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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Nota sobre o III Desafio de Motonetas SP

Dois sócios da casa estiveram no III Desafio de Motonetas, no Kartódromo de Paulínia a dez dias atrás, o Reginaldo Silva e o Aurélio Martimbianco. O primeiro, junto da Rose e Diogo, forneceram o apoio pedido pela organização, o Motonetas Clássicas Campinas, enquanto o que o segundo camarada, esse correu! E escreveu para o nosso blog compartilhando conosco a sua experiência de ser um piloto amador de corridas malucas.


Vou explicar o que senti nesta pegada deste desafio motonetas! A coisa é muito louca e interessante pois  a corrida começa desde quando você sai de casa, porque o relógio nunca vai estar ao seu favor, pois se fica preocupado em atrasar e atrapalhar ou não participar do evento. O que vejo e que minha organização é extremamente importante nestas horas, pois tem que pensar em um simples cabo de embreagem que pode quebrar e até mesmo num pistão que pode furar! Você tem que ser rápido, pensar em tudo, levar tudo, gostar de tudo!!

Tatu: Pistão furado
É muito louco a situação, pois existem todas as condições, neste momento, quando um pneu fura porque você andou segurando muito no freio traseiro (aonde o conjunto freio-roda-pneus esquenta muito, vindo a dilatar a câmera até sua exastão), e aí você se lembra: "fudeu!! não trouxe a porra da roda reserva!". O que eu percebi que na pista não existe amizade pois todos querem ganhar, mas no bastidores a coisa é outra, pois a fraternidade e a amizade são imprescindiveis. Somos todos amigos em busca da mesma diversão!


Agora falo do que  sinto na pista. É foda! É muito bom! Quando eu entro acho que não vai dar, pois me sinto quadrado nas curvas, mas logo pego no breu!  A motoneta vai indo até que acho os limites, e então a confiança chega, e aí a brincadeira começa a tomar forma. Hoje vejo que estamos se tornando mais competitivos, pois os caras estão melhorando bem as máquinas, e isso me preocupa pois não quero ficar para traz. Outra coisa que vejo é que nas curvas somos todos iguais, e cada um com seu medo. Pois pode não ser uma corrida tão veloz pra quem assiste de fora, mas para quem está correndo é muito foda, pois as motonetas não ajudam nas curvas, aonde o que manda é a habilidade de cada um. Falo até para algum amigos que quem anda de Vespa dirige facilmente qualquer moto. Agora, imagina correr? Então pra finalizar confesso ser uma experiência muito louca aonde o medo ocorre porque se pode cair e se machucar ou alguém passar por cima de você etc. Mas completar uma corrida inteira e ter uma colocação boa é uma sensação muito boa! Obrigado a todos amigos envolvidos por isso acontecer e por partilhar o mesmo gosto que tenho!
Aurélio





Texto: Aurelio Martimbianco
Fotos: Pedro Parez

No estilo do autor desse texto a gente dedica essa:

JOHN MAYALL'S BLUESBREAKERS: Steppin' Out

domingo, 28 de julho de 2013

Almanaque MOTORINO #1


Para registrar aqui, nesse sábado a gente se reuniu entre scooteristas, músicos, colegas e amigos na Bar do Peppe, um boteco no bairro do Tatuapé, São Paulo. Foi uma tarde de confraternização num lugar com uma identidade própria da boemia local. O motivo: lançamento do Almanaque MOTORINO #1. O evento começou as 14h com a chegada dos primeiros camaradas e seguiu até a noite. 12 motonetas fizeram o cenário, elas vieram de Taboão da Serra, Santo André e São Paulo. Os shows começaram no final da tarde, com Oskarface tocando um rock nacional de horrorchanchada, e com o Brazilian Cajuns fazendo um rockaipira country style. Agradecemos a todos pela participação nesse processo, o da criação do fanzine, a captação de recursos e o dia lançamento. Esse Motorino está bala! Adquira o seu por 10 Reais (+ frete).

Estaremos com eles nas próximas semanas nesses lugares:

- Heavy Soul - Festa no dia 06 de Agosto na Av.São Luiz, SP.
- Soul, Suor e Sacanagem - Festa no dia 08 de Agosto nos Jardins.
- XIII Encontro de Autos Antigos do Parque da Mooca.
- X Encontro de Lambrettas, Vespas de Jundiaí - 25 Agosto.
- Metade de agosto em Santos, no Empório Motoneta.
- Na Free Willy Moto Peças, na Fatiado Discos e no Empório 69, essas em São Paulo.

Encomende o seu pelo email: scooteriapaulista@gmail.com . Essa edição será limitada a 250 cópias.


Fotos: 1 Senna, 2 Fidelis
Sugerimos a audição e a tradução de:

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Apaixonados Por Limeira


Pegue a lupa. Essa foto veio da comunidade do Facebook "Apaixonados por Limeira". (Acho que encontrei) aí uma Vespa M3 estacionada em frente à Alfaiataria Lakales. E se dia desses citamos a Vespa Trojan, a sugestão da vez vem da rua Doutor Trajano, do final da década década de 50.

(Essa é só pra avisar ao leitor que nesse sábado acontece o lançamento da edição #1 do Almanaque MOTORINO. O evento é no bar do Pepe, um antigo boteco do bairro do Tatuapé, em São Paulo, e contará com as apresentações das bandas de integrantes vespistas OSKARFACE e BRAZILIAN CAJUNS. O bar fica na Rua Apucarana, uma travessa da Radial Leste. A faxada é desse nype das que estão na foto. Começa às 15h, acaba às 20h. ALMANAQUE MOTORINO: $10zão)

A gente sugere que você se prepare ouvindo:
BRAZILIAN CAJUNS: Depois Daquele Tiro

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Desafios de Motonetas


Segue mais uma do acervo do Chicão Velasco, lendário competidor de Santos. Essa é pra te lembrar que:

*O Delacorte fez uma entrevista com ele há um ano atrás e a publicou no Almanaque Motorino #0. Muitos me perguntam sobre essas revistinhas, porém sinto dizer mas elas já esgotaram. Estamos preparando a edição #1 agora, a forma de um projeto literário bem legal, informativo, ilustrativo. O Almanaque será lançado no último fim de semana de julho. Informações no início da semana.

*Nesse domingo dia 21 acontece o revivalismo dessa era de ouro das corridas das 'lambretinhas'. No Kartódromo de Paulínia, às 8h da manhã tem III Desafio de Motonetas 2013 (edição SP). Confira informações completas e contatos na página Motonetas Clássicas Campinas. Muitos amigos estarão nessa competição, dentre eles o sócio Aurélio Martimbianco, que preparou uma sessentinha de 200cc para deitar o cabelo no Kartódromo San Marino.

O Diretor de Prova Tatu Albertini sugere a audição de:

terça-feira, 16 de julho de 2013

GIRATA D'INVERNO (Parte #2 - 14 Julho)

Domingo, 14 de Julho. Segundo tempo da Girata D'Inverno. E as previsões passam longe de qualquer precisão. Estamos no meio de um inverno, e no domingo fez calor; acreditávamos num comboio pequeno de quinze ou vinte chegados, e chegamos em 34 Vespas e Lambrettas. Também não sabíamos se seria possível levá-las até a vila de Paranapiacaba. E para quem reparou um pouco mais na espectativa da casa: como seria o primeiro encontro social da SP desde o IV Encontro Nacional? Sim, desde então só visitamos os eventos dos camaradas. Então vamos lá, We're Coming Back!!


A concentração estava marcada para as 9h da manhã. Não no cartaz, aqui no blog. No cartaz, apenas (e discretamente) a data. Saímos às 10h, do Largo do Arouche, República. Éramos em trinta motonetas. Vespas PX200, Originale 150, Super 150, Lambrettas LI e Xispa, além também de uma Star4 da LML - aquela do chassis da PX. Amigos e colegas de todos os cantos de São Paulo, de Taboão da Serra, Osasco e Itatiba. Eu vinha da Mooca, e trazia a antiguinha para passear pela primeira vez fora da capital. Me arrancaram da cama em suaves prestações: o Diego Pontes com sua estreante PX-Trojan-200, e Koré na estradeira PX-LowRider-200. Na praça nos aguardava o Favero, Leo Russo/Claudia, o sr.Artur Biscaia, o Mestrinelli em Vespa e sua esposa Alessandra no carro. Também o Itatiba - que veio rodando de sua cidade, a mesma, no dia anterior -, o Gabriel, Marcelo, o Roberto, Vanderlei, Lucas, Hernán com namorada nova, Afonso, a Ane de PX, também a Rosa no mesmo modelo, os lambrettistas Ambrósio, João e Amorim; também o Rodrigo Cabredo na LI com o camarada Luiz Lavos trazendo a esposa na PX; o Paulo De Vitto, Davilym, Edelcio, o Poló de "Xispa", João "Johnny Star" e tantos outros que agora me foge da memória ou que infelizmente não pude conhecer pessoalmente em tempo diante da obrigação e da tensão da tropeirada.


