Últimas Imagens

sexta-feira, 6 de março de 2015

VI ENCONTRO NACIONAL - TAPEJARA (RS)

O VI Encontro Nacional de Vespas e Lambrettas em Tapejara (RS) foi incrível. O evento reuniu mais de cem motonetas de RS, SC, PR, SP, Paraguai e Argentina. E claro que não poderíamos ficar de fora dele. A SP estava lá, representada pelos figuras Raphael Favero (S.Paulo), Rafael Assef (S.Paulo), Gabriel "Vesparock" (Ferraz de Vasconcelos), Gustavo Delacorte e Karla (Santos) e Reginaldo Silva e Rose (S.Paulo). O evento foi um êxito, com mais de cem motonetas e participações internacionais, mostrando mais uma vez que o Estado do Rio Grande do Sul é um forte celeiro da cena nacional de fato. Registramos a nossa participação e colaboração para mais essa empreitada dois-tempista, nas palavras dos Rafael's Favero e Assef e Delacorte em itálico.


SÁBADO 
Quando chegamos na borda de Tapejara paramos as Vespas num recuo de firma e nos abraçamos. Andamos mais uns metros e paramos num posto BR, quando nos apontaram para a direção do evento. Chegamos as 18h30, e já no portal do evento a recepção era das mais calorosas.  A alegria dos Tapejaras era imensa ao nos ver. Eles não estavam acreditando que íamos rodando, assim como outros tantos conterrâneos. Eles nos conheciam do Encontro Nacional de São Paulo, de onde nutrimos uma amizade. E quando entramos na tenda tudo virou festa, junto aos estrangeiros amigos que nos aguardavam: Nano Aliaga, Christián Orellano, Jorge Colman e Diego Lopez. A primeira coisa que tínhamos que fazer era procurar pelo Rafael Dallagasperina, que havia combinado com o Delacorte que a SP se hospedaria em sua casa, Sede dos Lambreteiros Tapejara.  Por lá acomodamos nossas bagagens dentro das barracas. 

Assef, Gabriel e Favero

Já em Tapejara não foi difícil encontrar a praça onde o evento se concentrava. Assim que chegamos, eu e Karla, avistamos diversas motonetas estacionadas mas quase ninguém por perto... logo descobrimos que todos estavam em um almoço 2 km mais a frente. Fomos direto para lá, estacionamos a nossa vespa guerreira viajante e demos um sonoro oi para todos, a começar pelo japonês Ito, do Vesparaná, que no dia anterior chegou a oferecer ir até São Cristóvão do Sul, onde ficamos na noite anterior com problemas no pneu traseiro: "JAPONÊS!!!", gritei. O salão todo virou as atenções para nós e fomos calorosamente recebidos pelo pessoal dos diversos clubes presentes. Com um mix de entusiasmo por finalmente ter chego na cidade e estar reunido com a galera, e fome, logo tratamos de fazer nossos pratos e almoçar, afinal mais alguns minutos e o pessoal já partiria de volta para a praça, onde de noite aconteceria uma grande festa que eu estava muito afim de ir... e perdi! Depois do almoço fomos para o QG dos Lambretteiros Tapejara para montar a nossa barraca, tomar um banho e nos acomodarmos. E nos acomodamos muito bem, tanto que deitamos para tirar um cochilo e acabamos dormindo demais e perdemos a festa! Uma pena, temos certeza que foi muito boa porque quando a galera dos clubes se reúne para fazer festa é sempre ótimo.

Leo, Delacorte, Danilo, Assef, Nano e Karla

A noite fomos para um moinho de trigo convertido num bar. Todo mundo com suas motonetas, e as crianças dos Tapejaras por lá, no uniforme branco e azul. Estávamos bastante cansados, e naquela noite sentimos o frio gaúcho. Perto da meia-noite chegou o Reginaldo e a Rose. Tomamos umas brejas e fechamos o sábado esgotados.


DOMINGO

Cedo o pai do Rafael, o sr.”Mucha”, nos levou pra conhecer mais do seu acervo em sua casa: um FNM, um Alpha Romeo; nos mostrou a cozinha que antigamente era o quintal aonde ele fazia funcionar a sua primeira Lambretta Standard D (azul).

