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terça-feira, 3 de setembro de 2013

A Scooteria Paulista na Áustria

No final de Julho os paulistanos Daniel Turiani e Gisele Leiva - vespistas e sócios da Scooteria Paulista - estiveram pelo Velho Continente, e vespisticamente falando, viveram na cidade de Pinzgau (Áustria), dois dias inesquecíveis junto do Vespa Club Pinzgau, história que Daniel contará em duas etapas pra gente:


DIA #1

Já se passava do meio dia e a preocupação nos afligia. O trem de Munich para Zell am See havia atrasado 1 hora e Franz, do Vespa Club Pinzgau - até então somente um contato de Facebook nos aguardava no hotel. Neste momento eu já rezava baixinho para ele continuar esperando a gente por lá. E assim foi, meia hora depois, nós aparecemos na porta do hotel correndo com nossos mochilões chacoalhando para todos os lados. Franz acenou e nos cumprimentou em alemão sem sucesso e logo explicamos o motivo do atraso. Eles são muito rígidos com relação ao horário e principalmente neste dia, ele havia saído do trabalho somente para nos receber. Passado o susto e desculpas aceitas, ele se apressou em dizer que, se queríamos ir até o pico nos Alpes, devíamos somente trocar de roupa e partir o quanto antes, pois o tempo poderia mudar. Como estava quase 35° naquele começo de tarde, logo colocamos nossas bermudas e camisetas finas para passear nas montanhas. Ele, com um olhar reprovador, falou: - Vocês vão realmente assim? Lá em cima, a 3.000 metros de altura, ainda tem neve e é bem frio. Corremos novamente para o quarto e colocamos nossas calças de volta, segunda pele e pegamos o que tínhamos de jaquetas, que na verdade, eram somente um corta vento. Desta vez ele não disse nada, porém ao chegar à sede do clube, pediu a sua gentil esposa Renata, para providenciar duas belas jaquetas grossas, capacetes e luvas. Somente como detalhe, Franz nos aguardou no hotel e nos levou até a sede do Vespa Club Pinzgau, com sua Vespa Ape raríssima.


Já de saída para o passeio, ele nos emprestou sua Vespa 300cc, montou em sua outra Vespa idêntica e sua esposa em uma linda Vespa Rally. Deixou claro que rodaríamos na velocidade que quiséssemos e que poderíamos parar a qualquer momento para fazer as fotos. Pegamos a avenida principal da cidadela e partimos em direção a estrada. 20 minutos após, já estávamos no portão de acesso ao trecho privado do Grossglockner. Franz fez questão de abastecer as motos e pagar o pedágio, que tinha um custo bem alto, 25 euros por veículo. Uma gentileza atrás da outra!! E assim nossa aventura começou, passeando pelo vale, acelerando numa estrada perfeita, de poucas curvas e margeando um pequeno riacho que se formava pelo desgelo, até apontar a sinuosa estrada que nos levaria até o pico da montanha. E como era sinuosa! Retas de 500 metros seguidas de cotovelos a 180°, num zigue zague perigoso, sem proteção lateral na pista, somente a paisagem deslumbrante e assustadora do penhasco rochoso. Era um misto de emoções e eu literalmente tremia. Medo de estragar a moto nova e emprestada, medo de morrer, alegria de estar lá, a sensação de ver a paisagem mais bonita já vista, tudo isso em apenas 40 minutos de subida íngreme.


Chegando ao topo da montanha, o visual era algo inimaginável. Uma placa nos dizia a altura e estávamos no ponto mais alto da Áustria alcançável por veículo. Uma cabana de madeira era o ponto de encontro de pessoas que lá estavam para contemplar a natureza parcialmente coberta pela neve e comer algo com mais de 4 consoantes em sequência. Novamente, Franz fez questão de pagar por uma sobremesa típica, que tinha gosto de bolinho de chuva e formato de bolo picado, acompanhado uma geléia de framboesa por cima. Uma delícia! Por lá ficamos e conversamos por um tempo. Como qualquer vespista, a vontade de andar é maior e logo nos convidou para descer a montanha e visitar os glaciais. Uma estrada menos íngreme que a primeira, mas tão sinuosa e bela quanto. No meio do caminho paramos para apreciar uma cachoeira de águas congelantes e andamos bem devagarzinho do lado de um reservatório natural de água, que de longe era verdinho como toda a vegetação. Essa estrada era mais longa e após 1 hora de rodagem, chegamos até o Glacial. Uma paisagem que só vendo a foto para entender. Neste local, nosso anfitrião já organizou eventos como o anual Vespa Alps days e o famoso Vespa World Days 2009, no qual haviam mais de 5 mil vespas juntas.O dia ia passando e o frio chegando. E ele era traiçoeiro. Derrubava a temperatura na sombra a ponto de, mesmo bem agasalhado, bater os dentes. Logo tomamos o rumo de casa, que era exatamente o mesmo da ida e dessa vez aceleramos e abusamos do ABS da vespinha. Somente a Rally que não tinha tal benefício, mas nem precisava na verdade, pois a Renata guiava muito! Chegamos à sede do Pinzgau a noite, e por lá tomamos algumas cervejas e conversamos bastante sobre as vespas, sobre os encontros, sobre nós. As horas voaram e como no dia seguinte todos trabalhariam normalmente, a pé tomamos o rumo do hotel. Fomos convidados a retornar no dia seguinte pela manhã para conversar mais e ver o que poderíamos fazer no resto do dia.

A Rádio Motoneta sugere a audição do garage-punk contemporâneo Austríaco:
RODRIGUEZ: T.V. Boy

2 comentários:

Anônimo disse...

ESSAS VESPAS JÁ VI NO BRASIL. TEM AQUI NÃO TEM?

PJ LAMMY

Anônimo disse...

A Áustria é um país lindo! Lá comi doces deliciosos também...
Espero ler mais dessa aventura do casal!
Debbie C.