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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

CAIO CESAR PELA ARGENTINA

Nas últimas de dezembro o nosso Caio Cesar tomou o caminho para Buenos Aires, onde em dado dia foi recepcionado pelos grandes parceiros Scooteristas Marginales. E ele conta aqui...


Bom Galera, chegando ao fim de uma trip que me deixou  satisfeito e acrescentou muito. Começo aqui meu relato. Final do ano, ano esse que deu o que falar heim! Depois de ter passado por tantas decepções pessoais, decidi que deveria fugir um pouco de tudo isso. Para onde ir? Não sabia. Passagens em  cima da hora que estavam caríssimas. Decidi ir para a Argentina, de ônibus, quase 3 dias de viagem, de uma maneira bem roots onde conheci amigos que serão pra vida toda e que me acompanharam durante toda a estadia em Buenos Aires. Mas vamos lá , o assunto aqui é motonetas clássicassss! Pois bem. Assim que pisei em solo argentino entrei em contato com o queridíssimo  Ariel Molfino, membro do clube Scooteristas Marginales,  que já estava sabendo da minha visita, pois havia recebido boas recomendações vindas do nosso Presidente Marcio Fidelis.  Ariel muito simpático disse que me pegaria na frente do hostel  no dia 26, às 11:30. Também entrei  em contato com Joaquim da Fonseca, integrante do clube RVA que marcou comigo numa pizzaria afim de fazermos um festejo.

Fui a loja de peças para motonetas, a famosa Macaferri. Conhecer e comprar amortecedores para o nosso amigo Tatu. Porém a missão foi abortada, pois com a alta do dólar, seria inviável para o bolso do nosso amigo. Conversei também com um  Mod, amigo do Tatu que me indicou a casa Cultura Del Barrio, um clube para ouvir uma boa música. Dia 26, às 11hrs estou eu na frente do hostel com a terceira  Quilmes do dia na mão, um calor que realmente  pedia uma cerveja gelada, hehe, quando de repente ouço aquele barulho familiar, era nosso hermano Pascual D'Abarno de Scooteristas Marginales, que chegou e me cumprimentou com um caloroso abraço e aquele beijo no rosto, que num primeiro momento assusta os brasileiros hehe,  porém é um costume entre os argentinos. Logo atrás vinham Ariel Molfino, Fernando que era  o novato da turma e Chucu um cara palhaço, gente boa que já  chegou tirando  um sarro hehe. Montei na garupa do Chucu e partimos para uma tour pela cidade. Motonetas impecáveis com um barulho lindo, muita fumaça e chamado a atenção de todos. Passamos em El Barrio de La Boca Juniors, paramos na frente do La Bonbonera para tirarmos fotos, passamos pelo Caminito. Logo paramos na reserva ecológica, onde comemos, bebemos, conversamos  e trocamos presentes. As Motorinos, fanzine produzida por Marcio Fidelis fez sucesso entre a galera. Todos muito amáveis mandaram abraços para a galera de SP. Durante a comemoração chegou o Carlos Carliston, também outro cara super simpático, que ficou por pouco tempo. Em seguida saímos e passamos por Palermo, Recoleta , centro de Buenos Aires, paramos na frente da loja da Piaggio, onde tiramos fotos e nos despedimos do Pascual D'Abarno. E fomos  direção ao hostel, onde me despedi do Ariel, Fernando e Chucu.


Esse dia não se apagará da minha memória tão fácil. Fiz amigos incríveis que não mediram esforços para me recepcionar. Foi sensacional. Infelizmente não foi possível o encontro com o pessoal da RVA, devido a desencontros na noite marcada. Porém combinamos de marcar um outro encontro no dia em que eu retornar à cidade. Hoje dia 30 estou no Aeroporto esperando meu vôo, fazendo este relato, deveras satisfeito por tudo que aconteceu nessas férias e em especial pelas amizades dois-tempistas que fiz e o rolê de vespa pela cidade. Aguardo estes amigos em São Paulo. Serão muito bem recepcionados também.Enfim, amanhã é o último dia do ano e estarei em São Paulo novamente rodando com minha motoneta pelas ruas da cidade.
Abraços.
Caio César 
Scooteria Paulista

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

VIAJANTES PARAGUAIOS COM A SP E O MCC NAS ESTRADAS DO LESTE PAULISTA

Era começo de dezembro e Monika Echeverria, membro do Vespa Club Paraguay, me escreveu dizendo que viajaria com Carlos até o Rio para o Natal, e que passaria por São Paulo. Uma notícia incrível para fechar o ano: dois amigos nossos, que dividimos pista e alguns links sobre música e bichos. Ela: uma punk veterinária de cabelo pintado. Ele: um beatnik punk-metal metido na mesma parka Mod da qual os conhecemos, há dois anos, no sul do Paraguai. Eles vieram, a muito custo chegaram no Rio, e lá estão com a Vespa quebrada novamente, no bairro de Santa Terezinha. O futuro dessa história não sabemos, mas a nossa grata experiência com eles outra vez coroa no nosso ano internacionalista. Contaremos aqui em dois tempos, a primeira por Fidelis e a segunda por Tatu.


Por Marcio Fidelis:

No domingo saíram de Assunção na PX de Carlos. Na quarta-feira chegavam em nossa casa por volta das 17h, na Mooca, São Paulo. Deixamos as coisas mais ou menos no jeito para a recepção: convite aberto à geral em nosso Facebook, geladeira abastecida, e ferramentas no jeito. Passava que no dia anterior haviam sofrido um acidente na Regis Bittencourt (BR116), na altura de Registro/SP, e que quase comprometeria a viagem e também suas próprias vidas. O pneu traseiro estourou a 70 km/h com Monika na garupa, provocado pelo parafuso do amortecedor, que ao longo dessa rota foi se desprendendo e raspando no pneu. Mônica só acordaria no hospital, e ambos escaparam dessa com boas escoriações, mas nada de fraturas. Algumas coisas na moto a essa altura já estavam comprometidas, já outras saíram de casa comprometidas. A noite Monika escrevia contando do acidente, das dores, e da necessidade de reparos na Vespa. Tocariam no dia seguinte como dava: com o escapamento amarrado por dois arames (um deles puxado lá do superluxo), sem step, e com o sobrevivente careca. Quando chegaram tomamos um certo susto, porque traziam marcas de uma viagem ruim, daquelas que somente quando se tem um algo a mais e bastante sorte se continua. Abrimos umas cervejas, e enquanto eles contavam da viagem a gente ia diagnosticando as condições da moto. Diego Pontes correu pra casa e pegou um pneu meia vida e um bloco ótico para a Vespa, pois o deles estava condenado. E todos se envolveram nos primeiros reparos e diagnósticos. Vai mais breja, chega a pizza, mãos na graxa, e... a notícia era de que a estrutura do chassis que prende o coxim/amortecedor estava comida, esburacada, e poderia arrebentar nos próximos quilômetros. O amortecedor também estava na pior. Falaram algo do escapamento também, mas isso ainda passava. Faltava espelhos (até arrumei uns de CG, mas precisava de uma adaptação). O diagnóstico era triste. O jeito era deixá-los descansar bem, e no dia seguinte mobilizar a categoria para uma força-tarefa. E fechamos a noite com a foto acima, feita pela Elisete, da turma na rua da Sede: Monika e Carlos, Cintia e Diego, Leika e China, Flavio Mendonça, Gabriel Forte e Carol, Fidelis e Debbie e Mel, Corazzin, Delacorte, Samuel Charelli e Carlos Volpato, com Russo já de saída.

Na quinta-feira a cidade parecia deserta, como num domingo em que o feriado cai na segunda. As oficinas e lojas de motonetas estavam fechadas, mas até aí tudo bem: as peças a gente conseguiria em algumas horas ou mais um dia. Faltava um serralheiro, o cara certo com a máquina certa para enxertar uma chapa de ferro, e prender o coxim ali no meio. E não havia um santo vivo na cidade nessa véspera de Natal. Eu havia fechado com meu pai de passar o Natal com a família em São José dos Campos/SP - e inclusive a intenção era levá-los para curtir um dia dali para o litoral norte na sequência. Tomei a Dutra com minha Vespa enquanto Diego e Cintia foram pra Sede buscá-los para uma noite natalina em sua casa, com cervejas artesanais, discos de punk/reggae/soul, e good vibrations. 

O dia 25 amanhecia todo lindo, mas nada de um serralheiro aberto. A tal da crise na moto chegava às redes sociais, publicamos um pedido de esforços na busca por um serralheiro, e o João Medeiros com o Tatu Albertini se prontificaram em ajudar os amigos que um dia os ajudaram lá na terra deles - de uma viagem que realizaram em 2014 para a capital paraguaia. Foi providencial, e se cumpriu o espírito de Natal. 

