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terça-feira, 21 de novembro de 2017

VIII RADUNO DA PRIMAVERA

Nesse domingo de 26 de Novembro acontece o VIII Raduno da Primavera, o giro dois-tempista pela Baixada Santista. Preparem-se!


CONCENTRAÇÃO: Posto Frango Assado (Rodovia dos Imigrantes, km 13, a continuação da Av.Ricardo Jaffet, em São Paulo) às 9h.

DESTINO: MUSEU DE VEÍCULOS do Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos:
http://www.memorialsantos.com.br/espaco-interativo . Previsão de chegada às 11h30. Veja no mapa AQUI.

ALMOÇO: Quiosque Route 66, canal 1 de Santos, às 13h30.

VOLTA: 16h.

*OBS: Somente scooters clássicas de motor 2 Tempos.

Arte por Leonardo Russo.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

SKAMOONDONGOS NA SP

A noite de ontem, 18 de novembro, vai para os"top of the tops" da nossa história. Simplesmente recebemos em nossa Sede os lendários Skamoondongos, banda de ska da geração anos 90, em grande parte responsáveis pela afirmação da subcultura rudeboy e da música jamaicana no Brasil. Um resumo...

A casa abriu às 17h, quando rolava um Symarip enquanto a equipe se alinhava para receber os visitantes. Havia quase mil pessoas envolvidas na página do evento, pessoas que confirmaram presença ou interesse. A caixa de emails da lista não parava. Telefone e WhatsApp tocando a cada cinco minutos. Expectativa nas alturas. Um pouco depois Bruno Felix (Secilians Sounds) chegou com parte da sua coleção de compactos jamaicanos dos anos 60 e 70, discos raros, especiais, que rodam pelos bailes noturnos da cidade, do país, da América do Sul. Enquanto isso Sonnesso e Fidelis montavam o palco para a big band, com parte do equipamento cedido pelo adoentado Renatinho Delia. Na recepção Koré fazia as honras, com Corazzin e Gabriel Forte e Carol revezando o posto do caixa. Na cozinha Assef, Pastorelli, Vitor Hugo, Russo, Cris e Leika trabalhavam à toda nos cachorro-quentes e nas brejas e afins. China de step na área. Na sala esquerda Diogo Vinícius vendia as peitas que o povo gosta com a Red Tape, e dessa vez também as da SP. Everton Mendes (ABC Reggae Boys) chegava nesse interim para compor o time musical com seus compactos jamaicanos. 


Bom, vamos aos finalmentes: os Skamoondongos. Eles chegavam aos poucos, a banda é composta por oito integrantes: Axl Rude no vocal, Wellington de Mello na bateria, Anderson Buda no baixo,  Pêra no teclado, Anselmo na guitarra, Sonnesso no trombone, Rafael Doddy e Ícaro nos Sax tenor. Curioso foi que entre a passagem de som (às 19h45) e o show (às 20h30), a maioria do público ficou de pé como que num festival guardando o seu espaço cativo, voltados em direção ao palco. Que noite maravilhosa! E o show foi demais, um verdadeiro espetáculo desses monstros do ska nacional. Tocaram seu disco "Segundo", versões de Specials, Mighty Mighty Bosstones, Skatalites, Bad Manners etc. Lá fora muita chuva, e para não matar o povo de calor lá em cima, fizemos a festa de portas e janelas abertas, vide imagens. Valeu cada minuto, cada tune do Bruno Felix e do Everton Mendes, cada peso carregado, suor pingado, cada aperto de mão e abraço. É assim que gostamos de fazer as coisas: entre amigos, inclusivo, na raça, na entrega. E por isso agradecemos imensamente aos envolvidos nisso, à equipe Scooteria Paulista, que procura manter vivo o espírito das coisas que estavam lá nos anos 90, da música independente, da cooperação, do espírito de união e sua prática, e da produção! Bruno Felix e Everton Mendes, muito obrigado, de verdade, vocês são fora da curva! E Skamoondongos, vida longa, que possamos desfrutar de muitas mais matinês dançantes e inspiradoras. 


Vídeos por Fidelis

terça-feira, 14 de novembro de 2017

SKAMOONDONGOS NA SP

No sábado de 18 de Novembro a Scooteria Paulista abre as portas da Sede para uma gig histórica: Skamoondongos na SP. Grande matinê que promete!


Formada na metade dos anos 90, os ativistas do ska e do anti-racismo nos dão a honra dessa aula de música jamaicana, tocando temas do disco "Segundo"(1997, como Pobre Plebeu, Segunda-Feira 13, Eu Não Gosto de Você), e outras surpresas. Skamoondongos é imperdível!!

O baile é agitado pelo rocksteady e ska dos DJ's Everton Mendes (ABC Reggae Boys) e Bruno Felix (Secilians Sounds) em compactos fora de catálogo há mais de quarenta anos.

Na cozinha vamos preparar cachorro-quentes de praça, e na sobremesa Yumi Yumi Goodies traz seus deliciosas sobremesas.

Entrada: 15,00 reais ( 10,00 com nome na lista de desconto: scooteriapaulista@gmail.com )

Arte por Leonardo Russo

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

TIM STEINFORT NA SP

Na sexta-feira de 10 de outubro abrimos a nossa casa para essa extra-oficialidade: Tim Steinfort em versão acústico, diretamente da República Tcheca. Tim é vocalista do Haymaker, e outrora líder dos considerados Discharger. Abaixo um breve registro.



Às 19h a casa abria com as seleções musicais de Gabriel Forte, tocando em formato digital clássicos do punk rock e do Oi! da primeira e segunda gerações (anos 70 e 80). Na cozinha a Yumi Yumi Goodies preparava seus empadões de frango e de palmito, também apresentando os deliciosos e criativos BiscOi!tos - quem pegou? Nesse meio-tempo a The Firm Records chegava com a sua banca de camisetas e acessórios. O pessoal da banda Haymaker chegava com a 7 Produções, e na sequência os Bootboys (Chile), abrindo os trabalhos do fim de semana. Por volta das 21h30 Tim "subiu ao palco" e tocou para cerca de 70 pessoas suas músicas, e outras de sua influência, como a acima, do Pennywise, banda norte-americana de punk rock. Um esquenta do grande final de semana. Valeu total! Foi muito bom!

E fica aqui os nossos parabéns aos envolvidos nessa tour do Haymaker e convidados, e os nossos agradecimentos por incluir a Scooteria Paulista nessa história.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

TIM STEINFORT NA SP

Nessa sexta-feira (10.Nov) a Scooteria Paulista abre as portas para esse extra em versão pocket, diretamente da República Tcheca.


Tim Steinfort é vocalista da banda Oi! HAYMAKER, e fará esse show na pegada acústica, como nesse link: https://youtu.be/2jJxkwIEUp4 ... (Além dos sons autorais, Tim toca de Beatles a Angelic Upstarts). A matinê segue embalada pela seleção de sons de Gabriel Forte.

Stands da Firm Records e da Red Tape Shirts.
Na cozinha Yumi Yumi Goodies faz empadões de frango e de palmito (versão vegan).
Entrada: 10,00. Das 19h as 23h30, com show previsto para as 21h.

Arte por Diogo Vinícius

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

VERSATILIDADE E ECONOMIA (1978)

Faz um tempo que o Bach "Marcão" Feliciano vem dispensando bastante atenção à memória das motonetas clássicas no Brasil, e a gente vai tentar replicar aqui no decorrer dos meses um pouco do seu apanhado divulgado nas redes sociais. Obrigado Bach!


Ciclomotor CIAO 50cc
Monomarcha – 80 Km por litro – equipado com velocímetro e retrovisor

Motoneta Vespa Super 150cc
4 marchas – 45 Km por litro de gasolina comum – estepe
Produzidos em Manaus por B. Forte Ind. Com. Ltda.
Distribuição para todo o Brasil ITALVESPA Distribuidora de Veículos e Peças Ltda.