Lentamente, em ritmo de aquecimento, passamos pela Sé e descemos para o Glicério. Segui na ponta, determinando o ritmo da tropa. Atento com o(s) ferrolho(s) da Sociedade, já nesse momento dei falta de alguns vespistas. Por quase cinco minutos ficamos parados no pé da Tabatinguera com os motores ligados na pista direita. Enfim desceu o Mestrinelli e o Favero acenando "ok". Fazia um tempo que não sentíamos esse aroma de comboio, dos motores clássicos. Meio a ele veio o cheirinho do Rio Tamanduateí, por 30 quilômetros de asfalto, do Brás a Mauá. Ali o limite é de 60 km/h, a gente andava a 40km/h. Fabio Much nos esperava em um posto e ouviu de longe o comboio chegando. Era a primeira vez que a Scooteria Paulista tomaria o rumo para o ABC Paulista. Tem gente que não gosta de muvuca, de buracos, de esgoto, de trânsito e cidades industriais. A gente não liga, a gente quer rodar e quer as ruas tomadas pela classe. Até porque essas motonetas foram criadas num (e para reerguer um) país destruído. 


E sempre à margem do rio podreira passamos por São Caetano do Sul, cuidando da locomotiva de 300 metros, falando de nós. De dentro dos carros populares o pessoal tirava fotos. Nas calçadas apontavam com o dedo, e as crianças adoravam aquela surpresa. Sem pressa, curtindo estar juntos, o agrupamento seguia barulhento. Revezávamos as posições. Uns esticavam, outros paravam para foto, e a Sociedade rodiziava os postos. Fernando na sua PX nos aguardava pelo caminho. Passando por Santo André paramos então no Posto Cabeça Branca. Lá o Marcelo Santana nos esperava com a Valery. Lá também a gente encontraria o Ito, parceiro paulista do Vesparaná Club. Lembra que falamos do IV Encontro Nacional? Lembre que o Ito é o japonês que nos deu uma força na condução daquele comboio histórico das 140 motonetas. Grande cara da música do Robertão!! A parada ali foi de 20 minutos. Marcelo Santana então explicava o caminho que haviam feito na semana passada em Vespa até Paranapiacaba, para definir o mapa da rota da Girata. Acho que foram 25, quando então voltamos pra Avenida dos Estados. Pelo caminho o rio parecia ganhar a cada metro (ou litro) um pouquinho mais de vida, pelo menos o mato e o carente arvoredo se destacava mais na beira da pista. No sol das 11 horas passamos pela Estação de Mauá pelo asfalto precário. Realmente tão precário, mas tão precário, que num dado trecho de um enorme buraco saía uma árvore- praticamente isso: claro, colocaram lá para sinalizar os condutores. Entramos na Av.João Ramalho e cruzamos Mauá até a saída. A cidade tem suas estreitezas e graus de dificuldades. Semáforos fechavam e cortavam o comboio ao meio. Na Humberto de Campos um carro ou outro forçaria ultrapassagem. Marcelo Santana ou Favero, ou ainda o Fabio Much, puxavam o ritmo da fila. Eu tentava controlar um pouco a ansiedade dos tropeiros.


