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sábado, 31 de janeiro de 2015

VII SÃO ANIVESPAULO - Relato #3

O VII São Anivespaulo foi inesquecível, a boa vontade e um desejo preso em nós por união fez dessa sétima edição a melhor de todas. 123 motonetas de um monte de cidades vieram, e todas elas rodando, e deram o ar da graça ao ar da mais cinza das cidades, divertindo as ruas com suas cores, pilotos e motores. Nas redes sociais todo mundo posta e compartilha fotos, vídeos e os comentários mais legais sobre o evento. E em seu blog o jornalista, lambreteiro, antigo-mobilista e aventureiro dos veículos históricos Flavio Gomes escreveu tudo isso logo abaixo.



"SÃO PAULO (é o cara) – Marcio Fidelis é um jovem que gosta de motonetas e rock’n’roll. E de São Paulo. Esse moço reuniu, domingo passado, 123 vespas, lambretas & similares para um passeio pela cidade. Foi a sétima edição do “São Anivespaulo”, nome que ele criou juntando aniversário, Vespa e São Paulo.
(Uma explicação. Vespa e Lambretta são marcas, devem ser grafadas com maiúscula. Mas vespa e lambreta são termos já incorporados ao idioma, como gilete, miojo, chiclete, cotonete, jipe, tefal e catupiri. Portanto, me deixem escrever vespas e lambretas quando achar que devo, e Vespa e Lambretta quando assim convier.)
Não é só um passeio. É um manifesto. Um manifesto de uma molecada (alguns nem tão moleques assim, eu inclusive) que se recusa a ser medíocre. Que quer viver, nem que seja por algumas horas, como se vivia aqui nos anos 50 e 60. Passeando, sorrindo, namorando, ouvindo música.
Fidelis lidera a Scooteria Paulista, um grupo sobre o qual já falei aqui várias vezes. Sem grana, sem tempo, mas com uma paixão encantadora.
E por isso ficamos encantados, todos nós que colocamos nossas motonetas na rua (desculpem, “scooter” é o cacete) domingo, saindo da Vila Mariana (em frente ao Veloso, melhor bar da cidade), pegando a Vergueiro, passando pela Paulista, descendo a Augusta, cortando a Avanhandava, e depois o Centro, Copan, São Luiz, Edifício Itália, Biblioteca Mário de Andrade, Theatro Municipal, Viaduto do Chá, Pátio do Colégio, Praça da Sé, até estacionarmos todos no Edifício Martinelli, primeiro arranha-céu de São Paulo.
Subimos ao topo, vimos nossa cidade do alto, depois fomos até a São João, a um prédio construído em 1939 que virou cena cultural, teve nhoque, rock, e sorrisos, muitos sorrisos.
123 motonetas, vindas de longe, de perto, de todos os lados. Pipocando seus motores, deixando para trás o perfume do óleo dois tempos, e mais sorrisos, muitos sorrisos, de todos que nos viram e para nós acenaram, e nos fotografaram e filmaram.
Sim, hoje a gente é filmado e fotografado o tempo todo, ainda mais quando se sai por aí em bando montando vespas e lambretas. Não faz mal. Essa gente dois-tempista ter orgulho de ser o que é.
Os primeiros relatos de quem participou já estão pingando no site da Scooteria. O texto do Fidelis é minucioso e delicado. Mas, sobretudo, fiel ao que somos: um bando de apaixonados. Nem todo mundo entende essa paixão por algo como uma motoneta, mas não faz mal. Se apaixonar é bonito. Nossos sorrisos não mentem."

Do post original:
http://flaviogomes.grandepremio.uol.com.br/2015/01/viva-a-sociedade-dois-tempista/

Acompanhe a partir daqui o seu trabalho: http://flaviogomes.grandepremio.uol.com.br

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

VII SÃO ANIVESPAULO - Relato #2

O VII São Anivespaulo foi inesquecível, a boa vontade e um desejo preso em nós por união fez dessa sétima edição a melhor de todas. 123 motonetas de um monte de cidades vieram, e todas elas rodando, e deram o ar da graça ao ar da mais cinza das cidades, divertindo as ruas com suas cores, pilotos e motores. Nas redes sociais todo mundo posta e compartilha fotos, vídeos e os comentários mais legais sobre o evento. Agora é a minha vez.


