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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

John Silva (COL/EQU) e a Scooteria (Parte 3 de 3)

Durante o mês de julho a Scooteria Paulista realizou uma campanha para a Expedição de Batismo do Poços Scooter Club, na cidade de Poços de Caldas, Minas Gerais. John Silva acompanhava a evolução do assunto na Sede da SP e se preparava para uma viagem de conceito inédito na sua vivência internacional.


Minas Gerais... 

Era sábado de 4 de Agosto, 4 da manhã. Fizemos um café dos fortes, reunimos a bagagem e partimos para o posto Shell do início da Rodovia Anhanguera. Ali começava uma aventura sem igual, da qual ele mesmo nunca havia vivido em comboio numa proporção daquelas: a Expedição Paulista à Minas Gerais. Viajamos em 13 (+2 = 15) motonetas até Poços de Caldas, e pelo caminho John ainda respondeu à uma entrevista à RAC de Campinas, que nos aguardava na estrada. Relatos e fotos dessa Expedição, clique AQUI. Durante o final de semana John viveu mais um dia de Scooteria Paulista: quilometragem, reciprocidade, respeito e a coisa toda. E conhecera mais amigos do grupo, e outros scooteristas mais, os mineiros em 2 Tempos. 


Em Poços de Caldas (MG) sua motoneta foi exposta junto das nossas no V Poços Classic Car na tarde desse mesmo sábado. Para os desavisados que se surpreenderiam com aquela Vespa com placa do Equador preparei um painel com um texto impresso de apresentação escrito por ele, que seguia a linha: "Mi nombre es John Silva, naci em Colombia, hace 9 meses estoy viajando por el continente americano..."

Ficamos hospedados no mesmo quarto: John, Sr.Artur e eu Fidelis. Durante a noite conversamos bastante, os três, e John ouvia atentamente as histórias pessoais e trechos da história do Brasil contados pelo Sr.Artur, o nosso veterano mais quilometrado da Scooteria. No dia seguinte ele se atrasaria um pouco para sair do hotel, e também atrasaria o passeio inaugural do Poços Scooter Club pela cidade pois saíra para passear sozinho no evento e se perdera em meio às atrações. Nisso ele veio a conhecer nada mais nada menos do que o Carlos Miranda, o Vigilante Rodoviário. Mas apesar dos pesares tudo correu bem, e John conseguiu fazer o passeio conosco. Um marco no surgimento desse clube "café com leite".

Passeio inaugural do Poços Scooter Club (MG)

Na volta da viagem percebemos que John estava um pouco irritado com o ritmo mais intenso da nossa tocada. Culpava o para-brisas da sua Vespa e o vento forte pela sua lentidão. Mantínhamos a nossa média dos 90km/h, enquanto ele se isolava cada vez mais num ritmo de 65km/h. Quando fizemos a parada do lanche, tomamos a liberdade de desinstalar o seu para-brisas, o que naturalmente elevou a sua média em 20 km/h a mais, acompanhando por igual a tocada ligeira do grupo naquele miolo de tarde em diante. Nessa viagem tivemos alguns problemas com o platinado da 150 Super do Leo Russo, que só a "arrastou" até a capital com muito empenho do Uitamar e do Favero na mecânica. Pouco a pouco os companheiros ficavam pelas cidades e rotas do caminho pra casa, e pelas 20h chegamos em casa. E os personagens dessa viagem ao lado do aventureiro foram: Uitamar Bandeira, Luciana Silva, Raphael Favero, Marcelo Santana/Valery, Emerson Mestrinelli/Alessandra, Koré/Cris, Barbie, Sr.Artur Biscaia, Leo Russo/Claudia, Fernando Correia, Alex Aparecido e eu Marcio Fidelis, todos da Scooteria Paulista; então o Tatu Albertini e Mauro Highlander do Motonetas Clássicas Campinas; quatro camaradas do Clube da Lambretta de Jundiaí; e finalmente o Eduardo Alvisi/Daniela, os ponta-de-lança do Poços Scooter Club. Para acessar o nosso relato sobre essa Expedição Paulista à MG clique no link: http://scooteriapaulista.blogspot.com.br/search/label/Expedi%C3%A7%C3%A3o%20Paulista%20%C3%A0%20MG%202012


