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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

COKE LUXE NA SP

Nesse sábado de 12 Agosto a Scooteria Paulista abre as portas para os pioneiros do Rockabilly nacional e seus admiradores. O retorno relâmpago da banda COKE LUXE inclui a categoria dois-tempista no roteiro em grande festa.




Sim, são eles mesmo! E a festa conta também com o acervo dos DJ's Maneiro e China.

Na cozinha a Família Rossetto prepara um Barbecue Rice 'n Ribs (com opção vegan); e sobremesas por Yumi Yumi Goodies. Brejas especiais e premium, stands, souvenires, tudo a preços módicos. Aceita cartão. 

Acompanhe a página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/294609741006222/
*Evento aberto a todos os públicos e veículos.

Entrada: $10. 
Das 16h às 22h. 
Rua Lituânia, 52, alto da Mooca.


Arte por Leonardo Russo

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

V GIRATA D'INVERNO - MAIRIPORÃ 2017

No último domingo de 30 de Julho aconteceu a V Girata D'Inverno, o giro da categoria pelos pontos históricos e turísticos da Grande São Paulo. A SP já puxou esse evento para Paranapiacaba (Sto.André), Embú das Artes, Riacho Grande (S.Bernardo), Santana de Parnaíba, e agora para Mairiporã, rumo às alturas do Pico do Olho D'Água, uma montanha que exigiu embreagem e motor dos participantes. Por volta de 63 motonetas participaram ao todo do evento, que teve início as 8h da manhã em nossa Sede e findou às 16h.


Conforme informado, pela primeira vez a SP faria um café da manhã, magro, simples, para o metabolismo de vocês já irem se acostumando com a crise e o futuro sombrio que Brasília lhe reserva, bastardos! Das 8h às 9h30 ao som de Bad Manners e The Jam recebíamos scooteristas clássicos de um monte de lugares: ABC, capital, Campinas, Osasco, Atibaia, Franco da Rocha, São Vicente, Sorocaba, São Sebastião e por aí vai... 


Feito o briefing e diálogos de estratégia demos início ao giro rumo à Radial Leste até à Ponte Aricanduva. Quase no início da Rodovia Fernão Dias paramos para abastecimento geral e cobrança antecipada do pedágio, afim de facilitar o trânsito do comboio. A viagem pela Fernão foi espetacular: cinquenta e tantas motonetas numa grande extensão da pista, ao lado de caminhões e carros apressados. Tocamos na média dos 70 km/h, com Vespas e Lambrettas de todas as gerações do século passado. Na frente Koré e China revezavam com o Fidelis a tocada do comboio. Na rabeta Leo Russo empurrava pelas costas a frota com sua Super 150 fritando o platinado. Digamos que foi uma bela condução, sem nenhum problema ou intempérie, considerando o desafio de estarmos numa das mais tensas rodovias que saem da nossa capital, conhecida pelo tráfego de caminhões de carga pesada, viajantes de fim de semana, manchas de óleo na pista e forte ventania em diversos trechos. 


Passamos o pedágio, moto-a-moto, e represamos a frota à beira-pista. Foi quando Gustavo Rela notou o pneu da sua PX no chão. Até tentamos segurar as coisas por lá enquanto os rapazes faziam a troca, mas os fiscais da pista deram o toque pra gente não moscar ali. Então puxamos a grande maioria do agrupamento para as bordas de Mairiporã, num acostamento calmo e espaçoso no pé do Pico do Olho D'Água. Foram 20 minutos ali, tempo para re-agruparmos a frota, e puxarmos o pessoal que estava em posto de combustível próximo à nossa espera. 


Era quase 12h quando iniciamos a grande subida acima das nuvens. Foram 25 minutos de escalada. A fumaça saía debaixo das motos mas não era do motor, do escape, era das embreagens mesmo, fritando ao extremo. Alguns quase caíram para trás, quase não chegaram, mas quase, porque deu tudo certo, e no grau uma-a-uma atingiu o cume da montanha. Talvez meia dúzia tenha ficado para trás, mas não fomos informados disso, e na correria demos falta de gente (não por falta de apoio), talvez por desistência do desafio. Lá no alto o vento seco e a vista do céu azul brevemente nublado era uma coisa acolhedora. Passamos um pouco mais de meia hora por lá, proseando, fazendo fotos, conhecendo os locais. Inclusive fomos surpreendidos com a presença de dois britânicos que nos aguardavam, um deles scooterista desde os anos 90, proprietário de quatro relíquias, o Paul Parsonage, membro do Modrapheniacs Scooter Club, um grupo surgido em 1976, que participara de diversas atividades musicais nessas quatro décadas, uma delas a história aparição das Lambrettas e Vespas customizadas na abertura das Olimpíadas 2014 de Londres, quando dezenas delas invadiram o palco durante os shows do The Who e do Kaiser Chiefs. Um espetáculo!



Um pouco antes das 13h iniciamos a descida, orientada de antemão que agora a atenção era com os freios e cascalhos na pista estreita. No pé do morro represamos novamente a frota para bem-chegarmos ao Restaurante da Prosa, já dentro da cidade. Lá fomos recepcionados pelas funcionárias da casa com seus celulares em mãos para fotos e vídeos. Paramos as motos pelo caminho, à beira-rio, na grama, na rampa, e enfim celebrávamos mais uma grande reunião bem-sucedida da categoria. Do almoço em diante a coisa ficou por conta das amizades se organizarem para a volta, ou o aguardo da vassourada final que dou levando os resistentes de volta pra casa. Como se deu, as 16h30.



Bem amigos, nossos relatos andam enxugados, e dessa vez não citaremos os nomes dos presentes por questão de tempo mesmo. Tentaremos em breve montar um super-álbum para compilar as fotos gerais de encontros como esse - sugestões de como fazer isso são bem-vindas. Quem tiver mais, envie-nos por email (scooteriapaulista@gmail.com) ou use a rashtag #scooteriapaulista nas redes sociais para localizarmos. Muito obrigado a todos os presentes, a equipe SP, ao Motonetas Clássicas Campinas, ao Vespa Clube Sorocaba e por ventura a algumas outras crews e clubes que representaram nesse maravilhoso giro. Agradecemos também a todos os que se ajudaram, ofereceram uma carona, uma mão amiga quando necessário. É assim que é! Até a próxima aventura, dois-tempistas.

Fotos por Fabiano Bulgarelli, Vanderlei Fascina e Fernando Azevedo.
Relato por Fidelis.