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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

DELLORTOS na SP

O sábado de 18 de Agosto foi um marco entre alguns aqui. Aconteceu na Sede da SP a estréia do power-trio Dellortos, banda paulistana de "punk-mod-garage-2strokism" formada por Gabriel Forte na bateria, Ado Moraes do baixo e Marcio Fidelis na guitarra e voz, tocando temas das nossas vidas na cidade grande e nas estradas. 


A festa contou com a discotecagem de Gabriel Corazzin, Jun Santos e Nei Tralha, pisando nos anos 60 e 70 com muita propriedade. Na cozinha Yumi Yumi Goodies outra vez fazendo as delícias. A gente só tem a agradecer a todos os participantes disso, foi fantástico! No vídeo a banda tocando seu tema "1.23 / 1.234". Contato para shows: 11 95497-8344.


Vídeo por Tuca / Foto não sabemos.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

DELLORTOS NA SP

O sábado de 18 de Agosto foi bastante especial para muitos de nós, sobretudo para dois membros da casa, que diante dessa vista da arte abaixo deu início a um projeto musical um pouco diferente.


Trata-se dos Dellortos, um trio que toca punk rock na linhagem do anos 70, com influências diversas do garage-punk 60 e do punk brasileiro dos 80, além da influência maior que é a própria vida, essa baseada em muito sangue no olho diário no trânsito de São Paulo, pisando nos campinhos de várzea da zona leste e nas rodovias dessa América do Sul. Nas pick-ups os DJ's Corazzin, Jun Santos e Nei Tralha tocaram aquele som das raízes da nossa formação, e aí é papo pra perder de vista. A Yumi Yumi Goodies mais uma vez acertou a mão nos doces e salgados. A arte acima foi feita pelo mestre Leonardo Russo, e que muito nos honra. Em breve notícias desse dia... 

AUTORAMAS + DINAMITE COMBO

O que dizer da noite de 11 de Agosto em nossa Sede? É maravilhoso abrir as portas da casa para tanta gente boa, tanta banda boa. 



Nesse sábado a SP amanheceu com os colchões dos músicos curitibanos espalhados pelos quartos. O Dinamite Combo já estava na área, e realizaria mais tarde um dos shows mais legais que já rolou na SP, na opinião staff. E na ponta da lança os super-quilometrados do rock independente, Autoramas, quarteto que completa 20 anos de estradas, e que fez um rock de altíssima categoria. Nas pick-ups o Kadu Toschi (Maison Tobias), quem nos cedeu as próprias, trazendo muitos discos, e tocou de brasilidades ao pop 80, divertindo a roda até altas horas. Também o amigo de muitos aqui e de longa data, Gregor Izidro, que assina a sua discotecagem como Mongobeat, e toca compactos de música brasileira obscura dos anos 60 e 70, e muito garage-punk. 



A festa abriu com Mongobeat no som e Yumi Yumi Goodies trazendo as delícias. (E a criativa bolachinha da vez foi a pista de autorama). Nas geladeiras tudo em ordem e pela casa a equipe a postos. Aos poucos chegavam as visitas. Com imprevistos abrimos a casa às 18h. Devido à transmissão ao vivo que os Autoramas fariam, e ao complexo palco multi-instrumentado da banda, optamos em fazê-los primeiro, mas no horário de sempre, ou seja, eles tocaram às 20h50, e fizeram uma baita apresentação, transmitida ao vivo pela página da banda (e acima um belo trabalho filmado pela Casanova Produções). Já falei que foi um baita show? O Dinamite Combo então entrou em cena às 22h10, para fazer os sapatos deslizarem e os cabelos voarem no salão, numa das mais contagiantes apresentações, tocando o que sabem fazer como ninguém: soul e funk music, a verdadeira! Fiquem abaixo com um trecho deles tocando Sam & Dave. A todos os envolvidos o nosso muitíssimo obrigado.



Foto 1 por Murilo Ribeiro
Foto 2, vídeo Dinamite e texto por Fidelis.
Vídeo Autoramas por Casanova Produções

terça-feira, 28 de agosto de 2018

AUTORAMAS + DINAMITE COMBO

No sábado de 11 de Agosto a Scooteria Paulista abriu as portas da Sede para uma noite muitíssimo especial com dois nomes de peso em suas respectivas cenas: Autoramas e Dinamite Combo. A primeira foi formada em Brasília há vinte anos e atualmente reside próximo à capital paulista - falamos da nova formação da banda, sempre contando com o seu frontman Gabriel Thomás. A segunda é um sexteto de música negra, digamos, de Soul e Funk Music, ao estilo daquela velha guarda da virada nos anos 60 para o 70. Nas pick-ups contamos com a discotecagem e apoio técnico de Kadu T (Maison Tobias) e Mongobeat. E na cozinha mais uma vez a Yumi Yumi Goodies fazendo seus doces e salgados deliciosos. Abaixo o cartaz do evento, feito pelo nosso vice-presidente Leonardo Russo, o monstro! 

VI GIRATA D'INVERNO - GUARAREMA

No domingo de 22 de Julho a cidade de Guararema foi invadida por um maravilhoso enxame dois-tempista. Essa foi a VI Girata D'Inverno, o giro da categoria pelas cidades da Grande São Paulo. E dessa vez o destino eleito foi esse, com parada definitiva na histórica Estação de Trem de Luis Carlos, distrito da cidade. O evento foi puxado pela SP e contou com a participação de 57 motonetas, entre Vespas e Lambrettas, de uma dúzia de cidades. 


Conforme anunciado, às 9h a concentração se formava num posto de combustível próximo à Ponte Aricanduva, na Marginal Tietê. Foram 45 minutos até ligarmos os motores para um dos mais prazerosos eventos de estrada já feito. Realizamos um breafing e partimos, tocando na faixa direita numa das mais belas formação de comboio realizadas. Uma pintura em movimento, como se vê no vídeo abaixo, no miolo do trajeto à 75 por hora. Conosco a galera do Vespa Clube Sorocaba, São Roque Vespa Clube e muitos scooteristas independentes e experientes.


Minutos depois Koré organizava a passagem pelo primeiro pedágio, com o grana recolhida dos participantes. Na estrada era como se o comboio tivesse treinamento semanal, ou seja, era um sinal da dianteira e já se via o movimento do grande rastro dos motorinos trocando de faixa. Foi uma baita viagem, redonda, perfeita. Quase chegando na saída da rodovia fizemos uma rápida parada num posto de combustível, daquelas "sem tirar o pé do chão", apenas para nos certificarmos de que ninguém havia ficado quebrado na estrada. Então tocamos no breve trecho (des)continuado da rodovia Carvalho Pinto até o estreito acesso à Guarema via rua (ou estrada) Nicola Capuci. Cuidando de todos e do todo, do trânsito, do fluxo, e evitando qualquer tipo de transtorno para os locais, tomamos de assalto o centro da simpática Guararema até o seu Mirante, um ponto turístico nas alturas, de onde se vê os limites urbanos e o glorioso verde pouco-a-pouco descolorido pelo selvagem avanço dos empreendimentos imobiliários. Era meio-dia, e lá perto das nuvens aguardamos por meia-hora a chegada da meia-dúzia que ficou na escalada por conta de uma Vespa de Sorocaba que tossia pelo Dellorto. A Free Willy estava junto com o carro rebocador, o Seu Artur também, de caminhonete, e braços não faltaram para ajudar no peso da moto. Pelo Mirante nos aguardava os amigos da região, de São José dos Campos, de Jacareí, da redondeza, gente boa que outrora foi braço direito da SP no Vale. Bem, na real até hoje são, para sempre! E quanta saudade o Walter Vespaparazzi nos faz, e nessa boa hora não deve haver bom coração que não sinta a falta da sua alegria contagiante.