A nossa história vivida em Vespa meio que terminava. John ainda passaria uma semana mais na Sede, aproveitando esses dias para atualizar dados da sua viagem na internet, e planejar sua rota. E por aqui trocamos muitas idéias, sobretudo sobre o scooterismo latino-americano. Sua viagem abriu a minha mente. Foi o quarto viajante em Vespa que recebemos em casa, e era ele o primeiro com uma ideologia acentuada: o escotismo e sua causa social. Mesclava com isso a fotografia e a Vespa, suas outras duas paixões. John é regrado e sistemático, procura organizar as coisas de maneira lógica e sem pressa. Sozinho ou acompanhado, seu ritmo é o mesmo: moderado. E nessa dinâmica a semana se passou. Na segunda-feira do dia 6 de Agosto acompanhamos ao vivo a transmissão da Rádio RVA (Argentina), interagindo com eles em tempo real. Na quarta-feira tomamos uma cervejada de despedida com o Koré e também com a Debbie, e o vespista Senna trouxe para John alguns presentes, num gesto de carinho e respeito.


Então, na manhã de quinta-feira, dia 9 de Agosto, dei uma breve escapada do trabalho para guiar o nosso aventureiro internacional até a reta da fuga: a Avenida Rebouças. Dali até Curitiba “é uma reta só”. Muito agradecido por tudo o que fizemos por ele, e visivelmente satisfeito por ter considerado São Paulo como parte do seu itinerário, John partiu, mas antes me pediu que agradecesse a cada membro da Scooteria que fora ao seu encontro. Então seguiu, em meio aos carros para o mesmo rumo de onde viera: Curitiba. Dali iria para o Paraguay, aonde seria (e foi) recebido pelo presidente do país: Federico Franco.

John Silva e o presidente do Paraguay
Em Foz do Iguaçú (PR) participou de uma matéria para a RPCTV (TV Globo local), e nela consta fotos suas durante a nossa Expedição à MG. A quem possa interessar, acesse: http://youtu.be/8oxkoNZASu8
E está na gaveta, podendo sair a qualquer momento a nossa matéria para o jornal O Estadão, com a presença do John Silva, realizada em São Paulo entre o Largo do Arouche e o Brás.

John Silva nesse momento está saindo do Paraguay e voltará ao Brasil pelo oeste, rumo ao nordeste do país. E de lá seguirá sua rota para a Colômbia, aonde passará o Natal com a família. Fica aqui o nosso relato e o nosso eterno respeito ao feito desse corajoso aventureiro das Américas. E fica a máxima: "sempre alerta"!! Saludos desde Brasil.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

John Silva (COL/EQU) e a Scooteria (Parte 2 de 3)

Segunda-feira, 23 de Julho. Eu, Fidelis, estava atento aos sinais de fumaça do colombiano que voltava do Rio de Janeiro. Sua primeira missão no Brasil estava cumprida: conhecer a nata dos “scouts” brasileiros, no encontro nacional de escoteiros. Sua segunda missão (ou terceira, visto que conhecer scooteristas também era o seu objetivo) teria seu êxito em São Paulo dias depois: fazer uma revisão na Matilda, sua Vespa PX200 (de 215cc). 


Estava tudo combinado, mapeado e cronometrado: o encontraria às 18h no primeiro Posto Ipiranga da Marginal Tietê. Todavia na noite do domingo John escreveu-me de Paraty (RJ) dizendo que ficaria lá por mais um dia, apreciando o lugar. Indiquei um acampamento em São Sebastião, por questão de precaução para o caso de não conseguir chegar em São Paulo a tempo. No dia seguinte ele partiu, cruzou a divisa, e descendo pela Rio-Santos resolveu de fato acampar em São Sebastião. John havia adorado o visual do litoral norte-paulista, e encantado, ficaria mais um dia por lá. Foi quando finalmente na quinta-feira do dia 26 de Julho ele subiu a Rodovia Mogi-Bertioga rumo à capital.

Enfim, a SP...

