Últimas Imagens

domingo, 31 de março de 2013

Scooteria Paulista na Série CAOS (History Channel)


Antes de mais nada, vale deixar aqui registrada a nossa participação no programa CAOS, da History Channel. Scooteria Paulista e Scooterboys protagonizam o episódio 20, que leva o nome de Vespas. Com Marcelo China, Laercio Rodrigues, Marcio Fidelis e Much nas narrativas, e muitos dos nossos amigos nas imagens. Essa edição foi ao ar no início de março, e está reprisando por lá.

quinta-feira, 7 de março de 2013

SP 2013 - Fim

Terceiro e último dia do IV Encontro Nacional. Na rota do dia Coringa o destino era o lado verde de São Paulo, a rota da zona norte, rumo ao município de Mairiporã. Alguns clubes e scooteristas retornariam logo cedo e não participariam da volta. Muitos dos amigos do interior paulista já haviam retornado pra casa na tarde/noite de domingo. Em cerca de 50 motonetas nos reunimos nesse último dia.


A concentração foi no Largo do Arouche às 9h da manhã, com saída às 10h15. A Free Willy funcionando a todo vapor, e a despedida dos remanescentes no Hotel Ibis seguraria muitos amigos pela região. Decidimos dividir a frota. A primeira sairia às 10h20, a segunda, às 11h. Nos reunimos no Restaurante/Centro Cultural O Velhão, e por lá tivemos um dos melhores momentos do evento: boa comida, preço baixo, bom passeio e amigos. 


Se valeu, valeu. A convivência que tivemos no último dia do evento foi bastante esclarecedora e de alta qualidade. Encerramos um ciclo com uma marca histórica na estatística nacional em motonetas. Podemos ter frustrado uma dúzia de pessoas, mas fizemos mais de cem delas felizes para sempre, teve quem chorou ao ver a dimensão da locomotiva dois tempista na Avenida São Luis, na Paulista, na Augusta, como a Dna.Lourdes de Botucatu. Teve quem virou casaca e quem revirou de volta, quem deu chilique e torceu o nariz. Teve de tudo um pouco, e isso é São Paulo, uma cidade com sua elegância e brutalidade, para quem sabe conviver em multidão, pra quem soube conviver na multidão de 175 motonetas (soma total de 3 dias), com uma população de 250 pessoas (casais, visitantes, família etc), com a multicultura de um encontro que reuniu o Brasil, a Colômbia, a Argentina e o Paraguay. Quantidade e qualidade, não são inversamente proporcionais numa cena que se renovou a tão poucos anos...

domingo, 3 de março de 2013

SP 2013 - Almoço e Confraternização

O grande dia do Encontro Nacional, o dia 10 de Fevereiro, foi marcado pelo recorde nacional de motonetas nas ruas de uma cidade, e essa cidade era São Paulo. Depois de 50 quilômetros de giro em 140 motonetas ou um pouco mais, por volta das 13h30 chegávamos na Cantina do Gigio, no tradicional bairro do Brás. Diante do salão reservado para o evento estacionamos as motonetas.


Por lá outros amigos que não puderam realizar o giro conosco, nos aguardava. Vespaparazzi e Edgar eram dois deles, tiveram problemas mecânicos na vinda de Jacareí. Rubinho Peterlongo também, de Lambretta LI. A família lambrettista de Botucatu também viera, mas de carro, para presenciar essa grande reunião e nos conhecermos pessoalmente. O tempo ali era curto para tantos colegas e amigos, assuntos e recomendações.
O salão de eventos do Gigio de repente estava tomado por todos nós, e a rua, pelos nossos motorinos que esfriavam na Rua Monsenhor Anacleto e na Gasômetro. Muitos estranharam o valor dos pratos do cardápio, e se sentiram desconfortados pelo espaço pequeno. Impacientes, dois clubes saíram a procura de outro local para se alimentarem. Expliquei - e alguns amigos também fizeram o mesmo - aos clubes e scooteristas, que uma porção no Gigio poderia sim custar 60, 80 ou 118 Reais, mas era feita para 4 italianos à moda antiga comerem, ou seja... Quem ficou, gostou e aprovou! Aos poucos todos conseguiram se fazer caber no salão, os funcionários do Gigio trouxeram mais mesas, abriram espaço, e assim, até lugar sobrou. Lembro-me bem dos Lambreteiros Tapejara, prontos, com suas máquinas ligadas na esquina, para um tour pela cidade à procura de um lugar mais barato para comerem uma picanha. enquanto eu explicava aos camaradas o lance todo do prato para 4, o Victor, sócio da Cantina, veio até nós e ratificou o que eu dizia, lançando uma oferta aos gaúchos: "entrem, vamos acomodar a todos vocês, uma porção de picanha dá pra cinco pessoas comerem, vocês vão adorar o ambiente, e se não gostarem da comida, não pagarão". Assim se sucedeu, e ao final da refeição, aprovaram, e vieram me dizer isso, humildemente se desculpando por qualquer mau estar. Pois é, isso é São Paulo, estávamos num bairro industrial, operário, marcado pelas primeiras revoluções operárias e anarquistas do Brasil, e o espírito humano e intenso do local ainda se conserva, e compreender isso não requer esforço nem tão pouca habilidade. Gustavo Delacorte e Sr.Laercio sairam em disparada até a Sede da Scooteria para buscarem as camisetas oficiais do encontro para venda no Gigio e no Clube do Bel Air, mais tarde. Enquanto isso armávamos a banca do lado de dentro, com Favero, Leo Russo e eu na guarita, logo mais o Gustavo também, com o sucesso do café do Empório Motoneta (Santos). Durante a tarde a chuva caiu. Corri pra rua recolher alguns capacetes que estavam nas motonetas. Alguns fizeram o mesmo. Um panelaço tomou conta do Gigio, seguido pela cantoria do Mestre Cuca, arrancando aplausos e fotos de todos os lados do salão.


Por volta das 15h40 o Koré/Cris levaram uma parte da turma para descansarem no Hotel Ibis, na República. Uitamar correu até a Sede da Scooteria para buscar seus pertences, que havia deixado no dia anterior. só esqueceu de levar a chave. Much foi até lá ajudar o parceiro. Restaram no Gigio um comboio de 35 motonetas, dispostos a seguirem direto para o Clube do Bel Air, no bairro do Tatuapé. Abastecemos por ali mesmo, e seguimos, depois de duas ou três paradas para ajustes numa Vespa e em duas Lambrettas.

Representantes locais no Clube do Bel Air (Tatuapé)

No Clube do Bel Air, Marcelo Guerreiro tratou de deixar a casa pronta: decoração, assentos, som, geladeira. Armamos a banca da Scooteria e do Motonetas Clássicas Campinas num dos cantos do salão, e por lá Marco Polo, Leo Carradori e Fernanda Borges fizeram guarita, segurando a bronca durante toda a festa. Durante o evento um amigo do grupo e eu resolvemos um desafeto que tivemos na tarde de sábado, e tocamos o barco pra frente, sem delongas ou "diz-que-me-disse", como manda a regra das ruas. Às 17h50 o Animal Taylor saiu de moto para quebrar um galho: guiar outra parte da turma do hotel até a confraternização. Mais tarde, com todos reunidos, o microfone abriu para o discurso das frentes. Agradecimentos e considerações feitas, o momento mais aguardado por muitos chegaria: o destino do próximo encontro nacional. Leo Dueñas (RJ), num papo franco e consciente, jogou a peteca pra Poços: MG EM VESPA E LAMBRETTA 2014.