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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

VIAJANTES PARAGUAIOS COM A SP E O MCC NAS ESTRADAS DO LESTE PAULISTA

Era começo de dezembro e Monika Echeverria, membro do Vespa Club Paraguay, me escreveu dizendo que viajaria com Carlos até o Rio para o Natal, e que passaria por São Paulo. Uma notícia incrível para fechar o ano: dois amigos nossos, que dividimos pista e alguns links sobre música e bichos. Ela: uma punk veterinária de cabelo pintado. Ele: um beatnik punk-metal metido na mesma parka Mod da qual os conhecemos, há dois anos, no sul do Paraguai. Eles vieram, a muito custo chegaram no Rio, e lá estão com a Vespa quebrada novamente, no bairro de Santa Terezinha. O futuro dessa história não sabemos, mas a nossa grata experiência com eles outra vez coroa no nosso ano internacionalista. Contaremos aqui em dois tempos, a primeira por Fidelis e a segunda por Tatu.


Por Marcio Fidelis:

No domingo saíram de Assunção na PX de Carlos. Na quarta-feira chegavam em nossa casa por volta das 17h, na Mooca, São Paulo. Deixamos as coisas mais ou menos no jeito para a recepção: convite aberto à geral em nosso Facebook, geladeira abastecida, e ferramentas no jeito. Passava que no dia anterior haviam sofrido um acidente na Regis Bittencourt (BR116), na altura de Registro/SP, e que quase comprometeria a viagem e também suas próprias vidas. O pneu traseiro estourou a 70 km/h com Monika na garupa, provocado pelo parafuso do amortecedor, que ao longo dessa rota foi se desprendendo e raspando no pneu. Mônica só acordaria no hospital, e ambos escaparam dessa com boas escoriações, mas nada de fraturas. Algumas coisas na moto a essa altura já estavam comprometidas, já outras saíram de casa comprometidas. A noite Monika escrevia contando do acidente, das dores, e da necessidade de reparos na Vespa. Tocariam no dia seguinte como dava: com o escapamento amarrado por dois arames (um deles puxado lá do superluxo), sem step, e com o sobrevivente careca. Quando chegaram tomamos um certo susto, porque traziam marcas de uma viagem ruim, daquelas que somente quando se tem um algo a mais e bastante sorte se continua. Abrimos umas cervejas, e enquanto eles contavam da viagem a gente ia diagnosticando as condições da moto. Diego Pontes correu pra casa e pegou um pneu meia vida e um bloco ótico para a Vespa, pois o deles estava condenado. E todos se envolveram nos primeiros reparos e diagnósticos. Vai mais breja, chega a pizza, mãos na graxa, e... a notícia era de que a estrutura do chassis que prende o coxim/amortecedor estava comida, esburacada, e poderia arrebentar nos próximos quilômetros. O amortecedor também estava na pior. Falaram algo do escapamento também, mas isso ainda passava. Faltava espelhos (até arrumei uns de CG, mas precisava de uma adaptação). O diagnóstico era triste. O jeito era deixá-los descansar bem, e no dia seguinte mobilizar a categoria para uma força-tarefa. E fechamos a noite com a foto acima, feita pela Elisete, da turma na rua da Sede: Monika e Carlos, Cintia e Diego, Leika e China, Flavio Mendonça, Gabriel Forte e Carol, Fidelis e Debbie e Mel, Corazzin, Delacorte, Samuel Charelli e Carlos Volpato, com Russo já de saída.

Na quinta-feira a cidade parecia deserta, como num domingo em que o feriado cai na segunda. As oficinas e lojas de motonetas estavam fechadas, mas até aí tudo bem: as peças a gente conseguiria em algumas horas ou mais um dia. Faltava um serralheiro, o cara certo com a máquina certa para enxertar uma chapa de ferro, e prender o coxim ali no meio. E não havia um santo vivo na cidade nessa véspera de Natal. Eu havia fechado com meu pai de passar o Natal com a família em São José dos Campos/SP - e inclusive a intenção era levá-los para curtir um dia dali para o litoral norte na sequência. Tomei a Dutra com minha Vespa enquanto Diego e Cintia foram pra Sede buscá-los para uma noite natalina em sua casa, com cervejas artesanais, discos de punk/reggae/soul, e good vibrations. 