No dia seguinte Tatu chegava cedo na Sede da SP com a pick-up, e também o João, de Lambretta Cynthia. Foi um dia inteiro (e um pedaço da noite) de muito trabalho, e Tatu vai nos contar mais abaixo.


O domingo amanhecia com aquele puta sol de verão em São José dos Campos. Acordei e peguei o recado do Tatu, que havia saído de Campinas com os paraguaios e o Alessandro Poeta as 9h20. Avisei o Eder, de Jacareí, que nos esperasse na balança do Posto Frango Assado, na Rodovia Carvalho Pinto, com o Vespaparazzi, que desde bem cedinho estava por lá fazendo fotos das motos na estrada - seu trabalho consiste em registrar o hobby dos motociclistas em plena diversão: em alta velocidade, ou com o clube. Fui então para a Rodovia Dutra, na ideia de conduzir os visitantes até a balança, ou tocar alguns quilômetros com eles até Taubaté, ou Aparecida. Era 11h quando cheguei na Dutra, e foi mais ou menos quando o Eder me falou que o Vespaparazzi havia passado mal e voltado pra casa. Uma hora e quarenta depois de fritar o coco no sol quente, mandei uma mensagem pro Tatu e voltei pra casa. E nesse tempo chega uma mensagem do campineiro dizendo que estavam próximos. Pedi que fosse então para o Posto Frango Assado pois seria mais prático para o Eder (que dificilmente pega estrada sozinho pois tem um senso de direção "mucho loco", e para mim, que pelo menos sabia o caminho - já que não conheço muita coisa por aqui. Meti uma camiseta e uma bermuda na sacola, peguei a gopro, o livro que estou acabando de ler, e... a surpresa que vamos lembrar por décadas até: a chave do apartamento do meu tio em Caraguatatuba. Em 25 minutos eu chegava no Frago Assado, e na sequência o Eder. Por lá a Monica, o Carlos, Alessandro, o Tatu, todos contentes pela viagem, de bem com a estrada, com as motonetas: o serviço na Vespa paraguaia deu bem certo, o aventureiro "polimodal" Alessandro estava contente após um tapa natalino na PX, e o Tatu mais uma vez aparecia na icônica "Standinha-Tongnha" mais valente que qualquer um da nossa geração dois-tempista já conheceu. E sugestionados pelo aquecimento de 150 kms na Dom Pedro, não foi difícil hipnotizá-los com o balançar da chave-mestra, a que nos levaria para o mar. Eder não poderia ir, assim de sopetão, e deixar sua mãe sem cuidados, então pegou o sentido contrário. E quem será que tomava a primeira chuva? Talvez ele. A gente saiu junto, era 14h30 talvez, e rapidamente o céu fechava, o vento levantava as folhas, e a trovoada de verão até botava um respeito. O mais louco era que a chuva batia nas costas, e a gente corria dela, e era o São Pedro Lambreteiro que estava ali, segurando com a mão. Foi uma viagem maravilhosa, e desafiadora também. Aí rolou um puta trânsito, e as motonetas não passavam bem em todos os trechos do corredor - era pista de mão dupla, que em trechos afunilava. Aí paramos para tirar a água do joelho e esticar as costas. E depois que ligamos e tocamos adiante em meio aos carros, choveu, caiu o mundo, molhou tudo e mais um pouco. Não foi fácil, e ainda teria a Serra do Mar, que é o trecho mais íngreme, serpenteado, e afunilado da rodovia. Chegamos numa Caraguatatuba nublada e sem graça. Paramos então numa padaria para tomar um ar e acabamos entrando e fazendo um lanche. Foi meia hora ali, tempo da chuva parar... 

Bom, paro por aqui. Tem mais dois blocos com Tatu Albertini, que vai contar mais um pouco. Só sei que foi assim, valeu a parcerada, as brejas


Por Tatu Albertini:

SOCORRO AOS VESPISTAS PARAGUAYOS E SUA P200E.
Vi um relato da Scooteria Paulista que o casal Carlos e Monica de Assuncion PY estavam na capital quebrados e precisavam de socorro. A princípio era o chassi estourado onde o coxim superior do amortecedor traseiro vai fixado. Eles vinha já com algumas peças doadas pelos membros da SP, e a Vespa parcialmente desmontada. Para facilitar meu trampo aqui, das coisas que tenho pendente, o ideal seria se conseguissem um carreto até aqui , mas acabou não dando certo, então já tinha me organizado com Chiquinho Chiarelli e Daniel Spina que me ajudariam aqui na roça e lá na capital contaria com a ajuda do Joao Medeiros. Então as 8 hs da manhã estava eu na estrada rumo à capital. Logo no começo do rolê a mangueira que alimenta o turbo da caminhonete estourou, e segui viagem sem turbo mesmo. Chegando na Mooca Medeiros e sua Cynthia já nos aguardavam na calçada com a Vespa Paraguaia. Entrei, cumprimentei o casal, e já fomos agilizar o reboque. Seguimos rumo a marginal com o maravilhoso ronco da Lambretta a nos acompanhar, e depois de um certo ponto João seguiu seu trecho, e nós o nosso rumo a Campinas. Ao chegar na Sede já fomos descarregando as "traias", e na sequência chegaram Chiquinho e Daniel.
Avaliamos o caso e notamos que a coisa toda ia um pouco mais além do chassis quebrado. Chegamos a conclusão que removeríamos o motor para eu fazer pequenos reparos enquanto eles levariam o chassis pra soldar lá no barracão do Chiquinho. Enquanto eles foram almoçar e voltaram com os escapes, o motor e o chassi já estavam todos desmembrados e lavados a espera dos consertos. Pelo barracão eles repararam os dois escapamentos, um cedido pelo Marcelo China e o deles mesmo que tinha perdido a porca e o parafuso soltou rasgando o pneu na altura de Registro, e levando os infelizmente ao chão. Repararam também o bagageiro e o chassi com um bom reforço. E olha que nem estragaram a pintura. Enquanto isso eu aqui na Sede fui reajustando, reapertando, e repondo peças que faltavam do espelho de roda traseiro: lixada de lonas, troca dos prisioneiros de rodas do cubo traseiro (pois os deles estavam espanados e ao apertar a porca, os prisioneiros é que iam pra dentro em vez das porcas), mangueira de combustível nova, reparo no chicote e instalação da caixa plástica do chicote... e a sanfona que vai no CDI, troca do coxim traseiro do amortecedor, óleo de câmbio, instalação das borrachas de acabamento dos cabos de afogador/acelerado/chicote, mangueira de combustível, cabos, freio traseiro, embreagem, montagem de um pneu no estepe com câmera, e a instalação de um toco de madeira no vão do chassi por insistência do Carlos. Instalamos tudo novamente e foi a hora do test drive. Mais um reajuste do cabo de embreagem e missão cumprida próximo das 23 hs da noite. Avaliamos um melhor caminho para eles irem para o RJ amanhã cedo e decidimos seguir pela D.Pedro e Dutra direto, com um ponto de encontro com o Marcio Fidelis e demais amigos da região, na cidade de São José dos Campos. Monica quer acordar depois que descansar bem, lembrando que estão bem ralados do tombo ,mas sem nada de fraturas. Ao amigos Chiquinho, Daniel e João, só tenho a agradecer pela ajuda .