Anúncio publicado na Revista Duas Rodas Motociclismo – Maio 1978

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

DOSE BRUTAL + HATED KIDS NA SP

Nesse sábado a chuvosa Mooca recebeu uma das mais importantes bandas do punk rock brasileiro, o Dose Brutal. E foi uma noite para toda a história. Segue o registro abaixo de praxe.


As 16h a casa abriu, com os primeiros visitantes já na ansiedade por essa volta do Dose, 28 anos depois do último show. A banda surgiu em 1981, e os músicos desse momento se reencontraram em nossa casa, como mostra na foto acima, com o Maozão, o primeiro vocal, que gravou o tema ao vivo "Faces da Morte" no Sesc Pompéia em 1983, do disco "O Começo do Fim do Mundo", primeiro material fonográfico do punk brasileiro. Na guitarra o Pi, fundador da banda, no baixo Samuka, e na bateria Silvinho, ponteavam esse retorno, com os Bebers Operário Rafael Piera "Itatiba" na guitarra base, e com o Anderson "Ratinho" nos vocais. Que noite! Mesmo com chuva e possibilidades de conflitos ideológicos e tretas antigas revividas entre gangues de rua, fizemos o evento na raça, assumimos "toda essa culpa", e vingou, deu mais do que certo! Na cozinha Debbie Cassano e a Leika Morishita preparava os cachorro-quentes de praça, e a Yumi Yumi Goodies trazia as sobremesas. Na sala menor rolava os stands da Red Tape Shirts e da The Firm Records, com camisetas, bottons, acessórios e ingressos para a gig do dia 11/11 na Vila Mariana. Na portaria o segurança fazia a revista, com nossa equipe se revezando na recepção dos amigos e visitantes, entre Fidelis, Diogo Vinícius e Vitor Hugo. No caixa Corazzin e no bar Pastorelli e Sonnesso deram uma puta mão. Caco Parise fazia as fotos, enquanto Koré e China se revezavam na discotecagem junto com o André Fernandes. Diego Pontes, Stofaleti, Kadu e Alemão chegaram para dar um mão na reta final da noite, quando o nosso técnico de som Renato Delia precisava partir. As 19h50 o quarteto Hated Kids mandou seu punk rock brutão, esquentando a noite. E na sequência o Dose Brutal incendiou a sobreloja, tocando onze sons e alguns repetecos. Veja abaixo as fotos e os vídeos dos dois shows.







Foi uma baita noite, que ficará em nossa memória para sempre. Muito obrigado às bandas, DJ's, aos divulgadores, e ao Dose Brutal Moto Grupo pelo apoio. É mais ou menos assim que se faz as coisas.

Fotos por Caco Parise

terça-feira, 3 de outubro de 2017

DOSE BRUTAL + HATED KIDS NA SP

No próximo sábado de 07 de outubro a SP abre as portas para mais uma reunião histórica. Vem aí o Dose Brutal, diretamente das origens do punk rock brasileiro, e junto deles o Hated Kids, os DJ's mais zica, a boa música, as motonetas e motocicletas, os rangos de primeira e a boa-companhia. 


A banda DOSE BRUTAL surgiu em 1981 e tão logo participou do primeiro registro fonográfico do punk nacional: O Começo do Fim do Mundo. Mais tarde lançou o primeiro disco homônimo, e o EP célebre chamado "Vadia". A banda acabou no começo dos anos 90, dando origem ao Moto Grupo Dose Brutal, levando o lifestyle para as estradas. A abertura fica a cargo do HATED KIDS, punk rock linha clássica com pratas da casa.

DOSE BRUTAL no Boca Livre (feat. Kid Vinil), em 1989: https://youtu.be/Tb2w4Jd2MQw
HATED KIDS na Verdurada ABC, em 2017: https://youtu.be/sEbwCkQ46is

DJ's Koré, China e André Fernandes - Tocam punk rock, ska e Oi!

Cozinha: A SP prepara cachorros quentes de praça e a Yumi Yumi Goodies traz suas sobremesas deliciosas. Stand de camisetas, cds e afins da Red Type Shirts e da Firm Records.

Início às 16h, até 23h.
Entrada 15,00 na porta (ou 10,00 com nome na lista): scooteriapaulista@gmail.com

*Evento aberto a todos os públicos acima de 18 anos e veículos em geral. Respeite a nossa casa e os nossos visitantes, e serás sempre bem-vindo.

Apoio: Moto Grupo Dose Brutal

Arte por Leonardo Russo

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

MODULARES NA SP

O sábado de 16 de setembro a SP abriu as portas para mais uma grande celebração. A matinê dois-tempista recebeu o quarteto Mod paulistano Modulares, DJ's de calibre e uma gastronomia ímpar. Vamos aos fatos.


A casa abriu as 16h30 com Kadu T comandando as pick-ups com seu acervo de discos de Latin Soul, Funk 70's e afins. Da cozinha a Família Mendes servia mandioquinhas cremosas fritas e um belo empadão de palmito, enquanto a Yumi Yumi Goodies trazia seus brownies, pães de mel, bolachinhas, e afins. Aos poucos a casa enchia, motonetas chegavam, o som aumentava. Por volta das 18h30 a dupla da Z/L Gregor Izidro "Mongobeat" e Felipe "Lipa" duelaram discos e compactos raros do rock obscuro nacional dos anos 60 e 70, trazendo referências inéditas à casa até então. As 20h30 então os Modulares "sobem" ao palco para um show tremendo, suando as camisas, levando os visitantes ao delírio em temas como "Satélites", "Conspiração de Círculos e Setas", "Fora de Controle" e inéditas... Após o espetáculo Cintia Sixtie assumiu as pick-ups e embalou a noite com seu acervo de ritmos sessentistas do lado B da Jovem Guarda e dos anos 60 americanos e ingleses... Bem, paramos por aqui! E assim aconteceu mais uma matinê maravilhosa na Mooca, com tudo o que estamos dispostos a desfrutar e a encarar. Muito obrigado a todos os envolvidos!


Fotos por Fidelis

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

MODULARES NA SP

Nesse sábado de 16 de setembro a Scooteria Paulista abrirá as portas da Sede para mais uma festa de arromba, dessa vez com quarteto paulistano Modulares, prata da casa, que faz um Punk-Mod sem igual, pulsante, forte, urgente e elegante. A banda comemora dez anos de existência, lançando seu EP "Reino de Absurdos". (Essa é a terceira vez que eles tocam pra gente. A primeira foi em 2012, num Scooterfest na Rua Augusta; o segundo foi no São Anivespaulo dos Arranha-Céus, em 2015). Ouça: https://youtu.be/lGdgfB-65w0


Show: MODULARES (previsto para as 19h30)

DJ's em vinil: MONGOBEAT (Gregor Izidro / Garage-Punk 60's e 80's) + LIPA (obscuridades do rock brasileiro 60's e 70's) + KADU T (Maison Tobias / Soul, Funk e rock antigo) + CINTIA SIXTIE (ritmos dançantes e frenéticos do passado).

Cozinha: Família Rossetto (prato inglês à confirmar) + Yumi Yumi Goodies (pães de mel, brownies e docinhos)

Exposição: Worldvespa - o casal da Grécia que está realizando a volta ao mundo numa Vespa PX200. Expo da moto e venda de fotos. Stands à confirmar.

Entrada: R$10,00

Se você não é ainda chegado de alguém da casa confirme presença no email: scooteriapaulista@gmail.com

Arte por Leonardo Russo

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

I ENCUENTRO NACIONAL DE SCOOTERS - PARAGUAY

Hoje, quarta-feira, o Rafael Assef (SP) e Tatu Albertini (MCC) partem em Vespas para Assunción, capital do Paraguai, para o primeiro encontro nacional de categoria híbrida dois-tempista no país, organizado pela #AsociaciónDeScooteristas , uma entidade recente que se propõe a unir clubes, rodar e celebrar. Parece bem boa a proposta disso! Torcemos para que vingue e inspire seus vizinhos. Desejamos uma ótima viagem aos amigos, que a força esteja com vcs!! Acompanhe notícias também pelo nosso Instagram: @scooteriapaulista

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

COKE LUXE NA SP

No sábado de 12 de agosto recebemos em nossa Sede o conjunto musical Coke Luxe, numa festa de arromba com dezenas de motonetas e topetudos à moda antiga. Pioneiros do Rockabilly nacional, o quarteto paulistano marcou gerações com canções como "Conta da Light", "Rock O Azarado", "Não Beba, Papai, Não Beba", dentre outras. Surgida no início dos anos 80, a banda retornou para breves apresentações, mantendo acesa a chama do rock'n'roll em sua essência.