VII SÃO ANIVESPAULO
por Marcio Fidelis

9h da manhã de um domingo diferente. Era o aniversário de São Paulo, sétimo São Anivespaulo, o evento mais sagrado do calendário da SP. Os santos conspiravam ao nosso favor, e deram um lindo céu azul para aquele inesquecível retrato nas alturas. Foi uma hora e quinze minutos de concentração, escondidos atrás da caixa d'água da Vila Mariana. Vespas, Lambrettas e Bajaj's chegavam de todos os cantos, de diversas cidades, do ABC, Guarulhos, Osasco, Santos, Ferraz de Vasconcelos, São Sebastião, Campinas, Valinhos, Ribeirão Preto, Taboão da Serra, Americana, Mauá, (etc etc) e claro, São Paulo. Fotógrafos independentes e câmeras do rock'n'roll andavam entre nós registrando tudo, maravilhados com o que viam. E da maneira mais raçuda fizemos. No grito, sem polícia ou política, reunimos 123 motonetas ao todo, quase todas elas nas ruas, nos modelos PX200, 150 Super, Sprint, Originale, M3, M4, LI, LD, Cynthia, Xispa, BR Tork, etc. Consegui cumprimentar quase todos, enquanto entregava em mãos cartões postais e adesivos. Conosco a equipe de filmagem da Crasso Records com três câmeras captando tudo, também fotógrafos independentes e "instagramers" alucinados. No grito reunimos a tropa perto de algum teco de sombra e passamos algumas instruções de trânsito. Nessas, fiz um pedido que soou estranho e virou deboche (também, por que será?): "pessoal, vamos tentar ser discretos". Na ponta dos dedos ligamos os motores. "Tudo pronto? Simbora SP".


E começava a sinfonia das bielas, o balé dos chassis de ferro rumando à Avenida Paulista. Delacorte ia pra ponta controlar a velocidade da locomotiva. Favero ia pra contenção. Guiba levava o terceiro rádio da Staff. Koré e Russo levavam os câmeras para todos os ângulos do comboio. Stofaleti dessa vez ia na garupa da garota, filmando motos, rostos e edifícios. E tudo fluía em harmonia. Todos riam e se divertiam, em comunhão pelo santo dois-tempista São Anivespaulo. Foi lúdico, surreal, que misturado ao sol que São Pedro Lambreteiro nos dava de presente, eu diria que foi a pintura que Salvador Dali não fez.















E vinha a Avenida Paulista, com carros, motos, pedestres e ciclistas ao nosso redor, dobrando pescoços, desmoronando seus queixos. Voltávamos aos bons tempos com o Conjunto Nacional à nossa esquerda, e numa delirante busca pelo passado entramos na Rua Augusta. Stofaleti, que havia desenhado o roteiro pela Consolação, veio voando para a ponta. A partir daí o tropeiro foi ele, na garupa da esposa Debora, filmando aquele que seria o vídeo mais compartilhado das redes sociais. Lá embaixo entramos na Avanhandava e baixamos o ritmo para aglomerar o comboio. Juan e Animal ajudavam a guiar a tropa. Aliás, muitos faziam isso, só não me lembro quem pois tudo era urgente, frenético, e quando nos demos conta o Copam estava ao lado, e o Edifício Itália. Invadíamos a zona dos velhos prédios, da São Paulo clássica. E o trânsito colaborava, o paulistano estava de bem com a cidade. Veio a biblioteca Mário de Andrade, o Theatro Municipal, o Viaduto do Chá, a Prefeitura de São Paulo. Lado a lado os edifícios São Paulo e Banco Mercantil Finasa pareciam que estavam nos esperando há algumas horas. Também o CBI Explanada refletindo a luz do sol. Era muito mágico, os prédios pareciam se mexer, e nos cumprimentavam, esses gigantes cicerones. Dali em diante fizemos valer a expressão “vai pela sombra”: as construções do tempo escondiam o sol da gente. Adiante, a Praça da Sé se preparava para uma festividade, e ali represamos novamente o comboio. Em poucos minutos passávamos pelo Páteo do Colégio, marco inaugural da cidade. E finalmente, com a tropa completa, chegamos ao Edifício Martinelli. No improviso consegui um esquema de estacionamento ao lado – no improviso porque é muito difícil encontrar no Centro um estacionamento que receba motocicletas e afins. Convenci os funcionários dessa maneira: “olha ali na curva, tá vendo aquele pelotão descendo? A gente vai invadir o seu estacionamento agora, e ninguém pode controlar isso. Fecha um preço agora e te daremos paz”. E assim pudemos guardar as centenas de motonetas num lugar seguro e exclusivo, evitando aquela chatice de carregar capacetes e malas elevador acima. Fernanda Borges agilizava a lista de visitantes do edifício, enquanto eu voava de detalhe em detalhe. E esse foi o dia em que o comboio virou passeata. Vamos ver mais fotos...

