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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

VIII RADUNO DA PRIMAVERA

Nesse domingo de 26 de novembro de 2017 aconteceu a oitava edição do anual Raduno da Primavera, o giro dois-tempista pela Baixada Santista. Nesse ano o evento teve a participação de 38 motonetas. Contaremos um pouco dessa história a fins de registro.


Domingo nublado, um mistério no ar: quantas pessoas vão nesse Raduno? Em outras edições chegamos a reunir mais de sessenta, um grande arrasto pelas ruas da capital litorânea. E como seguimos puxando esse evento de maneira espontânea, fiel às origens da coisa, não pedimos pré-inscrição nem nada, ou seja, vai quem quer, e decide-se quando se quer. Então às 9h10 eu, Fidelis, cheguei na concentração do Posto Frango Assado da Rodovia dos Imigrantes acompanhados dos amigos China, Koré e Gu "Alemão". Por lá estavam os meliantes Chico Oliveira "o sidecarista" - é tão complicado pilotar uma moto com um sidecar replicado do original sessentista feito em fibra que tal ato merece a neologia -, Nilson e Flavia, Rolando na 150cc, Peixinho, nosso guia da vez, de Lambretta LI, Michel, o amigo do guia no lambretão do mesmo, Francisco e Carol pela primeira vez na estrada, seu Artur Biscaia, o veterano maior, Mary, a colecionadora das Piaggios mais raras, Caco Parise, hoje meio que fotógrafo oficial da SP, Paulo "De Vito" Tramonte, Fernando Pastorelli, Viola pós acidente, João Azevedo, Diogo Reis, Índio, os gêmeos Ricardo e Eduardo Deccó, e eu, Fidelis. (Posso estar esquecendo de alguém, então por favor me avisem através dos comentários aqui, ou como puder). O Reginaldo e a Rose dessa vez foram de carro rebocador, e a Vanessa Vanites com a pequena Leila de fuscão, ambos os quatro rodas necessários no final dessa história. Era 10h da manhã e a garoa dava uma trégua, então reunimos os raduneiros para um briefing e partimos, a princípio em 24 Vespas e Lambrettas em formação.


Na ponta do comboio Peixinho e Koré revezavam a liderança, enquanto na rabeta Chico empurrava o grupo como um rodo. Passei à condição de curinga, puxando os lentos, acalmando os afoitados. Viola deixou o grupo ainda na região do ABC, enquanto por lá Everton Mendes e na sequência Marcelo nos aguardavam à beira-pista. Passando o pedágio a gravidade fez sua parte e puxou as motos Imigrantes abaixo. Nos túneis os aceleros das motos e a puta sirene chata do Caco dava à escuridão a ambiência tensa, quebrada lá embaixo pelo visual da mata sob as pontes. Mais uma descida de grande êxito. Em ritmo de aventura chegávamos à zona portuária de Santos, onde o cheiro do óleo queimado com a maresia, o mormaço e o aroma de peixe estocado assinavam o evento como manda a tradição. De olhos fechados você sabe onde está e com quem. Em parcos minutos chegávamos à vila mais famosa, a Vila Belmiro, palco e patrimônio de máximas que o futebol mundial proporcionou. Foi uma volta rápida no entorno do estádio e já ancoramos o enxame no Cemitério Vertical Necrópole Ecumênica, há algumas quadras dalí, aonde passaríamos uma hora de desfrute. Por lá alguns scooteristas da região nos esperavam, e conforme lembrança são eles: Elídio e sua M4 "200cc", Parreira "Polenta" numa cinquentinha 2T, o João do lambretão, o Elídio na mesma espécie dois-tempista. E o também praiano, mas de mais longe, o Túlio Parodi em sua PX, vindo por chão de São Sebastião.



No Cemitério, por sinal o maior da América Latina, o sr. Pepe, argentino residente proprietário da casa, mantém uma pequena coleção de veículos clássicos e históricos (como um Ford 28 Roadster, Rolls Royce 1980 Gold Silver II, Plymouth 1948, Bel Air 1957, MP Lafer, DKW 1964, Ford Tudor 1929, Romi Isetta, e algumas Lambrettas), e de aves e peixes exótica (Tucano, Arara Canindé, Arara Vermelha, Pássaro Preto, Pavão Branco, Perú, Ganso, Papagaio etc, mais Carpas, Tilápias etc). Feliz com nossa visita, sr. Pepe serviu lanches, cafés e sucos a todos "na faixa", e nos presenteou com algumas estadias em três pousadas suas do litoral norte. Demais! Nesse meio tempo chegou o Motonetas Clássicas Campinas com o pó da estrada na testa, com Tatu Albertini e Spina de PX, e Chiquinho de Lambretta Cynthia - tiveram problemas com a lambra e por isso se atrasaram. Então fizemos mais um flagra aéreo pelo drone do Caco e tocamos adiante rumo à Praia do Itararé, em São Vicente, agora em trinta e poucas motonetas pela orla. Era 13h30, e a volta ficava programada para algo entre 15h30 e 16h. Nesse meio tempo chegava o Diego Pontes com a PX da Vanessa emprestada. Descia com o pessoal de Campinas quando furou o pneu no final da rodovia e ninguém o vira, deixando-o ao socorro da Ecovias. Na sequência chegava a família Delacorte (sr.Valdir, dona Fátima e Giovanna), eternos amigos da SP, com quem passei quase todo o tempo proseando - é a família de um dos maiores amigos que a vida me deu, e me tirou. Foram quase três horas à beira-mar, debaixo de um tímido sol e muito mormaço. Nesse tempo alguns anteciparam a volta, sempre em grupo ou pares, como recomendamos. Outros ficaram para desfrutar um dia a mais de praia.

Ás 16h começamos a puxar a volta, com despedidas a quem fica, e nova meta a quem volta. O retorno é sempre mais difícil, arrastado, e a grande soma de complicações que um evento dessa categoria apresenta é quase sempre na volta. Peixinho nos guiou então até um posto de combustível e na sequência até a saída da cidade, de onde reorganizamos o comboio para a subida da Serra. Nem sete quilômetros se passaram e, ainda na região de Cubatão, a PX do Everton desligou em alto giro. Estávamos em um pouco mais de uma dúzia de motonetas nesse momento. Encostamos todos para diagnosticar o caso, que era dos graves e irremediáveis: pistão furado. Foi aqui que os carros protagonizam a salvação da moto, o utilitário do Reginaldo e Rose, e o fuscão da Vanessa. A Polícia Rodoviária parou para checar o motivo da aglomeração, dizendo estarmos em lugar perigoso. Coisa rápida, e em questão de dez minutos estávamos na pista novamente. Na altura dos túneis o trânsito apertou, os carros andavam na lentidão dos 20km/h, e a partir daí tomaríamos os corredores e abriríamos mão da formação de comboio em prol do tempo. Pela região do Rodoanel e do ABC alguns foram se despedindo, ao ponto em que chegamos em São Paulo parcos pingados e preocupados, às 18h. Pelo Whatsapp um a um foi confirmando chegada segura, e então demos por encerrado e com sucesso o VIII Raduno da Primavera. 

Só quem vive sabe o gosto que tem fazer esse evento. Portanto, parabéns aos raduneiros de 2017. E encerramos o ano rodoviário da SP com nota azul. O próximo encontro é o da Free Willy na Z/L de São Paulo dia 03 de dezembro, e mais uma festa na Sede. Então preparem-se para celebrar do jeito que o povo gosta!

*Postagem sujeita à alteração e acréscimo de fotos nessa semana.
Relato, vídeo e foto 1 por Fidelis.
Foto 2 e 3 por Caco Parise.

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