As 16h abrimos a casa com a passagem de som da banda. A cozinha funcionava a todo vapor com a Família Rossetto preparando um delicioso Rice'n'Ribs, um prato do sul dos EUA, e com opção vegetariana. Nas sobremesas a Yumi Yumi Goodies trazia os brownies, pães de mel e tortinhas de limão. O pessoal chegava e abria a sua gelada, premium ou especial, e vagava entre a sacada e a calçada escada acima e abaixo. Em questão de duas horas a casa enchia. Chegavam scooteristas e amigos de amigos de diversas cidades por aí. Dos scooteristas recebemos a SP em peso, agregados, camaradas, e membros do Vespa Club São Roque e Motonetas Clássicas Campinas. A Staff da SP trabalhava a mil, afiada na cozinha, desafinada no caixa, porém fazendo funcionar o motor como tem que ser.

Os DJ's China e Maneiro se revezaram, mandando pedradas e pesadas do rock antigo, fazendo as duplas dançarem ao estilo clássico. As 20h30 a banda entrou no palco para quarenta e cinco minutos de rockabilly bop, num show divertido. (Vale registrar aqui que dessa vez o nosso equipamento de vozes falhou em algumas ocasiões, ainda que feita as revisões dias antes, o que quase comprometera a alegria dos músicos. Mas funcionou e foi até o fim da apresentação). A festa findou à meia-noite e meia, com os remanescentes brindando a terceira vez como se fosse única.

Nós da SP agradecemos imensamente à banda Coke Luxe pela confiança e pelo rock'n'roll, ao Maneiro pela discotecagem ímpar, ao China idem, à turma da cozinha, à Staff do nosso clube, e aos visitantes. Nós acreditamos no que ficou perdido no tempo.

Próximos eventos:
27/08 - XII Encontro de Lambrettas, Vespas e Motos Antigas de Jundiaí. (Saída as 9h do Largo do Arouche/capital SP).
16/09 - Modulares na SP - show da banda Punk Mod paulistana que completa 10 anos.

Fotos por Fidelis

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

COKE LUXE NA SP

Nesse sábado de 12 Agosto a Scooteria Paulista abre as portas para os pioneiros do Rockabilly nacional e seus admiradores. O retorno relâmpago da banda COKE LUXE inclui a categoria dois-tempista no roteiro em grande festa.




Sim, são eles mesmo! E a festa conta também com o acervo dos DJ's Maneiro e China.

Na cozinha a Família Rossetto prepara um Barbecue Rice 'n Ribs (com opção vegan); e sobremesas por Yumi Yumi Goodies. Brejas especiais e premium, stands, souvenires, tudo a preços módicos. Aceita cartão. 

Acompanhe a página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/294609741006222/
*Evento aberto a todos os públicos e veículos.

Entrada: $10. 
Das 16h às 22h. 
Rua Lituânia, 52, alto da Mooca.


Arte por Leonardo Russo

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

V GIRATA D'INVERNO - MAIRIPORÃ 2017

No último domingo de 30 de Julho aconteceu a V Girata D'Inverno, o giro da categoria pelos pontos históricos e turísticos da Grande São Paulo. A SP já puxou esse evento para Paranapiacaba (Sto.André), Embú das Artes, Riacho Grande (S.Bernardo), Santana de Parnaíba, e agora para Mairiporã, rumo às alturas do Pico do Olho D'Água, uma montanha que exigiu embreagem e motor dos participantes. Por volta de 63 motonetas participaram ao todo do evento, que teve início as 8h da manhã em nossa Sede e findou às 16h.


Conforme informado, pela primeira vez a SP faria um café da manhã, magro, simples, para o metabolismo de vocês já irem se acostumando com a crise e o futuro sombrio que Brasília lhe reserva, bastardos! Das 8h às 9h30 ao som de Bad Manners e The Jam recebíamos scooteristas clássicos de um monte de lugares: ABC, capital, Campinas, Osasco, Atibaia, Franco da Rocha, São Vicente, Sorocaba, São Sebastião e por aí vai... 


Feito o briefing e diálogos de estratégia demos início ao giro rumo à Radial Leste até à Ponte Aricanduva. Quase no início da Rodovia Fernão Dias paramos para abastecimento geral e cobrança antecipada do pedágio, afim de facilitar o trânsito do comboio. A viagem pela Fernão foi espetacular: cinquenta e tantas motonetas numa grande extensão da pista, ao lado de caminhões e carros apressados. Tocamos na média dos 70 km/h, com Vespas e Lambrettas de todas as gerações do século passado. Na frente Koré e China revezavam com o Fidelis a tocada do comboio. Na rabeta Leo Russo empurrava pelas costas a frota com sua Super 150 fritando o platinado. Digamos que foi uma bela condução, sem nenhum problema ou intempérie, considerando o desafio de estarmos numa das mais tensas rodovias que saem da nossa capital, conhecida pelo tráfego de caminhões de carga pesada, viajantes de fim de semana, manchas de óleo na pista e forte ventania em diversos trechos. 


Passamos o pedágio, moto-a-moto, e represamos a frota à beira-pista. Foi quando Gustavo Rela notou o pneu da sua PX no chão. Até tentamos segurar as coisas por lá enquanto os rapazes faziam a troca, mas os fiscais da pista deram o toque pra gente não moscar ali. Então puxamos a grande maioria do agrupamento para as bordas de Mairiporã, num acostamento calmo e espaçoso no pé do Pico do Olho D'Água. Foram 20 minutos ali, tempo para re-agruparmos a frota, e puxarmos o pessoal que estava em posto de combustível próximo à nossa espera. 


Era quase 12h quando iniciamos a grande subida acima das nuvens. Foram 25 minutos de escalada. A fumaça saía debaixo das motos mas não era do motor, do escape, era das embreagens mesmo, fritando ao extremo. Alguns quase caíram para trás, quase não chegaram, mas quase, porque deu tudo certo, e no grau uma-a-uma atingiu o cume da montanha. Talvez meia dúzia tenha ficado para trás, mas não fomos informados disso, e na correria demos falta de gente (não por falta de apoio), talvez por desistência do desafio. Lá no alto o vento seco e a vista do céu azul brevemente nublado era uma coisa acolhedora. Passamos um pouco mais de meia hora por lá, proseando, fazendo fotos, conhecendo os locais. Inclusive fomos surpreendidos com a presença de dois britânicos que nos aguardavam, um deles scooterista desde os anos 90, proprietário de quatro relíquias, o Paul Parsonage, membro do Modrapheniacs Scooter Club, um grupo surgido em 1976, que participara de diversas atividades musicais nessas quatro décadas, uma delas a história aparição das Lambrettas e Vespas customizadas na abertura das Olimpíadas 2014 de Londres, quando dezenas delas invadiram o palco durante os shows do The Who e do Kaiser Chiefs. Um espetáculo!



Um pouco antes das 13h iniciamos a descida, orientada de antemão que agora a atenção era com os freios e cascalhos na pista estreita. No pé do morro represamos novamente a frota para bem-chegarmos ao Restaurante da Prosa, já dentro da cidade. Lá fomos recepcionados pelas funcionárias da casa com seus celulares em mãos para fotos e vídeos. Paramos as motos pelo caminho, à beira-rio, na grama, na rampa, e enfim celebrávamos mais uma grande reunião bem-sucedida da categoria. Do almoço em diante a coisa ficou por conta das amizades se organizarem para a volta, ou o aguardo da vassourada final que dou levando os resistentes de volta pra casa. Como se deu, as 16h30.



Bem amigos, nossos relatos andam enxugados, e dessa vez não citaremos os nomes dos presentes por questão de tempo mesmo. Tentaremos em breve montar um super-álbum para compilar as fotos gerais de encontros como esse - sugestões de como fazer isso são bem-vindas. Quem tiver mais, envie-nos por email (scooteriapaulista@gmail.com) ou use a rashtag #scooteriapaulista nas redes sociais para localizarmos. Muito obrigado a todos os presentes, a equipe SP, ao Motonetas Clássicas Campinas, ao Vespa Clube Sorocaba e por ventura a algumas outras crews e clubes que representaram nesse maravilhoso giro. Agradecemos também a todos os que se ajudaram, ofereceram uma carona, uma mão amiga quando necessário. É assim que é! Até a próxima aventura, dois-tempistas.

Fotos por Fabiano Bulgarelli, Vanderlei Fascina e Fernando Azevedo.
Relato por Fidelis.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

V GIRATA D'INVERNO

Nesse domingo de 30 de Julho acontece a V GIRATA D'INVERNO, o passeio da categoria pela história e turismo da Grande São Paulo. E nesse ano a cidade eleita é Mairiporã. Subiremos o Pico do Olho D'Água, uma montanha asfaltada nos idos dos anos 70 e que mantém preservada a vida como ela foi.

Domingo 30 Julho
Concentra as 8h na Sede da SP: Rua Lituânia 52, alto da Mooca. (Saída as 9h)
Roteiro: Radial Leste - Rodovia Fernão Dias.
Destino: Pico do Olho D'Água, cidade MAIRIPORÃ.
Escalada de 20 minutos entre primeira e segunda marcha. Vista maravilhosa.

Almoço: Restaurante da Prosa. À vonts por 25,00. Beira do rio Juqueri.
Volta prevista para as 15h30.

Arte por Leonardo Russo

THE CHARTS NA SP

A festa de sábado 15 de julho foi das boas! Tudo começou às 16h com som ambiente e preparativos rolando. Recebemos muitos amigos da capital, do ABC, e do sul, como a gaúcha Jaqueline Pacheco (Vale dos Sinos Scooter Club). Reuniu-se cerca de 24 motonetas clássicas numa noite Mod na SP. 


O sol caía durante a discotecagem do Koré, que rolava algum punk 77, Oi! dos primeiros anos, ska two tone records etc. Foi a primeira vez dele nas pick-up com seu acervo, e adoramos! Na sequência China assumiu os CDJ's e puxou a dança geral. Experiente nas pistas, sabe conduzir uma festa.

A cozinha ficou por conta de Di Cassano, com o apoio da staff do bar Afonso, Sonnesso e Pastorelli. Ela preparou para esse dia um prato à moda inglesa, chamado Cottage Pie. (falar disso). A sobremesa ficou à cargo da Yumi Yumi Goodies, que levou brownies e pães de mel deliciosos. 

Na segunda sala improvisamos a exposição da Vespa que está realizando uma volta ao mundo, uma PX200 grega do casal Stergios Gogos e Alexandra. 14 fotos da viagem por partes da África e da América do Sul estão naquilo que na próxima festa queremos chamar de Mostra.

Às 20h os The Charts "sobem ao palco" e apresentam o repertório pesado baseado em sua obra antológica "Carbônicos", primeiro CD da banda, de 1996, lançado pela Suck My Discs. Abriram com Lambrettas, tema instrumental maximum R&B que te remete à uma cena perdida num filme do passado. A banda é formada por Flavio Teles nos vocais e guitarra, Sandro Garcia no baixo e backing vocal, Ed Cruz na gaita e backing vocal (também cantando I Need You, dos Kinks), e Roberto Santos "Vovô" na bateria. A sala encheu, quem estava perto da banda pôde sentir melhor o beat, e dançar e cantar. E tocaram muito! A casa pediu um bis, e depois mais um, e ganhou, encerrando como abriram, com Lambrettas. 

A noite fechou numa sequência de resgates dos nossos tempos de bem jovens, com Os Migalhas, Sprint 77, Laboratório SP... foi matador!!! Que festa! É preciso ficar até o fim!


Obrigado a todos!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

THE CHARTS NA SP

A Scooteria Paulista orgulhosamente recebe, no sábado de 15 de Julho, o lendário quarteto Mod paulistano THE CHARTS. Sim, os Charts voltaram, na formação original, e vai nos presentear com clássicos como "Carbônicos", "Pegue Seu Parka", "Lambrettas". 


A banda surgiu em 1991, gravou dois discos, e fez a cabeça de duas ou três gerações de Mods e apreciadores do estilo. Se você não os conhece mas gosta de bandas como The Who e Ira!, nem pense muito, só cola! Lembrando que estamos de Sede nova, e em casa a gente se diverte melhor. 

DJ's China e Koré - (Scooterboys/Scooteria)
Pegada dançante, mod revival e ska two tone, chão de taco, diversão à moda antiga!

Na cozinha: Cottage Pie, por Di Cassano (com opção vegetariana). Doces/brownies por Yumi Yumi Goodies. Temos cervejas premium e especiais a preços módicos.

Stand de vestuário, acessórios e CD's: Red Type Shirts / The Firm Records / Street Beer.

Exposição: Worldvespa - o casal da Grécia que está realizando a volta ao mundo numa Vespa PX200. Expo da moto e venda de fotos. Stand de cds, discos, livros e canecas da Firm Records.

Entrada: 10,00
Das 16h as 23h.

*Se você não é ainda chegado de alguém da casa confirme presença no email: scooteriapaulista@gmail.com

*Show previsto para as 18h30.

Keep the faith!
Arte por Leonardo Russo

terça-feira, 4 de julho de 2017

SP DE SEDE NOVA

No sábado de 10 de junho inauguramos a nova Sede da Scooteria Paulista, também no alto da Mooca, perto da saudosa maloca que por meia década abrigou esses vagabundos meliantes dois-tempistas que vos diverte em tempos difíceis. A nova casa abrirá aos amigos uma ou duas vezes por mês, e notícias serão divulgadas nas internas, e oficialidades por aqui. Quem quiser saber da gente, viver o esquema, fazer parte dessa história, entre em contato, procure um pouco mais. E desde já, muito obrigado aos visitantes desse momento inaugural.


As 10h30 da manhã abrimos a nova Sede para organização, pinturas e um tapa na decoração improvisada. A festa foi até as 23h, com direito a bolo de aniversário da lambrettista Kelly, showzasso daquela que consideramos a banda de ska mais legal do Brasil na atualidade, o Marzela, e discotecagem pegada do Everton Mendes (ABC Reggaeboys), Cintia Mascari "Sixtie" e Diego Pontes. Tivemos as lazanhas Corazzin, e ainda os brownies da Yumi Yumi Goodies, que nos presenteou com as bolachinhas da SP. Agradecemos imensamente a todos os amigos e visitantes que estiveram com a gente, e especialmente ao vespista Kadu pelo empréstimo das pick-ups e ao Renato Delia pelas doações e todo o trabalho no sistema de som da casa, que salvou os DJ's e os dançarinos de plantão. Lembrando que no dia 15 de julho a gente começa a engrenar com as questões domésticas, apresentando o lendário quarteto mod The Charts.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

INAUGURAÇÃO DA NOVA SEDE

A Scooteria Paulista tem o orgulho de anunciar a inauguração da nova Sede Social, bem perto da antiga casinha, na Mooca. É uma sobreloja da década de 40, com amplo espaço, cozinha, dois banheiros, escritório administrativo etc, preparado para eventos e exposições.


DIA 10 DE JUNHO - 10h30 a.m.

