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sábado, 19 de setembro de 2015

DIEGO E CINTIA: A SP PELA ARGENTINA

Na mês de Agosto o casal vespista aqui da casa Diego Pontes e Cintia "Sixtie" Mascari tomaram o avião para Buenos Aires, e lá viveram duas incríveis semanas de motonetas, música e turismo com parte da cena de lá, com os Scooteristas Marginales, Red de Vespistas Argentinos (RVA) e Buenos Aires Scooter Club, Jenny Woo, Staya Staya, Sombrero Club e por aí vai. Diego conta...


Por Diego Pontes...
Era dia 10 de agosto e minha esposa e eu chegamos em Buenos Aires com frio e chuva, mas mesmo assim resolvemos dar uma volta pela cidade e aproveitar nossa estadia como turista. E me encontrei com alguns amigos pela cidade sem combinar nada: como o Adrian Fortino na galeria Bond Street, que é dono do selo Union y Difusion , e também tocou na banda Tango 14 - ele esteve na nossa sede em 2014 na da copa do mundo. Me encontrei também com Fernando Porfidia, baixista da banda Los Aggrotones, na avenida 9 de julho. Isso foi muito louco porque tinha combinado de pegar alguns discos com ele na Ricoleta, e resolvi ir no banheiro do Burguer King e esbarrei com ele antes do destino, me poupando um bom tempo.

No dia 14, sexta feira, minha esposa Cintia tocou no Orange Bar, em San Martin, um bairro operário que lembra muito o ABC Paulista. Foi uma noite agradável com muitos amigos, cerveja e bom som. Estavam presentes Gustavo Visón e Esteban Anca, da banda Crabs Corporation, e Juan Siqueira um amigo que organiza uma Soundsystem no Paraguay em um club de motonetas de Cidade del Leste, que eu ainda irei lá conhecer. Estava também presente alguns Mods muito gente boa.


O dia 15, sábado, foi intenso. Fomos à Tienda Catch uma loja de discos underground onde rola alguns concertos com discotecagem no loca. O dono Tota também é muito boa pessoa; conversamos um pouco, peguei um disco e depois segui para um festival Oi! em la Cultura de Barrio, a casa mais underground de Buenos Aires, onde tocaria a banda da irmã de uma velha Amiga, Lu Vazquez, uma Punk que conhecemos em 2014 em outra viagem pra lá. A banda da irmã dela se chama Camorra, uma banda Skinhead Sharp que lembra muito a banda The Opressed. Neste evento foi que eu avistei pela primeira vez algumas motonetas em Buenos aires: duas Vespas PX personalizadas. Aí a Lu Vazquez me levou até Skarcha e German, os donos das Vespas. Nessa noite bebemos algumas cervejas e conversamos muito. German me contou que tinha uma oficina a 10 anos, e me chamou para conhecê-la, e me falou que fazia parte da Buenos Aires Scooter Crew, e que havia recebido o campineiro Tatu Albertini em sua passagem por Buenos Aires em 2013, durante uma viagem solo em Vespa entre o Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil. Neste dia também conheci Albert Rodrigues e seu irmão Eduard Rodrigues, dois skinheads colombianos que estavam viajando américa do sul. Albert faz parte do Moonstomper Riders, clube de Bogotá, e já havia conhecido Marcio Fidelis em 2014 por lá durante o evento Mods vs Rockers.

Conexão Brasil-Colômbia - SP-Moonstomp Riders
Conexão SP-Buenos Aires Scooter Crew
Terminando os concertos seguimos para o Club Shake, a casa mais Mod de Buenos Aires, que nessa noite comemorava cinco anos. Esteban nos deu uma carona e no caminho fomos parado pela polícia. Eles fizeram alguns testes de bafômetro nele, e somente na última tentativa ele conseguiu passar. Foi por pouco. No Club Shake assistimos ao concerto de duas bandas muito boas: Los Montgomery, do Chile, e a melhor banda de garage-punk da Argentina, Los Peyotes. E pra coroar a noite, a insana discotecagem de David Peyote e Cintia Sixtie. Estavam Presentes Skarcha e German, da Buenos Aires Scooter Crew. Também o Waldo Rafin, do The Crabs Corporation e do Soul Junkies, ele que também esteve em nossa Sede no começo desse ano, e possui uma Siambretta TV Série 1. E não parava aí. Estavam também os irmãos colombianos Eduard e Albert, do colombiano Moonstomper Riders, e Emanuel Paz com Roy Sanches, da RVA, a Red de Vespistas Argentinos, um clube parceiro desde a fundação da SP. 

