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domingo, 27 de janeiro de 2013

V SÃO ANIVESPAULO: Uma Aventura nas Alturas da Cidade

Na quinta edição da nossa homenagem à capital paulista, a cidade-locomotiva mais uma vez parou para ver a banda passar. Foram 60 Vespas, Lambrettas, Bajaj e Star, scooters clássicas e históricas, que vieram provando que o lifestyle vem caindo mesmo no gosto do povo.

Ansioso... amanhã saio aqui de Ferraz de Vasconcelos com destino ao pico do Jaraguá, será que minha vespinha chega lá?” (Gabriel Silva).

Antes de mais nada... A divulgação não saiu do rastro da Scooteria: impressos em meia dúzia de lojistas, internet e boca-a-boca. “Ah mas eu não fiquei sabendo”. Então lembre-se que esse é um evento de uma data só, e fique atento nas atualizações frequentes aqui no nosso blog: www.scooteriapaulista.blogspot.com . Esse São Anivespaulo iniciou diversos scooteristas, eles que agora são parte da gente. Nós que agora somos parte da vida deles. Como o feriado é exclusivamente municipal, a maioria dos presentes foram os paulistanos, mas não só eles. Vieram de São Paulo, Cotia, Taboão da Serra, São Bernardo do Campo, Ferraz de Vasconcelos, Jacareí, Pedreira e Campinas. A maioria dos modelos eram PX, mas não só elas. Vieram as Vespas PX200, Originale 150, Super 150, Super “200”, M3 “200”; aí as Lambrettas LI, MS, Xispa; e da Índia os modelos de relativa tradição: Bajaj Classic e Star 4 (LML). Antes mesmo das 9h os primeiros garantiram o nosso espaço no Pátio do Colégio, ao lado do trailer da Polícia Militar. 


Trinta e cinco minutos foram o suficiente para reunir quase a totalidade da frota. Alguns se inseriram no bando pelo caminho. Eu, Fidelis, estava com a Vespa PX200 “hot comuna” emprestada pelo Oliver – a minha está sem motor. Aliás não só eu, o Godô e o Gringo também vinha com o “Olivespa Clube”, somado outro funcionário da Trâmite Soluções Empresariais (Apoio Oficial do evento), o Alan Lamounier, um dos três irmãos-coragem “mineiros”. O outro, Aden Lamounier chegava num visual "Marlon Brando Confederado". Falando nos mineiros, o Alan Lamounier trazia a PX do seu irmão Alex. E falando no Apoio Oficial, Marcio Fernandes, da M.Brasil Multimarcas, lá estava com sua PX200 e o filho, herdeiro. Cheguei no Pátio acompanhado do Ambrósio, e da Fernanda Borges, depois de encontra-los na Radial Leste, o trio em belas Lambrettas. Outro do clã lambrettista, o carioca Amorim, chegaria mais tarde no Pátio. De imediato por lá estava com suas PX Z/L, o Jun Santos e o Adriano Stofaleti. Da sul o sr.Laercio trazia novamente sua PX200 verde, fazendo estranhar a todos os que o conhecem como o lambrettista das Standard’s. E falando em lambrettista, o sr.Daré nos surpreendeu com sua presença em LI, num velho estilo rocker com sua clássica jaqueta de couro. Sr. Artur Gildo também, com sua viajante PX200 bicolor. Ricardo Deccó e seu irmão Eduardo Deccó, os gêmeos em 2 Tempos. Surpresa foi encontrar ali também o Alex Petrillo em Vespa, um colaborador boa praça. De São Bernardo do Campo chegava o Aurélio Martimbianco com a esposa e a “laranja mecânica”. Dono do gogó de ouro, o Beto e sua PX “jazzie”. Sergio e esposa chegava com a azul do último Raduno. Em minutos chegava o China e a Leika, em Vespa nova, a Super 150 verde de motor 200cc, recém-adquirida pelas mãos do Marcelo Canto, ele que chegou de Lambretta LI ao lado do parceiro Cristhian Nucci, parlaaaando. Isbú e Much já estavam por lá, diretamente do Jardim Colorado. E falando da leste, o Daniel Turiani e Gisele chegavam na raduneira da Mooca. Anivespaulistas, Turiani deu seus pulos para consertar em tempo a melindrosa. Edélcio Pasqualin na sua azulona chegava para mais uma, trazendo seu amigo Orlando na Lambretta LI 65 em seu segundo giro com a trupe. Pela metade da concentração chegou o fotógrafo Davilym Dourado na PX vermelha com acessórios franceses. Na base da importação, Edu Parez vinha com a sua racer preta fosca equipada com partes de um afamado Kit Malossi, e sua namorada pelo segundo Anivespaulo seguido. Mestrinelli e Alessandra também vinham de PX, a estradeira. Na mesma cor, a rodoviária PX do scooterista Barbie lá estava também, tendo vindo rodando de Campinas. Pouco a pouco Francisco Cerqueira e Angelina na PX cinza vem comparecendo nos eventos. Assim como o Rodrigo Martins com namorada em PX vermelha do raro farol redondo. Casais que se identificam com a barulhenta diversão à moda antiga. Ansioso para finalmente estar conosco, bem que tentou trazer a sua PX o Gabriel Silva, mas saindo de Ferraz de Vasconcelos ela quebrou. Com a perna quebrada dentro de um robofoot, amarrou as muletas na PX laranja e branca do Marcelo e veio com o amigo, para seu primeiro giro conosco. Assim também se sucedeu com o Henrique Manzini, que trouxe algumas dicas sobre burocracias e sua PX preta. Igualmente o Luiz Lavos, que pelas redes sociais se informou e encarou a rua. 