Um monte de fotos do Maurício Constantino - CLIQUE AQUI

Pelos elevadores da história subimos o evento ao topo do Martinelli. Sua história é fantástica, e todos os funcionários de lá trabalham com amor, num amistoso clima que não se vê nessa cidade desde o tempo dos nossos pais e avôs. A poucos metros estava o Banespão (Altino Arantes), como se pudéssemos tocá-lo. Também o Conde Prates de um lado, e o Banco do Brasil de outro. Aquilo era o céu, lugar para onde as pessoas boas vão depois que morrem. E como compor uma pintura viva, a foto oficial desse encontro parece um prenúncio do ano que viveremos nessa cena 2T paulista: todas as idades, cidades, clubes, e amigos que se importam e nutrem altruisticamente a cena paulista, essa que insistimos há anos em amar com todo o ódio, e a odiar com todo o amor – não é assim Tom Zé? O tempo urge, vamos celebrar!


Bem, tínhamos que voltar à Terra, as nossas motonetas estavam num estacionamento escuro, e uma festa estava preparada para os anjos caídos. Em blocos tocamos para a Trackers, a menos de um quilômetro dali, no Largo do Payssandu, ao lado da Galeria Olido e da Galeria do Rock. Rubinho saiu em disparada para abrir as portas do estacionamento do prédio aonde faria acontecer o segundo tempo do evento. Guardamos as motonetas com segurança e um pouco de caos também. Mais amigos chegavam em em dois tempos para a festança, outros já estavam lá. Acho até que ao todo tivemos algo como 130 motonetas participantes. Mas ficamos no 123 que é uma bela sequência. A Trackers na real é um projeto cultural e escolástico aonde funciona muitas ideias malucas e pioneiras em arte, música, tecnologia e cultura juvenil. O prédio se chama Edifício Vitória, e foi inaugurado em 1939, tendo abrigado inúmeras empresas da área de diversões. (Vale lembrar que outrora aquela era a região dos circos, cinemas e cafés). Assista ao vídeo das motonetas no estacionamento, ao som da minha banda W.A.C.K. (Skin Ska Reggae):


Lá em cima o Julião discotecava “inconsciente" seu velho punk rock, enquanto o Pastifício Primo servia saborosas porções de nhoque com molho e parmesão. Tudo da melhor qualidade e a um preço excelente e exclusivo para o evento. Ivan Bornes e Nivaldo trabalhavam a mil para servir aquele monte de barrigas d'água esfomeados. Fiquei de conseguir alguém para ajuda-los, e não consegui ali diante de mais mil detalhes. E mesmo atribulados foram primorosos. Destaque total para a performance dos caras. Aliás, vale comunicar e registrar aqui que ao final do almoço, Ivan, proprietário da rede Pastifício Primo, me entregou um pacote e disse: “metade do que vendemos hoje estamos doando para a Scooteria Paulista”. Ou seja, mais de 600 Reais para essa sociedade dois-tempista sem fins lucrativos. Existem níveis diferentes de se apoiar uma causa, o do Primo conosco é de nível “hard”, e fazem porque acreditam na gente, acreditam nos movimentos culturais, conhecem as ruas, amam as motonetas clássicas, a cultura italiana, e são verdadeiros em tudo o que fazem. O Pastifício Primo completa cinco anos nesse sábado, e vai ter piquenique na praça, cheque o site e participe. Falaremos mais deles no decorrer dos dias, e dos anos.