Antes das 13h já chegávamos à colorida Estação de Luis Carlos com seu conjunto arquitetônico centenário preservado e respeitosamente mantido. Por lá as máquinas ainda operam, seja com o passeio da Maria Fumaça ou ainda com o transporte regional de cargas. Reunimos então quase todo o grupo para a foto oficial e um briefing sobre horário de volta e almoço. Da nossa parte estava combinado com o restaurante Seu Jorge dois pratos promocionais e as reservas das mesas. Uma crew ou outra resolveu se alimentar em outro ponto, e ficou tudo certo. O importante é estar. E foi fantástico, com a cara do nosso inverno moderno: seco e com sol tímido dando vista nas frestas do céu nublado. Ainda rolou uma simpática matéria da gente para o canal 100 Fronteiras, essa abaixo.


Pelas 15h30 nos reunimos para a volta, daquelas que começam travadas, lentas, leves, risonhas e pacientes, e que ao tomar a auto-pista acelera e deita o cabelo. Mas rendeu, uma vez que retomamos a estrada a coisa fluiu, dos pedágios à breve parada para reboque do Druck com sua Super há horas num posto perto da capital.




Fechamos aqui com um enorme agradecimento a todos os presentes nessa VI Girata D'Inverno. Devido ao atraso de mais de dois meses nas atualizações desse blog, muita informação, até mesmo as imprescindíveis, são esquecidas no ato da escrita, então por isso optamos por não citar nomes, a fim de evitarmos qualquer injustiça. Muito obrigado à Free Willy pelo apoio todo, aos que ajudaram uns aos outros no comboio, no braçal ou na mecânica, e na divulgação prévia do evento. Que seja sempre assim.

Fotos, vídeo e relato por Fidelis.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

VI GIRATA D'INVERNO - GUARAREMA

No domingo de 22 de julho aconteceu a sexta edição do giro de inverno pelas cidades da Grande São Paulo, a nossa GIRATA. E o desticno da vez foi o município de Guararema, precisamente a histórica Estação Ferroviária de Luís Carlos. (Compartilharemos o assunto nas próximas horas. Aos poucos vamos atualizando o nosso blog).


Conforme divulgado nas redes sociais e linhas diretas, a Concentração aconteceu às 9h num posto de combustível da Maginal Tietê. Já a concentração em Guararema se passou entre 11h30 e 12h30 no Mirante da cidade, tendo como destino final a simpática e histórica Estação de Trem de São Luis.

Arte por Leonardo Russo

OS BREGAPUNKS NA SP

O sábado de 14 de Julho foi um opuco diferente na SP. A gente convidou a banda Os Bregapunks, liderada pelo Miro de Melo (do 365 e Lixomania), para um show pra gente, visando trazer para a velha-guarda scooterista um pouco das lembranças da juventude.


A maior parte do repertório dos Bregapunks é composto por sucessos da Jovem Guarda interpretados em versão distorcida e pegada, como o próprio nome sugere. A velha guarda cantou junto a jovem guarda versão old. Capicce? Uma festa bastante divertida onde os DJ's Koré e Renato Andrade (Radio Antena Zero) se superaram na execução de clássicos punk e psycho do final dos anos 70 e 80. Teve os salgados e doces da Yumi Yumi Goodies, brejas diferentes, visitantes que vão se tornando amigos de fato e aquela simpatia da casa.

OS BREGAPUNKS NA SP

No sábado do miolo de julho a gente abriu as portas para uma parada diferente: Os Bregapunks, punks das antigas, da formação e da segunda fase da cena brasileira, liderados pelo Miró de Melo (365), tocando clássicos da Jovem Guarda numa roupagem distorcida e pegada. Nas pick-ups os DJ's Koré e Renato Andrade comandaram a ambiência e a dançaria. Fica aqui o registro dessa arte maravilhosa feito pelo nosso vice-presidente Leonardo Russo.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

DESAFIO DE MOTONETAS - RESISTÊNCIA 4 HORAS - ARARAQUARA

As legendas dizem tudo. Há uns anos a Scooteria Paulista não têm participado ativamente dos Desafios de Motonetas, apesar de apoiarmos e admirarmos a categoria. Fica então o registro da arte feita pelo nosso vice-presidente Leonardo Russo ao evento organizado pelo Motonetas Clássicas Campinas e Região.


III SÃO PEDRO LAMBRETEIRO

Julho abriu com um encontro diferente dos padrões dos clubes em geral, o São Pedro Lambreteiro, realizado pelo grupo Motonetas Clássicas Campinas e Região anualmente na cidade que leva o nome do santo. E mais uma vez estivemos lá, curtindo a viagem e a companhia geral. Abaixo uma breve narrativa.


Domingo de frio e Anhanguera nublada, estávamos em quatro Vespas a caminho do posto de combustível indicado pela organização, na Bandeirantes, entre Campinas e Paulínia. Os meliantes da SP presentes no evento foram Diogo Reis, Koré, Fidelis, Rafael Piera, nós de Vespa, mais o Reginaldo e a Rose de carro. Vinte motonetas se reuniu por lá, e num comboio de tocada forte seguimos até Águas de São Pedro, quando a viagem se torna passeio. Cruzamos Piracicaba, com uma breve parada para combustível e tocamos para São Pedro, ao lado de membros do Vespa Clube Sorocaba, São Roque Vespa Clube, Vespas na Estrada, e dos organizadores Motonetas Clássicas Campinas. Na cidade nos demoramos por uma hora na praça central da igreja matriz, onde acontecia um evento popular com música caipira, muita comida e muita gente feliz da região que aos domingos visita a cidade do padroeiro. Houve algum furo de pneu, alguma regulagem a mais em moto, mas nada que não fosse resolvido no ato.


Por volta das 13h tocamos, em comboios separados, até o Morro da Asadelta, por uma tortuosa estrada de terra e pedra de quatro quilômetros, de onde em seu fim se vê um imenso campado verde e ao longe as cidades de São Pedro e Piracicaba, cidade que fez parte do trajeto da viagem. Nas alturas rolou um divertido piquenique, com leitoa, doces, comidas de casa, algumas latas geladas e um frio de sol maravilhoso. O terreno fica à beira de um penhasco e pertence à uma escola de asadelta, tendo suas principais atividades aos finais de semana, como foi, enquanto estávamos por lá. 