Com o comboio reunido na praça partirmos para o CTG, Cento de Tradições Gaúchas, aonde almoçamos. Rolou um discurso. Todo Encontro Nacional tem o seu momento de desabafo e decisões coletivas, e nesse algo diferente se passou: a maioria dos clubes se manifestaram pelo fim do falatório e picuinhas inter-clubes promovidos nas redes sociais e visitações. Ali contamos 80 motonetas reunidas, e experimentamos a cerveja Polar. Foi um grande momento. De lá partimos para a Igreja da cidade de Ibiaçá, aonde fizemos a foto oficial do encontro - no topo desse post. Também passamos na Igreja de Tapejara.

Notícia: Nano, El Chila, Christián, Colman, Favero
A noite voltamos para a “arena”, que funcionava como uma central do evento. Na verdade essa base nunca parou de funcionar, as motonetas saiam para passear mas ficava ali duas barraquinhas de mercado de pulgas. Tinha uma barraca da APAE com pastel, cachorro quente, cerveja e chopp. O palco ficou armado, com um DJ tocando algo. No portal do evento ficava a equipe dos Lambreteiros Tapejara, aonde vendiam convite, combos, camisetas, bandanas etc. O Gabriel, o Assef e eu fomos descansar na barraca. As 19h30 voltamos para a festa, aonde foi uma loucura que só. Rolou uma premiação para os participantes por méritos pelos feitos. E a festança toda não parava.

Eu curti a festa até "a última ponta". Pulamos, dançamos, confraternizamos, lanchamos, bebemos ao som da banda The Travellers, e outra que não lembro o nome. Numa lanchonete a metros do evento passamos o restante da noite com uma galera, diante do acampamento dos Herdeiros do Passado e Vale dos Sinos SC, no Paulo Motos. A turma fez um puta fervo ali perto, que perdemos por vacilo. Nisso apareceu o Pedro Alejandro, o argentino lambreteiro, estava balançando de ébrio, com uma garrafa patche cortada na metade, com fernet e Coca. Delacorte encontrou o cara perdido na cidade.


SEGUNDA-FEIRA
Muita gente já tinha ido embora quando o dia nasceu. O ônibus do Clube da Lambretta de Santa Catarina já tinha ido. A gente foi para um posto na estrada, numa churrascaria, aonde os preços eram "quase de graça" e a comida muito boa (por 15 Reais). O evento já tinha esvaziado, mas a programação seguia de pé. Reginaldo e Rose visitaram uma fábrica de doces e chocolates da cidade. A tarde fizemos um rolê pela cidade, suave, por Tapejara. No fim de tarde voltamos para a tenda, a base do evento, debaixo de um tremendo e irreconhecível calor gaúcho. Nisso o Ito teve a idéia de fazermos uma gincana. Pegaram cones, pegaram tinta e giz, e fizeram um circuito com diversos desafios. Essa segunda-feira foi show! A noite, depois de desabrigado um dos campings, fizemos um churrasco seguido da premiação da gincana. Eu fui novamente ao microfone em nome da Scooteria Paulista. Reconhecemos e registramos também que as mulheres de Tapejara estão de nota mil. São muito trabalhadeiras, e não deixaram faltar nada, traziam arroz, farinha, farofa, salada, tempero, além de também cuidarem do churrasco enquanto os rapazes trabalhavam na programação. No meio da noite saímos para passear pela cidade; visitamos uma casa noturna, e rapidamente voltamos pro alojamento, cansados, para matar mais uma latas de Polar.

Tiramos o dia basicamente para descansar. Pela manhã, a maioria dos presentes já estava de saída. Continuamos pela área junto com os amigos de Santa Maria, Curitiba e, é claro, Tapejara (se me esqueci de alguma outra região, me desculpem pela falta de atenção).  De tarde, fomos surpreendidos pelos Tapejaras. Eles improvisaram um circuíto para uma gincana, com tiro ao alvo com dardos, bilboquê, perna de pau, zigue-zague e chute ao alvo com uma bola. Foi muito legal! Raphael Assef e Reginaldo Silva trouxeram pra SP os prêmios de primeiro e segundo lugar. 


Muito obrigado Lambreteiros Tapejara, e ao Joilson Schmidt, que foi o nosso guia e amigo durante esses três inesquecíveis dias de Tapejara. Valeu a todos os clubes e participantes. Até o Curitiba em Vespa e Lambretta então... 

Um comentário:

Anônimo disse...

É dar orgulho! Muito legal.