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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

III Raduno da Primavera - A Ida

O Raduno da Primavera é um dos eventos mais esperados do calendário paulista, mas é também, disparado, o mais difícil e até polêmico evento da classe. A cada edição novos revezes acontecem, e no dia seguinte as opiniões são as mais variadas a respeito. O destaque maior do Raduno tem sido a beleza do caminho, e dessa vez, também do espaço escolhido para o almoço, com vista panorâmica pra orla de São Vicente e Santos. O número recorde (em radunos) de 36 scooteristas com seus motorinos foram os personagens dessa história que será contada aqui em dois movimentos. Tudo isso aconteceu no dia 11 de Novembro...


Durante a semana a expectativa foi aumentando. Pelas redes sociais os amigos confirmavam presença, faziam reparos nas motonetas, falavam dos documentos que ainda não haviam sido liberados pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (essa grande bagunça retrógrada)... nos bairros formavam-se pares, e nas cidades os grupos locais que chegaria pouco a pouco na manhã ensolarada de domingo no Posto Frango Assado, à beira do km 2 da Rodovia dos Imigrantes. Às 9h da manhã metade do comboio já havia chegado. Abasteciam, proseavam, faziam ajustes ou desjejum. De fato a experiência das concentrações em postos de combustível tem sido um sucesso a ser repetido. 


Conosco somente Vespas e Lambrettas: PX200, Super 150, M4 (que se juntaria a nós no perímetro de Santo André), Originale 150 e LX150; e as Lambras Standard D e LI. Metade ali já era raduneira. Somava-se à frota, a equipe, com dois carros de apoio: a Brasília do Mestrinelli (com um belo adesivão da SP no vidro traseiro), e o Polo da Claudia Silva, que ajudou bem com as caronas dos pais do Leo Russo, da Cris Yummi e da Gisele Leiva. E a pick-up de apoio do Sr.Albertini e a família. Pai do Tatu, o próprio que retornava com sua Lambretta LI revanchista. Tinha vindo de Campinas com a Adriana na garupa. Também de lá o Barbie com sua Star 4 e Marquinhos com sua PX200 e alguns bonés com bordados da Vespa e da Lambretta para venda. Junto com eles vieram de Jundiaí o Serginho Pasqualini de Lambretta Standard D, o Ricardo de PX200 e o David Reader, integrante do Vesparaná Club que veio com sua PX200 cinza do farol redondo. Mais abaixo, de São Roque chegava o raduneiro Ed Purga na sua PX200 hot. Também do preto fosco viria da Z/L da cidade o scooterboy Koré. E falando nelas, outra à Califórnia raduneira chegava em cima da hora: Rafael Assef, pela segundo ano consecutivo. Rodrigo Sonnesso e sua PX200 Two Tone também. Leo Russo e sua Super 150 rodoviária idem. Falando nas de dois dons, a PX200 do Sr.Artur e seus 78 aninhos de idade. E falando em veteranos, o Sr.Luiz de Castro também foi, com sua inseparável PX200 preta. Ambos os senhores receberam de nós os troféus SP EM 2T (Categoria Del Vecchio - critério: veteranos da classe). Ah, o seu Artur vinha de Taboão da Serra. De São Bernardo do Campo chegava o Aurélio Marimbianco, com outra Vespa a 'radunar': a laranja sonora. Com sistema de som outra Vespa, a PX200 da Rosa Freitag, e o Mário Baraçal, com a GT250 blackout. Das novas Vespas também estava lá uma conhecida LX150 cinza, do Gilson, que esteve no Circuito das Motonetas de Interlagos em 2011, no III São Anivespaulo. E falando de Interlagos, o Reginaldo e a Rose chegavam com a estradeira PX200 vermelha, herança da loja da Barão, do Brilhantina MC, e que faria o seu terceiro Raduno. Da loja apoiadora Free Willy para as ruas o Senna se realizando com sua PX200 tricolor: branca, preta e rosa. Outro raduneiro que cedo chegava era o Marcio Fernandes com sua PX200 num vermelho impecável. Da oeste vinha com sua PX preta o Hernán Rebaldería, argentino que vive em nossas terras agora: atenção para suas RAF's do Brasil e da Argentina na Vespa. Vini Delante repetia a experiência com sua PX200 amarela metalizada. Também o Raphael Favero, com sua branca Elvis, trazendo consigo o parceiro Leo Vasconcelos na PX200 cinza. Havia um novo parceiro com garupa mas não me recordo o nome agora. Ele estava com uma PX200 azul. Quem mais? Ah, eu, Fidelis, com minha Originale 150 a ser amaciada na estrada. Ah sim, havia uma scooter de plástico de um vespista desavisado que encheu ela de adesivos da Lambretta para passar não sei que tipo de impressão. Pedi que fosse pra trás de tudo pois o nosso grupo é só das clássicas. Ele compreendeu e se pôs à parte. Muito, e conforme eu for lembrando vou incluindo aqui os nomes e as motos.