Festa de 1 Ano do CAOS
Conforme o planejado, encontrei-o na Marginal Tietê, às 18h: “bueeeenas John!!”. Então seguimos para a Sede da Scooteria, uma pequenina e pulsante casa no bairro da Mooca. E é daqui que escrevo, procurando na memória os detalhes dessas três semanas de vivência com o nosso aventureiro. Expliquei os esquemas do bairro, onde fica o que, e entreguei-lhe a chave. Na mesma noite nos aprontamos e seguimos para a festa de aniversário do Caos, na Rua Augusta. Sim, um ano de Caos, e a Scooteria era parte anunciada da festa. Então ainda que cansado, sem mais opção o gringo seguiu conosco, e lá nos reunimos em nove Vespas, dos nomes: China, Much, Aurélio, Afonso, Rafa Assef, Hugo Frasa, Adriano Lemos, John Silva e Fidelis. Compreendíamos um pouco mais o forasteiro com o passar da noite. Entendíamos que era mais reservado do que outros viajantes estrangeiros que por aqui passaram em Vespa. John conversava pouco, e observava bastante. Ficava mesmo entusiasmado quando alguém perguntava de sua Vespa, da sua viagem, do motivo de estar ali. Entre uns goles e outros, pelas 2h30 da manhã voltamos pra Sede.

O Estadão...

O sábado amanhecia com uma missão inédita: a Scooteria Paulista se reuniria durante a tarde especialmente pro jornal O Estado de São Paulo. Much passou na Sede e pagou uma. Então na correria do atraso pós-almoço voamos pro Largo do Arouche, aonde o grupo estava praticamente reunido com a repórter Denize. Cerca de trinta Vespas e Lambrettas (incluindo um triciclo da Pasco) se reunira nessa tarde especial. John respondeu à entrevista e às várias perguntas dos nossos amigos. Alex Aparecido não pôde ficar mais, todavia presenteou o gringo com uma pequena bandeira do Estado de São Paulo, e o xerox do manual da Vespa PX200, que John guardou com muito apreço. A repórter procurava entrevistar a todos os integrantes da SP, sem exceção. Pelas 15h seguimos para a Adega do Vinho no bairro do Brás, uma das mais tradicionais e simplórias adegas da cidade. O lugar guarda segredos da Revolução de 32, e da velha boemia paulistana, tendo sido muito frequentado por nada mais nada menos do que Adoniran Barbosa durante os anos 60. Então, por que não por nós também? No final da tarde John Silva palestrou para o grupo, contando da sua viagem, das interpretações sobre suas vivências pelas rutas, do movimento escotista (sempre alerta!), e do universo vespista colombiano e equatoriano. Depois de ouvi-lo atentamente, o grupo se mobilizou e em peso comprou diversas fitas de pulso temáticas da sua viagem “Foto-Travessia / Scout Por América”, vendidas a 5 Reais cada uma. O dia caía no bairro do Brás, e a partir das 18h a turma foi partindo, não sem deixar antes um abraço de reconhecimento ao mais novo herói da classe. E depois de tanto vinho no sábado, imagine como deve ter sido o nosso domingo...

E estiveram presentes nessa tarde os pilotos: Marcio Fidelis, John Silva, Fabio Much, Sr.Geraldo, Sr.Daré, Luciana Silva, Andreia Bueno, Oliver Pereira, Senna, Silvia, Sr.Artur Biscaia, Sr.Laercio Rodrigues, Raphael Favero, Felipe Favero, Leonardo Vasconcelos, Leo Russo/Claudia, Reginaldo/Rose, Alan Lamounier, Koré/Cris, Marcelo Santana/Valery, Aurélio Martimbianco, Reginaldo Gonzaga, Marcio Fernandes/filho, Alex Aparecido, Rodrigo Sonnesso/Juliana, Sergio Andrade, Rosa Freitag, Paulo Devito, Emerson Mestrinelli/Alessandra, Fernando Correia, Edelcio e Wolney Pickler. Todos vindo pilotando de vários cantos de São Paulo, de São Bernardo do Campo, Santo André, Guarulhos, Osasco, Cotia e Taboão da Serra.


