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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Vespaparazzi no Programa Papo Vanguarda

Enquanto a Expedição Tropeira já rodava o Brasil rumo ao Paraguay, no Vale do Paraíba a TV Globo soltava a entrevista que Walter Vespaparazzi cedeu ao programa Papo Vanguarda. Orgulho em ter um cara genuino e de atitude na primeira base da Scooteria Paulista. Vai que é tua Vespão!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Expedição Tropeira Brasil-Paraguay (Parte 2 de 2)

A Expedição Tropeira Brasil-Paraguay, depois de algumas intempéries chegou ao seu destino: Assunção, a capital do Paraguay. Eder Luiz e Walter Vespaparazzi agora darão início à volta pra casa:


Por Walter Vespaparazzi

Hotel Cassino
22 de Dezembro de 2012. Naquele hotel em Assunção acordamos às 8h e saímos rapidamente na companhia do Jorge Colman (vespista da Ciudad del Este), que nos levou para encontrar com o resto do grupo dele. Era quase 9h30 quando saímos, o Eder, eu, e quatro integrantes do Vespa Club Paraguay que nos acompanharia até a cidade de Emboscada. Até lá porque comenta-se entre os motociclistas brasileiros que nessa cidade a fiscalização policial é famosa pelo estranho rigor, a exemplo desse vídeo no Youtube. Na saída de Assunção a Vespa do Jorge Colman apresentou problemas e parou lá atrás. Seguimos então, o Eder e eu junto do Diego Lopez. Foram 50 kms de viagem. Passamos pela cidade de Emboscada e percebemos a simplicidade do povoado cortado no meio pela estrada. Alguns quilômetros depois a gente parou para nos despedir do Diego Lopez. 
Diego Lopez e Eder Luiz
Muito obrigado a ele e a toda hospitalidade do seu clube!! Então o Eder e eu seguimos para um dia de ritmo forte. Passava das 10h da manhã e tínhamos pela frente uns 500 quilômetros a serem rodados. O nosso objetivo era dormir em Pedro Juan Caballero (PY), aonde éramos aguardados por dois moto-clubes. A viagem foi tranquila, correu tudo normal, com abastecidas a cada 100 kms. Não almoçamos para ganharmos tempo. O único momento para o descanso do motor eram as paradas para abastecimento: 10 minutos no máximo. Nessa rota fomos abordados por um casal paraguaio que pediu para que parássemos para uma foto. Na sequência encontramos um posto e abastecemos. Nesse mesmo lugar encontramos uma moto que chamava mais a atenção do que a minha Vespa: uma Honda Bizz com cabine. Claro que o Vespão não podia sair sem fazer uma fotinha. Era mais ou menos 17h. Seguíamos na mesma média dos 80km/h. Quando começou a escurecer, o nosso receio de rodar de noite eram com os animais na pista. A gente viu muitos animais mortos por atropelamento durante essa rota, e por isso tínhamos medo de sermos surpreendidos por um a noite. Aí finalmente às 21h encostamos no primeiro posto de gasolina de Pedro Juan Caballero (PY). Lá fomos surpreendidos por um dos integrantes do Moto-Clube Caballeros del Asfalto, que veio nos saudar e nos oferecer ajuda. Ele se chama Quico, e quando falei que estava a procura de Sabino e Ângela o motociclista então disse que era seu amigo. Foi aí que eles souberam que eu era o Vespaparazzi, já esperado por Sabino e seu moto-clube. No mês de novembro os nossos amigos jacareiense Bicudo e Claudir estiveram em Pedro Juan e comunicaram aos motociclistas dali que estaríamos chegando em Vespa no mês de dezembro. Eles ali do pedaço então já sabiam da gente. Eu disse para o Quico que estávamos com hospedagem gratuita oferecida a nós por um motociclista paulista no Hotel Cassino Amambay. Os motociclistas então deixaram seus endereços e telefones para que no dia seguinte procurássemos por eles. O Eder e eu então seguimos pro Hotel Cassino Amambay. Ao chegarmos no hall de entrada me deparei com carros e choferes, com gente gran fina de alto nível e muito luxo, aonde não me senti muito bem por estar sujo, suado, barbudo e cansado. Entramos, nos apresentamos, e o nosso quarto já estava reservado de fato. Tomamos o nosso banho, fizemos a barba e colocamos a nossa melhor roupa limpa enquanto conversávamos. O Eder disse: “Ô Vespão, o teu amigo que nos ofereceu essa hospedagem é show de bola, estamos no melhor que há na cidade”. Descemos pro salão de jogos para termos a oportunidade de desfrutarmos pela primeira vez de um Cassino, só que a diferença é que a nossa verba para apostas era só de 30 reais pra cada um. Jogamos, ganhamos e perdemos. Quando deu 23h30 fomos dormir. O dia foi o mais longo de toda a Expedição: 560 kms de giro.
   


Hotel Cassino Amambay

Caballeros del Asfalto
Domingo, 23 de Dezembro de 2012. Ao amanhecer fomos tomar o nosso café, um verdadeiro banquete oferecido aos hóspedes. Não sabíamos por onde começar de tanta coisa que nos foi oferecida. Depois fomos ligar as nossas Vespas. Foi quando notei que alguém havia sentado nela durante a noite e nessas brincadeiras, quebrou o cabo do acelerador (novamente). Após a substituição do cabo fomos ao encontro do Quico, do Moto Clube Caballeros del Asfalto. Chegamos na oficina do moto-clube às 10h da manhã, aonde foi feito um novo ajuste no acelerador, câmbio, embreagem, e aonde os amigos nos ofereceram todo o apoio, ferramentas e peças que precisássemos, e sem um custo. Após os ajustes eles nos levaram para uma churrascaria, aonde também fizeram questão de pagar a nossa conta toda. Logo em seguida nos levaram para um passeio no Shopping China. Lá eu comprei uma câmera Go-Pro, pneus novos pra Vespa e algumas quinquilharias. O Eder comprou um rádio para a sua Vespa. Na praça de alimentação chupamos muito sorvete paraguaio, tomamos refrigerantes e na hora da conta novamente a turma do moto-clube não nos deixou pagar um Guarani. Saindo de lá fomos para uma oficina de um outro integrante do moto-clube, que em sua atividade profissional é instrutor de vôo, e que tem a oficina para mexer em suas próprias motos, um hobby. Ali batemos um longo papo regado a muitas cervezas. Sabino nos convidou para que terminássemos a noite com um churrasco em sua residência. Lá fomos recebido por ele e sua esposa, Ângela. Durante o churrasco muitos motociclistas chegavam para nos desejar sorte, Feliz Natal, Feliz Ano Novo... e muitos nos convidaram para ficarmos com eles na cidade por mais tempo. Ficamos nesse churrasco até 1h da manhã, quando nos despedimos da turma e voltamos para o Hotel Cassino Amambay.

Moto 1 Piezas y Accesorios

Almoço com o Moto Clube Caballeros del Asfalto

Churrasco no Sabino & Angela Moto Club

De volta ao Brasil
Segunda-feira, 24 de Dezembro. Acordamos às 7h, tomamos o rico café de príncipe vespeiro e partimos com destino ao Brasil. Antes passamos na Aduana Paraguaya para a entrega das permissos já abastecemos as Vespas para garantir. Então entramos de volta no território brasileiro, pelo Estado do Mato Grosso do Sul, pela cidade de Ponta Porã. Após rodarmos cinco quilômetros fomos parados em uma barreira controlada pelo Exército Brasileiro, e lá deveríamos ser revistados. Porém nada disso aconteceu! Fizemos a nossa farra com os soldados, tiramos fotos com eles, e no fim das contas, não fomos nem sequer interrogados. Tocamos adiante por mais 70 kms até a próxima abastecida. Ao sairmos desse posto de combustível, notamos uma paisagem muito bonita, aonde resolvemos parar para uma foto. Após a foto, o Eder, que vinha na retaguarda, notou que o meu pneu traseiro começou a dar indícios de que estava se soltando. Paramos no acostamento e constatamos que o aro tinha rachado, e a câmera de ar estava saindo ainda cheia pela rachadura.
Aro quebrado
Certamente se rodássemos mais um pouco essa câmera iria furar e possivelmente eu teria caído com a Vespa no asfalto. Após a substituição pelo step seguimos viagem por mais 60 kms, aonde fizemos nova abastecida em Dourados e seguimos por Itaporã rumo à Nova Alvorada do Sul, aonde soubemos de um acesso para a ponte do Estado de São Paulo. A estrada era boa, sem muito movimento. Nesse meio tempo pegamos uma tempestade com rajadas de vento muito forte. Paramos num posto para nos abrigarmos e pós 10 minutos a tempestade passou. Então seguimos viagem até Nova Alvorada do Sul. Lá passamos pelo trevo de acesso, que não tinha combustível, e seguimos em diante pela BR 267 cada vez mais rumo ao leste. E com a nossa gasolina se esgotando começamos a ficar preocupados. Quando chegamos no posto seguinte a notícia era triste: não havia energia elétrica, e portanto não tínhamos como abastecer. O próximo posto estaria a 30 kms, mas nada garantiria que lá haveria energia elétrica e gasolina. E com a sorte que Deus nos deu, fazia 5 minutos que a luz tinha se restabelecido, e nisso já era 18h. Com os tanques cheios partimos satisfeitos. Mas uma nova preocupação assolava a nossa viagem. Rodamos por mais uma hora e meia até que a noite caiu de vez. Notamos que no trajeto percorrido pelo Estado de MS havia muitos animais mortos na rodovia, e eram dos grandes: porcos, vacas, capivaras, cachorros do mato, minhas primas etc. Aí estava a nossa preocupação com o anoitecer. Então com as informações que tiramos no último Posto, havia uma Pousada na beira da estrada, a 180 kms da ponte de Bataguassu.  O objetivo era chegar lá. Apesar do medo dos animais na pista, foi tudo tranquilo. Rodamos numa média de 60km/h a 70km/h até chegarmos na Pousada, às 22h. Saímos para um lanche no trailer ao lado, ligamos pra casa e fomos descansar. Essa foi a nossa noite de Natal: dormindo para tirar o cansaço pois ainda tínhamos mais dois dias de viagem. Nesse dia rodamos 350 quilômetros sob um forte sol.

Exército Brasileiro na Fronteira do MS

Eder contemplando a natureza na BR-267

Vespaparazzi no trevo para SP

De volta pra minha terra
25 de Dezembro de 2012. Saímos por volta das 7h da manhã com destino à Bataguassú a última cidade mato-grossense. Foram 180 kms de viagem tranquila, mas já com a estrada mais agitada e com mais caminhões. Abastecemos rapidamente e tocamos ligeiro. Em torno das 10h30 da manhã já estávamos na ponte da divisa entre os Estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo. Abastecemos em Bataguassu e cruzamos a ponte. São 3600 metros de travessia sobre o Rio Paraná. No fim da ponte já havia uma cidade: Presidente Epitácio. Ali mesmo pegamos a Rodovia Raposo Tavares sob muito sol. Tínhamos que fazer uma parada a cada vinte minutos porque o companheiro Eder estava sentindo muito sono em cima de sua Vespa. Abastecemos em Presidente Prudente, mas não entramos em nenhuma das cidades pelo caminho pois a Raposo Tavares corta elas por fora. Paramos novamente em Regente Feijó para mais uma abastecida por garantia, e outra sessão de fotos. 
Noite de Natal
Eder continuava sentindo muito sono e chegou a deitar no gramado, às margens da rodovia, e mesmo com o capacete tirou uma soneca rápida. Às 16h seguimos viagem, passando por Maracaí, Assis e Ourinhos, e lá pegamos a Rodovia do Açúcar para acessarmos a Castelo Branco. Só que as 18h30 paramos em Santa Cruz do Rio Pardo para um lanche, e por lá ficamos. Localizamos o Hotel Central, aonde passamos a noite por um precinho camarada de 35 Reais (com cocheira e café da manhã). Eder foi dormir cedo. Eu resolvi descer e na porta do hotel conheci um hóspede com o carro quebrado em plena noite do dia 25 de Natal. Conversamos até tarde. Nesse dia a gente rodou 450 quilômetros debaixo de muito sol.

Rio Paraná: Voltando pra SP

Olha a mão-boba

A chegada
26 de Dezembro de 2012. Acordamos às 6h da manhã, amarramos a bagagem nas Vespas e tomamos um café da manhã que foi preparado pra gente um pouco mais cedo pra gente poder sair logo pra estrada. Saímos às 7h pra Rodovia do Açúcar e de lá entramos na Rodovia Castelo Branco. Eder continuava sentido o cansaço da viagem e sentia muito sono. Fizemos algumas paradas com intervalos de 20 minutos então para espantar a sonolência do parceiro. Na primeira descida de serra, na Castelo Branco, deixando a minha Vespa descendo em retrocesso o motor travou. Demos uma parada no acostamento para esfriar. E após cinco minutos ali bati no pedal e novamente ela deu sinal de vida, para a nossa alegria. Diminuí um pouco o ritmo da viagem por precaução, para a média dos 70 km/h. Porém após alguns quilômetros, vendo que tudo estava normal, comecei a acelerar um pouco mais, e chegando próximo a Boituva novamente o motor deu indícios de que iria travar. Como havia um posto de gasolina logo a frente aproveitamos para ver se o Nextel funcionava, e assim entramos em contato com o Fidelis, que se prepararia para nos encontrar em São Paulo. Faltava agora 130 kms para São Paulo, e 200 kms até em casa, e o sono do Eder persistia. Era 14h30 ou um pouco mais. Pensávamos que tomaríamos uma última chuva, mas o vento levou a nuvem preta para bem longe. Aí começamos a esticar de novo para os 80km/h, até que aos poucos o trânsito ficava mais intenso e São Paulo ficava mais perto. Em Barueri, no começo da região metropolitana, tivemos que fazer uma parada às margens da Castelo Branco pois o meu cabo do acelerador havia se soltado. O reparo e um último cigarro levou quase meia-hora. Então chamamos novamente o Fidelis no rádio e marcamos o local aonde nos encontraríamos: no posto Ipiranga logo após o Canindé,  o Estádio da Portuguesa, na Marginal Tietê. Pegamos a Marginal e com as novas normas de trânsito da pista, que proíbe o tráfego de motocicletas pela pista expressa, nos confundimos e entramos na pista de acesso para a Rodovia Anhanguera. Fizemos o retorno na Anhanguera e voltamos para a Marginal. Logo depois a gente se encontrou com o Fidelis, que vinha de Vespa, trazendo as saudações presidenciais. Bebemos um refrigerante e conversamos por quase meia-hora. Fidelis queria saber de tudo o que tínhamos vivido pois a última vez que conversamos foi quando ligamos pra ele de Foz do Iguaçú. Dali partimos às 17h30 para a Rodovia Ayrton Senna, com destino à Jacareí: lar-doce-lar. A ansiedade era grande mas o nosso amigo Eder ainda pediu para fazermos mais uma parada próximo à Mogi das Cruzes, pois estava com sono. De volta à estrada, mais alguns quilômetros à frente avistamos a placa aonde dizia que já estávamos praticamente lá. Paramos para uma foto final e o abraço de missão cumprida entre eu e o meu fiel amigo de estrada: Eder Luiz. Fizemos nesse último dia 430 quilômetros de viagem. Chegando em casa a alegria foi total!!! Um abraço e um beijo na esposa, na filha caçula, no neto, e um beijo na minha querida Vespa.

Eder: sono na viagem

Vespaparazzi, Fidelis e Eder em São Paulo

Chegando em Jacareí: lar-doce-lar

A primeira Expedição da Scooteria Paulista para o Paraguay levou com eles os seguintes patrocínadores:

Mattioli Lambrevespa (Ribeirão Preto/SP)
Omni Financeira (de São José dos Campos/SP)
Amambay Hotel Cassino (Pedro Juan Caballero/Paraguay)

Missão comprida cumprida!!

Expedição Tropeira Brasil-Paraguay (Parte 1 de 2)

Estava tudo planejado desde o mês de outubro: quatro vespistas de Jacareí (SP), integrantes da Scooteria Paulista, partiriam na metade de dezembro com destino à capital do Paraguay: Assunção. Dobraram a produção, compraram peças, economizaram cada moeda e planejaram a coisa toda. Um deles foi convocado no trabalho, e abortou missão. Ficaram três, e assim se sucedeu a grande saga do ano: a Expedição Tropeira Brasil-Paraguay:


Por Walter Vespaparazzi e Eder Luis

O início
Domingo, 16 de Dezembro de 2012. Bem cedo, às 8h da manhã, eu, Walter Vespaparazzi (Vespão), o Eder meu parceiro conhecido da Scooteria, e o primo Clodoaldo Gonzales, chegamos no Frango Assado da Rodovia Carvalho Pinto, em Jacareí. O dia amanheceu com chuva, mas a gente estava determinado e preparado pra tudo, ou quase tudo. Dali a pouco vieram nos saudar os vespistas de São José dos Campos, também antigos da Scooteria: Carlos Guerreiro, Maurício Casotti, e Bleiner, o mais novo na turma do Juke Box. Também o motociclista Bicudo, Claudir etc. Ficamos por lá até as 10h da manhã, quando passamos o rádio pra Sede do grupo, em São Paulo: “Fidelis, estamos saindo”. Uma hora depois já estávamos no local combinado, na Marginal Tietê. Fidelis nos guiou até o Anel Viário, no início da Rod.Castelo Branco. Lá nos despedimos do presidente, e dali em diante tocamos o barco pro Paraguay. Rodamos direto uns 70 quilômetros, e logo depois do primeiro pedágio, paramos para garantir gasolina. Adiante, na cidade de Miracatu fizemos mais uma parada para abastecimento na Regis. A viagem estava tranquila apesar dos grandes caminhões estarem na mesma pista que a gente. Tocamos adiante até Registro, aonde pegamos o acesso para o município de Pariquera-Açú, aonde eu fiz questão de apresentar aos meus companheiros um lanche chamado Buraco Quente. O dia passava rápido na Rodovia Regis Bittencourt, e quando a gente viu já era quase 18h, e o pior de tudo: chovia. Nesse momento a Vespa do Clodoaldo começou a falhar, pois estava entrando água do CDI. Paramos, tiramos a capa de proteção, assopramos e seguimos viagem na chuva mesmo. Ficávamos na média de 80km/h. Logo depois veio outra cidade: Cajati. Abastecemos no último posto que tinha até a Serra do Azeite, e seguimos, já de noite. Entendemos que a viagem estava perigosa na região serrana, então próximo do pedágio, paramos na base de apoio da concessionária da Régis, a Autopista, e pedimos o seguinte auxílio: que nos liberassem um pedaço do gramado da base pra gente armar as nossas barracas para um descanso. Estávamos cansados e tensos naquela noite chuvosa... Mesmo assim eles nos negaram ajuda. Aí a gente seguiu do jeito que dava, até a metade da Serra do Azeite, mais perto da divisa de SP com o Paraná, e lá a gente se deparou com os dois lados da pista congestionados devido a acidentes. Encontramos um Posto Ipiranga 24h e de lá o Clodoaldo passou o rádio pro Fidelis às 22h30 para comunicar ao grupo e ao Vesparaná Club – que nos aguardava em Curitiba – que não havia mais condições de viajar, e que acamparíamos ali bem perto da divisa dos Estados. Fidelis depois disse que avisou ao Coca e ao Ito, que se prontificaram, ainda assim, a nos ajudar se precisássemos. Tomamos um banho quente por lá, mas sem lanche ou janta, pois a loja de conveniências estava fechada. Tínhamos feito 400 quilômetros nesse dia. As passagens do dia nas fotos abaixo:


Uma Missão, Uma Tormenta e Uma baixa
Segunda-feira, dia 17 de Dezembro de 2012: uma baixa. Às 6h da manhã seguimos viagem com destino à Fazenda Rio Grande (PR) para entregarmos o troféu SP EM 2T da Scooteria Paulista para a Naza Moto Peças, a oficina que ajudou o Fidelis um ano antes durante a sua viagem em Vespa para a Argentina – o troféu que eles não vieram buscar e São José dos Campos, no evento de Maio. A viagem até lá foi tranquila, e nessa manhã fizemos 150 kms de giro e um reparo (troquei o cabo da embreagem). Cruzamos a divisa dos Estados e nem nos demos conta, quando fomos ver já estávamos no Paraná, lugar que nenhum de nós tínhamos ido de Vespa ainda. E essa cidade, Fazenda Rio Grande, fica logo depois de Curitiba, uns 25 ou kms depois. Saímos de depois do meio-dia. Passamos por Curitiba e ao pegarmos o Anel Viário um acidente marcou a nossa Expedição. Foi assim: eu, Walter, estava na dianteira, o Clodoaldo logo em seguida de mim, e na retaguarada o Eder. Foi então que passou pela gente um caminhão basculante, e eu vi quando o pneu dianteiro do caminhão passou por alguma coisa que saiu rodando e que espetou o tanque do próprio caminhão, e no mesmo momento o caminhão começou a jorrar óleo diesel no asfalto. O Clodoaldo e eu fomos encostando as Vespas, mas infelizmente Eder não pôde fazer o mesmo. Quando vimos, ele já estava escorregando no chão feito um sabão. E mais motociclistas caíram na sequência. Assim que ele sofreu a queda fomos ao socorro dele, tiramos a sua Vespa de cima do asfalto e demos um tempo no acostamento. Constatamos que o Eder estava bem, com uma leve escoriação no cotovelo, na cocha, e uma pequena luxação no ombro dire ito. Aqui escrevendo esse diário de bordo, Eder disse: “fiquei decepcionado, frustrado porque a viagem poderia ter chegado ao fim ali, quando vi o Walter e o Clodoaldo levantando a minha Vespa quebrada. Sentei e chorei na beira da pista. Pensava que não teria mais Vespa para viajar, que o meu sonho havia acabado ali”. Naquele momento comuniquei – eu Walter - ao Fidelis pelo Rádio Nextel sobre o que havia acontecido a poucos instantes, e em seguida Fidelis retornava dizendo que a turma do Vesparaná Club veria o que podiam fazer pela gente. O prejuízo na Vespa foi: o farol (redondo), um retrovisor e o painel da Vespa quebrados, e vários ralados na lataria. Procuramos um farol redondo ali pela região, um farol de moto mesmo, pois já era a adaptação que o Eder tinha feito na Vespa dele. Encontramos um da XL, e ali mesmo no acostamento o Eder foi montando o farol. A tampa do painel amarrou com fita isolante para prender a tampa que segura o farol. Quando estávamos prontos para partir o Fidelis me ligou dizendo que o Coca e o Jack estavam em frente à Eletrolux, conforme a coordenada que eu passei. Só que havia outros departamentos da Eletrolux em Curitiba, e a gente estava no depósito, e não na fábrica. Resultado: levaria meia hora para eles chegarem até a gente. O Ito ofereceu a Sede deles, e outros integrantes, as suas casas, mas não queria incomodá-los porque era dia de semana e já tínhamos incomodado eles no dia anterior, fazendo-os esperar pela gente, que não chegou. Era 17h e a gente seguiu viagem. Porém fomos dando conta de que o psicológico da gente estava abalado, principalmente o do Clodoaldo e o do Eder, que tinha se acidentado horas antes. Então rodamos mais 25 quilômetros somente, pela BR-277 até chegarmos numa cidade chamada Campo Largo (PR). Lá compramos umas linguiças com contra-filé, refrigerantes, e fomos pra estrada fazer um churrasco de chão. Ali enquanto a gente tentava relaxar no por do sol paranaense, começamos uma conversa que não foi bem conduzida por nenhum de nós. Começamos o assunto combinando como reagiríamos com a polícia durante a viagem, e acabamos por falar do ritmo de viagem de cada um. Eu queria ir mais rápido, os dois, mais devagar. Mas aquele era um momento delicado para falarmos disso, e não deu outra: o Clodoaldo e eu discutimos feio, e o Clodoaldo resolveu abortar a missão, e nada o fez mudar de idéia, nem mesmo quando fui depois até ele e pedi descupas por ter falado com ele de uma forma que ele não gostou. Juntamos as coisas e fomos para a Pensão da Oliva. Eder ainda ficou em dúvida se continuaria ou não a viagem, por saber que o Clodoaldo era muito novo no pilot, pensou em voltar com ele pra Jacareí. A gente foi dormir bem chateado. Fizemos nesse dia uns 200 quilômetros. As passagens do dia nas fotos abaixo:


Tropeiros Encontram os Índios
Terça-feira, dia 18 de Dezembro de 2012. Logo cedo, ao saber que o Clodoaldo havia conseguido um caminhão para transportar a Vespa de volta pro Vale do Paraíba, e que o parceiro estaria seguro, Eder decidiu então manter a palavra de tropeiro e seguir viagem ao lado do seu velho parceiro Vespaparazzi. A gente ainda tentou convencer o Clodoaldo a continuar a viagem conosco, mas para ele o assunto já estava encerrado. Então às 8h da manhã a gente partiu. A estrada era calma, bem pavimentada, e estreita. Quanto mais avançávamos, mais subidas a gente enfrentava. A cada 80 quilômetros a gente fazia uma parada rápida para esticar as canelas e completar o tanque, e nessas, nem almoçamos. Coisa de 10 minutos. Queríamos ser rápidos para ganharmos mais tempo na luz do sol. E assim foi a viagem, sem novidades, na média dos 75km/h ou 80km/h. Passamos por uma grande reserva indígena, e vimos mulheres e crianças das aldeias vendendo adornos na beira das pistas. Viajamos um pouco de noite também, e quando era 20h30 entramos no município de Guaraniaçu. Ali encontramos um bom hotel pra relaxar. Deixamos as Vespas na cocheira e saímos a pé pela cidade para fazermos um lanche e telefonarmos pras nossas casas. Depois foi banho e cama. Fizemos nesse dia 400 quilômetros de viagem pelo Paraná, de leste à oeste. As passagens do dia nas fotos abaixo:


Carta-Verde
Quarta-feira, dia 19 de Dezembro de 2012, foi quando chegamos na fronteira. Era 7h30 quando saímos pra estrada com destino à Foz do Iguaçú. Pelo caminho havia muitos caminhões, e em vários momentos tivemos que sair para o acostamento devido ao intenso trânsito deles em alta velocidade. Apesar disso viagem foi tranquila, calma, com paradas a cada 80 quilômetros. Em nossa chegada, no Anel Viário de Foz do Iguaçú, fomos abordados por um motociclista-guia, o Gilmar, que nos ofereceu hotel e apoio. Pedimos a ele um auxilio para retirarmos a nossa Carta Verde. Ele nos levou para um despachante da fronteira da Argentina, que com um esquema diferente, nos cobrou 50 reais de cada Vespa para a nossa permanência por 5 dias no território Paraguaio. Dali a gente foi fazer uma fumacinha no começo da Argentina, coisa de 1 km pra dentro. Depois retornamos pra Foz, e demos entrada num hotel. Um medo bateu na gente. Algumas pessoas da região disseram que era muito perigoso pilotar pela Ruta 7, a estrada que vai dali até Assunção, a capital paraguaia. Falaram de assaltos, contrabandos e assassinatos. Então às 18h30 liguei pro Fidelis na Sede, em São Paulo, que entraria em contato com o Vespa Club Paraguay e outros aventureiros para colher o máximo de informações possíveis sobre essa estrada. Às 22h então o Eder ligou novamente pra Sede, e o Fidelis contou mais tarde pra gente: “escrevi para alguns integrantes do Vespa Club Paraguay e também pedi auxílio publicamente no Facebook da Scooteria. No primeiro caso, não tivemos resposta em tempo, no segundo as dicas foram as que contei pro Eder, e que não ajudariam muito a despreocupá-los. Então passei dois telefones ao Eder, o do Diego Lopez (do clube local e que mora em Assunção) e o do Jorge Colman (do clube e que mora em Ciudad del Este). Pedi ao Eder que antes de tomarem qualquer decisão, pela manhã ligasse para ambos”. A gente foi dormir então pensando na possibilidade de subirmos pro Mato Grosso do Sul direto até Pedro Juan Caballero (PY), e pronto, nada mais que isso. Nesse dia havíamos rodado 240 quilômetros e conseguido as nossas Cartas Verdes.


Rodando pelo Paraguay
Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012, foi quando entramos no Paraguay. Logo cedo ligamos para o Gilmar, o nosso guia, para que ele nos levasse para a Anvisa, o órgão que cuidados assuntos de saúde pública. A gente precisava trocar a carteira de vacinação nacional pela internacional. Deu tudo certo e foi muito rápido. Então seguimos a sugestão do Fidelis e ligamos para Jorge Colman, que às 9h30 da manhã foi ao nosso encontro na Aduana Paraguaya. Ele foi muito prestativo, atravessou conosco a fronteira e foi com a gente pela Rota 7 por 60 quilômetros, até se assegurar de que havíamos passado o trecho mais crítico em termos de fiscalização, a fama ali era da ‘rigidez’ policial. Nesse trecho foi tudo tranquilo. O que achamos de estranho na Rodovia era que ela não tinha uma ordem. Encontramos caminhões pesados trafegando pela contra-mão do acostamento, motocicletas com três ou quatro pessoas e crianças, também no acostamento, na contra-mão, e todos sem capacetes. Ficamos tensos por lá, pois eles tinham um código estranho ao nosso de se organizarem no trânsito. O lado bom foi que a pavimentação era boa, lisa, com buracos mais no acostamento, ainda assim muitos deles feitos para evitar o tráfego de carros. A pista era estreita, mão ia, mão voltava. Paramos num restaurante na beira da rodovia, e soubemos que proprietário era um brasileiro, mas que não estava lá. A comida era boa e a gente precisava disso: arroz, bife à milanesa e muita salada. Pagamos 15 mil guaranis por prato, o equivalente a 7 reais. Abastecemos logo adiante e seguimos viagem. Por volta das 16h fomos parados numa blitz policial. E agora? Lembrei que o nosso amigos jacareiense Sabino nos disse dias antes: “quando um policial paraguaio te parar, não dê espaço pra ele te intimidar, vá e comece você a falar com ele”. Aí eu fui! Tirei o capacete, a máscara e perguntei o que se passava. O policial disse que o problema era a minha bala-crava com desenho de caveira: “no puede, és proibido acá”. Então eu fui “multado”, ele me disse: “hey, un cafezito, 10 mil guaranis. Dei a ele, e então liguei o som da Vespa, dancei e tirei fotos deles. Fizemos eles segurarem os banners dos nossos patrocinadores, e o Eder lembra que eles diziam: “no, eso no, esto es publicidade”. Foi divertido, e a gente seguiu viagem sem problemas. Faltando uns 150 kms para chegarmos em Assunção, o cabo do acelerador da minha Vespa quebrou. Tentamos trocar pelos métodos normais mas constatamos dificuldades, e vimos que haveria a necessidade de trocar o conduíte por onde se passa o cabo. Desmontei a suspensão dianteira da Vespa enquanto o Eder saiu com a sua à procura de alguma bicicletaria para comprar o tal conduíte, artefato que lá se chama de “forro de cable”. Eder pagou 5 mil guaranis e o trouxe, mas não serviu. Então eu fiz um quebra-galho amarrando o cabo do acelerador na minha bota e assim acelerar com o pé direito. Aí como já estava escurecendo, o Eder pagou para um frentista ligar para o Diego Lopez e avisá-lo de que iríamos pernoitar em Coronel Oviedo, e que no dia seguinte continuaríamos a viagem.  Rodamos alguns quarteirões até um hotel, e ali decidimos encerrar o expediente porque já era quase 21h. Saímos para um lanche, e nos confundimos com o fuso-horário: havia uma diferença de uma hora (de adianto). A parte isso não achamos nenhum local para jantarmos ou lancharmos, então voltamos pro hotel e dormimos com fome. Um dado importante: é que após as 18h não há, nos estabelecimentos próximos à rodovia, nem lan-house, nem posto telefônico, nem restaurantes e afins. Tudo fecha após as 18h. E em todos os postos de combustível, havia pelo menos um frentista armado com uma Calibre 12. Isso transmitia uma tensão que a gente não conhecia.


Vespa Club Paraguay
Sexta-feira, dia 21 de Dezembro de 2012, foi quando conhecemos o Vespa Club Paraguay. Acordamos às 5h da manhã e seguimos pra rodovia. Rodamos uns 50 kms até uma parada para abastecimento e desjejum. Estranhamos o café local, que era mais parecido com um nosso chá misturado com leite. Comemos um pão ligeiro e seguimos. Fazia sol e ventava muito de lado. Quando notamos que estávamos a somente 50 kms de Assunção, abastecemos e pagamos para um frentista ligar para o Diego Lopez. Diego pediu para que a gente esperasse por ele numa universidade próxima de um Shopping. Seguimos viagem, e já perto de Assunção encontramos com um vespeiro que veio ao nosso encontro, o Gustavo Mendieta. Ele nos levou até o posto de combustível aonde o Diego nos esperava.
Rapidamente conversamos, fizemos fotos e seguimos para a residência do Diego, aonde funciona a sua oficina de restauração de Vespas: a Naranja Hay Scooters. Notamos que a 50 metros de distância havia também uma oficina mecânica de motonetas. Na Naranja Hay Scooters providenciamos a substituição de todos os cabos e capas (cables i forros) da Vespa. Nesse meio tempo os amigos do Vespa Club Paraguay fizeram um rachão e saíram. Chegaram com lanches, empanados de queijo, de carne, de frango, bisnagas e refrigerantes. Diego trouxe com ele o aventureiro colombiano Brandon Quintero com sua parceira espanhola. Esse cara está viajando a América do Sul com sua Vespa PX200, e vai passar pelo Brasil. Passamos a tarde fazendo os reparos na minha Vespa, enquanto o Eder afiava o seu espanhol. Com a Vespa pronta Diego nos levou até um hotel, que cobrava 70 mil guaranis por pessoa. Tomamos um banho e enquanto descansávamos aguardamos o retorno do amigo cicerone, que nos levaria para um passeio na cidade. Às 20h ele passou por lá. Fomos à uma pizzaria, aonde nos encontramos com grande parte do Vespa Club Paraguay e com o colombiano vespista novamente. Aliás, pizza era muito boa, e o Eder lembrou que a massa era fininha, coisa fina. Lá recebemos lembranças: bottons, adesivos, patches, souvenires, e uma calorosa salva de palmas do grupo. Às 22h30 saímos com a turma para um giro pela capital do Paraguay, aonde paramos em monumentos e bares para unas birras. Após a meia-noite eles nos deixaram no hotel, e por lá também um integrante do grupo deles, o nosso parceiro Jorge Colman.


