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terça-feira, 28 de julho de 2015

DA GIRATA D'INVERNO #3

A Girata D'Inverno é como um encontro de estradas regional, é em partes improvisada, e o objetivo dela é levar a classe para lugares incríveis da Grande São Paulo. A edição inaugural aconteceu em julho de 2013, quando visitamos a "ferro-Vila" de Paranapiacaba; no ano passado , durante a Copa, fomos para a cidade-artesanato de Embú das Artes. Agora foi a vez de São Bernardo do Campo apresentar seu maravilhoso Riacho Grande.


Por Marcio Fidelis

Domingo 9h da manhã e todos a caminho do lugar mais non-sense no qual já marcamos uma concentração: uma padaria fechada numa rua residencial. Não foi bem a intenção, deixa pra lá. Contando com a boa energia da classe, e com a fé no São Pedro Lambreteiro, partimos para o domingo de um confortável sol, verde e ar fresco. Ao todo 34 motonetas participariam do encontro, ao menos em algum ponto. Por exemplo o Sr.Daré, que foi para a concentração de "standinha" - Lambretta Standard  D construída  nos anos 50. Ele: uma lição de vida que me ensinou mais uma ontem. E a turma chegava, pela Ricardo Jaffet, pela Don Pedro, empurrando na contra-mão sem entender muito bem. Vinham de São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Campinas, Santos, Guarulhos, São Roque, Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Mogi das Cruzes, Osasco. 


As 10h passei as instruções, pesando novamente na questão da segurança, e partimos. O caminho era fácil: cinco retas retas e lá estávamos - Av.Nazareth, Gentil de Moura, Anchieta, Índio Tibiriçá e Estrada Velha do Mar. Tudo calmo, sem pressa, orquestrado e bem tocado. Foi meia hora de pista livre até a entrada do centrinho do Riacho Grande. No caminho outros nos esperavam, como o Everton, que mora pertinho da Rodovia, e o Delacorte com a Karla, que haviam subido de Santos. Abastecemos e fizemos uma mula de meia hora no posto, até que o restante nos encontrasse: o Caio Cesar e o Flavio Gomes com a Marília. Uns abasteceram, outros pediram um café, e as 11h30 retomamos a estrada. 


A Índio Tibiriçá nos agraciava com sua natureza cheia, as águas da Represa Billings, as pontes, a vida local. O acesso para o ABC faz dela um movimentada estrada, com lombadas e radares eletrônicos. Eu ia na frente, sempre de olho na rabeta do comboio, procurando ditar o melhor ritmo conforme a situação. Hora alguém assumia e repetia o gesto, como fez Marcelo Santana. E foi numa dessas que, conduzindo a tocada, Delacorte nos levou para o fim da linha. Tem uma hora que a pista acaba para os veículos, até mesmo para as bicicletas, e dali em diante só é possível seguir a pé - a Estrada Caminhos do Mar foi fechada em 1985 por se tratar de um patrimônio histórico pioneiro de muita coisa na formação do Brasil. Então paramos as motonetas no acostamento e pisamos na estrada para a foto oficial. Coisa rápida. Aí no caminho a gente passou por um misterioso vespista desavisado (ou nem tanto) que parecia estar pescando ali no seu sossego. Dado curioso. E em questão de quinze minutos chegávamos ao incrível Restaurante Flutuante Netuno














Acho que o grande barato desse encontro foi o restaurante flutuante. O Netuto está lá desde 1976 sob as vistas do "capitão" Sr.Mauro Conti e família. Trata-se de um velho barco de dois andares da década de 30 guardado discretamente na margem do quilômetro 35. Ele tem capacidade para 150 pessoas: 110 no salão e 40 no convés. Ou seja, a vista privilegiada ficou toda pra gente. Lá em cima a brisa boa, parte sombra, parte sol. A staff estava preparada pra gente. Pontual e saborosos, os pratos subiam pela escada estreita a todo momento, a maioria feito de peixe, arroz e saladas. Tudo o que víamos era agradável demais: de um lado aquela natureza maravilhosa, do outro as nossas motonetas brilhando na terra. Passamos duas horas e meia inesquecíveis lá em cima, no melhor dos climas, bem como as coisas têm que ser. Nesse meio tempo alguns amigos chegaram, outros partiram, em duplas ou grupos menores. As 15h os últimos partiram, com o aroma, o sabor e as cores da mais afiada das Giratas D'Inverno. 


E vale deixar registrado aqui o nome de todos: Fidelis, Vitor Hugo, Delacorte e Karla, Reginaldo e Rose, Marcelo Santana, Everton Mendes, Samuel Charelli e Illa, Koré, Diogo Reis e Marli, Guilherme Rocha, Vanessa e Nano, Sr.Artur Biscaia, Caio Cesar, Guilherme Castrezana e o pai Antônio (e o primo), Leo Russo e família, Sr.Daré, Sr.Laercio, Cid, Fabrice e Roberta, Tatu e Adriana, Dário e Carolina, Luciano Spina, Deccó, Pastorelli, João, Daniel,  Alex Monteiro, Eliseu Beneti e esposa, Robson, Érico Brenha, Flavio Gomes e Marília, Paulo De Vito, Marcelinho, e um dos principais responsáveis pelo sucesso desse evento: Carlos Volpato. Tem mais alguém aí, e que me perdoe o esquecimento. Com muito orgulho e satisfação, em nome da Scooteria Paulista agradeço a cada participante dessa terceira Girata D'Inverno. E vale dizer que a gente quer mais amigos perto, gente correta, de boa vontade, afim de viver em Vespa e em Lambretta ao nosso lado. Fiquem atentos na nossa página no Facebook para as chamadas relâmpagos, confraternizações abertas, nossa Sede. E nunca se esqueçam de serem mais legais e compreensivos uns com os outros!

Por Marcio Fidelis
Fotos: Rose, Fidelis e instagrams: web_guiba + samuelcharelli

Leia também:
Relato do Tatu Albertini.
Relato do Flavio Gomes.

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