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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

FÉRIAS NO VELHO CONTINENTE

Durante o mês de julho o casal mais dois-tempista da SP, os paulistanos Daniel Turiani e Gisele Leiva, tomaram o avião para a Europa, aonde passariam as férias em tour pela Itália,  Portugal (e Espanha). E por lá também se divertiram (heheheheh), como conta Daniel:


Essa história já começou quando a outra terminou. Quem se lembra da ultima vez a nossa viagem para a Austria e o passeio pelo Alpes? Desde lá, o sonho de retornar para Europa e conhecer outros lugares em vespa se tornou o objetivo principal de todos nossos esforços ($$). Sendo assim, traçamos rotas, conciliamos sonhos com realidade e vocês verão o resultado disso em um breve relato dos cinco dias de aventuras sobre duas pequenas rodas.

Lisboa 15/07/14 – Aprox. 150km em 8h

Procuramos muito uma Vespa para alugar, mas não foi possível. Logo, brotam opções para alugar LML’s 125cc 4 Tempos automáticas, mas a proximidade com o cafofo (quarto alugado) foi que nos levou até a Lisbon Scooter. A motoneta não estava tão bem cuidada como esperávamos, com alguns problemas de alinhamento e no cavalete, mas já estava paga e não tinha outra opção, então topamos.


Saímos de Lisboa, passando por todo litoral em cidades como Belém, Estoril e Cascais, visitando Sintra, uma olhadinha no palácio em Queluz e retornando ainda no final do dia para devolver a motoneta. Difícil ser breve e passar as sensações do passeio. Posso dizer que Portugal é muito mais lindo do que eu esperava. As praias rochosas é uma paisagem que nunca havia visto. O vento forte e úmido cruzando a pista e lambendo o morro cheio de pasto é uma imagem inesquecível. Sem falar também do passeio por Sintra, dentro de uma reserva de mata em uma estrada que só passa um carro por vez. Por lá, meio que de repente, você se depara com um palacete Português, com seus azulejinhos azuis e arquitetura rebuscada.
Posso dizer que me senti em casa e que este país deixou saudades. A praia foi novidade, mas o passeio no geral lembra bem em algumas partes o nosso tradicional Raduno. Mato, calor, brisa do mar e uma sensação de verão eterno.


Florença / Pisa - 22/07/14 (Toscana das oliveiras) aprox. 230Km em 11h

Após alguns contatos pela internet, fizemos a reserva de uma Vespa 125 S numa das melhores locadora de moto, a Stradanova. Após um bate papo e troca de alguns adesivos e cartões da Scooteria Paulista, fizemos amizade com o proprietário que nos indicou as melhores estradas para passear. Lógico que eu havia estudado muito o caminho antes, mas isso me deu a certeza de que faria um belo passeio. Ele ficou admirado e nos tratou muito bem, pois a rota era ambiciosa e era incomum as pessoas fazerem aquilo numa 125cc. Visita na Piaggio em Pontedera, torre antiga em Caprona, a famosa torre de Pisa, a cidade antiga de Luca e outras pequenas e pitorescas cidades como Montecatini Terme, Vinci e Vitolini, foram as escolhidas da vez.
O objetivo deste dia foi cumprido com excelência, mas tive que apertar o passo em algumas cidades, deixando de curtir “o momento” em alguns casos. Nas auto-estradas italianas não é permitido rodar com motos abaixo de 125cc, restando somente as perimetrais e ruas das cidades, com todas suas restrições de circulação e velocidade.
Posso dizer que o caminho até Pisa não tem nada de emocionante a não ser por alguns quilômetros entre as arvores da cidade de Caprona. O museu da Piaggio tem todas as vespas que sonhamos, incluindo os 2 ou 3 protótipos testados, modelos de corrida, modelos que viajaram o mundo como a vespa do Sean Jordan (com o adesivo Scooterboys!), Vespacars e até um aviãozinho Piaggio. Mas pra ser sincero, acho que a magia está mais no que ela representa do que propriamente nos “objetos” e isso acabou me deixando com uma expectativa maior do que deveria. O ponto alto da visita foi conhecer 2 casais Austríacos que estavam viajando de vespa pela Itália. Pessoal bem bacana, que adorou receber os adesivos e em troca já adesivaram suas vespas. Quem sabe não é uma janela para uma próxima viagem?!
Pisa era o ponto médio da rota e após uma horinha de visita no belo parque onde está a torre (e é bonita demais), seguimos para Luca e as outras pequenas cidades. O passo daí pra frente foi apertado e em algumas horas acelerei a 125 S à 90km/h, chorando (a vespa e eu).
Nesta parte da viagem, tudo que o caminho anterior não tinha de encanto, este tinha de sobra. Viajamos por horas em pequenas cidades e principalmente por montes cheios de oliveiras, em um zigue zague que todo motociclista sonha. O tempo era bom e colaborou com o cenário, o qual o sol brincava de se esconder hora entre as nuvens, hora entre os montes e casinhas antigas. Por volta das 21:00 estávamos de volta em Florença, bem cansados mas já pensando no dia seguinte.

