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sábado, 31 de maio de 2014

HERNÁN S.P. E O VESPA CLUB CÓRDOBA


Na semana passada Hernán Rebalderia esteve com o Vespa Club Córdoba e amigos, levando nossos "saludos" e materiais ao agentes da trupe. Foi muito bem recebido, andou de Vespa, reencontrou nossos amigos e visitou o afamado Malta Vespa Bar, conforme conta abaixo:


Estou fazendo uma road trip pelo país, dessa vez sem "business" misturado, e sem Vespa. Mesmo assim, antes de partir, pedi para Fidelis alguns materiais da Scooteria, já que na viagem passaria por algumas cidades com clubes de Vespa. Atualmente estou na província (estado) de Córdoba. Aqui falei com Christian Orellano, quem conheci no "I Encuentro de Paraguay". E por coisas do destino, eles estavam planejando um passeio para o dia sábado (ontem). Combinei então para nos vermos. Um dia depois tinham confirmado uma Vespa para mim, que seria emprestada por Aldo, atual presidente do Vespa Club Córdoba. Boa notícia!

Fomos com o amigo que estou fazendo a viagem (também com nome Hernan) desde Villa Carlos Paz ate Cordoba (capital), 8h da manhã. O Aldo, muito boa onda, empresto uma Vespa Excel cor prata muito bonita. A primeira coisa que chamou a minha atenção desse modelo foi o painel: e gigante! Depois, já rodando, notei que o som do motor é bem mais suave, e quase não dá para ouvir o lindo "papapa papaapapapa" como o da minha PX200. O Christian me emprestou um capacete, e Aldo, umas luvas. Fundamentais.Bom, então fomos para o posto, e meu amigo Hernan seguia no carro de apoio da viagem. Nele iam garrafas térmicas com água quente para fazer mate (chimarrão), queijos e salame para fazer uma picada (ou "petiscar"). Ja no posto estavam umas 10 motonetas aguardando. O tempo estava bem fechado com nuvens cinzas. Encontrei a Paola e alguma outra pessoa que já conhecia do encontro do Paraguai. Umas 10h começamos a viagem. Mas primeiro, numa grande demonstração de afeto, o comboio desviou para buzinar e falar "tchau" na casa de um vespeiro que teve um acidente de moto e estava com a perna toda com pregos. 


Continuamos viagem. Iam ser uns 100km de estrada, com mais curvas do que retas, subidas e descidas. Paisagens incríveis e muito frio, muito. A primeira vez que andei de moto foi em SP, e me acostumei com o clima de lá. Mas o capacete que não ficava tão colado na minha cabeça, e entrava um vento gelado que literalmente ia congelando a minha cabeça. Isso foi o único "ruim" da viagem: sofrer com o frio. Sorte que tinha luvas e roupa quente. Fizemos alguns stops para reagrupar o comboio, como num ponto alto com vista ao Dique Los Molinos. Uma paisagem incrível. Ali três Vespas serviram de mesa para a nossa refeição, e com canivetes e facas os amigos começarem a cortar o queijo, o pão e o salame, enquanto outros preparavam o mate. Muito chique, muito argentinean style e muita confraternização, Um parêntese sobre o grupo de vespistas: a média de idade deles é um pouco mais alta que a turma da Scooteria Paulista. Uns 45 anos, acho. O mecânico, o senhor Prospero, tem 70 anos e ia no final do comboio com colete amarelo. Outro detalhe sobre ele: um cara super legal conforme todos dizem, e talvez o melhor restaurador de Vespas do país, e o único com uma mala de ferramentas oficial da Piaggio, por ser técnico oficial da marca a 50 anos.

Bom, continuamos viagem, eu agora com um cachecol na cabeça para não sofrer o frio. 50km depois a gente já estava em Villa General Belgrano, uma cidade que tem muito de alemã porque teve uma grande imigração na Segunda Guerra. Muitas casas feitas em madeira estilo alemão, muitos restaurantes de comida típica, e claro, cerveja. Lá fazem o Octoberfest versão argentina. Mesmo assim, com muita responsabilidade, ninguém bebeu álcool durante o almoço. Dado: em Córdoba a polícia tem tolerância zero com o álcool. Quer dizer, vc bebe 1ml de cerveja, e é multado.