Serginho e Marquinhos

Leo e Marcos ditando o ritmo
Realizamos um briefing de 3 minutos e seguimos. Às 10h em ponto entrávamos na pista da Rodovia dos Imigrantes. Uma parte saiu em disparada enquanto dois amigos ficaram com as motonetas afogadas no posto. Pedi ao Marcio Fernandes correr até a ponta do comboio e pedir que esperassem os companheiros. Tudo ok, todos na pista. No quilômetro seguinte formamos o bloco numa extensão de 400 metros de motonetas. O trânsito estava generoso, carros e caminhões respeitaram o nosso procedimento e seguimos em segurança. Na altura de Santo André o Marcelo Santana nos aguardava com sua estradeira PX200 vermelha. Logo após o pedágio um novo companheiro se insere ao grupo: Marcos Ricardo, diretamente de Mauá, com sua Vespa M4 recém-restaurada na cor cinza. Por respeito a ela seguramos um pouco a velocidade média do grupo. Depois de 20 kms rodados Sergio Pasqualini pára a sua Standard no acostamento. Parecia sério, então segui voando até a ponta do comboio e sinalizei a todos que parassem. Favero achou um recuo metros antes da sequência dos túneis. Desligamos as motonetas diante da bela paisagem da Serra do Mar. 


Foram 15 minutos ali. Gustavo me ligava pela terceira vez, estava ansioso lá em Santos. Calma amigão, o Raduno já começou. Então chegou o Serginho. Disse que o escapamento da Lambretta havia se soltado e que nada como um bom arame pra segurar. Comuniquei então ao grupo que essa Lambretta, a Vespa M4 e a Super 150 do Leo fariam a frente do comboio, e ditariam o limite de velocidade do bando. E assim se sucedeu. A descida foi frenética e emocionante, feita na média dos 75km/h.


Lá embaixo, em Cubatão, notamos que a M4 do Marcos estava com problemas na entrada das marchas, talvez na alta. Ao tomarmos a entrada para Santos, depois da Ponte Estaiada, encostamos todos para verificar o que se passava. Serginho e Reginaldo se empenharam por ali. Era necessário uma regulagem de entendido na velharias. Por ali ficamos uns 15 minutos mais. Então voltamos pra pista, para adiante encontrarmos o cicerone Gustavo Delacorte e sua PX200 branca. Ele entrou na ponta e seguiu guiando-nos pelo Canal 1 até a orla. Mário Lebon estava por lá com sua PX200 bicolor e havia conseguido junto à CET um espaço reservado para as nossas motonetas. Outro santista em Vespa ali era o Eric, que repetia a dose do evento. Encostamos, e por ali fizemos mais 20 minutos de concentração. Deveria ser mais, todavia eu já sentia a necessidade de nos recolhermos para um local "nosso". A tietagem na beira da orla era grande. Muitos tiravam fotos, perguntavam a respeito, falavam dos seus tempos de brilhantina etc. Nisso o Marcelo Santana ajudava o Marcos Ricardo a regular novamente o cabo de marchas da M4 pois estava previsto uma escalada de alto nível pelo Morro da Asa Delta. Só de ver o tamanho do morro, quase que eu morro. Alguns amigos correram para se hidratar ou salgar as ancas nas águas de São Vicente. Quando voltaram (com um pouco de atraso perdoável) seguimos em comboio ao destino: Restaurante Ao Mirante. Só que pelo caminho o inesperado aconteceu. A PX200 cinza escuro do Daniel Turiani/Gisele parou estranhamente na esquina entre a Orla e o Canal 1. Mário Lebon, santista que guiava o comboio não reparou no fato e seguiu em frente, puxando consigo uma leva de motonetas. Saí em disparada atrás do grupo enquanto outra turma ficaria com o Daniel. Consegui alcançar Mário e companhia no começo do Morro da Asa Delta. Pedi que encostassem em respeito aos outros. Mário parou mas não entendeu, botou a primeira e subiu. Os outros ficaram. Desligamos as motos e aguardamos. Pelo Rádio eu me comunicava com o Tatu e com o Aurélio, que estava com Daniel Turiani e mais uma dúzia na esquina da Orla. Aguardamos por 20 minutos até que chegaria o Gustavo, o Aurélio, o Luca e cia. Uma pequena parte ainda ficaria por lá com o Turiani até chegar a pick-up de apoio do sr.Albertini. Subimos o morro então, em cerca de 25 motonetas em sistema modular. Uma imagem e tanta desse Raduno foi ver a M4 chegar no topo do morro apoiada pelo pé de 200 cilindradas do Gustavo. Aplausos aos guerreiros. Por ali espalhamos as motonetas e escolhemos nossos assentos. Ficamos impressionados com a vista panorâmica da orla de São Vicente e de Santos. Aos poucos mais vespistas chegavam. Nisso conheci o Chico, vespista da Mooca que estava por lá com sua PX preta fosca com a bandeira da Itália adesivada, e a bandeira do bairro (Cosa Nostra). Dois veteranos também por lá estava, um deles com sua PX200 vermelha. Era de São Vicente e contava-nos algumas histórias pitorescas dos tempos em que competia de Lambretta. Hora ou outra eu saía para averiguar as motonetas, e foi numa dessas que um dos garis me passou a contagem de 38 motonetas ao todo. Creio que ele tenha confundido motoneta com outras motos de clientes do restaurante. Pelas minha contas gerais esse Raduno somou 36 motorinos, não mais.


Grande parte do comboio havia chegado no restaurante às 12h40 ou 13h, e curtiram por bastante tempo o visual e o momento. Havia porém a última parte, a socorrista, que chegaria somente às 14h30. Era o Gustavo, Turiani, Gisele, Sr.Albertini e família. Tal fato modificou o nosso planejamento, e a nossa volta que estava marcada para as 15h30 foi adiada naturalmente, sem muita conversa, para as 16h30, uma vez que os remanescentes nem almoçado haviam (pois o atendimento no restaurante andava bagunçado com tanta gente). Achamos que o proprietário e a equipe do Ao Mirante não haviam botado fé no nosso acordo, verbalmente fechado com ele dias antes pelo Gustavo, Luca e Mario em nome da SP. Não foi lá muito barato, mas as opiniões gerais contam que valeu. Compensaram então com a natureza, a "gratuíta" contemplação da paisagem. Nos dividimos entre 7 ou 8 mesas por lá. E perdoe-me por não bolar um esquema melhor de socialização, mas nesse domingo de Raduno, eu, Fidelis, andava cansado e exaurido como nunca antes estive. E é por isso que convoco para esse domingo do dia 18 de Novembro uma reunião da parcela interessada do grupo, para fazermos juntos as coisas. Para falarmos de conduta, reciprocidade, e produção. Pois a nossa cena scooter será expressada para o Brasil e clubes internacionais no SP EM VESPA E LAMBRETTA 2013. E é aí que o bicho vai pegar. E o Raduno, que já era para nós um espelho das internas do grupo, dessa vez mostrou um pouco mais do que imaginávamos. No próximo post falaremos da volta e somaremos outros relatos.


*Relato por Marcio Fidelis
*Créditos das fotos nos coments...

4 comentários:

Anônimo disse...

Demais essas fotos. Adorei as da estrada. queria estar lá com minha Lambretta. vocês são um extouro!

PJ LAMMY

Scooteria Paulista disse...

1,4,5,9,10,11 - Fidelis (com câmera da Rosa);
2- Rosa Freitag;
3,6 - Rose Moreira;
7,8,12 - Aurélio Martimbianco;
13,14,15,16, 17,18, 19 - Gustavo Delacorte.

David Raeder disse...

Parabens Fidelis!! Obrigado por ir a frente para nos proporcionar esses passeios maravilhosos

Scooteria Paulista disse...

Grande David, nós que sentimo-nos honrados e gratificados pelo seu esforço todo para participar de um evento tão esperado por nós. Um grande abraço parceiro!! Te esperamos agora pro carnaval, com a caravana Vesparanaense e cia.

Fidelis