Por volta das 16h armamos acampamento e iniciamos a volta da SP pra casa, com Animal Taylor e sua namorada no grupo da volta. E foi uma volta excelente, no ritmo que tem que ser, a 90km/h até o tanque secar. Piera seguiu para Itatiba enquanto a gente chegava em casa pelas 21h com as baterias mentais renovadas. Pouca coisa é tão libertadora quanto passar um dia na estrada, sozinho ou acompanhado. Não só pelo isolamento, como também pelo vento, que como um sopro nos limpa por dentro. E é isso, com dois meses de atraso e muitos esquecimentos fica aqui um ligeiro registro desse glorioso momento. Obrigado aos envolvidos. 


Texto e imagens por Fidelis.

III SÃO PEDRO LAMBRETEIRO

Julho abriu com a terceira edição desse pitoresco evento promovido pelo Motonetas Clássicas Campinas. A programação foi toda divulgada vias redes sociais em tempo, cabendo nesse post tardio os créditos da arte ao nosso vice-presidente Leonardo Russo.


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

FACÇÃO OPPOSTA na SP

Grande noite Oi! com discotecagem mezzo punk mezzo funk velho com o apoio e discotecagem do Kadu Toschi, promotor da festa Maison Tobias, Phil Templar, que é o baterista da banda The Templars (Nova Iorque) e DJ e ávido colecionador de música jamaicana antiga, além de membro-fundador da crew Legio SPQR, além do prato principal, a banda Oi portuguesa Facção Opposta, que toca no vídeo. A festa contou com a cozinha de Yumi Yumi Goodies e Cruelty Free, e com os stands da The Firm Records e da Red Tape Shirts. Mais uma grande noite internacional na SP, com agradecimentos especiais à Sete Produções.




quarta-feira, 6 de junho de 2018

FACÇÃO OPPOSTA (PORTUGAL) NA SP

Na sexta-feira de 08 de Junho a SP abre as portas para os portugueses da banda Facção Opposta, quarteto de música Oi! que completa uma década de atividades. Confira abaixo mais participações.


DJ’s em vinil:

- Ursa Major (Legio SPQR aka Phil Templar, EUA, tocando Rocksteady, Ska etc).
- Kadu (Maison Tobias, SP, tocando soul, punk rock e groovies brasileiros do passado).

Cozinha:
- Salgados por Cruelty Free
- Doces por Yumi Yumi Goodies

Das 19h às 23h.
Ingressos a 15,00 na porta.
Rua Lituânia, 52,  Mooca, São Paulo.

*Evento aberto a todos os públicos e veículos.

Apoio: Sete Produções.
Arte por Leonardo Russo

terça-feira, 22 de maio de 2018

GAROTOS PODRES + RUDONES NA SP

O sábado de 05 de Maio foi um marco para nós. Recebemos o show dos lendários Garotos Podres, que resistem na voz de Dr.Mao cantando temas revolucionários e outros ligeiros sobre o cotidiano vivido pela banda durante os anos 80, 90 e começo do novo século. Teve também os divertidíssimos Rudones, um trio que faz Ramones na versão ska. E os DJ's China, Koré e Professor, que pesaram a mão no punk77, Oi! e Ska até umas horas. Fica o registro abaixo.


A casa abriu às 17h, com mais de trinta pessoas aguardando na porta, algumas delas haviam chegado há quase duas horas. Como de praxe, apresentamos otimizações, dessa vez visando receber um número recorde de amigos. Por isso liberamos o banheiro de serviço, recuando o espaço da cozinha, uma vez que cada metro quadrado seria disputado na casa. A banca de salgados e doces da Yumi Yumi Goodies entrou de vez na cozinha, junto com o operacional do bar, e em se tratando de bar o assunto das internas foi a aquisição de uma segunda geladeira de cervejas, visando reduzir o trabalho e a quantidade de voluntários na nossa equipe, oferecendo cerveja gelada o tempo todo, por quanto tempo durasse o evento. O impacto dessas mudanças foi notável. 


A discotecagem abriu com o colecionador e punk velha-guarda Nivaldo "Professor", tocando clássicos da primeira e segunda geração do punk e do street punk inglês e brasileiro em CD's. Ímpar! Às 19h então os Rudones entram em cena para um showzasso que divertiu e surpreendeu a muita gente. Mandaram muito bem nos Ramones jamaicanos! Para tal os três instrumentistas tiveram que reinventar (adaptar) o modo de tocar, então o Pêra agregou escalas melódicas ao baixo, o que é deveras difícil de executar enquanto se canta, o guitarrista trocou o power-chord (tocado de cima para baixo) por acordes abertos, com pestanas, tocadas de baixo para cima, interruptamente. E o baterista variou entre o punk tocado nas pontas das baquetas e a rítmica da ilha. Foi ótimo, e como se vê no vídeo acima, foram mais que aprovados! 


Então entrou o DJ China, mandando vários punk rocks e raízes do Oi!, além de alguns clássicos dos Garotos Podres, confundindo a geral e puxando o côro antes da banda fazer. E falando nela, às 20h30 entra em cena os aguardados Garotos Podres. Aí a coisa foi insana. Não é de hoje que a Scooteria Paulista traz uma energia a mais às festas, mas acho que devemos dizer que chegamos ao platô da coisa. Logo no primeiro som (Garoto Podre) o público foi ao delírio, como se vê neste vídeo acima. Ao término da música a banda pediu calma e respeito ao público pois o espaço era pequeno e havia mulheres e pessoas de mais idade na linha de frente. Ainda assim conter a empolgação de alguns foi uma difícil tarefa. Essa foi a primeira vez que os Garotos Podres tocam com naipes de metal, e foi com a dupla Sonnesso e Raphael, dos Skamoondongos, nos sopros. Um show histórico, cheio de energia, e de referências ideológicas, como sempre fizera Dr.Mao diante dos Garotos, em temas como Subúrbio Operário, Papai Noel, Fuzilados da CSN, e dentre tantos outros, A Internacional. Durou quase uma hora, com direito a biz e tudo. 


E encerrando as atividades Koré assume as pick-ups com sua seleção de Punk Rock, Oi! e alguma coisa de Psychobilly e rock nacional dos anos 80, a cereja do bolo.

E com isso agradecemos a todos os envolvidos nessa grande festa: aos músicos, DJ's, scooteristas, visitantes e staff da SP. Foi mais uma, das melhores da história.
Vídeos por Fidelis
Foto por Leandro Godoi

segunda-feira, 30 de abril de 2018

GAROTOS PODRES + RUDONES NA SP

Nesse sábado de 05 de Maio a Scooteria Paulista abre as portas da Sede para essa gig inédita com os Garotos Podres Oficial. Nascida no ABC no início dos anos 80 a banda resiste na icônica voz de Dr.Mao, e tocará seus temas clássicos com os metais do Skamoondongos pela primeira vez.


A festa abre às 17h com discotecagem de peso. 
Por volta das 18h30 entram em cena os divertidos Rudones, uma releitura de Ramones em versão ska ao vivo. 
O show dos Garotos Podres deve acontecer por volta das 20h30.

