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sábado, 29 de junho de 2013

GIRATA D'INVERNO


SOMENTE: VESPA, LAMBRETTA, STAR4, CEZETA, BAJAJ... Não insista com outra coisa!!

O inverno começou, e no clima dele, também contemplando os primeiros sócios da nova Scooteria Paulista, decidimos organizar uma sequência de dois giros pela região metropolitana rumo à garoa e à neblina de inverno. A cada mês convidamos (por votação) de 6 a 10 amigos para se associarem, e dessa forma, ajudarem a manter a casa e a causa. Tudo ou quase tudo é feito com votação, conversa e consenso. 

09 JULHO - A Girata D'Inverno portanto vai começar no dia 09 de Julho com um giro-simulado dos sócios pela cidade de São Paulo (rememorando o I São Anivespaulo, quando tudo começou), seguido de um almoço e Assembléia Geral. Portanto esse é um tiro fechado. (E se você tem interesse em se tornar um membro da Scooteria Paulista, dá um toque, escreva, digue...).

14 JULHO: Giro rumo à vila dos ingleses de PARANAPIACABA. Giro aberto a todos os condutores de Vespas, Lambrettas, Star 4, Cezeta, Bajaj etc. Concentração às 9h no Largo do Arouche, São Paulo. Rota por Santo André. Voltaremos às 15h30. Esse é o dia de lançamento do Almanaque MOTORINO #1

*Estaremos captando imagens e entrevistas para um curta/documentário que está sendo produzido pelo Marcel Araujo. Quem tiver dúvidas sobre isso tudo, pergunte, entre em contato pelo fone ou pelo email: scooteriapaulista@gmail.com

Agradecido.
Marcio Fidelis

Arte por Marcio Fidelis
A arte faz referência ao filme QUADROPHENIA, que toca:
THE WHO: Drowned

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Vitória de Chicão Velasco

O Almanaque MOTORINO #0 (edição de degustação, maio 2013), o Gustavo Delacorte fez uma matéria bem interessante com seu conterrâneo Chicão Velasco, a lenda santista das corridas dos anos 60 e 70. Essas são algumas das fotos que compõem a matéria no fanzine. Resta pouco mais de meia-dúzia de Motorino's aqui na Sede da SP. Fora os que já encomendaram, quem mais vai querer? Valor: 8 Reais + frete.


"As corridas eram sempre na rua. Minha primeira corrida foi em Rio Claro, mas em Assis tinham muitas também". 


"No interior era bem mais forte. Em Presidente Prudente havia um 'troféu transitório', como na Copa do Mundo: quem ganhava duas vezes seguidas levava. E eu o ganhei".

Fotos do acervo de Chicão Velasco
Gustavo Delacorte toca:
DAFT PUNK: Get Lucky

segunda-feira, 24 de junho de 2013

SP-MG: Old Time-New Route

Da primeira vez que viajamos para Poços de Caldas (MG, em meados de 2011), Koré foi quem puxou a tropa das treze listras. E muita coisa começou daí! Agora novamente! Contrariando aos contrários, a cada mês um passo é dado, lento e bem pisado. Um a um, os bons filhos à casa tornam. Um breve anúncio na última semana aqui no blog e lá estávamos nós, às 8h da manhã na zona leste de São Paulo, à caminho de uma rota diferente: Koré, Rafael Assef e eu, Fidelis. Nossas Vespas: PX200, Super "200" e Originale "200". A quem possa interessar, segue o relato de uma viagem inesquecível.



