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terça-feira, 22 de março de 2016

"VOLTA AO MUNDO DE LAMBRETA"

"Italianos percorreram 160.000 km atravessando todos os continentes na década de 1950."


"Uma lambreta parada na porta da redação do Estadão em 1958 atraiu a atenção de funcionários e curiosos que passavam em frente ao prédio na rua Major Quedinho, no Centro. Castigada pelas estradas e cheia de marcas dos lugares por onde passou, não era uma motoneta qualquer. Era um modelo 150D fabricado na Itália especialmente montada para a viagem ao redor do mundo realizada por dois jovens: o químico Glauco Ferrante (1.º à esquerda na foto) e o economista Cesare Battaglini (3.º à esquerda)."

"Os aventureiros partiram de Bolonha, na Itália, em 15 de novembro de 1955. Quando chegaram a São Paulo, em junho de 1958, já estavam praticamente no final da viagem. Tinham percorrido 125 mil quilômetros, atravessando os continentes europeu, asiático e africano. Depois da visita ao jornal, a dupla fez palestra sobre a aventura no Circulo Italiano. Seguiram para o Rio de Janeiro e depois partiram para os Estados Unidos. O percurso de 160 mil quilômetros foi concluído no ano seguinte no Canadá."

domingo, 20 de março de 2016

quinta-feira, 17 de março de 2016

JUNDIAÍ ÀS COMPRAS


Supermercado Elias, anos 1970
Rua Bom Jesus de Pirapora na Vila Rami
Arquivo de Wilson Antônio
Acervo do Professor Maurício Ferreira/Sebo Jundiaí

segunda-feira, 14 de março de 2016

GRÉCIA, ARGENTINA E BRASIL: UMA GRATA CONEXÃO EM 2 TEMPOS

No mês de fevereiro recebemos em nossa Sede dois gringos viajantes: o argentino Pedro Fernandez em sua Siambretta 1963, e o grego Stergios Gogos em sua Vespa PX200 2003. Foram três ou quatro dias de São Paulo, entre giros urbanos e uma bela festa. E fica aqui o registro desse momento histórico que deverá se repetir em partes em 2017...


Pedro é de Santos Lugares, município da Grande Buenos Aires, e essa é a terceira vez que vem ao Brasil rodando em Lambretta/Siambretta, e é a segunda em que visita e se hospeda em nossa Sede - a primeira foi em 2014, na Copa do Mundo. Na Argentina é restaurador, na sua Henrique El Antiguo, e membro ativo do Speed Old Scooters.

Stergios é de Salonica, a segunda maior cidade da Grécia, localizada na região da Macedônia, e veio à São Paulo para nos confiar a guarda de sua Vespa por um ano, tempo em que passará em sua terra natal a trabalho. Lá Stergios é membro do Vespa Clube que leva o nome da sua cidade, e seu projeto pelo mundo se chama World Vespa, e que por muitos países da África e da América do Sul foi acompanhado pela namorada conterrânea Alexandra.


Ambos subiram de Curitiba para a nossa capital, logo após o carnaval, depois de abrilhantarem o VII Encontro Nacional de Vespas e Lambrettas. Foram quatro dias, entre visitas à oficinas, bares e lugares da capital paulista, com apoio direto do Diego Pontes e Fidelis, com Fernet, cervejas artesanais, churrasco, rock'n'roll. Sim, no sábado a tarde improvisamos uma festa com comes, bebes, e banda, e recebemos cerca de quarenta visitantes em nossa casinha, incluindo a turma do Motonetas Clássicas Campinas, amigos do ABC e de Santos. Foi um dia para sempre! Um pouco antes da partida de Stergios (que viajaria de avião para Buenos Aires, para então voar para a Grécia), curtimos o show do trio Ted Boys Marino, banda de surf music que nasceu aqui no bairro, na Mooca, e que conta com ex-integrantes de bandas como Os Ostras, Skuba, e Inner Circle, entre outras. Foi uma das mais divertidas festas que fizemos em casa, festa essa que durou doze horas ou mais. Na primeira hora da manhã de domingo Pedro amarraria sua bagagem na Siambretta e tomaria o caminho rumo ao sul-brasileiro.


Fica aqui o nosso apreço à atitude e simpatia desses caras, que de relâmpago aparecem e somem de nossas vidas, deixando, no rastro da fumaça, exemplos do que é o certo (no nosso ponto de vista), e de como se faz, enchendo de sentidos a pulsante cena dois-tempista sul-americana.















Relato por Fidelis. Fotos por Elizete e Stergios.

quinta-feira, 10 de março de 2016

ACAMPAMENTO DE VERÃO #3 - LIGEIRO REGISTRO

No último final de semana estivemos em São Sebastião, na praia de Camburizinho, pela terceira vez consecutiva, mantendo de pé o ponto mais intimista do nosso calendário, o Acampamento de Verão. E batemos mais um recorde na SP, dessa vez foi o de não-participantes, ou da falta deles. É divertido pensar, comunicar, tanto quanto foi estar lá. Segue outro resumo...