PROGRAMAÇÃO:
10h30 - abertura da casa.
Exposição Worldvespa / Festa de aniversário a confirmar.
12h - gastronomia a confirmar
15h - Começa a pegar fogo com os DJ's Everton Mendes (ABC Reggae Boys), Diego Pontes e Cintia Sixtie. 100% vinil ritmos jamaicanos, anos 60, jazz, soul.
19h - Show especial da big band -- Marzela-- (Ska/Rocksteady/Early Reggae).
21h - Sorteios da noite...
22h - Encerramento

*Exposição da Vespa PX200 do projeto Worldvespa, a volta ao mundo pelos gregos Stergios Gogos e Alexandra Fefopoulou. Diversas fotos incríveis emolduradas dessa viagem estarão à venda.

*Stand de vestuários, adesivos e acessórios da cultura musical jamaicana e inglesa do Empório 69.

*Todos os visitantes da casa concorrerão ao prêmio da noite, transmitido ao vivo pelo Facebook da Scooteria Paulista.

*Venda de cervejas especiais, artesanais e premium's, refri, água, suco, gastronomia, souvenires, fotos, etc. Aceitaremos cartão de débito e crédito.


Acompanhe a página do evento.

ENTRADA: 10,00
SOMENTE SE FOR AMIGO DE ALGUM MEMBRO DO CLUBE, SE LEVAR A SUA MOTONETA CLÁSSICA, OU COM NOME NA LISTA: scooteriapaulista@gmail.com

Arte por Leonardo Russo
Vice-Presidente

quinta-feira, 25 de maio de 2017

O FIM DA SAUDOSA MALOCA

Quem acompanha o Facebook da SP está sabendo, quem é amigo está por dentro, e quem é da casa está trabalhando ou investindo algum, e em junho a gente volta, dando um F5 em nossas coisas domésticas. Fato é que entregamos, no final de abril, as chaves da saudosa maloca, aquela que nos abrigou, e a tantos visitantes gringos e brasileiros, por meia década. 


A despedida aconteceu ainda em abril, numa memorável festa punk com show dos lendários CÓLERA, uma das primeiras bandas do estilo, nascida ainda no final dos anos 70 em São Paulo. A casa superlotou, bateu quase o dobro da nossa capacidade, e choveu forte, lavando as almas penadas e justificando a necessidade da mudança de casa. Vale lembrar que o casal à frente da foto é o Marcelo Modela e a Sara, e foram os últimos hóspedes estrangeiros a desfrutar da casinha e desse final da "fase dois" que a SP viveu, a era do clubismo, tendo vindo do Paraguai a bordo de uma PX150. 



Somos gratos a todos os que colaboraram com a vida doméstica da Scooteria Paulista nesses sete anos de clube, sejam nas obras de 2014, no mobiliário, no financeiro, e no moral. Agradecemos sobretudo à Elisete e à sua mãe Dona Rosa por todo o apoio com esse distinto espaço e que aguentou nossas bagunças por tantos anos. Nas próximas horas anunciaremos o novo endereço da SP. Fiquem espertos!

terça-feira, 23 de maio de 2017

TUCURUVI, 1976


Enquanto isso pelo Facebook o entusiasta Bach Feliciano vem compilando e difundindo imagens dos bons tempos em Dois Tempos. Segue essa, paulistana de 1976:

Standinha (Lambretta D Standard) posando ao lado do Dójão (Dodge Dart)
foto divulgada no blog "Museu do Dodge"

Segue parte do texto ,,,
"...meu finado pai (Alcides, este que aparece junto ao Dart 71 vermelho etrusco - provavelmente de um amigo dele na época). Esta foto foi tirada em 1976 no Tucuruví, zona norte de São Paulo..."
Alan da Silva Medeiros, 9 de Março de 2011.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

ACHE O LAMBRÃO


Foto compartilhada no grupo "Santo André ontem e hoje"
Rua Cel. Oliveira Lima, esquina com Campos Salles, por volta de 1973, quando ainda havia circulação de veículos nessa via. Pode-se ver como predominavam os fuscas. 
Ache o Lambrão.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

VIII ENCONTRO NACIONAL DE LAMBRETTAS E VESPAS - CAMPINAS 2017

Campinas recebeu, nesse mais recente carnaval, o mais importante encontro do calendário inter-clubes de motonetas, o VIII ENCONTRO NACIONAL DE LAMBRETTAS E VESPAS, capitaneado pelo Motonetas Clássicas Campinas, com o apoio da Scooteria Paulista. Tratou-se de um grande enxame de dois-tempistas, com mais de uma centena de placas de diversos cantos do país, e de um filete dessa América do Sul. Abaixo Tatu e Leo Russo contam um pouco dessa intensa e caótica experiência, enquanto Alessandro Soave e o paraguaio Jorge Coronel registravam a beleza dos momentos.


Por Tatu Albertini (Motonetas Clássicas Campinas)

SEXTA-FEIRA, 25.02.17
Esquenta

Na hora do almoço chegaram os primeiros: Ito, Coca e Pedroca, afinal são peças chaves e fundamentais dos Encontros Nacionais (rimou...). Restavam dois carros - no trabalho - ainda pra finalizar e podermos nos dedicar aos finalmente dos preparativos. Visitas de Alvinho, seu Paulinho, Diógenes, Alê, Betão e Sérgio, balde de óleo, recorte dos adesivos - cortesia do Robson - e a oficina de motonetas comendo solta no paralelo junto de telefonemas das Gerais. Renovação da JPS, fabricação dos troféus, corredeira que não se apronta, notícias dos Paraguaios com problemas no cubo de roda traseiro, fotos de amigos gaúchos já em terras paulistas (e de Lambrettas); o Carioca já tava em Louveira, enquanto um pé de vento tão forte tombou a Vespa do Léo. Depois das 18h o tempo virou e São Pedro Lambreteiro resolve lavar a alma e o terreno "pra nóis". Chega Dário e Bêlo, então seguimos rumo ao Camping Macuco, onde o Buia já tava por lá fazendo as honras da casa. O Fernando já tava no hotel enquanto o Jorge e sua esposa estavam no chalé cuidando das duas motonetas gaúchas e ficamos por lá assando umas carnes ,bebendo um pouco conversando um tanto até as 23h, quando deu o limite da hora e tivemos que partir. Na portaria mais um casal gaúcho chegando com sua LI no reboque, e aí tivemos a notícia de que Jacque Pacheco e Paulo Heinz já tinham sido assessorados. Kiko parece que teve alguma pane. Ao sair recebo mensagens do Danilo, que já estavam no hotel. Os paraguaios dormiram na estrada, pela Castelo Branco, e os Tapejaras junto com o argentino siambretteiro Pedro Fernandez ficaram por Curitiba aumentando o caldo do comboio que partiria ao amanhecer .


























SÁBADO, 25.02.17
Recepção

Sábado começou bem cedo para vários e ainda se via asfalto molhado em alguns trechos de rodovia . A fumaça os ruídos e os rumores não paravam de chegar no Macuco. (E quando chegamos logo na primeira placa do camping no poste avisto o tal Zé Manguinho no ponto do busão, ou será que no Piauí chama Parada de Baú? Lambrão até engasgou de emoção ,não resisti dei meia volta e parei pra tirar uma foto). Seguindo rumo ao Macuco voltei pensando sobre aquelas histórias de cavalo que passa selado só uma vez na frente e perdi a chance do show de abertura do Encontro Nacional. Como é bonita a vista do lago lá do alto do barranco, e lá dentro então mais ainda. O (meu fiel amigo cão) Tóbi foi no carro de apoio e conheceu muita gente interessante, "até um neto bastardo do seu bisavô"... E era mais gente chegando, revi alguns donos de Vespas que já conhecia, amigos da região chegando, uns ficando para curtir e outros curtindo suas 2 horas. (Rolou até um ensaio fotográfico). E as placas de outros estados já começavam a chegar juntando-se às que chegaram antes. Cada grupo, um sorriso um abraço. Viagem cumprida, agora é rever os amigos, relaxar a carcaça e deixar o motorino descansar na paisagem que te encanta. Música rolando e o acampamento foi formando perto do lago. Carne assando e tobo-água empurrando nego güela abaixo. Chegados os comboios mais distantes juntou-se o pessoal dos pequenos reparos e escapes quebrados, e num é que pela primeira vez vi uma Vespa intrusa, também tinha uma flauta de saída de quase 20 cm. Oficina de Motonetas rolou solta no quintal da administração que, para a nossa sorte, tinha um ferramental quase completo, evitando deslocamento para efetuar mais reparos. Rafael Tapejara, rodador e soldador nas horas vagas, derreteu eletrodos e fez a revisão nas danadas enfermas. Na caída da noite, depois que todos foram para seus hotéis, a pesca de traíra rolou junto do Fernet Blanca com Coca, e o deslocamento da geral do acampamento para a área dos chalés. (Tinha até videogame). Brasa acesa, conversa fiada, as palmeiras em volta do lago (e aquele beiralzinho aguentou bem a galera até as 23h). Hora do silencio, que domingo teria mais...