Muitos dos nossos não vieram, por motivo de viagem, mecânica, trabalho e afins. Existem aqueles que agitam, e que em termos de participação na cena, pratica exclusivamente um scooterismo virtual. Aí tem aquelas que erguem a média geral, como a Luciana Silva e sua PX de inspiração inglesa. Das rodovias, Desafios e Expedições, lá estava ela rodando em homenagem à cidade da qual defende com unhas. E pelo Facebook a Fernanda Borges reforçou ainda mais o assunto das Scootergirls: 
"Eu tento ao máximo aprender e a mexer nela (na Lambretta), mas como falei com a Leika, temos que aprender nos virar sozinhas também, afinal a mulherada da Scooteria é assim mesmo: sempre se superando... é o famoso vivendo e aprendendo" (Fernanda Borges)
Lojistas e obreiros da classe lá chegavam. Reginaldo Silva trazendo Diogo, o funcionário da Free Willy. A Rose seguiria na garupa do parceiro anivespaulista Roberto Braga, trazendo a sacola de camisetas confeccionadas, a nossa homenagem ao finado amigo sr.Luiz de Castro. Em mais uma participação, o veterano Paolo Vannucci veio da Lapa com sua PX vermelha do cotidiano. E da alta zona norte, o Osmani Araújo e a Andressa com a recém-restaurada e reluzente LI amarela e branca. Mais tarde, nos aguardando já no Pico do Jaraguá, encontraríamos o Poló e sua Xispa travestida com motor Honda. No pé da Estrada Turística nos aguardava o João, ansioso para o seu batismo na classe, com sua Star zero km. Também pelo caminho se juntou à frota o José Roberto com a LI rebocada do interior: havia se perdido pelo centro da cidade e resolveu nos aguardar no caminho, não vendo então a necessidade de descer a Lambretta no asfalto. Um pertencente, o Raphael Favero, vinha com sua PX branca e trazia o velho amigo Quadrado numa Originale 150. Rodrigo Sonnesso chegava na sua PX Two Tone e namorada Juliana. Outro “anivespaulista de carteirinha”, o Valentim, chegava com sua Bajaj Classic da Z/L. De Cotia o Wolney e sua PX de farol redondo, trazendo o vespista “que certa vez achou na rua”, o Leandro Ruiz. É assim que funciona, achou, pega e traz! E por fim o nosso figuraça, o fotógrafo rodoviário, voltando da Expedição Tropeira Brasil-Paraguay, o Walter Vespaparazzi, de Jacareí com sua M3 militar ao estilo TAP. Certamente faltam nomes aqui, alguns que vieram pela primeira vez, eles que não pude conhecer em tempo, ou que se conheci, não consigo agora lembrar dos nomes. Por isso peço a gentileza de escrever pra gente no scooteriapaulista@gmail.com ,para adentrarem a linha vermelha do scooterismo pitoresco à moda antiga.


Durante a nossa permanência no Pátio do Colégio, naturalmente roubamos a cena das comemorações oficiais de aniversário da cidade, ali, exatamente aonde, a 459 anos atrás São Paulo começava a sacros passos curtos. Às 9h30 da manhã, antes de ligarmos os motores, reuni a turma para um briefing, explicando que o número V desse evento teria nesse ano uma pegada menos festiva, e mais de treinamento, pois no carnaval receberemos scooteristas e clubes de diversos cantos do Brasil para um grande encontro nacional aqui em nossa capital. Lá sim faremos a nossa festa. Portanto, o objetivo aqui era aplicarmos o  novo método de deslocamento de frota: três à frente, laterais, ferrolho e carro rebocador. No caso de um time de futebol, entramos em campo num 3x5x2 + goleiro.


Às 9h45 ligamos os motores, e com a ajuda dos fiscais de trânsito, colocamos todas emparelhadas na rua e num grande rastro de seis dezenas de barulhentos motorinos, descemos a Libero Badaró e dobramos para o Viaduto do Chá, tal como lá atrás, na primeira edição do mesmo. Dali tomamos o caminho para a Av.São João e Av.Rio Branco. Nessa encaramos o primeiro obstáculo de rua: o viaduto de três pistas estava com duas delas interditadas. Nos acotovelamos e realizamos a travessia com sucesso. Dali descemos a ponte para a Marginal Tietê. Encaramos um trânsito infernal. Até então a formação do comboio se deu com muito êxito. Quando à frente os carros pararam, senti que o trânsito se demoraria, e sinalizei que todos encostassem no primeiro posto de combustível à beira-pista. O detalhe disso é que eu não havia notado um posto de melhor qualidade 100 metros à frente. Mals, mas dos males, o Nelson Ned. Havia uma meia-dúzia com pneus descalibrados e tanques vazios – dado a ser corrigido para o Encontro Nacional. Foram dez minutos ali, talvez minutos mais, e o suficiente para seguirmos num ritmo confortável em meio ao tráfego intenso e lento. Chamei o Ambrósio e o sr.Artur para puxarem o comboio efetivamente. Ansiosos, puxaram antes da bandeirada a turma de volta pra Marginal. Alguns ainda pagavam conta no caixa do posto, ou voltavam do banheiro. Saí em disparada para a ponta e pedi que todos represassem novamente à beira da pista, diante de um portão de indústria. Reunidos, e com a certeza de que o nosso carro rebocador fecharia a guarda do comboio, voltamos pra pista, na média dos 40km/h. 


Laercio e o rastro na Rod.Anhanguera
Mais do que um desfile, uma intervenção. Osmani, sr.Artur e amigos sugeriram mantermos o mesmo caminho combinado antes: a rota pela Rodovia Anhanguera. Então para lá seguimos, até que o tráfego de veículos aliviou. Nas proximidades do KM 18 os lambretistas da turma do Ambrósio sinalizaram a entrada para a Estrada Turística do Jaraguá. Nesse momento foi encostando a Fernanda Borges com sua Lambretta, o Favero, Barbie, o carro rebocador e amigos. Não paramos por dois motivos, o principal deles por ser esse evento, um treinamento para o SP em Vespa e Lambretta 2013, que terá a mesma dinâmica desse V São Anivespaulo. Nesse caminho até a estrada, um taxista apressado se pôs no meio do comboio, e tentou de algumas maneiras realizar ultrapassagens arriscadas entre as motonetas. Tomou vários esporros, foi filmado e fotografado, e teve de se conter diante da pressão da classe. Os pontas do comboio esticaram mais uma vez, fazendo aumentar o rastro do grupo, que se espalhava  por um perímetro de 1 km de motonetas e carros de apoio. Favero me passou um sinal de rádio, e antes de perder o sinal entendi que a situação com a Lambretta da Fernanda estava sob controle. Na subida da Estrada Turística o rastro encantou aquela gente toda: crianças, ciclistas, turistas, visitantes. As pessoas sacavam fotos e tiravam do rosto um sorriso único. No platô da montanha encostamos no canteiro e arredores, e passamos por lá duas horas de lazer e contemplação. Mais tarde chegava a pick-up com a LI da Fernanda, o Favero etc. O Reginaldo foi acionado pelo Edu Parez e correu ao seu socorro na Rodovia dos Bandeirantes. Ele havia errado a entrada e lá na outra estrada o seu capacete sem o selo do Imetro foi censurado numa base policial, e para ser liberado, o Reginaldo correu com um casco reserva até lá. O assuntos sobre capacetes rendeu uma longa conversa lá no pico, entre veteranos e scooteristas rodoviários de alto grau. Os irmãos Deccó, com o apoio do Isbú e amigos deu um tapa na PX, que não andava lá boa do motor. Os mineiros chegaram lá com os pneus furados e realizaram as trocas. Oliver trazia umas latas geladas no baú e no "cooler" da sua "Heineken 1977", enquanto o povo se dispersava entre o mirante, as motonetas, a lanchonete e a torre, escadão acima.


Troca de pneus 3x2
Devido ao fato da turma ter se espalhado pelo parque todo, misturado aos visitantes, perdemos a oportunidade de fazermos uma “foto oficial” com todos os presentes, conforme sugeriu o Sr.Daré. O destino era o Pico do Jaraguá, e o fim do evento acontecia por lá. Do mirante do Pico víamos São Paulo e Osasco. Uma vista da civilização que hora nos orgulha, hora nos envergonha, quando questionamos o direito que as pessoas acham que tem em invadir zonas verdes para construírem qualquer coisa, quando edifícios imponentes ao longe recolhem dinheiro aos montes, devolvendo à cidade nada mais do que parcos discursos sobre “geração de empregos”, progresso etc. A parte isso, a nossa diversão foi histórica, com os melhores personagens da cena scooterista paulista prestando uma verdadeira e inigualável homenagem à uma cidade simplesmente por ela ser, com prós e contras, a sua querida cidade-locomotiva.

"Cheguei faz uma hora da maior aventura da minha vida até agora, minha vespa quebrou e meu cunhado foi buscar, mas mesmo assim fomos em uma só. Chegamos ao Pátio do Colégio, curtimos uma verdadeira exposição de máquinas com a personalidade de cada dono, chegamos ao Pico do Jaraguá, e lá recebemos a recompensa: um emocionante vista lá de cima quem não conhece deveria conhecer. Já na volta, saldo: 1 pneu furado e uma aula de como lidar com situações extremas dada pelo nosso novo amigo, o Vespão (Vespaparazzi)! Sem palavras!! Um rolê que eu esperava há muito tempo. Cansado, mais com a alma lavada pronto pra próxima, valeu"! (Gabriel Silva – Ferraz de Vasconcelos/SP)
Veja fotos nossas no Portal IG, no Portal UOL (G1 e R7 também, com as mesmas fotos).

*Esse post está sujeito a alterações durante a semana

4 comentários:

Scooteria Paulista disse...

FOTOS:

1 - Portal IG
2 - Aurélio Martimbianco
3 - Adriano Stofaleti
4 - Portal UOL
5, 8, 10, 12, 13 - Marcio Fidelis
6, 7, 11 - Leika Morishita
9 - Emerson Mestrinelli

Anônimo disse...

Uma das postagens mais legais de se ver. Certamente o evento foi tão legal quanto escrito aqui. PARABÉNS

PJ LAMMY

Anônimo disse...

Um evento ideal para ir com garupa, muito legal. Hernán

Anônimo disse...

Isso dá uma idéia do que será o Encontro Nacional... Parabéns!

Ceccacci