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segunda-feira, 25 de junho de 2012

Encontro de Motonetas em Piracicaba (Parte 2 - Os Comboios)

DA FRENTE METROPOLITANA

No domingo de 17 de Junho...

Saímos do Largo do Arouche às 7h30 rumo à Anhanguera. Na equipe os nomes: Daniel/Gisele, Aurélio, Reginaldo/Rose, R.Favero, Bola, Quadrado, Abelha, Kavera, Marcelo/Valery, Emerson, Senna, o seu Luis e eu, Fidelis. Total de 13 Vespas: onze PX200 e duas Originale 150, tiradas de suas garagens de São Paulo, Osasco, São Bernardo do Campo e de Santo André. No posto Shell da marginal da rodovia abastecemos, calibramos, enquanto o Daniel fazia reparos no seu carburador pois derramava gasolina... Repassei pro Uitamar a nossa posição e adiantei-lhe que nos tardaríamos mais do que o previsto. Avisei ao Tatu também pois ele e os campineiros nos aguardariam na pista às 8h30. Então ele, como ponta de lança da missão Piracicabense, partiu com o Flavio e cia (seu relato segue mais abaixo). 


Quando passávamos pelo Posto da Polícia Federal (perto de Jundiaí), o Reginaldo apontou para uma Vespa M3 parada ali. Era a premiada do SP em 2T (ano 1) do Eduardo Tiburtino. Era o Edu e o Marcelo Canto com problemas na Lambretta LI. Eles foram parados pela polícia para verificação de documentos, depois disso a LI não ligou mais, nem no tranco. Marcelo constatou a falta de faísca na vela - que ocasionalmente acendia. Avisei ao Aurélio e Favero que puxassem o restante do bando e nos esperassem no primeiro posto de combustível que encontrassem. Ali acabaria a aventura para Marcelo Canto, e para o Eduardo Tiburtino, que ficou em solidariedade. Na Anhanguera, no perímetro de Jundiaí, passou por nós o Anderson Ballet, passageiro num carro sedan. Esse Radar SP foi de ouro!


Três cores predominavam no cenário: o preto do asfalto, o azul do céu e o verde das folhas. De fato tivemos um outono chuvoso em SP, mais úmido do que o normal. Lembro que o Bola e o Quadrado passaram por mim e fizeram aquele sinal de satisfação pela viagem. O Aurélio captava dezenas de imagens ousadas com suas máquinas fotográficas, e a Rose sempre que passava sorria e batia uma foto. A Vespa do Daniel/Gi conseguia se manter no ritmo comum, depois das fuçadas e truques do "professor Pardal" Turiani Taino. O seu Luis seguia calmo e demonstrava felicidade, e isso já valia todo o fato, pois dois dias antes ele havia feito radioterapia, e se curando de um câncer, aos 82 anos de idade, ele continuava forte, pronto para receber em mãos no dia 9 de Julho o Troféu SP em 2T (Ano 2, categoria Del Vecchio). Marcelo Santana e Valery conosco outra vez. Um domingo em família. Enfim, essa foi a décima viagem que a frente metropolitana visitou o Circuito das Frutas, e foi o melhor de todos os climas de estrada. Houvera outros tão bons quanto, mas não tão duradouro, pois dessa vez foram 12 horas fora de casa, "convivendo em motoneta".


Favero, Sr.Ivan (Cezeta) e Kavera, em Piracicaba
Fizemos a última parada no KM 98 e então tocamos até a Rodovia Luis de Queiroz. Então eis que aparece no meio do comboio o Beto, mecânico campineiro com sua PX200 vermelha. Uma surpresa ali! A pista estreitava e já se notava o asfalto cicatrizado. Um caminho generoso que percorria os perímetros de Limeira e de Americana até Piracicaba. Chegamos as 11h30, quando encontramos o seu Ivan na frente do DER, ao lado de uma rara e rústica scooter Cezeta, datada de 1960. O motor Jawa de 2 Tempos afogava a toda vez que parava. E seguimos adiante pela cidade. Encontramos pelo caminho a turma do São Roque Vespa Clube, que tomavam uma gelada. Passava do meio-dia quando chegamos na Encontro. É um prazer chegar numa concentração assim, e pelo capacete identificar algum amigo numa prosa. Depois dos cumprimentos sugeri ao Tatu que puxássemos as motonetas para o gramado afim de separarmos nossas motonetas das outros motos e scooters genéricas, e também para contemplarmos mesmo aquele fundo maravilhoso das margens do rio. O André pensou o mesmo. Improvisamos a exposição, e nos acomodamos pelo parque.