Toda vez que eu viajava pela Estrada de Ouro Fino
De longe eu avistava a figura de um menino
Que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo:
- Toque o berrante seu moço que é pra eu ficar ouvindo

Na "porteira" da Rodovia Fernão Dias, Koré anotava no seu caderninho de bolso os primeiros Reais gastos e o histórico atraso do Assef. Saímos às 8h40 pra estrada. Aí foi aquilo de sempre: muitos caminhões, vento e motoristas apressados. Passado o pedágio a pista abriu. Uma hora depois fazíamos a primeira parada para o café, na divisa de Atibaia com Bragança Paulista. Em vinte minutos retomamos a rota, a mesma que realizamos há semanas atrás, de noite, rumo ao Encontro de Autos Antigos de Águas de Lindóia. Passamos por dentro de Bragança e tão logo por Socorro. A beleza dos vales só não estava completa "por completa" porque o céu nublado fazia parecer chuvoso. Às 11h30 entrávamos na graciosa Águas de Lindóia. Paramos no primeiro posto de combustível e o Koré falou de algo estranho na sua embreagem. De fato ele baixou o ritmo nos últimos 40 kms. Ao dar a partida, o pedal passou direto, mole feito a Maria: eram os discos condenados!! Não havia o que fizesse mais a Vespa funcionar, aliás, naquele momento, nem no tranco. Koré ligou pra Free Willy, e sabendo que o Reginaldo, a Rose e o Diogo - equipe da loja - iriam de carro mais tarde para o mesmo destino, pediu pro pessoal levar o kit para uma provável troca. Assef regulou o cabo enquanto esperávamos o motor esfriar por completo. Então, depois de algumas tentativas, a Vespa pegou no tranco. Subimos nas motos e partimos para Monte Sião, ainda com um certo receio. Cada quilômetro rodado rumo à nova rota deixava o Koré mais tenso. Seu semblante petrificava e ele ainda perguntava: "vocês querem mesmo ir pra Ouro Fino? Não seria melhor a gente seguir direto pra Poços e esperar a peça chegar?". NÃO!!! Um pouco de fé e teimosia não faria tão mal assim. Estaríamos com ele do início ao fim, "então vamos, porque esperamos a semana toda por essa rota amigão"!! Seguimos, e pouco depois cortávamos a pequena Monte Sião. Não paramos, o objetivo primeiro era a famosa Ouro Fino. Entre as duas cidades mineiras havia 40 kms de uma das paisagens mais encantadoras do Brasil. Era a Estrada de Ouro Fino, que era na real apenas uma das estradas de Ouro Fino. (Foi dito num Globo Rural de 1991 que todas as trilhas de terra e barro por onde passava o gado que seria embarcado na estação de trem da cidade levavam esse codinome, portanto todas essas trilhas podem ser associadas ao tema da canção caipira). E no portal da cidadela, lá estava ele, o Menino da Porteira, eternizado num monumento de 10 metros de altura no meio da MG-290, e atualizado por um garotinho moreno, descalço, de olhar doce e muito gentil, abordando os turistas que param por lá. Sim, um garoto de um metro e trinta.
- Obrigado boiadeiro, que Deus vá lhe acompanhando
Pra aquele sertão à fora meu berrante ia tocando

Andamos pela cidade até encontrarmos um restaurante e um posto. Comida boa, gente boa, terra boa!!! E um ex-vespista local veio falar conosco e nos deu a letra: "pela terra a viagem é bem mais curta". Assef e eu estalamos os olhos!! A contra-gosto Koré, o "low rider", topou a rota marginal, mesmo com a embreagem comprometida. 2 a 1: perdeu. E então tomamos a via sacra, pela terra, entre as montanhas e as paragens mais pitorescas das quais já passei em Vespa. Grande parte desse percurso é conhecido como "Caminho da Fé", rota de peregrinação católica que liga Águas de Prata (SP) à Aparecida do Norte (SP), e cuja maior parte desses 400 kms passa pelo sul-mineiro. Fizemos 50 kms de estrada de terra, subindo montanhas e beirando penhascos. Raramente cruzamos algum veículo. No mapa esse trecho se chama Estrada Para Crisolia. Erguendo a poeira e cruzando o gado, desbravamos uma das mais emocionantes rotas oficiais da Scooteria Paulista.