TEST DRIVE DA VESPA PARAGUAIA P200E 
Acordei cedo, tirei a Standinha do repouso, ajeitei as traias, separei o óleo, e fui acordar os visitantes as 7h,conforme combinado. Tomamos um café da manhã e saímos rumo ao encontro com o Alessandro Soave, que acabou doando aos amigos um par de espelhos para a viajante, pois esse detalhe tinha nos passado despercebido. E de lá saímos rumo a Dom Pedro, para conduzí-los até São José dos Campos. Tempo bom, nuvens tranquilas no céu, e o mané aqui saiu só de camiseta e sem protetor solar. Quando parávamos no pedágio e o vento diminuía é que eu sentia o quanto meus braços ficariam queimados até o final da jornada. No segundo pedágio fui parado por um Rodoviário que não acreditou em ver um veículo daquela idade estar licenciada, e até foto tirou do documento e da moto juntos. Seu parceiro perguntou se o tererê era cachaça e se ela era 50 cc por causa do adesivo 50/50 (até explicar...). Seguimos tranquilos até chegarmos no último posto, onde nas trocas de mensagens com Marcio Fidelis o ponto de encontro mudara da Dutra pra Carvalho Pinto. E seguimos mesmo confusos, pois nossos amigos Eder Vespa de Jacareí e Walter Mariano Vespa Parazzi estariam por lá. Mas devido a um contratempo de saúde os planos se alteraram e breve por lá chegaram Marcio Fidelis e Éder. Conversamos, tiramos fotos, e do nada aparece uma chave de um apartamento em Caraguatatuba, e alguns planos foram alterados de última hora: nosso em só entregá-los pro Marcio e voltar, e o dos Paraguaios em seguir direto pro Rio de Janeiro; e seguimos rumo a rod. Tamoios, com São Pedro Lambreteiro na retaguarda, segurando uma senhora chuva nas nossas costas. Tamoios entupida e o corredor comeu solto, pero no mucho, pois nossos irmãos estavam com excesso lateral devido às bagagens. Mas fomos abrindo caminho entre os carros aos gritos e buzinadas. Paramos para uma esticada nas pernas e daí não teve mais jeito: na sequência a chuva nos pegou de frente, aumentando um pouco mais a emoção e adrenalina do rolê. Mas o grupo desceu tranquilo e encharcado por toda a serra. Paramos numa padaria, onde uma senhora andava atrás de nós com um rodinho secando o chão, comemos, e fomos até o apartamento. No meio do caminho nos apareceu um grande desafio a ser conquistado: nas ruas de acesso tinha uma enorme enxurrada a atravessar e ficamos na dúvida. O Alê meteu o louco e atravessou, a PXzona véia de guerra foi na fé e quase sumiu na valeta, mas saiu tranquila. O casal foi na fé, porém por um outro caminho, onde passou por uma valeta mais funda ainda, mas saiu bem também. Marcio olhou pra mim e disse "Emoticon pacman" ou por outro caminho, e eu calculei a altura do carbura e imaginei que daria: enchi o peito da standinha de ar e atravessei a enxurrada com tudo, quando passei pela valeta a bichinha perdeu a força e quase se engasgou. Consegui num relance muito rápido colocar os pés no chão aliviando peso e enchi seu pulmão de novo sem que bebesse água pelo filtro ,dando uns impulsos tirei a de lá antes que morresse afogada. Fui extremamente imprudente, se por acaso ela bebesse água pelo carburador eu teria uma grande dor de cabeça, senão um belo calço hidráulico condenando assim meu motor. Mas consegui salvá-la, só perdendo o freio completamente dali por diante, e seguimos em grupo até o apartamento. Lá fomos recebidos pelo zelador, que por coincidência era Paraguaio, e tivemos o prazer de ouvir um bom trecho de Guarani, com direito a dialetos, gírias, e piadas (agora só me resta beber a famosa Etiqueta preta). Tiramos nossas roupas, torcemos elas e colocamos no varal e seguimos rumo ao mar descalços e de bermudas, onde comemos mais um pouco, tomamos algumas caipirinhas e cervejas e mergulhamos um pouco num mar calmo e morno, perfeito para a primeira vez no mar do nosso amigo paraguaio Carlos. Seguimos rumo ao apê e descansamos para o dia seguinte, onde nosso plano era sair cedíssimo de volta pra casa, pois teria que trabalhar segunda cedo . O melhor de tudo é saber que a revisão para o término da viagem ficou boa, e os primeiros 200 km rodados de garantia foram satisfatórios, sem nenhum contratempo, podendo deixá-los ir em paz e eu voltar tranquilo.


A PARTIDA DOS PARAGUAIOS RUMO AO RIO E A VOLTA DOS QUE NÃO FORAM
Acordamos cedo no apê, e enquanto os Paraguayos se organizavam, Alê e Marcio continuavam desmaiados nos colchões. Tomei a liberdade de fuçar nas coisas da cozinha e logo um cafézão estava sendo coado, e os pães estavam no forno pra esquentar. Desajunados nossos amigos amarraram suas "traias" na guerreira P200E e seguiram seu caminho rumo ao Rio de Janeiro pela Rio/Santos.
Enquanto Marcio Fidelis seguiu nos seus estudos, eu e Alessandro Soave seguimos rumo ao mar dar uma salgada, enquanto nosso amigo caiçara Marco Túlio Parodi não chegava; e trânsito carregado atrapalhou-o na missão de cumprimentar os viajantes antes da saída. Depois de sua chegada um pouco de prosa... tudo limpo no apê, e "traias" amarradas... seguimos rumo à nossa subida de serra, onde o Túlio desviou seu destino e nós subimos a Tamoios depois de abastecidos. Logo no começo da subida já vi que a coisa ia ser complicada e já fui "esguelando" a standinha para encher-lhe o peito e não deixá-la perder o embalo. E a danadinha subiu que subiu a serra gostoso, sem muito esforço, e poucos foram os momentos em que tive que engatar a 2° marcha, mas tive. E fomos tranquilamente no contra fluxo revendo tudo o que tivemos que enfrentar no dia anterior pelo meio do corredor. Confesso que o rendimento da standinha numa subida de serra longa foi bem surpreendente pois fazia um tempo que eu queria testá-la, mas na primeira vez que pude estávamos subindo do Raduno no meio do corredor, então não foi tão extremo o teste como eu a impus dessa vez. E a standinha me surpreendeu mais uma vez com sua valentia. No trevo de Salesópolis nos separamos do Marcio Fidelis que seguiu rumo à São José dos Campos enquanto eu e Alê fomo fazer a serrinha recomendada pelo Marco Túlio Parodi. Tudo lindo e maravilhoso, sem chuva, e um visual espetacular, com curvinhas gostosas entre montanhas. Até que me perco em detalhes e no sair de Salesópolis viro no sentido Mogi ao invés de Santa Branca, e depois de alguns kms rodados o Alê se ligou do meu erro e voltamos. Nessa volta a standinha chamou reserva, e ao pararmos no posto fomos surpreendidos por uma bela chuva que nos tomou bem uns 45 minutos ou mais, tempo suficiente para eu amarrar a placa da standinha que tinha perdido um dos parafusos que a segura, e infelizmente com isso rompeu-se o lacre. Aproveitamos para comer o lanche que trouxemos da praia e tomar um capuccinno doce demais. Capas de chuva vestida e as 15:50 hs saímos de Salesópolis. Dessa vez o Alê assumiu a ponta e seguimos sem erros até o trevo de Jacareí. Pena o Walter Mariano Vespa Parazzi não estar por lá para nos ver passar. E continuamos. E logo a frente entramos na Dom Pedro de novo, com seus pedágios caros para motos. E teve aquele tempo que gastamos com abrir capa, pegar dinheiro, fechar capa e etc. Na nossa última abastecida no km 60 paramos para um café, um pãozinho, e era 18 hs, e eu, pra variar, com o farol da standinha sem funcionar mais uma vez. Acho agora que foi por causa da enxurrada. Quis esguelar a moça na intenção de chegar em Campinas com o sol ainda pois eu estava sem farol e teria que ver e ser visto na rodovia pelos carros "insulfilmados" e embaçados pela chuva. Estava tudo bem tranquilo até depois do entroncamento com a Fernão Dias. A partir daí o bicho pegou com os caminhões. E a batalha entre standinha e os brutos no limite de 80 km/h foi árdua mas vitoriosa. O mais difícil de ultrapassá-los em dias de chuva é que fica ruim de pegar o vácuo dos outros ou deles mesmo por causa da nuvem de água, então a batalha com o peito colado e embalado contra os brutos foi um tanto mais árdua. Eles foram diminuindo o número depois de uns 20 e tantos km, e aí seguimos em paz até chegarmos em Campinas tranquilos ainda com o sol a nos iluminar.


MORAL DA HISTÓRIA ?!
De que vale toda a correria em socorrer um irmão de estrada quebrado no meio da jornada e não poder dividir pelo menos um pouco de estrada com ele no domingo? Sim, eu sei que infelizmente deixei alguns compromissos de sábado para trás, e de segunda também, por conta da praia, mas eu ereço, quer dizer, eu tinha que cumprir os 200 km de garantia da revisão da Vespa heheheheh. Foi algo em torno de 245 kms rodados na ida e 313 kms rodados na volta, totalizando uns 558 kms rodados de standinha com amigos, irmãos e companheirismo. Obrigado a todos os envolvidos nessa longa jornada.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

UM BRASILEIRO EM MARROCOS - VESPA RAID MAROC 2015

Em novembro, repetindo o prato de 2013, Chico Oliveira arrumou as malas, pegou o avião, e partiu para Marrocos, para o Scooter Trophy Maroc, a (des)continuidade do Vespa Raid Marrocos, que já contou com a sua presença, a Rosa Freitag e o Mário Baraçal, e um rapaz chamado Bruno. Se é difícil imaginar que alguém vá passar seis dias "andando" de Vespa no deserto de Marrocos, o que dizer de alguém que volta para fazer isso outra vez?