Depois do almoço, e de ver turmas de todo tipo de moto chegando no local (de corrida, estradeiras, quatriciclos, etc), começamos a volta. Parada técnica para abastecer e novamente estrada. Com a última luz de sol a gente se despediu depois de um pedágio, e continuamos em comboio reduzido para a casa do Aldo, onde eu deixaria a minha Vespa. Dei uns Motorinos para eles e adesivos da Scooteria.

Em resumo, uma linda experiência representando nossa Scooteria Paulista. E uma demonstração do quão legal que é este mundo das motonetas clássicas. Fico super agradecido a Christian, Aldo e todo o Vespa Club Córdoba pela boa onda. Tomara algum dia eles venham para SP!!


Na noite seguinte Hernán visitou o Vespa Malta Bar, e reporta: "Alo scooteristas, ontem esteve no Malta Vespa Bar aqui em Cordoba, Argentina. O dono apelidado "Serrucho" é fanático das Vespas e montou este bar-restaurante temático. O Vespa Club Cordoba faz as reuniões aí nas quintas a noite. Como dá para ver, tem posters até no teto. E o velho adesivo da Scooteria na geladeira da cerveja Quilmes. Fomos com o maluco Nano Aliaga que passou o fim de semana em Cordoba. Excelente atenção e uma pizza muito boa que o dono fez questão em convidar. Nota 10".

segunda-feira, 26 de maio de 2014

VESPA, UM ÍCONE ITALIANO

A Copa do Mundo é uma coisa cabulosa. É um fenômeno negociado. No mundo parece que existem 191 países. Numa Copa estão 32 seleções nacionais classificadas, e uma delas é a cicerone. Junto com cada Seleção vem a sua torcida, o seu orgulho e a sua cultura. O Brasil é a bola da vez. E falando sempre aqui das motonetas, a Itália vem jogar, e traz consigo uma série de ações do Istituto Italiano di Cultura. E uma delas é a Mostra "VESPA, UM ÍCONE ITALIANO", que conta com o apoio oficial da Scooteria Paulista. Leia com detalhes:


O Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição da Secretaria de Estado da Cultura, e o Instituto Italiano de Cultura de São Paulo realizam a primeira exposição da motocicleta Vespa no Brasil. A partir de 10 de junho, Vespa: um ícone italiano - História, Cultura e Design apresentará a trajetória do veículo desde a sua criação, no final dos anos 1940, por meio de vídeos, fotos, painéis com a linha do tempo e informações sobre a Vespa, além de modelos históricos cedidos por colecionadores, museus e pelo próprio fabricante, a companhia italiana Piaggio. A exposição fica em cartaz até 3 de agosto no MCB.

Sob a curadoria de Ricardo Peruchi, consultor de comunicação do Istituto Europeo di Design (IED São Paulo), a mostra é uma oportunidade para o público brasileiro conhecer a história da Vespa que, em período de intensas transformações sociais e econômicas, foi importante protagonista não só na Itália, onde foi criada, mas em toda a Europa e em outros países ao redor do mundo. “A exposição dedicada à Vespa no Brasil pretende ir além do significado relativo à tecnologia e à engenharia mecânica. Por trás das formas muito familiares do simpático scooter surge a nítida sensação da marca italiana”, afirma Renato Poma, diretor do Instituto Italiano de Cultura. “O certo é que deixa todos curiosos para saber onde estão as raízes de um sucesso tão extraordinário”. Desde o seu lançamento, em 1946, mais de 16 milhões de unidades da Vespa foram comercializadas em todo o mundo. 

“Essa mostra revela o quão significativo pode se tornar um produto para além das questões técnicas e de mercado intrínsecas ao universo da produção industrial”, explica Miriam Lerner, diretora geral do MCB. “São valores culturais construídos a partir de um produto que atravessa gerações em decorrência da qualidade de seu design.” 

Inicialmente, “Vespa: um ícone italiano” situa o visitante no tempo em que a motoneta foi desenhada, passando pelo lançamento e comercialização pela companhia Piaggio, em abril de 1946. A exposição apresenta detalhes da tecnologia e design empregados na produção da Vespa ao longo das últimas décadas. Fãs da motoneta e o público em geral poderão conferir de perto modelos históricos, protótipos, peças e projetos mecânicos provenientes do Museo Piaggio, em Pontedera (Itália), que conserva o acervo do idealizador e construtor histórico da Vespa, Enrico Piaggio. Complementam o conteúdo expositivo materiais ilustrativos, vídeos e fotografias narrando como esse veículo se consolidou na Itália e mundo afora.

