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terça-feira, 13 de maio de 2014

V ENCONTRO NACIONAL - 4 DIAS PARA SEMPRE

O Encontro Nacional é uma espécie de Natal da categoria "encontros de estrada". Existe um espírito que é só dele. Temos nele também a oportunidade de conhecer de perto a filosofia (ou comportamento) dos clubes cicerones e visitantes.


(Por exemplo, em São Paulo, a um pouco mais de um ano, prezávamos pela união fosse ela como fosse: "juntos seríamos invencíveis". Mas vencer a quem? Concluimos. Ainda assim, fizemos o nosso melhor a tempo de ver a maior frota rodante jamais reunida numa avenida do país. Porque fazíamos pelo caos. Éramos um caos. Crescemos estúpidos. Super-aquecíamos o calendário prezando pela boa-forma da falange paulista. A resposta da história veio à tona no Encontro Nacional. E foi perfeito desse jeito. Quem não entendeu que exploda no sofá com o notebook no colo. Foi do caralho!!)

Então um ano depois o mesmo evento migrou para o sul mineiro, dessa vez organizado pelo Poços Scooter Club. Meses atrás Alvisi tinha me falado da importância de serem, por hora, um clube de poucos, no caso, ele e o Erley. E assim virou! A turma vem da escola do antigomobilismo, de um público exigente e longevo na categoria. E durante os quatro dias eles apresentaram esse lado quase inédito em termos de organização de eventos. Viver isso foi bárbaro.


Tudo estava à mão: os restaurantes, os hotéis, os pontos de visitação e turismo. Cidade pequena é outra história. A exposição das motonetas aconteceu na praça diante do glamouroso Palace Hotel, dia e noite. Com o apoio da Prefeitura de Poços de Caldas o clube conseguiu uma estrutura incrível, misturando público e proprietário. A "rua do evento" era cercada por tendas: antiquários, sebos e lojistas da classe apreentavam os seus atrativos. Ponto também para o Empório Motoneta (Santos), Free Willy (São Paulo) e Mattioli Lambrevespa (Ribeirão Preto). Ao lado deles havia um lounge, com sofás, juke box e uma máquina de pinball. O espaço era aconchegante e nunca ficava vazio. E mais ao lado estava o bar  Taberna Old Times, liderado pela equipe Sorelle - Cris Yummi, Dani Alvisi, Keke/André, Carol e cia - trabalhavam duro, das 9h às 23h. Nessa tenda maior havia capacidade para 400 pessoas, com palco, segurança, e milhares de visitantes circulando. Guiados pelo aroma dois tempista a cidade veio ver o que catzo estava acontecendo. Vale lembrar que estamos falando do povo mineiro, um tipo acolhedor e que não dispensa uma boa prosa. Estar ali, conviver com a cidade, com o transeunte, e com nós mesmos, era lúdico. Melhor do que ir pra praia? Ir pra Minas.


Quase 100 motonetas se envolveram no evento, a maioria rodando. Das Lambrettas estavam as Standard D, LD, LI, Cynthia, MS, Xispa. Das Vespas foram as M3, M4, 150 Super, PX200 e Originale. Também havia um Tuk Tuk da Bajaj e uma Star4. Do sul vieram o Vale dos Sinos Scooter Club/Herdeiros do Passado, Lambreteiros Tapejara, Confraria Vespa Motor Club e o Vesparaná. De SP foi a SP - capital, ABC, Osasco, Santos, Ferraz -, e proprietários (e/ou clubes) de Jundiaí, Campinas, São Roque, Araraquara, São José dos Campos, São Sebastião, Ribeirão Preto, Dracena, Valinhos, Amparo, Pedreira, Atibaia, Jaú etc. Surpresa foi receber o Confraria Rio Vespa Clube com seu presidente Leo Dueñas ("one step beyound") na formação power-trio. E nesses tempos de nova onda a grande surpresa foi conhecer o Wesley e a Junaia, representando o Divinópolis Vespa Clube, um tradicional de Minas Gerais que foi re-inaugurado sob nova direção. São discretos nas redes sociais porém de fato expressivos em número e em patrimônio. Devo lembrar novamente que o V Encontro Nacional recebeu o aventureiro lusitano Antônio Braga, vindo da cidade de Oaxaca, sul do México. (Mas falaremos dele especialmente no futuro breve...)

DIA-A-DIA

E toda essa estrutura já estava no ponto desde o dia da abertura, no 01 de maio. Havia uma expectativa pela chegada de todos, sobretudo do Vale dos Sinos com o Motonetas Campinas, que faziam reparos na Lambretta do Danilo, na Sede do clube paulista. A turma se perguntava se os Tapejaras viriam com aquele ônibus do ano passado. Edu Parez e Silvia já tinham chegado. Rose, Reginaldo, Diogo e Much também. Macruz, Ambrósio, Favero, Edelcio, Izidoro, e outros tantos nomes que vou publicando aqui. Luca Perucchi, Peruquinha, sr.Waldir Delacorte, Karla e o próprio Delacorte chegariam mais tarde. No fim do dia reencontrei meus (e nossos) grandes parceiros/amigos/cicerones, Casotti e Túlio, de São José dos Campos e São Sebastião. Estavam preocupados com um colega que se perdera no meio da viagem. Guilherme e Érico já estavam com os motores frios. Ed Purga, Nenê e tantos outros amigos também. (Vou citando conforme lembrança). Andrião veio com o Mattioli. Murari pai e filho também estavam lá, e apesar de curto, o nosso papo foi produtivo a beça. Carradori veio com a gente. Anderson, que trouxe duas nossas rebocadas, andou na minha Internazionale nos dois passeios - é que levei duas Vespas. Com a poeira da estrada, a cada gole o assunto se alastrava, e o principal era falar de estrada, pelo menos pra nós. E ao som do blues poços caldense encerramos o primeiro dia cheios de espectativa. Não sem antes ver chegarem os aguardados quilometrados num comboio daqueles. E a gente se espalhou pelo xalé, Sesc, Hotel Imperador e casa da Cris. Que dia!