DOMINGO 26.02.17
Passeio por Campinas, e ao Kartódromo de Paulínia / Desafio de Motonetas

Acordado depois de uma noite mal dormida pois o tampão do colchão inflável havia quebrado e a ansiedade estava a mil, lá na portaria já tinha um pessoal. Saí com o Ed Purga até em casa para emprestar a Lisbomb para ele curtir o evento pois sua Vespa teve problemas cardíacos aos 45 do 2°tempo. Na volta o bicho já estava pegando, a cena tava linda de ver, e vários que estavam a caminho haviam chegado. Preparei as tralhas, subi e infelizmente o horário limite já havia sido deixado para trás. Fizemos uma reunião básica sem microfone nem megafone, na cara e na coragem, e partimos rumo ao passeio. Os olhares, a emoção, a ajuda dos amigos a organizar a saída fazendo uma linda e grande fila na rua a frente do portão e a responsa em saber que seria o ponteiro de um comboio de 120 motonetas contadas por alguém... Era muito!






E seguimos em comboio numa velocidade máxima de 50km/h. Às vezes não resitia e olhava para trás e via aquela linda cena que só participou de um grande comboio sabe como é: faróis acesos, a nuvem de fumaça 2T e o sorriso no rosto dos amigos. Chegamos no trevo de entrada com os batedores encabeçados pelo Ito sempre a postos. Seguimos rumo a Estrada da Coudelaria antiga vicinal usada pelo Exército para levar seus cavalos e agora reformada com blocos simétricos postes iluminando a ciclofaixa para o uso dos moradores de condomínios fechados que se encantavam com a nossa passagem. Entramos em Campinas pela Baden Powell e atendendo a pedidos cometemos o primeiro grande erro do passeio: paramos num posto pequeno para abastecimento, o que nos tomou muito tempo e nos causou alguns transtornos. Uma coisa é fato e vale a pena ressaltar a todos os que participam de um passeio ou viagem: chegar ao ponto de encontro sempre abastecido e calibrado! 
Seguimos e entramos numa das principais entradas da cidade, a Av. Prestes Maia, rumo ao Viaduto Miguel Vicente Cury, onde entramos pela Rótula - um tipo de anél viário que contorna o centro da cidade - e descemos pela Barão de Jaguara, onde a nata campineira do Café Regina ficou boquiaberta com a incrível nuvem de fumaça 2T que neblinou o prédio do Jockey Clube e o monumento a Carlos Gomes, ilustre maestro e compositor da obra O Guarany. De lá viramos na Glicério e na frente da Catedral da cidade descemos rumo ao Centro de Convivência, onde demos uma meia volta e voltamos à Rótula para passarmos em frente à Prefeitura para prestamos uma homenagem ao Antigo Casarão, onde foi situado o Clube da Lambretta de Campinas no início dos anos 60.

Seguimos na Rórula rumo ao Viaduto Cury novamente, agora virando para a Estação Ferroviária da Fepasa e Antigo Bebedouro dos cavalos das tropas boiadeiras. Nesse ponto é onde se tem a linha tênue da antiga Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso rural dos tropeiros e barões do açucar e café e da atual Campinas industrial e ferroviária. De lá o nosso objetivo era a Torre do Castelo, o símbolo na arte do evento, a antiga caixa d'água da cidade, onde no alto consegue se enxergar seus pontos cardeais. Uma pena estar fechada a torre de observação para os amigos distantes poderem apreciar a cidade de um dos seus pontos mais alto. Enquanto a foto acontecia descobrimos que alguns amigos ficaram quebrados no centro e o carro de apoio do Sérgio saiu ao resgate dos mesmos. Ao saírmos rumo ao resto do passeio, por uma falha de principiante em conduzir grandes comboios, foi quebrado o comboio e seguiram assim em grupos separados e espaçados. Descemos rumo à Lagoa do Taquaral e de lá o comboio seguiu puxado pelo Léo Freitas, enquanto eu conduzia um outro grupo que se uniu ao primeiro num dos balões da lagoa. A partir desse momento fiquei ao resgate do Chiquinho acompanhado do argentino Pedro, Amud, Sergio Betão e João Fumaça, que tinha um cabo de acelerador para nos salvar. Vespa arrumada e seguimos rumo ao Kartódromo San Marino pelo caminho mais rápido onde encontramos perdidos a tropa Piracicabana. Ao chegarmos alguns pilotos do Desafio de Motonetas já estavam se aquecendo na pista, muitos já haviam chegado e outros pequenos grupos iam chegando aos poucos, deixando o box lindo de ver devido a quantidade de motonetas. Algumas pessoas, amigos, gente da região, apareceram por lá para prestigiar o evento. O restaurante infelizmente não deu conta de servir a todos, apesar de todo o aviso e combinado. E eu fui vestir minha roupa de corrida e pegar a standinha 50/50 para participar do Desafio de Motonetas.