Relacionada ainda a emancipação da mulher no fim da Segunda Guerra, a Vespa se tornou símbolo da independência feminina por meio da publicidade, como é mostrado na exposição em cartazes de cinema, anúncios publicitários e outras imagens, entre elas a aparição de Audrey Hepburn e Gregory Peck no filme “Roman Holiday – A princesa e o plebeu”, montados na motoneta que virou objeto de desejo, capaz de passar por oito décadas sem perder o charme.

A primeira exposição da Vespa do Brasil é uma realização do MCB e do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, em colaboração com a Fondazione Piaggio di Pontedera, do Museo Piaggio, do Centro Multimediale del Cinema e da Scooteria Paulista, com produção da Arteon Inteligência Cultural. A mostra integra o projeto da Embaixada da Itália no Brasil - “Itália na Copa” -, que reúne uma série de eventos artísticos, culturais, tecnológicos e comerciais realizados em 16 cidades brasileiras, antecedendo a Copa do Mundo FIFA 2014. O projeto tem como objetivo mostrar aos brasileiros uma imagem da Itália moderna, junto aos elementos tradicionais da cultura italiana que já estão presentes no país.

SERVIÇO:

Exposição "Vespa: um ícone italiano - História, Cultura e Design 
Abertura: 10 de junho às 19h30 – Entrada Gratuita
Visitação: até 3 de agosto (ingressos a 4 reais)

Realização: MCB e Instituto Italiano de Cultura de São Paulo
Produção: Arteon Inteligência Cultural
Apoio: Fondazione Piaggio di Pontedera, Museo Piaggio, Centro Multimediale del Cinema e Scooteria Paulista

Local: Museu da Casa Brasileira
Av. Faria Lima, 2.705 – Jd. Paulistano
Tel.: (11) 3032-3727

Visitação
De terça a domingo, das 10h às 18h
Ingressos: R$ 4 e R$ 2 (meia-entrada)
Gratuito aos sábados, domingos e feriados

Acesso a pessoas com deficiência / Bicicletário com 20 vagas
Estacionamento pago no local

domingo, 25 de maio de 2014

MR.SYMARIP, LIFESTYLE TATTOO E A S.P.


Estamos na sexta edição da revista digital Lifestyle Tattoo. Leandro Faria fez uma abordagem muito ao nosso jeito de curtir a vida em Dois Tempos. Nas fotos são duas PX e uma 150 Super com Roy Ellis (Mr.Symarip), e os vespistas Sevilla, Koré, Itatiba, Fidelis e Diego Pontes. Também os camaradas Gabriel, Felix, Leandro e Francine. Para ler abra a figura em outra janela, ou melhor, acesse pelo conteúdo da revista: http://www.revistalifestyletattoo.com/#!rev-digital/c9qb


Symarip é a trilha sonora de qualquer scooterboy. Sua música foi da Jamaica à Inglaterra ainda no final dos anos 60, e deu forma ao estilo skinhead (tradicional). Estivemos no apoio da sua apresentação junto dos argentinos do The Crabs Corporation, festa que aconteceu no Clash Club da Barra Funda, e o presenteamos com souvenires da casa (Almanaque Motorino, adesivos e cartões postais). Perguntei sobre suas apresentações em "scooter meetings", e ele se alegrou em contar um pouco da sua experiência neles, sobretudo na Inglaterra e na Itália. (A última foi em 2005, na Toscana). Nessa mesma noite estiveram presente com suas Vespas os amigos Favero, Much, China e Leika. Early Reggae e motonetas no salão sempre acaba em diversão. Obrigado Bruno Felix, Trece Shop, Baco Comunicação, Empório 69 e Movie On Sounds.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

A S.P. NA REVISTA MOTOCICLISMO

Estamos na revista Motociclismo #197, edição de Maio. A pauta é sobre a evolução das scooters. "Desde os primórdios até hoje em dia o homem ainda faz o que a Piaggio fazia". Eu, Fidelis, falo umas mentiras pro leitor. Guilherme Rocha me enviou umas fotos da matéria. É isso.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

V ENCONTRO NACIONAL - DOCUMENTO

O paulistano Chico Oliveira documentou momentos ilustres do V Encontro Nacional, e nos presenteou com essa obra. Foi incrível. Por que será?