DJ's: Nivaldo "Professor", Marcelo China e Koré.

Cozinha: Yumi Yumi Goodies (salgados e doces).

Abertura: 17h / Término: 23h.
Entrada: 15,00 (só na porta, cheguem cedo!).
Rua Lituânia 52, Mooca.

*Evento aberto para todos os públicos e veículos.

ATENÇÃO: Cheguem cedo, o quanto antes, e garanta a sua pulseira/carimbo de entrada, pois a nossa casa tem capacidade para 100 pessoas, e esses shows prometem! Não guardaremos ingresso ou vaga, nem insistam por favor! 

Arte por Leonardo Russo

terça-feira, 24 de abril de 2018

A SP NA DISCOVERY TURBO INTERNACIONAL

No dia 31 de Julho de 2016 realizamos a IV Girata D'Inverno, um giro das motonetas clássicas por pontos históricos, turísticos e culturais entre cidades da Grande São Paulo. E o lugar da vez foi o centrinho histórico de Santana de Parnaíba, cidade que possui o maior patrimônio arquitetônico do Estado. Na ocasião o pessoal do programa Turbinados, da Discovery Turbo Brasil, entrou em contato com a gente na intenção de registrarem esse encontro. Topamos, fizemos a nossa parte, e foi lindo, com participação de 72 scooters antigas num dia de mais de 100 kms de rodagem. Todavia essa edição do programa nunca foi ao ar no Brasil, e não soubemos o motivo. Aí dia desses nossos amigos scooteristas da Colômbia, do México e da Argentina nos enviam imagens dos seus televisores, onde assistiam surpresos a essa aparição internacional da SP, como essas abaixo feitas pelo amigo Ariel Molfino (do Vespa Clú Tulus), diretamente de La Plata (ARG):







segunda-feira, 23 de abril de 2018

RELESPÚBLICA + OS ARTEFACTOS NA SP

Na noite de sábado de 14 de abril a Scooteria Paulista recebeu os lendários curitibanos da Relespública, uma respeitada banda Mod surgida em 1989 e que embalou o coração de muitos jovens de identificação com a coisa inglesa. Foi um projeto um pouco ousado, visto os custos da operação, mas deu tudo super certo, e findamos com o sorriso de orelha a orelha. Fica abaixo um breve registro. 


Esse evento em especial foi um desafio. Tudo começou com Rodrigo Sonnesso e sua banda Marzela em Santa Catarina, quando em fevereiro se apresentaram no Mercado Pirata, e por lá conheceu pessoalmente alguns músicos, dentre eles o pessoal da Mary Lee Family Band e da Relespública. Então alinhamos de trazê-los, e não por menos: duas baita bandas. Como narramos há alguns posts atrás, o show da Mary Lee na SP foi maravilhoso, e deu tudo certo. Então chegava a vez da Reles, power-trio de quarentões em plena forma - tirando o Fabio Elias que está um pouquinho acima do peso hehehe. A banda alugaria um carro, gastaria com a viagem e as horas fora de casa, e talvez ainda com hotel. Alinhamos com eles como procederíamos, e nos responsabilizamos pelos custos todos, salvo a parte da hospedagem. Para tal, organizamos o escritório do clube (adaptado como camarim em dias de shows), e ali seria a "estalagem" do conjunto. Toparam, como poucos, como ocasionalmente faziam em tempos de juventude. E foram rock'n'roll do começo ao fim! Vieram na raça, apostaram com a gente, deram o melhor. Chegaram, passaram o som, alinharam as ideias, abriram suas brejas e tiraram um lazer até a hora da apresentação. Para a abertura e função de cicerone convidamos os promissores Mods paulistanos Os Artefactos, que recentemente lançaram um EP produzido por Sandro Garcia no Estúdio Quadrophenia. Chegaram, passaram o som às 17h, e aguardaram ansiosamente pelo momento deles. 

Na discotecagem Jun Santos e Corazzin (o nosso tesoureiro) se revezaram, tocando temas sessentistas, soul, funk e Mod revival, do jeito que o tema manda. Às 19h entra em cena Os Artefactos, surpreendendo a casa com sua evolução e abertura musical. A banda traz claras influências do garage brasileiro e turco dos anos 60 para o seu som inglês à la freakbeat. Foram ímpares. Abaixo o tema autoral Ventos:


Às 20h30 então a Relespública entra em cena para um impecável show de 45 minutos, em sua formação original, com temas que marcaram as gerações, como Garoa e Solidão, Camburão, Nunca Mais, Boatos de Bar, A Fumaça é Melhor que o Ar (composta pelo Ira! no início dos anos 80 porém gravadas somente pela Reles), e a icônica Ninguém Entende Um Mod, dos paulistanos do Ira! E que show. Por duas vezes Fabio Elias nos honrou com elogios e comentários no mircrofone: "em 29 anos de Relespública nunca havíamos tocado em uma casa essencialmente Mod, e isso para nós é a realização de um sonho"; e mais uma vez: "é uma honra para nós tocar na Scooteria Paulista, a meca do movimento Mod brasileiro". É muito legal ouvir isso. Não que sejamos Mods, ou que buscamos ser algo em específico. A gente gosta, respeita e se identifica com a música das subculturas dos anos 50 aos 90 do século passado, mas não fechamos o assunto em A ou B, simplesmente seguimos fazendo a nossa. Mas é como um prêmio ouvir isso de um monstro como Fabio Elias. 


Findado o set, a banda fez uma pausa de 20 minutos, intervalo preciso para a seleção musical de Jun Santos na pick-up até o segundo tempo da apresentação, agora com a alcunha de Wholes, basicamente a Reles tocando The Who com o vocalista Renato Ximú arrebentando nossos tímpanos com seus alcances ao nível de simplesmente Roger Daltrey. Tocaram as duas fases da banda. Foi matador, de arrancar urros, quase lágrimas, sorrisos do nível de um final de campeonato. Que festa, que músicos, que performance!


Foi uma noite linda, a princípio bastante tensa pois o público demorou a chegar, e a conta dessa festa não era das baratas, mas deu tudo certo. E dar certo para nós é pagar as contas em dia, nos divertirmos enquanto trabalhamos, proporcionar essa experiência aos presentes, ouvir boa música, valorizar o músico compositor, as bandas autorais, a criatividade, o som das ruas, gente correta uns com os outros, e que mantém a chama da era moderna - século XX - acesa, nos brindando com mais um capítulo glorioso para a nossa história. Muito obrigado a todos os presentes, à Relespública e Wholes, aos Artefactos, DJ's Jun e Corazzin, e equipe SP, a melhor do mundo.


Arte por Leonardo Russo
Vídeos, foto e relato por Fidelis

domingo, 22 de abril de 2018

RIP WALTER VESPAPARAZZI (JACAREÍ)

Com profundo pesar que informamos que no fim de tarde de sábado de 24 de Março o nosso amigo, membro, e fotógrafo Vespão vaio a falecer vitimado por uma parada cardíaca. Ele estava com a família trabalhando há alguns meses com sua base (ônibus e Vespa customizados no estilo militar) no Mirante da Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina.  



