico do paulistano para várias regiões interioranas, e seu complexo de curvas, subidas, descidas. 


Então na madrugada de sábado foi a vez do grande comboio da SP, com oito Vespas no páreo antes do cantar do galo no km 0 da mesma pista, com Koré, Caio Cesar, Vitor Hugo, Diogo Vinícius, Rolando, Paulo "De Vito" e eu, Fidelis. Às 5h20 da matina partimos em formação de comboio pelo pedaço mais inseguro de toda a viagem, driblando retrovisores, procurando comunicação com os caminhões e atentos com os motoqueiros loucos que sabe-se lá se estão acordando ou indo dormir. Tanto foi que um passou engarupado pela nossa direita numa CG150, e dez minutos depois estavam eles caídos no asfalto acidentados, um deles inconsciente e outro com ferimentos na face e lateral do corpo. Veio o primeiro pedágio e Koré assumiu a função do recolhe das moedas de todos para agilizar a passagem. Era 6h20 e chegávamos no posto de combustível combinado com Reginaldo e Rose, que iriam conosco em uma Vespa rodante e o carro rebocador da Free Willy Moto Peças. Partimos então as 6h50 em oito motorinos e o carro de ferrolho protegendo o grupo dos caminhões e outros imprudentes. Por quase toda a viagem obedecemos o desenho da formação de comboio "em Z", e quando não, a distância entre as motos era suficiente para não representar perigo ao próximo. A segunda parada para abastecimento e café da manhã foi depois de 100 kms, na altura de Bragança Paulista. Alimentados enfim, partimos então para mais 110 kms de ritmo forte, agora com o sol da manhã à nossa direita. Nesse meio tempo a PX do Caio acusou um pré-travamento de motor. A parada à beira-pista foi de quinze minutos, quando decidimos por abastecer no primeiro posto que encontrarmos. Paramos no segundo posto, com bandeira, onde completamos rapidamente e tocamos em ritmo forte para cruzar a divisa dos Estados meia hora depois. No meio do trajeto a tampa do baú da minha Vespa Super abriu devido à uma fenda na lataria tornando impossível o travamento sem a devida solda. Resultado: viajei 100 kms com a tampa balançando ao vento à esquerda atrás de mim, amarrando-a na próxima parada com um arame de pneu rasgado de caminhão. Desapercebidamente entramos em Minas Gerais, e entre Extrema e Camanducaia fizemos uma parada para abastecimento e preparativos para a chuva. O céu se fechava mais ao norte e os primeiros pingos começavam a cair sobre nós. Abastecidos, decidimos almoçar por ali mesmo enquanto a chuva de verão vinha e passava. A partir daí restava um pouco mais que um terço da viagem a completar. Tocamos até a altura de Três Corações para mais uma abastecida e seguimos em ritmo forte até a última parada para gasolina, em Carmo da Mata, já a 50 kms de Divinópolis. E essa última etapa descompensava a alta qualidade da viagem de ida, quando passamos batidos por radares de velocidade limitados a 40km/h. (Em breve a cartinha do Detran chega lá em casa). Então restando 25 kms para chegarmos ao destino eis que uma forte tempestade nos recebe com todo o seu trevor. Paramos o grupo na porteira de uma fazenda e rapidamente vestimos as capas e proteções. Foi no tempo certo, e no local perfeito encontrado pelo Reginaldo, pois tal pista apresenta um estreito acostamento, bastante arriscado para se parar um grupo em meio a um temporal do qual pouco se enxergava para além de 3 metros. O vídeo abaixo mostra o princípio disso, que se agravaria até o portal de Divinópolis. Entrando então na cidade-destino a chuva baixava para uma garoa fria, e em poucos minutos o seu Salsicha chegava em sua Piaggio Beverly para nos receber e nos guiar até a Praça do Santuário, local de concentração de todo o IX Encontro. E lá estavam vários amigos de longa data, monstros das rodovias, incansáveis dois-tempistas de alto grau de atitude, e falaremos deles nas próximas linhas.


