Últimas Imagens

domingo, 29 de setembro de 2013

Um Vespista das Arábias

Essa foto é do acervo de Muhamed Kharfan, um imigrante que veio do Líbano ainda criança para viver na região de São José do Rio Preto. A imagem se passa no interior de São Paulo mesmo e ao que parece é uma Vespa M3 ali toda vestida de acessórios. Kharfan é um dos fotógrafos mais respeitados da história local, e a quem possa interessar, essa é a história da sua vida no jornal Diario Web.

Prato do domingo:
Pata de Elefante: Bolero das Arábias

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Lacinhos Cor de Rosa (Celly Campello, 1959)


...
Ele usa lambreta e é tão veloz
Se passa na corrida eu perco a voz
...

(Conhecida como a Rainha do Rock, outrora como a Princesinha do Planalto, Rainha do Disco, Rainha de Taubaté, Brotinho Adorável, Campeã do Disco etc, Celly Campello está na origem do rock brasileiro assim como a Lambretta está na origem da indústria automotiva nacional. A canção faz parte do disco Estúpido Cupido, de 1959)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Celly Campello (1960)

Essa é uma foto da foto da foto do acervo do sr. Luis Martinho, também conhecido como sr. Luis das Vespas, luso-santista que nos cedeu essa rara imagem de uma revista Veja do final de 1985. Celly Campello - com quatro "L" - nasceu em São Paulo mas cresceu em Taubaté (a 130 kms da capital), e apesar do curto período de atividades, seu legado deixado ao rock brasileiro é fundamental, até mesmo pela geração pioneira a que pertenceu, o que lhe rendeu o título de Rainha do Rock. Ah! Aquela música da Lambretta? Nessa semana a gente sobe ela aqui.

Prato do dia:
Celly Campelo: Estúpido Cupido

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Um Dia na SIP Scootershop (Alemanha)

Finalmente chegamos lá: SIP Scootershop. Foi o nosso primeiro contato internacional. Mal a Scooteria Paulista havia nascido e já estávamos com um pacote de catálogos, stickers (etc) nas mãos. Já era tempo de algum de nós dar uma passadinha pelo sul da Alemanha e retribuir a lembrança. Nossos embaixadores Luiz Lavos e a Clausen Colins foram, direto para um evento oficial da loja, o SIP Shop Opening. Conta pra gente Luiz...


Assim que ficou decidido que um dos destinos de minhas próximas férias seria a Alemanha a idéia de visitar a SIP Scootershop logo veio à minha mente. Pesquisando melhor descobri que Landsberg am Lech, a cidade onde ela está localizada, ficava a 40 minutos de trem de Munique, um dos locais onde eu me hospedaria, e a dúvida então começou a pairar sobre mim. Vou ou não vou? Essa indecisão perduraria por alguns dias, até eu receber o primeiro "sinal" bem na timeline do meu Facebook. Numa certa manhã a página da SIP divulgava um Shop Opening, um evento aberto com comes e bebes para promover seu novo showroom. Meus olhos correram para a data na tela e em seguida para o calendário na mesa. Dia 10 de agosto, um sábado, exatamente enquanto eu estaria em Munique. Era demais para resistir, eu visitaria a SIP Scootershop!

Agora que estava decidido eu precisava dividir a novidade com meus companheiros de Scooteria e foi o que fiz enviando uma mensagem para o Márcio Fidelis. Foi então que recebi o segundo e definitivo "sinal". Tão empolgado quanto eu, ele respondeu: "Luiz, se você vai na SIP temos que avisar o Martin!" Sim, Fidelis conhecia o gerente de vendas da loja e imediatamente mandou um email avisando que um membro da Scooteria Paulista estaria presente no evento. Decidimos que esta seria a oportunidade perfeita para retribuir o presente de 3 anos antes, quando Martin enviou uma série de materiais para o grupo, e combinamos de discutirmos os detalhes na próxima reunião. Quinta-feira chegou, e foi no tradicional encontro noturno na sede que tratamos de separar materiais nossos, de outros clubes e empresas que fazem a cena scooter latino-americana para levar para os alemães. Parecia que eu era um astronauta rumo à Lua, todos estavam empolgados, davam conselhos e desejavam boa sorte. Obviamente não era o caso mas a responsabilidade que eu sentia era quase a mesma. Com apenas alguns dias como membro oficial eu seria o "embaixador" da Scooteria Paulista na visita à uma das Mecas do scooter mundial, não podia fazer feio. Nos dias que se seguiram Martin e eu trocamos emails e tudo ficou acertado. Agora era esperar e tentar conter a ansiedade. 

Martin e Luiz
Semanas se passaram e o grande dia finalmente chegou. A previsão do tempo se confirmara e o sol brilhava com apenas algumas nuvens pelo céu. Eu e minha esposa Clausen acordamos cedo e seguimos direto para a estação central de Munique. O evento aconteceria entre 10 da manhã e 2 da tarde e precisávamos pegar o trem das 9:19h (sim, o trem partiu exatamente nesse horário) para chegar à tempo de aproveitar o máximo possível. E foi o que aconteceu, conforme previsto nosso trem chegou em Kaufering, a estação mais próxima da loja, exatamente às 9:54h e 20 minutos de caminhada depois nós já avistávamos a aglomeração de scooters na rua. Entrei na loja meio perdido e logo fui abordado por Martin, sorridente e tão surpreso quanto eu por realmente estarmos lá. Nos cumprimentamos e já tratei de entregar o pacote que havia trazido do Brasil em minha mochila. Perguntei se poderíamos tirar uma foto juntos e ele próprio pediu para vestir a camiseta do encontro nacional que eu havia levado de presente. Missão cumprida!
Clausen na "Ape-Cafeteria"

Conversamos um pouco, sempre em inglês, enquanto tomávamos um espresso diretamente de um Piaggio Ape convertido em cafeteria móvel, e em seguida Martin nos deixou à vontade para curtirmos o evento. Tudo era muito organizado e além do "Ape Cafeteria" havia também um "Ape Pizzaria" (com um forno à lenha na parte de trás de onde saiam pizzas abertas e recheadas alí mesmo) e uma barraca vendendo cerveja (afinal, estávamos na Alemanha). Já a diversão era gratuita e ficava por conta do austríaco Lumpi Schachermayr e suas acrobacias sobre Vespa. O clima era familiar e o público bem variado. Segundo o balanço oficial mais de 500 pessoas estiveram no local, porém a rotatividade era alta e não houve aglomeração. Entre as motonetas do acervo da SIP e as de clientes estacionadas do lado de fora, estavam Vespas 125 "Faro Basso", 90 Super Sprint, 125 Primavera, Rally 200, PK125, GS150, TS125, PX150 e até a novíssima Vespa 946. Também haviam Piaggio's Ciao 50, Lambrettas LI150 e uma Heinkel Tourist 103. Dentro da loja, os 100m²  do showroom com paredes de madeira e decorados com extremo bom gosto, contavam com um telão onde rolavam vídeos das viagens da equipe pela Europa e dois grandes sofás de couro que davam um ar informal ao lugar.


Comemos, bebemos, namoramos os produtos nas prateleiras, pegamos adesivos e todo tipo de material disponível para trazer pra galera da Scooteria e no fim das contas, apesar da vontade de levar tudo pra casa, compramos apenas uma bolsa e um par de luvas. Algum tempo depois Martin retornou com Ralf Jodi, um dos fundadores da empresa em meados da década de 90, que nos explicou que a idéia do novo showroom era justamente estreitar a relação entre a SIP e seus consumidores, que antes disso não tinham muito o que ver quando visitavam a loja física. Foi então que Martin nos convidou para um tour pelos bastidores. Passamos pela porta atrás do balcão e a visão era impressionante, com caixas e prateleiras a perder de vista. Pra ser mais exato, a SIP conta com 2.500m²  de estoque, cerca de 23 mil itens catalogados e despacha mais de 400 pedidos por dia! Demos uma volta por alí e seguimos para os escritórios. A aparente calmaria era apenas por conta do sábado de folga, num dia normal aproximadamente 70 funcionários trabalham nos diversos setores da empresa. Ao final do tour Martin pediu para que deixássemos uma mensagem no recém inaugurado livro de visitantes e nos presenteou com um par de camisetas e um catálogo (gigante) destinado à Scooteria.


Pontualmente às 14 horas as portas da loja se fecharam. O evento chegava ao fim e Martin sugeriu aproveitarmos o restante do dia para conhecermos o centro de Landsberg. Mas havia um problema, ele estava de Vespa (uma GS150) e não tinha como levar mais duas pessoas. A solução acabou sendo tão divertida quanto um passeio de motoneta. Ele foi na frente em sua Vespa e nós seguimos logo atrás com Moritz Kohrs, o gerente de produtos da loja, em seu simpático Fiat 500 Giardiniera ano 1965. A carona foi rápida e em poucos minutos chegamos ao nosso destino. Moritz se despediu e passamos as horas seguintes com Martin numa agradável caminhada por aquela típica cidadezinha do interior da Bavária. A tarde ia caindo e só depois que ele se certificou que saberíamos retornar em segurança até Munique é que finalmente nos despedimos. Ainda houve tempo para que eu e Clausen aproveitássemos os últimos raios de sol tomando a saideira num Biergarten à margem do rio Lech antes de retornarmos. Era o fim de um dia perfeito que ficará para sempre em nossas memórias.


Quando comprei minha Vespa tinha certeza de que ela seria o grande elo de ligação entre mim, minha esposa, os lugares que ainda não conhecíamos e os amigos que ainda não havíamos encontrado. Mas nunca imaginei que ela nos levaria tão longe. Fica aqui, mais uma vez, nosso agradecimento à todo o pessoal da Scooteria Paulista. Sem vocês nada disso teria sido possível. Vielen Dank!

Trilha sonora sugerida:
Rammstein: Mein Land 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A Corrida da Motovespa (1986)


Em 1986 a Motovespa do Brasil promoveu no Autódromo de Interlagos uma corrida de exibição da novidade: as PX200 nacionais. Essa foto foi Adalberto Calza quem fez correr pelas redes sociais, e ele aponta lá ao fundo, com uma flecha vermelha, um velho conhecido apelidado de Sopinha.

Sugestão do dia:
The Spencer Davis Group: Keep on Running

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Almanaque MOTORINO #2


Estamos preparando o próximo Almanaque MOTORINO, o #2. Notícias desses países nos chega por todos os lados e a gente vem somando tudo para a peneira das 40 páginas que o zine trará. O tema central "Mi Corazón Late en 2T" conta os causos e polêmicas sobre a tentativa de proibir a circulação de veículos de motores de 2 Tempos em uma grande cidade da América do Sul. Também revelaremos alguns segredos sobre as motonetas do filme Quadrophenia, sobre a viagem de dois aventureiros que saíram do Brasil rodando com suas Vespas até o Deserto do Atacama, sobre uma parte fundamental da cena scooterista austríaca, sobre um certo presidente que já foi vespista e muito, muito mais.

Anuncie sua loja, seus serviços ou mercadorias nessa edição do Motorino. Temos só mais dois espaços vagos. Corra!! 

Lançamento em São Paulo previsto para 28 de Setembro.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Na Áustria #2

No final de Julho os paulistanos Daniel Turiani e Gisele Leiva - membros oficiais da SP- estiveram pelo Velho Continente, e vespisticamente falando, viveram na cidade de Pinzgau (Áustria), dois dias inesquecíveis junto do Vespa Club Pinzgau, história que Daniel continua contando agora:


DIA 2

Como estávamos exaustos do dia anterior, preferimos descansar um pouco e só acordamos às 9h da manhã. De café tomado, seguimos até o escritório do Franz que fica ao lado do Vespa Club. Chegando lá, fomos novamente recebidos de braços abertos e para nossa surpresa, o Franz nos disse que tinha muito trabalho e não poderia andar de Vespa conosco. Já na minha mente imaginei que passaria o dia caminhando pelo lago e tinha acabado a aventura sobre 2 rodas. Estava enganado. Ele havia separado os capacetes e sua bela Vespa Super 300cc e nos disse que podíamos ir para onde quiséssemos, contanto que estivéssemos de volta às 18h para participar da reunião na sede. A alegria foi enorme, mas ao mesmo tempo fiquei com muito receio de toda a responsabilidade que ele havia nos dado. Para não sair sem rumo, pedi uma dica de ponto turístico. Ele nos deu uma série de opções, mas insistiu que fossemos até as cachoeiras de Krimml, a uns 60km de distância de Zell am See, pois era um belíssimo passeio, longo, porém seguro, e aproveitaríamos bem de Vespa. Aproveitando o momento de demonstração de amizade, saquei da manga todos os presentes que havia levado do Brasil e também os brindes da nossa Scooteria Paulista. A alegria e surpresa dele eram claras. Acho que ele não imaginava receber tantos mimos saídos de mochilas tão pequenas para aquela viagem. Ficou visivelmente impressionado pelo design gráfico dos postais, cartazes e pelo famoso logo com a rosa dos ventos. Nos despedimos momentaneamente e partimos para Krimml. 


Sem grandes dificuldades, chegamos ao destino em aproximadamente uma hora de estrada. Ao longe a enorme cachoeira se mostrava no meio da mata e despencava em três níveis na montanha. Procuramos um local para estacionar e como era de se esperar, tudo muito organizado. Motos de um lado (gratuitamente) e carros de outro (pagantes). No local havia um enorme armário com total segurança (como se fosse necessário) para deixar pertences e aproveitar bem o dia. Seguimos trilha adentro e a cachoeira era tão bela que acabamos nos empolgando e subimos toda a montanha á pé, mesmo não estando adequadamente vestidos para isso (tênis e jeans). No topo, tomamos uma bela cerveja de trigo e já estava ciente que deveria ser uma só, pois era o limite alcoólico para se guiar uma vespa emprestada em um país de língua enrolada. Com aquele cenário exuberante, esquecemos da vida e só partimos as 17:30. Acelerei a vespona e retornamos ao Vespa Club em menos de uma hora. Todos estavam lá, bebendo cervejas e batendo um papinho alemão esperto. Receberam-nos com muita alegria e assim fomos apresentados a todos. A conversa basicamente era em inglês, mas eu arranhava um alemão para agradar. Ficaram muito surpresos de saber que no Brasil muitas pessoas mexem nas próprias motos e adoraram quando contei que tentava tunar o cilindro da Vespa com a micro retífica. Disseram que isso era muito “Old School” e que eu era um louco, pois lá, eles compram facilmente os kits Malossi da vida. A noite foi passando, com muita cerveja local rolando, todos contando suas aventuras e pedindo para contar coisas do Brasil. No telão ao fundo, Franz mostrava as fotos dos seus rallys de longa distância pela Europa. 


No final da noite, quando todos haviam partido, Franz nos chamou numa outra sala e nos mostrou os brindes que havia separado. Era tanta coisa que fiquei atordoado. Pins, banners, adesivos, patches, chaveiros e um monte de outras miudezas destinadas à Scooteria Paulista. E foi neste clima de bons amigos que nos despedimos do casal austríaco com abraços, promessas de retorno e convites para nos visitar no Brasil. A chuva continuava caindo e de alma lavada, já com saudades de tudo, seguimos nosso caminho de volta.


Texto: Daniel Turiani
Fotos: Gisele Leiva
Indicação do casal:
Eddie Vedder: Into the Wild

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

EXPEDIÇÃO TROPEIRA BRASIL-PARAGUAY 2013


Pelo segundo ano consecutivo a Scooteria Paulista "cai na estrada" rumo ao Paraguai. O combinado agora é entre Walter Vespaparazzi (Jacareí), Marcio Fidelis (São Paulo) e Hernan Rebaldería (argentino residente aqui na capital). A II Expedição Tropeira Brasil-Paraguay promete trazer, em literatura e documentários, o inusitado churrasco de chão, barracas à beira-pista e manobras fiscais. Serão dez ou onze dias fora de casa, quatro para chegar lá e quatro pra voltar pra casa. Acreditamos que chegaremos a 3600 kms rodados. Lá em Encarnación, sul do Paraguai, acontecerá dois encontros simultâneos (ou um que representa dois): "I Encuentro Internacional" + "XV Encuentro Internacional de Vespa Clubes".

Atualizaremos esse blog durante todos os dias da expedição, compartilhando com vocês um pouco sobre a estrada. A gente vai confeccionar alguns cartões postais e queremos incluir na contra-capa do cartão os patrocinadores dessa aventura. Dou-lhe uma, dou-lhe duas...

Arte por Santiago Dulce
A Expedição Tropeira Brasil-Paraguay sugere a audição de:
Los Tres Soles del Paraguay: La Galopera

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A Scooteria Paulista na Áustria

No final de Julho os paulistanos Daniel Turiani e Gisele Leiva - vespistas e sócios da Scooteria Paulista - estiveram pelo Velho Continente, e vespisticamente falando, viveram na cidade de Pinzgau (Áustria), dois dias inesquecíveis junto do Vespa Club Pinzgau, história que Daniel contará em duas etapas pra gente:


DIA #1

Já se passava do meio dia e a preocupação nos afligia. O trem de Munich para Zell am See havia atrasado 1 hora e Franz, do Vespa Club Pinzgau - até então somente um contato de Facebook nos aguardava no hotel. Neste momento eu já rezava baixinho para ele continuar esperando a gente por lá. E assim foi, meia hora depois, nós aparecemos na porta do hotel correndo com nossos mochilões chacoalhando para todos os lados. Franz acenou e nos cumprimentou em alemão sem sucesso e logo explicamos o motivo do atraso. Eles são muito rígidos com relação ao horário e principalmente neste dia, ele havia saído do trabalho somente para nos receber. Passado o susto e desculpas aceitas, ele se apressou em dizer que, se queríamos ir até o pico nos Alpes, devíamos somente trocar de roupa e partir o quanto antes, pois o tempo poderia mudar. Como estava quase 35° naquele começo de tarde, logo colocamos nossas bermudas e camisetas finas para passear nas montanhas. Ele, com um olhar reprovador, falou: - Vocês vão realmente assim? Lá em cima, a 3.000 metros de altura, ainda tem neve e é bem frio. Corremos novamente para o quarto e colocamos nossas calças de volta, segunda pele e pegamos o que tínhamos de jaquetas, que na verdade, eram somente um corta vento. Desta vez ele não disse nada, porém ao chegar à sede do clube, pediu a sua gentil esposa Renata, para providenciar duas belas jaquetas grossas, capacetes e luvas. Somente como detalhe, Franz nos aguardou no hotel e nos levou até a sede do Vespa Club Pinzgau, com sua Vespa Ape raríssima.


Já de saída para o passeio, ele nos emprestou sua Vespa 300cc, montou em sua outra Vespa idêntica e sua esposa em uma linda Vespa Rally. Deixou claro que rodaríamos na velocidade que quiséssemos e que poderíamos parar a qualquer momento para fazer as fotos. Pegamos a avenida principal da cidadela e partimos em direção a estrada. 20 minutos após, já estávamos no portão de acesso ao trecho privado do Grossglockner. Franz fez questão de abastecer as motos e pagar o pedágio, que tinha um custo bem alto, 25 euros por veículo. Uma gentileza atrás da outra!! E assim nossa aventura começou, passeando pelo vale, acelerando numa estrada perfeita, de poucas curvas e margeando um pequeno riacho que se formava pelo desgelo, até apontar a sinuosa estrada que nos levaria até o pico da montanha. E como era sinuosa! Retas de 500 metros seguidas de cotovelos a 180°, num zigue zague perigoso, sem proteção lateral na pista, somente a paisagem deslumbrante e assustadora do penhasco rochoso. Era um misto de emoções e eu literalmente tremia. Medo de estragar a moto nova e emprestada, medo de morrer, alegria de estar lá, a sensação de ver a paisagem mais bonita já vista, tudo isso em apenas 40 minutos de subida íngreme.


Chegando ao topo da montanha, o visual era algo inimaginável. Uma placa nos dizia a altura e estávamos no ponto mais alto da Áustria alcançável por veículo. Uma cabana de madeira era o ponto de encontro de pessoas que lá estavam para contemplar a natureza parcialmente coberta pela neve e comer algo com mais de 4 consoantes em sequência. Novamente, Franz fez questão de pagar por uma sobremesa típica, que tinha gosto de bolinho de chuva e formato de bolo picado, acompanhado uma geléia de framboesa por cima. Uma delícia! Por lá ficamos e conversamos por um tempo. Como qualquer vespista, a vontade de andar é maior e logo nos convidou para descer a montanha e visitar os glaciais. Uma estrada menos íngreme que a primeira, mas tão sinuosa e bela quanto. No meio do caminho paramos para apreciar uma cachoeira de águas congelantes e andamos bem devagarzinho do lado de um reservatório natural de água, que de longe era verdinho como toda a vegetação. Essa estrada era mais longa e após 1 hora de rodagem, chegamos até o Glacial. Uma paisagem que só vendo a foto para entender. Neste local, nosso anfitrião já organizou eventos como o anual Vespa Alps days e o famoso Vespa World Days 2009, no qual haviam mais de 5 mil vespas juntas.O dia ia passando e o frio chegando. E ele era traiçoeiro. Derrubava a temperatura na sombra a ponto de, mesmo bem agasalhado, bater os dentes. Logo tomamos o rumo de casa, que era exatamente o mesmo da ida e dessa vez aceleramos e abusamos do ABS da vespinha. Somente a Rally que não tinha tal benefício, mas nem precisava na verdade, pois a Renata guiava muito! Chegamos à sede do Pinzgau a noite, e por lá tomamos algumas cervejas e conversamos bastante sobre as vespas, sobre os encontros, sobre nós. As horas voaram e como no dia seguinte todos trabalhariam normalmente, a pé tomamos o rumo do hotel. Fomos convidados a retornar no dia seguinte pela manhã para conversar mais e ver o que poderíamos fazer no resto do dia.

A Rádio Motoneta sugere a audição do garage-punk contemporâneo Austríaco:
RODRIGUEZ: T.V. Boy

domingo, 1 de setembro de 2013

Do Almanaque MOTORINO #1


Esses são os anunciantes-parceiros do Almanaque MOTORINO #1. A gente agradece a cada um imensamente pelo crédito posto nessa iniciativa marginal de literatura old scooter. O ciclo do Motorino #1 está se fechando, e o nosso estoque de 250 impressos está chegando ao fim. No fim de setembro traremos a edição #2 para o deleite desse planeta 2 Tempista. Conheça:


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