Últimas Imagens

quarta-feira, 19 de março de 2014

ACAMPAMENTO DE VERÃO

Vinte amigos e camaradas da categoria assinaram o livro de participação desse pedaço de experiência. Onze motonetas foram deslocadas, dessa vez só as Vespas e uma Star4. Os meliantes saíram das cidades de São Paulo, Santos, Ferraz de Vasconcelos, Santo André, Osasco, Mogi das Cruzes e São Sebastião. Dois dias diferentes na SP, em SP.


Na sexta-feira o céu fechou e pôs em cheque a qualidade do encontro. Cinco vespistas desistiram. Como a gente nunca desmarcou evento - não que isso não possa acontecer um dia -, saímos da Sede da Scooteria Paulista debaixo de água: Favero, Fidelis, João, Francisco Sepúlveda (Equador) e Ivana (Argentina). Gabriel e Marcelo, de Ferraz, nos aguardavam no começo da Rodovia Ayrton Senna. Mas não estava bom, viajar com chuva é um pé no saco. Bateu uma bad trip ainda em São Paulo. O sujeito sai de casa cedo, semi-encapado, para uma fim de semana de 300 kms com chuva até um acampamento qualquer na beira da praia. Na frase, o sujeito é um prejudicado. Seguimos assim mesmo. No portal de Mogi das Cruzes, Guilherme e seu pai, Antônio Castrezana, nos aguardavam: filho na PX, pai na pick-up. Não podiam tomar a estrada conosco dessa vez, todavia nos guiaram até lá.


E foi uma viagem de respeito, uma nova experiência, também um teste de paciência. Outro detalhe era que os visitantes Francisco e Ivana guiavam mais devagar que do que estamos acostumados, sempre sessenta. Nesse pique descemos a Serra do Mar até a Rio-Santos, aonde encontramos Delacorte com a Karla, e Luca Perucchi com o bambino Francesco, em Vespas, direto de Santos. 


Dali em diante pegamos pista seca. Ainda que o céu estivesse nublado, acredito quando Baudelaire disse: "Homem livre, tu sempre gostarás do mar". Cuidando um do outro, sinalizando para os carros, administrando a pista, seguimos atentos. Já chegando em São Sebastião a Star do João Medeiros perderia rendimento. Mais tarde eles descobririam uma rachadura no cachimbo da vela. Escoltado pelo Favero nos últimos quilômetros, chegaria minutos depois da gente no camping sugerido. Nos demoramos meia hora em vão: o camping havia fechado. Encontramos outra pousada em Camburi, aonde o Sr.Cristóvão, um distinto e atencioso caiçara, nos fez uma boa oferta e perdoou as contas dos gringos aventureiros. Nisso apareceu o cicerone Marco Túlio, com sua Vespa PX. Nisso também o Marcelo e seu amigo nos deixaram, pois tinham mesmo que estar em casa antes do anoitecer, e enrolariam o cabo até Ferraz de Vasconcelos. Aliás, deixamos registrado aqui uma coincidência boa: na Mogi-Bertioga o motor da PX dele travou e ele não sabia muito o que fazer; nisso descia o Reginaldo, Rose, Diogo e Much, de carro. A equipe Free Willy acudiu os rapazes, que voltaram rodando. Armamos as barracas um pouco antes de chegar a turma do carro.


Desenhava-se o Acampamento de Verão. Estávamos a 100 metros da praia, num chão limpo, arborizado, com banho quente, cozinha coletiva, estacionamento para as motonetas, churrasqueira e wi-fi. Animal Taylor chegava as 21h na Mimosa. O time se completava: Favero, Much, Diogo, Reginaldo, Rose, Delacorte, Karla, Luca, Francesco, eu (Fidelis), Sepúlveda, Ivana, Gabriel, João, Animal e Túlio. Daí em diante fica o inenarrável em nossas lembranças...

Amanheceu em Cambury e alguns já foram pra água. Aos poucos a turma acordava, a maioria com a cara amassada. Luca não, ele foi o leão da guarda, e com Francesco, vigiavam a tudo. Marcamos a saída para as 15h. João precisava chegar bem antes em casa, então partiu cedo na carreira solo. Nossa saída se estenderia, e então às 16h Favero e Gabriel partiram nas suas 200cc. Meia hora depois fomos nós: Fidelis, Delacorte, Karla, Luca, Francesco, Animal, Francisco e Ivana. Cinco Vespas na Rio-Santos. Uma volta quase perfeita, não fosse um Policial Rodoviário ter aplicado uma multa no Animal por fazer "malabares". Depois disso paramos para abastecer. Francisco e Ivana não, levando combustível reserva, optaram por seguir, sabendo que os alcançaríamos mais tarde. De fato o alcancei, na Mogi-Bertioga enquanto os outros três tocaram direto para o fim da pista litorânea.


Era noite quando entramos em Mogi, os gringos e eu. Abastecemos pela última vez e tomamos a agitada Ayrton Senna até a Marginal Tietê. Aliás, foi ali que encontramos o carro do Regis, Rose, Diogo e Much voltando da praia direto pra loja. Seguimos com eles até lá, para um abraço geral de despedida e gratificação. Much pegou sua Vespa e nos acompanhou até a Sede, de onde soubemos que os demais já estavam em suas casas.

Valeu demais, acho que o Delacorte tem razão quando escreveu: "O que a gente se divertiu não cabe nas fotos, nem aqui nos nossos comentários!" Lembramos com carinho de todos os momentos, até os mais ébrios e bagunceiros ali naquela praia, ali na areia. E não vemos a hora do verão voltar...

Até a próxima, São Sebastião.

Fotos: Rose, Fidelis e Marcelo
Texto: Fidelis

3 comentários:

Anônimo disse...

e o passeio de são roque ?acabei perdendo , achei que a scooteria me manteria informado ,deveria mudar o nome p : scooteria picuinha

Marcio Fidelis disse...

Estivemos numa semana de luto pela perda de um dos fundadores e amigo. Caso o Anônimo queira um serviço bem-feito, faça a sua parte, a começar assinando o que escreve. Não guiamos gado.

Anônimo disse...

haahahahaauha no meu velho blog também tinha uns neuróticos anônimos desse tipo. sabia que pelo Live Traffic Feed você consegue saber de qual cidade ele acessou pelo horário que escreveu?

PJ LAMMY