O dia 25 amanhecia todo lindo, mas nada de um serralheiro aberto. A tal da crise na moto chegava às redes sociais, publicamos um pedido de esforços na busca por um serralheiro, e o João Medeiros com o Tatu Albertini se prontificaram em ajudar os amigos que um dia os ajudaram lá na terra deles - de uma viagem que realizaram em 2014 para a capital paraguaia. Foi providencial, e se cumpriu o espírito de Natal. 

No dia seguinte Tatu chegava cedo na Sede da SP com a pick-up, e também o João, de Lambretta Cynthia. Foi um dia inteiro (e um pedaço da noite) de muito trabalho, e Tatu vai nos contar mais abaixo.


O domingo amanhecia com aquele puta sol de verão em São José dos Campos. Acordei e peguei o recado do Tatu, que havia saído de Campinas com os paraguaios e o Alessandro Poeta as 9h20. Avisei o Eder, de Jacareí, que nos esperasse na balança do Posto Frango Assado, na Rodovia Carvalho Pinto, com o Vespaparazzi, que desde bem cedinho estava por lá fazendo fotos das motos na estrada - seu trabalho consiste em registrar o hobby dos motociclistas em plena diversão: em alta velocidade, ou com o clube. Fui então para a Rodovia Dutra, na ideia de conduzir os visitantes até a balança, ou tocar alguns quilômetros com eles até Taubaté, ou Aparecida. Era 11h quando cheguei na Dutra, e foi mais ou menos quando o Eder me falou que o Vespaparazzi havia passado mal e voltado pra casa. Uma hora e quarenta depois de fritar o coco no sol quente, mandei uma mensagem pro Tatu e voltei pra casa. E nesse tempo chega uma mensagem do campineiro dizendo que estavam próximos. Pedi que fosse então para o Posto Frango Assado pois seria mais prático para o Eder (que dificilmente pega estrada sozinho pois tem um senso de direção "mucho loco", e para mim, que pelo menos sabia o caminho - já que não conheço muita coisa por aqui. Meti uma camiseta e uma bermuda na sacola, peguei a gopro, o livro que estou acabando de ler, e... a surpresa que vamos lembrar por décadas até: a chave do apartamento do meu tio em Caraguatatuba. Em 25 minutos eu chegava no Frago Assado, e na sequência o Eder. Por lá a Monica, o Carlos, Alessandro, o Tatu, todos contentes pela viagem, de bem com a estrada, com as motonetas: o serviço na Vespa paraguaia deu bem certo, o aventureiro "polimodal" Alessandro estava contente após um tapa natalino na PX, e o Tatu mais uma vez aparecia na icônica "Standinha-Tongnha" mais valente que qualquer um da nossa geração dois-tempista já conheceu. E sugestionados pelo aquecimento de 150 kms na Dom Pedro, não foi difícil hipnotizá-los com o balançar da chave-mestra, a que nos levaria para o mar. Eder não poderia ir, assim de sopetão, e deixar sua mãe sem cuidados, então pegou o sentido contrário. E quem será que tomava a primeira chuva? Talvez ele. A gente saiu junto, era 14h30 talvez, e rapidamente o céu fechava, o vento levantava as folhas, e a trovoada de verão até botava um respeito. O mais louco era que a chuva batia nas costas, e a gente corria dela, e era o São Pedro Lambreteiro que estava ali, segurando com a mão. Foi uma viagem maravilhosa, e desafiadora também. Aí rolou um puta trânsito, e as motonetas não passavam bem em todos os trechos do corredor - era pista de mão dupla, que em trechos afunilava. Aí paramos para tirar a água do joelho e esticar as costas. E depois que ligamos e tocamos adiante em meio aos carros, choveu, caiu o mundo, molhou tudo e mais um pouco. Não foi fácil, e ainda teria a Serra do Mar, que é o trecho mais íngreme, serpenteado, e afunilado da rodovia. Chegamos numa Caraguatatuba nublada e sem graça. Paramos então numa padaria para tomar um ar e acabamos entrando e fazendo um lanche. Foi meia hora ali, tempo da chuva parar... 