Florença / Montepulciano (Toscana dos Vinhos) aprox. 300km em 12h

É, não foi bem assim...O plano era rodar pela Toscana, passando por várias cidades e pequenas estradas até chegar em Montepulciano e retornar por outros caminhos até Florença. Porém a ambição foi grande demais e só consegui chegar até Montalcino, à 50km do planejado.


Esta viagem foi incrível de ponta a ponta. Já na saída de Florença, passamos pela piazza Michelangelo com vista para toda a cidade e na sequência já entramos nas pequenas estradas beirando os parreirais. Passamos beirando todo vale de Chianti, numa estrada levemente sinuosa, num clima bem gostoso, parecido com nossa primavera. Após 2 horas de viagem já chegamos em San Giminiano, uma cidade medieval fantástica. Passeamos a pé e depois seguimos para a cidade vizinha Cole Val di Elsa. Esta lembrava muito aquela primeira viagem que fizemos partindo de Roma, há dois anos. Ruas estreitas e casas muito antigas, com um velinho sentado na porta e uma senhora estendendo roupa. Padrão italiano de melancolia.
Pouco depois desta pitoresca cidade, vimos um castelo com suas altas muralhas em Monteriggione. Como tempo estava fechando e ameaçando uma baita chuva de verão, resolvemos seguir em frente direto para Siena. Chegando lá, deixamos a vespa longe do centro antigo devido às restrições de circulação e fomos conhecer a antiga e importante cidade dos tempos romanos. Deste ponto pra frente, as paisagens das plantações de girassóis se tornavam comum e se mesclavam com belos pastos formando a típica paisagem toscana.
A chuva ameaçou, mas quando ela desabou, já estávamos bem pra frente de Siena seguindo para a famosa cidade de Montalcino, conhecida por seus vinhos de classe mundial. Lá entramos de vespa e estacionamos do lado do castelo da cidade, desfrutando da vista panorâmica da região. Infelizmente não pude degustar (beber em termos chic) os vinhos, pois beber, dirigir e ser deportado não estava em meus planos. Um “gelato artigianale” bacanudo fez a vez e deu combustível para o corpo seguir para Montepulciano. Porém no meio da estrada, começamos a temer pelo horário e decidimos voltar para Siena e então pegar uma estrada diferente até Florença.
Tomamos a rota do vale Chianti, dessa vez passando entre os montes nas cidades de Abbadia, Lecchi, Gaiole, Strada in Chianti e finalmente Impruneta. Já era noite e sofremos um pouco para achar uma pequena passagem que nos levaria de volta para estrada perimetral de Florença. Viva o Gps! Na mesma noite, demos a sorte de encontrar com o cara que nos alugou a vespa e pudemos já fazer a devolução da pequena.

Bolzano / Passo Stelvio 26/07/14 – aprox. 200km em 6h

O Norte da Itália é o lugar mais difícil de alugar vespa e com muito sofrimento conseguimos uma ET4 125cc que uma pessoa alugava pra festas. Estava em péssimo estado, mas era o que tinha pra janta. A manhã estava com uma cara feia, mas não achei que choveria. Andamos poucos quilômetros e o mundo desabou. Como nossa viagem foi um mochilão, não tínhamos roupa de chuva ou coisa do tipo, somente uma capa de chuva bem fininha para andar na rua. Vesti a capa e passei alguns elásticos para prendê-la melhor ao corpo, mas mesmo assim ficamos encharcados.
O Passo Stelvio fica na divisa com a Suíça e é uma das estradas mais desejadas pelos motociclistas tanto pela sua sinuosidade quanto pela incrível paisagem. Toda a região tinha a cara de Áustria e construções tipicamente alemãs.
Rodamos uns 100km até o início do “Passo”, mas como a chuva e o frio de menos de 10° castigavam demais, resolvemos abortar a missão por segurança e falta de ânimo. O curioso do dia foi todos motociclistas muito bem paramentados olhando estranhamente para este casal, de roupas de passeio, capa de chuva de turista, elásticos, e uma mirrada vespa 125cc tentando seguir o caminho de Ducati’s e Bmw’s monstruosas. Retornamos muito tristes e rezando para o tempo melhorar no dia seguinte.