Revisão na Vespa...
Entrando então na sua segunda semana de SP a nossa prioridade foi fazer a sua vontade: uma revisão na Matilda, sua Vespa PX de 215 cilindradas. Já na segunda-feira levei-o até a Free Willy Moto Peças, no centro da cidade, e por lá ele passou a tarde explicando para o Reginaldo e pro Pretinho (mecânicos) as suas prioridades. Uma delas era o amortecedor traseiro. De fato o dele já estava completamente condenado, e fazia boas semanas (ou meses) que vinha dependendo apenas das molas. Embreagem também estava entre as suas prioridades, e pelo desgaste dos discos, Matilda já não tinha o mesmo torque de quando saíra de Quito (Equador). Então sua Vespa por lá ficou por alguns dias. Nesse meio tempo John saiu a pé pela cidade afim de rever um colega italiano que vive em São Paulo. E com esse passou dois ou três dias, conhecendo pelo metrô diversos cantos da metrópole, e se encantando com a expressão artística e as lojas de antiguidades da Vila Madalena.


Quando voltou pra Sede, na quinta-feira, a pauta da vez era a nossa Expedição Paulista à Minas Gerais, à cidade de Poços de Caldas, aonde batizaríamos no final de semana que seguiria, o mais novo clube mineiro de motonetas: o Poços Scooter Club. A missão era responsa, afinal de contas a Scooteria Paulista era uma inspiração declarada pelos mineiros, e seríamos aguardados por lá com toda uma estrutura pronta. John me ajudou no preparo dos materiais da viagem. Na sexta-feira levei-o à Free Willy para buscar Matilda. Trabalho aprovado, dizia estar perfeita como quando a adquiriu. Trocou cabos, freio, amortecedor, lâmpadas, manetes, limpou carburador, trocou óleo do câmbio e realizou e comprou mais alguns detalhes. Seu objetivo era preparar a Vespa para mais 15 mil kms de rodagem até o Natal desse ano, que passará com a família na Colômbia - para depois continuar viagem rumo ao México.


Dessa aventura toda ele pretende lançar um livro de fotografias (que já está pré-patrocinado) com foco nos escotistas latino-americanos. E por isso vem cogitando também montar um outro livro de fotos, o da sua experiência como scooterista e seu envolvimento com a classe em cada país que fora recebido.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

John Silva (COL/EQU) e a Scooteria (Parte 1 de 3)

No início do ano soubemos da existência de mais um scooterista sem fronteiras atravessando o continente americano. Seu nome: John Silva, colombiano da província de Manizales, mas que atualmente tem a capital do Equador como lar. Seu projeto internacional se fundamenta em três grandes paixões: o escotismo (sempre alerta!), a fotografia e o scooterismo. Entramos em contato com ele e o convidamos para passar um tempo conosco, e caso precisasse de pouso, a nossa Sede estaria à disposição. Então continuou sua viagem sem pressa, conhecendo pelo caminho diversos escotistas e scooteristas clássicos. No segundo caso, os amigos do Los Antiguos Vespa Club Uruguay, Confraria Vespa Motor Club e Vesparaná Club. Até que meses depois em São Paulo ancorou sua Vespa PX200 (de pistão Pinasco de 215 cc), vivendo conosco 16 dias de scooterismo pitoresco à moda antiga.


PASSAGEM RELÂMPAGO

Na sexta-feira 13 de Julho, o Coca 69 (Vesparaná Club) me ligou - Fidelis aqui - dizendo que o colombiano estava contigo em Curitiba, e que o deixaria na reta para a Rodovia Regis Bittencourt. Pelo mesmo telefone o gringo e eu combinamos um ponto de encontro comum no fim de tarde nas bordas da metrópole, que seria no estacionamento de um Supermercado na rotatória de Taboão da Serra. E assim John tomou a BR 101. Durante o dia repassei a notícia ao Raphael Favero, que de imediato se prontificou a encontrá-lo às 17h30 em Taboão, no ponto combinado, uma vez que eu certamente chegaria mais tarde devido ao trabalho. Subi no Twitter ( @scooteriasp ) a tal notícia, e então mais dois integrantes do grupo tomaram conhecimento da recepção, e se prontificaram também. Às 17h30 o viajante era recebido em Taboão da Serra por Raphael Favero, Wolney Pickler e Haine Luersen.