E nas mãos dessa nova organização, profissionalizada, o evento ficou mais sério, com uma estrutura dez vezes melhor, ainda que para seis competidores apenas, um reflexo da catástrofe a que chegou esse raid (que deixou escorregar o sabonete da tesouraria e queimou a grana de alguns competidores, injustamente a deles). Pelo que nos chegou, essa foi infinitamente mais intensa e competitiva, e daqui pudemos celebrar até as últimas horas do sexto dia a façanha do nosso Chicão em brigar, ponto a ponto, pelo título. A última corrida estava para todos, e com um pouco de sorte qualquer um poderia ser o "milionário". E o brasileiro pegou o terceiro posto, tendo vencido duas das seis etapas, ficando atrás dos espanhóis Vasco Rodriguez e da Campeã Sara Garcia. Ainda não temos os relatos do Chico, temos os da organização (AQUI), então para reportamos aqui os vídeos, que transmitem bastante do espírito do evento, que falou mais de cultura e companheirismo do que exclusivamente de corrida no deserto.

“Por un puñado de minutos”, podría ser el título de un ‘spaguetti western’, pero es simplemente la sensación que todos hemos tenido en la meta.


ETAPA 1

ETAPA 2

ETAPA 4

ETAPA 5

ETAPA 6 - FINAL


Acesse o site e reveja tudo o que aconteceu e que foi registrado:



Parabenizamos a todos os envolvidos. E esperamos que com a quantidade de aventureiros de estrada e de Desafios que existe no Brasil mais participantes canarinhos se divirtam por lá em 2016.

"La única posibilidad de descubrir los límites de lo posible es aventurarse un poco más allá de ellos, hacia lo imposible"

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

VI RADUNO DA PRIMAVERA - VÍDEO


Arnaldo Ouro filmou tudo, com sua filhinha na garupa, e é bem isso que você está vendo mesmo, assim foi a recente edição do Raduno. Etapa heróica, com muita água, força e sorte, encerrando o calendário 2015 dos eventos da SP.

OBS: ainda brindaremos em nossa Sede nessa quarta dia 23 e na última quarta do ano. Se você quiser conhecer, entre em contato.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

LAMBRETTAS EM LUTO (1969)


Essa veio dos compartilhamentos dos amigos corinthianos no Facebook a partir do Corinthians em Memoria. É uma foto de 1969, com duas Lambrettas modelo LI do Departamento Estadual de Trânsito em primeiro plano. Nesse dia o Parque São Jorge estava de luto, era o adeus aos jogadores do Corinthians Lidu e Eduardo, mortos num acidente fatal de Fusca na Marginal Tietê. 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

DOMINGO EM 2 TEMPOS: FREE WILLY & ANTENA ZERO

Prepare-se para esse domingo 13 de Dezembro pois fechamos o calendário 2015 de rotas urbanas e vicinais com dois belos encontros, um lojista, o outro musical. Clique nos links para acessar as páginas.

Passeio e almoço num dos restaurantes mais interessantes da cidade. Giro tradicional e imperdível.
Concentração no Largo do Arouche / Destino: Restaurante O Velhão (Mairiporã).

Festa com bandas -Marzela toca, é a volta do Sonnesso-, DJ's, churrasco gourmet, rango preza, livros, souvenires, camisetas, discos, tarot e tudo o mais num casarão histórico no bairro da Bela Vista, a 100 metros do Madame Satã.

Reserve o dia para essas festanças. Lembrando que a Free Willy é uma das lojas parceiras da SP desde o início, e a Rádio Antena Zero há muito divulga nossos feitos voluntariamente, tendo inclusive, aberto suas portas diversas vezes para participações nossas. Não perca o domingo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

VI RADUNO DA PRIMAVERA - RELATO 2

No último domingo de novembro aconteceu o VI Raduno da Primavera, o giro das motonetas entre São Paulo, Santos e Guarujá, e mais, muito mais. 38 scooteristas clássicos, de São Paulo, Santos, ABC, Guarulhos, Campinas, São Roque, São Sebastião, Ferraz de Vasconcelos, Suzano etc. A data foi marcada pela chuva e serração durante quase todo o domingo, o que mais uma vez prova que um grande evento rodoviário só existe quando grandes pessoas se envolvem em prol dele. E foi uma causa: dez horas de estrada, nessas condições. É mole?


9h da manhã e alguns já aguardavam no Posto Frango Assado, no começo da Rodovia dos Imigrantes. Na Sede da SP outra concentração acontecia, que rumaria minutos depois ao ponto geral. Passada as instruções, as 10h pontualmente enfileiramos as motonetas na estrada e tocamos rota abaixo. Ao lado do Rodoanel nos aguardava os parceiros Gabriel, Marcelinho e Eliseu. Vinte minutos depois a coisa parou: acontecia a Operação Comboio. Trata-se de um toque de lentidão feito pela Polícia Rodoviária durante o trecho de maior serração da rodovia, antes do início dos túneis. Foi uma experiência inédita, meio cinematográfica. Parecia estar num filme de horror, daqueles em que a população em choque evacua a cidade nebulosa tomada por zumbis. Depois de um tempo foi um pouco entediante isso. Mas logo abriram a "porteira" e tocamos nos 70km/h Serra abaixo. Em Cubatão pegamos uma chuva estraga-prazeres, e o segundo desafio da viagem era posto no início dela. Um pouco antes da Ponte Pêncil paramos no acostamento para represar o grande rastro de motonetas. E a chuva começava a castigar mais ainda em nossa chegada a Santos, quando paramos novamente no acostamento para vestirmos as capas. 


Santos nos recebia com muita água e pouco trânsito. Não estava fácil curtir a orla como se deve. E até que isso deveria ser um tanto relativo, uma vez que na areia havia muita gente na curtição, tomando uma gelada, correndo, batendo uma bola, pulando na água. Parecia valer a pena se juntar à diversão. Já no último canal correu a notícia de que a Vespa do João Medeiros teria dado uma pane. Os rapazes do Motonetas Clássicas Campinas ficaram por lá para ajudá-lo. Era algo no CDI, que foi trocado ali mesmo. Nesse meio tempo alguns camaradas que desceram retornaram para a casa, como o Leonardo, o Viola e o Nasca, a Rosa Freitag, a Jacque, o Luca de Nadai, e mais alguém que me foge à mente agora. Peixinho, o veterano da baixada, chegava, e nos guiaria até a Praia do Tombo, onde repetindo o prato de outros anos, paramos no mesmo ponto, e almoçamos (ou tentamos almoçar) no mesmo quiosque de 2014 e 2011. Nesse sentido erramos feio: o almoço de alguns não saiu, e a promessa atrasou por demais. Muita reclamação a respeito, e com razão, por isso não retornaremos mais ali. Quinze minutos depois da nossa chegada dobrava a esquina os retardatários que ficaram no caminho por questão de manutenção. Estávamos em 30 pessoas, e alguns, como eu, molhados dos pés à cabeça. E água por água, melhor pular no mar e tirar a zica do ano de uma vez, de calça jeans mesmo, pois o calção e afins ficou em casa. E assim fomos, o Diego, a Cintia, e eu, pro mar. Numa das mesas do quiosque deixamos as caixinhas surpresa e os cartões postais, presentes para os participantes do evento. E ao lado, uma caixinha de doações, que se reuniu a quantia de 70 reais - e vale agradecer outra vez aos que deram uma nota de apoio.


As 16h tocamos de volta pra estrada, rumo à Piaçaguera-Guarujá. Abastecemos, andamos e paramos, e finalmente voltamos pra pista. A princípio Tatu tocava na ponta, ditando o ritmo de Lambretta Standard. Passando Cubatão o trânsito aumentou consideravelmente, junto com a chuva, que travaria a viagem. Daí em diante foi braço, foi a volta dos bravos. Chuva, serração, frio e motonetas costurando o trânsito pelos corredores. Foi uma volta intensa, heróica, inesquecível. Novatos e veteranos concentrados no movimento levavam suas crianças de volta pra casa. Dado momento paramos para um pequeno reparo no farol da Super do Assef. E acho que foi isso. A subida até o ABC foi uma cavalgada digna de medalha para todos. Essas foram as condições mais estranhas que já viajamos num comboio tão grande. Até vaca vimos invadir a pista. Sim, na Imigrantes, na altura de São Bernardo do Campo. Valeu até os quinze minutos molhados no frio no abraço de despedida entre os raduneiros mais corajosos (e dentre eles, desavisados) da história. A turma de Campinas e amigos já tinham tomado outro caminho mais curto até a Marginal Pinheiros, e ainda tocariam rodovia acima por mais de duas horas. 