Bolzano / Cortina d’Ampezzo – 27/07/14 – aprox. 300km em 10h

Amanheceu, peguei a vespona, botei a jaqueta e fui viajar. Sim! O tempo havia melhorado, não era um sol, mas com certeza não teríamos chuva por algumas horas.


Saímos bem cedinho do hotel em direção as mais lindas estradas do norte italiano, onde as placas estão escritas em Italiano e Alemão (e às vezes em tcheco ou algo parecido também!). Destino final, Cortina d’Ampezzo, o lugar onde a italianada vai esquinar no inverno. O cenário era basicamente floresta, mas chegando bem próximo à Selva di Val Gardena, vimos o porquê todos os motociclistas e aventureiros vão para lá. A floresta se fundia com imensas montanhas rochosas, bem irregulares, meio que algo de marte. Um contraste que me fez parar por muitas vezes a vespa na beira da estrada e ficar lá só olhando.
Os “Passos”, estrada que atravessam estas montanhas são realmente incríveis e íngremes, mas o visual do topo de cada um, à aproximadamente 2mil metros de altura, é indescritível. Estivemos no Passo di Val Gardena, Passo Falzarego, Cortina d’Ampezzo, Passo di Giau (um dos mais difíceis devido à seqüência de curvas e inclinação), Passo Pordoi, Passo Sella e finalmente a estrada passando por Castelrutto até retornarmos. No meio do passeio o tempo fechou novamente e nos deram um banho bem pesado, porém não mais de uma hora. Para mim, este contra tempo não tirou o brilho do dia, muito menos deixei de acreditar ter sido o ponto alto da viagem em Vespa deste ano. Um lugar que tentarei retornar para refazer todos os caminhos e testar novas rotas.

Espero que todos tenham gostado dos relatos. Estou preparando um álbum de fotos para que todos possam olhar e sentir um pouco desses lugares incríveis que passei. Acredito cada vez mais que a Vespa, e talvez somente ela, tem o poder de mudar vidas e unir desconhecidos. Sou grato por nunca ter desistido da minha!

Relato por Daniel Turiani

terça-feira, 26 de agosto de 2014

A PRIMEIRA ERA DOS COMBOIOS DE SÃO PAULO


Essa se passou na virada dos anos 50 para os 60, quando em São Paulo quase tudo era Lambretta (Standard D e LD). É uma foto da foto, que tirei num bar na Praça Roosevelt. Um dos lambrettistas desse comboio está sendo procurado por mim, para uma longa entrevista de respeito. Disse sua esposa que essa cena é de 1962. Algo aí te é familiar?

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

ALMANAQUE MOTORINO #4



Está em processo de criação a edição #4 (Mod Rod) do Almanaque Motorino. Essa capa foi anunciada no mês passado, adaptada do cartunista norte-americano Coghill, e por coincidência o tema veio a calhar, pois ele será lançado no primeiro "Mods x Rockers" organizado na América do Sul, cinquenta anos depois da grande batalha de Brighton - uma longa história. E esse encontro será em Bogotá, capital da Colômbia, no dia 6 de Setembro. Estaremos lá, o Fabio Croce "Much" e eu, Fidelis, representando a SP em seus dois aspectos, o scooterista e o musical. 

Anuncie sua loja, serviços, veículo ou marca nessa edição pelos valores de 50,00 a 80,00 Reais, e assim, além de se divulgar para um seleto público de cavalheiros e damas dois-tempistas, Mods, Skinheads, Rockers e Punks, ainda estará me dando uma força nessa inédita missão internacional.

O Motorino é um fanzine, ou seja, uma publicação independente e feita de maneira urgente e espontânea. O conteúdo é todo impresso em preto e branco - capa colorida. Serão 150 cópias, no tamanho de um gibi, a serem vendidos a 10 reais nos encontros da categoria, apresentações musicais, e via correio. 

Quando setembro vier...