E foi mais ou menos assim, na raça e na coragem, como sempre é, dispensando sensores, computadores, regulares e capacitores para chegar lá. Três vivas aos velhos chassis! Be continued...

Relato, fotos e vídeo por Fidelis

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

R.I.P. ELÍDIO GILBERTO SAM

Com profundo pesar informamos que o nosso amigo da Baixada Santista nos deixou, vitimado por um câncer. Raduneiro, participou de quase todos, além do Nacional de São Paulo e reuniões na Sede com essa inconfundível Vespa M4 1961. Seu sorriso e boa vontade marcaram nossos anos dois-tempistas para sempre.Descanse em paz Elidio, e muito obrigado por todo o seu apoio.



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

IX ENCONTRO NACIONAL / DIVINÓPOLIS - MG

Nesse carnaval os amigos do Vespa Clube Divinópolis recebe o Brasil em Vespas, em Lambrettas e afins, mantendo a tradição do principal encontro que liga os clubes e scooteristas do Brasil. São quatro dias longe de casa entre os mais ativos dois-tempistas do país. 


O sábado será de recepção, e para nós, de viagem intensa. São 550 quilômetros da nossa Sede até o evento. 
O domingo, como sempre, é o principal dia, com apresentação dos clubes, scooteristas, viajantes, com passeios, almoço, souvenires, e festa à noite, onde possivelmente será votado o destino da décima edição do grande encontro. 
Na segunda tem passeio cedo e almoço, e então iniciaremos a nossa viagem de volta à SP, sem pressa, com intenções turísticas e culturais pelo caminho. 

Nos vemos lá!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

YELLOW CAP + SOMBRERO CLUB NA SP

A atípica quinta-feira de 01 de fevereiro foi fantástica em nossa Sede. Duas bandas internacionais que de passagem pelo Brasil deram tudo de si na matinê de casa cheia, com a discotecagem do quilometrado Luis "Alemão" (Boss Sounds), e presenças ilustres. Como de praxe, fica o registro.


As 19h abrimos a casa, e como sempre fazemos, apresentando alguma novidade aos visitantes. Dessa vez a boa foi um detalhe no sistema de som e um up na iluminação do salão. Alemão foi o primeiro a chegar, com suas pedradas dos anos 80, 90 e 2000 do ska mundial. Alemão é "das antigas", e tem muito a ensinar aos jovens apreciadores da música jamaicana, a humildade e disposição são duas notáveis qualidades desse monstro, e a gente vê isso e reverencia pessoas como ele de todo o coração. Aos poucos a casa enchia, o pessoal vinha direto do trabalho, da lida, esperando pelos salgados do Wendel Barros, que deu um atrasada por motivos de força maior, mas chegou (as 20h30) com os pastéis assados de carne servidos pela esposa Tássia. Nas sobremesas Yumi Yumi Goodies trazia brownies, pães de mel, e as bolachinhas temáticas da two-tone feitas especialmente para a ocasião. A primeira banda a chegar foi o Yellow Cap, com oito integrantes. Foi tempo de comprimentos e uma breja e já estavam no "palco" passando o som para minutos depois "quebrarem" tudo com o apetite mais do que esperado de uma banda que completa agora 20 anos de carreira, honrando-nos com o show inaugural dessa tour. Tocaram por uma hora, temas antigos e recentes e homenagens ao país. Show contagiante e marcado pela empolgante presença de palco do vocalista Kay, que já compreende a língua portuguesa muito bem - essa é a quinta passagem da banda pelo Brasil. Às 22h o Sombrero Club "Project" toma a vez e soa a camisa com esse time misto de brasileiros liderados pelo argentino Mariano Goldenstein. E que show! A banda era composta por cinco músicos, e sem naipe de metais dessa vez,  e com um teclado matador. Tocaram sons da segunda metade da história da banda e alguns "hits" do estilo, dentre eles Lip Up Fatty, dos reis Bad Manners, com participação especial do Axl, vocalista do Skamoondongos. Que bagunça da boa, do jeito que tem que ser! Às 23h findamos o som e então foi só manter a festa em fogo baixo até as 1h30 da manhã, quando os últimos visitantes se despediam.