Bem, como o meu tempo anda bem curto, meu relato também será, com a finalidade exclusiva de registro. Deixo aqui meu fraterno abraço a todos os participantes desse memorável Raduno da Primavera: Leo Russo, Vitor Hugo (praticamienteee), Koré, Rafa Assef, Gabriel Vesparock (que tirou 10 no TCC e foi pro Raduno), Reginaldo e Rose, Diogo Reis e Dino, Corazzin, Diego Pontes e Cintia, Marcelo Santana, Caio Cesar, Vanessa Vanites, Rosa Freitag, Samuel Charelli, Gabriel Forte e Carol, Diogo Vinicius (ensopado a viagem toda), Paulo Devitto (tudo shit!), Andrey Russo e camarada, Leonardo C, Viola, Nasca, Marcelinho, Eliseu, Tatu e Laís (a Miss Pin-Up do Encontro Nacional/MG), Chiquinho, Dário Gonzales, Daniel Spina, João Medeiros Rodovia da Silva, Arnado Ouro e filha vespista, Peixinho (o veterano dos Desafios dos anos 70), Luca de Nadai (o que só viaja quando chove), Túlio Parodi, Marcio Terrabuio - a população praiana do litoral norte no evento foi maior que a representante local -, Alex Monteiro, Pastorelli, Sergio Sangiorgio, Ed Purga (São Roque Vespa Clube), e Martins, e em especial à vespista gaúcha Jacqueline Pacheco (Vale dos Sinos Scooter Club). E se por ventura me esqueci de alguém, por favor me diga a tempo para corrigir aqui. Parabéns pela bravura, e muito obrigado pelo apoio. Um abraço especial ao Guilherme Rocha "Guiba", à produtora Abacateiro, ao leonardorusso.com e à Rádio 969.

Ainda temos um lote de cartões postais desse evento, que leva a arte oficial colorida. Quem quiser que enviemos por correio escreva para scooteriapaulista@gmail.com

É isso. Com muito orgulho desses caras e minas, 
Fidelis

Fotos por Carol Saravalli, Rose Moreira, Cintia Mascari.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

VI RADUNO DA PRIMAVERA - Primeiro Relato

Nesse domingo passamos por mais um belo desafio rodoviário. Foi o VI Raduno da Primavera, a viagem entre São Paulo, Santos e Guarujá  - a contar a jornada dos caras de Campinas, São Roque, ABC, Ferraz de Vasconcelos, São Sebastião e Suzano. 38 motonetas participaram. E choveu, e como choveu, e mesmo com paradas e imprevistos, o desafio foi divertido, num ma. Abrimos os relatos com Tatu Albertini, do Motonetas Clássicas Campinas.


VI RADUNO DA PRIMAVERA
Por Tatu Albertini

E ontem o despertador tocou as 6 hs da manhã antes até do sino da igreja , acordei a Laís nos trocamos e saímos com a standinha rumo a feira para o café da manhã super saudável a ritmo de pastel. Saímos rumo ao ponto de enconto, e a Standinha seguiu numa sofrência danada, parecia que o carbura tava todo pigarreado e sem força. Já fui imaginando que a viagem até Santos seria longa e demorada. Chegando no Saci faltando apenas 5 minutos pro prazo de tolerância qual não foi minha surpresa?Somente João Medeiros estava por lá... como assim? O cara vem de São Paulo para nos encontrar e chega antes dos locais... eita povo bão de horário viu.


Ficamos lá a espera:liga pra um, liga pra outro e ninguém atende. Logo Chiquinho Chiarelli chega de Vespa e na sequência o Dário Gonzales. E já sabíamos que o Daniel Spina estava a caminho. Como a standinha tinha demonstrado pigarra eu decidi sair mais cedo que os outros, e nos encontrar na estrada. Imaginei que eles me alcançariam até o marco de entrada de Santana de Parnaíba. E não é que o pulmão da danada limpou e melhorou bastante o rendimento? Seguimos viagem tranquila pela Anhanguera, avistamos o Jaraguá, e conseguimos chegar ao ponto antes dos amigos, dando tempo da Laís tirar a capa de chuva e esperarmos por eles um bom tanto. Ao chegarem, tocamos o pau rumo ao ponto de encontro na Imigrantes e como está bem mais confortável e seguro andar pela capital nos novos limites de velocidade viu...


Chegamos lá com 20 minutos de atraso, mas estava tudo tranquilo, e deu bastante tempo pro Reginaldo Silva revisar a vespa do Fernando Pastorelli, o Rafael Assef avistar as duas Dream rumo ao encontro no Pacaembu, rever amigos, e conversar bastante. Depois das orientações do Marcio Fidelis seguimos rumo a praia. Gabriel VespaRock e mais dois se uniram ao comboio, porém fomos surpreendidos pela operação comboio pois a neblina estava tensa na Serra. No túnel foi só alegria, peito colado e standinha na banguela "despinguelou" morro abaixo num tiro louco rumo ao mar.


Chegamos no litoral debaixo de uma chuva bacana. Carlos Silva Pereira nos esperava com sua Lambretta, e numa parada de um posto conheci ao vivo o amigo Arnaldo Ferreira Ouro Ouro. Uma vespa ficou. Enquanto alguns ficaram pro socorro os outros seguiram rumo a Balsa pro Guarujá. Parados na fila para embarcar descubro que Chiquinho, Daniel e Medeiros tinham parado no caminho com algum defeito na Lisbela. Voltei e fui ao socorro, e ao avistá los o defeito já tinha sido resolvido pelo Daniel e estavam dando a partida pro teste. CDI "véio" e cansado não aguentou a friagem da chuva. Seguimos rumo a balsa e do lado de lá foi fácil de achar os amigos reunidos na Praia do Tombo, que comemoraram nossa chegada e logo na sequência a chegada do outro grupo que tinha ficado no posto. E os amigos caiçaras Márcio Terrabuio e Marco Túlio Parodique nos encontraram lá. Por lá, chovia e parava. Amigos reunidos, prosas trocadas, o carinho da Scooteria Paulista com os participantes na distribuição dos presentes aos ali presentes, praia, conversa, caipirinha, risada, banho de mar de bermuda e também no melhor estilo Stay Rude com Marcio Fidelis e Diego Pontes mergulhando de Levis .


E a hora de voltar pra casa veio vindo o Leo. Jacqueline Pacheco e Peixinho saíram antes para a gaúcha não perder o avião de volta,e nós fomos encarar a subida. Laís foi na garupa da Vanessa Amado pra Standinha sofrer menos na subida, mas nem foi necessário, pois havia um acidente e tivemos que subir quase que a Serra interia no meio do corredor. Nem deu para testar direito o torque de subida de Serra da standinha, mas oportunidades não faltarão. Num certo ponto avistamos uma vaca na pista e a PR tentando pegá la. Imaginamos ser a Mimosa que fugiu do Fernando Girotto pra ir pro rolê, pois ele propagandeou e não desceu. Mas infelizmente não era. A reserva da standinha cantou e nada de posto chegar, e não é que deu pane seca na subida? hehehehehe. Toca garupar Laís com o Daniel, empurrá la morro acima até começar a baixada da av.Bandeirantes, onde o Leonardo Russo foi dando umas bicudas na lambrinha até chegarmos no posto. Abastecemos as danadas, esquentamos o peito da friaca que passamos na serra com um bom café, capuccino e chocolate quente, nos despedimos dos amigos, e seguimos rumo a Anhanguera. Pegamos um bom trajeto no escuro e o farol da standinha faiando. Daniel assumiu a ponta para me iluminar, e chegamos tranquilamente em casa... acabados, cansados e extremamente felizes com o rolê.

Scooteria Paulista mais uma vez de parabéns pelo capricho e carinho no Raduno da Primavera.
Standinha 50/50, parabéns por ser tão guerreira e aguentar o rolê todo com garupa.
E aos amigos e irmãos de estrada, obrigado por tudo, pela união, amizade e companhia .E a Cintia pela foto que roubei, parabéns.

Fotos por Rose, Cintia, Rosa Freitag e Lucas

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

MOBILAS E MOTONETAS: UM DESAFIO EM 2 TEMPOS

Mobilas é uma série da History Channel feita em treze capítulos apresentando um pouco do estilo de vida do Tongnhas Moby Club, uma crew insana e bastante autêntica dedicada às mobiletes. E ao lado do Motonetas Clássicas Campinas a Scooteria Paulista recebeu os mobimaníacos em nossa Sede, em São Paulo, onde foi selado o duelo entre as diferentes categorias dois-tempistas. A parada toda aconteceu entre o final de agosto e a metade de setembro, e foi ao ar ontem, em três blocos. Assista abaixo as partes "tudo junto e misturado".

Bloco 1 de 3:


Bloco 2 de 3:



Bloco 3 de 3:



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

VI RADUNO DA PRIMAVERA


No último domingo do mês voltamos para a estrada, rumando ao VI RADUNO DA PRIMAVERA, o giro dois-tempista pela baixada santista. Um dia de muitos kms, a abertura da temporada de calor longe de casa.

9h - Saída / Posto Frango Assado / Rodovia dos Imigrantes, km 12.
11h - Concentração na Balsa
12h - Almoço na Praia do Tombo (Guarujá)
15h - Volta

SOMENTE MOTONETAS CLÁSSICAS!!!!
Verifiquem documentos, condições do motor, elétrica, pneus, capacete e parafusos.
Podem levar roupa de banho pois o dia promete sol e o almoço é à beira-mar.