Na segunda-feira encontramos com Esteban em um pub de San Telmo. Tomamos algumas Antares e fomos ao concerto da nossa amiga Jenny Woo no Salon Puerrydon, a casa mais punk de Buenos Aires. Jenny, que também tocou para a Scooteria Paulista no nosso evento V Raduno da Primavera, voltava para outra pequena tour sul-americana de Oi! e Oi!Folk. Conversamos, e ela ficou se recordando da noite do Raduno, e falou que foi algo inesquecível tocar pra gente e rodar na chuva passando o cigarrinho entre garupas na rodada noturna da sua despedida junto à Firm Records. Disse que durante a sua recente passagem em Bogotá visitou uma oficina de motonetas e conheceu os trabalhos de restauração do Camilo Bermúdez, do Vespa Accessorios Bogotá, Oi!Distro/Unity Records, Urban Noite/Skandalo Oi!, Moonstomp Riders etc etc. Jenny é uma pessoa muito gentil e humilde. Neste dia na porta do som estava novamente as Vespas PX de Skarcha e do German. Conheci muitos Punks e bandas novas. Destaco uma banda Punk que tocou nesse dia que se chama Aliento de Perro. Me encontrei pessoalmente com Mariano Miramontes, a pessoa que trouxe Jenny Woo pra Buenos Aires. Ele me contou que é scooterista desde os anos 80, e que possuía uma Vespa PX azul no Uruguay mas que quando voltou à Buenos Aires teve que vendê-la mas pretende pegar outra. Mariano toca numa banda Punk chamada Los Repelentes, e também tocou como banda de apoio da Jenny Woo.


Terça-feira, esse foi o dia! Acordei cedo fui me encontrar com um amigo no metrô San Juan, que ficava na esquina do hotel. Me encontrei com Chino, dono da gravadora Uma Isla Records, e troquei alguns cds do Marzela por algums cds de bandas de ska Argentino. Voltando para hotel Ariel Molfino já estava na porta com seu fusca 1963, um Carvajo muy belo! (Os hermanos chamam fusca de Caravajo). Ariel esteve também presente no Brasil com sua Vespa VB1 na Copa do Mundo de 2014. Nos tornamos amigos naquela época, e prometi que um dia visitaria ele. E esse dia chegou. Em sua casa, em La Plata, conheci seu pai e sua mãe, e seu cachorro Rodolfo. Ariel armou um churrasco com os Scooteristas Marginales, um clube sem regras, unido apenas pela amizade a paixão por pegar estrada com suas motonetas, e com cerveja. Estavam presentes Raúl Aguerrebehere, Leandro Bayon, Octavio Pangaro, Cristian Ariel Avicento, Daniel Ussomorel e Fernando Astrolog. Conversamos bastante, comi um churrasco com as melhores carnes que já havia provado na Argentina, tomamos muita cerveja e Fernet. Cristian me falou do encontro de Encarnación no Paraguay, que conheceu Marcio Fidelis, e contaram do evento Rosário Flower Power, que no momento seria o que junta  mais motonetas na Argentina. Contaram sobre suas viagens e sobre suas motos. E pela primeira vez eu via uma Vespa GS. Era uma 1958 do Raul. E para completar o time, Ariel me diz que acaba de receber uma ligação do velho amigo Nano Aliaga, de Córdoba que por sorte estava morando em Buenos Aires por essa temporada por conta dos estudos de sua namorada Ana,  e estaria indo a casa de Ariel para nos encontrarmos. A casa de Ariel lembra muito nossa atual Sede da Scooteria. Foi um lugar que me senti em casa no meio de tantos amigos. Nano chegou, comeu alguma coisa, tomou algo, e partimos para a casa do Leandro Bayon, que possui uma oficina de motos clássicas em La Plata chamada Rea Garage. Ele me mostrou sua oficina, tomamos um café e saímos para uma volta de Vespa pela cidade. Haviam muitas motos em sua oficina e ele me disse pra que eu escolhesse uma. Escolhi uma PX,  pois faziam seis meses que eu não pilotava (desde o meu acidente). Fomos até o centro de La Plata, e deixamos Nano na rodoviária, pois ele tinha um compromisso e teria que retornar a Buenos Aires, e seguimos a rodar por La Plata, uma cidade muito bela. Passando pelo centro da cidade encontramos com outro membro dos Scooteristas Marginales, atravessando a rua com sua filha e seu cachorro. Era Sebastian Abalo, que já tinha vindo ao Brasil em 2014 com sua esposa, na mesma época que Nano estava em São Paulo. Na ocasião se encontraram com a SP na Mooca, e participaram de uma rodada dominical com a gente. Sebastian foi o primeiro dos Scooteristas Marginales a conhecer a Scooteria Paulista. Na ocasião eu não pude conhecê-lo pessoalmente pois estava na Buenos Aires, mais tive o prazer agora em sua cidade. Demos mais uma volta na cidade, e iríamos para o Pub da Antares, o melhor chopp que tomei na Argentina. Mas o tempo era curto e ainda tinha que retornar para Buenos Aires para me encontrar com outros scooteristas. Me despedi de todos, e Ariel Molfino e eu voltamos à REA Garage, onde me despedi do Leandro e o agradeci por me emprestar uma Vespa. Ariel nos levou à Buenos Aires com seu Fusca, e nos deixou na Avenida Corrientes, onde eu me encontraria com alguns amigos que já haviam me recebido em 2014, membros da RVA. Estavam presentes Carlos Luparia, Roy Sanches, Robert Haguet, Gustavo Gallegos e Joaquin da Fonseca, que sempre deu suporte a todos os membros da Scooteria Paulista na Argentina. Comemos uma ótima pizza, bebemos algumas cervejas, e conversamos um pouco sobre viagens, encontros de motonetas e afins. São ótimas pessoas! E finalizamos com uma noite agradável.

