Últimas Imagens

quinta-feira, 10 de março de 2016

ACAMPAMENTO DE VERÃO #3 - LIGEIRO REGISTRO

No último final de semana estivemos em São Sebastião, na praia de Camburizinho, pela terceira vez consecutiva, mantendo de pé o ponto mais intimista do nosso calendário, o Acampamento de Verão. E batemos mais um recorde na SP, dessa vez foi o de não-participantes, ou da falta deles. É divertido pensar, comunicar, tanto quanto foi estar lá. Segue outro resumo...


Uma semana antes soltamos um ligeiro cartaz virtual, e no sábado de 05 de março saímos de  um posto de Guarulhos: eu (Fidelis), o Favero, e o Gabriel Marinelli com a Mônica, respectivamente nas Vespas Super e PX200. Conosco a família da casa: Vanessa, Alessandro Nano, e a pequena Leila, num carro, levando nossas bagagens e fazendo a escolta. E foram cruciais: já passando Mogi das Cruzes fui parado na fiscalização de rotina da Polícia por usar um óculos irregular junto ao meu malhado capacete sem viseira. Checaram os documentos e tudo o mais, e o entrave ficou nisso: no meu casco. Então gentilmente a Mônica me cedeu o seu capacete e passou da garupa do Gabriel para o carro. E tocamos Mogi-Bertioga abaixo, com uma breve parada no mirante para contamplação fotos, e outra no pé da estrada, já na Rio-Santos, para abastecimento. E no posto, ali na Riviera, nos esperava em sua PX200 o camarada Túlio Parodi, nosso cicerone caiçara. Chegamos na pousada do seu Cristóvão num piscar de olhos. Aliás, fizemos uma viagem super rápida, de quase não sentir os 170 kms percorridos. 

Lá a primeira providência a se tomar era comprar as cervejas, carne, gelo, e os etc. Armamos tudo, deixamos no jeito, e quase na hora de dar aquele "tchibum" no mar revolto, eis que o tempo fecha. Era quase 17h quando chegou no carango o Reginaldo, a Rose, o Diogo e a Marli, trazendo a barraca do Favero e um capacete para mim. Foi aquela festa. Armamos um churras ali, ouvindo Adoniram Barbosa e Bad Manners, improvisado do meu aparelho celular metido num cone de trânsito para amplificar o som na cozinha ao ar livre, debaixo da lona, enquanto a chuva caía. Vanessa preparava o vinagrete, e Diogo trazia a pinga mineira que derrubaria Marli por duas horas. Antes que o sol se fosse resolvemos chegar à beira-mar, com as brejas, passar bem na última luz do dia. Foi quando pisamos na calçada que o melhor aconteceria: chegava os insanos retardatários Tatu Albertini com a Letícia na garupa da PX200, e o Ito com o Amud de carro, vindos do encontro de Sorocaba. A festa se fazia completa. Foi o tempo de guardarem suas acomodações e tocarmos então para a areia, passar bem por duas horas ou mais ao som do mar, ao cheiro da maresia. Grande noite! E como é bom quando temos esse tempo em lugares assim, também com poucos e bons, para assuntarmos as boas coisas da vida, da Vespa, das nossas cidades, das loucuras. Era lua minguante, a maré estava baixa, havia um quê de descarrego de energias naquela areia. Nem sei a que horas fomos dormir, e até que não fomos tão tarde quanto das outras. 

No domingo antes das 8h acordei com o calor que me cozinhava na barraca. E decidi: vou pro Rio de Janeiro. Tomei um café, um banho de mar, e tentei reunir a enorme população do evento para uma foto oficial. E faltou gente na foto, e como faltou, incluindo o Tatu e a Letícia. As 11 horas parti rumo ao Rio, numa tocada ligeira - e vale registrar também que não poderia deixar de passar na casa de veraneio do Assef em Ubatuba dar um abraço no parceiro em meio a um fim de semana de retiro mental. A turma ficou, e nessa semana o Favero me enviou um áudio contando como foi o domingo. E foi mais ou menos assim: o Ito e o Amud precisavam tocar direto para Curitiba, mas não conseguiam sair, de tanta boa prosa que rolava no camping. Então todos foram para a praia outra vez, curtir o domingo de sol numa das mais belas paisagens do litoral norte, com direito a uma gelada no Rio Camburi, que passava ao lado. E conta que foi divertido pacas. Pelas 14h30 Favero partiu buscar mais carne porém o mercado estava fechado. Então o jeito foi encomendar marmitex para todos enquanto se preparavam para a volta. Nesse meio tempo o céu fechou e a desabou uma chuva das pesadas, molhando inclusive o interior de algumas barracas. Ilhados ficaram até as 17h, quando partiram nas Vespas: o Favero, o Gabriel e a Mônica, e o Tatu com a Letícia. Reginaldo, Rose, Diogo e Marli sairiam um pouco depois. E fica a consideração do Favero: "a moto do Tatu anda demais, demais... o cara já é bom de tocada, mas a moto...puta que pariu!". Ainda assim pegaram alguma chuva na volta. E o Tatu disparou na frente rumo à Campinas, pois estava sem farol e precisava chegar o mais perto possível de casa. O Gabriel vinha um pouco mais lento, engarupado, e prudente. E lá no pé da Mogi-Bertioga então se dividiram, e Favero tocou pra São Vicente, onde trabalha, enquanto o casal tocaria para Franco da Rocha. E quando eu cheguei em Niterói tomei nota do assunto da volta dos amigos, que estavam em suas casas, reportando notícias com vozes de alegria e cansaço de mais um fim de semana bem-vivido. E fica de registro essas mal-escritas linhas, e a foto que revala um pouquinho desses momentos verdadeiros que vibrarão por bem mais tempo em nossas lembranças. Muito obrigado Túlio Parodi, Motonetas Clássicas Campinas, Vesparaná, e a todos os participantes, que eram tantos que quase não se via.

Foto e relato por Fidelis

Nenhum comentário: