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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

VIII SÃO ANIVESPAULO - PELOS 462 ANOS DA CIDADE

Na noite de domingo para segunda-feira São Paulo se surpreendeu com o enxame de motonetas clássicas tomando as ruas. Era o VIII São Anivespaulo, a homenagem da SP aos 462 anos da capital paulista. 75 motonetas de várias cidades estiveram presentes: São Paulo, ABC, Guarulhos, Taboão da Serra, Ferraz de Vasconcelos, Campinas, São José do Rio Preto, Córdoba (ARG). Pessoas das mais diferentes, das mais distintas motivações dois-tempistas, foram chegando, cada qual numa cor, num modelo, numa personalidade. Tentarei narrar aqui um pouco do que foi essa edição noturna, acrescendo fotos e outros relatos nessa mesma postagem durante essa semana. 


Relato 01: Fidelis.

Era 20h30 quando cheguei no Monumento aos Heróis de 32, vulgo Obelisco do Ibirapuera, acompanhado do Everton Mendes, Diego Pontes, Carlos Volpato e Daniel Turiani / Gisele numa inédita, estupenda, rara, incrível, indestrutível Zundapp Bella, uma robusta scooter alemã fabricada no final dos anos 50.
Já tinha por lá umas quarenta motonetas, e vários meliantes rodoviários. Logo Volpato tratou de conduzir o pessoal para abastecer. Aliás, esse foi "o São Anivespaulo da pane seca", voltaremos nesse assunto. E não parava de chegar gente. Flavio Gomes e Marília Aguena apresentavam ao vivo a concentração do encontro num aplicativo via Twitter. Julio, de São José do Rio Preto, já estava por lá, depois de uma incrível viagem solo de 450kms (e tinha a volta pra fazer). Tatu Albertini puxava mais uma do Motonetas Clássicas Campinas, com o Alessandro Poeta, o Leonardo Freitas e esposa, o Spina 01 com esposa. E veio o China - anivespaulista de carteirinha -com a Leika, cedendo a Vespa do finado Adriano Lemos para o argentino Nano Aliaga e Ana. Também o Gabriel Forte com a Carol, o Diogo Vinícius, Pastorelli, Paulo "De Vito", Beto, Paulo Corinthiano, Hugo Frasa, Haine, Rubens Peterlongo, Renato, Luis Lavos e Clausen, Ciro, Elvis, Hernan Rebalderia e namorada - eu ia falar uma coisa mas deixa quieto -, o Viola, o amigo do Viola, o Fernando Nunes, a Renata Leirner, Daniel Turiani gaúcho, Arnaldo Ouro, Paulo Nicacio, Nelo Davini, Animal Taylor - que arrancou o corrimão da garagem da prima para fazer passar a Vespa pra fora - e Larissa, Ivan Bornes e Lurdete - Viver é massa! - Daniel Orellana e namorada, seu primo, Dan, Kadu Toschi, Leonardo Castañeda, Elton Mapelli, Marcelo Druck e muitos, muitos outros que agora, de cor, não lembro dos nomes, e que vou editando aqui no post conforme lembranças - me escrevam, comentem, se manifestem, queremos seu nome na memória do evento, queremos que você conheça a nossa casa na Mooca. 


E da SP devo exaltar aqui os nomes dos membros resistentes e românticos, eis: Diego Pontes e Cintia, responsáveis pelo conceito "caminhos mal-assobrados" e pela discotecagem, Adriano Stofaletti e Débora, o irresponsável que deu a ideia do rolê noturno, puxando o comboio junto com o Vitor Hugo, quem se doou de coração pela produção desse encontro, Leo Russo, (desculpem os outros mas esse é) o melhor artista gráfico dois-tempista em atividade no mundo, o Everton Mendes, o DJ ABC Reggae Boy, o Mestrinelli, que abrilhantou o passeio com seu TukTuk, o Delacorte, que deu uma mãozinha/pezinho na pane seca do Júlio, o Gabriel Vesparock, que veio de Ferraz de Vasconcelos, o Caio Cesar, de Guarulhos, o Rodrigo Sonnesso e a Ju na PX do Vitor, o Koré, o Diogo Reis, o Reginaldo Silva e a Rose, o Afonso Antunes, a Vanessa Amado com o Nano, o Assef, o Volpato, o sr.Artur, o Turiani e a Gisele, e eu Marcio Fidelis, ou seja, metade do clube. 


MONUMENTO AOS HERÓIS DE 32
Dizem por aí que o tal do Obelisco do Ibirapuera é mal-assombrado pelos espíritos dos 700 soldados paulistas mortos durante a Revolução Constitucionalista de 1932. Nele, funcionários até hoje dizem ouvir tiroteios e gritos. Por bem, nós não ouvimos nada, a não ser os tiros dos platinados das Lambras. Saímos as 21h25, depois de uma rápida e tímida apresentação do giro debaixo das luzes do obelisco, da lua cheia. Tomamos a subida pela Brigadeiro Luis Antônio, que anunciava que o giro seria mesmo repartido pelos semáforos e carros. Vitor e Stofaletti seguiam na ponta, ditando o ritmo do comboio. Enquanto isso o Corazzin e eu andávamos do meio para trás do comboio, certificando-nos de quem ninguém ficaria perdido ou quebrado no escuro. Lá em cima, dobramos duas ou três ruas e caímos na Paulista, a mais famosa das avenidas. 


PRÉDIO DA GAZETA
Dali em diante o São Anivespaulo era tão para nós quanto para os outros: nas calçadas o pessoal vibrava, nos bares, nos carros. Como é maravilhoso rodar na Avenida Paulista a noite!! Passamos pelo prédio da Fundação Casper Líbero, conhecido como Prédio da Gazeta, onde relatos dos antigos contam que espíritos apareciam na televisão ao lado do apresentador do tele-jornal, de algum ator, o que de fato, para o homem do seu tempo, que não sabia nada sobre televisores, e elas com suas tecnologias rústicas, o que se via era nada mais do que os chuviscos da própria transmissão ainda precária, por limitação do alcance do sinal ou interferências nas ondas. Talvez o mais palpável nessas lendas esteja no fato do prédio ter sido construído onde outrora funcionava um pelourinho. E voltando ao passeio, se você não foi, tinha que ter visto a cena das motonetas travando todo o quarteirão boêmio da Matias Aires. Dali tenho certeza de que sairão mais meia dúzia de vespistas para o futuro. Na subida dessa rua os semáforos e o trânsito fez o bloco se dividir.

CEMITÉRIO DA CONSOLAÇÃO
Cruzamos a Avenida e entramos na Angélica para acessarmos as costas do Cemitério da Consolação, local de deveras histórias fantasmagóricas, o primeiro cemitério público da cidade, e também o primeiro necrotério. Muitas personalidades da história de São Paulo foram enterrada lá, e por décadas assustam os coveiros e visitantes noturnos, como os irmãos do Castelinho da Rua Apa, o Monteiro Lobato, a Marquesa de Santos, Tarsila do Amaral, Dona Yayá, e as duas mulheres assassinadas e jogadas no poço da antiga casa onde hoje é o edifício Joelma. Tratamos de passar rapidamente pela rua escura e descer logo a Itambé. 


EDIFÍCIO ANDRAUS
Em vinte minutos chegávamos ao Edifício Andraus, lugar de uma grade tragédia televisionada em fevereiro de 1972, e que matou 16 pessoas, ferindo outras 300. Até hoje moradores e ocupantes contam que se ouve gritos desesperados das vítimas do incêndio, e casos de "poltergeist" onde portas e janelas abrem e fecham sem o menor contato humano ou corrente de ar. 

TEATRO MUNICIPAL
Da São Luis dobramos a biblioteca Mário de Andrade e contornamos o Teatro Municipal no melhor ritmo que um comboio independente e urbano poderia ser tocado. Nas calçadas crianças e adolescentes descalsos, a miséria e o esquecimento vergonhoso de uma cidade sem futuro. Guias e funcionários do Teatro há décadas contam que se vê espíritos trajados como no século XIX, tocando piano, encenando peças no palco, e andando nos camarins. (Imagino que o mais terrível está no que acontece do lado de fora).

VIADUTO DO CHÁ
Passamos pelo Viaduto do Chá, que configura na lista dos pontos mal-assombrados da cidade, onde os mais espiritualistas dizem reconhecer o espírito do mau que conduz as pessoas perturbadas ao suicídio ali desde a sua inauguração, em 1892. Há inclusive músicas sobre ela, uma delas é das minhas preferidas: "O Suicídio", do conjunto paulistano Os Seis, dos anos 60. Na nossa passagem pela ponte haviam uns punks na calçada brigando a bofetadas. Eles nem notaram o comboio, a maioria não reparou neles, estavam distraídos com alguma coisa.

FACULDADE DE DIREITO DA USP
Então passamos pela Faculdade de Direito, no Largo São Francisco. As histórias do local não são lá tão escabrosas. No subsolo do prédio estão enterradas dezenas de ossadas de antigos freis moradores do convento que outrora funcionou ali. Além disso, reza a lenda de que um professor chamado Julio Frank teria sido enterrado no pátio onde os alunos realizam saraus, e de vez em quanto essa turma aparece do além. Nesse momento havia um grande comboio agrupado, e outros dois blocos de comboios travados em semáforos. Não é nada fácil puxar Anivespaulos no centro velho.

CAPELA DOS AFLITOS
Passamos então pela Avenida Liberdade, onde está localizada a capela construída em homenagem à Nossa Senhora dos Aflitos. Naquele tempo a Praça da Liberdade era chamada de Largo dos Enforcados, pois era ali que os escravos desertores e civis desobedientes do governo eram enforcados, em praça pública, e enterrados no cemitério que ficava debaixo do asfalto - aliás, o primeiro cemitério da cidade. Conta-se que onde hoje são realizados cultos, outrora foi enterrado o soldado Chaguinha, e a mais emblemática das histórias se deu com ele. Durante o seu enforcamento, em algum momento do século XVIII, a corda se rompeu uma vez, e outra vez, e o povo assistindo, atribuiu isso a um milagre. Com isso, tentaram convencer os oficiais a concederem-no liberdade - vem daí o nome do bairro. Chaguinha, na terceira, morreu. Dizem que as ruas até hoje são assombrada a noite por espíritos dos séculos mais remotos. Passamos.

CASA DA DONA YAYA
O cheiro do comboio e o barulho dos motores distraiam bem a todos. As ruas não estavam lá muito agitadas, e com isso a gente parecia mais assustar os fantasmas do que eles a nós. Rapidamente passávamos por todos os pontos, sem parada. Como o objetivo maior é o passeio das motonetas pela cidade, não tínhamos tempo para palestrar a respeito, e portanto, não investimos no conteúdo disso, esperando que vocês chegassem a esse blog após o giro para entenderem o porquê desse rolê. Voltando aos caminhos, da Brigadeiro Luis Antônio tomamos a Major Diogo, uma rua estreita no miolo da Bela Vista, e que preserva diversas construções simples e centenárias, onde mora gente de vários cantos do Brasil. Nessa rua está localizada a Casa da Dona Yaya, um casarão cuja história de cobiça e loucura dada hora figurou nos anais macabros da cidade. O que passou foi que na primeira metade do século XX a própria, durante a adolescência, perdeu os pais e os irmãos, ficando sozinha, deprimida, e mais tarde, absolutamente louca. Anos depois, com o agravamento do quadro clínico, ela foi internada/presa na casa, e tudo foi configurado lá dentro de modo a que ela não se ferisse (banheiros sem registros, cama chumbada no chão, aposentos com muitas janelas para que pudesse ser observada etc). Acredita-se que ela foi presa assim por causa do dinheiro que havia herdado da família, escoado de maneira estranha e até hoje pouco sabida. Dá pra imaginar...