Membro honorário da SP desde o início de 2011, quando agitava as reuniões e giros da cena do Vale do Paraíba. Participou de diversos giros pela região, encontros das quarta-feiras em São José dos Campos, e das seguintes oficialidades de calendário aberto: Circuito das Motonetas de Interlagos, Noite da Motoneta 2011, São Anivespaulo (edições IV e V), IV Encontro Nacional em São Paulo 2013, SP EM 2T (edição São José dos Campos), I Expedição Tropeira Brasil-Paraguai 2012, The Business Road Trip (Paraguai e Argentina 2013), atém de viagens em comboio para Águas de Lindóia, Monte Alegre do Sul, Taubaté, Jambeiro e Monteiro Lobato nos anos de 2011 e 2012. Lembraremos dele com todo o carinho do universo. Vespão foi um cara raro, especial, um mensageiro da alegria e da liberdade. Seu site: www.vespaparazzi.com.br

LABORATÓRIO SP NA SP

Na quinta-feira de 22 de março a SP abriu as portas da Sede para essa noite histórica. Os Mods paulistanos do Laboratório SP não fazia um show na cidade-natal há quase dez anos, e não fariam, não fosse o esforço do Corazzin e do China em reunir a banda, membro a membro, para esse retorno relâmpago. E foi sensacional. Abaixo um breve registro. 


Primeiro a coisa dependia da passagem do seu vocalista Walter Chinaski por São Paulo, pois reside em Londres. Então contactamos músico a músico e abrimos a casa para os ensaios do conjunto. Foram quatro ou cinco reuniões até que na noite de quinta-feira os quatro chegaram afinados para uma apresentação emocionante. Abrimos a casa às 19h com algum disco do The Jam na ambiência. Em seguida chegou o Nei Tralha com sua seleção de CD's de Soul, rock sessenta e Mod Revival, então um pouco antes da banda entrar China assume a pick-up e pau no gato: abre a roda dançante. Às 21h30 o Laboratório SP entra em cena para uma vibrante apresentação, começando com aquela que abre o disco Sob o Céu de São Paulo: Mundo Paralelo, como se vê no vídeo. 



A Z/L em peso estava presente, claro que alguns não puderam, estavam em outra, ou desaforados, foragidos, ou mortos, mas a maioria da gema se prestou em comparecer nessa reunião, tornando a noite histórica. Para quem não sabe, durante as últimas duas décadas a Zona Leste de São Paulo se tornou uma das principais referências nacionais em música e subcultura Mod e Garage-Punk, revelando dezenas de bandas, cada uma mais criativa que a outra. E desse miolo surgiu Os Tralhas Scooter Club, por volta de 2003 ou 2004, grupo que mais tarde foi um dos grandes responsáveis pela formação da Scooteria Paulista. Portanto, se tratava de uma noite literalmente histórica pra gente. E foi o máximo. Cem pessoas colaram na casa, dançaram, se divertiram, beberam, comeram, falaram e ouviram do mais fino trato da música antiga. O Laboratório SP tocou a maioria do disco, também Ecos da Trangressão, Promessas Vazias, Heat Wave da Martha & The Vandellas, e The Jam, a base da coisa toda: In The City, Modern World... Dada hora Ado Tralha passou o contra-baixo para o Fidelis, que tocou os temas Mundo Moderno e Coisas Sem Sentido. Segue um minuto daqueles sete abaixo. E fechando as participações, Pedro Carvalho foi convidado à guitarra, passando o Jun Santos para o contra-baixo. Eles encerrariam a apresentação com Biff Bang Pow, do Creation, banda mod britânica dos anos 60. Que noite, senhoras e senhores, que noite. A coisa terminou num frenesi de palmas e gritos de quem acabou de assistir a uma das mais essenciais apresentações de rock'n'roll. Passado o som os DJ's voltaram à pick-up até o inicio da madrugada pesando nos CDs e gravações da Tropitralha e outras pedradas inglesas.  


A gente agradece a todos os presentes nessa festa, ao Laboratório, DJ's Nei e China, e à equipe Scooteria Paulista, a melhor do planeta.

Arte: Leonardo Russo
Vídeo 01: The Firm Records
Vídeo 02 e relato: Fidelis

MARY LEE FAMILY BAND + RED LIGHTS GANG NA SP

O fim de domingo de 18 de março foi uma brisa maravilhosa na Mooca, com duas importantes bandas da cena rockabilly/hillbilly nacional: Mary Lee Family Band, diretamente de Londrina (PR), e Red Lights Gang, daqui da capital. Nas pick-ups o rocker vespista Maneiro comandou a trilha da festa, e na cozinha a Yumi Yumi Goodies bolou os doces e salgados da vez. Devido à imensa correria aqui as atualizações do blog está super atrasada, mas deixamos abaixo o registro desse momento especial. A arte foi criada por ninguém menos do que Leonardo Russo, o nosso vice-presidente, o Hans Donner das operações SP. 


A casa abriu às 16h no com ambiente com uma coletânea de "garage-billy" 50's do Koré. Às 17h chegou o Maneiro para comandar a trilha da festa. Às 19h o Red Lights Gang fez seu show, dançante, rico em melodias, aplicados, um conjunto formado por dinossauros da cena rocker nacional.


Às 21h então os aguardados Mary Lee Family Band "sobem ao palco" para uma divertidíssima e explosiva apresentação, contagiante, raíz, fora da curva, com canções que mesclavam o hillbilly com música gipsy. Ao final do show deixaram o palco e tocaram os últimos temas à capela no meio da platéia. Uma bagunça maravilhosa que encerrava a semana com classe.


Agradecemos às bandas pelo esforço e tão boas músicas, ao Maneiro, a todos os visitantes e à nossa equipe, a melhor do mundo.
Arte por Leonardo Russo
Vídeos e texto por Fidelis

sexta-feira, 20 de abril de 2018

IX ENCONTRO NACIONAL - DIVINÓPOLIS / MG - (PARTE 3 DE 3)

O Encontro Nacional de Divinópolis foi o segundo realizado no Estado de Minas Gerais, dessa vez pelo Vespa Clube Divinópolis, e foi um êxito. Tentamos registrar aqui o máximo de informações porém a maioria delas é privilégio da memória de quem foi. A gente da SP foi em 11 motonetas clássicas, quase todas rodando ida e volta. Segue abaixo um breve relato da nossa viagem de volta, uma das mais redondas viagens já vividas entre nós. 