"Voltei a pouco, aproveitei nas minhas ferias pra editar um clipe com alguns videos e fotos que fiz nos dois dias em que estive no evento. Espero que gostem. Foi o jeito que encontrei de mostrar para as pessoas que não foram e que não entendem, o quanto o encontro é "du caralho". Espero que gostem. Podem usar a vontade, postar, apresentar, copiar, enviar, divulgar onde quiserem".

segunda-feira, 19 de maio de 2014

BRASIL-PARAGUAY 2013 - THE BUSINESS ROAD TRIP (LIVRO)

Em outubro/novembro do ano passado realizamos a II Expedição Tropeira Brasil-Paraguay, rebatizada de The Business Road Trip por causa do patrocinador, a JWT Brasil. O livro está pronto, exclusivo para premiações publicitárias. Teremos um na Sede para apreciação. Aqui uma brincadeira da casa. 

 
The Business Road Trip - Livro from JWT Brasil on Vimeo.

Fomos em três Vespas, com Hernán Rebalderia, Walter Vespaparazzi e Marcio Fidelis. E retornamos com o quarto, o Rafa Assef, no apoio e participação nas fotos da expedição. Conosco foram os profissionais do registro, o câmera/diretor de arte João Unzer, e o produtor Diego Kobayashi. O que isso mudou pra gente? Além da paga, fizemos mais paradas do que as de costume, viajamos com equipe extra, e utilizamos exclusivamente os artigos dos clientes da JWT Brasil. Destaque total para a criatividade desses caras, para a fotografia, roteiro, arte, trilha sonora...

Muchas gracias hermano Hernán.

sábado, 17 de maio de 2014

BRASIL-PARAGUAY 2013: THE BUSINESS ROAD TRIP (FILME)

Em outubro/novembro do ano passado realizamos a II Expedição Tropeira Brasil-Paraguay, rebatizada de The Business Road Trip por causa do patrocinador, a JWT Brasil. O vídeo vazou na net antes do previsto, nós mesmos fomos surpreendidos.

The Business Road Trip from JWT Brasil on Vimeo.

Fomos em três Vespas, com Hernán Rebalderia, Walter Vespaparazzi e Marcio Fidelis. E retornamos com o quarto, o sujeito oculto Rafa Assef. Conosco foram os profissionais do registro, o câmera/diretor de arte João Unzer, e o produtor Diego Kobayashi. O que isso mudou pra gente? Fizemos mais paradas do que as de costume, viajamos com equipe extra, e utilizamos exclusivamente os artigos dos clientes da JWT Brasil. Destaque total para a criatividade desses caras, pelo ritmo,  fotografia, evolução, trilha sonora...

Muchas gracias hermano Hernán.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

V ENCONTRO NACIONAL - REGISTROS DA ESTRADA

Encerrando o tema "V Encontro Nacional", sediado nesse ano em Poços de Caldas (MG), segue o diário de bordo da Scooteria Paulista. Dos membros atuais da SP, foram ao evento os nomes: Marcio Fidelis, Raphael Favero, Fabio Much, Reginaldo Silva/Rose Moreira, Marcelo Santana/Valery, Koré/Cris, Gustavo Delacorte/Karla, Vitor Hugo, João Macruz, Diogo Reis, Gabriel, e Luca Perucchi/Peruquinha, Rafa Assef/Fernanda. Das cidades de São Paulo, Santo André, Santos, Ferraz de Vasconcelos e Osasco. Levamos doze motonetas, digo Vespas PX200, 150 Super, Originale, também uma Lambretta LI, e o modelo-step Star4, do "Ernest vai à África".


Reginaldo, Rose, Diogo e Much seguiram rebocados na quarta-feira a noite. Favero e Macruz tomaram o caminho com Luis Lavos, Ambrósio e Edelcio pela Anhanguera na quinta cedo. E afim de conhecer uma nova estrada do sul mineiro pegamos a frenética Fernão Dias: Koré, Vitor Hugo, Gabriel, Marcelo Santana, e eu, Fidelis. Junto o Anderson e a Pati na F100 levando a Mandela do Muchiba e a minha Tarja Preta. Em Atibaia o Leo Carradori ligou a Lambretta LI e fumaceou conosco, por dentro Bragança, Águas de Lindóia, e Andradas (MG). Durante o trajeto dois fatores nos preocuparam: a possibilidade do retentor do motor do Leo rasgar de vez (pois já estava), e a queda do Juan numa das rotatórias de Socorro. Bom, deu tudo certo e a viagem foi perfeita.

E se para toda ida o Santo ajuda, para toda volta que Deus nos acuda. No domingo às 11h deixamos Poços de Caldas chorando na placa. A frota era composta pelo Koré, Vitor Hugo, Gabriel, Marcelo, Favero, eu (Fidelis), Marcelinho, Uitamar e Denys, com sua garota no carro de apoio. Ainda em território mineiro tive problemas com o cachimbo da vela, coisa simples resolvida pelo Favero. Denyz também, era a vela e algo mais. Mas rodou tudo. Uitamar deu a letra, disse algo assim: "a PX do Marcelinho não vai chegar em casa". E não chegou (rodando): travou geral. Nesse momento estávamos um pouco mais à frente e não pudemos voltar. Os camaradas do Motonetas Clássicas Americana partiram então, e depois de feito contato com os parceiros que ficaram com o motorino travado, seguimos. Os rapazes manjam e sujam a mão na graxa. O grande atraso mesmo se deu a 100 kms de São Paulo. Na entrada da Anhanguera a Star4 do Vitor Hugo engripava, e nessas de "vamos mexer", perdemos 3 horas num posto de combustível. Ponto para os motociclistas camaradas do ABC, Nick e Marcelo, que estavam de passagem, também voltando de Poços, e nos ajudou um bocado. Pelo Whatsup eu mantinha contato com o Gabriel, que seria socorrido mais tarde pelo Reginaldo/Rose e Diogo. Bom, resultado: chegamos na capital as 20h, quase todos. 

Desculpem a falta de detalhes e memória. Estamos atribulados, em obras, mas fica para o registro essas mal-traçadas linhas. Um abraço e um brinde a todos.

terça-feira, 13 de maio de 2014

V ENCONTRO NACIONAL - 4 DIAS PARA SEMPRE

O Encontro Nacional é uma espécie de Natal da categoria "encontros de estrada". Existe um espírito que é só dele. Temos nele também a oportunidade de conhecer de perto a filosofia (ou comportamento) dos clubes cicerones e visitantes.


(Por exemplo, em São Paulo, a um pouco mais de um ano, prezávamos pela união fosse ela como fosse: "juntos seríamos invencíveis". Mas vencer a quem? Concluimos. Ainda assim, fizemos o nosso melhor a tempo de ver a maior frota rodante jamais reunida numa avenida do país. Porque fazíamos pelo caos. Éramos um caos. Crescemos estúpidos. Super-aquecíamos o calendário prezando pela boa-forma da falange paulista. A resposta da história veio à tona no Encontro Nacional. E foi perfeito desse jeito. Quem não entendeu que exploda no sofá com o notebook no colo. Foi do caralho!!)

Então um ano depois o mesmo evento migrou para o sul mineiro, dessa vez organizado pelo Poços Scooter Club. Meses atrás Alvisi tinha me falado da importância de serem, por hora, um clube de poucos, no caso, ele e o Erley. E assim virou! A turma vem da escola do antigomobilismo, de um público exigente e longevo na categoria. E durante os quatro dias eles apresentaram esse lado quase inédito em termos de organização de eventos. Viver isso foi bárbaro.


Tudo estava à mão: os restaurantes, os hotéis, os pontos de visitação e turismo. Cidade pequena é outra história. A exposição das motonetas aconteceu na praça diante do glamouroso Palace Hotel, dia e noite. Com o apoio da Prefeitura de Poços de Caldas o clube conseguiu uma estrutura incrível, misturando público e proprietário. A "rua do evento" era cercada por tendas: antiquários, sebos e lojistas da classe apreentavam os seus atrativos. Ponto também para o Empório Motoneta (Santos), Free Willy (São Paulo) e Mattioli Lambrevespa (Ribeirão Preto). Ao lado deles havia um lounge, com sofás, juke box e uma máquina de pinball. O espaço era aconchegante e nunca ficava vazio. E mais ao lado estava o bar  Taberna Old Times, liderado pela equipe Sorelle - Cris Yummi, Dani Alvisi, Keke/André, Carol e cia - trabalhavam duro, das 9h às 23h. Nessa tenda maior havia capacidade para 400 pessoas, com palco, segurança, e milhares de visitantes circulando. Guiados pelo aroma dois tempista a cidade veio ver o que catzo estava acontecendo. Vale lembrar que estamos falando do povo mineiro, um tipo acolhedor e que não dispensa uma boa prosa. Estar ali, conviver com a cidade, com o transeunte, e com nós mesmos, era lúdico. Melhor do que ir pra praia? Ir pra Minas.


Quase 100 motonetas se envolveram no evento, a maioria rodando. Das Lambrettas estavam as Standard D, LD, LI, Cynthia, MS, Xispa. Das Vespas foram as M3, M4, 150 Super, PX200 e Originale. Também havia um Tuk Tuk da Bajaj e uma Star4. Do sul vieram o Vale dos Sinos Scooter Club/Herdeiros do Passado, Lambreteiros Tapejara, Confraria Vespa Motor Club e o Vesparaná. De SP foi a SP - capital, ABC, Osasco, Santos, Ferraz -, e proprietários (e/ou clubes) de Jundiaí, Campinas, São Roque, Araraquara, São José dos Campos, São Sebastião, Ribeirão Preto, Dracena, Valinhos, Amparo, Pedreira, Atibaia, Jaú etc. Surpresa foi receber o Confraria Rio Vespa Clube com seu presidente Leo Dueñas ("one step beyound") na formação power-trio. E nesses tempos de nova onda a grande surpresa foi conhecer o Wesley e a Junaia, representando o Divinópolis Vespa Clube, um tradicional de Minas Gerais que foi re-inaugurado sob nova direção. São discretos nas redes sociais porém de fato expressivos em número e em patrimônio. Devo lembrar novamente que o V Encontro Nacional recebeu o aventureiro lusitano Antônio Braga, vindo da cidade de Oaxaca, sul do México. (Mas falaremos dele especialmente no futuro breve...)

DIA-A-DIA

E toda essa estrutura já estava no ponto desde o dia da abertura, no 01 de maio. Havia uma expectativa pela chegada de todos, sobretudo do Vale dos Sinos com o Motonetas Campinas, que faziam reparos na Lambretta do Danilo, na Sede do clube paulista. A turma se perguntava se os Tapejaras viriam com aquele ônibus do ano passado. Edu Parez e Silvia já tinham chegado. Rose, Reginaldo, Diogo e Much também. Macruz, Ambrósio, Favero, Edelcio, Izidoro, e outros tantos nomes que vou publicando aqui. Luca Perucchi, Peruquinha, sr.Waldir Delacorte, Karla e o próprio Delacorte chegariam mais tarde. No fim do dia reencontrei meus (e nossos) grandes parceiros/amigos/cicerones, Casotti e Túlio, de São José dos Campos e São Sebastião. Estavam preocupados com um colega que se perdera no meio da viagem. Guilherme e Érico já estavam com os motores frios. Ed Purga, Nenê e tantos outros amigos também. (Vou citando conforme lembrança). Andrião veio com o Mattioli. Murari pai e filho também estavam lá, e apesar de curto, o nosso papo foi produtivo a beça. Carradori veio com a gente. Anderson, que trouxe duas nossas rebocadas, andou na minha Internazionale nos dois passeios - é que levei duas Vespas. Com a poeira da estrada, a cada gole o assunto se alastrava, e o principal era falar de estrada, pelo menos pra nós. E ao som do blues poços caldense encerramos o primeiro dia cheios de espectativa. Não sem antes ver chegarem os aguardados quilometrados num comboio daqueles. E a gente se espalhou pelo xalé, Sesc, Hotel Imperador e casa da Cris. Que dia!


02 de Maio, outono de sol. Os Tapejaras haviam chegado, o Clube da Lambretta de Jundiaí também. A saída estava marcada para as 9h. E assim se sucedeu. Saímos num comboio de quase 70 motonetas, pelo menos foi o que contei durante o trajeto matinal. Depois de um giro pela cidade seguimos para a zona rural, por uma estreita e esburacada estrada, compensada pelo privilégio da vista de todo o vale que circunda Poços. O destino era o Restaurante do Alemão, um lugar fantástico, a beira de um lago, aonde passamos três ou quatro horas juntos, ouvindo, à capela, Beatles, Hendrix, Janis e afins. Diversão para todos: crianças e adultos. Pudemos ali, o Túlio, Casotti, Marcelo Santana/Valery e eu, entrevistarmos o Antônio Braga para o próximo Almanaque Motorino. Destaque para o Restaurante, que preparou um bolo especial para os aniversariantes: Fernandinho e Farid. Destaque também para a turma que deu aquela força para o Edélcio puxar sua Lambretta com o freio travado até o restaurante - acho que eram o Favero, Tatu, Ambrósio, Dário etc. Antes da saída chegou o nosso último dos moicanos: Rafa Assef e Fernanda, trazendo o feijãozinho do futuro da categoria. A sexta-feira então se encerrou na praça, com muita breja, pinball, e arestas reparadas. Favero chorou.


