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domingo, 15 de julho de 2012

Do SP Scooterfest #1

O SP SCOOTERFEST é um evento diferente. O objetivo, que pode estranhar a alguns amigos, é aproximar a música da motoneta. Cultura scooter é também um pouco de história, de comportamento, literatura, fotografia, mecânica, arte, música, estilo. A cada dia algo avança um pouco mais. Nesse momento, muito por influência do parceiro Caos, e da Scooterboys, decidimos fazer festas, desligar as motos e aumentar o som. Para tanto inauguramos esse primeiro Scooterfest com um tema estreitamente ligado à cultura scooter mundial: o movimento Mod, ou trocando em graúdos: a Modern Culture - subcultura juvenil que nasceu nos subúrbios londrinos durante o final dos anos 50, e que perdura até os nossos dias. Abre as atividades o conjunto paulistano Modulares. 



Lambretta Standard no Caos
Tivemos nessa segunda-feira de 9 de Julho (feriado paulista aonde se homenageou os 80 Anos da Revolução Constitucionalista de 1932) a casa repleta de visitantes e uma faixada pomposa com 32 scooters clássicas (contabilizadas ao todo), além da Lambretta Standard D exposta na festa. O CAOS abriu antes das 17h, recebendo antes da hora marcada os primeiros vespistas. Aos poucos o pessoal chegava. Estiveram presentes scooteristas de São Paulo, São Bernardo do Campo, Taboão da Serra, Campinas e São Roque. Os casais do SRVC vieram de carro, eles: Ed Purga e Alaide, e o Nenê com a Tyta. Do ABC veio o Aurélio Martimbianco, trazendo sua outra PX200 guiada pelo seu velho amigo Alfinete. De Taboão da Serra chegava o Haine na sua PX luminosa, e o seu Artur na sua velha Lambretta LI. De Campinas veio o Flavio, estreando sua nova Star 4 (LML de 4 Tempos). E de São Paulo a frota montada com China/Leika, Fabio Much/Angel, Adriano Lemos, Gabriel Corazzin, Afonso Antunes, Raphael Favero, Luis de Castro, Andreas Triantaffylou, Carolina Louzinha, Nei/Tati, Senna, Reginaldo/Rose, Kavera, Hugo Frasa, Daniel Turiani/Gisele, Roberto Braga, Ciro Ernesto, Caetano Sevilla, Davilym Dourado, Felipe Favero, Leo Russo/Claudia inaugurando a Vespa Rally 200 adquirida recentemente, eu Fidelis, e os estreantes do grupo: André Baccarini, carioca que trouxe sua recém-restaurada PX200, e o Maneiro/Nívea, vindos de Osasco com a PX200 cinza, o novo brinquedo do casal. Sem motoneta vieram mais scooteristas provados: Koré/Cris, Tiago Braga, Luciana Silva, Sérgio Andrade, Jun Santos/Ceci, Alex Aparecido e família, Ado Moraes/Aline, Henrique Picceli e Rogê Senefonte, além de outros proprietários ou futuros proprietários, que ainda farão muita história conosco. Posso (e devo) ter esquecido de algum nome nesse momento, portanto esse post está sujeito a reparos. 


Os DJ's detonaram nessa estréia. Caetano Sevilla trouxe um set carregado de música negra, peso maior pra Soul Music. Tocou antes da banda e ambientou o espaço no volume médio. Ele sintetizou seu estilo em discotecagem com as canções: All Of My Life (Detroit Soul), I Never Knew (Eddie Foster), Get Ready (Ella Fitzgerald), Pitfall (Ronnie Savoy), Lies (Bobby Freeman)...

Às 19h30 eu, Fidelis, subi ao palco para apresentar e entregar os Certificados de Performance (SP em 2T, ano 2 da Scooteria) para os amigos que não puderam viajar para São José dos Campos no final de maio. Então contemplamos finalmente outro veterano da classe com o "Troféu SP em 2T" da categoria "Del Vecchio", o seu Luis de Castro. Um benemérito que vem tarde mas em tempo a um dos raros, que chega a 82 anos de vida dois-tempista. O seu Luis, conhecido dos antigos clientes da Free Willy, sempre presente nos giros São Paulo-Jundiaí, ele recentemente voltou, depois de um ano de pausa médica. E o mais do que merecido reconhecimento da classe finalmente lhe chegaria às mãos:


Às 20h então o conjunto Modulares tocou fogo no baile com seu Punk-Mod revivalista. Na mesa de som o Ado acertava as regulagens. E abertura, o tema Ignição, apresentou de imediato o que é e o que não é a banda. Nela e em diversas outras sentia-se o peso da cozinha entre a bateria do Barbosa e o contra-baixo do Roque em petardos urgentes como: "Noite, Ruas, Elegância e Rebeldia", "Fora de Controle". E a expressão máxima do conjunto (e do rock'n'roll), as guitarras, elas duelavam no palco entre riffs, acordes e solos explosivos, entre 'baladas' de amor frutrado como "Satélites", "Refém do Imprevisível", incluindo nessa categoria a poderosa versão de "Try And Stop Me", do velho conjunto inglês The Creation - banda inglesa dos anos 60 que preparou o guitarrista Ron Wood para mais tarde tomar o lugar do finado Mick Jones no Rolling Stones. Scooteristas se dividiam entre fotografar as motonetas e assistirem ao conjunto. Os amigos saíam e voltavam, e os mais atentos com o estilo do conjunto tiveram ali a oportunidade (ou mais uma dela) de assistir àquele que considero ser uma das cinco bandas mais importantes do rock independente brasileiro. Acabei de ler nos comentários sobre esse post (que havia publicado antes dessa revisão final do post), o comentário do Jonas Strutz, que disse: "A energia e a música deles me lembrou o The Clash, e me fez voltar aos anos 80, da minha juventude, da Motovespa do Brasil, e das madrugadas ouvindo rock na Rádio Antena 1 no Corcel do meu pai".



Foi uma apresentação matadora de 40 minutos - talvez um pouco mais. Na sequência o DJ scooterboy China aumentou os volumes das pick-ups e colocou metade do salão na dança, alternando estilos, do Rocksteady ao Rockabilly clássico, do Ska Nacional ao Mod Inglês. Destaque aqui para a canção Scooterboys & Scootergirls, do conjunto japonês, Oi Skall Mates. Clássicas do Ira!, The Jam, Flogging Molly, trilhas sonoras e efeitos especiais...

Os mais atentos puderam contemplar nesse evento uma mini-exposição das fotografias reveladas e/ou registradas pelo amigo vespista Sergio Andrade. No balcão lateral do 'palco' havia seis fotografias, referentes ao IV São Anivespaulo, e ao SP em 2T (Ano 1). Fizemos correr pelo evento o álbum de fotos (também reveladas pelo Sergio) com diversos registros de eventos passados. Além disso tudo o nosso amigo fotógrafo trouxe algumas lembrancinhas para a Sede paulistana da Scooteria.

Apoio fotográfico: Sergio Andrade


Pelas 21h muitos amigos já haviam partido ou estavam de saída. Era uma noite de fim de um feriado prolongado, e já valeu ali todo o esforço e valorização de cada participante desse SP Scooterfest. E essa foi mais uma daquelas noites de Caos, a primeira chamada Scooterfest.

6 comentários:

Leo_Dueñas disse...

Caros amigos da S.P.,

É de partir o coração não poder estar presente numa celebração como esta, mas as obrigações da labuta e um feriado apenas para SP me impediram mais uma vez de confraternizar com esse grupo que só faz crescer.

Quero parabenizar especialmente a ideia de, além de preservar a fumaça azul das máquinas italianas, transmitir cultura e reforçar a identidade do que vocês propõem [e me apodero livremente da ideia] de scooterismo como movimento social.

Quero propor em primeira mão, para os próximos meses na estrada próximo do meio do caminho entre as duas metrópoles. Acho que a Rio Vespa já conseguiu amadurecer a ideia e vem chegando a hora, topam?

Saudações scooteristas,
Leo Dueñas

Scooteria Paulista disse...

FOTOS:

1 - André Baccarini
2,3,4,7,8,9 - Aurélio Martimbianco
5,6 - Nívea/Manero

Scooteria Paulista disse...

SALVE LEO MEU CAMARADA!!! TÁ LIGADO QUE DA NOSSA PARTE JÁ ESTAMOS NO GATILHO. VAMOS COMBINAR ISSO DIREITINHO. ACHO UMA DOBRADINHA DAS BOAS!!! NOS PRÓXIMOS DIAS ENTRAREMOS EM DETALHES PESSOALMENTE, E DIFUNDO AQUI PARA O GRUPO DEPOIS O CONCEITO DO RIO-SÃO PAULO. ALIÁS, PREVISÃO DE VINDA PRA TERRA DA GAROA NOVAMENTE?? ABRAÇO DA FUMAÇA!!!

Marcio Fidelis

Anônimo disse...

Oi amigos, voltei! Uma coisa que me chamou a atenção foi esse senhor de 82 anos, que ainda anda de Vespa. Fiquei até emocionado de ver essa homenagem de vocês ao nobre vovô. Também gostei muito da música tocada no ambiente, e também desses roqueiros dos Modulares. A energia e a música deles me lembrou o The Clash, e me fez voltar aos anos 80, da minha juventude, da Motovespa do Brasil, e das madrugadas ouvindo rock na Rádio Antena 1 no Corcel do meu pai.

*JONAS STRUTZ

Anônimo disse...

Isso foi uma festa bem feita!!!!

Anônimo disse...

Pois é, Jonas, eu tive o prazer de conhecer o sr. que ganhou o trofeu de veterano, e senti que desde os que pegaram pela primeira vez em uma scooter quanto os que já fazem isso por um tempo, todos estavam satisfeitos e se sentindo à vontade na festa... Foi isso, acho que tantos veteranos quantos iniciantes se sentem confortáveis porque o link é "scooterismo"... Muito legal tudo isso, M.!!!!


D.C.