Dúvidas: scooteriapaulista@gmail.com
Página do evento: https://www.facebook.com/events/1486932051610403/

Arte por Leonardo Russo

domingo, 15 de novembro de 2015

ISO: A ÚNICA COM 4 MARCHAS


Deu no Estadão Acervo uma novidade do seu tempo. Em 1960 a motoneta Iso era vendida na Sears por Cr$ 99.995,00. O valor equivaleria hoje a R$ 59.997,00, de acordo com o "índice jornal", que compara o valor de produtos com o preço de um jornal da época e da atualidade.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

PIAGGIO VESPA POLE POSITION


Foram as Vespas PX150 e as T5 as quase protagonistas de um período de ouro da Fórmula 1: quando Piquet e Senna brigavam dentro e fora das pistas, quando Proust e Mansell se consagravam em meio à isso, com Alberto, Rosberg e outros bravos. Elas eram o prêmio ao piloto que se classificava na Pole para a corrida do domingo. 

Uma breve introdução sobre isso se encontra nas páginas do Almanaque Motorino #6, com lançamento marcado para esse domingo na cidade de Mauá. Mais informações AQUI.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

ALMANAQUE MOTORINO #6


Eu, Fidelis, estou preparando a sexta edição - na real a sétima - do fanzine mais cheiroso do Brasil. São 40 páginas em preto e branco, com algumas coloridas, trazendo entrevistas com calouros, "mili-anos" e veteranos, obscuras scooters, aventureiros, clubes, classificados, desclassificados, música, cinema e anunciantes de peso.

Lançamento dia 08 DE NOVEMBRO EM MAUÁ.
(Festa rocksteady-punk-hc de domingo a tarde.)

São 110 cópias contadas a dedo. Acabou, já era! 
Anuncie sua marca, loja ou serviço nesse artigo colecionável por 50, 70 ou 110 mangos.
*Vendidos em algumas oficinas do ramo ou via depósito/correio por módicos 10 Reales.
Escreva para: invespafidelis@gmail.com

domingo, 18 de outubro de 2015

LAMBRETTA DO BRASIL S/A (1956)


Nessa semana a página Estadão Acervo compartilhou com os internautas essa lembrança dos bons tempos da paulistana Lambretta do Brasil S/A. Era a linha de montagem das Lambrettas LD e Standard D. A foto foi feita em outubro de 1956 pelo Reynaldo Ceppo, do próprio jornal.

domingo, 4 de outubro de 2015

CURITIBA, O RETORNO


O Vesparaná vem preparando o próximo Encontro Nacional "O Retorno". No próximo carnaval em Curitiba. Vai ser o encontro do século!! Nós vamos, num grande rastro dois-tempista pelo Rastro da Serpente, caminho alternativo que nos leva pelo meio da Mata Atläntica até lá. 

Organize-se para o próximo Carnaval, e vamos juntos!!

PS: a foto é da Praça Zacarias, em algum dia dos anos 60.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

DISTINGLISHED GENTLEMAN RIDER

Original Distinglished Gentleman Rider
Sr.Laercio é de Santo Amaro, restaurador, e preserva a mesma Lambretta D, essa que esteve em seu próprio casamento um pouco depois, e com a qual participa de expos e encontros até hoje já com seus bigodes ao vento.

sábado, 19 de setembro de 2015

DIEGO E CINTIA: A SP PELA ARGENTINA

Na mês de Agosto o casal vespista aqui da casa Diego Pontes e Cintia "Sixtie" Mascari tomaram o avião para Buenos Aires, e lá viveram duas incríveis semanas de motonetas, música e turismo com parte da cena de lá, com os Scooteristas Marginales, Red de Vespistas Argentinos (RVA) e Buenos Aires Scooter Club, Jenny Woo, Staya Staya, Sombrero Club e por aí vai. Diego conta...


Por Diego Pontes...
Era dia 10 de agosto e minha esposa e eu chegamos em Buenos Aires com frio e chuva, mas mesmo assim resolvemos dar uma volta pela cidade e aproveitar nossa estadia como turista. E me encontrei com alguns amigos pela cidade sem combinar nada: como o Adrian Fortino na galeria Bond Street, que é dono do selo Union y Difusion , e também tocou na banda Tango 14 - ele esteve na nossa sede em 2014 na da copa do mundo. Me encontrei também com Fernando Porfidia, baixista da banda Los Aggrotones, na avenida 9 de julho. Isso foi muito louco porque tinha combinado de pegar alguns discos com ele na Ricoleta, e resolvi ir no banheiro do Burguer King e esbarrei com ele antes do destino, me poupando um bom tempo.

No dia 14, sexta feira, minha esposa Cintia tocou no Orange Bar, em San Martin, um bairro operário que lembra muito o ABC Paulista. Foi uma noite agradável com muitos amigos, cerveja e bom som. Estavam presentes Gustavo Visón e Esteban Anca, da banda Crabs Corporation, e Juan Siqueira um amigo que organiza uma Soundsystem no Paraguay em um club de motonetas de Cidade del Leste, que eu ainda irei lá conhecer. Estava também presente alguns Mods muito gente boa.


O dia 15, sábado, foi intenso. Fomos à Tienda Catch uma loja de discos underground onde rola alguns concertos com discotecagem no loca. O dono Tota também é muito boa pessoa; conversamos um pouco, peguei um disco e depois segui para um festival Oi! em la Cultura de Barrio, a casa mais underground de Buenos Aires, onde tocaria a banda da irmã de uma velha Amiga, Lu Vazquez, uma Punk que conhecemos em 2014 em outra viagem pra lá. A banda da irmã dela se chama Camorra, uma banda Skinhead Sharp que lembra muito a banda The Opressed. Neste evento foi que eu avistei pela primeira vez algumas motonetas em Buenos aires: duas Vespas PX personalizadas. Aí a Lu Vazquez me levou até Skarcha e German, os donos das Vespas. Nessa noite bebemos algumas cervejas e conversamos muito. German me contou que tinha uma oficina a 10 anos, e me chamou para conhecê-la, e me falou que fazia parte da Buenos Aires Scooter Crew, e que havia recebido o campineiro Tatu Albertini em sua passagem por Buenos Aires em 2013, durante uma viagem solo em Vespa entre o Paraguai, Argentina, Uruguai e Brasil. Neste dia também conheci Albert Rodrigues e seu irmão Eduard Rodrigues, dois skinheads colombianos que estavam viajando américa do sul. Albert faz parte do Moonstomper Riders, clube de Bogotá, e já havia conhecido Marcio Fidelis em 2014 por lá durante o evento Mods vs Rockers.

Conexão Brasil-Colômbia - SP-Moonstomp Riders
Conexão SP-Buenos Aires Scooter Crew
Terminando os concertos seguimos para o Club Shake, a casa mais Mod de Buenos Aires, que nessa noite comemorava cinco anos. Esteban nos deu uma carona e no caminho fomos parado pela polícia. Eles fizeram alguns testes de bafômetro nele, e somente na última tentativa ele conseguiu passar. Foi por pouco. No Club Shake assistimos ao concerto de duas bandas muito boas: Los Montgomery, do Chile, e a melhor banda de garage-punk da Argentina, Los Peyotes. E pra coroar a noite, a insana discotecagem de David Peyote e Cintia Sixtie. Estavam Presentes Skarcha e German, da Buenos Aires Scooter Crew. Também o Waldo Rafin, do The Crabs Corporation e do Soul Junkies, ele que também esteve em nossa Sede no começo desse ano, e possui uma Siambretta TV Série 1. E não parava aí. Estavam também os irmãos colombianos Eduard e Albert, do colombiano Moonstomper Riders, e Emanuel Paz com Roy Sanches, da RVA, a Red de Vespistas Argentinos, um clube parceiro desde a fundação da SP. 

Na segunda-feira encontramos com Esteban em um pub de San Telmo. Tomamos algumas Antares e fomos ao concerto da nossa amiga Jenny Woo no Salon Puerrydon, a casa mais punk de Buenos Aires. Jenny, que também tocou para a Scooteria Paulista no nosso evento V Raduno da Primavera, voltava para outra pequena tour sul-americana de Oi! e Oi!Folk. Conversamos, e ela ficou se recordando da noite do Raduno, e falou que foi algo inesquecível tocar pra gente e rodar na chuva passando o cigarrinho entre garupas na rodada noturna da sua despedida junto à Firm Records. Disse que durante a sua recente passagem em Bogotá visitou uma oficina de motonetas e conheceu os trabalhos de restauração do Camilo Bermúdez, do Vespa Accessorios Bogotá, Oi!Distro/Unity Records, Urban Noite/Skandalo Oi!, Moonstomp Riders etc etc. Jenny é uma pessoa muito gentil e humilde. Neste dia na porta do som estava novamente as Vespas PX de Skarcha e do German. Conheci muitos Punks e bandas novas. Destaco uma banda Punk que tocou nesse dia que se chama Aliento de Perro. Me encontrei pessoalmente com Mariano Miramontes, a pessoa que trouxe Jenny Woo pra Buenos Aires. Ele me contou que é scooterista desde os anos 80, e que possuía uma Vespa PX azul no Uruguay mas que quando voltou à Buenos Aires teve que vendê-la mas pretende pegar outra. Mariano toca numa banda Punk chamada Los Repelentes, e também tocou como banda de apoio da Jenny Woo.