Terça-feira 5h30 da manhã, ainda era céu de noite e nos reuníamos em um posto de gasolina há um quarteirão do hotel. Estávamos em 10 Vespas rodantes: Pastorelli em sua Super 150, Assef na Super 200, Rolando de Originale 150, eu (Fidelis) na Super 200, e o restante nas guerreiras PX200: Reginaldo Silva, Koré, Caio Cesar, Vitor Hugo, Diogo Vinícius e Paulo "De Vito". Na saída da cidade a luz do dia se apresentava, clareando a neblina. Em questão de dez minutos chegávamos ao trevo da saída da cidade, e que dividia as pistas, e ali Koré e Pastorelli, que estavam na ponta, tomaram o caminho errado, o mais longo, no chute, confundindo o grupo. Corri à dianteira e fiz sinal para que retornassem, e ainda assim não entenderam nada, e ficaram plantados à beira-pista por quase dez minutos esperando algum comando. Enquanto isso o grupo em peso nos aguardava no acostamento. Pistola da vida, botamos os pingos nos "is", sem polimento, lembrando aos envolvidos que puxar comboio não é só estar lá na frente. Na dúvida, pare, não faça nada! Então tocamos adiante, alinhados, quebrando a neblina e o silêncio da matina. Passamos então por Carmo da Mata e Oliveira, na mão inversa que nos levara até o Encontro.

Então entramos na BR-381, a estrada que nos levou praticamente em linha reta até São Paulo. O combinado era pararmos no primeiro posto de combustível para recarga do combustível e café da manhã, mas chegando no destino o Pastorelli pastorelou, e apoiado pelo Reginaldo, nos convenceu a rodar mais um pouco para fazer render a viagem. E aqui aprendemos a segunda das três lições que esse retorno nos ensinou: nunca quebre um combinado, principalmente em troca de uma opinião (achismo). Tocamos adiante, para o grande azar da geral com os combustíveis nas últimas. Koré foi o primeiro a encostar. No arco da rodovia lhe abateu a pane-seca. Entrou aí a salvadora Rose Moreira com seu utilitário quatro rodas, que guincharia o meliante até o próximo posto, um quilômetro adiante. Ali foi uma parada para "cincão de gasolina". Era um posto muito simples, bandeira branca, sem um serviço legal de alimentação. Mais uns trinta quilômetros de pista e chegamos num posto com aspecto mais confiável, na altura de Santo Antônio do Amparo. Ali pudemos constatar que Koré abastece deixando uma folga de um litro no tanque, daí que foi ele o primeiro a parar por falta. (Lógico que tomamos a liberdade de completar seu tanque como tem que ser). Alimentados e abastecidos, seguimos adiante. Eram 10 Vespas e um carro no objetivo de chegarmos em casa antes do pôr-do-sol, visto o trânsito que se formaria na volta do carnaval à Grande São Paulo. No ritmo dos 90km/h passamos por Perdões e Carmo da Cachoeira, aqui com mais uma ligeira parada para abastecimento. Era 13h quando passamos por Três Corações, onde fizemos, à beira-pista, a foto em destaque no topo desta postagem, diante do monumento ao Rei Pelé. E quanto mais avançávamos mais nublado o céu nos recebia. Mais ou menos em Extrema ou Camanducaia, por volta das 14h15, os primeiros pingos da chuva começaram a cair. E aqui vem o segundo tempo da viagem...

Já estávamos em tempo de mais uma parada para abastecimento, então encostamos no primeiro grande posto que encontramos. Observando o céu notei que as nuvens da chuva eram empurradas pelo vento para a mesma direção que seguiríamos. Então a estratégia foi darmos um tempo no restaurante do posto mesmo, nos alimentarmos decentemente, descansarmos as pernas e as costas, esfriarmos os motores, e descontrairmos o grupo, que já resistia por quase oito horas sobre o aro 10. Enquanto isso a chuva ia na frente. Foi uma das mais precisas estratégias de viagens, e dali em diante pegaríamos o asfalto molhado por cerca de 150kms. É sempre tenso viajar assim, principalmente porque o chão passa a ser mais um problema a se considerar. Chuvas rápidas deixam o asfalto "gorduroso", escorregadio, ou seja, bastante inseguro para se andar em comboio. Claro que não foi a primeira e nem será a última vez que viajamos nessas condições, então nem é preciso detalhar que o grupo abriu uma distância um pouco maior do que em pista seca, e a concentração dobrou ali. Qualquer erro poderia nos custar bem caro. 


E assim entrávamos no Estado de São Paulo, em perfeita sintonia e formação, por Bragança Paulista e em seguida Atibaia, quando fizemos a última parada para abastecimento, mais ou menos há cem quilômetros da capital. Ali nos despedimos com muito orgulho dessa equipe corajosa e unida, que tocaria juntos ou separados, conforme as condições do trânsito e o destino das suas casas. Liberamos o carro da Rose, que durante toda a viagem levou nossas bagagens, aliviando o peso e a aerodinâmica das motos. Ela mesmo ficaria para trás pois em questão de meia hora o trânsito da volta do feriado afunilaria como sempre. Reginaldo reduzira para acompanhar a esposa no carango, alguém mais ficou atrás, e naquelas de salve-se-quem-puder tocamos pelos corredores, driblando retrovisores, na média dos 50km/h pela Fernão Dias, por Mairiporã, até a capital. Meu farol começava a apagar de vez, a lanterna já havia queimado há algum tempo, então a preocupação final era chegar logo no bairro. E não deu outra, foi suave, braço e foco, km a km, até que entramos na metrópole que nos abraçaria com seu inconfundível cinza de boas-vindas.

E assim findamos uma das mais bem-sucedidas experiências rodoviárias da SP. Essa foi daquelas viagens de se lavar a alma, de se erguer o nível das coisas, e de se unir em prol de coisas reais, ainda que inventadas para nos fazer divertir e distrair enquanto a vida dura nos consome. Parabéns a todos os envolvidos nessa viagem homérica de 1350 kms cravados no conta-giro. Que venha Santa Maria (RS) em 2018.

Foto, vídeo e relato por Fidelis

sábado, 31 de março de 2018

IX ENCONTRO NACIONAL - DIVINÓPOLIS / MG - (PARTE 2 DE 3)

O IX Encontro Nacional de motonetas clássicas aconteceu em Divinópolis (MG) na liderança do Vespa Clube Divinópolis, e foi um êxito em diversos sentidos: na amistosidade, na participação, na viagem, no cardápio, nos roteiros e atividades paralelas. Um evento marcante para nós, que fomos até lá em 11 clássicas, superando a marca dos 1300 kms de rodagem em cinco dias. Conforme lembrança deixarei um breve registro abaixo.