Pastifício Primo

E a festa seguia recebendo mais e mais amigos, a pé ou com seus diversos veículos. No miolo da tarde sobe no palco o conjunto de ska/reggae Marzela, com nosso amigo da casa Rodrigo Sonnesso no contra-baixo. Junto com os caras a Crasso Records em três câmeras registrava tudo para o futuro vídeo-clip da banda. (Diga-se de passagem que esse material volta para o nosso acervo). Um baita show, cheio de energia, surpreendendo muita gente. Não nos aguentamos, o Animal Taylor e eu, tocamos o puteiro e aceleramos as nossas Vespas lá dentro, e a turma rachava o bico. Aliás, diga-se de passagem, alguém aqui já apostou corrida de Vespa no terceiro andar de um prédio? Pois rolou...



Na sequência entrou o Modulares, o único conjunto Punk Mod que reconheço em toda a América Latina. São performáticos, expressam a urgência da cidade, a raiva contida no jovem. Duas guitarras se duelam enquanto o Barbosa chuta tudo na bateria. E o Gabriel na ponta dos dedos dava o ingrediente final para o dançante baile dois-tempista.  Dado momento Jun Santos me chama pra cantar o tema “Na Contramão”, e cantei, do jeito que eu vivo: “Muitos se incomodam por eu ser assim / Não adianta colocarem a culpa em mim / O problema não é meu, eu não estou nem aí / Esse mundo ao meu redor é que não é tão bom assim!!!”. Acabou a música não me aguentei, chamei o Animal Taylor, pegamos nossas Vespas e esfumaçamos o fim do show, acelerando “até abrir o retentor”. Que dia!!!


Nas pick-ups Everton Mendes revelava para a categoria uma outra subcultura de muito apreço para nós: o chamado "espírito de 69". São as referências da música jamaicana que ao chegarem na Inglaterra na segunda metade dos anos 60 deu origem ao estilo e movimento Skinhead – sim, esqueça o que você (não) sabe sobre esse crucificado estilo de vida. Também não vou ficar explicando isso aqui. E todos dançavam no ritmo da Northern Soul e da Rocksteady Music, coroando o evento do jeito que gostamos de fazer. Mais tarde Rubinho Peterlongo tirou os discos da sacola e fez do fim de tarde um ambiente onírico, numa trilha sonora nunca antes ouvida, trazida de suas viagens para lugares estranhos. Sei lá, muito free jazz com efeitos e instrumentos inusitados, que ia do fuzz ao xilofone.
E a noite caía na Avenida São João. Aos poucos a casa esvaziava, os resistentes se embriagavam, o volume aumentava, e a festa prosseguia. Era meia-noite e não queríamos ir embora, estávamos em 20 ou mais. 

Enfim, do mesmo jeito que queríamos viver esse dia de São Anivespaulo eternamente, minha compulsão é ficar aqui escrevendo cada detalhe e sentimento vivo nessa comunhão. Mas é isso, foi isso, ficamos por aqui. Não sem antes agradecer e deixar registrado a importância dessas instituições nos bastidores desse VII São Anivespaulo: PASTIFÍCIO PRIMO, TRACKERS, FREE WILLY MOTO PEÇAS, EMPÓRIO MOTONETA, CRASSO RECORDS, MDZ TATTOO BOOKS e EDIFÍCIO MARTINELLI. Um enorme abraço a todos os participantes desse que foi o melhor encontro em giro já organizado por nós, a Scooteria Paulista. Peço desculpas pelos esquecimentos nesse relato. Darei um acabamento nisso nas próximas horas ou dias. 

Aos participantes que queiram se tornar membros da SP, chegue mais perto, fale conosco, a gente não morde. Basta ser honesto e ter respeito pela casa. Nós somos aqueles por quem sempre esperamos. Com muito orgulho e emoção, o nosso muito obrigado.


Membros da SP presentes nesse dia: Marcio Fidelis, Leonardo Russo, Gustavo Delacorte, Everton Mendes, Fernanda Borges, Artur Biscaia, Raphael Favero, Rodrigo Sonnesso, Guilherme Rocha, Vitor Hugo, Rafael Assef, Luis "Koré", Sergio Andrade, Adriano Stofaleti, Rosa Freitag, Reginaldo Silva, Diogo Reis, Daniel Turiani Taino, Afonso Antunes, Luciana Silva, João Macruz, Laercio Rodrigues, Gabriel "Vesparock", Marcelo Santana, Hernán Rebalderia, Fabio "Much", Emerson Mestrinelli, Guilherme Castrezana, Aurélio Martimbianco, Edelcio Pasqualin .

