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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

RETROSPECTIVA 2015

2015, um ano muito louco! Anjos caíram, a terra tremeu, o mundo não foi mais o mesmo. Um ano turbulento, de eventos incríveis, acontecimentos inéditos, de relacionamentos em curto. Por mais um ciclo, eu, Fidelis, sigo na condução desse clube que muito me orgulha. Gostamos de rodar na contra-mão, fora da curva, com música alta e amigos sempre perto. Nem sempre tudo dá certo, e a gente não pára, não queremos parar. Experimentamos, tentamos daqui e dali, e força de vontade não nos falta. Portanto, se deu certo ou não, isso é outra história, e a história a que mais gostamos de viver (escrever) é a que vivemos como dá para viver. 2015 foi um belo ano!


O mês foi todo São Anivespaulo. A edição 07 contou com um inédito rolê a pé para o topo do Edifício Martinelli. O tema eleito eram os arranha-céus da cidade, e a sinfonia de 120 motonetas pelo Centro Velho e Centro Novo deixará marcas eternas de um evento perfeito. O giro foi encerradonuma bela festa no segundo andar de um prédio da década de 30, na Trackers, diante do Largo do Paysandú, com shows das bandas Marzela (ska) e Modulares (punk-mod), e discotecagem de Everton Mendes, Rubinho e Julião. 


Um mês de vários tentáculos, a começar pelo mais expressivo: a viagem da SP para o Encontro Nacional em Tapejara/RS, com Assef, Favero, Gabriel Vesparock, Delacorte e Karla, e Reginaldo e Rose, trazendo na bagagem e em Vespa os argentinos Nano Aliaga e Christian Orellano. Rolou também o lançamento do Almanaque Motorino #5 (capa azul - Bootboys), e uma edição do Desafio de Motonetas no Kartódromo de Paulínia. Vale lembrar a festinha em homenagem aos argentinos viajantes que fizemos em nossa casa.



Aconteceu a segunda edição do Acampamento de Verão, repetindo o prato do ano anterior, na mesma praia de São Sebastião. É um evento pequeno e intimista, que vale a aventura e o prazer de compartilhar um bom perrengue ao lado dos amigos dois-tempistas. Destaque para os rapazes de São José do Rio Preto, que viajaram tudo aquilo para estar conosco. Nas internas foi um mês de um estruturação inédita, da qual começava a funcionar a primeira Diretoria (de fato) do clube.


O mês abre com o lançamento do vídeo-clipe daquela que é considerada "banda da casa", o Marzela, com imagens compiladas do VII São Anivespaulo. Fizemos cinco anos de vida, o Oskarface tocou na nossa Sede, recebemos os amigos, homenagens, postagens e repliques nas redes sociais. O mês marcaria a oficialização do Estatuto da SP.
Abrimos a nova temporada das internas do clube com o batismo de três novos membros, e fechamos o mês com a passagem do alemão Anton, chegando fadigado de uma viagem de um ano de Tuk-Tuk pela América do Sul. Foram tempos difíceis, marcados por desentendimentos, revisões de ideais, reflexões e desapego, espírito que se prolongaria por alguns meses e nos ensinaria uma dura lição sobre o Tempo.




O mês abria com a volta do SP Scooterfest - edição #4, dessa vez na Fatiado Discos -, com discotecagem do Everton Mendes (Rocksteady) e do Rafael Piera (Oi!), e com a apresentação do nosso primeiro "uniforme" oficial (edição limitada), uma parceria com a Rudies Vestuário . Daniel Turiani e Gisele tiveram um encontro com o líder do tímido Vespa Club New York lá nos States. E o aguardado rolê caipira São Pedro Lambreteiro aconteceu em Campinas e região, promovido pelo Motonetas Clássicas Campinas, com nossa presença e apoio. Mas não foi lá um mês tão fácil assim: rolava uma mudança decisiva na Diretoria da SP, estabelecendo a partir de então um outro jeito de produzir. E no último dia do mês fechamos um quarto de hóspedes em nossa Sede, que vem funcionando também como almoxarifado, e trouxemos nova mobília, o que pra gente foi demais. Vale lembrar que lançamos aqui o Calendário da SP 2015, produzido pelo Sergio Andrade.



Abrimos o mês inaugurando um bar de cervejas artesanais nacionais e importadas em nossa casa, com geladeira apropriada, e o início de um novo clima na casa. Chegávamos na metade do ano, e a essa altura quatro velhos membros já haviam deixado o clube, por diferenças pessoais, ideológicas ou por não querer nada mesmo. (Paciência). Fechamos o mês com uma brilhante III Girata D'Inverno com quarenta e tantas motonetas num maravilhoso dia de sol rumo ao Riacho Grande (São Bernardo do Campo), finalizando com almoço no barco flutuante Netuno. Também enquadramos essa Girata na escala máxima, beirando a perfeição.


O mês do cachorro louco é aquele do tradicional Encontro de Lambrettas e Vespas de Jundiaí, e foi incrível, puxado de São Paulo pela Free Willy, o qual damos suporte sempre. Nesse meio tempo Diego e Cintia passaram bons dias na Argentina com os parceiros da RVA, dos Scooteristas Marginales e do Buenos Aires Scooter Crew. Um clima estranho pairava no ar, e se desdobraria no mês seguinte. Nesse mês gravamos em nossa Sede uma participação no programa Mobylas, da History Channel, com presença do Motonetas Clássicas Campinas, e dos protagonistas Tongnhas Moby Club.




Abríamos as atividades com o Desafio de Motonetas no Kartódromo de Limeira, ponteado pelo Motonetas Clássicas Campinas, com a segunda parte das filmagens do programa Mobylas, com churrasco e presença da SP em pista, sem falar na viagem/estrada, e no fim de semana com o MCC. E se arrastava o clima tenso que alguns velhos conhecidos faziam questão de perpetuar na cena. Aliado à uma manobra de rua descobrimos e desovamos do nosso clube um jovenzinho neo-nazista entustido. Em contrapartida o Sonnesso se despedia temporariamente de nós, levando para a Europa nosso espírito na bagagem, para três meses de breves encontros na Inglaterra e na Itália. Vale lembrar que reabrimos aqui a Sede para as reuniões semanais, hora aberta aos amigos em geral, hora fechada ao clube.


A produção caía, o clima não estava lá dos melhores, havia muito ciúmes de velhos amigos que decidiram se afastar, e isso só trouxe chateação. Todavia as reuniões semanais em nossa Sede ganhava forma, e passo a passo o olho no olho se estabelecia. Aqui se deu a segunda lição do ano, resposta da primeira sobre o Tempo.

Aqui se dividiu as águas. Foi para o ar o programa Mobylas, na History Channel. Nosso competidor Chico Oliveira partiu para Marrocos para sua segunda aventura no Vespa Raid Maroc (nesse ano rebatizado de Scooter Trophy). Pela segunda vez no ano abrimos a casa para dois novos batizados. Demos início às filmagens de um possível longa-metragem sobre a cena old scooter. E finalmente, descemos a Imigrantes novamente, para o VI Raduno da Primavera, sob forte chuva, em quase quarenta motonetas. 



O mês encerrava um dramático e gratificante 2015. Abrimos as atividades com a chegada do Sonnesso da temporada de três meses pela Europa, aproximando a SP de clubes ingleses e italianos. Tivemos mais um belo almoço de fim de ano da oficina Free Willy no Velhão, e uma participação simbólica na festa da Rádio Antena Zero, com o lançamento do atrasado Almanaque Motorino #6. E coroando o ano dois-tempista recebemos em nossa casa, e em Vespa, o casal paraguaio Monika Echeverria e Carlos (Vespa Club Paraguay), dando um certo trabalho pra gente e para o MCC, recompensado com tão boa companhia - e acabou com um rolê envolvendo simbolicamente a SP e o Motonetas Clássicas Campinas no Vale do Paraíba e Litoral Norte. E nas últimas do ano, o nosso Caio Cesar ainda achou um tempo para se encontrar com os Scooteristas Marginales em Buenos Aires.


2015 definitivamente foi um ano desafiador, marcado por movimentos estranhos de velhos amigos e conhecidos, que buscaram justificar seus limites culpando outros camaradas, o clube, o mundo. Mas devo dizer que, embora cansado e dividido com outro projeto pessoal, valeu a pena cada cabelo branco que agora reparo ter adubado nessa jaca. Aos amigos, membros, clubes parceiros, patrocinadores e voluntários, o nosso muito obrigado. Desejamos a você, leitor e scooterista clássico, um coroado 2016, com atitudes positivas e sinceridade para consigo mesmo. Vida longa dois-tempistas.

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