Uma semana antes soltamos um ligeiro cartaz virtual, e no sábado de 05 de março saímos de  um posto de Guarulhos: eu (Fidelis), o Favero, e o Gabriel Marinelli com a Mônica, respectivamente nas Vespas Super e PX200. Conosco a família da casa: Vanessa, Alessandro Nano, e a pequena Leila, num carro, levando nossas bagagens e fazendo a escolta. E foram cruciais: já passando Mogi das Cruzes fui parado na fiscalização de rotina da Polícia por usar um óculos irregular junto ao meu malhado capacete sem viseira. Checaram os documentos e tudo o mais, e o entrave ficou nisso: no meu casco. Então gentilmente a Mônica me cedeu o seu capacete e passou da garupa do Gabriel para o carro. E tocamos Mogi-Bertioga abaixo, com uma breve parada no mirante para contamplação fotos, e outra no pé da estrada, já na Rio-Santos, para abastecimento. E no posto, ali na Riviera, nos esperava em sua PX200 o camarada Túlio Parodi, nosso cicerone caiçara. Chegamos na pousada do seu Cristóvão num piscar de olhos. Aliás, fizemos uma viagem super rápida, de quase não sentir os 170 kms percorridos. 

Lá a primeira providência a se tomar era comprar as cervejas, carne, gelo, e os etc. Armamos tudo, deixamos no jeito, e quase na hora de dar aquele "tchibum" no mar revolto, eis que o tempo fecha. Era quase 17h quando chegou no carango o Reginaldo, a Rose, o Diogo e a Marli, trazendo a barraca do Favero e um capacete para mim. Foi aquela festa. Armamos um churras ali, ouvindo Adoniram Barbosa e Bad Manners, improvisado do meu aparelho celular metido num cone de trânsito para amplificar o som na cozinha ao ar livre, debaixo da lona, enquanto a chuva caía. Vanessa preparava o vinagrete, e Diogo trazia a pinga mineira que derrubaria Marli por duas horas. Antes que o sol se fosse resolvemos chegar à beira-mar, com as brejas, passar bem na última luz do dia. Foi quando pisamos na calçada que o melhor aconteceria: chegava os insanos retardatários Tatu Albertini com a Letícia na garupa da PX200, e o Ito com o Amud de carro, vindos do encontro de Sorocaba. A festa se fazia completa. Foi o tempo de guardarem suas acomodações e tocarmos então para a areia, passar bem por duas horas ou mais ao som do mar, ao cheiro da maresia. Grande noite! E como é bom quando temos esse tempo em lugares assim, também com poucos e bons, para assuntarmos as boas coisas da vida, da Vespa, das nossas cidades, das loucuras. Era lua minguante, a maré estava baixa, havia um quê de descarrego de energias naquela areia. Nem sei a que horas fomos dormir, e até que não fomos tão tarde quanto das outras. 

No domingo antes das 8h acordei com o calor que me cozinhava na barraca. E decidi: vou pro Rio de Janeiro. Tomei um café, um banho de mar, e tentei reunir a enorme população do evento para uma foto oficial. E faltou gente na foto, e como faltou, incluindo o Tatu e a Letícia. As 11 horas parti rumo ao Rio, numa tocada ligeira - e vale registrar também que não poderia deixar de passar na casa de veraneio do Assef em Ubatuba dar um abraço no parceiro em meio a um fim de semana de retiro mental. A turma ficou, e nessa semana o Favero me enviou um áudio contando como foi o domingo. E foi mais ou menos assim: o Ito e o Amud precisavam tocar direto para Curitiba, mas não conseguiam sair, de tanta boa prosa que rolava no camping. Então todos foram para a praia outra vez, curtir o domingo de sol numa das mais belas paisagens do litoral norte, com direito a uma gelada no Rio Camburi, que passava ao lado. E conta que foi divertido pacas. Pelas 14h30 Favero partiu buscar mais carne porém o mercado estava fechado. Então o jeito foi encomendar marmitex para todos enquanto se preparavam para a volta. Nesse meio tempo o céu fechou e a desabou uma chuva das pesadas, molhando inclusive o interior de algumas barracas. Ilhados ficaram até as 17h, quando partiram nas Vespas: o Favero, o Gabriel e a Mônica, e o Tatu com a Letícia. Reginaldo, Rose, Diogo e Marli sairiam um pouco depois. E fica a consideração do Favero: "a moto do Tatu anda demais, demais... o cara já é bom de tocada, mas a moto...puta que pariu!". Ainda assim pegaram alguma chuva na volta. E o Tatu disparou na frente rumo à Campinas, pois estava sem farol e precisava chegar o mais perto possível de casa. O Gabriel vinha um pouco mais lento, engarupado, e prudente. E lá no pé da Mogi-Bertioga então se dividiram, e Favero tocou pra São Vicente, onde trabalha, enquanto o casal tocaria para Franco da Rocha. E quando eu cheguei em Niterói tomei nota do assunto da volta dos amigos, que estavam em suas casas, reportando notícias com vozes de alegria e cansaço de mais um fim de semana bem-vivido. E fica de registro essas mal-escritas linhas, e a foto que revala um pouquinho desses momentos verdadeiros que vibrarão por bem mais tempo em nossas lembranças. Muito obrigado Túlio Parodi, Motonetas Clássicas Campinas, Vesparaná, e a todos os participantes, que eram tantos que quase não se via.

Foto e relato por Fidelis