Conexão SP-RVA
Quarta Feira. Acordamos e fomos para Belgrano, no Bairro Chino. Lá caminhamos bem, almoçamos, e fomos para a Oficina do German, que se Chama Turismo Scooter, um lugar bonito e muito profissional, com muitas motos Polini, Malossi, Lambretas etc. A oficina tem um visual underground puxado para subcultura Mod, Rude Boy e Skinhead. Uma das mais belas oficinas que eu já vi. German me contou da história da sua oficina, me mostrou seus projetos, e um pouco do seu trabalho: das peças que ele constrói, e das festas fechadas que eles fazem ali, com discotecagem em vinil do Skarcha, aos finais de semana. E isso é a Buenos Aires Scooter Crew: um grupo ligado à cultura underground. E eram as deles as únicas motos que eu vi em portas de concerto, e por isso me identifiquei muito com eles. German já havia acabado seu serviço  quando Marian, outro membro muito boa pessoa, apareceu por lá. Então tomamos algumas cervejas, conversamos muito sobre oficinas, sobre a cena scooterista no Brasil e na Argentina, sobre música etc. German é o atual guitarrista de uma banda de Ska Two Tone chamada Sombrero Club. Marian e German insistiram que eu andasse em suas Vespas, então primeiro Marian me emprestou sua PX Polini e demos uma volta pela cidade. Voltando, German insistiu que eu andasse na dele, uma Malossi muito veloz. Ambas as Vespas eram preparadas por German.