03 de Maio, o eterno. As 9h a maior parte da tropa já estava a postos. E de novo esfumaçamos no olho do vulcão. O destino da vez era o Cristo, nas alturas da cidade. A escalada levou quase uma hora (acho), e o cheiro de embreagem queimada se espalhou pelo ar. Na descida o camarada David Raeder tomou um prejú daqueles: deixou escapar a Vespa e caiu na valeta com ela, amassando partes da mais linda M4 do Paraná. De volta à cidade, abastecemos e fomos guiados até uma cristaleria, aonde os artistas/operários davam demonstrações quase mágicas da arte de modelar vidro. Luxúria! Dali fomos guiados - sempre pelo Ito, Alvisi, Erley, Animal e Uitamar - até o Kartódromo de Poços de Caldas, aonde curtimos meia hora de rolê na pista. Apesar de desativado, o local exala o espírito das rinchas e disputas da história. Animal Taylor, Delacorte, Tatu e Edu que digam! E o aguardo dia-chave se encerrou na praça do Espaço das Motonetas, aonde pesamos a mão no etílico, ao som do rockabilly Cry Baby e do rock pornográfico (e polêmico) do Oskarface - o conjunto do Fabio Much -, aonde tive o privilégio de cantarolar Scooter (A Gente Tamo de Scooter) e (esquecer a letra de) Envelheço na Cidade (Ira!). Não sem antes ver a Lais Albertini vencer o concurso de Miss Pin Up do Encontro. Diversão até uma horas!!!




04 de Maio, triste despedida. Na ressaca mais pesada que um encontro nacional já assistiu, cerca de vinte scooteristas se reuniram no Espaço das Motonetas (a tenda principal) para as considerações finais sobre o encontro, e sobretudo, para anunciar o próximo destino. E merecidamente, por esforço e coerência, por estilo e tradição, os Lambreteiros Tapejara foram condecorados com a produção do próximo grande encontro brasileiro, dessa vez no Rio Grande do Sul. O tapejarinha Luizinho chorou. E é pra lá que nós vamos! Uuuu Tapejara!!


A Scooteria Paulista parabeniza o Poços Scooter Clube pela organização do evento mais legal que já visitamos entre os mais de 70 da nossa breve história. Sentimos um infinito orgulho e privilégio de sermos os padrinhos desses grandes. Três vivas à Poços de Caldas, e cinco ao Encontro Nacional sul-mineiro.

Fotos por Leo Dueñas, Rose Moreira, Marcelo Santana e outros que ainda não sei... (quem souber avise)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

V ENCONTRO NACIONAL - OS VIAJANTES DO ARO 10


A Scooteria Paulista dá as honras, com a mão no motor quente, a todos os guerreiros que enfrentaram as rodovias do Brasil e (por que não?) da América Latina, para prestigiar e conviver nesse V Encontro Nacional, dessa vez realizado em Poços de Caldas, sul de Minas Gerais. Pra quem vai rodando, as histórias da viagem são o assunto da vez, pelo menos na primeira noite. Nunca é só acelerar e chegar. A manhecer na estrada, comendo salgado de estufa, pilotando um modelo extinto, sozinho ou acompanhado, com destino a um "scooter weekend", um "raduno", um Encontro Nacional, é quase indescritível. Bom, eu não consigo descrever ainda. Talvez algum de nós poderia.

Dos membros da SP até o momento, foram ao evento os nomes: Marcio Fidelis, Raphael Favero, Fabio Much, Reginaldo Silva/Rose, Marcelo Santana/Valery, Koré/Cris, Gustavo Delacorte/Karla, Vitor Hugo, João Macruz, Diogo Reis, Gabriel, e Luca Perucchi/Peruquinha, Rafa Assef/Fernanda. Das cidades de São Paulo, Santo André, Santos, Ferraz de Vasconcelos e Osasco. Levamos doze motonetas, digo Vespas PX200, 150 Super, Originale, também uma Lambretta LI, e o modelo-step Star4 do "Ernest Vai à África". A qualquer hora falamos disso...


Fizeram as frentes regionais com seus motorinos barulhentos os paulistas do Clube da Lambretta de Jundiaí, do Motonetas Clássicas Campinas e Região, do São Roque Vespa Clube, do Motonetas Clássicas de Americana e Os Intocáveis (Araraquara) . E sem falar do Túlio e Casotti, que subiram nas PX de São Sebastião e São José dos Campos. E ainda os parceiros Guilherme Rocha e Érico, que por solo foram e deram aquela escapada estratégica para visitar o Encontro de Autos Antigos de Campos do Jordão. Lembrando também do Leo Carradori, que pegou uma carona conosco em Atibaia, esfumaçando mais um pouco o comboio da capital na rota por Andradas. 