Mais tarde Diego Lopez escreveu para o Fidelis: "Me enviaste el más loco del mundo, carajo". E repassou a ficha corrida: "paparazzi da un besito pra mi, paparazzi causa susto a dueña de hotel, paparazzi asusta a policia, paparazzi simula atentado contra un transporte de pasajeros, paparazzi se equivoca de casa y entra en otro patio, paparazzi da beso a colombiano, paparazzi quiere coger a novia de colombiano..."

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Scooteria Paulista no Dia Del Scooter Clásico #4

No dia 09 de Dezembro aconteceu na Argentina o maior evento do ano no país, o Dia Del Scooter Clásico #4. Esse é um dos principais eventos sul-americanos da classe, e nesse ano contou com a participação de 100 motonetas ao todo, ou algo em torno disso. Quando o nosso amigo scooterboy China, junto da sua namorada Leika, compraram suas passagens pra Buenos Aires, conversei com o diretor da RVA, Joaquin da Fonseca a respeito, e ele se prontificou em ceder uma Vespa para o casal. E assim lá estivemos, pelo cavalo tatuado da Z/L pra B.A.:


Por China e Leika:

No sábado do dia 08 de Dezembro, pela manhã, pegamos o trem da linha San Martin em direção à Estação El Palomar, município da região metropolitana de Buenos Aires. Lá fica o Club Sitas, um clube de tiro ao alvo que nessa data se torna Sede do evento. Rolou um almoço no Club Sitas e na sequência uma concentração. Dali o comboio seguiu em um tiro urbano mais longo até San Izidro, outra cidade da região. E devemos lembrar que o Joaquin da Fonseca fez questão de pagar a nossa gasolina, pedágios e cervejas, daí o seu apelido de Papa Joaquin I. Nosso amigo luso-portenho emprestou a sua Originale 150 para retornarmos no dia seguinte, e Roy nos guiou até a cidade. Dali em diante a Leika e eu nos perdemos muito, e rodamos perdidos por muito tempo durante a noite, por duas horas, mas foi legal.


No dia seguinte, o domingo do dia 09, esse sim seria o Dia Del Scooter Clásico. Fazia calor, muito calor, pra cima dos 32 graus. A Leika e eu (China) saímos do hotel às 9h da manhã, e até chegarmos na concentração do Parque Irigoyen rodamos perdidos pela Acesso Oeste por muito tempo. Resultado: chegamos no parque ao meio-dia. O lado bom foi que conhecemos a cidade toda. O lado ruim: discussão de casal em cima da Vespa. Nada que não pudesse ser resolvido com um rodo na japonesa e os dois rolando na grama do parque mais tarde.

Estavam lá diversos modelos de scooters clássicas, que eu me lembro: Vespas GS150, GS150, VB1, PX150, Rally 200, Originale 150, Excel 125, LX150, Super 150, Primavera 125, Sprint, a 125 Faro Basso, etc. Das Lambrettas os modelos LI (séries diversas), LD, TV175, Standard D. Das Siambrettas, a LD e Standard. Havia também Bajaj, uma Iso e sete clássicas Rumi Formichino. 





Por lá almoçamos rapidamente um lanche de assados preparado por um vespista que era a cara do Iggy Pop. Então ligamos as scooters e partimos para um giro pelos pontos turísticos de Buenos Aires: Recoleta, Palermo, Flor de Ferro, Obelisco, etc. Nesse momento estávamos de garupa em duas Vespas pois o Joaquin havia ido de trem para a concentração, pois levaria no fim do evento a sua Originale 150 de volta pra casa. Ainda assim ele a liberou por mais um pouco, para curtirmos os últimos quilômetros no comando. Saltamos na Flor de Ferro, debaixo de um sol escaldante, e eu fiquei tristão pois ali o evento chegava ao fim. Dei um beijo na Vespa, um abraço no Joaquin, e por ali ficamos, contentes e impressionados.











A Scooteria Paulista agradece a hospitalidade da RVA (Red de Vespistas Argentinos), dos clubes hermanos, e principalmente à força toda do nosso amigo Joaquin da Fonseca, uma personalidade do scooterismo clássico sul-americano, que faz a coisa toda com uma paixão e um compromisso inigualável. De hoje em diante, Papa Joaquin I.


PARABÉNS À RED DE VESPISTAS ARGENTINOS PELOS SEUS 10 ANOS DE VIDA.
PARA SEMPRE RVA