Era 16h20 quando chegamos em Santa Rita de Caldas. Na TV do posto passava o jogo Brasil x Itália, válido pela Copa das Confederações 2013. Lavamos as motos, uma necessidade quase fisiológica do Koré: clean and smart. E seguimos adiante pela MG-459, para os últimos 55 kms de viagem. Dali em diante a tocada foi ligeira, feita na média dos 90 km/h. O sol, que passou o dia preguiçoso deitado em cima das nuvens, ia caindo mais cedo. "Parecia Londres", disse o Koré a noite. No trevo tomamos a Rod.Geraldo Martins Costa, e finalmente chegávamos em Poços de Caldas, pelas costas da cidade, direto para a Urca, aonde acontecia a X Exposição de Motocicletas Clássicas, na qual os amigos do Poços Scooter Club inaugurava a planta do projeto Taberna Old Time. "Três Heineken's por favor"!!!

Eduardo Alvisi e Erley na Taberna Old Time / Poços Scooter Club

O estilo taberneiro era aconchegante e divertido de fato. Diferente do que tivemos no mesmo local há dois anos atrás, Eduardo Alvisi e Erley Jr. investiram dinheiro e criatividade num espaço especialmente preparado para a classe. São experientes no ramo dos autos antigos, e começam a aplicar (e a nos ensinar) o conceito. As garotas trabalhavam a mil no bar: Dani Alvisi, Carol, Cris Yummi, Keke, Diego, Mari e mãe, Mari Shultz; também o André. No espaço as motonetas dos caras faziam figuração. Duas máquinas de Fliperama, um projetor de vídeos e uma TV/JukeBox divertia os marmajos, ao som ambiente de Johnny Cash, Madness e afinidades. A criatividade não parou por aí. Sucesso maior da Taberna foram as Vespas PX recortadas na metade para servirem de banco de balcão. Os para-lamas viraram lustres, e os baús, porta-cardápios. Uma bela M3 lá estava, num cenário à moda antiga, para você fazer aquela foto ao estilo Roman's Holiday. Em exposição figuraram as Vespas dos meliantes: Alvisi, Erley, José Frison, Fabio, Carlos, Vanderley, Topete e Flavio. Encontramos por lá o Serginho com esposa e o Rodrigo, todos de Jundiaí, e que vieram rodando bravamente em suas Lambrettas Standard D e LD. (Soubemos também da passagem relâmpago de alguns camaradas campineiros por lá). Também do lado de fora duas ou três PX200. Às 20h chegavam, em 4 rodas, o Reginaldo/Rose, Fabio Much e Diogo, parentes, namoradas e amigos (da loja). Começava a festa!!

Taberna Old Time

Era quase 21h30 quando Alvisi chegou em mim e disse: "pelamordedeus salva a minha pele, preciso que vocês participem de um desfile na Sinfonia das Águas". É pra já!!! Ligamos as três estradeiras e partimos, escoltados pela Polícia Militar da cidade. Much veio na minha garupa, relembrando os causos cômicos que vivemos ali em 2011. A Sinfonia das Águas é um mega e tradicional evento da cidade. Reúne milhares de pessoas e músicos, e é transmitido ao vivo para toda a região pela TV Plan. Ao entrarmos esfumaçando pelos bastidores, o organizador me disse, apressado, que era pra gente seguir reto e parar no palco. Ao menos foi isso o que eu entendi. Mas parece que não foi bem o que ele disse. Obedeci ao comando e segui, com o Much na garupa, lentamente em primeira marcha. Conforme chegava mais perto do palco um espantoso silêncio me assustava. Os músicos olhavam fixamente para as partituras, e a platéia fixamente para eles. As luzes batiam na face do banda, que deveria, naquele minuto, iniciar uma sinfonia pelos instrumentos mais graves. Sem entender nada, segui "obediente" acelerando rumo ao palco. Então embiquei na rampa e enrolei o cabo. A rampa era alta e íngreme, e o Much quase caiu pra trás. Seus dois pés subiram na altura da minha cabeça, e foi dessa maneira que aparecemos no palco, diante daquela platéia toda. Cena dos Trapalhões. Não entendi nada, mas percebi que tinha feito a cagada do século. Olhei no retrovisor e vi o Assef e o Koré parados ao lado do Alvisi de pé lá atrás. Olhei para a platéia e a multidão de mil e tantas pessoas estavam congeladas de susto, e a orquestra, na nossa direita, esbugalhava os olhos em cima da gente. E o palco não acabava nunca, e todos olhando espantados pra gente. Na dúvida, resolvi deixar um recado pra platéia num uníssono "e aí rapaziaaaaada", e o Much com o "chegaaaaa!!!" Nos alto-falantes ouvi o orador da festa esbravejar: "o que é isso minha gente? isso não devia ter acontecido". Quando descemos a rampa, o organizador do evento se mijava de rir. O Much e eu, mais ainda, esgueirados e escondidos atrás de um painel do palco a gente chorava em risos. Ele nos disse: "não era pra subir no palco, era pra esperar do lado". A gente tinha cortado o clima da sinfonia. Saímos voando de lá. Depois de alguns minutos chegamos novamente por onde havíamos entrado, e lá o Alvisi, o Koré e o Assef, se contorciam na gargalhada. Então me passaram a instrução: eu deveria pegar a cantora ali embaixo, e levá-la na garupa até o centro do palco, aonde ela ficaria para um pout pourri dos clássicos da Jovem Guarda. Ok, dessa vez acertei, peguei a dona, acelerei, subi a rampa e parei em frente aos holofotes. Aí ela desceu. Durante a apresentação subiram alguns carros históricos, e na seqüência o Assef com sua Vespa Super (levando o Much na garupa) e o Koré com sua PX200. O orador anunciou a presença da Scooteria Paulista, e nisso o Koré ficou por lá, parado no palco sem saber o que fazer, por algumas dezenas de segundos. Então ficou assim: "melhor sairmos daqui antes que sobra pra gente".

Desfile às avessas na tradicional Sinfonia das Águas

Voltamos pra Taberna, e de lá para a "praça de alimentação". Na lanchonete Diogo topou o desafio da casa: se comesse o famoso mega-lanche em 25 minutos não pagaria (e levaria a Coca litro). "Ôxi, desce aí que como mesmo"!!! Torcida organizada e discursos motivacionais não fizeram caber o lanche de 4 quilos no bucho do desafiante, que desaforado prometeu revanche na próxima (hehehe). O Assef dormiu com a cabeça na mesa, um dedo no ouvido e outro dentro do olho (como assim??). Aí veio a pegadinha do Malandro, deixamos ele sozinho na mesa e nos escondemos para o susto que a garçonete lhe deu: "moço, acorda, seus amigos foram embora e eu preciso fechar o trailer" (hehehehe, ele quaaaaase caiu). Acabava a nossa noite, às 1h30 da manhã. Uns pro hotel, outros pro apartamento da Cris Yummi. Assef, Much e eu agradecemos imensamente à Cris e ao Koré pela recepção e hospedagem, pois motivos financeiros quase nos impediram de viajar. 

Uma noite bem dormida, o desjejum da Cris e um bom banho foram essenciais para o segundo tempo dessa aventura. Descemos então para o evento. Ao chegarmos, as nossas Vespas (que haviam dormido por lá) estavam expostas ao pé de uma árvore. Puxamo-las para a calçada da praça sob o sol, iluminando o barro e as gasturas que o uso diário e a alta quilometragem causa em "relíquias" vivas. Conhecemos por lá alguns proprietários de motonetas, apreciadores do estilo e pessoas diversas que vinham nos perguntar a respeito delas. Não levamos nada da Scooteria, nem adesivos, nem banner, nem merchandising algum. Somente os Almanaques Motorino's, que foi a minha moeda de troca com os produtos da Taberna - obrigado Alvisi. Era meio-dia e alguma coisa quando chegaram o Reginaldo/Rose e cia, trazendo os discos de embreagem para o Koré. Levaram a Vespa então até a Casa Pedro, aonde Reginaldo realizou a troca. Assef e eu ficamos pela Taberna tomando umas geladas, e lá pelas 15h, quando cogitávamos passar mais um dia em Poços, Koré chegou, pronto e acelerado para a volta. Triste despedida!!! O povo mineiro é acolhedor e carismático, sabe receber os visitantes e preparar bons cozinhados. Todos saberão disso no V Encontro Nacional, em Maio do ano que vem.


Bom, a volta foi relâmpago. Com apenas uma parada para refeição e três para combustível, fizemos o percurso de 260 kms em apenas 4 horas. É a terceira vez que pegamos essa mesma rota, e não havia nada de novo no front. O grande barato foi encontrar o Topete no Frango Assado da região de Aguaí. A dinâmica da viagem teve um quê de lógico. Koré assumiu a posição de ferrolho, e quando o sol se pôs, vestiu o colete sinalizador e  passou a se comunicar conosco pelo código das setas. Fazíamos a volta na média dos 100 km/h, e era preciso toda a concentração do mundo em meio aquele trânsito noturno. Às 20h entrávamos na Marginal Tietê, aonde paramos para um abraço de despedida entre irmãos de óleo. E assim encerramos um dos finais de semana mais inusitados que já vivemos em Vespas. E acho que isso é o que faz a união: quando em comum se divide a lealdade, o propósito e o asfalto. "A gente quer inteiro e não pela metade". É o que eu acho. Obrigado Minas Gerais.

Texto: Marcio Fidelis
Fotos:  1,2,3,4,6,7 por Fidelis
Foto 5:  Rafael Krauss
A S2T Scooteria Paulista S2T toca:
TIÃO CARREIRO & PARDINHO: Minas Gerais

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Fonte dos Amores


Essa foto é uma colaboração da paulistaninha da Mooca, Débora Cassano, que hoje faz aniversário de 'quarenta e alguma coisa'. Debbie é a minha namorada, e já foi vespista no final dos anos 80, fato que me apaixonou um pouquinho mais; talvez daí que venha a sua enorme paciência com minhas ausências, quando estou fora a trabalho ou viagem pela Scooteria. Na foto acima - em exposição na parede de nossa Sede - está ela e sua finada zia Dida em Poços de Caldas (MG), da metade dos anos 70. No painel figuram duas Lambrettas LD.

Por Marcio Fidelis
Debbie Cassano e sua banda em 2002:
The Rawcats: Body and Soul

domingo, 16 de junho de 2013

"SP-MINAS #3"


No próximo fim de semana acontece em Poços de Caldas (MG) a X Exposição de Motocicletas Clássicas no Espaço Cultural da Urca, aquele!! E o Poços Scooter Club reservou um espaço para as velhas scooters,  e promete uma boa festança noturna. Rodando ou rebocados, é pra lá que a gente vai. Koré está puxando a saída de São Paulo pelo terceiro ano seguido. (Por hora estamos em quatro confirmados no comboio). Quem mais?

Saída no sábado às 7h: São Paulo (Posto da Ponte Aricanduva / Antes da Rod.Fernão Dias). Trajeto com passagem por Atibaia (SP) e Ouro Fino (MG), CLIQUE AQUI.
Volta no domingo às 11h. Média de velocidade na estrada: 85km/h


A Sociedade Scooteria Paulista toca:
Tonico e Tinoco: Menino da Porteira

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Das Américas, a Foto-Travessia e a Vecchia Scooteria


Quem se lembra dele? John Silva, vespista colombiano que passou por nossas terras há quase um ano atrás em meio à uma aventura incrível pelas Américas com sua Vespa PX de codinome Matilda. Depois de 18 meses de viagem - tendo ficado um mês conosco em SP -, depois de cruzar por toda a América do Sul e Central, depois de tantas intempéries físicas e mecânicas, finalmente John chegou em casa, há poucas semanas atrás. Ele participou do X Encuentro Nacional de Manizales, tendo sido o primeiro a chegar e o último a sair dos três dias de atividades do evento - como mostra na segunda metade do vídeo acima. Bom, histórias sobre essa viagem vocês terão no próximo Almanaque Motorino. O vídeo aí é um apanhado de fotos autorais dos cenários e pessoas que conhecera durante o seu projeto Foto-Travessia/Scout Por América. Você que esteve conosco durante julho e agosto de 2012 vai se lembrar desses momentos: 2min08segundos + 2min17segundos.

