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domingo, 3 de junho de 2012

SP EM 2T - Parte 3 (Encontro das Estradas Paulistas)

Manhã de sol de um outono gostoso. Nem frio nem calor. Motonetas a postos em 12 cidades. O projeto "rede" da Scooteria Paulista segue a mil, e dessa vez o rastro de fumaça passou por diversas estradas até chegar lá em São José dos Campos.


Saíram de Santos três dos nossos, subindo pela Mogi-Bertioga. De São Paulo e região metropolitana subimos em 21 motonetas. Do Circuito das Águas veio um parceiro e das Frutas oito. E foram sete cicerones do Vale do Paraíba. Em São Paulo passava das 8h da manhã quando ligamos os motores e seguimos pra Marginal Tietê. Quase na saída pra rodovia encontramos o Uitamar, Much e Isbú, que vieram do Jardim Primavera e de Mauá, direto pra Marginal. Tocamos suave até o começo da Ayrton Senna, aonde fizemos uma parada geral para abastecimento, calibragem e conversa geral, pois esse seria o único posto da pista por 60 kms. Pelo Nextel eu repassava a nossa posição para o Walter Vespaparazzi, que já nos aguardava na Rodovia Carvalho Pinto. E partimos em 24 motonetas e três carros de apoio: seu Antônio com família (mecânico geral e batedor atento), Koré e Cris Yummi (transporte de equipamentos e carona), e Alfredo na Pick up levando sua PX200 preta (retaguarda do comboio).

No primeiro dos três pedágios esticamos uma imponente fila que roubava as atenções gerais dos viajantes em carros populares e motocicletas japonesas. E eram muitas. Elas voavam baixo pela Ayrton Senna, nos preocupavam. Tais burgueses inconsequentes proprietários dessas extravagâncias se utilizam dessa rodovia para praticar moto-velocidade, e costumam pilotar ali na média dos 210 km/h. Muitos passaram tirando tinta dos carros e das nossas motonetas. Essa babaquice acontece em todos os finais de semana naquele mesmo lugar, sob as vistas da polícia rodoviária, a mesma que prendeu nesse dia uma Vespa de um casal de amigos quando chegávamos em Jacareí. O motor da PX do Marcelo Santana e da Valery travava a cada 15 kms. Pelo rádio o Isbú me contava dos fatos lá atrás.

O comboio se dividiu em três durante a viagem. Um dos fatores disso era a dinâmica de cada um. Conosco havia uma Lambretta LI amaciando o motor, a do Marcelo Canto. Na frente estava o Daniel com a Gi, e eu. Estiquei para encontrar o Vespaparazzi e o Eder. E o tempo estourou, três dos fatores: o atraso de meia hora na saída de São Paulo, a demora nos pedágios e a apreensão de uma Vespa. A concentração no centro da cidade acontecia a mais de uma hora quando os visitantes começaram a chegar. 



Rolava um certo orgulho de ver grande parte da frota ativa paulista naquelas ruas. De lá saíram os primeiros projetos da SP, ainda em 2010. Nesse dia fomos: Fidelis, Chico, Daniel Turiani/Gisele, Walter Vespaparazzi, Eder Luiz, Leonardo, Rosa Freitag, Artur Gildo, Pretinho/Ângela, Uitamar Bandeira, Aurélio Martimbianco, Senna, Alex Aparecido, Emerson Mestrinelli, Marcio Fernandes, Cavera, Marcelo Canto, Ricardo, Leonardo, Alfredo, Carlos Guerreiro, Maurício Casotti, Bleiner, o Gaúcho, Guilherme Murad, Laércio Rodrigues, José Roberto, Flavio, André, Gilberto, Carradori, Tatu, Reginaldo/Rose, Animal/Josie, China/Leika, Leo Russo/Claudia, Isbú/Érica, Fabio Much, Marcelo Santana/Valery, Delacorte, Luca Perucchi, Mário, seu Antônio e Koré/Cris. Os encontros de estradas são a nossa marca, o motivo pelo qual fazemos essas coisas.



Cerca de 45 scooters clássicas estavam lá, a maioria da casa. O Koré sacou do porta-malas o mini-painel que levei com uma foto de 1959, da primeira Gincana de Lambrettas de São José dos Campos, que aconteceu a 53 anos atrás ali mesmo na Praça Cônego Lima. Como a consegui? Nos foi doada pelo Museu de Esportes de São José dos Campos. A foto correu de mão e mão, e ali foi lançado o desafio: onde estaria o prédio da concessionária International? Um antigo morador do quarteirão da praça se lembrava, e nos apontou a loja Marabrás. Em nada se assemelha a arquitetura registrada na foto, mas a informação foi providencial para quem sabe, uma futura gincana pelo passado.


Eder Vespa, de Jacareí, pintou a nossa  faixa: "Scooteria Paulista, Dois Anos em 2 Tempos", que combinava com a bandeira do nosso Estado. Vespaparazzi tinha feito os bonés do nosso brasão, e dessa vez tínhamos adesivos e mais materiais para todos em mãos. O clima era dos melhores, rolava uma comunhão, e aquele sentimento de união da classe justificava outra vez todo o trabalho e dedicação dos nossos principais. A Scooteria parece estar no caminho certo.



Scooterismo é um estado de espírito, é um ser scooterista, é viver em respeito, é uma atitude scooterista. O tempo vai dizer. Nós sabemos quem somos. É sabido que o tempo peneira, filtra e separa depois de unir. Esses caras hoje sabem quem são, e amanhã saberão quem foram, e então sempre serão, ou não. A  gente continua...

(Marcio Fidelis, Parte 1 de 3. Continua...)

3 comentários:

Scooteria Paulista disse...

Fotos de Leika - 1,2,5,8 e 14.
Fotos de Marcio Fidelis - 3,4,6 e 9.
Foto de Érica/Isbú - 7
Fotos de Emerson Mestrinelli - 10,11,12 e 13.

Anônimo disse...

Incrível, gostei demais das fotos desse rolê

PJ Lammy

Anônimo disse...

Cara, que rodoviários sacanas man!
Prenderam a motoneta dos amigos...
Que canalhas!

Wolney K.