Entramos então em Ribeirão Pires e sem dificuldades saímos dela. Nessa hora o Marcelo sugeriu aumentarmos o ritmo do comboio, visto que tomaríamos a rodovia (Dep.Antônio Adib Chamas). Represamos o pessoal diante de uma barraca de água de côco e repassei a instrução. Dali em diante a excursão viraria viagem, e das boas, apesar de pequena: apenas 12 kms até o destino. Encontramos o Gustavo Delacorte vindo na mão oposta com sua PX200 branca, ele vinha de Santos. Tirando fotos, bronzeando os braços, tomando um vento, os bravos e guerreiras da tropa chegava ao meio-dia no limite da rodagem. O limite era o bloqueio que anualmente é feito durante o Festival de Inverno de Paranapiacaba. Sem chances de seguir adiante rodando. Respondida aquela segunda pergunta. Na estrada a média deve ter subido para os 60km/h. Continuamos pela pista que divide a pequena Rio Grande da Serra e na sequência já vivíamos um outro "mood", no sol a pampa dando mais verde à várzea e mais brilho aos lagos. E ao meio-dia chegávamos no bloqueio. O único (e estratégico) estacionamento cobrava, de todo e qualquer veículo, o mesmo valor: 20. Sergio Andrade e eu, numa prosa, conseguimos a metade do preço por motoneta... "Aeeeeeee". Cinco ou seis vespistas tinham outros compromissos e destinos pela tarde, e decidiram se despedir ali mesmo da gente. O Ito seguiria de moto para Campinas. A gente foi pra dentro, em 28 motonetas. Emparelhamos todas elas, guardamos alguns capacetes no carro do Sergio, outros no carro da Alessandra, e então invadimos o busão, o coletivo que nos levaria para a vila de Paranapiacaba, pelo percurso de 4 ou 5 kms. A baderna foi geral, e os baderneiros exigiam "passe-livre sem violênciaaaaa!!!!". É hora dos políticos fazeram alguma coisa boa pela preservação, livre-circulação e taxa zero para importação de peças e acessórios para  veículos clássicos hihihihi... (Mas bem que podia ser sério!). Ao descermos do ônibus combinamos o retorno às 16h daquele mesmo ponto, com tolerância máxima de 15 minutos de espera, deixando todos livres para desfrutarem do Festival de Inverno de Paranapiacaba como bem entenderem. Até andamos um trecho agrupado, mas lá dentro, em meio as turistas do evento, nos confundíamos com a multidão e nos dividimos.



Pula o Festival todo, afinal, aqui era o momento dos amigos e camaradas botarem a prosa e a gelada em dia. Três horas depois encontramos o China e a Leika, que haviam se atrasado para sair de casa, e então vieram bem depois. E conforme o combinado, e pasmem (!!!), com pontualidade britânica, às 16h nos reunimos no ponto de ônibus e quinze minutos depois tomaríamos o coletivo - já sem o Roberto, o Vanderlei, e mais alguém que agora não lembro, pois voltaram antes do comboio. Em mais quinze minutos estaríamos ao lado das nossas maquininhas de fazer sorrisos. Demos a partida e partimos! O comboio começou frio, novamente um pouco disperso. Alguns avançavam, outros reduziam. Veio a chuva, fraca, mas ela caía de um céu todo cinza e branco. O tempo mudava. Devia ter baixado dois graus em questão de meia hora. Alguns seguiram em disparada, outros pararam no acostamento para vestirem capas. Estiquei e pedi ao Marcelo que freasse o grupo. Lá atrás o Poló e eu até brincamos que o João e o Ambrósio estavam vestindo a capa para andar dois quilômetros, porque adiante não haveria chuva. Outra "imprevisão" do tempo! Achamos que era brincadeira também, mas era verdade. Dois kms rodados e mais nenhuma gota caiu. Tocamos no solo molhado por algumas centenas de metros até agruparmos a turma e os carros. Vale lembrar que Sergio Andrade seguia conosco com sua Montana rebocadora fazendo diversas fotos, e a Alessandra Feola agora voltaria na companhia da Cláudia no carro. Ainda em Rio Grande da Serra fizemos uma parada geral num Shell. O Amorim precisava verificar o óleo do câmbio, os prevenidos tinham que guardar as capas, e as motonetas estavam com um pouco de sede. Foram vinte minutos ali, com os clientes do posto fazendo mil perguntas pra gente. Adoravam ver tantas velhas scooters juntas em sua cidade. Então tocamos até Mauá, alternando as paradas do semáforo e a lentidão do trânsito, forçando-nos a adiantar o passo pelo corredor. (Em fato não queríamos e não queremos rodar em comboio numeroso a noite). Os carros de apoio ficaram no engarrafamento, e o Mestrinelli com Leo Russo acompanharam as garotas lá atrás. Passamos pela estação de Mauá, e pouco depois, após dezenas de pardais e radares (que funcionam a toda prova) entrávamos na Av.dos Estados. Escurecia, e havia um certo movimento de carros levemente tenso, visto a buraqueira e a pouca profundidade dos faróis das nossas motonetas. Marcelo Santana ditava o ritmo, hora ou outra exigia um pouquinho mais da frota. Era preciso sinalizar e recobrar a atenção de alguns pilotos quanto à ocupação das pistas. Fica a dica: é prudente um comboio ocupar menos faixas possíveis em qualquer que seja a via, é ideal que ocupe somente uma delas. E pouco a pouco para trás ficava Santo André, e por lá o Marcelo e a Valery. Buzinaço pro casal!! Um outro olhar e tudo era perfeito: o barulhinho das Lambrettas, o fim de luz no céu do oeste, o desenho da zona industrial ornando a foto. Estávamos felizes, e deixamos o ABC com o sorriso estampado nas faces.