Desafio de Motonetas do Encontro Nacional

Esse foi uma grande surpresa ,já tinha sido tentado fazer os Desafios de Motonetas em Encontros Nacionais duas vezes, mas sem sucesso. Chegou se até a conclusão que seria impossível a realização dos dois eventos no mesmo evento, tipos água e óleo que não se misturam. Mas com um misto de teimosia, determinação e ajuda dos Pilotos do Desafio de Motonetas que arcaram com os custos do aluguel para a tarde toda conseguimos realizar esse sonho. Vários pilotos treinando, o Vlade de Jundiaí já havia se machucado, o seu João Gaspar piloto da velha guarda de Santa Catarina que veio ao Encontro Nacional só para participar do Desafio foi rodando com sua corredeira do camping até o kartódromo infiltrado no meio do comboio, e deixou seu filho Silvano Gaspar Rosa estrear conosco. A família Murari em peso junto da sua equipe Brasa. Pilotos alinhados no grid e largamos, além das duas Lambrettas especias só tinha PX no grid. O traçado tava longo sem muito miolo o que ajudaria um pouco a standinha 50/50 que acabou ficando muito pra trás, mas mesmo assim foi bonito de ver os pegas que aconteceram. Murari largou do fundo e dessa vez não foi na primeira volta que assumiu a ponta. A galera estava no apetite, Filizola disparou na frente e os Piracicabanos fecharam o paredão com a massa toda embolada no vácuo. Quando o Murari chegou o Filizola lutou bravamente pela posição, mas num erro na curva da reta oposta ele caiu já batendo com as mãos no chão. Não se conformando levantou e seguiu para recuperar as posições perdidas, mas não mais a liderança da prova. Tomei várias voltas e não passei ninguém ...hehehehhe... mas assisti pegas homéricos na pista. Depois da bandeirada, a fome saciada e a mente acalmada, liberamos a pista para todos andarem, e foi lindo de ver mais de 50 motonetas andando juntas na pista, desde o jovem Rafael Júnior Dallagasperina na standinha do seu pai, a Vanessa Amado e a Cintia Sixtie garupada na corredeira, Carlos Silva Pereira Peixinho de mala e cuia, Junaia Martins de M3, a gang da Scooteria Paulista, Jorge Luis Candia Coronel (o Paraguayo e sua Rally 200 amarela), Jorge Luiz Lajuny Borges e sua PX, e muitos outros que as fotos comprovarão a felicidade estampadas em seus rostos muito melhor que minhas palavras. Acabou que não resisti ,entrei na pista com a bandeira vermelha na mão e perguntei quem queria fazer uma brincadeira de 5 voltas e o grid ficou bonito hein ,não lembrarei quantos largaram mas bandeirar aquela largada não esquecerei jamais ,tudo fluia bem até que em dado momento aconteceu um aglomerado de pilotos na mesma curva disputando uns geladinhos que o Raphael Favero ia distribuir na pista ,mas nada grave e na sequência demos a bandeirada final para o Fernando Girotto e demais participantes. Enquanto a festa rolou na pista o céu ao redor estava carregado, São Pedro Lambreteiro mandou água em Campinas para baixar a nuvem de fumaça que levantamos, Leonardo Russo que foi atrás dos kits na rodoviária presenciou um testemunho de fé sobre a parceria de São Pedro Lambreteiro que "num fáia com nóis". ( e esse relato eu quero ler...). Alguns grupos da região já iam voltando para suas cidades, outros para os seus hotéis e até pro camping . Acho eu que um grupo fez o caminho que traçamos para a volta. O pódium e entrega de troféus aconteceram e poucos foram os que sobraram no posto do Ceasa, onde abastecemos e fizemos uma vaquinha e enquanto alguns foram ao mercado comprar os itens pro churrasco. Seguimos no comboio final pela rodovia mesmo de volta ao camping. Ao chegarmos qual não foi a nossa surpresa para quase todos que lá acampamos? São Pedro Lambreteiro segurou o rojão na pista mas alagou a área de camping, e algumas barracas, dentre elas a minha, estavam encharcadas. Esquecemos da regra das 2 horas de permanência e o grupo que estava nos hotéis ficaram na portaria até as 21hs para poder entrar. O churrasco já estava pronto, a cerveja estava gelada e durante a contraternização e entrega de troféus aconteceu a reunião geral, onde Wesley Xavier e nossos amigos do Divinópolis Vespa Clube, de MG, assumiram a missão de organizar o 9° Encontro Nacional de vespas e Lambrettas 2018. Depois das 23hs o segurança chegou para nos avisar do horário limite. Enquanto uns foram para seus quartos de hotéis outros foram aos chalés, outros às suas barracas molhadas, (e nosso amigo Marcio Fidelis encarou uma viagem de volta solitária e etílica em sua Super).






Segunda feira 27/02/2017.
Passeio Rodoviário.

Acordamos para mais um dia, teoricamente o último. Alguns amigos já partiram para seus destinos e outros ainda ficaram; tivemos pouca adesão na programação da segunda-feira, e muitos optaram em ficar para curtir e desfrutar do belo dia de sol no toboágua do Camping, enquanto em 25 motonetas seguidos de alguns carros de apoio entramos em Valinhos pela Av.dos Esportes até a Ferroviária. Então subimos o pontilhão e seguimos rumo a Estrada dos Jequitibás, vicinal que liga Valinhos a Itatiba, caminho sinuoso estre as montanhas dos vales fazendo juz ao nome da cidade. A lambretinha gaúcha do Clair Melo sofreu mas subiu, e a vista lá no alto compensou. Cruzamos Itatiba e os carros de apoio se perderam no trânsito, então fiquei a espera deles enquanto o comboio seguiu rumo à cidade de Morungaba. Depois de encontrá-las segui com o Lambrão para nos encontrarmos com o pessoal e aproveitei para dar uma bela enrolada de cabo naquelas belas curvas do caminho à Morungaba. (É uma pena que o progresso chegou nessa estrada pois o lindo bambuzal que era sua marca registrada está perdendo espaço para os eucaliptos e prédios ao redor da rodovia). Nossos amigos estavam parados no posto já abastecidos em nossa espera. Depois de abastecer seguimos rumo ao morro do Pico das Cabras, onde enfrentaríamos 7kms de estrada de terra, depois de um enrosco no facão de erosão. Cabos de marcha e embreagem sofrendo e pedras rolando, foi nesse ritmo, e chegamos ao alto do Pico, onde fizemos uma foto, apreciamos a bela paisagem, e regulamos os cabos das danadas para a descida. 


Optamos pelo caminho da Fazenda Bonfim, pela beleza e pela praticidade, o que para uns foi difícil e uma grande aventura. Mas para o nosso amigo de Divinópolis foi mamão com açúcar. Parada técnica para limar o carbura da Lisbomb e depois chegamos ao ponto de almoço onde o fogão a lenha e a comida caipira desceu muito bem. Descansamos um pouco, conversamos um tanto, e as 15h partimos para desfrutar das piscinas do Camping. Passamos no distrito de Joaquim Egydio, onde estava rolando o desfile de blocos carnavalescos, e algumas blitz policiais... mas passamos tranquilamente e chegamos em Valinhos rumo ao Macuco. Ao chegarmos encontramos várias motonetas rebocadas, algumas já beirando a portaria, e um pelotão da Scooteria Paulista partindo, e ao descer a área de acampamento tive a triste sensação que o fim estava próximo ao ver apenas as lonas esquecidas no chão ao lado das pouquíssimas barracas restantes. Nada melhor que curtir a piscina então junto dos que ficaram: umas caipirinhas, toboágua, pescaria em volta dos tanques, diversão, e a reflexão do Jorge Luiz Lajuny Borges sobre o caminho da ida todo sinuoso, íngreme e demorado, com uma volta num retão de meia hora heheheheh.

TERÇA-FEIRA, 28.02.17
Dia de descanso e despedidas

Nesse dia não tinha hora pra acordar e ao subirmos para o café muitos amigos já haviam partido e outros partiram logo após tomar o café da manhã. Então fomos a piscina desfrutar da diária paga e curtir o descanso merecido depois de todos esses dias intensos ao lado dos amigos. Em dado momento Jorge Luis Coronel volta com duas mesas de bobina em mãos para trocarmos o k7, pois eles quebraram logo após o pedágio. Mal deu tempo de terminar o serviço Diego Lopez Dendia aparece rebocando pela cinta a vespa do Jorge Colman. Mesas trocadas e nossos irmãos seguiram rumo à capital paulista. Toboágua, caipirinha, curtição... quando ficamos sabendo da triste notícia do acidente em Vespa do nosso grande amigo gaúcho Paulo Heinz. Tratamos de guardar tudo, desmontar todo acampamento, carregar as tralhas na caminhoneta, nos despedirmos do restante e partirmos de volta para casa, à realidade da vida. Depois de um bom banho tomado Pedro Fernandez e eu fomos atrás de visitar o Paulo no hospital, mas como me passaram o horário de visitas errado, foi com muito custo e boa conversa que consegui entrar para vê lo dormindo tranquilo e em paz.



CONCLUSÕES GERAIS

Obrigado a todos os que vieram, e obrigado a todos os que não vieram também. Aos que queriam e não puderam estar presente, sentimos a sua falta e em breve nos encontraremos. Agradeço a todos os que tornaram essa festa possível e agradável. Obrigado mesmo! E à toda equipe do Motonetas Clássicas Campinas e Região e à Scooteria Paulista. O Encontro Nacional é um evento de todos e para todos, não tem dono, e é sim um grupo de apaixonados unidos pela mesma razão que abre seus braços e seus corações e se dedicam para receber amigos e irmãos em suas cidades, compartilhando tradições, cultura, lazer e paisagens. E por fim, não podemos permitir que burocrata nenhum nos prive e nos roube a liberdade e o direito de mantermos esse nome e essa cultura que foi e será construída e lapidada por todos nós. 