*John Silva está conosco na campanha pela COPA DO MUNDO EM VESPA E LAMBRETTA 2014.

John Silva na Foto-Travessia toca:
The Cure: Lovesong

quarta-feira, 12 de junho de 2013

COPA DO MUNDO EM VESPA E LAMBRETTA 2014


Está lançado o projeto COPA DO MUNDO EM VESPA E LAMBRETTA 2014. Daqui a exatamente um ano - 12 de junho de 2014 - acontecerá, no Itaquerão, São Paulo, a abertura dos jogos. Serão um mês de jogos, e teremos, a partir de agora, 365 dias para pensarmos e praticarmos as formas mil de receber, apoiar e apresentar a nossa multicultura aos gringos. Independente do futebol em si, o objetivo aqui é a cultura scooter e seus personagens mundo afora. Preparemo-nos!!!

Arte: Maryzabel Cárdenas (COL)

A Sociedade Scooteria Paulista toca:
Los Fastidios - We're Comming Back

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Comercial Auto Motores Rumo Ltda (1958)


A propaganda da fantástica loja de variedades para Lambrettas, a Comercial Auto Motores Rumo Ltda, foi encontrada na revista “A Gazeta Esportiva Ilustrada", de 1958, por Aldo Tizzani, do Blog da Infomoto. Ao que consta, a maior revista esportiva da época custava CR$ 20,00 Cruzeiros, e essa "Edição Monumental" (especial) dava destaque para a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Suécia. A empresa Rumo ficava em São Paulo. E comentou aqui na caixa o colega lambrettista Rodrigo Cabredo: "A Rumo tinha duas unidades, uma na Rua Abílio Soares e outra na Domingos de Moraes na Vila Mariana. Neste último endereço meu pai comprou seu primeiro veículo quando chegou ao Brasil, uma Lambretta LD". Alguém mais sabe dela? Que rumo tomou? Bem, nessa semana aqui começa a Copa das Confederações, e "novidades vem aí, de Mini-Saia e de Rally".

Ao ler esse post, o Sr.Laercio Rodrigues nos escreveu, e contou: "sobre esta revenda da RUMO, se minha memoria não estiver falhando muito acredito ser uma na qual o meu cunhado comprou a LD 1958. Ficava no bairro do Paraíso, no início da Av.Paulista, do lado esquerdo - acredito ser na rua Afonso Freitas, no segundo quarteirão à esquerda de quem vai para a Av. 23 de Maio. Obs: tenho 80 % da segurança em ser esta a rua".

*Imagem do acervo do Sr.Francisco Rueda.
A Rádio Motoneta toca: 
Frank Sinatra: Strangers In The  Night

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Do Lançamento do Almanaque Motorino


Para registrar aqui, na noite fria de 27 de Maio aconteceu, na Barra Funda paulistana, o lançamento do Almanaque MOTORINO. Depois da garoa vespertina e do rush tradicional, 14 motonetas, das cidades de São Paulo, Osasco e São Bernardo do Campo, fizeram a frente da festa era a Soul, Suor e Sacanagem. Da festa, trata-se de um coletivo de música negra dos anos 60 e 70 formado por pessoas que investem pesadamente em discos e compactos importados direto do túnel do tempo. Do MOTORINO, edição inaugural #0 continua à venda, por 8 Reais (+ frete). Informação, entrevista, história de vida, desabafo e imagens curiosas estão nele. Ainda restam algumas poucas unidades, dá tempo de garantir o seu. Escreva para o nosso email e encomende.

"Soul Suor e Sacanagem" toca:
Ella Fitzgerald: Get Ready
Foto e texto por Marcio Fidelis

terça-feira, 4 de junho de 2013

Corrida do Ouro (1963)


Essa é uma colaboração do nosso colega João Medeiros, de Pirituba. Saiu na Revista Quatro Rodas desse mês. Corra e compre a sua!!