Fica aqui o nosso agradecimento à Staff da SP, aos scooteristas, ao Yellow Cap e ao Sombrero Club, ao Alemão Boss e sobretudo a todos os visitantes que saíram da rotina para fazer "dar certo" esse evento de apoio aos gringos.

Foto por Alemão Boss Sounds
Vídeo e relato por Fidelis

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

YELLOW CAP (ALEMANHA) x SOMBRERO CLUB (ARGENTINA) NA SP

Na quinta-feira de 01 de Fevereiro a SP libera as "skadarias" da Sede para uma gig internacional deveras especial. A big band YELLOW CAP (Alemanha) volta ao Brasil nessa turnê comemorativa de 20 anos de estrada. Já o SOMBRERO CLUB (Argentina), uma das mais renomadas bandas de ska da América Latina vem com seu frontman Mariano Goldenstein acompanhado de músicos de consagrados conjuntos do estilo do ABC paulista. Totalmente imperdível! 


As bandas tocam entre 20h30 e 23h. Antes, no intervalo e depois teremos o DJ Alemão (Boss Sounds - Tudo sobre Ska, Reggae & Rocksteady). Brejas especiais e premiuns à módicos preços. Salgados por Wendel Barros Cólera. Sobremesas Yumi Yumi Goodies.

Entrada: 15,00 na porta. Rua Lituânia 52, Moóca.

*Aberto a todos os públicos e veículos.
*Gravação de um documentário sobre a música jamaicana como manifestação de paz pelo mundo.

Arte por Leonardo Russo

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

X SÃO ANIVESPAULO

Na quinta-feira de 25 de Janeiro e São Paulo, pela décima vez seguida, foi homenageada pela categoria dois-tempista. Quase 80 motonetas clássicas participaram do São Anivespaulo, o encontro mais tradicional da Scooteria Paulista. E como de costume, a cada ano reverenciamos algum elemento histórico, identitário e cultural da cidade. Então dessa vez o tema foi bem claro: "São Paulo de Todos os Povos". Abaixo um breve registro do evento.


9h30 da manhã a Concentração já contava com mais de cinquenta scooters clássicas. Estávamos no bairro da Vila Anastácio, zona oeste, diante da extinta fábrica da Lambretta do Brasil, numa rua sem saída porém bastante movimentada pelo fluxo de caminhões de logística. O galpão da Lambretta estava lá, e funciona agora uma empresa de armazenagem e distribuição de mercadorias. Na frota contamos com as Lambrettas modelos LD e LI, Vespas modelos M4, Super 150 e "200", Rally 200, PX200 e Originale 150, também os modelos indianos Bajaj Classic 150 e Tuk-Tuk Bajaj/Kasinski. O blog Lambretta Brasil tratou de convidar alguns ex-funcionários da fábrica, e dois deles apareceram com memórias e documentos, o seu Roberto e o seu Antonio, que dada hora deram uma palavra-testemunho aos participantes, com curiosos adendos do sr.Laercio e do sr.Artur, que na época prestaram algum serviço à indústria.


Era tanta gente que eu passaria horas meditando para recordar de todos, então não me levem a mal mas dessa vez vou destacar os membros da nossa distinta sociedade dois-tempista, voluntários que fazem a máquina funcionar nesse clube: Leonardo Russo, Victor Hugo, Gabriel Corazzin, Renato Delia, Reginaldo Silva e Rose, China, Artur Biscaia, Rodrigo Sonnesso, Rafael Assef, Diogo Reis, Adriano Stofaleti e Lara, Afonso Antunes, Marcelo Santana, Edelcio Pasqualin, Diego Pontes, Vanessa Amado, Samuel Charelli, Carlos Volpato, Gabriel Forte, Fernando Pastorelli, Diogo Vinícius, Gu e Caco Parise. Somado ao Koré e Cris e Kadu, que preparavam as coisas na Sede, aproveito para agradecer a essa equipe exemplar! 