ANUNCIE E APOIE A NOSSA PARTICIPAÇÃO NO
MODS X ROCKERS
Bogotá - Colômbia 2014

domingo, 17 de agosto de 2014

XI ENCONTRO DE LAMBRETTAS E VESPAS DE JUNDIAÍ


No próximo domingo acontece o evento mais tradicional da categoria em todo o Brasil. É o XI Encontro de Lambrettas, Vespas e Motos Antigas, promovido pelo Clube da Lambretta de Jundiaí. Leia os dados do cartaz com atenção, e compareça para prestigiar a cidade, os organizadores e a categoria.

Sairemos do Largo do Arouche as 8h30, rumo à Rodovia Anhanguera. 

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

MOOCA 458 ANOS



Nesse domingo, dia 17 de agosto, a A.P.V.A.E.S.P. e Escuderia Pepe Legal promovem no PARQUE DA MOOCA mais um encontro de autos antigos, dessa vez em homenagem ao aniversário de um dos bairros mais italianos, anarquistas e adonirânicos do Brasil: a Mooca. 


E estaremos lá, a partir das 9h da manhã, prestando a nossa homenagem ao lugar que a anos hospeda a nossa Sede e nos enche de alegria, macarrão e cannoli.

Entrada pela Rua Taquari, em frente à Universidade São Judas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

UMA PÁGINA NO FACEBOOK


O perfil da Scooteria Paulista no Facebook foi cancelado. Sad but true. De repente havia saído do ar, e nas configurações da conta veio a notícia do Facebook dizendo: vocês já eram. Por isso abrimos uma página por lá. Continuaremos postando, divulgando a gente, e divulgando você. Fique a vontade para escrever, curtir e acompanhar. O link é essehttps://www.facebook.com/scooteria.paulista

Foto por Larissa Castro

domingo, 10 de agosto de 2014

HERNÁN S.P. NO PROGRAMA RECLAME - CANAL MULTISHOW



Na quinta-feira foi ao ar uma entrevista do Hernán Rebalderia para o canal Multishow (Programa Reclame), aonde ele contou um pouco da nossa The Business Road Trip, outrora "Expedição Tropeira Brasil-Paraguay" (e Argentina), com foco na patrocinadora JWT Brasil

Realizamos essa viagem entre outubro e novembro de 2013, o Hernán, Vespaparazzi, Fidelis, e do meio do trajeto em diante, o Rafa Assef. Confira comigo no replay.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

SCOOTERIA INAUGURA SEDE SOCIAL



Amanhã, sábado 09 de Agosto, as 14h no bairro da Mooca, em São Paulo, acontece a inauguração de um pequeno espaço cultural da Scooteria Paulista. O start terá mais caráter simbólico, com um bar simples e música ambiente. Num futuro próximo haverá som ao vivo, alguma gastronomia e outros projetos se desenrolando. Um passo por vez. Para amanhã todos estão convidados, sobretudo aqueles que já conhecem a casa. Peçam o endereço para alguém da SP.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

A COPA DAS COPAS

Essa Copa do Mundo nos reservou algumas surpresas, e com exceção da desastrosa campanha da Seleção cicerone, todas elas foram muito boas para a SP. Contaremos como foi, encerrando aqui um ciclo e abrindo outro em nossa casa.


Scooteria e amigos sobre a Scooteria e amigos, na Mostra VESPA

Às vésperas do primeiro jogo abríamos, numa noite de gala, a mostra "Vespa, Um Ícone Italiano", promovida pelo Istituto Italiano di Cultura junto à Fundazione Piaggio. Fomos escalados como Consiglieris da primeira exposição da marca no Brasil, missão de ajudar no que os produtores precisassem, a Arteon e a IED no caso. A Mostra aconteceu no Museu da Casa Brasileira, no bairro do Itaim-Bibi e já na abertura quase 50 motonetas estiveram presentes, entre as visitantes e as expostas. Vieram de São Paulo, Osasco, ABC, Campinas, Taboão da Serra, São Roque, Guarulhos, Itapevi e Santos. Rolou uma macarronada, queijos, pães, vinhos... enfim um coquetel. O Amauri Junior deveria ter ido. Mais de 15 mil pessoas passariam pelo Museu, entre 10 de Junho e 03 de Agosto. E é exatamente sobre esse período que esses resumos abaixo contarão.