Fotos: Maurício Constantino (P e B), Dário Oliveira (com marca d'água), Davilym Dourado (indoor foto e vídeo) e "Instagramers" com a tag #scooteriapaulista

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

VII SÃO ANIVESPAULO - Relato #1

O VII São Anivespaulo foi inesquecível, a boa vontade e um desejo preso em nós por união fez dessa sétima edição a melhor de todas. 123 motonetas de um monte de cidades vieram, e todas elas rodando, e deram o ar da graça ao ar da mais cinza das cidades, colorindo as ruas com suas cores, pilotos e motores. Nas redes sociais todo mundo posta e compartilha fotos, vídeos e os comentários mais legais sobre o evento. Um deles foi do amigo campineiro Tatu Albertini, do Motonetas Clássicas Campinas, que puxou uma bela tropa caipira na Anhanguera.


SÃO ANIVESPAULO !
por Tatu Albertini

Depois e 3 tentativas frustradas de participar desse evento da Scooteria Paulista, pois sempre caía num dia de semana,esse ano consegui participar de um .Já tinha visto vídeos e comentários dos anteriores ,que só me enchiam de vontade ,mas ,tudo tem sua hora e essa hora chegou esse ano. Na noite do dia 24 ,tive o prazer de receber em casa ,os amigos Antonio Carlos Mattioli , Gustav Ferrer e seu amigo ,que vieram rebocados até Campinas ,para saírmos em comboio rumo a capital.Depois de descarregar as danadas e uma boa prosa fomos tentar descansar as carcaças.6:45 hs o despertador tava marcado ,mas o Matiolli já tinha pulado da cama e eu tambem ja estava fritando na minha ,acordado desde a alvorada que é sempre linda da janela do meu mezanino. Café da manhã tomado ,tererê preparado e bóra pegar o caminho aé o ponto de encontro ,para variar um pouquinho já estávamos atrasados,na subida pro Anel Viário vejo o que parecia ser uma scooter adiante ,imaginei que seria mais algum para o grupo ,mas ao chegar perto notamos ser uma Lead cor de rosa com um senhor de quase dois metros em cima ,por isso talvez a mesma estava tão lenta na subida. Ao chegar no Posto Saci , Adriana Frias , Alvaro Mantovani e Ricardo Moreira já estavam nos esperando, vimos que pelo horário mais ninguêm mais viria e saímos em 5 motonetas num ritmo tranquilo pela Anhanguera. Já perto da capital notei que La Motita perdeu a marcha lenta provavelmente por causa de algum cisco, na entrada da Marg.Pinheiros o Gustav assumiu a ponta do comboio pois ele já tinha morado na capital e apesar de ter feito um caminho muito louco e La Motita morrendo a cada semáforo chegamos na Caixa Dágua da Vila Mariana exatamente as 10hs, horário programado para a saída sem atraso.


Ponto de encontro lotado ,coisa linda de se ver e Marcio Fidelis já passava contando as motonetas, enquanto já cheguei pensando apenas em limpar meu gicle para não sofrer no passeio ,em vez de cumprimentar os amigos. Gicle limpo e agora dava tempo de cumprimentar os que estavam mais próximos,mas não muitos, pois o comboio já estava sendo formado para a saída e alguns outros fui cumprimentando no caminhar do grande enxame. A clássica passagem pela av.Paulista e a descida pelo lado pobre da Augusta não podiam faltar, muito menos uma Vespa com placa amarela no rolê, no final da Paulista entramos numa ruinha a direita, ruinha linda que sempre vejo ao passar de carro mas nunca entrei ,lindas casas assobradas que viraram quase todas restaurantes e voltamos a boa e velha Augusta, e vamos ao centrão da capital, Teatro Municipal, Copam, Pátio do Colégio e demais lugares lindos que meu caipirismo e falta de memória não vai lembrar nem reconhecer,até chegarmos no tal Edifício Martinelli, estacionamos e fomos a aventura da subida ,corredores amplos ,espelhados e iluminados por lindos lustres de cristais,pena não ter os antigos elevadores que provavelmente deveriam ter aquelas portas ventiladas de ferro.