Às 16h chegou o Pastorelli e o Assef em duas Super's setentistas, depois de dois dias de viagem em ritmo turístico. Kelly Miranda chegou com a Lambretta LI rebocada por Cid e esposa mais cedo. E a maior parte do nosso grupo, como narrado no post anterior, chegava na concentração do evento no final de tarde, com as capas de chuva ainda umedecidas. E aqui mora o platô dos encontros nacionais: o encontro em si. De imediato já via o pessoal dos Lambreteiros Tapejara (RS) e do Vale dos Sinos Scooter Club (RS), que foram rodando em Lambrettas dos anos 50 e 60 de casa à Minas: Rafael Dalagasperina, Danilo Lauxen, Barcelos Jobb e Clair Melo. Com eles os gaúchos dos Herdeiros do Passado: Stello e Cleberto, vestidos no uniforme italiano do clube de Santa Maria, que foram de avião e descolaram uma motoneta por lá. Também alguns amigos dos Motonetas Clássicas Campinas, como o Leo Freitas e o Tatu Albertini, do Vespa Club Sorocaba foi o Vander Durante, do São Roque Vespa Clube foi o Ed Purga com esposa, o Jorge e patroa do Confraria Vespa Motor Clube (RS), e outros tantos scooteristas independentes do Brasil, como a Mary Kelly, o Lucas David e mais um pessoal de São José do Rio Preto e do Circuito das Águas, a turma do Vesparaná com o Ito, Keiji, Coca, Luis, etc, o paraguaio Jorge Colman e sua esposa Débora representando em Sprint Veloce o lado paraguaio sobrevivente dos Scooteristas Marginales, o argentino Pedro Fernandez que veio rodando numa Siambretta Li 1963 diretamente de Santos Lugares, próximo da capital argentina, etc. E claro, os primeiros sendo os últimos pois merecem uma linha em caráter de assinatura: os cicerones do VC Divinópolis são Wesley Xavier e Junaia (presidente e primeira-dama), Leonardo, Lúcia, Mauro, José Alves, Pedro, Machado e Salsicha, Charles, Libério, Ronaldo, Toin Galinha e Marcos. Me foge da memória tantos nomes e motos, e foram pelo menos de 70 unidades delas.


No domingo, dia principal do encontro, nos reunimos na praça do Coreto às 10h para comprimentos gerais e briefing, e partimos para o grande passeio, começando pelo Teatro Municipal Usina Gravatá, construído em 1932 para ser (e foi) a primeira Usina de Álcool Motor de Mandioca da América Latina, da capa dessa postagem. De lá tocamos para o Museu de Automóveis de Carmo da Mata, sessenta kms distante. Ficamos por uma hora e meia na praça da cidadela, tempo de visitação do museu, conversas e caminhadas. As construções dali eram como que centenárias, um cenário de filme de época, preservando aspectos da arquitetura, do convívio e da cultura local. Por lá a PX do Koré deu um bom trabalho para funcionar. Era a vela, como detectou Reginaldo Silva. Trocamos a tocamos à parte com o Zé Alves como guia, o lambreteiro que tem fama de melhor mecânico do mundo na região, e que nos levou até o Pesque e Pague Estação, na pequenina Marilândia. Em clima de festa o almoço à mineira estava maravilhoso, as crews e clubes em suas mesas falavam alto e comiam bem. (Eu e mais alguns já tínhamos dado aquela ideia no pé do ouvido do Stello no café da manhã, e então...) Dada hora Pedro Fernandez e Tatu Albertini puxaram o coro pela eleição da nova cidade-sede do Encontro Nacional de 2019. Haviam duas possibilidades fortes, mas venceu aquela que há muito tempo sonhamos: Santa Maria (RS), pelas mãos dos Herdeiros do Passado. Aí foi aquela festa com o Stello e Cleberto. Que momento!



Pelas 16h partimos para Divinópolis em pelo menos 30 motonetas. No caminho rolou duas pane secas, uma pane elétrica e um pistão dilatado, além de prováveis multas de velocidades - a do Paulo De Vito já chegou. Em questão de uma hora já estávamos na praça da concentração para a prometida reportagem da TV Globo, que no fim não rolou, dispersando a população. À noite retornamos à praça, e o clima por lá era maravilhoso. Fazia calor, estávamos entre muitos amigos, e tudo conspirava à favor. No rock o som da banda Frenesi, e do DJ Voodoo Fraga e sua Kombi do Vinil. A festa foi até umas 23h30, então de repente já não via a Scooteria. Estávamos em maioria no bar da Claudete, um pico de pegada underground que funciona na casa da dona, com público alternativo, cachaças locais e sistema de som à nossa disposição. Ficamos por lá também na presença do Tatu, Leonardo Melco, Ito 8 e Lucas David. Noite que até hoje rende risadarias intermináveis lá em casa. Findamos uma caminhada pelas ruas de baixo, onde encontramos um empório de cervejas especiais e afins, para meu delírio. Comprei alguma coisa e fomos para o hotel descansar para a próxima etapa.



Na manhã de segunda-feira já se notava a ressaca e o cansaço na expressão de alguns. Metade dos viajantes se preparavam para o longo trajeto de volta, outros já tinham tomado a estrada. Partiram nessa manhã o Vesparaná rumo à Curitiba, e os Vale dos Sinos com os Lambreteiros Tapejara para diferentes partes do Rio Grande do Sul. Na concentração na praça Wesley passou todas as instruções sobre o novo desafio do evento: uma estrada de terra que nos levaria a um restaurante rancheiro, onde estava sendo preparado um espetáculo de almoço. Deixamos o perímetro urbano em 30 motonetas aproximadamente, passando antes pela famosa Maria Fumaça, a locomotiva 340, construída na década de 40 durante a Segunda Guerra Mundial. Uma hora depois pisávamos em terra firme, no sentido literal. Wesley e Junaia e equipe VCD nos guiava com maestria pela cidade, acompanhando o tempo dos semáforos e veículos, e considerando o caminho quase deserto que tomaríamos, trataram de orientar a todos sobre a necessidade do tanque cheio. Passamos então pelo distrito de Ermida, onde uma grande usina siderúrgica operava com as caldeiras em chamas. Um baita calor fazia naquela hora, e todo mundo disputava cada centímetro de sombra enquanto esperava pelo restante do comboio que chegava. Dali tocamos por mais vinte minutos na terra até o restaurante Quiosque Cascavéu, ou o famoso restaurante do Mauro. Vale registrar que neste caminho o escapamento da Super 150 do Pastorelli soltou (depois de romper uma solda) e por muito pouco isso não o levou ao chão. Alguém guardou o escape no porta-malas de um carro - acho que foi o Leo Freitas - e então Pastor seguiu conosco com barulhento até o fim da jornada, para mais tarde, de volta à cidade, soldar a peça com a ajuda de alguém de cidade (que ainda não identificamos o nome). No restaurante o clima era dos melhores: comida da boa, cachaça, brejas baratas e bem geladas. Passamos umas três horas por lá proseando e prestando breves homenagens ao som de muita risadaria, pássaros e talheres batendo. Por volta das 15h30 encerrávamos as atividades e voltaríamos para o asfalto. Chegando na Praça do Coreto ainda rolou aquela cerejinha do bolo: a gincana da "Corrida Lenta" encerraria com maestria a programação do IX Encontro Nacional. Os desafiantes se inscreviam espontaneamente e o objetivo era percorrer 100 metros em linha reta na menor velocidade possível sem pisar no chão, visando chegar lá depois do seu oponente. Aqui o que menos importava era ganhar alguma coisa, todo mundo estava nessa sorrindo até as últimas pelo sequência de acontecimentos deliciosos. Participaram da gincana o pessoal do Divinópolis Vespa Clube, Scooteria Paulista, Motoneta Clássicas Campinas e São Roque Vespa Clube. Ao final o primeiro lugar ficou com a lambreteira paulistana Kelly Miranda, trazendo o caneco pra SP, e contagiando a praça com sua alegria. E eis que a coisa toda chega ao fim. Às 21h ligamos as motos e partimos em grupo, a SP toda, de volta ao hotel, com a estratégia da volta alinhada em roda pública sem delongas. A partida se deu em grande estilo, com nove motonetas emparelhadas no pique da Corrida Lenta.