EDIFÍCIO JOELMA
Minutos depois cruzamos a Maria Paula e represamos todas as motonetas na porta do Edifício Joelma, para a rápida porém marcante travessia por dentro do seu estacionamento e acesso. Um terrível incêndio ocorrido em 1974 matou 189 pessoas e feriu outras 345. A fatalidade foi transmitida em rede nacional, pessoas pulavam das janelas, gritavam desesperadas enquanto o fogo as queimava, e o cheiro de carne humana em chamas tomava o entorno. Moradores e ocupantes contam que ainda se ouve gritos de socorro, e aparições. No passado, no lugar daquele prédio havia uma casa, e nela um caso clássico de assassinato chocou a pequena São Paulo, e foi batizado de "O Mistério do Poço". O que passou foi que um distinto professor de química assassinou sua mãe e sua irmã por motivos não sabidos, e desovou seus corpos no poço da casa. Dias depois, quando o crime foi descoberto, o professor se suicidou em tempo antes da prisão, e após a retirada dos corpos, o bombeiro que ajudou na remoção veio a falecer de maneira surreal em decorrência de uma infecção cadavérica, fato que naquele tempo era pouco conhecido na medicina de socorros. Ainda sobre o Joelma, reza um mistério mais simpático, chamado de "Caso das 13 Almas": as treze pessoas que morreram carbonizadas no elevador que travado não puderam ser identificadas, e foram enterradas juntas num cemitério da Z/L, e supostamente até hoje essas almas operam milagres aqueles que levam água aos seus túmulos. Por fim, após uma breve parada de um minuto na calçada do Joelma, cruzamos o prédio, por dentro dele, num ato que durou um minuto e alguma coisa, desembocado na Avenida 9 de Julho, revigorados pelo portal espiritual e simbólico que o prédio representa no imaginário paulistano. Assista aqui o vídeo dessa passagem: https://youtu.be/UROrI74Xn_s


SALA SÃO PAULO
Depois dali toda a elétrica da minha Vespa entrou em curto: apagava e acendia quando queria. Sei lá, que tenha parado por aqui. Pelo Viaduto Eusébio Stevaux víamos a sombria lua cheia por trás de uma nuvem. Céu nublado como manda o tema. Saíamos do Vale do Anhangabaú como que exorcizando as almas perdidas na história da cidade e do submundo espiritual. Vale do Anhangabaú, em Tupi-Guarani, significa "onde o mal-espírito bebe água", e de fato há bem mais lendas nesse sentido e registros de crimes insanos de tirar o sono para sempre. Aliás, estatisticamente, nenhum outro lugar do Brasil concentra tantas histórias macabras quanto o Vale, sem falar nas narrativas indígenas, que se amedrontavam com tanta má-sorte que vinha daquele lugar. Perto dali, vinte minutos em comboio, passávamos pela Sala São Paulo, ao lado da Estação da Luz. Dos sustos, o mais simpático deles: ali até hoje funcionários evitam algumas passagens durante a noite, e dizem ouvir o piano tocar, vozes de músicos ensaiando, espíritos de artistas nos camarins. Seria divertido se acontecesse com a gente ali na hora, mas naquela noite, nem mesmo o grande relógio do prédio estava ligado. Uma vergonha para mim ver o coração da minha cidade, todo esse patrimônio arquitetônico, desvalorizado e entregue como está. Gostaria de adotar um prédio e montar por lá um grande centro de preservação da memória oral da cidade. São Paulo não aprende, ninguém aqui aprende o que é cuidar de um lugar decentemente. É como se todos estivessem na cidade só de passagem, então não cuidam.


CASTELINHO DA RUA APA
E por fim o mais famoso dos casos de crime e assombração dessa cidade. Naquele lugar pitoresco que mais parece um castelinho medieval, três pessoas da família Reis foram encontradas mortas a tiros na década de 30. Mais tarde a perícia fechou o caso interpretando-o como uma briga de família com assassinato seguido de suicídio do irmão arrependido. Como não havia herdeiros diretos, o prédio passou para as mãos do governo federal, e depois para o INSS, que nunca se importou com sua preservação. Até houvera quem se aventurou a morar lá ilegalmente, mas no primeiro susto fugiu. Há sete décadas o prédio segue abandonado, já sem teto e partes da estrutura original, passando finalmente por um lento processo de restauração.