Às 10h30 ligamos os quase oitenta motorinos e partimos pela Lapa rumo à Barra Funda e Centro antigo da cidad, controlando a coisa pelos faróis, ajustando o comboio às situações do tráfego geral. E pouco a pouco cruzávamos a grande cidade numa grande sinfonia de bielas e buzinas. Houvera tantos detalhes a ser contado, mas o tempo aqui não é mais o mesmo, então pularemos os episódios e vamos aos finalmentes. Chegamos ao Museu da Imigração, na Mooca, apenas à cunho simbólico, para lembrar a todos que praticamente a totalidade de nós fomos, em algum momento, imigrantes, migrantes, passageiros e nômades que chegou nessa terra trazendo nada além de suas roupas, marcas de sofrência da terra que deixara para trás, e alguma esperança em recomeçar suas vidas numa nova sociedade em formação.

Abaixo o vídeo do Caco Parise em 360 graus:



As 13h30 chegávamos em nossa Sede, no alto da Mooca, para um almoço geral com música, geladas e prosa. Um dia maravilhoso que se completava a cada visitante que chegava embasbacado com a beleza de tantas motos históricas reunidas. O clima estava ótimo, a equipe trabalhando com gosto, o pessoal do Acarajazz servindo seus pratos bahianos maravilhosos, e China e Koré revezando na discotecagem de sons do mundo, beirando o rock que fazemos.


Mais uma vez nos desculpamos com todos pela ausência de seus nomes nos registros, mas o vídeo e as fotos não mentem. Vocês fizeram o X São Anivespaulo acontecer!! Obrigado São Paulo 464 anos, e anivespaulistas de uma década!

Breve relato por Fidelis / Vídeo e fotos por Caco Parise.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

X SÃO ANIVESPAULO



CONCENTRA: 9h30 diante da extinta fábrica da Lambretta do Brasil S/A - Rua Jorge Nunes Kehdi (esquina com Rua Bartholomeu Paes 136), Vila Anastácio/Lapa. Presença confirmada de antigos funcionários da Lambretta. Giro simbólico por bairros que expressam um pouco desses elementos culturais brasileiros e estrangeiros com parada no Memorial do Imigrante/Mooca.

ALMOÇO NA SEDE DA SP a partir das 13h30 servido pelo Acarajazz - Sabores da Bahia. Sobremesas Yumi Yumi Goodies.

*Somente scooters clássicas e históricas!!!

Arte por Leonardo Russo
Apoio: Blog Lambretta Brasil.

365 NA SP - VÍDEO

Sábado agora abrimos as portas da Sede para uma celebração que foi memorável, ocasião em que tocou em nossa casa nada menos do que os lendários punks da banda 365, surgida em 1983 em São Paulo, durante a primeira fase do movimento musical de protesto que ganhava o mundo.



Noite maravilhosa como se apresenta no vídeo, com a discotecagem de China, Koré e Renato Andrade e seu acervo originado nos 80', com Cris Yumi nas sobremesas e equipe SP nos trabalhos gerais. Muito obrigado a todos. Até a próxima. 

Grândola Vila Morena 

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina, um amigo
Em cada rosto, igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto, igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

(Zeca Afonso)

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

365 NA SP

No segundo sábado de 2018 abriremos o calendário dois-tempista com nada menos do que a banda 365. Suas origens estão na primeira geração do punk nacional, tocaram em diversas rádios, programas de TV, expressando como poucos sentimentos que se possa ter sobre o seu lugar. Relembre temas como “São Paulo”, “Grândola Vila Morena”, “O Natal Vai Chegar*”, entre tantos.


Data: 13 Janeiro, das 17h às 23h. Show previsto para as 20h30.
DJ's Renato Andrade (B-Pop na Rádio Antena Zero), Marcelo China (Scooterboys) e Koré.
Rango, boas brejas e aquele espírito de como tem que ser.
Entrada: 15,00 - ou 10,00 reais com nome na lista até as 16h do dia do show: scooteriapaulista@gmail.com .
Onde: Rua Lituânia, 52, alto da Mooca. Evento "aberto" a todos os públicos e veículos. 

Arte por Leo Russo