Pelas 17h45 então Favero guiou John até a Av.Rebouças, aonde eu os aguardava. Trocamos dois dedos de prosa e seguimos em meio ao caos urbano até a Sede da Scooteria. John se assustou com o trânsito pelo caminho. Explicamos que aquele era o pior trânsito de toda a semana: sexta-feira, em plena hora do rush. Foram vinte minutos de rally nos corredores até chegarmos em nossa Sede, na Mooca. Lá minha namorada, Debbie, preparou um jantar pra ele. Logo depois chegava na roda o amigo andreense Animal Taylor, vindo trazer suas considerações pela proporção da aventura que John se dispusera a encarar. Tomamos uma cervejas naquela noite e às 23h deixamos o gringo sozinho na Sede. John estava cansado e bastante concentrado em sua principal missão de toda a aventura: o encontro nacional dos escoteiros, que aconteceria no Rio de Janeiro no domingo.


Na manhã seguinte passei um café forte na Sede e abri o mapa do percurso de São Paulo ao Rio. John amarrou as capas e malas do patrocinador italiano Tucano Urbano pela Vespa e então o acompanhei em pela Radial Leste até o pé da Rodovia Presidente Dutra. “Nos vemos papa!”. É preciso destacar também que no trajeto de ida, John fez uma parada em São José dos Campos, aonde conheceu o amigo Maurício Casotti  num posto de combustível . Mundo pequeno!

domingo, 23 de setembro de 2012

RÁDIO MOTONETA - Estréia dia 30

Vem aí mais um projeto da Scooteria Paulista. É a Rádio Motoneta, que chegou para ficar. Da terra para o ar, a transmissão terá início no domingo de 30 de Setembro, às 10h da manhã. O programa inaugural leva o nome de Ata no Ar, aonde apresentaremos aos finais de cada mês os assuntos mais relevantes para a Scooteria e parceiros. Eu, Fidelis, tomarei a palavra como apresentador/ "loucotor" em alguns programas, e convido para essa estréia dois personagens desse mês: Flavio Barbie e Fabio Much. Por enquanto a previsão é de termos um programa por quinzena. Ouça no blog da Rádio a apresentação: www.radiomotoneta.blogspot.com


Flavio Barbie foi assunto internacional ao lado do Confraria Vespa Motor Club (RS), e ambas as partes estiveram no início do mês na capital uruguaia, junto do Los Antiguos Vespa Club e do Viajando en Vespa - note na foto coletiva no cartaz acima. Já Fabio Much trouxera nesse mês duas novidades: o show do Oskarface no SP Scooterfest #2 (no Caos) e as primeiras camisetas oficiais da Scooteria Paulista. Além do debate com os convidados, colocaremos em pauta o assunto do estatuto, da agenda de eventos, e toda a sorte de acontecimentos relevantes para a classe. E lembre-se: aceitamos sugestões e anunciantes (tanto no blog da Scooteria como na Rádio). Para tratar do assunto escreva para: radiomotoneta@gmail.com


domingo, 16 de setembro de 2012

Nota de Falecimento - Luiz Carrieri Filho (1951-2011)

Hoje cedo Edson Carrieri nos surpreendeu com a triste notícia de que o seu pai, Luiz Carrieri Filho falecera em outubro de 2011 em decorrência de um infarto fulminante. Tendo nascido em Pirangi (SP) e vivido por quase toda a vida em Monte Alto, região de Ribeirão Preto, esse veterano foi, e é, para muitos de nós, um exemplo de superação em Lambretta. Entenda...


No início do ano passado, quando o sr. Luiz em 2 Tempos ainda ensurdecia a pequena "Cidade Sonho", seu filho Edson às escondidas preparava um vídeo-campanha para o Programa Lata Velha, do Luciano Hulk (TV Globo), afim de homenagear o pai em rede nacional. Ele pedia ao Programa o restauro do único veículo desse bravo senhor, uma Lambretta LI de 1968. Como vocês podem observar na foto acima, a Lambretta era adaptada, estilo "dois em um", pois o Sr. Luis sofria limitações físicas em decorrência de Paralisia Infantil. A tocante campanha foi um sucesso de audiência no Youtube, com o vídeo que leva o nome de "Superação- Luiz e sua Lambreta.- Cadê o Luciano Huck ?". 