E assim encerrava para nós o IX Encontro Nacional, dessa vez em Divinópolis, cidade onde tudo é bom: a comida, as pessoas e as motos. A gente agradece a esse povo maravilhoso por toda a força de vontade e carinho. Não é fácil organizar um encontro, muito menos um Nacional. Muito porque a gente lida com expectativas diversas, culturas, hábitos e senso de cena muito distintos, que encontros regionais não apresentam. A responsabilidade é outra.  Em 2019 o Nacional será em Santa Maria (RS). Estejam preparados para viver dias intensos e bastante quentes nas terras geladas do Rio Grande do Sul. A Scooteria Paulista parabeniza ao Wesley, Junaia e todo o Vespa Clube Divinópolis por suas capacidades e empenho. A gente amou estar aí, e vocês não sabem o quanto.




Relato e algumas fotos por Fidelis

sexta-feira, 2 de março de 2018

IX ENCONTRO NACIONAL - DIVINÓPOLIS / MG - (PARTE 1 DE 3)

O IX Encontro Nacional em Vespas e Lambrettas foi um êxito nos mais diversos sentidos. Organizado pelo Vespa Clube Divinópolis em sua cidade e região, no interior do Estado de Minas Gerais durante esse carnaval, o evento contou com cerca de 70 motonetas clássicas do Brasil, da Argentina e do Paraguai. Nós, a Scooteria Paulista, estivemos em dez motores rodantes e um rebocado sem placa, e valeu cada minuto desses quatro ou cinco dias fora de casa. Tentarei em registro abaixo destacar os melhores momentos. 


A gente costuma dizer aqui que o Encontro Nacional começa quando você fecha o portão da sua garagem e vai. Então para a SP o Nacional começou na sexta-feira com Rafael Assef e Fernando Pastorelli na Rodovia Fernão Dias em duas Vespas Super's dos anos 70. Partiram após o almoço e rodaram por volta de 250 kms, pousando em São Gonçalo do Sapucaí. Trajeto redondo e com princípio de trânsito pré-carnaval. Vale destacar que a Fernão é uma das mais tensas e intensas rodovias do nosso Estado, muito porque é rota de caminhões de carga entre MG e SP, é caminho para o escape turístico do paulistano para várias regiões interioranas, e seu complexo de curvas, subidas, descidas. 


Então na madrugada de sábado foi a vez do grande comboio da SP, com oito Vespas no páreo antes do cantar do galo no km 0 da mesma pista, com Koré, Caio Cesar, Vitor Hugo, Diogo Vinícius, Rolando, Paulo "De Vito" e eu, Fidelis. Às 5h20 da matina partimos em formação de comboio pelo pedaço mais inseguro de toda a viagem, driblando retrovisores, procurando comunicação com os caminhões e atentos com os motoqueiros loucos que sabe-se lá se estão acordando ou indo dormir. Tanto foi que um passou engarupado pela nossa direita numa CG150, e dez minutos depois estavam eles caídos no asfalto acidentados, um deles inconsciente e outro com ferimentos na face e lateral do corpo. Veio o primeiro pedágio e Koré assumiu a função do recolhe das moedas de todos para agilizar a passagem. Era 6h20 e chegávamos no posto de combustível combinado com Reginaldo e Rose, que iriam conosco em uma Vespa rodante e o carro rebocador da Free Willy Moto Peças. Partimos então as 6h50 em oito motorinos e o carro de ferrolho protegendo o grupo dos caminhões e outros imprudentes. Por quase toda a viagem obedecemos o desenho da formação de comboio "em Z", e quando não, a distância entre as motos era suficiente para não representar perigo ao próximo. A segunda parada para abastecimento e café da manhã foi depois de 100 kms, na altura de Bragança Paulista. Alimentados enfim, partimos então para mais 110 kms de ritmo forte, agora com o sol da manhã à nossa direita. Nesse meio tempo a PX do Caio acusou um pré-travamento de motor. A parada à beira-pista foi de quinze minutos, quando decidimos por abastecer no primeiro posto que encontrarmos. Paramos no segundo posto, com bandeira, onde completamos rapidamente e tocamos em ritmo forte para cruzar a divisa dos Estados meia hora depois. No meio do trajeto a tampa do baú da minha Vespa Super abriu devido à uma fenda na lataria tornando impossível o travamento sem a devida solda. Resultado: viajei 100 kms com a tampa balançando ao vento à esquerda atrás de mim, amarrando-a na próxima parada com um arame de pneu rasgado de caminhão. Desapercebidamente entramos em Minas Gerais, e entre Extrema e Camanducaia fizemos uma parada para abastecimento e preparativos para a chuva. O céu se fechava mais ao norte e os primeiros pingos começavam a cair sobre nós. Abastecidos, decidimos almoçar por ali mesmo enquanto a chuva de verão vinha e passava. A partir daí restava um pouco mais que um terço da viagem a completar. Tocamos até a altura de Três Corações para mais uma abastecida e seguimos em ritmo forte até a última parada para gasolina, em Carmo da Mata, já a 50 kms de Divinópolis. E essa última etapa descompensava a alta qualidade da viagem de ida, quando passamos batidos por radares de velocidade limitados a 40km/h. (Em breve a cartinha do Detran chega lá em casa). Então restando 25 kms para chegarmos ao destino eis que uma forte tempestade nos recebe com todo o seu trevor. Paramos o grupo na porteira de uma fazenda e rapidamente vestimos as capas e proteções. Foi no tempo certo, e no local perfeito encontrado pelo Reginaldo, pois tal pista apresenta um estreito acostamento, bastante arriscado para se parar um grupo em meio a um temporal do qual pouco se enxergava para além de 3 metros. O vídeo abaixo mostra o princípio disso, que se agravaria até o portal de Divinópolis. Entrando então na cidade-destino a chuva baixava para uma garoa fria, e em poucos minutos o seu Salsicha chegava em sua Piaggio Beverly para nos receber e nos guiar até a Praça do Santuário, local de concentração de todo o IX Encontro. E lá estavam vários amigos de longa data, monstros das rodovias, incansáveis dois-tempistas de alto grau de atitude, e falaremos deles nas próximas linhas.


E foi mais ou menos assim, na raça e na coragem, como sempre é, dispensando sensores, computadores, regulares e capacitores para chegar lá. Três vivas aos velhos chassis! Be continued...

Relato, fotos e vídeo por Fidelis

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

R.I.P. ELÍDIO GILBERTO SAM

Com profundo pesar informamos que o nosso amigo da Baixada Santista nos deixou, vitimado por um câncer. Raduneiro, participou de quase todos, além do Nacional de São Paulo e reuniões na Sede com essa inconfundível Vespa M4 1961. Seu sorriso e boa vontade marcaram nossos anos dois-tempistas para sempre.Descanse em paz Elidio, e muito obrigado por todo o seu apoio.