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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Desafio de Motonetas #3 (Parte 1 de 2: Concentração/Grid)

O sábado de 13 de outubro foi um dos dias mais marcantes do ano. Aconteceu a terceira edição das corridas amadoras de Vespas e Lambrettas no Kartódromo San Marino, só que essa foi a primeira sob a luz do sol. Dezesseis competidores entraram na pista e ferveram os motorinos numa tarde fora de série em Paulínia (SP).


O feriado se anunciou com chuva na maior parte do Estado, e se o sábado amanhecesse sob as águas, a corrida estaria cancelada, esse era o aviso da organização Motonetas Clássicas Campinas. Todavia São Pedro Lambreteiro foi generoso e nos trouxe um belo dia de sol e vento no Circuito das Frutas. As 14h algumas máquinas, pilotos e amigos já estavam nos boxes realizando os últimos ajustes. Cabos, velas, regulagens, gasolina temperada, adesivos numerados e todo tipo de assunto em 2 Tempos... No decorrer da hora mais scooteristas e visitantes foram chegando. Até as 15h10 estariam todos lá: os parceiros das cidades de São Paulo, Santos, São Bernardo do Campo, Santo André, Campinas, Atibaia, Jundiaí, Poços de Caldas (MG) e Curitiba (PR) e Córdoba (Argentina). Das quatro primeiras quase todos foram e voltaram rodando. Outros rebocaram suas máquinas pois eram preparadas exclusivamente para esse tipo de proposta. Sem falar nos camaradas que levaram suas motonetas exclusivamente para estar entre as outras, eles abrilhantavam o cenário nos boxes.


A pista foi liberada para treino livre às 14h45. Quem não competiria ainda assim entrou para sentir o sabor do palco do terceiro Desafio de Motonetas, que pegaria fogo naquela tarde. E para desmistificar de vez o medo do asfalto, Barbie e sua Racer Barbie #88 em dado momento foram para o chão. Tudo não passou de um susto. Tatu Albertini então pegou sua "Xispamonha" (motoneta Xispa com cor de pamonha) e partiu pro arrebento. Na primeira volta levaria um caldo de asfalto e voltaria amarrotado para os boxes. Por lá sacudiu a poeira e ligou sua Racer John Player Special #12. E essa foi pra ficar esperto mesmo: na primeira curva Tatu tomou outro capote. Foi direto pra terra. Também não passaria de um susto, e dali em diante a #12 faria toda a corrida de pé. Um tal de Dario entrava na pista com a PX200 #15 do Augusto Dkw, e partia literalmente para um tudo ou nada, tomando o seu primeiro tombo. Haveriam outros dois. Esse indivíduo da Vespa #15 foi advertido no dia seguinte e sua conduta está sendo avaliada pela diretoria de prova.



Nano Aliaga (Argentina x Brasil em Vespa)
Às 15h30 os pilotos retornavam para os quinze minutos das Voltas de Reconhecimento do Traçado. Tivemos nessa tarde a presença do argentino Nano Aliaga, em Vespa Originale 150, tendo vindo da cidade de Córdoba, norte da Argentina, diretamente para os braços de sua namorada paulistana Ana. Nano deu algumas voltas na pista e de lá saía com o sorriso aberto. Oito ou nove voltas ambientavam os pilotos no grau de dificuldade do traçado.

Às 15h45 se iniciava a contagem de quinze minutos de voltas classificatórias. Em cada motoneta havia um sensor eletrônico que era identificado por um aparelho matriz na reta de chegada/largada. E o gigante placar eletrônico no início dessa reta contava o desempenho de cada inscrito. As motonetas voavam baixo na busca pela melhor posição no grid. Eram 16 loucos com ares de pilotos incontestáveis. E mais um capote aconteceu por lá: novamente o Dario – não é o nosso camarada Gonzales –, que corria deitado com a PX do Augusto na mola e que pulava como um Pogobol, ele me passou e ao Tatu Albertini também, quase que ao mesmo tempo na curva da árvore. Naquele momento Tatu já pegaria o corredor para os boxes, e eu, três ou quatro metros de vácuo, até quando, na penúltima curva, Dario escapou dos pneus sinalizadores à beira-pista para voar rasteiro rumo à grama. Ele faria a sua largada dos boxes. Já findava o tempo classificatório, e para a surpresa geral, no painel estava anunciado o seguinte grid de largada:

Grid de Largada:

1. Serginho Pasqualini – Vespa PX200 Preparada #57
2. Edu Parez – Vespa PX200 “Speed Malossi” #45
3. Leo Carradori – Lambretta LI175 Racer “Peixinho” #56
4. Dario – Vespa PX200 “Vespertina” #15
5. Dário Gonzales – Vespa PX200 Racer Preta/Cinza #13
6. Aurélio Martimbianco – Vespa PX200 “Orange” #7
7. Marcio Fidelis – Vespa Originale 150 “Internazionale” #55
8. Luciana Silva – Vespa PX200 Cinza #130
9. Tatu Albertini – Vespa PX200 Racer “John Player Special” #12
10. Flavio Barbie – Vespa PX200 Racer “Barbi” #88
11. Gustavo Delacorte – Vespa PX200 #10
12. Rafael Assef – Vespa Super 200cc “Hot” #3
13. Erley Jr – Vespa PX200 “PXoços200” #43
14. Ito – Lambretta LI150 “Ratoeira” #8
15. Leonardo Russo – Vespa Super 150 #150
16. Carol Louzinha – Vespa PX200 Vermelha #78

4 comentários:

Scooteria Paulista disse...

Fotos:

1, 5, 6, 7 - Pai do Augusto Dkw
2 e 9 - Aurélio Martimbianco
3 - Ito
4 - Não sei
8 - Rose Moreira

Anônimo disse...

Caaaaaras vocês são muito corajosos!!! Isso eu nunca faria com minha Lambretta. mesmo pra pegar estrada estou cogitando seriamente. Mas eu tiro meu chapéu pra essa turma toda aí. Parabéns mil vezes!!!

PJ LAMMY

Anônimo disse...

Parabéns Fidelis mais uma vez pela postagem !!! O pessoal do kart errou o meu número, o certo é 56. Valeu !!!

Léo Carradori

Gustavo disse...

Somos poucos mas somos loucos!