A Rádio Motoneta toca:
Sergio Reis: Recordação

domingo, 2 de junho de 2013

Da Expo em Águas de Lindóia

Feriado prolongado. Foram quatro dias de XVIII Encontro de Autos Antigos de Águas de Lindóia. Além dos carros, motos, bicicletas e antiguidades, as motonetas mais uma vez se espalharam pelo evento. A quatro edições atrás, no início da Scooteria Paulista, fiz uma convocação geral pra classe, mas ninguém se encorajou. Fui sozinho, rodando, e contei por lá uma dúzia de motonetas ao todo. Dessa vez (mais uma vez) foi diferente.


Ao contrário dos últimos três anos, neste fizemos uma chamada discreta, porque não tínhamos certeza de nada. Só falamos do sábado, e do Portal do evento. Em Águas de Lindóia temos o nosso espaço cativo, e dessa vez a organização (impecável) tomou o cuidado de armar uma tenda pra gente. Tudo supervisionado pelo Emerson Mestrinelli, que deixou sua PX200 lá por (quase) todos o tempo. Não levamos banner, nem adesivos, nem souvenires. Levamos nós, nossas motos e nossa boa vontade. Conosco, o Almanaque MOTORINO à venda. Encontrar os amigos foi a melhor parte. Deixo aqui o meu abraço pros dois-tempistas que chegaram junto na banca: Favero, Faverinho, Much, Assef, Jacque Pacheco (RS), Mestrinelli e Alessandra, Delacorte e Karla e família, Carradori, Sr.Paulinho, Marcelo, Marco Polo, Mattioli, Koré e Cris, Leo Russo e Claudia, Alvisi e Dani (MG), Nenê, André, Luis (PR) e a geral que encontrei em outros cantos do evento. E a lição de ontem foi que "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" (Saint-Exupéry).


(Bom, como dessa vez cada um se virou à sua maneira, deixo aqui registrado a maneira como a gente fez. Fidelis, Favero, Much, Faverinho, Assef e Jacque Pacheco nas pistas. Assef comprou duas barracas e sacos de dormir às pressas. E os irmãos Favero & Faverinho decidiram trocar a viagem de sábado cedo para esse tiro noturno. Na sexta a tarde retiramos da gráfica os MOTORINO's e acertamos na Free Willy os últimos detalhes nas motos. Saímos de São Paulo às 20h30 da sexta-feira pela Rod.Fernão Dias, para uma longa e fria viagem noturna em Vespas - PX200, Originale "200" e Super "200", das cidades de São Paulo, Guarulhos e Osasco, com a ilustre visitante gaúcha Jacque Pacheco pilotando nossas Vespas. Chegamos em Águas de Lindóia à 00h30 e procuramos pelas redondezas algum lugar seguro para pernoite gratuita: um gramado. Encontramos um à margem do evento, e por lá armamos as nossas barracas, ao lado de uma turma de Minas. No dia seguinte trocamos o 'pneu mucho do Much' - emprestada do Isbú -, e descemos pro Portal. 


Visita e giro rodoviário com a gaúcha Jacqueline Pacheco

Ficou combinado que as 14h estaríamos a postos para a volta, pois no fim de tarde aconteceria a festa de aniversário do Much e da Ane Dolçan. Favero, Faverinho e eu vendemos fanzines, conhecemos as pessoas certas e encontramos alguns colegas na multidão. Com um aperto no coração, de ter tão pouco tempo com os camaradas, saímos em disparada rumo à capital. Much já tinha partido antes para preparar a festa. A volta foi tão perfeita quanto a de ida, e três horas depois já estávamos na big city. O comboio percorreu 360 quilômetros nesse domingo, num total de 7 horas de viagem. E são esses os primeiros movimentos de uma nova fase: The Return of the Living Dead).




TEXTO: Fidelis + FOTOS: 1-Fabinho; 2-Delacorte; 3-Fidelis; 4-Much; 5,7-Karla; 6-Jacque


A Rádio Motoneta toca:
 Dead Brothers: Death is Not The End