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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Da Expedição Paulista à MG (Parte 2: A Ida)

O sábado acordava com um belo céu quase todo azul, e a temporada de inverno da Scooteria esquentou nesse final de semana “café com leite”. A frota paulista partia de oito cidades diferentes para essa expedição de reconhecimento e respeito à fundação do Poços Scooter Club, no sul de Minas Gerais.



Saímos da Sede paulistana da SP levando alguns materiais para distribuição, o John Silva e eu, Fidelis. John é um viajante que vem do Equador rodando a América do Sul a bordo de sua Vespa PX200 batizada de Matilda. Seu projeto se chama Foto-Travessia/Scout Por América e fala sobre cultura scooter e scout, sim os escoteiros. Falaremos mais dele no próximo post. As 7h estávamos prontos no começo da Rodovia Anhanguera: Luis Koré (Vespa PX200 de São Paulo), Raphael Favero (Vespa PX200 de Osasco), Leo Russo e Claudia (Vespa Super 150 de São Paulo), Fernando Correia (Vespa PX200 de São Paulo), Alex Aparecido (Vespa PX200 de São Paulo), Emerson Mestrinelli (Vespa PX200 de São Paulo), Luciana Silva (Vespa PX200 de São Paulo), Artur Gildo (Vespa PX200 de Taboão da Serra), Marcelo Santana/ Valery (Vespa PX200 de Santo André), Marcio Fidelis (Vespa Originale 150 de São Paulo) e John Silva (Vespa PX200 do Equador). Conosco estava o carro de apoio da Alessandra, futura senhora Mestrinelli, e que seria também fundamental para o sucesso dessa viagem. Sim, já adianto, a expedição foi bem sucedida!


Leo Russo e John Silva na Anhanguera
Depois de abastecidos e calibrados, de conversados e combinados, partimos em cavalgada às 7h30 da matina. Procurávamos manter algum padrão na formação do comboio, algum desenho na pista, que proporcionasse segurança e confiança para todos. Estávamos em 11 motonetas, e metade delas se revezavam na ponta da expedição. Um dos nossos me fez uma observação muito importante sobre esse trecho: sobre conversas entre condutores durante a viagem. De fato será necessário pôr fim à essas conversações durante a viagem pois oferece risco para todos, e transmite uma sensação de insegurança pra equipe. Riscos desnecessários que podemos evitar. Logo depois do posto da Polícia Militar Rodoviária o Marcelo Santana parou no acostamento. Sua Vespa engazopava e amarrava nas subidas. Uma parte da frota já estava à frente e parou no quilômetro seguinte para aguardar-nos. O Favero sugeriu ao Marcelo que retirasse o filtro de ar do carburador a fim de auxiliar na respiração do motor e proporcionar um aumento de performance até que parássemos num ponto mais seguro para averiguar a causa disso. Assim feito, prosseguimos. E na tocada dos 80km/h chegávamos às 8h45 nas proximidades de Campinas. Tomamos a alça de acesso rumo à Mogi, e dois quilômetros adiante avistávamos o Flavio Barbie com sua PX200 campineira à nossa espera no acostamento. Éramos 12 a partir dali, seguindo na mesma tocada, e dividindo pista com mais veículos agora, pois aquela era zona de passagem entre municípios da região, e um atalho para quem quer que precise evitar entrar na cidade grande, uma espécie de “rodoanel” caipira. Cortávamos um baita caminho, e foi nesse meio trecho que quase presenciamos o pior. À frente os carros se afunilavam ao chegarem no trecho de recapeamento da pista. Flavio Barbie estava na ponta indicando-nos a rota correta. Foi quando os últimos carros frearam expressivamente, e num golpe de reflexo Flavio, para evitar a colisão com um deles, puxou a Vespa pra faixa recapeada da pista, a parte vazia, dividida por cones. E nessa manobra ele acertou um deles, que voou rasante pelo asfalto emitindo uma sonoplastia de cinema. Foi isso, nada se passou. Avisei ao Tatu pelo rádio Nextel que estávamos próximo do ponto de encontro coletivo. Sua idéia de reunir os comboios, a frente da Scooteria Paulista, do Motonetas Clássicas Campinas, e do Clube da Lambretta de Jundiaí. Essa idéia quase funcionou, quase. Todavia não foi adiante porque eles partiram logo depois do toque que dei pelo rádio. Tão logo chegávamos no ponto de encontro, e nos encontramos com ele, o parceiro Uitamar Bandeira, com sua Vespa Super “Super 200”, junto da equipe de reportagem da TV Correio. Paramos no posto de combustível e ali pudemos enfim trocar uma prosa com o Flavio e o Uitamar. Enquanto abastecíamos e nos hidratávamos, a equipe da TV entrevistava alguns de nós. A matéria ficou show, essa: TV Correio.



Então ligamos os motorinos e partimos num bloco compacto, para as filmagens requeridas pelo Johnny e equipe da TV Correio. Na média dos 75km/h, às vezes mais, às vezes um pouco menos, seguimos. Nos acompanhava o carro com Alessandra ao volante, e as meninas Claudia e Valery. Alex subira pra ponta do comboio, aumentando o ritmo da viagem, enquanto Luciana fazia a retaguarda do grupo. O sol ardia naquele momento, e foi na região de Mogi-Mirim que o Marcelo Santana novamente parou a moto. Era o mesmo fato do começo da viagem: carburador. O restante do grupo parou embaixo de uma árvore à frente. Ali pouco se demorou, e Marcelo decidiu prosseguir naquelas condições mesmo até o próximo posto. E assim se sucedeu. Reunimos os 13 novamente (e o carro) e seguimos, agora já na Rodovia Dom Tomás Vaquero. Na média dos 75km/h rodamos uns 30 kms até o município de Aguaí. Completamos os tanques, nos hidratamos, e alguns aproveitaram também para se alimentar enquanto o Marcelo limpava o giclê e verificava outros detalhes no carburador. O frentista nos confirmou que há 20 minutos havia passado umas Lambrettas por lá. As sessentistas voavam baixo na pista! E naquela altura tomariam uns 20 kms de distância da gente.


Dali até Poços de Caldas faltava só mais 50kms, portanto aquela teoricamente seria a nossa última parada. Seguimos na mesma tocada, e em meia hora de rodagem entrávamos no pequeno e encantador município de Águas da Prata, afamada por suas águas minerais provenientes do vulcão inativo (a que dizem ter inclusive propriedades curativas). E eis que naquelas ruas encontramos estacionadas as Lambrettas que seguiram antes. A turma do Clube da Lambretta de Jundiaí e os dois do Motonetas Clássicas Campinas pararam num bar para se hidratarem um pouco. Em consideração a eles encostamos por lá para cumprimentá-los. Apresentei o John Silva ao grupo na mesa, e enquanto o papo corria de um lado, do outro lado da rua o Marcelo mexia no carburador da sua PX, dessa vez com a ajuda do Uitamar Bandeira e também do Raphael Favero. Ali trabalharam por mais vinte minutos até que ela funcionasse. Convidamos o pessoal de Jundiaí para seguir conosco, mas preferiram ficar mais um pouco. O Tatu e o Mauro ligaram suas Lambrettas e se agruparam ao espírito da expedição paulista. Então éramos 15, e nesse número deixávamos para trás o Estado de São Paulo, pelos vales do belo cartão postal da Rodovia Dr. Gov. Adhemar de Barros. Longas subidas não deixaram cair o torque das mais antigas, nem mesmo o vento, e finalmente, depois de um pouco mais de cinco horas de viagem entrávamos em território mineiro. Paramos no portal de Poços de Poços de Caldas para fotografar as motonetas ali, e corremos a pé até a placa da divisa SP-MG para a foto oficial da Expedição. Uma bagunça que só! Nisso passou por nós o pessoal de Jundiaí, mas seguiram direto entre eles. Três ou cinco minutos depois ligamos nossas motonetas e partimos.





Às 13h30 invadimos a cidade de Poços de Caldas, na liderança de Luis Koré, o nosso bandeirante da causa pela fundação do Poços Scooter Club. Seguimos direto pro evento em meio ao breve trânsito do centro da cidade, e no portal do evento uma bela surpresa: o nosso emblema estava lá no grande painel da programação/mapa apresentado aos visitantes.
Logo vimos a Cris Yummi que estava por ali à nossa espera, recebendo o Koré com um beijo ao estilo “soldado quando chega da guerra”. Enfiei a ponta da bandeira do nosso querido Estado de São Paulo na gola da minha jaqueta fazendo-a de capa, e obedecendo as instruções da organização nos dirigimos ao local de exposições das scooters clássicas. O Marmirolli, de Pedreira, já estava por lá com sua Lambretta LI e o boné da SP, e veio trazer os cumprimentos de imediato, comunicando-me suas impressões e fatos. Também o seu Laércio Rodrigues, de São Paulo, com sua Lambretta Standard D e aquele velho sorriso grande debaixo de um bigode cheio de histórias. E por ali num dos cantos do evento passaríamos a tarde em exposição com o total de 27 motonetas e um triciclo contemporâneo da Bajaj, já apelidado por muitos aqui de “Tuk Tuk”. Tarde das boas ao som de um neo-rockabilly tocado ao vivo, algumas cervejas e amigos em prosa.



Há dezenas de fotos da gente no V Poços Classic Car, feitas pelo casal Barenco, do Portal Maxicar AQUI.
*Esse relato sofrerá diversas alterações e será acrescido de mais histórias e detalhes até a quinta-feira a noite.

3 comentários:

Anônimo disse...

Demais!!! Aquela foto da placa da divisa de Estados é muito impactante. Me emocionou mais uma vez Scooteria.

PJ Lammy

Scooteria Paulista disse...

FOTOS

1 por Leo Russo
2,3,6,7,8,9,10,11 e 12 por Marcio Fidelis

4 e 5 por Osvaldo Furiatto (RAC Notícias)

Foto 13 pelo casal Barenco.

Anônimo disse...

Deu uma vontade louca de ter participado desta aventura!!! Quando eu melhorar, lá estarei!!!!

Barbara Geraldi