Na ocasião o Anderson Ballet e eu Marcio Fidelis entramos em contato com a família para ajudá-los no que fosse preciso, e contamos isso aqui: "Lambretta no Lata Velha #1". Em questão de horas conseguimos mobilizar os scooteristas e oficinas de SP para fazemos nós mesmos a restauração da máquina. Todavia recuamos quando entendemos que o objetivo maior da campanha era a homenagem televisiva ao pai, fato melhor explicado nesse post: "Lambretta no Lata Velha #2". Ficamos na retaguarda e na torcida. Depois do primeiro vídeo, Edson filmou o incansável pai consertando o freio da Lambretta, e subiu no Youtube ao som de Hallelujah, procurando fortalecer mais ainda a campanha:


Mas o tempo passou e o senhor Luis Carrieri infelizmente faleceu. E até hoje nos perguntamos: cadê o Luciano Huck? Bem, deixa o "loucura loucura" pra lá!

Hoje é um dia triste, e consideramos, ainda que tardiamente, esse domingo de 16 de Setembro, o nosso dia de luto. Sentimo-nos incapazes de encontrar palavras que correspondam à bravura desse incontestável herói do scooterismo nacional. Registramos aqui os sinceros sentimos da Scooteria Paulista à família Carrieri, da qual tomamos conhecimento no início do ano passado com o vídeo abaixo. Na cidade de Monte Alegre há hoje uma rua com seu nome, e enquanto isso seu filho prepara por conta própria o restauro da Lambretta que acompanhou o veterano por 44 anos.


O RETORNO
"Depois de quase 1 ano da morte de meu Pai "na foto", estou começando a restauração total da Lambretta 1968, adaptada para suas necessidades físicas. Foram mais de 44 anos de parceria, meu pai com sua Lambretta, e agora estou de cabeça nessa restauração. Muito obrigado pelo carinho, vou atualizando o restauro da Lambretta, e isso será bem devagar por motivos financeiros, mais irei conseguir. Assim que estiver em ordem, irei para São Paulo em algum encontro com vocês. Forte Abraço". (Edson Carrieri).


Amigo Edson, assim que a Lambretta estiver pronta para rodar, avise-nos, pois fazemos questão de visitá-lo em comboio, e dessa forma prestarmos a nossa sincera homenagem ao seu finado pai, com um giro dos lambrettistas e vespistas pela cidade de Monte Alto. Desejamos a você toda a força do mundo. E conte com o nosso apoio. Até breve!!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Wilsinho Fittipaldi em 2 Tempos



É um grande barato ver o Wilsinho Fittipaldi no começo da sua adolescência pilotando uma Lambretta LD. Essa foto encontrei há alguns anos no site Interney, difundida pelo Saloma. Então pesquisas na net levaram para essa fonte, o site Allkart, aonde ele mesmo conta que foi o vencedor da primeira corrida de Kart organizada no Brasil. Vale a pena ler sua entrevista no site: Allkart, e também outra matéria sobre ele no Blog do Saloma. Quem souber mais sobre sua relação com as Lambrettas por gentileza compartilhe com a gente...

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

SP Scooterfest #2

Na última sexta-feira, feriado da Independência do Brasil, fizemos aquela festinha no ritmo da Motovespa. 23 delas compareceram na segunda edição do SP SCOOTERFEST, sediada novamente na loja/bar CAOS, da baixa Rua Augusta.


Além das Vespas, uma Perua Wolks/Piaggio personalizada (do Oliver Pereira) fez a frente durante a tarde,  ousado trabalho rueiro. Estiveram presentes os modelos PX200, Originale 150, Super 150, Super “200”, M3 e GT250. O evento teve início às 16h e fim às 20h, com exposição de rua, discotecagem e show.


O DJ China cuidou das pick-ups por duas horas, variando estilos de rua como o Ska, Rockabilly e Soul em grande parte. Na falta do DJ Isbú - que naquela manhã cancelou presença por motivos de viagem a trabalho -, eu, Fidelis, assumi as pick-ups e fiz um set de um pouco mais de uma hora com discotecagem feita exclusivamente em vinil, aonde pesei no resgate dos anos 60, da brasileira Jovem Guarda aos Garage-Punk’s norte-americanos da mesma década, e variações do estilo que vieram depois. Lá pelas 19h o Oskarface subiu ao “palco” improvisado - pois o local não é preparado para shows – e fez ali um dos melhores shows da história da banda, e em 45 minutos de apresentação divertiram não só aos scooteristas presentes como também aos visitantes do evento, que se mostraram surpresos com a qualidade da pornochanchada em forma de música. Destaque para as canções “Lambreta” e “Em Dois Tempos”, apresentada ao público pela primeira vez nessa noite. Vale lembrar aqui que o compositor, vocalista e guitarrista do conjunto é o scooterista Fabio Much, o lendário homem do "Woooow"! Além desses aperitivos trouxemos novamente uma pequena banca com livros do O Aventureiro, camisetas da Scooteria, adesivos da gente e do Much, e camisetas da Vespa e da Lambretta produzidas pelo Much. Nessa estrutura o evento trouxe novidades mais singulares pro grupo, e apresentava suas histórias particulares da terceira temporada de aventuras em 2 Tempos.

Oskarface: Batata, Gabora e Much

Senna, Rafaela, Leo Dueñas e Anderson Ballet
Para a minha surpresa, logo que caiu a noite eis que chega, direto do Rio de Janeiro, o confrade Leo Dueñas e sua namorada Rafaela. Leo é o presidente-fundador do Confraria Rio Vespa Clube, e veio de carro para assuntos dois-tempistas. Leo me trouxe a aguardada camiseta do clube carioca.Tiramos meia hora de boa prosa e deixamos no gatilho uma possibilidade de um evento que envolve as duas partes. E sem se esquecer também da visita do curitibano Marco Busato, irmão do Curita, que esteve conosco no Curitiba em Vespa 2010, e que planeja comprar sua primeira Vespa.

E cito aqui os nomes dos personagens desse SP Scooterfest #2, a Independência do Brasil no ritmo do Rock Nacional: Oliver, Adriano Lemos, China, Senna, eu Fidelis, Afonso Antunes, Carol Louzinha, Fabio Much, Paulo “Devito”, Haine, Rosa Freitag, Mário, Bruno, Anne Dolçan, Luciana Silva, Leo Russo, Rafael Assef, Raphael Favero, Cavera, Rafael Filizola, Fernando Correia, Maneiro/Nívea e o mais novo batizado do grupo: Ricardo Deccó. Sem se esquecer dos desvesperados: Tião, Marcelo Druck, Diego Pontes, o citado carioca Leo Dueñas e o Anderson Ballet. Quem chegou no aro 10 veio de São Paulo, Osasco e Taboão da Serra.


Nos Scooterfests saímos dos tempos da brilhantina para dançarmos com James Brown, Stray Cats, The Pogues e Madness... Quando o Caos abaixou as portas fizemos uma mula por ali e seguimos, em meia-dúzia de remanescentes, para a casa Astronete, aonde o China é residente. E digamos que ali nós encerramos o nosso segundo SP SCOOTERFEST.


sábado, 8 de setembro de 2012

IX Encontro de Lambrettas, Vespas e Motos Antigas de Jundiaí

O IX Encontro de Lambrettas, Vespas e Motos Antigas de Jundiaí foi maravilhoso, cheio de sol, de motonetas, de amigos e personagens do cenário paulista em Lambrettas e Vespas. Aconteceu no domingo de 02 de Setembro, no Clube Sede de Campo. Esse encontro serve-nos de referência, de termômetro, quando o assunto são as motonetas de época. Trata-se de uma exposição organizada pelo Clube da Lambretta de Jundiaí, um evento imperdível, cuja tônica hoje é a sua tradição.


Diversos comboios, grupos, crews, duplas, scooteristas solitários, proprietários orgulhosos, mecânicos, colecionadores, restauradores, veteranos, calouros e admiradores das motonetas vieram dos mais variados cantos paulistas. E até mesmo do Paraná. Destaco aqui o que lembro, o que tive como experiência minha no evento, e gostaria de ler mais textos a respeito para incluirmos aqui no blog como registro de um grande momento da cena.


De São Paulo saíram cerca de 22 Vespas e Lambrettas, além de outros veículos, puxados pelo tradicional comboio da Free Willy Moto Peças (Reginaldo e Rose). Scooteristas de São Paulo, ABC, Guarulhos, Osasco e Taboão da Serra saíram do Largo do Arouche por volta das 9h45, passaram no Posto Shell do início da Rodovia Anhanguera, reuniram o restante da tropa, abasteceram, e pau no gato. Foram 60 kms de giro pela Rodovia Anhanguera. Das notícias populares que correram, soubemos apenas de um pneu furado, do Leo Vasconcelos. Nessa frota em peso estavam os membros da Scooteria Paulista, dos Vespeiros e do 69 Vespa Club.

De São Roque veio a turma do São Roque Vespa Club. Chegaram em 06 Vespas PX200 por volta das 11h. De Campinas vieram os amigos do Tatu Albertini e Motonetas Clássicas Campinas, em sete peças (Lambrettas LI, MS, Star 4, Vespa PX200) além de algumas motocicletas. De Santos o Mario e o Luca subiram em Vespas PX200 e se fundiram com o comboio paulistano. Conheci por lá outro santista, o Ferraro, que estava com uma Bajaj, e falou-me de sua coleção de motonetas. Também conversei com dois vespistas de Franco da Rocha, e conheci finalmente o lojista Mattioli, leitor do nosso blog e que revelou ser um admirador da Scooteria. Esperamos no futuro visitar a sua cidade, Ribeirão Preto.

De Salto vieram três ou quatro delas também, de Americana o Uitamar, de São José dos Campos eu, Fidelis. Passei por Atibaia logo cedo e me encontrei com o Leo Carradori e sua Lambretta LI. De lá seguimos rodando até Jundiaí. Certamente outras cidades estavam presentes, e citaremos assim que tomarmos conhecimento delas. Uma grande surpresa para mim foi encontrar lá o Pierry Goltz, que trouxe sua Lambretta LI da cidade de Castro (Paraná). Nos conhecemos no Santa Catarina em Lambretta e Vespa 2012, evento de caráter nacional que se repetirá em São Paulo no próximo carnaval.

O evento estava lotado, um dos melhores que já presenciei. Notei por lá os seguintes modelos: Lambrettas LI, MS, Cynthia, Standard, LD, Xispa, BR Tork e o Triciclo da Pasco. Vespas PX200, Originale 150, M3, M4, Super 150 e Super “200”. E da índia os modelos Bajaj Classic, e a Star 4. Personalizadas, adesivadas, preservadas, restauradas e sucatas fizeram a estética do evento. E a organização teve o cuidado de separar as motonetas das motocicletas, destacando assim cada categoria no seu tema e promovendo a boa convivência das classes. E foram cerca de 75 motonetas que se reuniram nesse encontro.

Havia no evento stands de camisetas e canecas, e duas bancas com vendas de extras. Uma delas a nossa, com livros, patches e adesivos da classe. Preciso dizer que enquanto estive cuidando da banca, por 2 horas, pude conhecer vespistas e lambretistas de diversas cidades, pessoas que demonstraram uma imensa admiração pelo trabalho da Scooteria Paulista. Scooteristas independentes e leitores assíduos do nosso blog, que ainda não se batizou em um giro nosso por não saberem como chegar. O que sempre digo: “é só chegar, não tem segredo nem frescura”.


Lá pelo meio-dia alguns proprietários deixaram o evento. Muitos ficaram, e entre petiscos e bebidas, a prosa comia solta. Costumamos dizer que as exposições não são o nosso forte, o que queremos é pilotar e *Conviver em Vespa e em Lambretta(?!?).

domingo, 2 de setembro de 2012

SP SCOOTERFEST #2


Nessa sexta-feira de feriado comemoramos a Independência do Brasil. Será dia 07 de setembro, e no ritmo do Rock Nacional faremos a segunda edição do SP Scooterfest: a festança da expressão scooterista em música. E a Zona Leste se apresenta com os nossos amigos:

DJ's: CHINA + ISBÚ
(O primeiro tocando variações de Ska/Rockabilly/Mod/Celta. O segundo tocando clássicos do Rock Nacional dos tempos da Motovespa do Brasil). 

Show: OSKARFACE
(O trio é liderado pelo scooterista do Wooooow, o Two Tone Fabio Much, com composições derivadas do deboche ao populacho. Temas cômicos do cotidiano de um crumbiano nos subúrbios da cidade. Ska, Surf Music e Rock Nacional são a vez desse Bom Prato.

*Venda de camisetas e adesivos por Fabio Much (S.Paulo) e Marco (Curitiba).

Local: CAOS
Rua Augusta, 584, Consolação. Cidade de São Paulo.
16 horas. Entrada Franca. Exposição de Rua.