Ao chegarmos no 24°andar ,subimos mais 2 andares ,de escadas mas não encontramos nenhum dos dois ilustres fantasmas moradores desse edifício e encontramos um belo jardim suspenso no lugar dos lustres,ao sair para a cobertura é que pudemos contemplar a maravilhosa vista do edifício , de um lado o Pico do Jaraguá ,Serras do Japi e Cristais,do outro lado , prédios e mais prédios da capital dos arranha céus,que vista maravilhosa, fora o bar que tem lá em cima ,que deve ser frequentado apenas por poucos bom pagadores e o tal 27° andar ,a casa do Martineli,que dizem ser cercada de virais maravilhosos, que está fechado para restauro a mais de 10 anos disse nos a ascensorista. Discurso ,foto oficial e bóra descer pois tinha mais uma grande quantidade de turistas querendo desfrutar do mesmo prazer que estávamos desfrutando. 


Saímos rumo a mais um pouco de passeio e parada no ponto final do encontro, a Trackers , situada ao lado do Santuário ,Galeria do Rock, garagem reservada para nós e subimos rumo a um dos picos mais interessantes que estive na minha vida de submundo do rock alternativo. Cara , que pico insano ,um andar inteiro do prédio ,paredes grafitadas ,cada cômodo um espaço distinto ,área para shows,uma vista bacana na varanda e as maravilhosas placas vermelhas as portas ,que me atentaram muito de levar uma delas embora escritas :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESÁRIOS DA DIVERSÃO. E como me diverti lá dentro hem.Mesmo não tendo ficado até o final . O Pastifício Primo estava lá com um restaurante móvel servindo um Nhoque espetacular ,os DJs apavorando na trilha sonora ,pebolim ,conversas sinceras,sorrisos no rosto ,diversão e rock´n´roll e em dado momento vejo o ilustríssimo Senna passando pela rua ,chegando tarde pois não nos deu a honra da sua presença no passeio.A galera de Ribeirão precisava voltar e se uniram ao Ricardo e Alvinho na tocada de volta,enquanto eu e Adriana ficamos ,pois ficaríamos por lá curtindo mais um pouco ,mesmo saindo antes dos shows que faziam parte da programação .Modulares já conhecia mas infelizmente deixei de conhecer o Marzela,mas oportunidades não faltarão.
De lá fomos ao Largo do Batata ,se perder um pouco nas ruas da capital ,encontrar uns amigos e assistir uns shows,conheci umas 3 bandas novas e interessantes ,O Lendário Chucro Billy Man ,fez um senhor show em cima de um pallet e com apenas uma caixa de som ,e no meio do show do Nação Zumbi ,São Pedro Lambreteiro tava iluminado os céus na festa de São Paulo ,passamos a mão em La Motita e antes da meia noite chegamos em casa eu e Adriana ,quebrados ,porêm extremamente realizado e cheios de cultura ,e olhares lindos e novos para podermos contemplar na memória.

Scooteria Paulista, parabêns pelo empenho ,união ,carinho e capricho que vocês fazem seus projetos.


(Fotos por Maurício Constantino, Tatu e Instagram com a #scooteriapaulista, use em 2Tempos).

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

VII SÃO ANIVESPAULO

Todos se preparam para mais uma homenagem à capital paulista. Vespas e Lambrettas por entre arranha-céus e edifícios da cidade grande. Dois-tempistas radicais se reúnem às 9h na Caixa D'água da Vila Mariana, amigos em geral se reúnem as 13h no Largo do Payssandu. Um evento em 2 Tempos:


Clique na imagem do cartaz ao lado e acesse todas as informações sobre o evento. --->

PS: Da imagem acima, é uma foto da foto original, de um comboio paulistano de Lambrettas da virada dos anos 50 para os 60.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

VII SÃO ANIVESPAULO - Da Festa

A sétima edição da nossa homenagem para São Paulo será em dois tempos: encontro e giro pela manhã, seguido de festa com cantina italiana e música. Essa segunda etapa começa as 13h e termina as 18h, no térreo do edifício TrackerTower, no Largo do Paissandu. E será aberta a todos: amigos, amigos de amigos, pedestres, extra-terrestres, vindo com veículos em geral. A entrada nesse caso será de 5 Reais, com direito a um adesivo do evento. Segue as informações da festa:


9h - Concentração na Caixa D'Água da Vila Mariana (R.Conceição Veloso, 54, quase esquina com a Rua Vergueiro). Somente para Vespas, Lambrettas e Bajaj. Ou scooters realmente de idade, com motores 2 Tempos e câmbio manual. Por favor respeitem a nossa condição. Mas também abrimos uma parte do evento para os proprietários de outros veículos em geral, então com qualquer outro tipo de scooter, motocicleta, carro, bike, skate, helicóptero, disco voador, pode chegar pro fest. Segue:

SÃO ANIVESPAULO FEST

13h no térreo do edifício TRACKERS (próx. Avenida São João, 473, no Largo do Paissandu). Tarde de música, exposição das motonetas, convivência, e cantina. Daqui pra baixo:


Cantina italiana do Pastifício Primo


MARZELA
15h - Show dessa incrível banda paulistana. O quinteto tem influências de ska e early reggae, com bastante melodia e backing vocals. Muitos vespistas por aqui consideram esse disco uma "trilha sonora de Raduno da Primavera". As letras são cantadas em inglês e português. Rodrigo Sonnesso, baixista da banda, é vespista da casa, e junto com o sax Ícaro, toca nos Skamoondongos. Não sabemos o que significa Marzela, mas concordamos que é uma das melhores bandas que existem no Brasil. Estão com o primeiro CD em mãos, lançado pela Crasso Records (S.Paulo) no ano passado, a serem vendidos por 20 Reais. Vale lembrar que a banda filma seu novo clipe, e captará momentos do passeio, da festa e do show. Abaixo um dos clipes:


MODULARES
16h Quando vocês compartilham vídeos com lendários weekends ingleses, lotados de Lambrettas adornadas com faróis e retrovisores, então vocês devem saber do que estão 'falando', certo? Se não, preste atenção!! Modulares é a banda que mais faz pelo movimento Mod brasileiro com atitude e conhecimento de causa. O quarteto paulistano nasceu em 2007, gravaram três EP's e agora um belo compacto de 45 rotações, lançado pela Groovie Records (Portugal) e Discos Além (Brasília). Alguns vão se lembrar que em 2012 eles se apresentaram num dos nossos Scooterfests da Rua Augusta. Jun Santos é vespista de outros carnavais, guitarrista, líder do conjunto. Alguns de nós dividimos muita rua com ele e Os Tralhas Scooter Club, tempo em que o parceiro tocava nos lendários Os Migalhas e Laboratório SP. E da escola mais Punk Mod que já pode ter existido em todo o Brasil, vieram os desmembramentos mil, como o nascimento do São Anivespaulo. Modulares é uma banda forte, pulsante, guitarras pra frente e cozinha pesada. Cantam em português em quase todo o set, e numa delas "as Vespas vêm, Lambrettas vão". Tem uma entrevista esclarecedora no site Vitimas da Op Art. Cenas de um show recente: 




DISK JOCKEYS:
EVERTON MENDES - O jovem seletor, vespista, working class do ABC paulista, membro da SP, também rebatizado de Lewis Hamilton, toca uma vasta seleção de Reggae, Soul e Rocksteady, ritmos que embalaram a Jamaica, a Inglaterra, e o mundo, nos anos 60 e 70, fazendo a trilha daqueles eventos de categoria como o Isle of White, os Scooterfests mundiais, os Mods vs Rockers da vida, e outros mil organizados por crews scooterboys e clubes dois-tempistas de identidade musical.

RUBENS PETERLONGO - Rocker nos anos 80, capitão da barca Trackers (aonde acontece essa festa), lambreteiro desde muito, e professor de música digital, Rubinho faz os paulistanos voltarem ao centro velho de São Paulo, organizando eventos e festas noturnas lá pra cima. "Anivespaulista" desde o primeiro, dessa vez ele ajuda a gente na organização e toca também, com discos e compactos de Acid Jazz, Rockabilly dos 80, e latinidades dançantes.