DE CABO A RABO
Sebastian, Daniel e Milena (Colômbia)


Nessa noite de gala chegaram, direto da (...América do Sul...) Colômbia, um power trio meio hippie meio beat, e vieram de Tuk Tuk Bajaj. Sebastian López e Daniel Martinez deram o início a trip juntos com um Pitbull (que perderam no Perú) no ano passado. Na Argentina adotaram uma cadelinha abandonada, rebatizada de Maracanã. E em Curitiba agregaram a conterrânea Milena Uribe, que viera de avião trazendo peças e pneus para o triciclo que já fazia, nesse momento, o curso da volta, depois de um longo raid pela América espanhola. Mal entraram na capital e já foram direto para o Museu da Casa Brasileira, aonde os conhecemos de fato. Ficaram conosco até a primeira rodada da Copa. Estávamos em obras na nossa Sede, e ainda assim conseguiram se virar sem dificuldades. Curtiram a cidade, os Fifa Fun Fest's, os estádios, o centro, a juventude, a noite, o dia. Assim pareceu. Conseguimos pra eles uma reportagem no Okay Pessoal, programa apresentado pelo Otavio Mesquita no SBT. Venderam cartões postais da viagem, e assim mantiveram-se de pé por uns tempos. Antes da segunda rodada subiram para o Rio, e por lá se viraram acampando pela areia em meio aos seus. Agora, nesse exato momento eles estão em Minas Gerais, a caminho de casa. Assista-os com o Otávio Mesquita a partir das 12 minutos.


A Colômbia venceria a Grécia, depois a Costa do Marfim, se classificaria com um chocolate de "4 x 1" no Japão, e James Rodríguez se destacava para ser o Artilheiro da Copa.

VESPAROLLIANDO EL SUR
Elizabeth Benitez (Colômbia)


Costumo dizer que o colombiano é o mais louco dos sul-americanos. Mais uma prova disso é a atitude da Elizabeth Benitez, que viaja, a um ano e meio, numa Star4 da LML. Nos conhecemos no Paraguai, ao final do ano passado, e desde então ela seguiu seus caminhos. Até que, numa tarde, no miolo da mês, ela me ligou, da Avenida Rebouças. Eliza veio pra Sede, aonde passou alguns dias, em meio às obras e mudanças na casa. Dado momento viajamos juntos para o Desafio de Motonetas, em Paulínia, aonde conheceu o Tatu e o Animal, que a levaram para a Sede do Motonetas Clássicas Campinas. Por lá ela teve carinho e boa companhia da família Albertini, que a ajudara mais tarde com as questões burocráticas na importação de peças de emergência vindas do seu país. Nesse momento sua motoneta está na Free Willy Moto Peças, a única oficina que de fato se dispôs a ajudá-la nessa difícil missão da volta pra casa, na mão de obra voluntária pela volta do motor morto causado por um gritante erro mecânico da autorizada nacional. Deixo aqui registrado o nosso descontentamento com a forma com que as autorizadas da LML do Brasil vem tratando os aventureiros da marca. Quase sempre esses "quatro tempistas" recorrem à nós e à Free Willy Moto Peças para socorrê-los em meio à uma aventura capaz de provar a eficiência (ou não) de suas motonetas - justamente aos "dois-tempistas". Eliza segue em viagens turísticas entre Rio e São Paulo até a motoneta voltar à vida. No momento ela conta com a força da mecânica (e invenção de peças) da Free Willy e da Tienda Motoneta, prestativa autorizada da LML na Colômbia.

Chris Hallet, Fidelis e Elizabeth Benitez na Rod. Anhanguera

A Colômbia mandaria o Uruguai de volta pra casa nas oitavas de final, mas faria as malas na semana seguinte contra o Brasil. Um desperdício, ter sido mais justo para nós e para eles a classificação às semi finais. Ou teria sido melhor ter visto o filme do Pelé mesmo.