Na altura e na divisa dos bairros "Mooca x Cambucí" paramos num posto de combustível para uma despedida geral. O contentamento contagiava na batida dos motorinos que se ouvia ligados na calçada. E por ali, a dois quilômetros de onde começamos o dia, a nove horas do início de tudo, encerramos a programação da Girata D'Inverno 2013, uma semana do jeito que era antigamente. Foi um grande prazer nos reunirmos do jeito que foi. Deixo aqui um abraço a todos os que estiveram conosco, aos fotógrafos citados abaixo que disponibilizaram suas artes em tempo para essa postagem, o Celsinho pelas lindas fotos, e ao João Macruz, Luiz Lavos/ Clausen, Rodrigo, Ambrósio e João Medeiros pelos comentários bem legais que ouvi de vocês. E em nome da Sociedade SP um abraço especial aos sócios China, com a Leika, pelo empenho nos preparativos da primeira parte da Girata, e ao Marcelo Santana, e à Valery, pelo mapeamento da rota feita dias antes, para a segurança da segunda parte. De tudo isso, agora fica a dica: aos colegas e amigos que querem (de verdade!!) fazer parte da Scooteria Paulista, é preciso conservar andando uma motoneta de motorização 2 Tempos, é preciso ter espírito esportivo, ser adimplente e participar de pelo menos algum evento coletivo até ser convidado ao batismo. Aí é só deixar claro #queroserdascooteria (rsrsrsrsrs a tag não existe, não precisa usá-la). Um abraço a todos os participantes da Girata D'Inverno 2013 (parte #1 e #2). Que venha agora o lançamento do Almanaque Motorino...
(*Texto sujeito a alterações e correções durante essa semana)


Texto: Marcio Fidelis + Fotos: 01 Valery / 02 Luiz Lavos / 05 Sergio Andrade / 04 Davilym Dourado / 06 Hernán Rebaldería / 07 Leika Morishita

A Scooteria Paulista toca:
Woody Guthrie: Blues Train

segunda-feira, 15 de julho de 2013

GIRATA D'INVERNO (Parte 1 - 09 de Julho)

Na terça-feira de 09 de Julho demos início à Girata, cujo conceito respeita tanto a união dos sócios quanto os giros temáticos abertos, tradição que recobramos no início de 2009 com o I São Anivespaulo. Portanto, a Girata D'Inverno é (e deverá ser) um evento feito em dois tempos. Do primeiro...


São Paulo, 09 de Julho, 09 da manhã. Um Pátio do Colégio calmo de fim de feriado prolongado. A data representa a memória da Revolução de 32. Nesse dia reunimos a nossa pequena sociedade para uma homenagem à SP. Do Centro da Capital saímos em oito Vespas, por ordem de chegada: Fidelis, China/Leika, Daniel Turiani/Gisele, Raphael Favero, Fabio Much, Emerson Mestrinelli, Rafael Assef e Sr.Artur Biscaia. Nossas Vespas: Super 150, Super "200", PX200 e Originale "200". Antes da saída o Sr.Artur distribuiu algumas cópias do poema "Nossa Bandeira", um clássico de Guilherme de Almeira, feito ao final de 1932. Um trecho: "Bandeira da minha terra / Bandeira das treze listas: / São treze lanças de guerra / Cercando o chão dos paulistas! São os dois rápidos brilhos / Do trem de ferro que passa: / Faixa negra dos seus trilhos / Faixa branca da fumaça.


