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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A Lambretta Wankel

O motor Wankel foi criado por Felix Wankel em 1924. Consistia em um motor que funciona apenas com movimentos circulares e não utilizava pistão, e tinha como finalidade ser uma alternativa para os motores de combustão interna convencionais.

Eis que há cinco anos atrás, o Sr. Leandro Rodrigues Franco, 79, português que vive no Brasil há mais de 56 anos, resolveu modificar sua Lambretta Standard 1956 para receber um motor Wankel estacionário. Sua inspiração foi a motorização da motocicleta Hercules Wankel 1974.

Foto de Denis Cisma/Folhapress

A dica veio do lambrettista sidecardiano Flavio Gomes, e o artigo pode ser conferido completo no link:
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/deniscisma/2014/02/1416326-a-lambretta-wankel.shtml

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

ACAMPAMENTO DE VERÃO


A Scooteria Paulista convida a todos os proprietários de motonetas clássicas para esse encontro experimental: um acampamento de motonetas. Não se trata agora de um evento mobilizador, ele está mais para uma reunião de aventureiros dispostos a passarem dois dias de lazer a beira-mar. Por isso não reservaremos camping!!! Tudo será feito e decidido no ato. (Temos o contato e a recomendação de alguns campings seguros e a ótimos preços, de frente para o mar). Comprem suas barracas e sacos de dormir. Separem o repelente e o bloqueador solar. Verifiquem a elétrica, óleo de câmbio, pneus, documentos e parafusos. Preparem o espírito para um aventura diferente.

ACAMPAMENTO DE VERÃO #1
Data: 08 e 09 de Março (Sábado e Domingo)
Somente motonetas clássicas!!!!!!!!!!!

SAÍDAS:
Em São Paulo às 7h da Mooca (local e roteiro a definir).
Em Santos às 7h30 no Posto de combustível em frente à Balsa para o Guarujá.
Em Mogi das Cruzes as 8h30 no final com local e horário a definir.

CONCENTRAÇÃO GERAL em Bertioga às 10h na alça de entrada da Riviera de São Lourenço: CLIQUE AQUI

A volta será no domingo logo depois do almoço.
Confirme presença pelo email: scooteriapaulista@gmail.com

See ya scoots & scouts!!!
*Arte por Leo Russo

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Homenagem à Vespa, Minha Primeira Motocicleta (1987)

Dias atrás conheci Suzane Carvalho numa entrevista com o viajante Didier (que deverá sair em breve). Suzane é piloto de automobilismo, instrutora de pilotagem, colunista e atriz. Durante o final dos anos 80 ela teve suas Vespas, duas PX, uma vermelha e outra azul. A história desta é muito boa. Confira comigo no replay.


"No aniversário da Vespa, aproveito para apresentar a vocês minha primeira motocicleta, adquirida em 1986: uma Piaggio Vespa PX 200 vermelha. A história foi mais ou menos assim: desde criança eu apostava corrida de bicicleta com os meninos na rua e andava na Mobilete e Push dos vizinhos, mas minha mãe não me deixava comprar uma. Na adolescência, eu ia para a escola de bicicleta diariamente, e andava em uma turma de motociclistas, mas minha mãe dizia que se eu comprasse uma moto, mandaria roubar! Aos 19 anos casei, e meu marido também implicava quando eu dizia que iria comprar uma moto. Já separada, fui escalada para entregar o prêmio para o pole position do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 de 1986, no Rio de Janeiro. E o prêmio era uma Vespa. O pole position foi o Nigel Mansell, que a tirou de Nelson Piquet na última volta.

Não demorou para que eu adquirisse a minha. Depois desta vermelha, veio uma azul metálica que me acompanhou em muitas aventuras estradas afora. O fotógrafo destas fotos não entendeu muito que eu queria foto da Vespa, e não minha. Mas valeu o registro". (Suzane Carvalho)

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Procurados


Encontrei essa foto perdida nos back-ups, e não faço ideia de como cheguei nela. Não sei se me enviaram ou se encontrei num site qualquer. Gostaria de saber algo dos personagens e da motoneta, até porque essa é a Vespa mais "montada" que já vi num registro do passado paulista. A cidade é Aparecida do Norte.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Em Família (1975)


Essa é da metade dos anos 70, e foi compartilhada pelo Henrique, amigo do Carlos Guerreiro, quem nos dá essas dicas arqueológicas da região do Vale. É esse o tipo de reação que a Lambretta sempre causou e causará na família brasileira. A cidade é Caraguatatuba, litoral norte do Estado.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Motoball com Lambrettas



Esse vídeo foi compartilhado pelo Chicão Velasco. Lambrettista ex-competidor nas corridas de rua e nas peladas em 2 Tempos, Chicão foi, sobretudo nos anos 70, um dos principais maestros nas organizações de eventos no Estado. Meu tio, Donizete Fidelis, lembra bem quando o "promotor" levou o Motoball pra Assis. Hoje o veterano vive em Santos outra vez, ele e sua inseparável Standard D. Vale a pena assistir até o último segundo.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

A SP na VIAGEM E TURISMO


Está nas bancas! A coluna que Hernán Rebaldería escreveu sobre a nossa viagem Brasil-Paraguay-Argentina em novembro do ano passado com Vespaparazzi, Assef e eu, Fidelis. Procure pela edição de fevereiro da revista Viagem e Turismo.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A Primeira Motoneta 1958


"Aproveite a Grande Venda da Indústria para comprar sua Vespa - a primeira motoneta modelo 1958 Super-Luxo". 

A dica veio do lambrettista Flavio Gomes, e trata-se de uma publicidade incrível da extinta loja de departamentos Mappin - passamos pelo antigo prédio dela na Praça Ramos de Azevedo, nesse 25 de janeiro. Quer dizer que lá no tempo do Cruzeiro uma Vespa M3 zerada já valeu 3 mil Reais? Entendi certo? (Usei uns conversores monetários virtuais). O registro é de 1958, quando a Vespa era a grande novidade no Brasil. Sua produção foi lá no Rio de Janeiro (Estado) meses antes desse anúncio no paulistano Mappin. Legal a dica né? (E o som hoje fica com a Rádio Blog.)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Didier World Tour

DIDIER é natural de Saint-Émilion, sul da França. Há sete anos vive na Tailândia, aonde deixou uma namorada e uma conta-corrente aberta. Nesses seus 52 anos de vida já visitou mais de 100 países e 300 ilhas. É fluente no inglês e no alemão também. Muitos foram os seus feitos de cidadão do mundo - aliás ele renega suas tradições e se caga pro orgulho francês -, entre eles, realizou na década passada uma viagem de Tuk Tuk da Tailândia até a França. Sua nova aventura agora é revisitar o mundo numa Star4 da LML, a motoneta plagiada do chassis da Vespa PX. (Outrora a Piaggio levou a produção da PX para a LML da Índia, de onde saíram com a alcunha de Originale 150. Passado o contrato, a empresa indiana trocou o nome da moto mas manteve a produção, produzindo a 2T e a 4T. É treta!!). Didier passou 9 dias conosco, e viveu o lado A e o B da nossa cena, feitos que não experimentado nessa completude. O que eu posso contar para vocês segue abaixo...


24 de Janeiro - Sem GPS ou celular chegou na Scooteria Paulista sozinho na véspera do VI São Anivespaulo, numa sexta-feira de tempestade, em plena hora do rush. Uma bússola. Apesar do meu parco inglês, nos viramos virando copos aqui na esquina com o Alan Lamounier e com a Debbie Cassano.
25 de Janeiro - Um dia e tanto: São Anivespaulo #6. Participou do maior encontro de motonetas da sua vida e conheceu a maior parte da SP. Com Much/Juli, China/Leika, Afonso, e Luciana, fugiu pela calçada do quebra-quebra dos Black Blocks na Rua Augusta, e brindou conosco na Praça Roosevelt e na discotecagem do China até a madrugada.
26 de Janeiro - O compromisso do dia era entregar uma Vespa PX na casa do mais novo vespista da cidade, o Alan. Passamos na Scooterboys e seguimos com o China e Leika para o bairro Sumaré, ia rolar um churrasco de batismo vespístico, com o Delacorte e a turma do pedaço chegando.
27 de Janeiro - Didier precisava de reparos na motoneta. Eu também. Passamos a tarde na Free Willy, na companhia do Reginaldo, Rose, Diogo e Anderson, além dos clientes curiosos com a façanha. A noite fechou nas geladas com o Stofaleti na Mooca.


28 de Janeiro - Cedo partimos para Santos. Uma viagem sempre recomendável. Passamos algumas horas no Empório Motoneta, no Canal 1, aonde Didier foi entrevistado pelo jornal A Tribuna. Depois de um prazeroso fim de tarde na Praia do Tombo (Guarujá), e uma bela pizza no Empório, subimos a Serra na brisa da noite.
29 de Janeiro - A rosca dos parafusos do escapamento havia espanado na volta da viagem de Santos. Tínhamos que resolver isso com urgência. Levei-o na Global Scooters, aonde encontramos a a vespista Ane fechando os últimos assuntos da Coot, que está de partida para Portugal. Infelizmente os parceiros globais não poderiam ajudar o Didier naqueles dias. Jefferson nos encaminhou então à Motorino, concessionária especializada no produto, que se comprometeria a ajudar no dia seguinte. Às 15h partimos então para Taboão da Serra, aonde a jornalista, professora, competidora e ex-atriz Suzane Carvalho faria com ele uma longa entrevista para a Moto Adventure e outra do nordeste. Na volta passamos na Free Willy, aonde o sempre-alerta Reginaldo re-inventou a rosca do cilindro e resolveu de vez o problema da motoneta.



30 de Janeiro - O compromisso vespertino era meu: entregar documentos. No meio do trampo todo conhecemos um lambrettista com sua LI 1962 rodando forte pela Paulista no meio dos carros. Radar! Demos um rolê a pé no calçadão do Centro e no Pateo do Colegio antes do trampo e das aulas de pilotagem dois-tempista para o Alan. Na volta paramos na Porcheria, um bar extremamente palmeirense do vespista Tó. Depois de umas e outras fomos convidados a conhecer a Sede da Mancha Verde. Tudo isso na Lapa. E de lá partimos pro ensaio da escola de samba da Mancha. A noite na Rua Augusta foi ao estilo brasileiro. E pra fechar com chave de ouro o lado B da SP, Didier testemunhou meu acidente besta na curva da ponte sobre o Rio Tamanduateí, a metros da Radial Leste: chapei na mureta as 3 da manhã. Depois dessa, só uma breja pra passar a dor. Chegamos na Sede as 5h.
31 de Janeiro - Um dia de cama. Didier foi sozinho no pilot até a Fnac da Avenida Paulista. No fim de tarde preparei um Tereré e alongamos a prosa com a visita do Stofaleti. O francês passaria a noite trabalhando em seu site.
01 de Fevereiro - No início da tarde Didier conheceu o subúrbio da Z/L. Stofaleti nos levou até o ferro velho do (vespista, entre outras coisas) Tenente, para fazer algumas soldas na motoneta do viajante. Delacorte e Karla passaram por lá e seguimos, em quatro fumaçantes, para o projeto Rock Pra Rua, nas quebradas da Avenida Sapopemba. O evento acontecia no G.R.E.S.S. Combinado Sapopemba. E fechamos a noite na calçada da Sede tomando umas geladas.


02 de Fevereiro - As 10h da manhã partimos para a Estação da Luz, aonde acontecia mais uma exposição de veículos antigos. Encontramos por lá o Sr. Laercio Rodrigues com seu amigo lambrettista Luiz, também o Cabredo, Guilherme e Érico com suas motonetas. O viajante tirou a tarde para descanso e concentração: seu projeto envolve muitos contatos com pessoas, lojistas e empresas pelo caminho.
03 de Fevereiro - Às 8h da manhã, depois de um café reforçado na Sede, Didier partiu pra Curitiba. 

Devo dizer esse cara é incomparável. Ninguém é, mas existem pessoas com qualidades raras, e assim rompem com o mundo, único lugar que Didier chamaria de casa. Essa foi a sua quinta vez no Brasil, a primeira conduzindo uma  motoneta. Daqui seguirá para o Uruguai, depois Argentina, Chile, Paraguai e Bolívia. Então voltará para a França para alguns meses de trabalho. Quem sabe nesse ano ainda nos vemos outra vez. Acompanhe e entre em contato com ele pelo seu Facebook. Saia do mundo da bolha e traduza esse tema que é legal: Et Moi Et Moi Et Moi - Jacques Dutronc



Fotos: Fidelis e Delacorte
Relato: Fidelis