EN VESPA A BRAZIL
Ariel Molfino (Argentina / Uruguai)


Estávamos na terceira rodada da Copa quando chegou por aqui um daqueles que chamamos de "dos nossos". Estradeiro, corajoso, borracho, 2 tempista, um romântico. A bordo de uma Vespa VB1 de 1957 com mecânica original de 150 cilindradas (e...três marchas), o membro dos Scooteristas Marginales atravessou dias chuvosos beirando o acostamento a 60 km/h. E veio, forte como um touro, valente como um leão. Num fim de tarde ligou pra mim lá da Consolação e Gabriel foi buscá-lo. Conosco passou muitos dias, tanto em nossa Sede em São Paulo, como com os nossos lá de Santos, Jacareí e São Sebastião. Ariel acompanhou os jogos da Argentina junto aos seus nas Fun Fest's de SP e RJ - e de RS antes disso. A cada jogo sua viagem parecia agregar mais sentido e motivos, a Argentina seguia bem rumo à Final. Com ele bebemos muitas geladas e mates quentes, rodamos cidades, aprendemos e compartilhamos de informações e idéias realmente motivadoras em termos de cena e identidade.

Participou da nossa II Girata D'Inverno (edição de Embú das Artes), e também do passeio ao Pico do Jaraguá. Visitou a oficina Scooterboys, e realizou diversos reparos na Free Willy Moto Peças. Então subiu para o Rio, numa manhã de chuva, deixando todos os seus amigos e conhecidos preocupados. Nos escreviam da Argentina, do Paraguai e do Uruguai perguntando por ele enquanto estava por Copacabana, junto da imensa massa de torcedores hermanos que se jogava nas areias do acampamento à beira-mar. Sem sinal de wi-fi, sem preocupação com esse "detalhe", passou por lá mais de uma semana, até ver sua Seleção deixar escapar a taça do mundial. Voltou pela Rio-Santos, contemplando a beleza da orla paulista. Em São Sebastião conheceu Vespaparazzi e Túlio, com quem tivera algumas horas de prosa, acampando no mesmo lugar aonde passamos o nosso I Acampamento de Verão. Já em Santos passou quase uma semana, realizando reparos na motoneta e na máquina fotográfica. Dormiu em meio às ferramentas e motores no Empório Motoneta, conheceu a noite praiana junto ao Delacorte, e se divertiu com o nosso italiano predileto, o Luca. Ariel está agora com o Fernando Becker em Novo Hamburgo, trocando o pistão/cilindro, e deve seguir viagem no final de semana rumo à Punta del Diablo, norte do Uruguai, de onde veio, aonde é sócio de um hotel chamado El Índio.

Luca Perucchi, Ariel Molfino e Gustavo Delacorte em Santos

Quando chegou em São Paulo a Argentina já tinha passado pela Bósnia, pelo Irã e pela Nigéria. A Copa esquentava.

A SIAMBRETTA DA COPA
Pedro Alejandro (Argentina)


O Koré e a Cris um dia nos contaram de um scooterista que conheceram na Autoclásica de San Izidro em 2012. Era o Pedro, que já estava a caminho da nossa cidade, e numa Lambretta argentina, a Siam. Era de Santos Lugares, da Grande Buenos Aires. Vinha numa tocada valente, determinado a assistir um jogo no Itaquerão. Porém sua Siambretta quebrou no caminho, lá no Rio Grande do Sul. Por sorte encontrou os Herdeiros do Passado, e o Vale dos Sinos SC, que tratou de consertá-la. Todavia o tempo era curto, e o nosso herói lambreteiro teve de subir de busão para São Paulo. E chegou na nossa Sede com um Fernet da casa. Foram dois ou três dias aqui, corridos, festivos. Considero essa foto a expressão da sua passagem em nossa casa, um ponto de encontro musical também. Nessas ele conheceu o Português (baterista do Sindicato Oi / ex-Garotos Podres), Adrian Fortino (baterista do do street-punk argentino Tango 14) e Tuca (poderoso chefão da The Firm Records). E a gente da casa, Diego Pontes e eu aos poucos mais borrachos. Tivemos pouco tempo com ele, o que foi uma pena. Também o suficiente para baterem nossos santos (São Paulo x Santos Lugares), e acordar a promessa de visitá-lo em sua oficina de restaurações no próximo ano, a Enrique el Antiguo. Seu trajeto RS-BA foi um sucesso, e Pedro já está em casa.

Fidelis, Diego, Pedro Alejandro, Português, Adrian (Arg) e Tuca na Sede

A Argentina mandaria a Suíça de volta pra casa nas oitavas, e a Bélgica nas quartas de final. Numa busca de mestre, Pedro conseguiu ingresso para o jogo, e viu sua seleção passar pela Holanda nos pênaltis. Que jogo!! Os hermanos passavam às semi-finais. E brigariam pela taça até o último minuto da Copa

SCOOTER FOR GOALPOSTS
Chris Hallett (Inglaterra)


A bordo de uma Vespa GT350 ele chegou, numa tarde em meio às obras da casa. Chris havia visitado 18 países, carregado de bagagens no sidecar. Sim, porque na Vespa ele levava exclusivamente uma bola e uma réplica da taça, desafiando pessoas em cobranças de pênaltis, e usando a motoneta de trave. Passamos um fim de semana inusitado. Sábado de breja, domingo de estrada e Desafio. Viajamos para Paulínia, aonde o Motonetas Clássicas Campinas promovia mais uma corrida da categoria. Elizabeth veio junto, decidida a seguir para Minas com o novo amigo europeu. Essa foi a primeira vez que viajei num sidecar, dentro de um. Chris é do oeste de Londres e pretende voltar pra lá de avião, levando junto o apoio da Unicef. Nesse momento está saindo do Estado de São Paulo rumo à Argentina. Na foto abaixo Chris Hallett em frente da nossa Saudosa Maloca, na Mooca, com a colombiana Elizabeth, e os pedreiros da SP: Assef, Cris Yummi, Fidelis, Diego, Vitor Hugo, Koré, Everton, Delacorte e Gabriel el Vesparock.

E a taça da Copa chega na Mooca

Já Chris não foi feliz. Digo, no futebol. Seu time seria eliminado ainda na chave classificatória, e perdendo para a Itália e o Uruguai, estacionaria na Costa Rica. E a única taça que a Inglaterra leva é a réplica do Sir.Hallett.

CARREIRA SOLO

Também tivemos o prazer de receber alguns viajantes "a pé", turistas, torcedores, com os quais compartilhamos emoções e aventuras. Já na noite de abertura da exposição "Vespa, Um Ícone Italiano", conhecemos um vespista equatoriano, que sacou fotos conosco (e ainda não nos contactou); pelo que me lembro chamava José. Muito bem... na semana seguinte recebemos, numa reunião de batismo, a Mayra Garcia, diretamente da Colômbia. Integrante do Vespa Club Bogotá, estava de férias e passaria duas semanas no Brasil, parte desse tempo conosco, tendo participado da II Girata D'Inverno e reuniões da SP. Conheceu Ariel, com quem tivemos algumas cervejas, giros e boa prosa. E muitos outros. Recebemos, numa tarde qualquer a lambrettista norte-americana Melanie Eldridge, do Vulcan Scooter Club, um clube fundado nos anos 80, com filiais em diversos países, fincado nas raízes skinhead / scooterboy. Passamos uma hora também com o argentino Mariano Rubbio, membro do Vespa Club Córdoba, que trouxe um belo pacote de presentes para a SP. E... bem, além desses, que trouxeram algum objetivo diplomático/scooterista, conhecemos casualmente outros proprietários de motonetas, da Inglaterra, da Itália, do Chile e de Portugal.

Melanie (EUA), Much, Ariel, Mayra (COL) e Fidelis às margens do Ipiranga

Até ao final do ano passado sustentávamos a idéia de uma grande "Copa do Mundo em motonetas", ao algo dessa ousadia. Mas o tempo foi passando, as cabeças desalinhando, o dinheiro se esvaiu e decidimos recuar. Assistimos então a todos os jogos na rua da Sede mesmo, entre poucos de nós, sem alarmismo, sem brasilismo também. A cada jogo as obras andavam. Nessa Copa éramos mais pedreiros do que torcedores, e mais festeiros do que cicerones. O legal foi que tivemos, por dois meses, a inenarrável experiência de conviver com toda essa cultura que nos visitava, scooteristas e patriotas. E partindo desse princípio, para nós, essas pessoas foram os grandes nomes dessa Copa do Mundo no Brasil. Ficou a saudade, ficaram as fotos e as lembranças coladas no nosso mural. Para sempre no coração da SP.

Relato por Marcio Fidelis

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

JUNDIAÍ, AQUELE!


Essa foto foi compartilhada pela página Sebo Jundiaí, um grande colaborador da memória paulista. Só arrisco dizer que é da virada dos anos 50 para os 60. Aí é a Praça da Matriz Governador Pedro de Toledo, no Centro de Jundiaí. 

Essa é pra te lembrar que no domingo de 24 de Agosto acontece o XI Encontro de Lambrettas, Vespas  e Motos Antigas de Jundiaí. Aquele!

E aí, achou a Lambretta?