Foi um giro simbólico, rememorando os passos do I São Anivespaulo (de janeiro de 2009). Naturalmente veio a 23 de Maio e o Obelisco do Ibirapuera. Por lá acontecia o desfile cívico e o militar. Até tentamos no infiltrar, mas era tarde. Seguimos para a Av.Paulista, aonde fizemos uma parada inesperada para esperar o Turiani/Gi que se perderam pelo Paraíso. Na descida da Rua Augusta, reparei mais abaixo um casal com uma scooter qualquer envelopada, eles pareciam esperar pela gente. Olhavam pra trás, parados com o motor ligado. De fato, o casal viu a gente e queria se enturmar. Sem chance!! Fizemos a nossa parte, e eles foram embora num buzinaço solitário. Muchiba lembrou da canção: "A gente Vai na Augusta e os caras batem na gente". Oito motores clássicos, mantendo a essência do scooterismo sem "blablablablismo" de paixão por Tupperware. Passamos pela Igreja da Sé, descemos pro Glicério e entramos na zona leste da cidade direto para a casa do China e da Leika, aonde hoje funciona a "ofichina" Scooterboys. 


Leika havia preparado macarronada e Carne Louca - carne-leika - e estocado cerveja. Busquei minha namorada e voltei. Quando o Koré e a Cris chegaram, corremos na Sede da SP (ali pertinho) e pegamos a barraca para proteger o povo da garoa. No começo da tarde chegavam por lá o Reginaldo e a Rose, o Leo Russo, o Marcelo Santana e a Valery, o Aurélio Martimbianco e a Érica. Foi uma tarde divertida, com comes e bebes, música e prosa. (A música do scooterismo clássico? Acho que existem estilos que correspondem mais e mais, pela tradição que foi perpetuada na literatura, memória oral, em vídeo e imagens do passado). Fechamos o dia com um papo ligeiro sobre a Girata coletiva do domingo, essa que viria a ser, e foi, um marco para todos os presentes. A Scooteria Paulista, a partir do seu terceiro aniversário, se tornou uma sociedade, com adimplentes, com votações e sobretudo amigos para sempre. A velha ideologia morreu (daí o tema "La Muerte de La Scooteria Paulista"). Essa é uma fase necessária. Se você, proprietário de alguma motoneta de motor 2 Tempos, tem interesse em fazer parte dessa história e dessa banca, entre em contato conosco e saberá como é. Sei que alguns não querem se comprometer com nada porque motoneta é apenas um hobby, ou porque tem aversão a bandeiras e grupos. Mas acontece que na outra ponta da história existem aqueles que trabalham e investem o máximo que podem para que outros tenham o prazer de viver acontecimentos coletivos como esses registrados aqui. A gente preza um algo a mais, porque pra gente, é um estilo e uma filosofia: a vida em 2 Tempos. E também "porque tener una Vespa no te hace vespista", dica do Motonetas Manizales, Colômbia. (A mesma frase se aplica à Lambretta).

Texto: Marcio Fidelis
Fotos: 01 Rose; 02 e 03 Fidelis
A Scooterboys toca:
Oi Skall Mates: Scooter Boy Scooter Girl

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Almanaque MOTORINO #1


Oi amiguinhos! Já está no forno o Almanaque MOTORINO de julho. Dando um up na produção do material, no conteúdo trazemos viajantes, grandes encontros, polêmica dois-tempista, música, cinema, lifestyle, motonetas em alta performance, desafios em alta velocidade, memórias do baú e anunciantes de gala!!

Seja esse anunciante de gala anunciando seu comércio, serviço, loja, mensagens de amor pra gata. O fanzine tem praticamente o tamanho de um gibi da Mônica, com foco na literatura e na cultura scooter. Valores:

Meia Página (Preto e Branco): R$ 50 Reais:
Página Inteira (Preto e Branco): 80 Reais
Página inteira (Colorido): R$ 150 Reais

Para a sessão de classificados, anuncie sua motoneta, produtos de antiquário, veículo clássico. Sai 10 Reais, esquema jornal: foto, dados do produto e contato. 

Serão impressos 250 fanzines numerados. Poliglota. Feito a óleo. Edição limitada!! Gostaríamos também de mais textos e materiais de vocês, contando suas histórias e memórias.

Lançamento no BAR DO PEPE / SÁBADO dia 27, às 15h
Rua Apucarana, 1400, Bairro TATUAPÉ, São Paulo.
Venda por correio, lojistas e principalmente nos eventos do calendário da gente (vide topo desse blog).

O Almanaque MOTORINO sugere a audição de: