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terça-feira, 24 de junho de 2014

DESAFIO DE MOTONETAS - ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO

Tudo recomeçou em junho de 2012. Foi um ano incrível, todos estavam nas estradas: clubes e motonetas. Havia um vislumbre geral,e era tudo muito espontâneo. E foi numa dessas que surgiu, lá na região de Campinas, o projeto da corridas em vespa e lambretta, encabeçadas pelo Tatu Albertini (Motonetas Clássicas Campinas) e inspiradas nas corridas do passado, só que agora em kartódromos. A coisa ganhou corpo e inspirou inclusive a realização de corridas em outras regiões do país. E aí no último domingo o Desafio de Motonetas fez aniversário, e os bons filhos à casa tornaram, até o Kartódromo San Marino, em Paulínia, local das primeiras brincadeiras.

Domingo de manhã e o clima na pista parecia perfeito, pelo menos para eu (Fidelis), que assisti tomando uma gelada. Convencemos os gringos a me acompanharem nessa empreitada, e foram a Elizabeth (colombiana que viaja numa Star4), e o Chris Hallett (britânico que viaja numa Vespa GTS com sidecar). No apoio o Anderson Cabral e a Pati em 4 rodas. No meio do caminho encontramos o Guilherme, Ambrósio, Poló, Robson e o Roberto, que nos aguardavam. Tatu e Animal Taylor deram um gás a mais, junto do Serginho, Delacorte, Edu, Privato, Murari's e cia ilimitada. E se o objetivo era retomar a diversão à moda antiga, o jogo estava ganho. Dez pilotos chegaram com suas motonetas preparadas, ou quase isso. Amigos e entusiastas da iniciativa tomaram a estrada logo cedo para assistirem ao espetáculo. Além dos gringos, o mais longínquo era o estradeiro Marco Túlio, que rodou de São Sebastião até Paulínia. Entre uma volta e outra nos treinos mais gente ia chegando e somando na pequena confraternização que se formou nos boxes.



Tinha até um drone, que filmou alguns trechos do treino e tomada de tempo, além, é claro, da largada e da primeira volta. Muito legal:


Relato da corrida, por Gustavo Delacorte


Depois de participar com minha vespa de rua de uma das primeiras edições do Desafio de Motonetas em Paulínia, não via a hora de voltar a correr de novo nessa pista, e ela finalmente chegou no último domingo, graças ao Tatu Albertini, que me ofereceu a sua PX corredeira Lotus John Player Special pra dar umas escorregadas em uma de minhas pistas favoritas. Cheguei cedo, antes da hora marcada, mas os Murari, a turma do Serginho e o Privato já estavam aquecendo pra me fazer comer poeira. Em pouco tempo o Tatu chegou e me preparei para correr. Dei uma checada na PX Lotus e logo fui para pista me acostumar com ela.


Algumas passeadas pela pista depois e um pequeno ajuste no freio dianteiro, senti que estava pronto para fazer o motor da danadinha contar moedas. Logo começou a tomada de tempo e fiz o possível para valer a minha preferência por pistar como a de Paulínia, bastante truncadas e técnicas, e consegui garantir a quinta posição no grid de largada, atrás das motonetas da categoria especial e do Sebastian Serginho Pasqualini Vettel, que conseguiu acompanhar o trem-bala Murari.




Na largada o Privato deu uma soluçada e eu quase passei por cima dele. Joguei a vespa pro lado e quase me enrosquei com o Edu. Como estava mais embalado que ele, logo pensei "oba, vou tirar onda na terceira posição por pelo menos meia volta!", mas o imbecil aqui se afobou e engatou a terceira por engano. Minha alegria durou apenas alguns metros, e logo estava atrás do Privato e do Edu. Pra não perder mais tempo, esperei o fim do trecho até a "curva da árvore" para botar a marcha certa e tentar recuperar o prejuízo. Mantive o ritmo e não deixei o Edu escapar com sua Malossi 210 por algumas voltas, mas quando os primeiros retardatários surgiram não teve jeito e tive que tirar a mão pra ultrapassá-los com segurança no segundo trecho lento.

A partir daí tentei me concentrar pra manter o ritmo e não ser ultrapassado pelo Sabará, que em Interlagos pude ver o quanto sabe ser rápido. Como a corredeira do Tatu estava bem confortável, pude relaxar e o nervosismo sempre presente nas corridas, ainda que de brincadeira, deu lugar a uma certa ousadia e comecei a abusar mais da "motoquinha", deixando um pouco de pneu no fim da reta dos boxes a cada volta, procurando entrar cada vez mais rápido na primeira curva. E foi assim, até que recebi a bandeirada na mesma posição em que larguei. O saldo da prova é que fiquei bem satisfeito, me diverti bastante, desafiei um pouco os meus limites dentro das possibilidades da PX Lotus e passei o domingo junto de vários amigos. Já de volta aos boxes rolou a premiação pra cada categoria, com troféus bem caprichados oferecidos pelo Murari, o Marc Marquez do Desafio de Motonetas, hehehe!


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