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domingo, 29 de julho de 2012

Aluga-se Lambrettas: Poços de Caldas (MG, 1967)


Esse é o paulistano Lourival Correia quando jovem, em Poços de Caldas (MG) em 1967. Ele é o pai do nosso novo amigo do grupo, o paulistano Fernando Correia, que esteve conosco na reunião de sábado no bairro do Brás. Fernando compartilha conosco essa história do seu pai, e diz: "na verdade ele adorava viajar para Poços só para alugar Lambretta. Essa foto foi durante a Lua de Mel dos meus pais".

E esse registro vem a calhar com o nosso próximo giro. No sábado de 04 de Agosto partiremos de diversas cidades logo cedo rumo ao Poços Classic Car, para o batismo do Poços Scooter Club.

Será um fim de semana diferente. Confirme presença nesse evento com sua motoneta o quanto antes para garantir sua hospedagem free. Leia mais infos nesse post: PAULISTAS RUMO À MG.

sábado, 28 de julho de 2012

Vespaparazzi e Os Aventureiros do Sul Mineiro

No final de junho três scooteristas do grupo encararam um tiro longo bastante ousado, rumo a um grande encontro nacional de motociclistas, na cidade de Tirantes (MG), evento esse que (assim como outros da categoria) permanece à parte do calendário oficial da Scooteria Paulista - visto que nunca o calendário scooterístico do Estado foi tão abastado quanto o desse ano, obrigando-nos a selecionar e focar os trabalhos e as recreações. E devido ao alto grau de coragem dos amigos, nada mais justo do compartilharmos com vocês a história desses bravos das motonetas paulistas. Seus nomes: Walter Vespaparazzi, Marcelo Canto e Eduardo Tiburtino. 


Da viagem de WALTER VESPAPARAZZI

Da cidade de Jacareí o amigo Walter Vespaparazzi - justificando a todo momento o seu troféu SP em 2T 2012 (categoria Lifestyle) - partiu com seu motor de 200cc na Vespa M3 militarizada, a que apelido de "TAP 200". E conta abaixo: 


"Minha viagem rumo à Tiradentes começou no dia 28 de Junho de 2012, às 6h da manhã, com tanque cheio e a Vespa na estrada. Peguei a Rodovia Dom Pedro I e logo na cidade de Igaratá (30 kms longe de casa), no pedágio a Vespa parou. Depois de muitas pedaladas ela pegou, e uns 2 kms à frente ela parou novamente. Dei uma olhada na corrente elétrica e fui para o carburador. Conferi todos os giclês e fui para o filtro de gasolina. Então quando tirei o parafuso, a rosca veio junto. Tive aí que esperar o reboque, para me levar a um posto de combustível mais próximo. Lá arrumei um parafuso maior com um caminhoneiro que se dispôs a me ajudar, e deu certo! Ela pegou e não deu mais nenhum problema! A cada 100 kms de giro eu parava num posto para abastecer. Foram 9 horas de viagem, e quando cheguei em Tiradentes o motor fazia um barulho diferente... Tem história aí, ou melhor, uma moral da história.


Fotografei todos os dias do evento, convivendo com os motociclistas e difundindo o meu trabalho: Vespaparazzi Fotos. No domingo quando estava de retorno por outra estrada, a Vespa parou novamente, e com umas mexidas ali e acolá, ela pegou. Parei a uns 180 kms de Tiradentes. Sabia que a galera motociclista do Vale do Paraíba e do Rio de Janeiro iria passar por mim. Aí parei e fotografei até ao meio-dia na beira da pista. Então montei na guerreira e da-lhe fumaça na estrada. Abastecia a cada 100 kms de giro com gasolina Podium. Parei para o almoço em São Lourenço às 15h, e após o almoço segui viagem. Quando cheguei em Brasópolis apertei o ritmo enrolando o cabo pois queria chegar em casa antes do anoitecer. E finalmente cheguei em Jacareí às 18h30, com um barulho igual: batia tudo. Nos dias seguintes levei a Vespa no Sr.Mario, o nosso médico de Vespas aqui no Vale do Paraíba, e ele constatou que por eu ter usado a gasolina Podium, e ter usado-a sem descanso para o motor, fiquei com deficiência de lubrificação - a gasolina possui aditivos e detergentes, que diminui a eficácia do óleo 2 Tempos no motor. Mas a vespinha não me deixou na mão, ela é guerreira (!!). E aí vai meu toque: NÃO ABASTECER GASOLINA PODIUM EM MOTORES 2 TEMPOS.


E fica a dica aqui para quem quiser me acompanhar. Minha próxima viagem é para Penedo, no sul do Rio de Janeiro, nos dias 03, 04 e 05 de agosto. Esta eu conto depois...
Walter Mariano


Da Viagem de MARCELO CANTO e EDUARDO TIBURTINO

Espantei os meus amigos naquela roda de bar quando afirmei: "neste ano eu vou para Tiradentes de Lambretta". Ouvi: "você é louco etc etc...". Escutei muitas palavras desanimadoras, mas o espírito "lambreteiro" que me capturou pelos 17 anos falou mais alto, daí foi só alegria, repassei minha idéia aos meus parceiros Cristian, e (o guerreiro) Edu, que com sua Vespa M3 não menos firme e forte, topou fazer comigo essa viagem mais inacreditável que os motociclistas que estavam na estrada também a caminho do encontro de motos mais famoso do Brasil já viram. Quando cruzavam pelas estradas sinuosas e serradas do sul de Minas Gerais, buzinavam e acenavam, enchendo os nossos corações de alegria pelo perceptível reconhecimento da bravura dos "aventureiros do sul mineiro", como nos qualifiquei a partir de agora. Saímos de São Paulo no dia 28 de Junho e a nossa viagem foi bastante tranquila, feita num ritmo médio dos 65 km/h. Tivemos alguns minutos junto com o Walter Vespaparazzi, que trabalhava ali com as fotografias do evento. Depois não vimos mais o parceiro vespista.


Enfim, agradeço a você Fidelis que sempre está presente nestas atitudes, e aos antigos e novos amigos da Scooteria Paulista, que a cada dia vão se afinando no que a gente mais gosta: ver o chão passar abaixo de nossos pés, de preferência em cima de uma Lambretta ou uma Vespa.
Marcelo Canto

terça-feira, 24 de julho de 2012

SP-MG: Batismo do POÇOS SCOOTER CLUB


No sábado de 04 de Agosto partiremos na primeira luz do dia rumo ao sul de Minas Gerais. Será a nossa segunda viagem à Poços de Caldas, agora a convite da organização do V POÇOS CLASSIC CAR, que nos ofereceu a seguinte estrutura: exposição, hotel, jantar e café da manhã. Trata-se do batismo do primeiro clube contemporâneo de motonetas do Estado de MG: o POÇOS SCOOTER CLUB. 

Esse grande evento mobilizará proprietários de autos antigos, rockers, scooteristas e lojistas. A noite haverá um grande baile à moda antiga. E pela manhã um passeio de motonetas pela cidade. Voltaremos no almoço pra SP.

Esse roteiro pode ser alterado, assim como a arte acima, conforme evoluir o acabamento para impressão das faixas, e conforme a confirmação das scooteristas de outras cidades. Portanto os scooteristas, crews, clubes, proprietários etc, CONFIRMEM PRESENÇA o quanto antes puderem.

Roteiro central da expedição paulista: http://goo.gl/maps/A0xz


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Campanha Impressa em Novo Hamburgo (RS)


No último Expoclassic, que aconteceu em Novo Hamburgo (RS), os gaúchos se reuniram em mais de 40 motonetas, conforme nos contou o Sergio (Ophicina das Clássicas - Porto Alegre). Proprietários da região, veteranos da classe, mecânicos, motoneta de competição, Vespas viajantes internacionais, Lambrecar, a Lambretta LI do viajante internacional Danilo Lauxen e os grupos Confraria Vespa Motor Club e Motoneta Amigos Vesbretta, eles se reuniram nesse grande evento de exposição das frotas. E lá os confrades iniciaram a campanha impressa do encontro nacional de 2013: SP EM VESPA E LAMBRETTA 2013.

No Carnaval de 2013 em São Paulo e região.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

SP em Vespa e Lambretta 2013 (Pré-campanha)


Começamos então a pré-campanha do SP em Vespa e Lambretta 2013, o quarto encontro nacional de scooters clássicas, que acontecerá no próximo carnaval. Tudo está no ar e o projeto deve tomar corpo nos próximos meses, até que saia o cartaz e o conceito definitivo do evento. Esse aqui foi feito pelo vespista paulistano Caetano Sevilla, especialmente para a exposição das Vespas do Confraria Vespa Motor Club e amigos no Expoclassic, o grande encontro de autos antigos que acontecerá nesse final de semana em Novo Hamburgo (RS). Preparem-se para esse grande encontro nacional da classe!!!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Do Giro ao Encontro de Jaguariúna

Pelo terceiro ano consecutivo contemplamos e fomos contemplados com o belíssimo cartão postal de Jaguariúna: sua estação de trem. No último domingo de 15 de Julho nos reunimos lá em uma dúzia de motonetas, das cidades de Jaguariúna, Pedreira, São Paulo, Campinas, Osasco e Santo André.


Às 8h da manhã entrávamos na Rodovia Anhanguera, em 4 Vespas: Marcio Fidelis, Raphael Favero, Marcelo Santana e Senna. Fazia frio, e aquele sol de inverno. A princípio íamos para a Bandeirantes, mas por uma desinformação (ou conselho) de um amigo, preferimos não arriscar rodar mais do que o necessário para chegar lá. Abastecidos e calibrados, partimos mais uma vez rumo ao Circuito das Águas Paulista. Soa até estranho agora viajarmos em quatro ou cinco Vespas, pois nos acostumamos a andar com a tropa reunida. Mas o calendário está aquecido, o torna cada vez mais rotativa a presença dos nossos.


Nesse dia uma tragédia quase aconteceu. Passando o pedágio da região de Campinas, Favero sinalizou que o Senna havia ficado. Me virei por um segundo para me certificar da distância que estávamos para o Senna, e esse golpe de vista foi o suficiente para não perceber que o Marcelo havia feito o mesmo, mas diminuído rapidamente seu ritmo. Resultado: as Vespas se tocaram na pista a 75 km/h médios. Naquele momento me desequilibrei e já mirei o chão calculando o prejuízo. Todavia tive ali um livramento, e quando minha Vespa já ameaçava tombar na estrada, num golpe de reflexo bati a bota esquerda no chão, me jogando pro outro lado. Aí já foi mais fácil segurar o cavalo doido até pararmos no acostamento para recobrarmos a calma. Tudo estava bem com as nossas Vespas, comigo e com o Marcelo. E o Favero estava tão branco quanto a tua PX200. Fumei um cigarro, tiramos fotos, e trocamos algumas idéias sobre isso. Me veio à mente aquela expressão que virou nome de conjunto: é preciso pilotar "Premeditando o Breque". (Um fato como esse nos serve de pauta para otimizarmos o código entre pilotos na estrada). Outro dado que merece atenção é o risco que as motos Speed nos oferece na pista, até porque notamos que nos últimos meses tem aumentado consideravelmente o número de "competidores" nas rodovias, e elas colocam em risco a vida de qualquer pessoa que esteja sobre duas rodas. Isso é bem sério!!!


Dois quilômetros adiante nos encontramos com o Flavio no acostamento, na altura de Campinas conforme o combinado. Batemos um papo rápido e seguimos adiante até a Dom Pedro I num maravilhoso sol de inverno que naquele momento começava a aquecer. As 10h30 estacionamos nossas Vespas na ‘casinha’ das motonetas, reservada pelo José Roberto, no VIII Encontro dos Amigos do Carro Antigo de Jaguariúna. Puxamos duas motocicletas para trás e reorganizamos a coisa toda, de modo a expor em primeiro plano as guerreiras viajantes. 


Das PX200 os nomes: Raphael Favero, Marcelo Santana, Senna, Flavio, Ed Purga (vindo em carreira solo de São Roque) e um sujeito oculto que não lembro. Originale 150 era só a minha - Fidelis escrevendo aqui. Lambretta Standard havia duas, ambas do José Roberto. Uma Lambretta LD totalmente detonada estava lá para exposição e venda, trazida rebocada pelo Roberto Braga, que comprou de um sujeito que a trouxe do Chile, a LD fabricada na França em 1952. Havia também M3, LI, LD e Xispa. Na nossa frente estavam os stands do JR, do Roberto e da Tyta/Nenê. Portanto provavelmente aquele quadrilátero era o ponto mais legal de todo evento! Não demorou para encontrar o Uitamar, dessa vez sem motoneta, e sem o colete laranja da Hemig. Também o André com o DKW. Lá pelas 13h finalmente o Animal Taylor e a Josie, chegavam numa motocicleta para exposição/venda. Durante essas quatro horas colocamos alguns assuntos em dia, trocamos opiniões sobre projetos etc. José Roberto e eu conversamos sobre a agenda, a sobrecarga de acontecimentos, e a necessidade de otimizarmos o calendário para 2013, reavaliando a nossa participação em alguns eventos. 

Enfim, depois de muita prosa e algumas pernadas pelo Encontro, ligamos nossas Vespas e partimos, rumo ao sul do Estado, nas cinco máquinas que nos trouxeram pela manhã, também o Ed Purga. Seguimos na tocada suave dos 75km/h cortando o vento frio sob aquele céu de cor de chumbo. Só paramos para abastecer e colocar as blusas. A última seria para a despedida do Ed Purga que havia chegado na entrada para a sua rota mais curta até São Roque: a estrada por Cajamar. Alguns poucos quilômetros adiante o Favero entraria na rota para Osasco com festa, buzinas e acenos. Então antes das 18h a nossa viagem chegava ao fim. E depois de 280 kms rodados, que venha agora Minas Gerais (04 de Agosto).

domingo, 15 de julho de 2012

Do SP Scooterfest #1

O SP SCOOTERFEST é um evento diferente. O objetivo, que pode estranhar a alguns amigos, é aproximar a música da motoneta. Cultura scooter é também um pouco de história, de comportamento, literatura, fotografia, mecânica, arte, música, estilo. A cada dia algo avança um pouco mais. Nesse momento, muito por influência do parceiro Caos, e da Scooterboys, decidimos fazer festas, desligar as motos e aumentar o som. Para tanto inauguramos esse primeiro Scooterfest com um tema estreitamente ligado à cultura scooter mundial: o movimento Mod, ou trocando em graúdos: a Modern Culture - subcultura juvenil que nasceu nos subúrbios londrinos durante o final dos anos 50, e que perdura até os nossos dias. Abre as atividades o conjunto paulistano Modulares. 



Lambretta Standard no Caos
Tivemos nessa segunda-feira de 9 de Julho (feriado paulista aonde se homenageou os 80 Anos da Revolução Constitucionalista de 1932) a casa repleta de visitantes e uma faixada pomposa com 32 scooters clássicas (contabilizadas ao todo), além da Lambretta Standard D exposta na festa. O CAOS abriu antes das 17h, recebendo antes da hora marcada os primeiros vespistas. Aos poucos o pessoal chegava. Estiveram presentes scooteristas de São Paulo, São Bernardo do Campo, Taboão da Serra, Campinas e São Roque. Os casais do SRVC vieram de carro, eles: Ed Purga e Alaide, e o Nenê com a Tyta. Do ABC veio o Aurélio Martimbianco, trazendo sua outra PX200 guiada pelo seu velho amigo Alfinete. De Taboão da Serra chegava o Haine na sua PX luminosa, e o seu Artur na sua velha Lambretta LI. De Campinas veio o Flavio, estreando sua nova Star 4 (LML de 4 Tempos). E de São Paulo a frota montada com China/Leika, Fabio Much/Angel, Adriano Lemos, Gabriel Corazzin, Afonso Antunes, Raphael Favero, Luis de Castro, Andreas Triantaffylou, Carolina Louzinha, Nei/Tati, Senna, Reginaldo/Rose, Kavera, Hugo Frasa, Daniel Turiani/Gisele, Roberto Braga, Ciro Ernesto, Caetano Sevilla, Davilym Dourado, Felipe Favero, Leo Russo/Claudia inaugurando a Vespa Rally 200 adquirida recentemente, eu Fidelis, e os estreantes do grupo: André Baccarini, carioca que trouxe sua recém-restaurada PX200, e o Maneiro/Nívea, vindos de Osasco com a PX200 cinza, o novo brinquedo do casal. Sem motoneta vieram mais scooteristas provados: Koré/Cris, Tiago Braga, Luciana Silva, Sérgio Andrade, Jun Santos/Ceci, Alex Aparecido e família, Ado Moraes/Aline, Henrique Picceli e Rogê Senefonte, além de outros proprietários ou futuros proprietários, que ainda farão muita história conosco. Posso (e devo) ter esquecido de algum nome nesse momento, portanto esse post está sujeito a reparos. 


Os DJ's detonaram nessa estréia. Caetano Sevilla trouxe um set carregado de música negra, peso maior pra Soul Music. Tocou antes da banda e ambientou o espaço no volume médio. Ele sintetizou seu estilo em discotecagem com as canções: All Of My Life (Detroit Soul), I Never Knew (Eddie Foster), Get Ready (Ella Fitzgerald), Pitfall (Ronnie Savoy), Lies (Bobby Freeman)...

Às 19h30 eu, Fidelis, subi ao palco para apresentar e entregar os Certificados de Performance (SP em 2T, ano 2 da Scooteria) para os amigos que não puderam viajar para São José dos Campos no final de maio. Então contemplamos finalmente outro veterano da classe com o "Troféu SP em 2T" da categoria "Del Vecchio", o seu Luis de Castro. Um benemérito que vem tarde mas em tempo a um dos raros, que chega a 82 anos de vida dois-tempista. O seu Luis, conhecido dos antigos clientes da Free Willy, sempre presente nos giros São Paulo-Jundiaí, ele recentemente voltou, depois de um ano de pausa médica. E o mais do que merecido reconhecimento da classe finalmente lhe chegaria às mãos:


Às 20h então o conjunto Modulares tocou fogo no baile com seu Punk-Mod revivalista. Na mesa de som o Ado acertava as regulagens. E abertura, o tema Ignição, apresentou de imediato o que é e o que não é a banda. Nela e em diversas outras sentia-se o peso da cozinha entre a bateria do Barbosa e o contra-baixo do Roque em petardos urgentes como: "Noite, Ruas, Elegância e Rebeldia", "Fora de Controle". E a expressão máxima do conjunto (e do rock'n'roll), as guitarras, elas duelavam no palco entre riffs, acordes e solos explosivos, entre 'baladas' de amor frutrado como "Satélites", "Refém do Imprevisível", incluindo nessa categoria a poderosa versão de "Try And Stop Me", do velho conjunto inglês The Creation - banda inglesa dos anos 60 que preparou o guitarrista Ron Wood para mais tarde tomar o lugar do finado Mick Jones no Rolling Stones. Scooteristas se dividiam entre fotografar as motonetas e assistirem ao conjunto. Os amigos saíam e voltavam, e os mais atentos com o estilo do conjunto tiveram ali a oportunidade (ou mais uma dela) de assistir àquele que considero ser uma das cinco bandas mais importantes do rock independente brasileiro. Acabei de ler nos comentários sobre esse post (que havia publicado antes dessa revisão final do post), o comentário do Jonas Strutz, que disse: "A energia e a música deles me lembrou o The Clash, e me fez voltar aos anos 80, da minha juventude, da Motovespa do Brasil, e das madrugadas ouvindo rock na Rádio Antena 1 no Corcel do meu pai".



Foi uma apresentação matadora de 40 minutos - talvez um pouco mais. Na sequência o DJ scooterboy China aumentou os volumes das pick-ups e colocou metade do salão na dança, alternando estilos, do Rocksteady ao Rockabilly clássico, do Ska Nacional ao Mod Inglês. Destaque aqui para a canção Scooterboys & Scootergirls, do conjunto japonês, Oi Skall Mates. Clássicas do Ira!, The Jam, Flogging Molly, trilhas sonoras e efeitos especiais...

Os mais atentos puderam contemplar nesse evento uma mini-exposição das fotografias reveladas e/ou registradas pelo amigo vespista Sergio Andrade. No balcão lateral do 'palco' havia seis fotografias, referentes ao IV São Anivespaulo, e ao SP em 2T (Ano 1). Fizemos correr pelo evento o álbum de fotos (também reveladas pelo Sergio) com diversos registros de eventos passados. Além disso tudo o nosso amigo fotógrafo trouxe algumas lembrancinhas para a Sede paulistana da Scooteria.

Apoio fotográfico: Sergio Andrade


Pelas 21h muitos amigos já haviam partido ou estavam de saída. Era uma noite de fim de um feriado prolongado, e já valeu ali todo o esforço e valorização de cada participante desse SP Scooterfest. E essa foi mais uma daquelas noites de Caos, a primeira chamada Scooterfest.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Desafio de Motonetas (Parte 3 - Vídeo)



Aí está! O vídeo oficial do primeiro Desafio de Motonetas, promovido pelo Motonetas Clássicas Campinas  e amigos em 29.06.2012, no Kartódromo Internacional San Marino, na zona rural de Paulínia numa noite sem igual. Vídeo por Ale Poeta Soave.

terça-feira, 10 de julho de 2012

VIII Encontro dos Amigos do Carro Antigo de Jaguariúna


Nesse domingo nos encontraremos novamente, agora na cidade de Jaguariúna, pelo terceiro ano seguido. O encontro é de veículos antigos, e lá dentro o José Roberto reserva um espacinho especial para as nossas motonetas. Confirmada presença dos amigos de São Paulo, ABC, Taboão da Serra, São Roque, Campinas Pedreira... confirmem presença ( scooteriapaulista@gmail.com , ou pelas redes sociais) pois os grupos, duplas ou alguém sairá de alguma cidade próxima e poderá encontrar contigo pelo caminho. 

Saída de São Paulo, do Largo do Arouche, às 7h30 (são 135 kms até lá pela Rodovia dos Bandeirantes).
Encontraremos com amigos na altura de Campinas x Rod.Dom Pedro I.

Outras cidades a confirmar horários, pontos de concentração e rota...

SOMENTE SCOOTERS CLÁSSICAS NA CONCENTRAÇÃO DA CAPITAL!!!!
NÃO ME APAREÇA COM OUTRA COISA!!!

domingo, 8 de julho de 2012

The Charts - Lambrettas (SP SCOOTERFEST #1)


Referência Mod absoluta no Brasil, THE CHARTS foi uma banda que "deixamos" morrer. A corrosão do tempo urgente, o caos da cidade, os projetos paralelos de vida os espalhou pro meio da multidão de 11 milhões de habitantes de São Paulo. Mas pelo menos eles nos deixaram verdadeiras poesias em ritmo pulsante para o deleite dos apreciadores dos estilos Rhythm & Blues, Mod Revival, Garage-Punk e afins da Invasão Inglesa. Essa canção, "Lambrettas", é um daqueles petardos clássicos da juventude contemporânea e das ruas, a ser executada pelo DJ Caetano Sevilla no SP SCOOTERFEST (Especial 9 de Julho - 80 Anos da Revolução Constitucionalista de 32). Já o DJ e scooterboy China se voltará pros estilos Rocksteady, Ska e Rockabilly, pesando a mão também nos conjuntos nacionais. China tem mais de dez anos de profissão (Disc Jockey), e atualmente é residente no Caos e no Astronete, duas casas noturnas "rockeiras" da Rua Augusta.

Para comprar os CD's do THE CHARTS acesse o site da gravadora Question Mark Records.

SHOW: MODULARES
DJ's: China + Sevilla

Modulares: Pedro,Barbosa,Jun,Rafael
Além da exposição de rua das motonetas a grande atração da vez será o conjunto paulistano MODULARES. Voltados ao Mod Revival, linguagem instaurada na segunda metade dos anos 70 na Inglaterra, no contexto do punk nascente, e aplicada com rigor por eles em nossas terras, o Modulares é a reunião de experientes músicos do estilo, tendo entre eles o vespista Jun Santos, vocal e guitarra do quarteto. Vale bem a pena prestar atenção nas letras, e compreender a força da execução de suas canções no palco, coerente com o ritmo pulsante e agressivo da vida na cidade de São Paulo. Ouça aqui os MODULARES: www.myspace.com/modulares



A previsão da segunda-feira é de frio e sem chuvas durante o fim da tarde. Levaremos fotos reveladas (dos passeios e encontros) pelo fotógrafo do grupo Sergio Andrade, música boa, e a festança de uma tarde de inverno, tempo propício para o tema da vez. Para quem quer conhecer mais sobre essa fatia do universo das subculturas Mod e Scooter, recomendo a tradução do básico na Wikipedia, ou no site Mod Revival, etc. No primeiro scooterfest portanto a tônica está na linguagem dita aqui, nos próximos, outros temas musicais e estilos virão, e contamos com você, da mesma forma que amanhã contaremos com esses personagens do primeiro Scooterfest do Brasil. Esse é um evento que ocorre em diversos países, como recentemente aconteceu em Burgos, Espanha.

ATENÇÃO: Entregaremos nesse evento os últimos Certificados de Performance (Ano 2) para quem ainda não recebeu. E prestaremos nossa homenagem ao veterano Luis Castro, nosso integrante de 82 anos, que receberá o Troféu SP EM 2T (categoria Del Vecchio) diante de 'calouros' como nós. A sua participação nesse evento com motoneta te inclui no Certificado do próximo ano, e contabiliza 300 pontos (+ extras por antiguidades e deslocamento de sua casa até a R.Augusta). Portanto, prestigiem essa celebração do scooterismo pitoresco à moda antiga. Todos estão convidados, com motonetas ou não. Na frente da loja/bar Caos, as vagas serão reservadas somente para scooters clássicas. Entrada franca. Venda de bebidas em geral, e há cozinha no bar. 

SP SCOOTERFEST
Local: CAOS (R.Augusta, 584, Consolação, S.Paulo).
Data: 9 de Julho, das 17h às 20h30.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

SP SCOOTERFEST


No feriado de segunda-feira (9/7) tem SP SCOOTERFEST. Homenageando os 80 anos de Revolução Constitucionalista, o Caos, a Scooteria Paulista (agremiação de scooteristas clássicos de SP) e a Scooterboys (oficina de restaurações e crew de amigos) reúnem-se para mais um evento em conjunto. No final da tarde amantes de Lambrettas e Vespas enfileiram-se em frente ao bar, que tem discotecagem de membros do grupo: Caetano Sevilla & China. E também há show do quarteto Punk-Mod paulistano Modulares, inspirado nos anos 1960 e 1980 como The Yardbirds, The Jam, The Who, Ira!

Todos os scooteristas estão convidados a participar dessa festa. A tônica do evento está na exposição de rua das motonetas, na música do universo scooter inglês, irlandês, norte-americano, italiano e brasileiro. E na entrega do Troféu Del Vecchio e dos últimos Certificados de Performance (SP em 2T) referente ao Ano 2 da Scooteria Paulista.

Bar abre 17h, entrada grátis.
Rua Augusta, 584, Consolação, São Paulo.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Desafio de Motonetas (Parte 2 - A Corrida)

Então foi dada a largada: 27 voltas de braço e freio motor. Oito pilotos saíram do queimando borracha em busca da melhor posição para a primeira tangente à direita no fim da reta.



Kavera esticou, e o Flavio na sequência preservaria sua posição. Serginho Pasqualini surpreendeu a todos fazendo uma excelente largada com sua Lambretta Standard D, de 1958, subindo de quarto para terceiro lugar. Dário Gonzales patinou e perdeu duas posições com sua #13, cedendo seu posto ao Beto da #24, e caindo para quinto lugar, brigando na curva com Gustavo Delacorte na #74. Tatu e Rodrigo se mantiveram na retaguarda. A #88 de Carlos Murari não conseguiu entrar pra pista. Na hora "h" ela o deixou na mão. Daí em diante, só estando lá dentro mesmo para admirar o espetáculo. O pega esquentou, muitas latas rasparam o asfalto nas curvas e a disputa pelas primeiras posições foi ficando emocionante conforme a confiança dos competidores aumentava; tudo dentro do espírito esportivo e do bom senso. As faíscas no asfalto eram meio lúdicas naquela noite.

Enquanto o pega acontecia, o Ricardo Moreira (que havia subido de Campinas com sua Vespa PX200 para prestigiar o evento) me ajudava com a minha #55 quebrada. Ele tentou de tudo, tinha lá um cabo de embreagem, mas não era o caso. Sem chances. Do meio da pista, assisti aquele espetáculo ao lado do veterano Carlos Murari, que com o sorriso na orelha me contava um pouco das corridas que vivera entre cidades nos anos 60. Nos boxes, Leo Carradori se empenhou a maior parte do tempo para acertar o ponto do carburador, mas sua racer #56 não dava sinal de vida. E o pega seguia!! A disputa pelas primeiras posições era acirrada, sobretudo a que envolveu os corredores Flavio, Delacorte e Dário Gonzales. Na reta da largada levantei a placa anunciando as últimas dez voltas da corrida. Foi mais ou menos aí que Flavio viveu seu pior momento na noite. Num erro de manobra seu motor encostou no chão (ou na zebra) e o desequilibrou. Flavio corrigiu a manobra usando o pé, o freio e abrindo o traçado para "parte fria" da pista, caindo de segundo para quarto lugar, tendo a partir daí nenhuma chance individual de recuperação. 
Kavera dando uma volta nos retardatários Serginho e Tatu
Kaveira (66) voava baixo na ponta, e metia a terceira volta no retardatário, mantendo 50 segundos de vantagem para o segundo colocado. Nesse momento, da beira da pista sinalizei para que ele reduzisse seu ritmo, afim de evitar riscos desnecessários. E assim ele prosseguiu suave nas últimas nove voltas. Lá atrás a briga pelo segundo lugar era das boas: Gustavo (74) e Dário (13), disputavam em duas PX200 campineiras cada traçado, cada centímetro mais curto na pista. Serginho com sua Standard se manteve em quarto lugar por diversos momentos na corrida, mas abandonou a competição para não forçar demais seu xodó dos anos 50. O Beto já se mostrava bastante cansado. O mais fanfarrão de todos a cada volta passava beirando a "torcida" com algum gracejo ou gesto diferente, levando todos ao riso. Sua 24 recortada fazia uma boa corrida, mas ele mesmo fez questão de tirar a mão e seguir na brincadeira até o final. E enquanto Tatu seguia na última colocação com sua 01 - número improvisado à Lambretta que veio à corrida de última hora - sua filhinha Laís, se esperneava e chorava na grade, desapontada com a performance do pai. Tatu tentou de tudo, deitou na Lambra, deitou na curva, enrolou o cabo e esticou nas poucas retas, mas não deu. No final da prova a prova do esforço estava na lata do escapamento bastante ralado e quente. Levantei a placa sinalizando as últimas 02 voltas. Ao meu lado o Serginho Pasqualini dava risada do momento, uma curtição secreta e noturna em meio ao mato, com os brinquedos mais legais do mundo, coisa que não tem preço. E finalmente a corrida chegava ao minuto final. Muito honrado pelo momento glorioso, atravessei a pista para balançar a bandeira quadriculada. Vitória das Motonetas!! Os competidores e envolvidos não conseguiam tirar do rosto o enorme sorriso de satisfação pelo espetáculo vivido e assistido.

RESULTADO FINAL:

1. Gustavo Kavera - n.66
2. Gustavo Delacorte - n.74
3. Dário Gonzales - n.13
4. Flavio Barbie - n.88
5. Beto Mathias - n.24
6. Tatu Albertini - n.01

Não completaram a corrida:

-Serginho Pasqualini - n.57
-Rodrigo de Agostino - n.69
-Carlos Murari - n.88

Fidelis,Flavio,Gustavo,Sergio,Kavera,Tatu,Dário,Rodrigo,Beto e Murari

"O foda foi minha filha no final da corrida chorando desesperadamente, desconçolada pois o pai dela ficou em último lugar... tá meio de mal de mim até hoje. O mais legal das fotos é ver o sorriso gigante no rosto de cada um." (Tatu Albertini, Lambretta #01).

Tatu e sua 01 improvisada pra corrida, e Flavio e sua 88 Barb

"Obrigado mesmo pela organização do evento, eu que fico muito agradecido de poder participar desse evento e reanimar minha Lambretta depois de 4 anos esquecida em um canto, sem poder brincar com ninguém. Esse com certeza será só o começo de uma longa história que contaremos para nossos netos, que nem o Sr. Murari faz hoje. Temos também a certeza que tanto a minha Lambretta e a do Sr. Murari teve a mesma importância de todas as outras na corrida, pois todas são sobreviventes dessa época que a grande maioria daqui não participou." (Leo Carradori, Lambretta #56.


Leo e sua 56 que quase re-estreiou na categoria

"Hoje (01.Julho) um amigo meu me ligou falando que tinha lido a história da corrida no blog da Scooteria, que recebeu de um amigo... como curiosidade... muito legal. Pra mim a corrida foi emocionante, não sou de correr nas ruas, rodo de boa, mas na pista me subiu um negócio que é muito semelhante a andar de kart, sobe o sangue na cabeça por causa da adrenalina e você quer acelerar mais e mais... muito bom!!! A diferença do kart é que o kart qualquer um pilota, já a Vespa não é pra qualquer um, tem que ter a manha, senão é chão. Esse risco é o que faz ficar mais emocionante... Adorei a iniciativa, brincadeira muito boa, aconselho!" (Gustavo Kavera, Vespa #66).



"Minha família e eu fomos para um evento desconhecido... “corrida de lambretas?!?!”. Para uma agradável surpresa um evento ímpar, com famílias, motonetas, companheirismo e um gosto em comum. Finalizando, ganharam um adepto, e bem provável, um futuro “dono de lambreta!”. (Tuco Morelli, visitante de Cosmópolis, e que documentou o evento em vídeos).

Vitória de Gustavo Kavera e sua n.66

"Confesso que estou feliz, porque deu tudo certo (sob a batuta do Tatu) que sozinho agilizou tudo. O que você (Gustavo) presenciou ontem é um sonho antigo meu, e que agora percebo que está se tornando realidade... e um sonho que está contaminando muito mais gente. Sozinho não se faz quase nada. Na proxima eu to lá." (Ronaldo Topete, idealizador).

Rodrigo de Agostinho sua 69, atrás Kavera e Beto

"É muito difícil descrever o que foi participar do Desafio de Motonetas, ainda mais ter estado na pista com o ilustra Carlos Murari, um das lendas das antigas corridas de Lambretta. Minha Vespa estava quebrada na data e só pude participar graças ao Tatu, que me emprestou a Vespa dele e foi pra pista com a sua Lambretta. Acho que fui o primeiro a entrar para os minutos de reconhecimento da pista, tamanha ansiedade, e em poucas voltas já estava conseguindo tirar o máximo da motoneta. A última curva e a primeira eram as melhores na minha opinião, pois na maioria das vezes eu as fazia com o cabo enrolado e inclinando a motoneta, o que é uma delícia. Já as curvas internas eram mais técnicas e a cada volta exigiam um traçado diferente, visando procurar um que comprometesse menos a velocidade. Na classificação não fui tão bem, acabei largando apenas no sexto lugar e isso tornou a brincadeira ainda mais gostosa, pois pude disputar posições várias vezes, inclusive com um toque com uma Lambretta Standard, do Sergio Pasqualini. Felizmente, tanto eu quanto o colega da Standard nada sofremos, e nem as motonetas. Já nas voltas finais, mais disputa com o Flavio Barbie e com o Dário Gonzales, com quem disputei a segunda posição por, no mímimo, umas três voltas. Foi uma troca de posições intensa a cada curva, mas no fim eu recebi a bandeira quadriculada em segundo. Para não me alongar demais, posso dizer que o primeiro Desafio de Motonetas foi uma das coisas mais legais que já participei até então, e mal posso esperar para participar das demais corridas e construir minha “corredeira”. Tomara que muito mais gente se anime e participe dessa brincadeira, porque é bom demais!" (Gustavo Delacorte, Vespa #74).


Serginho e a 57 que surpreendeu a todos

Todos os envolvidos fizeram desse Desafio uma vitória só, e assim o pódio ficou pequeno. Não havia troféus, não havia recursos, mas a boa vontade do organizador em trazer aos competidores alguns patches. E naquela alta noite deixamos a roça com o maior orgulho do mundo, pois sabíamos que agora não tinha mais volta. Parabéns ao Tatu Albertini pela atitude e esforço em iniciar essas atividades, e parabéns aos competidores, que encararam esse caminho duvidoso e abriram as portas de uma nova brincadeira, provando a todos que dentro do bom senso, e do respeito mútuo, é possível brincar de competir em alto giro sem comprometer nada nem ninguém. E que venha o próximo, com mais adeptos e visitantes, e que seja sempre assim, divertido e contagiante.

Redação: Fidelis



domingo, 1 de julho de 2012

I Desafio de Motonetas (Parte 1 - Preparação e Grid)

Na última noite de sexta-feira aconteceu em Paulínia (a 20 kms de Campinas) o primeiro Desafio de Motonetas. Iniciativa de Tatu Albertini (Motonetas Clássicas Campinas) - tendo como mentor ideológico o conterrâneo Ronaldo Topete -, ele ansiosamente deu a partida nas competições amadoras de velocidade em scooters clássicas. E foi bom! Muito bom!


O briefing que estava marcado para as 20h30, começou às 21h. Os competidores foram chegando, ansiosos e preparados para a novidade que veio dar à roça. Algumas motonetas vieram rodando de suas cidades, foi o meu caso junto do Kavera, viajamos 220 kms ao todo. Foi o caso do Tatu, do Dário e do Gustavo, rodando da vizinha Campinas. E o Ricardo Moreira, que veio rodando, dessa vez para dar aquele apoio, sem intenções de competir. Rebocadas vieram também de Campinas os nomes: Flavio e Beto, trazendo duas PX corredeiras na Kombi da Cristaleria Araguarina, e o Rei de Jaú, a lenda Carlos Murari, um dos primeiros a chegar com sua Lambra campeã daqueles anos de ouro do scooterismo nacional. De Jundiaí o Serginho Pasqualini com sua Standard D e o Rodrigo de Agostinho. E de Atibaia, o Leo Carradori, trazendo outra racer de época, a LI do Peixinho, antigo competidor de Santos.


Foi repassado aos pilotos as regras e dicas básicas da competição (cuidados especiais, cores das bandeiras, respeito, atenção etc) e às 21h todos ligaram seus motores para os 20 minutos de reconhecimento de pista. Já nesse momento a minha #55 disparou a acelerar na entrada da pista, queimando rapidamente as embreagens; perdi a máquina logo cedo. A competidora dos tempos de ouro, Lambretta preparada de número #56, na hora "h" também não pegou grid. Com problemas no carburador, ela não saiu dos boxes, apesar de todo o esforço do Leo Carradori e amigos em fazê-la funcionar. Duas motonetas já estavam desclassificadas nesse momento. Depois de algumas voltas o Kavera apareceu no "box" e gentilmente, num gesto raro de amizade, me emprestou a sua #66. Depois de alguma relutância parti para a pista com ela, mas somente para a bateria de classificação (10 minutos de voltas), na promessa de conseguir uma boa colocação e honrar a moto. E foi assim: peguei a Pole e o Kavera largou na ponta. O fotógrafo Alessandro Soave abdava pela pista captando vídeos e fotos de toda a movimentação. À beira dela amigos e curiosos fazendo fotos com aparelhos celular e máquinas de bolso. A alegria era geral, e o primeiro Desafio de Motonetas estava lançado, e a "nova" geração de corredores se revelava.

GRID DE LARGADA

1. Gustavo Kavera (/pole por Fidelis) - n.66 (Vespa PX200)
2. Flavio Barbie - n.88 (Vespa PX200)
3. Dário Gonzales - n.13 (Vespa PX200)
4. Serginho Pasqualini - n.57 (Lambretta Standard D)
5. Beto - n.24 (Vespa PX200)
6. Gustavo Delacorte - n.74 (Vespa PX200 do Tatu)
7. Tatu Albertini - n.01 (Lambretta LI)
8. Carlos Murari - n.88 (Lambretta LI)
9. Rodrigo de Agostino - n.69 (Lambretta LD)

Sem classificação: Leo Carradori - n.56 (Lambretta LI)
Sem classificação: Marcio Fidelis - n.55 (Vespa Originale 150)

56 (Lambretta LI) do Leo, corredora do Peixinho nos anos 60
Box coletivo
Da bateria de classificação
Beto,Murari,Tatu e Rodrigo se preparam pra bateria classificatória
Gustavo Delacorte e Rodrigo de Agostinho: saindo da "meia-reta-oposta"
69 do Rodrigo Augustinho, sem sensor eletrônico da Lambretta, largou atrás
  
Flavio com 88 e Serginho na 57

Tatu fazendo o penúltimo tempo no placar
Fidelis à caça da Pole Position para o Kavera, fazendo fotos na pista
A notícia da Pole da 66

Amanhã postaremos notícias e impressões sobre os pilotos e corridas. Pedimos a todos informações, fotos e toda espécie de dados, para que possamos registrar e compartilhar esse acontecimento em sua realidade. Envie-nos infos para o próximo post sobre o primeiro Desafio de Motonetas no email: scooteriapaulista@gmail.com