O evento vocês já sabem como foi pois estavam lá ou leram o post anterior. A nossa volta pra capital/ABC foi suave, pelo menos para parte de nós. A turma dos Vespeiros partiram antes, com o Kavera, pois tinham compromissos e receios quanto à segurança de findar a missão em plena noite. E com razão. Então em 8 Vespas saímos de Piracicaba às 15h30 para a Rodovia dos Bandeirantes: Reginaldo/Rose, Fidelis, Aurélio, Daniel/Gisele, seu Luis, Senna, Marcelo/Valery e Emerson Mestrinelli. A temperatura baixava conforme o sol se despedia, com sua metade já no "centro da Terra", deixando o asfalto com aspecto espelhado. Fizemos três paradas até São Paulo. O motor do seu Luis travou quase que na região metropolitana. O tráfego era intenso e se tornava perigoso ali a noite. E para piorar a luz da sua lanterna havia queimado. Esperamos que esfriasse o motor e decidimos proteger sua retaguarda no caminho até a Marginal Tietê. Era 19h20 quando cheguei em casa, cansado, e outra vez gratificado pelas 12 horas de giro, agora com minhas primeira lembranças de Piracicaba.
Relato: Marcio Fidelis

DA FRENTE DO CIRCUITO DAS FRUTAS

Adriana e Tatu no asfalto de LI
Era 6h da manhã e o cérebro já estava desperto na cama. Logo mais tarde chega o Maurinho Highlander estreando sua MS branca no seu primeiro passeio de motonetas. Conversei com o Marcio Fidelis (pelo rádio) e descobrir que uma das motonetas que viriam da capital deu problema na pista e não poderia mais participar, e por esse motivo não conseguiríamos mais unir os dois comboios. Então com minha mulher na garupa, partimos para o ponto de encontroChegando no posto encontro Flavio Barbie, e em outro canto, o Chiquinho e esposa com sua Lambretta MS verde maravilha. O senhor Carlos Berner que foi mecânico e representante da Lambretta em Campinas com sua Burgman. Ele não foi conosco mas fez questão de prestigiar a nossa saída. Seu Paulinho e esposa com a CG do filho pois sua LI envenenada que está reformando inteira. Nardo, representante dos Lixo MC com sua 550 four. Seu Ailton na função de carro de apoio chegou logo atrás e lá pelas 8h30 saímos pela rodovia Anhanguera com destino a Americana pra encontrar o comboio de lá. 
Chegamos em Americana no ponto de encontro e logo na sequência chegaram encabeçados pelo Mestre Uitamar Bandeira,Cabeleira com sua Simonetta, dono de uma oficina de motos que cedeu um café da manhã para os Americanenses participantes do passeio. Uma dupla de senhores (que me falha a memória quanto aos seus nomes) em uma caminhonete com duas Jóias na garupa: uma Lambretta LD e uma Vespa Super azul, sendo que no passeio somente a Super desceu e rodou conosco. A LD desfilou na caminhonete. De lá o Uitamar e seu Ailton sairam na função de resgatar a "Tuk-Tuk", que seria uma das grandes atrações do evento.


Paulinho,Carlão,Chiquinho,namorada do Nardo,Nardo,Tatu,Laís,Barbie,Maurinho,Ailton,Carlos 

Scooter Kids: Laís e Clara
Chegamos no ponto de encontro e confesso que foi emocionante ver a quantidade de Vespistas e lambreteiros que estavam lá a nossa espera. Fomos muito bem recebidos, e foi lindo ver a cada minuto chegando mais e mais motonetas de diversas espécies e modelos com seu digníssimos donos. Porém uma notícia me entristeceu naquele momento: o nosso anfitrião, "Seu" Jair, que é um mecânico antigo de Lambrettas (e que ainda está na ativa), teve um problema de pressão e teve que ir para um hospital se cuidar. Durante a semana ele se empenhou em ligar para todos seus clientes e amigos, tamanho foi o seu empenho e preocupação para que tudo desse certo.  Mas graças a Deus e ao óleo 2T que ainda bomba forte naquele coração, ele apareceu depois na Rua do Porto, para nos dar a honra de sua presença. Logo na sequência presenciamos a chegada do casal de Limeira, os parceiros de São Roque, a Tyta e o Nenê com seu Gordini verde papinha. 


Turma de Campinas, Americana, Limeira e Piracicaba se reuniram cedo
Tentamos esperar o comboio paulistano, porém por comum acordo achamos melhor seguir o comboio ao destino e seu Ivan ficou no ponto de encontro com a bela e rara Cezeta do seu Jair a espera dos amigos da capital. Seguimos a caminho da Rua do Porto. Antes passamos pela antiga fábrica Boys, onde paramos um pouco no encontro mensal de carros antigos. De lá , depois do uitamar levar a criançada passear no Tuk Tuk, seguimos ao nosso destino.

Marmirolli, "Seu" Ivan, Tatu e "Seu" Jair
Chegando na Rua do Porto encostamos em um dos bolsões de estacionamento esperando o pessoal da capital que não demorou muito a chegar. E seguindo a idéia de Marcio Fidelis colocamos nossas preciosas motonetas em cima do gramado, e registramos nossa passagem pela rua do porto com cerca de 40 motonetas expostas, dentre elas a super rara Cezeta, uma scooter da Jawa, ali com seus pneus biscoito e escapamento duplo.

Durante o almoço cada um optou pelo restaurante que mais o agradava, e opções é o que não faltaram na rua do porto. Cada comboio saiu no horário de melhor agrado e infelizmente não conseguimos fazer uma saída conjunta de todos pois tinhamos que carregar a "Tuk-Tuk" na carreta, e o mais difícil foi conseguir tirar o Uitamar de dentro dela para poder carregá la, mas conseguimos. Por lá tambem passaram scooteristas sem a scooters, que foram para prestigiar o evento das cidades, eles de Tatuí e de Rio Claro. 




Gostaria de agradecer e parabenizar o esforço de todos os presentes, e principalmente do seu Jair, que mostrou o verdadeiro amor por uma máquina, onde fez e ainda faz toda sua vida voltada para a história das Lambrettas e Vespas, colocando às vezes até sua saúde de lado para realizar e prestigiar eventos maravilhosos como esse. Vejo tudo isso como um preparativo para o maior encontro de estradas que ocorrerá no nosso Estado no ano seguinte, quando contaremos com a presença de scooteristas de diversos cantos do Brasil. E cada cidade, com seus representantes unidos serão um braço forte da Scooteria Paulista para proprocionarmos passeios inesquecíveis para quem vier de tão longe encher nossos ares com essa fumaça de óleo 2T.
Relato: Tatu Albertini

DA FRENTE DE SÃO ROQUE

Às 7h45 saía de São Roque pilotando suas Vespas PX200 os nomes: Luiz, Hugo, Junião, Marcio, China e Ed Purga, seguidos por Nenê/Tyta no Gordini. Tomaram o caminho da Rodovia do Açúcar e chegaram antes das 10h, em 120 Kms de asfalto. Durante a rota a Vespa do Hugo teve problemas, e com ele ficaram o China, e o mecânico Nenê, e a Tyta, com ferramentas no carro para o caso de socorro. E foi esse o caso. Então chegaram mais tarde, a tempo de prestigiarem a melhor parte do evento. E sem mais intempéries, lá reuniu-se novamente parte dessa gigante tropa paulista de proprietários de motonetas e scooteristas clássicos. Tyta deixou algumas linhas no blog deles: saoroquevespaclube.blogspot.com

Um comentário:

Scooteria Paulista disse...

1,2,3,7 - Emerson Mestrinelli
4 - Aurélio Martimbianco
5 - Marcio Fidelis
6 - Rosemeire Moreira
8,9,10,11,12,13 - Adriana Frias
14 - Tyta Patricia