CINTIA MASCARI - Mod de outros carnavais, DJ também, tem a sua PX andando e ameaça começar a acelerar em breve. Amiga da moçada, sobretudo aqui da casa, Cintia é residente no Garajão do Julião, que acontece ali no mesmo prédio. Nessa tarde de São Anivespaulo ela traz bagagem, recobrando a Swinging London e o saudoso Garage-Punk para escolados e descolados da classe. Quando ela toca todo mundo vai dançar, vá lá também.

MARCIO FIDELIS - Idealizador do São Anivespaulo, o presidente da Scooteria fará um set curto, com sons de SP, do passado e do presente, e uma pequena exposição de capas com motonetas.

ENTRADA: 5,00 (dá direito ao adesivo e cartão postal).
Proprietários de motonetas clássicas 2T não pagam entrada.
SERVIÇO DE ESTACIONAMENTO AO LADO.

*O São Anivespaulo chega ao fim as 18h, quando no mesmo prédio começa outra festa, mas com a mesma pegada. Portanto, quem for em uma, já sobe pra outra depois.

*Frisando que a Concentração e o Passeio Matinal (com subida no Edifício Martinelli) é 100% para motonetas clássicas de motores 2 Tempos e câmbio manual. Caso você não tenha a sua no dia, vá direto almoçar e curtir a festa as 13h no centro.

APOIO OFICIAL:

PASTIFÍCIO PRIMO (São Paulo, Sorocaba, Recife)
TRACKERS (São Paulo)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

SÃO ANIVESPAULO #7: Pelos Arranha-Céus da Cidade


25 de Janeiro de 2015
Saída 10h: Antiga Caixa D'Água da Vila Mariana (Vergueiro)
Percurso: Av.Paulista, Augusta, Centro velho.

SOMENTE MOTONETAS CLÁSSICAS DE MOTORES 2 TEMPOS !!!! 

Destino 1: Edifício Martinelli, 11h30. (Desde 1929 - subida para foto oficial na cobertura)

Destino 2: Tracker Tower, 12h30. (Desde 1939 - Avenida São João, no Largo do Payssandu) - Festa com cantina italiana, bandas e DJ's da SP.

BANDA: MARZELA.
DJ'S: Everton Mendes, Cintia Mascari, Rubens Peterlongo.
Cantina: Pastifício Primo.

Esse é um dos principais eventos do calendário nacional de motonetas. Em cada ano mapeamos os caminhos de temas com identidade paulistana, e recobramos a memória de ruas e lugares.

Para essa sétima edição elegemos o cenário pelo qual a cidade é reconhecida: OS ARRANHA-CÉUS. Passaremos por entre os mais importantes, e subiremos às alturas de dois deles, a começar pelo Edifício Martinelli, o pioneiro.

ANUNCIE:


Esse evento não tem finalidade lucrativa, assim como a Scooteria Paulista. Nosso objetivo é promover grandes encontros, agregar mais amigos à casa, preservar scooters de época, e viajar para o mais longe que pudermos com elas.

Para essa data vamos confeccionar materiais para os visitantes. Estamos ansiosos com os trabalhos. Anuncie a sua marca ou serviço no nosso CARTÃO POSTAL pelo valor de 100,00 Reais e apoie a essa homenagem à São Paulo. Seu logo vai na contra-capa do cartão, assim como todas as infos sobre o evento.

Contato e dúvidas: scooteriapaulista@gmail.com



Arte por Leonardo Russo

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

PAULO COELHO DE LAMBRETTA



Os Mansos é uma trilogia brasileira de 1973 dirigida por Braz Chediak. O filme reúne três histórias com conteúdo erótico: "A B... de Ouro", "O Homem dos Quatro Chifres", e "O Homem, a Mulher e o Etc Numa Noite de Loucuras". A segunda se passa no Bixiga, outrora um pedaço tipicamente italiano de São Paulo - bairro Bela Vista. E o "cornuto" em questão é o Armando, personagem  interpretado pelo ator, escritor e músico Paulo Coelho, que roda pelo bairro com sua Lambretta LI cansada e barulhenta. É muito divertido, vale a pena ver inteiro.

Cenas com o lambretão aos 32min54seg, aos 45min50seg, e 51min35seg.
"O Homem de Quatro Chifres" começa aos 30 minutos, e tem 26 de extensão.