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domingo, 24 de fevereiro de 2013

SP 2013 no Programa MOMENTO MOTO



O IV Encontro Nacional (SP EM VESPA E LAMBRETTA 2013) teve a cobertura do programa Momento Moto, da Band. Rafael Pasqualin ficou atento a todos os lances e captou imagens da recepção na Sede da Scooteria, e do passeio pela cidade. Narração de Dinno Benzatti, que foi ao ar hoje, domingo de manhã.

O link para o site UOL: http://tvuol.tv/blc7mq

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

SP-2013 - Parte 2: MOTONETA OU MORTE

Domingo de sol e muita expectativa para o grande dia. Foi a história, no Monumento à Independência do Brasil. Esse dia seria marcado por um giro de 50 kms pela cidade de São Paulo, com 140 motonetas nas ruas. Pouco a pouco a Praça Charles Miller, o grande pátio do Estádio do Pacaembú, seria tomada por uma festa popular chamada SP em Vespa e Lambretta.


Às 8h da manhã chegavam os primeiros lambrettistas. O Clube da Lambretta de Santa Catarina, que pernoitava por lá, já estava com as suas clássicas no solo. Num dos canteiros armei a "banca" com as faixas de pedana e outros souvenires. A correria era das grandes. A turma de Piracicaba estava lá, e trazia aquela Cezata Jawa além de históricas Lambrettas. Os Intocáveis, de Araraquara, também haviam rebocado suas Lambrettas. Leo Russo, Barbie, Marco e Tatu traziam o Confraria Vespa Motor Club, Vesbretta, Herdeiros do Passado e Vesparaná, com o nosso parceiro "paulistaranaense" Ito.
Alvisi (Poços Scooter Club - MG)
A dupla do Poços Scooter Club chegava também, depois de uma noite pela city com a equipe SP: Koré e a Cris. Os Lambreteiros Tapejara vinham da Sede da Scooteria Paulista, trazidos pelo Fabio Much, junto dos três paraguaios e o colombiano. O argentino Nano chegava direto, esse aprendeu a se virar na cidade-monstro - no sentido cartográfico. Leo Dueñas chegava com sua guerreira rodoviária PX, em sua primeira aventura inter-estadual, e em carreira solo. Mattioli por lá estava com amigos de Ribeirão Preto, e trazia de lá uma bela Super 150 vendida ali para o paranaense Coca 69. Marmirolli chegava de LI, pronto para o maior encontro da sua vida, e das nossas. Favero vinha da Penha para o seu segundo dia de obras, esse também trampou muito! O argentino da SP, Hernán, trouxe-me um rádio-comunicador, que dispensei por crer que isso me complicaria. Raphael Favero já guiaria o tempo todo com o Nextel/celular aberto no capacete, e faria a vigilância do comboio em movimento. Amigos de todos os cantos da cidade, do Estado, do Brasil, da América do Sul, todos reunidos e na expectativa das grandes. Por três vezes a Polícia Militar veio falar comigo para liberarmos a passagem da rua. Afinal, apesar de ser chamado de Praça, tudo ali é rua e estacionamento (Zona Azul).

Concentração Geral no Pacaembu - CLIQUE NA FOTO
Pelas 9h anunciei ao bando que o Koré e o Fabio Much guiaria quem fosse preciso para um Posto de combustível mais próximo. Gasolina, xixi e café, era agora ou tarde demais! Partiu então uma tropa de 25 ou mais. Raphael Pasqualin, repórter, fazia uma matéria para a Revista Bikers e para o programa Momento Moto, da Band.

Era 10h da manhã, e todos prontos! Uma a uma, como numa sinfonia, cada instrumento entrava em seu tempo, no seu tom, no seu canto, na grande arena urbana chamada São Paulo.


Partimos, juntos, todos, em um comboio jamais visto no  Brasil

João Braz (Vesparaná - PR) e tropa
Motivo de orgulho e vislumbre para cada piloto ali no meio. A maior tropa dois tempista já reunida seguia para a Av.Amaral Gurgel no ritmo de 30km/h. Tomávamos dois quarteirões inteiros em extensão. Seguimos para o Largo do Arouche, Av. São Luis e Viaduto Maria Paula, chegando ao coração da cidade. Me mantive na ponta, em todo o tempo procurando cronometrar os semáforos, para evitar que o comboio se dividisse ou extrapolasse o sinal fechado. Ito (Vesparaná) compreendendo a dinâmica, trazia as informações de trás pra frente, repassando pra mim as mudanças de ritmo conforme a geografia. Além disso, ele e Elcana, junto do Raphael Favero garantiram que ninguém se perdesse do agrupamento, sinalizando nas esquinas e desvios a rota do passeio. Leo Russo no princípio teve um cabo estourado na sua Vespa Super 150, e lá estava o sr.Laercio Rodrigues para o acudir com a carreta rebocadora no carro. O Sr.Albertini também socorreu uma bela LI, e seu filho, o parceiro Tatu Albertini, além de trazer a sua Racer JPS pro Animal Taylor rodar, deu uma força das mais necessárias para o evento como um todo. Notei, posteriormente pelas fotos, que os clubes procuraram se manter juntos, agrupados. Com exceção do Erley (Poços Scooter Club), que perdeu o seu parceiro de vista, ficando comigo na ponta até o final. Éramos um quilômetro de motonetas pela cidade, metade paulistas, metade visitantes de MG, RJ, PR, SC, RS, Paraguay, Argentina e Colômbia, todos com seus próprios motorinos.

Chegada ao marco-zero da cidade: Igreja da Sé

São José dos Campos e Dracena (SP)
Já no velho centro da cidade, na Rua Roberto Simonsen, o Uitamar tomou a frente do comboio enquanto eu esticava a mil sozinho até a frente do Pátio do Colégio. Eles dobravam o Solar da Marquesa e da frente da guarda da PM eu ouvia a locomotiva; o chão tremia. Estiquei sozinho para avisar o sr.Daré, o Aurélio e outros vespistas que ali aguardavam para integrarem a frota.

Aquela era a Rua Boa Vista, e foi ali que São Paulo foi oficialmente fundada pelos jesuitas, em 25 de Janeiro de 1554. Passamos pelo clássico Mosteiro do São Bento e à esquerda dobramos para uma das ruas mais bonitas da cidade, a Libero Badaró. Diante do Edifício Martinelli, nas proximidades do antigo Correio, e claro, do velho Banespão (tema do cartaz), a cena era "a fuder" - como diziam alguns gáuchos. Da esquina do Viaduto do Chá até a curva do Mosteiro de São Bento, só se via motonetas. Uma cena abismal, que se antes encantava aos pedestres e motoristas surpresos, agora chocava e violentava os seus sentidos. Era uma locomotiva barulhenta e expressiva, formada por scooters de ferro e lata, por pilotos de fibra e gênio forte, apaixonados pelas mesmas máquinas, como bem disse o Paulo Heinz em seu discurso na churrascaria, na noite anterior.


Atravessamos o Vale do Anhangabaú por cima do Viaduto do Chá. A ponte que tanto orgulha os paulistanos tremeria sua estrutura de concreto e ferro naqueles minutos. Na esquina o lendário Teatro Municipal. Mais duas três curvas e entrávamos na Avenida São João, passando pelo Largo do Paysandú, memórias da área da diversão que melhor são contadas pelos vecchios lambrettistas de SP que estavam no comboio. No primeiro semáforo represamos novamente: "Alguma coisa acontece no meu coração, quando cruzo a Ipiranga com a Avenida São João"; essa esquina, eternizada na letra do Caetano Veloso. À esquerda seguimos diante da Praça da República até a Av.São Luis. Barbie e o Marco Polo procuraram bloquear o trânsito para assegurar a nossa mudança de avenida. Aos pés do Terraço Itália.



De última hora, por sugestão da turma do front, mudamos de rota e decidimos subir a Rua Augusta, a 20 por hora. O rimo do passeio estava maravilhoso, e naquela altura já relaxávamos, nós a organização. Nisso veio a notícia de que a CET estava atrás do comboio. Tocamos sem alarde o comboio dos 140 marmanjos, e todos ou quase todos apresentaram um caráter de alta categoria em termos de giro coletivo. Na Avenida Paulista a troca de mão pelo retorno estava fantástico. As motonetas ocuparam todo o espaço nas duas mãos do mesmo penúltimo quarteirão da famosa, e de um lado o que se via do outro era espelho. O comboio se ordenava para o principal desfile do evento. Uma cena inesquecível, conforme lembrou o sr.Daré: "você estava de um lado com uma multidão de motonetas atrás, e do outro lado da Paulista tinha mais um monte delas". O que nos incomodava um pouco era a presença da Rocam atrás do comboio. Haviam duas viaturas, e motos oficiais. O pessoal vinha à ponta avisar-nos. A todos eu pedia calma, e que retirassem de trás do comboio qualquer scooterista suspeito. Favero, Ito e cia procuravam manter o comboio lineado em duas faixas, fornecendo passagem na direita para os ônibus e bicicletas, e na esquerda, para os carros e motos. E funcionou muito bem. Duas motos da Polícia Militar passaram por todo o comboio e dobraram na primeira esquina. Nós tocamos adiante. Nas calçadas os queixos despencavam. Todos gritavam, queriam pular na garupa dos Tapejara. As mulheres jogavam seus sutiãs nas viseiras dos confrades. Brincadeiras a parte, o espírito do dia foi registrado pelo J.Duran do PORTAL UOL


Da Consolação ao Paraíso, descemos o bairro até a 23 de Maio, com destino ao Parque do Ibirapuera. Daniel Herrera Masiá esticava para fazer fotos. Andamos um pouco a mais para que todos conhecessem o Monumento das Bandeiras, e também uma extensão maior do Parque do Ibirapuera. Controle de semáforo era a nossa principal meta. Os rebocadores estavam todos de parabéns, foram fundamentais, cada um!! À frente tomamos o acesso para a R.Sena Madureira, sendo seguidos por uma viatura da Polícia Militar, e lá na frente vigiados por um pequeno grupo da CET. E foi tranquilo. Henrique Picelli parou para abastecer e convocou quem precisasse de gasolina para encostar também. Grande parte do comboio seguiu adiante pois o objetivo agora era a parada coletiva para a foto oficial. Descemos pela Vila Mariana até a Av.Ricardo Jaffet. Preocupante era ver alguns furando semáforos, e não podermos fazer nada quando os batedores do meio cobriam outro ponto. Um risco desnecessário, driblado por muitos dos pilotos com seus artifícios. O grupo já demonstrava cansaço, e debaixo do sol das 11h30, o passeio já parecia mais do que suficiente para muitos. Na Ricardo Jaffet a equipe manteve o ritmo e os controles enquanto eu estiquei até a Nazareth na corrida pela ponta. Ali parei numa base da Polícia Militar e pedi para eles que nos auxiliasse na parada das motonetas. Gente cordial, que compreendendo a dimensão da frota, abriu-nos espaço suficiente. Quando o comboio chegou, depois de cinco minutos, o espaço estava reservado. Talvez se tivéssemos tentado pelas vias burocráticas, nada teríamos conseguido, mas assim foi. Emparelhamos 140 motonetas, lado a lado, numa extensão de quase um quilômetro de máquinas italianas, brasileiras,  tchecas e indianas.


O trabalho maior ali foi reunir todo mundo para uma foto oficial, esse mar de gente, um a um, no Monumento à Independência do Brasil. Depois de muito tentar, de aguardar o Favero, Tatu, Gustavo e cia com o pessoal que necessitou de reboque, depois de perder a voz e as pilhas do megafone, todos estavam lá, os mais fortes da classe, ou quase todos eles, pois sabemos que muitos de nós pelo Brasil adentro, não pôde vir, ou ter chegado a tempo. E ali, aonde foi declarada simbolicamente a Independência do Brasil, pelo Grito do Ipiranga do Dom Pedro I diante do Riacho do Ipiranga, na escadaria, o lema da vez era MOTONETA OU MORTE!!!


Mesmo o mais dedicado dos relatos e escritos não poderia expressar a dimensão e a complexidade que foi esse evento de três dias. Perdoem-nos aqueles que não cito nesse escrito feito às pressas. Levaremos alguns meses para entendermos o que vivemos e fizemos.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

SP-2013: A Recepção do Dia 09

O SP EM VESPA E LAMBRETTA se foi. Há uma semana atrás começava a milhão, tomando de assalto a cidade de São Paulo. Tentaremos contar aqui, dia por dia, os acontecimentos conforme lembrança pessoal (minha, Fidelis), dos participantes, e procurando reproduzir frases e relatos dos participantes. 


No sábado cedo a equipe da SP pulou da cama no melhor estilo "pau no gato". Ao meio-dia a Rádio Motoneta entrava no ar com Adoniram Barbosa apresentando a Saudosa Maloca, maloca querida, que receberia nas próximas horas cerca de 65 scooteristas clássicos: da capital, do interior, do ABC, de RS e MG. Fomos surpreendidos pelo Motor Home dos Lambreteiros Tapejara, que já chegaram com carne, grelha e carvão. Edu Parez segurava a Rádio Motoneta "Especial SP-2013", e levou pra dentro alguns camaradas para a entrevista. A Global Scooters trazia uma Vespa e uma Star 4 para exposição, com Jefferson em sua Vespa GT.
Entrada da Sede da SP
O casal Coot chegavam com duas PX e os capacetes personalizados para exposição. O Daré, das Lambrettas, trouxe uma de suas Standard D mais belas. O Marmirolli (Romano Multimarcas) vinha com sua LI na carroceria, preparado para o grande giro. Marcio Fernandes (M.Brasil Multimarcas trazia um Nextel para a equipe), enquanto o Henrique Picelli chegava com as faixas de sinalização para o comboio. Na Free Willy Moto Peças Stello e Cleberto, dos Herdeiros do Passado, que depois viriam pra Sede. Marco Polo e Flavio Barbie esticaram até a Sede da SP para trazerem as camisetas oficiais. Ambos, junto do Tatu, vieram de Campinas como equipe paulista oficial, somado a outros que citaremos na literatura do evento. Fizeram guarita no Hotel Ibis/Free Willy e saíram ao resgate do Vesparaná/Confraria/Vesbretta assim que tiveram notícias. Flavio Barbie encontrou perdido na rota de entrada da cidade o paraguaio Jorge Colman, que havia se perdido dos seus conterrâneos. Barbie o guiou até a Sede e voltou pra caça. Mais tarde o Gustavo Mendieta e o Diego Lopez foram guiados também, junto do colombiano Brandon Quintero com sua namorada espanhola, Rosa. Raphael Favero, Emerson Mestrinelli e Leo Russo estavam de plantão para o que precisasse, e precisou.

Fidelis e Edu Parez  abrindo a Rádio Motoneta

Os mais diversos modelos na abertura do Encontro
Fidelis e Isbú cuidavam da banca da Scooteria no pátio vizinho da Sede, enquanto Edu Parez operava a Rádio Motoneta de dentro. Oliver (Trâmite Soluções Contábeis) havia trazido uma parte de sua curiosa coleção de Vespas, dentre elas as personalizadas da Heineken e da Jack Daniels, que encantava o corredor da casa. Por volta das 17h30 eu, Fidelis, tive um desentendimento sério com um dos integrantes da equipe, que deserdou. O céu fechava enquanto a Net falhava nos serviços, diminuindo a qualidade da transmissão da Rádio. A tensão se acentuava com a vinda de uma forte chuva. Chegou-nos a notícia então que o Clube da Lambretta de Santa Catarina mudava de rota na última hora, e ao invés de seguir com o Motor Home direto para a nossa Sede, seu motorista Mafra optou por pousarem no estacionamento da Praça Charles Miller (Pacaembu), o que confundiu a nossa equipe. Isso porque estava tudo preparado para os clubes se apresentarem na Mooca para fazermos tanto a "inscrição" (camisetas/faixa/adesivos etc) como o registro fonográfico dos participantes na Rádio. Outros clubes se concentravam na General Osório, o que mexeria ainda mais com a nossa grade de programações. Às 19h decidimos então não mais esperar. Enquanto os Lambreteiros Tapejara manobrava o Motor Home no estacionamento vizinho, recolhemos a bagunça e colocamos para aquecer os motorinos. 
Chuva na Recepção
Diversos amigos já tinham partido pra casa, com a promessa do dia seguinte, o grande dia. Ligamos as nossas motonetas, cerca de 30 delas, abastecemos e calibramos na Rua Padre Raposo, e seguimos num comboio noturno até a Free Willy/Hotel Ibis. Passava das 20h quando chegamos por lá. Ao dobrar a esquina, na escura R.General Osório, já avistava ali as dezenas e dezenas de Vespas e Lambrettas diante da única aberta. O povo todo nas calçadas, feito festa popular. Passei meia hora cumprimentando os nossos hóspedes visitantes e amigos paulistas. Roberto Braga avisou que uma das Lambrettas dos amigos de Tapejara havía parado no caminho. Ito se prontificou a rebocá-la com o carro de apoio do Vesparaná. Diante das circunstâncias, o planejado passeio noturno de aquecimento fugia da realidade, e se tornaria inviável àquela altura, sobretudo por causa da fome da moçada. Muitos me perguntaram da janta... Então, ao invés do giro pelas luzes da cidade, corri numa churrascaria do Largo do Arouche e fechei com eles um desconto para a tropa. Henrique saiu em disparada pro Pacaembu, na missão de trazer os catarinenses, enquanto nós, em cerca de cinquenta pessoas, seguimos para a churrascaria. Brejaaaaa...


Na churrascaria do Arouche se reuniu, do sul ao norte: Confraria Vespa Motor Club, Lambreteiros Tapejara, Vesbretta, Herdeiros do Passado, Clube da Lambretta de Santa Catarina, Vesparaná Confraria Club, Scooteria Paulista, Motonetas Clássicas Campinas e São Roque Vespa Club, Vespa Club Paraguay, o aventureiro colombiano e diversos amigos scooteristas que apesar da forte simpatia, não se afiliaram a grupo algum. O jantar foi marcado pelo discurso do Paulo Heinz, para quem não o conhecia, muito prazer. A Rádio Motoneta recebeu ali uma homenagem dedicada do Vesparaná. E todos puderam se conhecer melhor, ou ao poucos. Ok, esse foi um dia tenso, marcado pelos imprevistos e pelas novidades, tendo fim pontualmente à meia-noite. A equipe da SP levou pro travesseiro toda a tensão e a expectativa, na fé de um dia melhor.

Dezenas e dezenas de motonetas - Noite na General Osório

Mesmo o mais dedicado dos relatos e escritos não poderia expressar a dimensão e a complexidade que foi esse evento de três dias. Por isso mesmo que esse texto acima será, com absoluta certeza, revisado, re-escrito, e outros relatos do pessoal serão anexados aqui abaixo no decorrer dos dias. Contamos com a sua colaboração. Escreva o seu relato, dia por dia, desse grande encontro nacional, para eternizarmos aqui no blog: scooteriapaulista@gmail.com

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

RÁDIO MOTONETA - Especial VESPA CLUB PARAGUAY


Salve salve amigo scooterista, entusiasta e leitor. O fulminante Encontro Nacional estremeceu São Paulo e pulverizou, deixando na lembrança e nas narinas de cada participante um gostinho de 2 Tempos. Relatos são muitos, são muitos os comentários pelas redes sociais e emails. O Encontro Nacional foi o maior já realizado em sessenta anos de motonetas no Brasil. Ao todo, pela última recontagem (por fotos e lembranças), sabemos que ao todo, em três dias de atividades, passaram pelo SP EM VESPA E LAMBRETTA 2013 cerca de 175 motonetas. E três delas vieram rodando diretamente do Paraguay: Diego Lopez, Gustavo Mendieta e Jorge Colman. Os integrantes do VESPA CLUB PARAGUAY aqui estão hospedados em nossa humilde Sede, realizando reparos na Free Willy, conhecendo São Paulo e vivendo intensamente dia e noite, noite e dia. E nessa noite de quinta-feira eu, Fidelis, farei um Especial da RÁDIO MOTONETA com eles, bravos membros de um dos clubes mais estradeiros da América do Sul.

Ouça e interaja por aqui das 21h às 23h: http://ustream.tv/channel/radio-motoneta

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

SP EM VESPA E LAMBRETTA 2013 - Dos Recordistas


Foram três dias de SP EM VESPA E LAMBRETTA 2013. Todos os clubes ativos de motonetas clássicas do Brasil compareceram com as suas, além de três paraguaios, um colombiano e um argentino. Esse foi o maior encontro da classe já realizado no Brasil. Pela recontagem, tivemos 145 motonetas rodando no giro oficial pela cidade, no dia 10, e um total de 175 na soma dos dias. Estamos procurando por fotos, relatos e os nomes de todos os participantes, e em breve subiremos tudo isso aqui no blog. 

Fiquem atentos que nesse domingo, no programa Momento Moto (BAND TV) vai ao ar uma matéria sobre o evento, às 10h da manhã.

No Portal UOL saiu uma referência sobre o evento: AQUI.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

RÁDIO MOTONETA - Especial SP-2013


Nesse sábado dia 09 de Fevereiro começa a IV Encontro Nacional de Motonetas Clássicas, o SP EM VESPA E LAMBRETTA 2013. Um encontro de três dias 100% voltado para o scooterista CLÁSSICO, e somente, exclusivamente, efusivamente! A recepção e a inscrição do encontro será feita na rua da Sede da Scooteria Paulista, no bairro da Mooca (Av.Paes de Barros x Rua Visconde de Inhomerim). Para saber da programação do evento clique aqui: http://www.scooteriapaulista.blogspot.com.br/p/sp-em-vespa-e-lambretta-2013-encontro.html

A Rádio Motoneta será parte da programação do grande evento, e estará no ar do meio-dia às 20h, com Edu Parez e Marcio Fidelis no comando, entrevistando a todos os participantes, e realizando um registro fonográfico de cada personagem do scooterismo clássico conforme ordem de chegada. Além disso, boa música é tacada certa! Na esquina da Sede há um restaurante (Chicken) e na frente um boteco. Vagas reservadas para motonetas clássicas. A partir do meio-dia desse sábado, é só chegar!

PS: Às 20h ligaremos nossas motoneta para um giro noturno pela Avenida Paulista/República.

Ouça e interaja ao vivo aqui: www.ustream.tv/channel/radio-motoneta
Informações: 11 95497-8344 ou scooteriapaulista@gmail.com

domingo, 3 de fevereiro de 2013

São Paulo, Sociedade Anônima

Você está preparado? Está preparado para o SP EM VESPA E LAMBRETTA 2013? Nessa semana a cidade de São Paulo começa a receber pouco a pouco os visitantes de diversos cantos da América do Sul. O argentino Nano Aliaga será o primeiro a chegar, diretamente de Córdoba. O colombiano Brandon Quintero já está em Foz do Iguaçú (PR), e nessa segunda-feira começa a saga até São Paulo com a sua PX200. O Vespa Club Paraguay sairá na quarta-feira para três dias de ritmo forte nas estradas. 
Walmor Chagas e Eva Wilma
Vesparaná Club prepara a sua frota. Lambreteiros Tapejara (RS) já reservou o Motor Home para quase uma dezena de máquinas - devem chegar no sábado ao meio-dia. O Clube da Lambretta de Santa Catarina prepara o Motor Home para suas motonetas. O Vesbretta e o Confraria Vespa Motor Club se reunirão para a última reunião sobre a viagem juntos (rebocados). O Poços Scooter Club terá aqui um membro já no sábado, e outro no domingo cedo. O Confraria Rio Vespa Club vem pela Rodovia Dutra representado pelo seu presidente Leo Dueñas. O Motonetas Clássicas Campinas articula conosco, também com os mais entusiasmados do Clube da Lambretta de Jundiaí. O São Roque Vespa Club está em campanha local e promete expressão no evento. Os Herdeiros do Passado chegarão junto de avião com o Stello e o Cleomar, e com as bandeiras asteadas em surpresas rodantes que vem do Rio Grande do Sul. Clubes e crews paulistas se agilizam também. Da nossa parte, a Scooteria Paulista se mobiliza pela região metropolitana toda, pelo litoral sul, pelo Circuito das Frutas, Circuito das Águas e Vale do Paraíba. Scooteristas clássicos independentes, proprietários e comerciantes contam os dias até o avento mais aguardado dos últimos anos. O SP EM VESPA E LAMBRETTA 2013 promete reunir a maior frota dos últimos tempos, e essa história só será de quem aqui estiver. LEIA AQUI A PROGRAMAÇÃO DO EVENTO.


E falando em motonetas e São Paulo, o filme sugerido acima é uma intensa expressão existencial do homem no meio da explosão da indústria automobilística em São Paulo na virada das décadas de 50 pra 60, nos tempos da Lambretta do Brasil S/A. O crítico Luiz Zanin escreveu: "Além de ainda esteticamente moderno, o longa-metragem captou bem a essência da capital paulista ao mostrar uma cidade fascinante por suas múltiplas possibilidades, mas igualmente perigosa como devoradora de seres humanos”.

No filme, o recém-finado ator e diretor gaúcho Walmor Chagas pilota uma Lambretta LD com a Eva Wilma na garupa, aos 36min.35segundos. Em que estrada teria sido feita a cena? Tempo...
"Começar, trabalhar, tentar ser um homem, esquecer Ana, apagar Luciana, não lembrar-se senão do trabalho, das cinquenta obrigações diárias. Lembrar-se somente das mil chateações diárias do trabalho. Pedaço de uma engrenagem de mais outra e mais outra, e mais outra, numa engrenagem e depois num eixo que devem ser entregues dentro do prazo estabelecido. Mil vezes recomeçar, e recomeçar de novo, recomeçar sempre. Esquecer Ana, apagar Luciana, lembrar-se das cinquenta obrigações diárias do trabalho. Recomeçar, recomeçar e aceitar, aceitar, aceitar. Começar, aceitar, aceitar aceitar..." (do filme São Paulo, Sociedade Anônima, 1965).

SP EM VESPA E LAMBRETTA 2013
(IV Encontro Nacional)
09, 10 e 11 de Fevereiro

Infos com FIDELIS no (11) 95497-8344 e scooteriapaulista@gmail.com

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

O Ronco do Ipiranga

No dias 09, 10 e 11 de Fevereiro a cidade de São Paulo será Sede da maior concentração de scooteristas clássicos que já existiu no Brasil (essa é a espectativa). Estamos na ponta de lança da organização dessa quarta edição dos encontros nacionais, a Scooteria Paulista, contando com a força dos clubes locais mais ativos e coletivos, contando com o apoio oficial de diversas marcas e empreendimentos dos scooteristas do grupo, e com o patrocínio da representante brasileira das novas Vespas. PREPAREM-SE!!! Acesse as informações  gerais CLICANDO AQUI.


Sobre a foto, não sabemos a procedência dela. Um dia ela foi postada na comunidade virtual Motonetas Clássicas Campinas, então quem for o proprietário dela, favor se identifique para pesquisarmos mais a respeito. Feita no final dos anos 50, a imagem é da oficina Lambrerusso do Brasil, especializada em Lambrettas, Vespas e Isos. Isso foi no bairro do Ipiranga, em São Paulo. 

E será no Ipiranga, na escadaria do Monumento à Independência do Brasil, às 11h da manhã do dia 10 Fevereiro, que faremos a foto oficial desse encontro nacional, aonde parece que Dom Pedro I um dia gritou "Independência ou Morte". Fica a dica!