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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

VI RADUNO DA PRIMAVERA - RELATO 2

No último domingo de novembro aconteceu o VI Raduno da Primavera, o giro das motonetas entre São Paulo, Santos e Guarujá, e mais, muito mais. 38 scooteristas clássicos, de São Paulo, Santos, ABC, Guarulhos, Campinas, São Roque, São Sebastião, Ferraz de Vasconcelos, Suzano etc. A data foi marcada pela chuva e serração durante quase todo o domingo, o que mais uma vez prova que um grande evento rodoviário só existe quando grandes pessoas se envolvem em prol dele. E foi uma causa: dez horas de estrada, nessas condições. É mole?


9h da manhã e alguns já aguardavam no Posto Frango Assado, no começo da Rodovia dos Imigrantes. Na Sede da SP outra concentração acontecia, que rumaria minutos depois ao ponto geral. Passada as instruções, as 10h pontualmente enfileiramos as motonetas na estrada e tocamos rota abaixo. Ao lado do Rodoanel nos aguardava os parceiros Gabriel, Marcelinho e Eliseu. Vinte minutos depois a coisa parou: acontecia a Operação Comboio. Trata-se de um toque de lentidão feito pela Polícia Rodoviária durante o trecho de maior serração da rodovia, antes do início dos túneis. Foi uma experiência inédita, meio cinematográfica. Parecia estar num filme de horror, daqueles em que a população em choque evacua a cidade nebulosa tomada por zumbis. Depois de um tempo foi um pouco entediante isso. Mas logo abriram a "porteira" e tocamos nos 70km/h Serra abaixo. Em Cubatão pegamos uma chuva estraga-prazeres, e o segundo desafio da viagem era posto no início dela. Um pouco antes da Ponte Pêncil paramos no acostamento para represar o grande rastro de motonetas. E a chuva começava a castigar mais ainda em nossa chegada a Santos, quando paramos novamente no acostamento para vestirmos as capas. 


Santos nos recebia com muita água e pouco trânsito. Não estava fácil curtir a orla como se deve. E até que isso deveria ser um tanto relativo, uma vez que na areia havia muita gente na curtição, tomando uma gelada, correndo, batendo uma bola, pulando na água. Parecia valer a pena se juntar à diversão. Já no último canal correu a notícia de que a Vespa do João Medeiros teria dado uma pane. Os rapazes do Motonetas Clássicas Campinas ficaram por lá para ajudá-lo. Era algo no CDI, que foi trocado ali mesmo. Nesse meio tempo alguns camaradas que desceram retornaram para a casa, como o Leonardo, o Viola e o Nasca, a Rosa Freitag, a Jacque, o Luca de Nadai, e mais alguém que me foge à mente agora. Peixinho, o veterano da baixada, chegava, e nos guiaria até a Praia do Tombo, onde repetindo o prato de outros anos, paramos no mesmo ponto, e almoçamos (ou tentamos almoçar) no mesmo quiosque de 2014 e 2011. Nesse sentido erramos feio: o almoço de alguns não saiu, e a promessa atrasou por demais. Muita reclamação a respeito, e com razão, por isso não retornaremos mais ali. Quinze minutos depois da nossa chegada dobrava a esquina os retardatários que ficaram no caminho por questão de manutenção. Estávamos em 30 pessoas, e alguns, como eu, molhados dos pés à cabeça. E água por água, melhor pular no mar e tirar a zica do ano de uma vez, de calça jeans mesmo, pois o calção e afins ficou em casa. E assim fomos, o Diego, a Cintia, e eu, pro mar. Numa das mesas do quiosque deixamos as caixinhas surpresa e os cartões postais, presentes para os participantes do evento. E ao lado, uma caixinha de doações, que se reuniu a quantia de 70 reais - e vale agradecer outra vez aos que deram uma nota de apoio.


As 16h tocamos de volta pra estrada, rumo à Piaçaguera-Guarujá. Abastecemos, andamos e paramos, e finalmente voltamos pra pista. A princípio Tatu tocava na ponta, ditando o ritmo de Lambretta Standard. Passando Cubatão o trânsito aumentou consideravelmente, junto com a chuva, que travaria a viagem. Daí em diante foi braço, foi a volta dos bravos. Chuva, serração, frio e motonetas costurando o trânsito pelos corredores. Foi uma volta intensa, heróica, inesquecível. Novatos e veteranos concentrados no movimento levavam suas crianças de volta pra casa. Dado momento paramos para um pequeno reparo no farol da Super do Assef. E acho que foi isso. A subida até o ABC foi uma cavalgada digna de medalha para todos. Essas foram as condições mais estranhas que já viajamos num comboio tão grande. Até vaca vimos invadir a pista. Sim, na Imigrantes, na altura de São Bernardo do Campo. Valeu até os quinze minutos molhados no frio no abraço de despedida entre os raduneiros mais corajosos (e dentre eles, desavisados) da história. A turma de Campinas e amigos já tinham tomado outro caminho mais curto até a Marginal Pinheiros, e ainda tocariam rodovia acima por mais de duas horas. 


Bem, como o meu tempo anda bem curto, meu relato também será, com a finalidade exclusiva de registro. Deixo aqui meu fraterno abraço a todos os participantes desse memorável Raduno da Primavera: Leo Russo, Vitor Hugo (praticamienteee), Koré, Rafa Assef, Gabriel Vesparock (que tirou 10 no TCC e foi pro Raduno), Reginaldo e Rose, Diogo Reis e Dino, Corazzin, Diego Pontes e Cintia, Marcelo Santana, Caio Cesar, Vanessa Vanites, Rosa Freitag, Samuel Charelli, Gabriel Forte e Carol, Diogo Vinicius (ensopado a viagem toda), Paulo Devitto (tudo shit!), Andrey Russo e camarada, Leonardo C, Viola, Nasca, Marcelinho, Eliseu, Tatu e Laís (a Miss Pin-Up do Encontro Nacional/MG), Chiquinho, Dário Gonzales, Daniel Spina, João Medeiros Rodovia da Silva, Arnado Ouro e filha vespista, Peixinho (o veterano dos Desafios dos anos 70), Luca de Nadai (o que só viaja quando chove), Túlio Parodi, Marcio Terrabuio - a população praiana do litoral norte no evento foi maior que a representante local -, Alex Monteiro, Pastorelli, Sergio Sangiorgio, Ed Purga (São Roque Vespa Clube), e Martins, e em especial à vespista gaúcha Jacqueline Pacheco (Vale dos Sinos Scooter Club). E se por ventura me esqueci de alguém, por favor me diga a tempo para corrigir aqui. Parabéns pela bravura, e muito obrigado pelo apoio. Um abraço especial ao Guilherme Rocha "Guiba", à produtora Abacateiro, ao leonardorusso.com e à Rádio 969.

Ainda temos um lote de cartões postais desse evento, que leva a arte oficial colorida. Quem quiser que enviemos por correio escreva para scooteriapaulista@gmail.com

É isso. Com muito orgulho desses caras e minas, 
Fidelis

Fotos por Carol Saravalli, Rose Moreira, Cintia Mascari.

Um comentário:

Animal Taylor disse...

Foi uma bela aventura hein?! Parabéns aos bravos scooteristas.
Eu fiquei só na recepção do barão de volta à sede e ainda tomei umas boas cervejas.