Terça-feira, esse foi o dia! Acordei cedo fui me encontrar com um amigo no metrô San Juan, que ficava na esquina do hotel. Me encontrei com Chino, dono da gravadora Uma Isla Records, e troquei alguns cds do Marzela por algums cds de bandas de ska Argentino. Voltando para hotel Ariel Molfino já estava na porta com seu fusca 1963, um Carvajo muy belo! (Os hermanos chamam fusca de Caravajo). Ariel esteve também presente no Brasil com sua Vespa VB1 na Copa do Mundo de 2014. Nos tornamos amigos naquela época, e prometi que um dia visitaria ele. E esse dia chegou. Em sua casa, em La Plata, conheci seu pai e sua mãe, e seu cachorro Rodolfo. Ariel armou um churrasco com os Scooteristas Marginales, um clube sem regras, unido apenas pela amizade a paixão por pegar estrada com suas motonetas, e com cerveja. Estavam presentes Raúl Aguerrebehere, Leandro Bayon, Octavio Pangaro, Cristian Ariel Avicento, Daniel Ussomorel e Fernando Astrolog. Conversamos bastante, comi um churrasco com as melhores carnes que já havia provado na Argentina, tomamos muita cerveja e Fernet. Cristian me falou do encontro de Encarnación no Paraguay, que conheceu Marcio Fidelis, e contaram do evento Rosário Flower Power, que no momento seria o que junta  mais motonetas na Argentina. Contaram sobre suas viagens e sobre suas motos. E pela primeira vez eu via uma Vespa GS. Era uma 1958 do Raul. E para completar o time, Ariel me diz que acaba de receber uma ligação do velho amigo Nano Aliaga, de Córdoba que por sorte estava morando em Buenos Aires por essa temporada por conta dos estudos de sua namorada Ana,  e estaria indo a casa de Ariel para nos encontrarmos. A casa de Ariel lembra muito nossa atual Sede da Scooteria. Foi um lugar que me senti em casa no meio de tantos amigos. Nano chegou, comeu alguma coisa, tomou algo, e partimos para a casa do Leandro Bayon, que possui uma oficina de motos clássicas em La Plata chamada Rea Garage. Ele me mostrou sua oficina, tomamos um café e saímos para uma volta de Vespa pela cidade. Haviam muitas motos em sua oficina e ele me disse pra que eu escolhesse uma. Escolhi uma PX,  pois faziam seis meses que eu não pilotava (desde o meu acidente). Fomos até o centro de La Plata, e deixamos Nano na rodoviária, pois ele tinha um compromisso e teria que retornar a Buenos Aires, e seguimos a rodar por La Plata, uma cidade muito bela. Passando pelo centro da cidade encontramos com outro membro dos Scooteristas Marginales, atravessando a rua com sua filha e seu cachorro. Era Sebastian Abalo, que já tinha vindo ao Brasil em 2014 com sua esposa, na mesma época que Nano estava em São Paulo. Na ocasião se encontraram com a SP na Mooca, e participaram de uma rodada dominical com a gente. Sebastian foi o primeiro dos Scooteristas Marginales a conhecer a Scooteria Paulista. Na ocasião eu não pude conhecê-lo pessoalmente pois estava na Buenos Aires, mais tive o prazer agora em sua cidade. Demos mais uma volta na cidade, e iríamos para o Pub da Antares, o melhor chopp que tomei na Argentina. Mas o tempo era curto e ainda tinha que retornar para Buenos Aires para me encontrar com outros scooteristas. Me despedi de todos, e Ariel Molfino e eu voltamos à REA Garage, onde me despedi do Leandro e o agradeci por me emprestar uma Vespa. Ariel nos levou à Buenos Aires com seu Fusca, e nos deixou na Avenida Corrientes, onde eu me encontraria com alguns amigos que já haviam me recebido em 2014, membros da RVA. Estavam presentes Carlos Luparia, Roy Sanches, Robert Haguet, Gustavo Gallegos e Joaquin da Fonseca, que sempre deu suporte a todos os membros da Scooteria Paulista na Argentina. Comemos uma ótima pizza, bebemos algumas cervejas, e conversamos um pouco sobre viagens, encontros de motonetas e afins. São ótimas pessoas! E finalizamos com uma noite agradável.

Conexão SP-RVA
Quarta Feira. Acordamos e fomos para Belgrano, no Bairro Chino. Lá caminhamos bem, almoçamos, e fomos para a Oficina do German, que se Chama Turismo Scooter, um lugar bonito e muito profissional, com muitas motos Polini, Malossi, Lambretas etc. A oficina tem um visual underground puxado para subcultura Mod, Rude Boy e Skinhead. Uma das mais belas oficinas que eu já vi. German me contou da história da sua oficina, me mostrou seus projetos, e um pouco do seu trabalho: das peças que ele constrói, e das festas fechadas que eles fazem ali, com discotecagem em vinil do Skarcha, aos finais de semana. E isso é a Buenos Aires Scooter Crew: um grupo ligado à cultura underground. E eram as deles as únicas motos que eu vi em portas de concerto, e por isso me identifiquei muito com eles. German já havia acabado seu serviço  quando Marian, outro membro muito boa pessoa, apareceu por lá. Então tomamos algumas cervejas, conversamos muito sobre oficinas, sobre a cena scooterista no Brasil e na Argentina, sobre música etc. German é o atual guitarrista de uma banda de Ska Two Tone chamada Sombrero Club. Marian e German insistiram que eu andasse em suas Vespas, então primeiro Marian me emprestou sua PX Polini e demos uma volta pela cidade. Voltando, German insistiu que eu andasse na dele, uma Malossi muito veloz. Ambas as Vespas eram preparadas por German.

Oficina Turismo Scooter

Quinta Feira. Acordamos e demos uma passada novamente na oficina de German para deixar alguns Almanaques Motorinos e material da Scooteria Paulista para a crew. German me disse que iria rolar uma exposição de arte da sua namorada Victoria, com drinks na faixa e discotecagem de ska, rocksteady e reggae do Skarcha. Peguei o endereço com ele e fomos explorar um pouco mais de Buenos Aires. A noite fomos à exposição que German havia me falado. Ouvi a ótima discotecagem de Skarcha, bebi alguns drinks e conheci os outros integrantes do Sombrero Club, Biga e Mariano Goldenstein com sua namorada Daniella, que produziu o documentário Troyanos, que fala sobre a cena skinhead de Buenos Aires. Conversamos um pouco pois iríamos nos encontrar com outros scooteristas da RVA. Fomos até a Pizzaria Kentucky, que era muito próximo de onde estávamos, por sorte, para nos encontrarmos com Emanuel Paz Duarte, da RVA. Emanuel possui uma oficina de motos clássicas em matadouro chamada Motonetas Clásicas. Estavam presentes ele, Roy Sanches com a Melina, Elias, Leonardo e Walter. Saindo da Pizzaria indo para o ponto de ônibus me encontrei sem querer com Marianos Miramontes, e fomos ao Saloon Puerrydon, onde encerramos a noite com algumas cervejas.

Conexão SP-RVA parte #2

Sexta Feira. O dia foi bastante corrido. Acordamos cedo e fomos nos encontrar com Nano Aliaga na estação de Retiro. Pegamos um trem até Santos Lugares e fomos à oficina de peças de Pedro Fernandes, a Enrique El Antiguo. Pedro é um amigo que conheci no Brasil durante a Copa do Mundo, e que também esteve pela Sede da Scooteria. Em fevereiro de 2015 voltou ao nosso país com sua Siambretta, para o Encontro Nacional de Tapejara (RS), onde conheceu seu conterrâneo Nano. Conversamos um pouco ele me mostrou sua Oficina de peças com muitas Siambrettas. Ele me disse que havia mais 22 em sua casa. Pedro também tem uma tenda no evento anual que rola no mês de outubro em Buenos Aires, de peças de veículos antigos, chamado Auto Clásica. Pessoas muito boas e divertidas, ali eu dei muita risada. Conversamos sobre as motonetas, locais, eventos, viagens, tomamos cervejas, e comemos uma ótima pizza em ótimas companhias. Ficamos pouco tempo com Pedro. Ele nos levou a estação de trem e Nano permaneceu com ele. Cintia e eu voltamos para o Hotel descansarmos, pois ela teria uma discotecagem em Morón. Dormimos um pouco e voltamos a nos encontrar com Nano com sua namorada Ana, com Gustavo Visón e com Juan Siqueira. Lá partimos para o Detroit Club, onde tomamos algumas cervejas e Fernet numa noite agradável com boa música e boms amigos.