Dali tocamos direto para a Rua Barra Funda, onde aconteceria a festinha do São Anivespaulo, no Duesie Burguer Bar. Mas como eu disse, esse foi o São Anivespaulo da pane seca. Começou com o Mestrinelli parado na Avenida Brasil, seguiu-se com o desespero do Ciro e dois amigos para chegar até o posto na Brigadeiro, e depois com o Druck na reserva da reserva da reserva. Russo, depois de abastecer, a Rally200 não pegou mais. O Júlio Cesar viajou um dia todo sem problemas para ficar sem combustível no meio do Anivespaulo. E até o vacinado China ficou sem, precisando de uma mão/pé do Nano por quatro quarteirões. Muita gente relatou uma alta incomum do consumo de combustível da sua motoneta. Outros reclamaram de pequenos problemas elétricos. Eu mesmo passei por várias panes elétricas, sobretudo no Vale do Anhangabaú. Enfim, abstraímos e tocamos adiante. 

FESTA - DUESIE
Foram vinte minutos até estacionarmos todas as motonetas na rua e nas calçadas. Um carro qualquer nesse dia chegou bem cedo, ancorou na rua onde durante a tarde guardaríamos a vaga, e dali não saiu mais. Tudo bem, nos acomodamos como deu, distribuí os cartões portais do evento, fizemos fotos e vídeos, e abrimos as geladas. Parte da turma entrou pra festa, parte ficou no bar ao lado contemplando as motos já na missão de voltar pra casa cedo. Dava meia-noite.

A festa foi suave, tranquila, entre geladas e hamburgueres, entre conversas e músicas. Os DJ's Everton Mendes e Cintia "Sixtie" Mascari mandaram um longo duelo de tunes, entre roots jamaicanos, e diversas frentes dos anos 60. As 2h o Continental Combo subiu (desceu) ao palco, para uma session de 45 minutos de folk, psicodelia, e mil referências à vida urbana, à São Paulo: "precisa de São Paulo, você se consumiu, e a solidão vai te abraçar sob o vento frio". A casa é bem intimista, cabem por lá umas setenta pessoas, com banda e DJ's. Destaque para a cozinha com seus requisitados hambúrgueres, à decoração simples e direta de réplica de cartazes de shows de época, e fotos de artistas do velho rock'n'roll e da Soul Music. Lá fora, nos fundos, uma escada nos leva a um quintal suspenso de 2 x 2 metros com vista para os trilhos do trem, para os galpões das velhas indústrias, para a lua cheia. Brisa das boas! Ao final, já as 4 da manhã, brindamos a última rodada, ligamos nossas Vespas, já em meia-dúzia de amigos, e tocamos de volta pra casa.



AGRADECIMENTOS
Com muito orgulho e coração agradeço a todos os participantes dessa edição do São Anivespaulo, gente que não se incomoda com o cheiro que sai dos escapes, com a sinfonia dos motores, com as mil paradas em semáforos e cruzamentos, com a lentidão de um comboio enorme e independente, underground até. Agradeço e parabenizo os viajantes que tomaram a estrada para estar nessa celebração, com destaque para o Julio de São José do Rio Preto, e os rapazes de Campinas. Valeu total o apoio da Rádio 969, da Free Willy Moto Peças, e do Empório Motoneta na confecção dos cartões postais, e ao Leo Russo, pela arte incrível. Valeu ao Vitor Hugo, Corazzin, Stofaletti e toda a SP pelo planejamento e empenho. Muito obrigado ao Continental Combo, aos DJ's Cintia e Everton, e ao Duesie pela festa. Foi ótimo, lúdico, fora da curva, mais uma vez. Sei que ficaram diversos outros pontos históricos que caberiam ao tema, como o Edifício Martinelli - que visitamos no ano passado -, mas qualquer vinte minutos a mais de giro abateria os ânimos e entediaria o todos nós. É pra ser legal, divertido e leve, por isso foi mais ou menos assim. E para o ano que vem quem sabe o que faremos? Dêem seus palpites...


(Pergunta: por que o grande relógio da Sala São Paulo estava apagado nessa madrugada de aniversário da cidade? Há muito a se refletir, questionar, e reclamar... Quanta miséria, quantas coisas vazias por dentro, sujas por fora. Deixa pra lá. Parabéns SP462, e desculpe qualquer coisa).

Relato por Fidelis
Fotos por Marcelo Druck, Maurício Constantino, Vanessa Vanites, Leonardo Castañeda, Hugo Frasa, Leika e João Medeiros.

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