02 de Maio, outono de sol. Os Tapejaras haviam chegado, o Clube da Lambretta de Jundiaí também. A saída estava marcada para as 9h. E assim se sucedeu. Saímos num comboio de quase 70 motonetas, pelo menos foi o que contei durante o trajeto matinal. Depois de um giro pela cidade seguimos para a zona rural, por uma estreita e esburacada estrada, compensada pelo privilégio da vista de todo o vale que circunda Poços. O destino era o Restaurante do Alemão, um lugar fantástico, a beira de um lago, aonde passamos três ou quatro horas juntos, ouvindo, à capela, Beatles, Hendrix, Janis e afins. Diversão para todos: crianças e adultos. Pudemos ali, o Túlio, Casotti, Marcelo Santana/Valery e eu, entrevistarmos o Antônio Braga para o próximo Almanaque Motorino. Destaque para o Restaurante, que preparou um bolo especial para os aniversariantes: Fernandinho e Farid. Destaque também para a turma que deu aquela força para o Edélcio puxar sua Lambretta com o freio travado até o restaurante - acho que eram o Favero, Tatu, Ambrósio, Dário etc. Antes da saída chegou o nosso último dos moicanos: Rafa Assef e Fernanda, trazendo o feijãozinho do futuro da categoria. A sexta-feira então se encerrou na praça, com muita breja, pinball, e arestas reparadas. Favero chorou.


03 de Maio, o eterno. As 9h a maior parte da tropa já estava a postos. E de novo esfumaçamos no olho do vulcão. O destino da vez era o Cristo, nas alturas da cidade. A escalada levou quase uma hora (acho), e o cheiro de embreagem queimada se espalhou pelo ar. Na descida o camarada David Raeder tomou um prejú daqueles: deixou escapar a Vespa e caiu na valeta com ela, amassando partes da mais linda M4 do Paraná. De volta à cidade, abastecemos e fomos guiados até uma cristaleria, aonde os artistas/operários davam demonstrações quase mágicas da arte de modelar vidro. Luxúria! Dali fomos guiados - sempre pelo Ito, Alvisi, Erley, Animal e Uitamar - até o Kartódromo de Poços de Caldas, aonde curtimos meia hora de rolê na pista. Apesar de desativado, o local exala o espírito das rinchas e disputas da história. Animal Taylor, Delacorte, Tatu e Edu que digam! E o aguardo dia-chave se encerrou na praça do Espaço das Motonetas, aonde pesamos a mão no etílico, ao som do rockabilly Cry Baby e do rock pornográfico (e polêmico) do Oskarface - o conjunto do Fabio Much -, aonde tive o privilégio de cantarolar Scooter (A Gente Tamo de Scooter) e (esquecer a letra de) Envelheço na Cidade (Ira!). Não sem antes ver a Lais Albertini vencer o concurso de Miss Pin Up do Encontro. Diversão até uma horas!!!




04 de Maio, triste despedida. Na ressaca mais pesada que um encontro nacional já assistiu, cerca de vinte scooteristas se reuniram no Espaço das Motonetas (a tenda principal) para as considerações finais sobre o encontro, e sobretudo, para anunciar o próximo destino. E merecidamente, por esforço e coerência, por estilo e tradição, os Lambreteiros Tapejara foram condecorados com a produção do próximo grande encontro brasileiro, dessa vez no Rio Grande do Sul. O tapejarinha Luizinho chorou. E é pra lá que nós vamos! Uuuu Tapejara!!


A Scooteria Paulista parabeniza o Poços Scooter Clube pela organização do evento mais legal que já visitamos entre os mais de 70 da nossa breve história. Sentimos um infinito orgulho e privilégio de sermos os padrinhos desses grandes. Três vivas à Poços de Caldas, e cinco ao Encontro Nacional sul-mineiro.

Fotos por Leo Dueñas, Rose Moreira, Marcelo Santana e outros que ainda não sei... (quem souber avise)

5 comentários:

ANDRE ORTELAN disse...

SEM COMENTARIOS PARA O RELATO DO EVENTO AKI EM POÇOS........
ESTOU MUITO HONRADO EM TER RECEBIDO TODOS VCS APESAR DE NAO TER DADO TEMPO DE DAR MUITA ATENÇÃO, POIS O TABERNA OLD TIMES DA UM TRABALHO DAQUELES......KKKKKKKKKKK

Tulio Parodi disse...

Foi fantástico!!! Estou ansioso para o próximo!!!

Até lá!!!

Anônimo disse...

ME CONSIDERO O MAIOR BUNDÃO DAS LAMBRETTAS. SÓ FALO MAS NUNCA VOU. SÓ QUE QUANDO EU LEIO DEPOIMENTOS COMO ESSE PARECE QUE EU FUI. SE CONTAR, ME SINTO UM POUCO PARTE DESSA TURMA TODA AÍ DO BRASIL. OBRIGADO.

PJ LAMMY

Anônimo disse...

O melhor passeio (encontro) que já fui. Faltou uma foto tirada no Cristo.
Luis F. Menin

Scooteria Paulista disse...

boa Menin, vou procurar uma aqui.

fidelis