Oficina Turismo Scooter

Quinta Feira. Acordamos e demos uma passada novamente na oficina de German para deixar alguns Almanaques Motorinos e material da Scooteria Paulista para a crew. German me disse que iria rolar uma exposição de arte da sua namorada Victoria, com drinks na faixa e discotecagem de ska, rocksteady e reggae do Skarcha. Peguei o endereço com ele e fomos explorar um pouco mais de Buenos Aires. A noite fomos à exposição que German havia me falado. Ouvi a ótima discotecagem de Skarcha, bebi alguns drinks e conheci os outros integrantes do Sombrero Club, Biga e Mariano Goldenstein com sua namorada Daniella, que produziu o documentário Troyanos, que fala sobre a cena skinhead de Buenos Aires. Conversamos um pouco pois iríamos nos encontrar com outros scooteristas da RVA. Fomos até a Pizzaria Kentucky, que era muito próximo de onde estávamos, por sorte, para nos encontrarmos com Emanuel Paz Duarte, da RVA. Emanuel possui uma oficina de motos clássicas em matadouro chamada Motonetas Clásicas. Estavam presentes ele, Roy Sanches com a Melina, Elias, Leonardo e Walter. Saindo da Pizzaria indo para o ponto de ônibus me encontrei sem querer com Marianos Miramontes, e fomos ao Saloon Puerrydon, onde encerramos a noite com algumas cervejas.

Conexão SP-RVA parte #2

Sexta Feira. O dia foi bastante corrido. Acordamos cedo e fomos nos encontrar com Nano Aliaga na estação de Retiro. Pegamos um trem até Santos Lugares e fomos à oficina de peças de Pedro Fernandes, a Enrique El Antiguo. Pedro é um amigo que conheci no Brasil durante a Copa do Mundo, e que também esteve pela Sede da Scooteria. Em fevereiro de 2015 voltou ao nosso país com sua Siambretta, para o Encontro Nacional de Tapejara (RS), onde conheceu seu conterrâneo Nano. Conversamos um pouco ele me mostrou sua Oficina de peças com muitas Siambrettas. Ele me disse que havia mais 22 em sua casa. Pedro também tem uma tenda no evento anual que rola no mês de outubro em Buenos Aires, de peças de veículos antigos, chamado Auto Clásica. Pessoas muito boas e divertidas, ali eu dei muita risada. Conversamos sobre as motonetas, locais, eventos, viagens, tomamos cervejas, e comemos uma ótima pizza em ótimas companhias. Ficamos pouco tempo com Pedro. Ele nos levou a estação de trem e Nano permaneceu com ele. Cintia e eu voltamos para o Hotel descansarmos, pois ela teria uma discotecagem em Morón. Dormimos um pouco e voltamos a nos encontrar com Nano com sua namorada Ana, com Gustavo Visón e com Juan Siqueira. Lá partimos para o Detroit Club, onde tomamos algumas cervejas e Fernet numa noite agradável com boa música e boms amigos.

Oficina Enrique El Antiguo

Sábado descansamos um pouco, e a noite voltamos à Cultura del Barrio. A banda de German, Sombrero Club, tocaria. Estava presente toda a Buenos Aires Scooter Crew. Ali conheci mais um membro, o Cesar, que já fez parte da RVA e conheceu Marcio Fidelis no dia do scooter clássico #3 em 2012. Cesar acabava de voltar do Brasil, estava em turnê com sua banda de surf music o Les Funders, que tocou no dia 6 no Ace Spades Café, e no dia 8 na Trackers, no Garajão do Julião. Cesar também faz parte da filosofia "motonetas e música". Acabando o som fomos todos a outro concerto de Ska no Teatro Mandril. German e Cesar muito solidários queria nos emprestar suas motos para que fôssemos ao Teatro, mas estávamos sem capacetes, então pegamos carona com Seletor Lucho, que já havíamos conhecido em 2014. Lucho é DJ desde as festas Punks às festas de Ska de Buenos Aires. Mariano Goldenstein e sua namorada Daniella já estavam com suas Vespas na porta do teatro, engordando a frente da Buenos Aires Scooter Crew. O teatro estava cheio e foi um dos melhores concertos que vi. Essa é uma banda muito boa que eu já conhecia mas que agora tive o prazer de ver ao vivo: era o Staya Staya.

Domingo apenas descansamos, e no máximo fomos dar uma volta na feira de San Telmo para encontrar o
David Peyote e o Mariano Miramontes.


Segunda-feira então voltamos ao Brasil, com lembranças de uma viagem inesquecível com novos e velhos amigos que espero poder recepcionar da mesma forma que nos recepcionaram. Muito obrigado a todos, e espero vocês por aqui, e espero também em breve voltar a Buenos Aires e reencontrá-los sempre.

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