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terça-feira, 17 de julho de 2012

Do Giro ao Encontro de Jaguariúna

Pelo terceiro ano consecutivo contemplamos e fomos contemplados com o belíssimo cartão postal de Jaguariúna: sua estação de trem. No último domingo de 15 de Julho nos reunimos lá em uma dúzia de motonetas, das cidades de Jaguariúna, Pedreira, São Paulo, Campinas, Osasco e Santo André.


Às 8h da manhã entrávamos na Rodovia Anhanguera, em 4 Vespas: Marcio Fidelis, Raphael Favero, Marcelo Santana e Senna. Fazia frio, e aquele sol de inverno. A princípio íamos para a Bandeirantes, mas por uma desinformação (ou conselho) de um amigo, preferimos não arriscar rodar mais do que o necessário para chegar lá. Abastecidos e calibrados, partimos mais uma vez rumo ao Circuito das Águas Paulista. Soa até estranho agora viajarmos em quatro ou cinco Vespas, pois nos acostumamos a andar com a tropa reunida. Mas o calendário está aquecido, o torna cada vez mais rotativa a presença dos nossos.


Nesse dia uma tragédia quase aconteceu. Passando o pedágio da região de Campinas, Favero sinalizou que o Senna havia ficado. Me virei por um segundo para me certificar da distância que estávamos para o Senna, e esse golpe de vista foi o suficiente para não perceber que o Marcelo havia feito o mesmo, mas diminuído rapidamente seu ritmo. Resultado: as Vespas se tocaram na pista a 75 km/h médios. Naquele momento me desequilibrei e já mirei o chão calculando o prejuízo. Todavia tive ali um livramento, e quando minha Vespa já ameaçava tombar na estrada, num golpe de reflexo bati a bota esquerda no chão, me jogando pro outro lado. Aí já foi mais fácil segurar o cavalo doido até pararmos no acostamento para recobrarmos a calma. Tudo estava bem com as nossas Vespas, comigo e com o Marcelo. E o Favero estava tão branco quanto a tua PX200. Fumei um cigarro, tiramos fotos, e trocamos algumas idéias sobre isso. Me veio à mente aquela expressão que virou nome de conjunto: é preciso pilotar "Premeditando o Breque". (Um fato como esse nos serve de pauta para otimizarmos o código entre pilotos na estrada). Outro dado que merece atenção é o risco que as motos Speed nos oferece na pista, até porque notamos que nos últimos meses tem aumentado consideravelmente o número de "competidores" nas rodovias, e elas colocam em risco a vida de qualquer pessoa que esteja sobre duas rodas. Isso é bem sério!!!


Dois quilômetros adiante nos encontramos com o Flavio no acostamento, na altura de Campinas conforme o combinado. Batemos um papo rápido e seguimos adiante até a Dom Pedro I num maravilhoso sol de inverno que naquele momento começava a aquecer. As 10h30 estacionamos nossas Vespas na ‘casinha’ das motonetas, reservada pelo José Roberto, no VIII Encontro dos Amigos do Carro Antigo de Jaguariúna. Puxamos duas motocicletas para trás e reorganizamos a coisa toda, de modo a expor em primeiro plano as guerreiras viajantes. 


Das PX200 os nomes: Raphael Favero, Marcelo Santana, Senna, Flavio, Ed Purga (vindo em carreira solo de São Roque) e um sujeito oculto que não lembro. Originale 150 era só a minha - Fidelis escrevendo aqui. Lambretta Standard havia duas, ambas do José Roberto. Uma Lambretta LD totalmente detonada estava lá para exposição e venda, trazida rebocada pelo Roberto Braga, que comprou de um sujeito que a trouxe do Chile, a LD fabricada na França em 1952. Havia também M3, LI, LD e Xispa. Na nossa frente estavam os stands do JR, do Roberto e da Tyta/Nenê. Portanto provavelmente aquele quadrilátero era o ponto mais legal de todo evento! Não demorou para encontrar o Uitamar, dessa vez sem motoneta, e sem o colete laranja da Hemig. Também o André com o DKW. Lá pelas 13h finalmente o Animal Taylor e a Josie, chegavam numa motocicleta para exposição/venda. Durante essas quatro horas colocamos alguns assuntos em dia, trocamos opiniões sobre projetos etc. José Roberto e eu conversamos sobre a agenda, a sobrecarga de acontecimentos, e a necessidade de otimizarmos o calendário para 2013, reavaliando a nossa participação em alguns eventos. 

Enfim, depois de muita prosa e algumas pernadas pelo Encontro, ligamos nossas Vespas e partimos, rumo ao sul do Estado, nas cinco máquinas que nos trouxeram pela manhã, também o Ed Purga. Seguimos na tocada suave dos 75km/h cortando o vento frio sob aquele céu de cor de chumbo. Só paramos para abastecer e colocar as blusas. A última seria para a despedida do Ed Purga que havia chegado na entrada para a sua rota mais curta até São Roque: a estrada por Cajamar. Alguns poucos quilômetros adiante o Favero entraria na rota para Osasco com festa, buzinas e acenos. Então antes das 18h a nossa viagem chegava ao fim. E depois de 280 kms rodados, que venha agora Minas Gerais (04 de Agosto).

3 comentários:

André Luiz Hornhardt disse...

É isso ai Fidelis, apenas uma correção o nome de minha filha e companheira de estrada é Heloisa, mas valeu pela lembrança!

Scooteria Paulista disse...

FOTOS:

1,2,3,4,5,7 - Marcio Fidelis
6 - Autor desconhecido

Scooteria Paulista disse...

Heloiiisa, tá corrido André. Obrigado a companhia da alegria... hehe

MF