Oficina Enrique El Antiguo

Sábado descansamos um pouco, e a noite voltamos à Cultura del Barrio. A banda de German, Sombrero Club, tocaria. Estava presente toda a Buenos Aires Scooter Crew. Ali conheci mais um membro, o Cesar, que já fez parte da RVA e conheceu Marcio Fidelis no dia do scooter clássico #3 em 2012. Cesar acabava de voltar do Brasil, estava em turnê com sua banda de surf music o Les Funders, que tocou no dia 6 no Ace Spades Café, e no dia 8 na Trackers, no Garajão do Julião. Cesar também faz parte da filosofia "motonetas e música". Acabando o som fomos todos a outro concerto de Ska no Teatro Mandril. German e Cesar muito solidários queria nos emprestar suas motos para que fôssemos ao Teatro, mas estávamos sem capacetes, então pegamos carona com Seletor Lucho, que já havíamos conhecido em 2014. Lucho é DJ desde as festas Punks às festas de Ska de Buenos Aires. Mariano Goldenstein e sua namorada Daniella já estavam com suas Vespas na porta do teatro, engordando a frente da Buenos Aires Scooter Crew. O teatro estava cheio e foi um dos melhores concertos que vi. Essa é uma banda muito boa que eu já conhecia mas que agora tive o prazer de ver ao vivo: era o Staya Staya.

Domingo apenas descansamos, e no máximo fomos dar uma volta na feira de San Telmo para encontrar o
David Peyote e o Mariano Miramontes.


Segunda-feira então voltamos ao Brasil, com lembranças de uma viagem inesquecível com novos e velhos amigos que espero poder recepcionar da mesma forma que nos recepcionaram. Muito obrigado a todos, e espero vocês por aqui, e espero também em breve voltar a Buenos Aires e reencontrá-los sempre.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O FIM DE SEMANA DO DESAFIO DE MOTONETAS #4

No primeiro fim de semana do mês aconteceu, no Kartódromo de Limeira, o IV Desafio de Motonetas da temporada 2015, organizado pelo Motonetas Clássicas Campinas com apoio e suporte de amigos, competidores, e clubes. 



A gente foi, mediando o duelo das categorias dois-tempistas: motonetas e mobiletes. E a parada toda registrada pelas câmeras do programa do Tongnhas Moby Club, que vem ao ar a partir de novembro pela History Channel. Um fim de semana maravilhoso na estrada, entre cidades, entre amigos. Na Anhanguera o Rafa Assef, Vitor Hugo, Caio Cesar e eu, Marcio Fidelis, subindo de São Paulo e Guarulhos de PX200 e Super's rumo a Campinas no fim do sábado. Em Limeira nos carangos vinham: Delacorte e Karla, Reginaldo e Rose, Favero e família, enfim, a "Churrascaria Paulista". Foi valiosa, bem curtida, toda a recepção da família Albertini e Toby, do Dário, Mauro Highlander, do Precaro; o rolê da madrugada no Boteco Formol marcou, e ainda dá pra sentir a brisa que bateu no café da manhã na Sede do MCC. Ritmo frenético na estrada pra Limeira para as 9h fincar bandeira num Kartódromo no meio da roça, a cara de um clássico Desafio de Motonetas. Mobys e Motonetas juntas, cada um cuidando dos seus, interessados na cultura do outro. Muitos camaradas velha-guarda, o MCC, o Clube da Lambretta de Jundiaí, com Os Intocáveis, o Poços Scooter Club, a SP dando um apoio; e sem falar na presença em pista do aventureiro Brasil-Chile, Daniel Spina. Quase tudo foi redondo, salvo um momento fora da curva numa discussão entre parceiros de tantas... ainda assim sobrava um tempo para assistir ao pôr-do-sol na roça, pintura de São Pedro Lambreteiro. A viagem noturna de volta à capital foi incrível: surf nas ondas da noite. Quem já fez? O time andava no time. Valeu Regis e Rose pela proteção na Anhanguera, e aos meus amigos de estrada, que mantém o velho espírito vivo. Valeu Assef, Vitor e Caio. 350 kms bem vividos. Ficamos agora com as palavras do patrono...


Por
Tatu Albertini/MCC:

Eram 8hs ,e estávamos saindo de casa bem na hora que já era (pelo menos eu ,que fazia parte da organização)para estar lá.Saquei um dinheiro e paramos para ababstecer e não esperei os carros de apoio pois uma garoa fina começou a cair enquanto abastecíamos.

Saí na ponta do comboio com minha filha Laís na garupa e saí tentando tirar o atraso mas o comboio tava tranquilo ,eu querendo subir pra 90/100 e o farolzinho amarelo do Assef lá atrás me dizia que tinha que diminuir o ritmo e seguimos nos 80km/h.

Entramos em Limeira e o caminho até a pista foi bem fácil e chegando lá foi bacana de ver a quantidade de pessoas já presentes no evento,principalmente os Mobymaníacos.

Chega descarrega tudo ,prepara as coisas ,liga a churrasqueira que ficou a cargo da Churrascaria Paulista e bóra tentar organizar horários baterias e etc...


Tudo correu na mais perfeita ordem e harmonia, filmagens pro History Channel, Mobymaníacos na pista e nóis tambem.

Tivemos a honra de dividir a pista com o seu António , piloto da velha guarda com sua MS preparada de época ,a estreía do Caio César , a estréia do mais novo piloto da equipe Mattiolli Lambrevespa, Rafael Assef tambem voltou as pistas depois de alguns anos e do resto eram nossos fiéis amigos e pilotos de sempre ,menos o Murari que teve compromissos familiares e infelizmente por problemas técnicos o Edu Parez e o Leo que treinaram o dia todo não conseguiram entrar pra corrida.

E fora dos bastidores das pistas tivemos muitas visitas bacanas ,o senhor Clóvis Biotto,colecionador e restaurador de Rio Claro mais um amigo que não lembro o nome , desculpe me ,os dois pilotando duas LI maravilhosasLeogildo Coneglian , Manah Moto Fox , Toninho da Graxa e sua esposa,Gustavo Ferreira , família Bovo , Gustavo Delacorte , Rosemeri Moreira,os sumidos mineiros do Poços Scooter Club Eduardo Alvisi e Erley Carvalho Junior ,Marmiroli de Pedreira e mais uma grande quantidade de amigos que estavam lá para mostrar que o Desafio de Motonetas é algo alem de uma corrida e sim mais um evento ,um encontro voltado aos amigos aficcionados nas Vespas e Lambrettas.Muita descontração , churrasco ,amizade e curtição em um dia bem diferente dos demais que fizemos nesses 

3 anos de história .



Só sei que o grid de largada ficou nessa ordem :

Categoria Super 

Roberto Privato 
Sergio Ricardo Pasqualini
Marcelo Bovo
Ariel (Mattiolli)
Texugo Sereguin

Categoria Original 


Mauro Bellotti
Tatu Albertini 
Dario Gonzales
Fernando Precaro
Rafael Assef
Luis Marta
Alessandro Soave
Antonio Alberto 
Caio César 



E a corrida rolou, larguei bem ganhando duas posições mas devolvendo as logo nas duas primeiras voltas, heheheheh. Aos poucos fui vendo o Buia e o Alê colando em mim ,mas quase no final perdi minha posição pro Buia que logo na sequência errou e tomei-a de volta ,mas logo na próxima volta perdi a posição novamente. A corrida acabou bem e tudo correu perfeito, com algumas alterações de posição e o resultado final foi esse daqui :

Categoria Super:

1° Roberto Privato (Araraquara)
2° Marcelo Bovo (Araras)
3° Sergio Pasqualini (Jundiaí)
4° Ariel (Ribeirão Preto) ESTREANDO
5° Texugo Sereguin (Jundiaí)

Categoria Original:

1° Mauro Bellotti (Piracicaba)
2° Buia (Souzas)
3°Tatu (Campinas)
4° Alessandro (Campinas)
5°Dario (Campinas )
6° Luis Marta (Vargem Grande Paulista)
7° Rafael Assef (SP Capital)
8° Antonio Alberto (SP Capital) ESTREANDO
9° Caio César (SP Capital) ESTREANDO

Não concluiram a prova: 
Edu Parez (SP Capital )
Leonardo Freitas (Campinas)

Obrigado a todos e principalmente ao Roberto Privato que encabeçou todas as correiras.



E nesse link a postagem de Luis Marta:

Fotos: Tiago Goldschmidt e Alexandre Peco.
Texto introdução por Fidelis, e completo por Tatu