Agora falemos dos bravos! Alesi Vesparaná decidiu que esperaria em Curitiba os gaúchos do Vale dos Sinos Scooter Club, principal destaque em termos de quilometragem em grupo. Aí está um comboio valente! Formados por Jacque Pacheco, Kiko, Vânia, Paulo Heinz e Ito nas PX200's, por Danilo Lauxen numa Lambretta LI 1963 e pelo Tatu Albertini numa PX200 internacional. O campineiro voltava de uma incrível tour pelo Paraguay, Argentina e Uruguay, além do sul brasileiro, e trazendo na caderneta os "Diários de Motoneta". A turma chegou em Poços acompanhada do campineiro Dário e do andreense Animal Taylor. Três bravos para todos esses, que brincam no desafio, e que desafiam a brincadeira de rodar pra tão longe. (E sim, está tudo resolvido no primeiro papo reto, como manda o coração das pessoas de bem).


E finalmente, como manda a regra, os encontros nacionais também costumam receber, em Vespa, os visitantes internacionais. E dessa vez a surpresa veio de mais longe. Falo do Antônio Braga, português naturalizado brasileiro, e que partiu de Oaxaca, no sul do México, para um tour sem destino nas entranhas da América, e que decidiu fazer um bate-e-volta da Bolívia até Poços de Caldas: "vou lá conhecer essa turma aí"... e veio. Guerreiro de histórias fantásticas, essas que tiveram início aqui mesmo no Brasil dos anos 50, e que ganharam a América, como conta a tradição hibérica.

Uma demorada salva de palmas para todos.

"O segredo da juventude para um homem estão nessas duas coisas: mulher e moto" (Antonio Braga)

SCOOTERIA PAULISTA
Sociedade Dois Tempista

terça-feira, 6 de maio de 2014

A Scooteria Paulista com o Mr.Symarip


Nesse sábado 10 de Maio o palco da lenda da música ska / early reggae jamaicana terá três Vespas da frota: a Trojan Records do Diego Pontes, a Two Tone do Fabio Much, e a Tarja Preta do Fidelis.

Antecipamos que para nós isso é uma honra sem igual. O boss dos rude boys, Roy Ellis, é parte primordial da música e do estilo skinhead. Em 1966 ele já gravava com o The Pyramids e com o The Bees. Sua música atravessou o Atlântico e foi parar nos ouvidos dos jovens da classe operária dos subúrbios de Londres, sendo fundamental na formação de um dos estilos de vida mais autênticos, e também mal-apropriados da cultura juvenil, sobretudo quando gravou com o Symarip seus principais temas, no marcante ano de 1969. E no compasso da boa música as motonetas faziam linha de frente. E isso não pode parar. Por isso nesse sábado estaremos lá na Barra Funda. E estendemos o convite a todos os scooteristas clássicos. Tentaremos um acordo para quem levar a sua motoneta. Por enquanto as infos são essas:

A festa ainda conta com o conjunto argentino Crabs Corporation, e com a discotecagem do Stereo All Stars Sounds, Move On Sounds e Bruno Felix.

Onde: Clash Club - Rua Barra Funda, 969 – Barra Funda – São Paulo/SP
Quanto: Pista: R$ 60 (1º.lote) e R$ 80 (2º.lote); Camarote: R$ 120 e R$ 160

Pontos de Venda:
- Venda online: http://www.clashclub.com.br/
- Rock'n'Roll Burger - Rua Augusta, 538 – (11) 3255-0351

Capacidade: 800 pessoas
Censura: 16 anos
Mais informações: (11) 3661-1500
Infos para os 2Tempistas: scooteriapaulista@gmail.com

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Do Encontro Nacional - Scooteria na TV Poços


O "MG em Vespa e Lambretta 2014" foi incrível. Trazemos na bagagem as melhores lembranças dos parceiros dessa ativa cena nacional, pegamos estrada, nos divertimos e aprendemos uma nova lição. Ainda demos uma palhinha pra TV Poços. Timidez é freud. No vídeo estão o Fidelis e o Gabriel, na "humilde" kkkkkk. Também o grande irresponsável por isso tudo, Eduardo Alvisi. Valeu mineirada!!!