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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

São Anivespaulo #6 (Parte 2 de 2)

O VI São Anivespaulo foi marcado pela grandiosidade a que o acontecimento municipal alcançou. Quase cem motonetas participaram do evento de oito horas, entre o giro, o almoço e a festa com o show especial dos renomados Gasolines. Vespistas de diversas cidades compareceram, lambrettistas da capital chegaram junto, e no meio da nuvem toda um francês viajante chegou a tempo rodando direto da Guiana Francesa para dar o seu ar da graça: Didier. Segue...



A concentração começou antes das 9h e se prolongou até 10h15, quando definitivamente ligamos os motorinos e partimos. Passamos pelo Doi-Codi / Oban - hoje a 36 DP da Civil -, um dos mais sombrios prédios da história da ditadura brasileira - vizinhos contam que ainda se ouve gritos de fantasmas por lá a noite. Durante todo o percurso os revezamos a ponta, entre o Favero, o China e Leika, Much e eu. Enquanto isso Leo Russo, Turiani e Gi, Delacorte e Karla, Reginaldo e Rose cuidavam das laterais e do ferrolho. Pela Brigadeiro Luis Antônio cruzamos a Avenida Paulista, controlando o comboio para que ninguém se perdesse ou cometesse alguma infração. Quando era preciso, parávamos para represar tudo outra vez. Do Viaduto Maria Paula passamos pela Igreja da Sé, o grande palco das Diretas Já. Eliminando alguns pontos tão necessários quanto em prol de um giro dinâmico, ancoramos mesmo em frente à Pinacoteca, aonde tínhamos espaço, sol e (até) privacidade. Ali reencontramos amigos fazendo reparos nas máquinas. Foi ali a foto oficial. Então Koré e Alan seguiram para a zona leste buscar os equipamentos do show e também a Cris. Meia dúzia precisou partir para seus compromissos. E num enxame cabuloso do tamanho de uma locomotiva partimos da Luz para a Marginal Tietê.


Debaixo de um sol de fritar ovo invadimos mais cedo o pátio da Piazza Zini. O proprietário do complexo industrial, sr. Eurico, nos recebeu com uma caixa gelada e seu discurso de boas-vindas. No início da tarde foi notável que a casa não tinha se preparado de acordo com a nossa divulgação, comprometendo o bom humor de algumas rodas. A equipe da Piazza se desdobrou na cobertura, enquanto a nossa trabalhava de copo cheio. Ainda assim foi fantástico. O lugar é cheio de motonetas e bem lembra uma antiga vinícula ou coisa assim. Distribuímos os cartazes do evento na faixa enquanto a Coot Capacetes e a Borami Camisetas armavam a banca toda. (Quem não pegou o seu cartaz avise, guardei um tanto!). Às 15h chegaria o Gasolines, também os equipamentos. Kanashiro sugeriu o show ao ar livre, e ainda que com possibilidade de chuva, correriam o risco. Diante da parede da fábrica instalei o "palco" dos lendários e na base das maracas o reverb comeu solto: Gasolines. Com eles é jogo ganho: exímios em performance e técnica, médio-veteranos no estilo surf music instrumental, velhos amigos do rock, vinte anos de estrada. Inacreditável tê-lo especialmente em nosso São Anivespaulo.


Nesse meio tempo, pouco a pouco, a turma deixava o bairro do Limão. Uns tomariam a estrada pra casa, outros pro seu bairro. Mais um grande encontro pela cidade aconteceu num dia digno de respeito à classe. Parabenizamos a todos os participantes pela postura, aos voluntários da SP pela conduta, e aos GASOLINES pelo show. E agradecemos aos patrocinadores que fizeram por onde esse dia glorioso acontecer: COOT + SENSORIAL DISCOS + ZINI PIZZARIA + BORAMI CAMISETAS + APR MECÂNICA + FREE WILLY PEÇAS E SERVIÇOS + MATTIOLI LAMBREVESPA PEÇAS + ANTIGA AUTO MECÂNICA. 

Deixamos com vocês o relato do lambrettista e jornalista Flávio Gomes, que detonou no manete e na caneta em seu blog: flaviogomes.warmup.com.br

Que venha mais, que venham os bons!!

Fotos: Gisele Leiva e Gustavo Delacorte 
Relato: Marcio Fidelis

Um comentário:

Anônimo disse...

Que Lambretta mais linda o que tem o sidecar. Aonde consigo um desse para a minha?

PJ Lammy