Bom, paro por aqui. Tem mais dois blocos com Tatu Albertini, que vai contar mais um pouco. Só sei que foi assim, valeu a parcerada, as brejas


Por Tatu Albertini:

SOCORRO AOS VESPISTAS PARAGUAYOS E SUA P200E.
Vi um relato da Scooteria Paulista que o casal Carlos e Monica de Assuncion PY estavam na capital quebrados e precisavam de socorro. A princípio era o chassi estourado onde o coxim superior do amortecedor traseiro vai fixado. Eles vinha já com algumas peças doadas pelos membros da SP, e a Vespa parcialmente desmontada. Para facilitar meu trampo aqui, das coisas que tenho pendente, o ideal seria se conseguissem um carreto até aqui , mas acabou não dando certo, então já tinha me organizado com Chiquinho Chiarelli e Daniel Spina que me ajudariam aqui na roça e lá na capital contaria com a ajuda do Joao Medeiros. Então as 8 hs da manhã estava eu na estrada rumo à capital. Logo no começo do rolê a mangueira que alimenta o turbo da caminhonete estourou, e segui viagem sem turbo mesmo. Chegando na Mooca Medeiros e sua Cynthia já nos aguardavam na calçada com a Vespa Paraguaia. Entrei, cumprimentei o casal, e já fomos agilizar o reboque. Seguimos rumo a marginal com o maravilhoso ronco da Lambretta a nos acompanhar, e depois de um certo ponto João seguiu seu trecho, e nós o nosso rumo a Campinas. Ao chegar na Sede já fomos descarregando as "traias", e na sequência chegaram Chiquinho e Daniel.
Avaliamos o caso e notamos que a coisa toda ia um pouco mais além do chassis quebrado. Chegamos a conclusão que removeríamos o motor para eu fazer pequenos reparos enquanto eles levariam o chassis pra soldar lá no barracão do Chiquinho. Enquanto eles foram almoçar e voltaram com os escapes, o motor e o chassi já estavam todos desmembrados e lavados a espera dos consertos. Pelo barracão eles repararam os dois escapamentos, um cedido pelo Marcelo China e o deles mesmo que tinha perdido a porca e o parafuso soltou rasgando o pneu na altura de Registro, e levando os infelizmente ao chão. Repararam também o bagageiro e o chassi com um bom reforço. E olha que nem estragaram a pintura. Enquanto isso eu aqui na Sede fui reajustando, reapertando, e repondo peças que faltavam do espelho de roda traseiro: lixada de lonas, troca dos prisioneiros de rodas do cubo traseiro (pois os deles estavam espanados e ao apertar a porca, os prisioneiros é que iam pra dentro em vez das porcas), mangueira de combustível nova, reparo no chicote e instalação da caixa plástica do chicote... e a sanfona que vai no CDI, troca do coxim traseiro do amortecedor, óleo de câmbio, instalação das borrachas de acabamento dos cabos de afogador/acelerado/chicote, mangueira de combustível, cabos, freio traseiro, embreagem, montagem de um pneu no estepe com câmera, e a instalação de um toco de madeira no vão do chassi por insistência do Carlos. Instalamos tudo novamente e foi a hora do test drive. Mais um reajuste do cabo de embreagem e missão cumprida próximo das 23 hs da noite. Avaliamos um melhor caminho para eles irem para o RJ amanhã cedo e decidimos seguir pela D.Pedro e Dutra direto, com um ponto de encontro com o Marcio Fidelis e demais amigos da região, na cidade de São José dos Campos. Monica quer acordar depois que descansar bem, lembrando que estão bem ralados do tombo ,mas sem nada de fraturas. Ao amigos Chiquinho, Daniel e João, só tenho a agradecer pela ajuda .

TEST DRIVE DA VESPA PARAGUAIA P200E 
Acordei cedo, tirei a Standinha do repouso, ajeitei as traias, separei o óleo, e fui acordar os visitantes as 7h,conforme combinado. Tomamos um café da manhã e saímos rumo ao encontro com o Alessandro Soave, que acabou doando aos amigos um par de espelhos para a viajante, pois esse detalhe tinha nos passado despercebido. E de lá saímos rumo a Dom Pedro, para conduzí-los até São José dos Campos. Tempo bom, nuvens tranquilas no céu, e o mané aqui saiu só de camiseta e sem protetor solar. Quando parávamos no pedágio e o vento diminuía é que eu sentia o quanto meus braços ficariam queimados até o final da jornada. No segundo pedágio fui parado por um Rodoviário que não acreditou em ver um veículo daquela idade estar licenciada, e até foto tirou do documento e da moto juntos. Seu parceiro perguntou se o tererê era cachaça e se ela era 50 cc por causa do adesivo 50/50 (até explicar...). Seguimos tranquilos até chegarmos no último posto, onde nas trocas de mensagens com Marcio Fidelis o ponto de encontro mudara da Dutra pra Carvalho Pinto. E seguimos mesmo confusos, pois nossos amigos Eder Vespa de Jacareí e Walter Mariano Vespa Parazzi estariam por lá. Mas devido a um contratempo de saúde os planos se alteraram e breve por lá chegaram Marcio Fidelis e Éder. Conversamos, tiramos fotos, e do nada aparece uma chave de um apartamento em Caraguatatuba, e alguns planos foram alterados de última hora: nosso em só entregá-los pro Marcio e voltar, e o dos Paraguaios em seguir direto pro Rio de Janeiro; e seguimos rumo a rod. Tamoios, com São Pedro Lambreteiro na retaguarda, segurando uma senhora chuva nas nossas costas. Tamoios entupida e o corredor comeu solto, pero no mucho, pois nossos irmãos estavam com excesso lateral devido às bagagens. Mas fomos abrindo caminho entre os carros aos gritos e buzinadas. Paramos para uma esticada nas pernas e daí não teve mais jeito: na sequência a chuva nos pegou de frente, aumentando um pouco mais a emoção e adrenalina do rolê. Mas o grupo desceu tranquilo e encharcado por toda a serra. Paramos numa padaria, onde uma senhora andava atrás de nós com um rodinho secando o chão, comemos, e fomos até o apartamento. No meio do caminho nos apareceu um grande desafio a ser conquistado: nas ruas de acesso tinha uma enorme enxurrada a atravessar e ficamos na dúvida. O Alê meteu o louco e atravessou, a PXzona véia de guerra foi na fé e quase sumiu na valeta, mas saiu tranquila. O casal foi na fé, porém por um outro caminho, onde passou por uma valeta mais funda ainda, mas saiu bem também. Marcio olhou pra mim e disse "Emoticon pacman" ou por outro caminho, e eu calculei a altura do carbura e imaginei que daria: enchi o peito da standinha de ar e atravessei a enxurrada com tudo, quando passei pela valeta a bichinha perdeu a força e quase se engasgou. Consegui num relance muito rápido colocar os pés no chão aliviando peso e enchi seu pulmão de novo sem que bebesse água pelo filtro ,dando uns impulsos tirei a de lá antes que morresse afogada. Fui extremamente imprudente, se por acaso ela bebesse água pelo carburador eu teria uma grande dor de cabeça, senão um belo calço hidráulico condenando assim meu motor. Mas consegui salvá-la, só perdendo o freio completamente dali por diante, e seguimos em grupo até o apartamento. Lá fomos recebidos pelo zelador, que por coincidência era Paraguaio, e tivemos o prazer de ouvir um bom trecho de Guarani, com direito a dialetos, gírias, e piadas (agora só me resta beber a famosa Etiqueta preta). Tiramos nossas roupas, torcemos elas e colocamos no varal e seguimos rumo ao mar descalços e de bermudas, onde comemos mais um pouco, tomamos algumas caipirinhas e cervejas e mergulhamos um pouco num mar calmo e morno, perfeito para a primeira vez no mar do nosso amigo paraguaio Carlos. Seguimos rumo ao apê e descansamos para o dia seguinte, onde nosso plano era sair cedíssimo de volta pra casa, pois teria que trabalhar segunda cedo . O melhor de tudo é saber que a revisão para o término da viagem ficou boa, e os primeiros 200 km rodados de garantia foram satisfatórios, sem nenhum contratempo, podendo deixá-los ir em paz e eu voltar tranquilo.


A PARTIDA DOS PARAGUAIOS RUMO AO RIO E A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM
Acordamos cedo no apê, e enquanto os Paraguayos se organizavam, Alê e Marcio continuavam desmaiados nos colchões. Tomei a liberdade de fuçar nas coisas da cozinha e logo um cafézão estava sendo coado, e os pães estavam no forno pra esquentar. Desajunados nossos amigos amarraram suas "traias" na guerreira P200E e seguiram seu caminho rumo ao Rio de Janeiro pela Rio/Santos.
Enquanto Marcio Fidelis seguiu nos seus estudos, eu e Alessandro Soave seguimos rumo ao mar dar uma salgada, enquanto nosso amigo caiçara Marco Túlio Parodi não chegava; e trânsito carregado atrapalhou-o na missão de cumprimentar os viajantes antes da saída. Depois de sua chegada um pouco de prosa... tudo limpo no apê, e "traias" amarradas... seguimos rumo à nossa subida de serra, onde o Túlio desviou seu destino e nós subimos a Tamoios depois de abastecidos. Logo no começo da subida já vi que a coisa ia ser complicada e já fui "esguelando" a standinha para encher-lhe o peito e não deixá-la perder o embalo. E a danadinha subiu que subiu a serra gostoso, sem muito esforço, e poucos foram os momentos em que tive que engatar a 2° marcha, mas tive. E fomos tranquilamente no contra fluxo revendo tudo o que tivemos que enfrentar no dia anterior pelo meio do corredor. Confesso que o rendimento da standinha numa subida de serra longa foi bem surpreendente pois fazia um tempo que eu queria testá-la, mas na primeira vez que pude estávamos subindo do Raduno no meio do corredor, então não foi tão extremo o teste como eu a impus dessa vez. E a standinha me surpreendeu mais uma vez com sua valentia. No trevo de Salesópolis nos separamos do Marcio Fidelis que seguiu rumo à São José dos Campos enquanto eu e Alê fomo fazer a serrinha recomendada pelo Marco Túlio Parodi. Tudo lindo e maravilhoso, sem chuva, e um visual espetacular, com curvinhas gostosas entre montanhas. Até que me perco em detalhes e no sair de Salesópolis viro no sentido Mogi ao invés de Santa Branca, e depois de alguns kms rodados o Alê se ligou do meu erro e voltamos. Nessa volta a standinha chamou reserva, e ao pararmos no posto fomos surpreendidos por uma bela chuva que nos tomou bem uns 45 minutos ou mais, tempo suficiente para eu amarrar a placa da standinha que tinha perdido um dos parafusos que a segura, e infelizmente com isso rompeu-se o lacre. Aproveitamos para comer o lanche que trouxemos da praia e tomar um capuccinno doce demais. Capas de chuva vestida e as 15:50 hs saímos de Salesópolis. Dessa vez o Alê assumiu a ponta e seguimos sem erros até o trevo de Jacareí. Pena o Walter Mariano Vespa Parazzi não estar por lá para nos ver passar. E continuamos. E logo a frente entramos na Dom Pedro de novo, com seus pedágios caros para motos. E teve aquele tempo que gastamos com abrir capa, pegar dinheiro, fechar capa e etc. Na nossa última abastecida no km 60 paramos para um café, um pãozinho, e era 18 hs, e eu, pra variar, com o farol da standinha sem funcionar mais uma vez. Acho agora que foi por causa da enxurrada. Quis esguelar a moça na intenção de chegar em Campinas com o sol ainda pois eu estava sem farol e teria que ver e ser visto na rodovia pelos carros "insulfilmados" e embaçados pela chuva. Estava tudo bem tranquilo até depois do entroncamento com a Fernão Dias. A partir daí o bicho pegou com os caminhões. E a batalha entre standinha e os brutos no limite de 80 km/h foi árdua mas vitoriosa. O mais difícil de ultrapassá-los em dias de chuva é que fica ruim de pegar o vácuo dos outros ou deles mesmo por causa da nuvem de água, então a batalha com o peito colado e embalado contra os brutos foi um tanto mais árdua. Eles foram diminuindo o número depois de uns 20 e tantos km, e aí seguimos em paz até chegarmos em Campinas tranquilos ainda com o sol a nos iluminar.


MORAL DA HISTÓRIA ?!
De que vale toda a correria em socorrer um irmão de estrada quebrado no meio da jornada e não poder dividir pelo menos um pouco de estrada com ele no domingo? Sim, eu sei que infelizmente deixei alguns compromissos de sábado para trás, e de segunda também, por conta da praia, mas eu ereço, quer dizer, eu tinha que cumprir os 200 km de garantia da revisão da Vespa heheheheh. Foi algo em torno de 245 kms rodados na ida e 313 kms rodados na volta, totalizando uns 558 kms rodados de standinha com amigos, irmãos e companheirismo. Obrigado a todos os envolvidos nessa longa jornada.

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