Texto: Tatu Albertini
Fotos: Alessandro Soave e Jorge Coronel

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Considerações da Scooteria Paulista
Por Marcio Fidelis

Antes de mais nada, aqueles que ficaram sem a camiseta/cartão postal/faixa de pedala/adesivo do Encontro Nacional, entre em contato conosco que combinamos o envio ou retirada: scooteriapaulista@gmail.com

(Há muito mais ainda a ser dito e registrado aqui sobre o VIII Encontro Nacional de Campinas 2017. Mas ficamos assim porque o tempo anda curto como nunca para todos os envolvidos. E vamos ao que precisa ser dito...). A cena nacional em motonetas clássicas vem se renovando à medida em que cada clube e grupo regionalmente estimula o scooterista à performar, criando calendário de atividades, sejam elas rodoviárias, expositivas ou domésticas. O comportamento da sua liderança ou referência - e isso fala de moral, ética, capacidade de ouvir e se expressar, valores, moderação e objetivos claros - vão refletir diretamente no perfil geral do grupo, e é nisso que morre ou vive uma associação recreativa sem fins lucrativos. Desde o primeiro Encontro Nacional, em Curitiba 2010, muitas satisfações tivemos, centenas de casos de amor e felicidade, porque é essa a maior busca do humano depois da resposta para o porquê da existência. Porém foi também intensamente vivido o estranhamento, o mal-entendido, o orgulho, o preconceito, a política suja, o desrespeito e a mentira. Eu, Fidelis, hoje faço uma auto-crítica sobre esses anos, e em partes me redimo, mas não me arrependo. Vejo o quanto fui orgulhoso e burro quando quase pus em cheque todo um belo de um clube por questões mais minhas - subculturais, regionais e ideológicas. Claro que jamais usei da mentira e da jogatina para algo - a parte da putaria é com outra galera aí - e vi algumas vezes acontecer, ano após ano, e muita gente não querer ver, se esconder, omitir, fingir, ralhar de longe, erguer o nariz e bater no peito. Dada tanta bagagem social e inter-clubista, e nunca somente como mero espectadores, que a gente da SP tem no horizonte uma meta um tanto incomum (até desnecessária a um clube de veículos): a evolução humana, no sentido dos valores superiores (tal qual o filósofo F.Nietzschie escreveu no século XIX). É em vista de uma evolução geral que defendemos a todo custo que os Encontros Nacionais sejam mantidos como foi fundado um dia: livre, aberto, e de direito à todos os clubes ativos e participantes do mesmo, e que isso seja decidido ao vivo e in loco durante o evento, no tal do olho-no-olho, consentido durante o momento de comunhão, que geralmente se dá aos domingo à noite.

Tudo o que vivemos no plano da realidade e na interface virtual foi com o coração e o compromisso de querer uma cena nacional mais unida e performática. Não contamos os quilômetros que fazemos, porque a gente anda todos os dias na cidade grande, na estrada, na noite, na chuva. Entendemos há um certo tempo que a auto-promoção de um clube ou scooterista não mudará a sua vida para melhor, e que o melhor é sermos felizes entre nós, porque nós somos os que restamos para acreditar nesses veículos que há até meia década era derretido para voltar ao cidadão em forma de lata de ervilha e carros sedan, porém que agora é objeto de adoração e investimento de quem tem grana e não anda, não participa. Utopia ou não, a gente segue acreditando (apesar do horizonte nebuloso que se apresenta na América Latina em 2 Tempos)! Foram oito Nacionais, dos quais a SP participou de sete, e eu de seis, dos quais organizamos um, e apoiamos diretamente este. Acho que a gente tem nariz suficiente para sentir o cheiro de merda do outro lado da rua, e sair em defesa de causas que devem ser coletivas e de longo prazo. Quando foi colocado, na tradicional Assembléia Geral do Encontro Nacional de Curitiba, que o debate e a decisão sobre o destino do próximo Nacional iria para a algum fórum da internet, afinal nem todos os clubes estavam presentes para o olho-no-olho, a gente disse "não". No mundo virtual as coisas são diferentes, e foi nesse ambiente que as maiores brigas e rachas aconteceram nesses sete anos de Nacionais. Então por que queremos resultados diferentes se nos envergamos a repetir a mesma fórmula? Foi por força dessa situação que o Motonetas Clássicas Campinas assumiu a oitava edição desse encontro. E o MCC deu de si o melhor que pôde, seja como tenha sido, e anarquistas que são - no caso do perfil da gestão do grupo -, mostraram que o Nacional precisa equilibrar os momentos em que o humano é mais do que a máquina, e em que as máquinas estão acima dos humanos. Tiveram falhas? Tivemos juntos! Mas deu tudo certo, e o espetáculo foi tão lindo quanto em Curitiba, Tapejara, Poços de Caldas, São Paulo e Blumenau (e certamente como em Dois Irmãos também). Corremos juntos, como corremos lado a lado com mais sete ou oito clubes desse Brasilzão. O motivo maior de existir um Encontro Nacional, para mim e para a maioria de nós da SP, é a viagem até lá, é a oportunidade de conhecermos, em Vespa e em Lambretta, lugares diferentes, culturas e caminhos. E em seguida vem o encontro entre clubes e pessoas. Foi por isso que iniciamos a coisa toda em 2010, das conversas de fóruns virtuais inter-clubes, quando foi eleita Curitiba a cidade-Sede inaugural do projeto, por estar como que no meio entre os grupos de mais expressiva atividade sobre o caso na época. Eu sempre digo e repito: é preciso lugar para dormir e descansar a bom preço, a boa-vontade e um planejamento simples da organização, e alguns souvenires especiais, porque o resto deixa com a gente, e a gente significa mais da metade dos clubes do Brasil. (Pois imagine que sem graça seriam os encontros nacionais se mantidos apenas por participantes que chegam gordos com suas motos rebocadas? Ah vá a cagare!). Portanto, dito isso, espero mesmo de todos os "líderes" de clubes e grupos do Brasil e da América do Sul tomem rumos mais honestos e coerentes com a realidade do asfalto e das pessoas desse rico "terceiro mundo". Nem seria recomeçar nada, até porque há pessoas que já não fazem sentido, se "embirutaram" dentro das próprias mentiras e como mortos-viventes resistem apenas por orgulho pelas moitas da cena. Falo pela maioria dos caras e minas que estão acreditando em vocês, porque na sua região é você quem dá as cartas. Então basta, seja tão verdadeiro quanto a sua máquina! Quem sabe a gente venha a subir o nível da coisa toda em dois anos? Depende muito disso, e nós estamos dispostos e à postos. E você, o que tem feito de bom?

Por fim comunicamos aos leitores e amigos que amanhã, dia 21 de Abril, ocasião do sétimo aniversário da SP, faremos uma bela festança em nossa pequena Sede, no bairro da Mooca, em São Paulo, casinha essa que nos abrigou por tantos anos, que recebeu e hospedou dezenas e dezenas de aventureiros em dois tempos, que testemunhou a nossa evolução, nossos debates calorosos, e nossos incontáveis momentos de alegrias. Na batida perfeita do show dos punks do Cólera, lendária banda paulistana surgida no final dos anos 70, daremos por encerrada a Segunda Fase da Scooteria Paulista, a fase clubista, existencial, subcultural/musical, e mais doméstica (apesar de coincidir com os anos mais rodoviários do clube), o que nos proporcionou como pessoas sairmos da bolha do antigomobilismo e enveredarmos por caminhos filosóficos, artísticos e emocionais, processo-chave da evolução humana. (Amanha, das 16h as 22h - o show do Cólera será as 19h -, com entrada a 8 Reais, venda de brejas especiais, artesanais e premium a preços módicos, e salgados e doces vegan da Cruelty Free). 

Convidamos todos para essa festa. Endereço via WhatsApp: 11 95497-8344. E sobre a Terceira Fase do clube, essa a gente vai desenhar junto, no tempo certo, no ritmo da nova Sede. Só fiquem atentos e se aproximem os mais ousados.

Por fim, deixamos um apertado abraço e os nossos parabéns ao Motonetas Clássicas Campinas, que se agigantaram nesse Nacional!! E que venha 2018 com a nona edição, também em terras ainda desconhecidas pela maioria da cena: Divinópolis/MG, capitaneado pelo Vespa Clube Divinópolis. Toda a boa sorte aos mineiros. Contem conosco. Até breve.