Últimas Imagens

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Violentas Emoções!!!


Alguém compartilhou essa imagem no mural do grupo virtual de discussões Motonetas Clássicas Campinas, no Facebook, acho que foi o Ronaldo Topete. De quem seria essas Lambrettas de número 89? Quem é o sujeito que está guiando a Lambretta envenenada?

Amanhã, sexta-feira 29 de junho, tem Desafio de Motonetas, no Kartódromo de Paulínia. Topete (Escuderia Chic) será o diretor de prova. E você já escolheu o seu número?

terça-feira, 26 de junho de 2012

Desafio de Motonetas em Paulínia


Nessa sexta-feira dia 29 de Junho, às 20h30, acontecerá em Paulínia o primeiro Desafio de Motonetas, no Kartódromo San Marino. Tatu Albertini e Ronaldo Topete (Motonetas Clássicas Campinas) convocam a classe para esse desafio em velocidade. Preparem suas motonetas! As regras ficam por conta deles, e as instruções aguardaremos até lá para informarmos ao leitor. Mas Topete avisa que esse é um desafio de teor moderado, que precisamos compreender a seriedade da condição de competidor em pista, e se puderemos, acessarmos agora as regras, código desportivo, bandeiras, prática em traçados etc...

Programação:
20h30 às 21h - Briefing sobre regras e dicas de pilotagem em prova.
Das 21h às 21h30 - reconhecimento do traçado e voltas de classificação.
21h30 às 22h - A corrida.

Inscrição: 70 Reais
Aluguel do Macacão de Corrida: 15 Reais

Saída de São Paulo - Loja Free Willy, às 18h (Rua General Osório, 687, República), para chegarmos lá às 20h. Saída de Campinas e outras cidades a confirmar.

Um pouco do que foi o primeiro teste entre o Tatu, Topete e Dário numa noite dessas:


PREPAREM SUAS MÁQUINAS!!!


29 de junho de 2012 - sexta
20:30h

Rua Armando Botasso,1200, – Betel | Paulínia-SP
Telefone: 19 3209-0910 / 9119-9895

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Encontro de Motonetas em Piracicaba (Parte 2 - Os Comboios)

DA FRENTE METROPOLITANA

No domingo de 17 de Junho...

Saímos do Largo do Arouche às 7h30 rumo à Anhanguera. Na equipe os nomes: Daniel/Gisele, Aurélio, Reginaldo/Rose, R.Favero, Bola, Quadrado, Abelha, Kavera, Marcelo/Valery, Emerson, Senna, o seu Luis e eu, Fidelis. Total de 13 Vespas: onze PX200 e duas Originale 150, tiradas de suas garagens de São Paulo, Osasco, São Bernardo do Campo e de Santo André. No posto Shell da marginal da rodovia abastecemos, calibramos, enquanto o Daniel fazia reparos no seu carburador pois derramava gasolina... Repassei pro Uitamar a nossa posição e adiantei-lhe que nos tardaríamos mais do que o previsto. Avisei ao Tatu também pois ele e os campineiros nos aguardariam na pista às 8h30. Então ele, como ponta de lança da missão Piracicabense, partiu com o Flavio e cia (seu relato segue mais abaixo). 


Quando passávamos pelo Posto da Polícia Federal (perto de Jundiaí), o Reginaldo apontou para uma Vespa M3 parada ali. Era a premiada do SP em 2T (ano 1) do Eduardo Tiburtino. Era o Edu e o Marcelo Canto com problemas na Lambretta LI. Eles foram parados pela polícia para verificação de documentos, depois disso a LI não ligou mais, nem no tranco. Marcelo constatou a falta de faísca na vela - que ocasionalmente acendia. Avisei ao Aurélio e Favero que puxassem o restante do bando e nos esperassem no primeiro posto de combustível que encontrassem. Ali acabaria a aventura para Marcelo Canto, e para o Eduardo Tiburtino, que ficou em solidariedade. Na Anhanguera, no perímetro de Jundiaí, passou por nós o Anderson Ballet, passageiro num carro sedan. Esse Radar SP foi de ouro!


Três cores predominavam no cenário: o preto do asfalto, o azul do céu e o verde das folhas. De fato tivemos um outono chuvoso em SP, mais úmido do que o normal. Lembro que o Bola e o Quadrado passaram por mim e fizeram aquele sinal de satisfação pela viagem. O Aurélio captava dezenas de imagens ousadas com suas máquinas fotográficas, e a Rose sempre que passava sorria e batia uma foto. A Vespa do Daniel/Gi conseguia se manter no ritmo comum, depois das fuçadas e truques do "professor Pardal" Turiani Taino. O seu Luis seguia calmo e demonstrava felicidade, e isso já valia todo o fato, pois dois dias antes ele havia feito radioterapia, e se curando de um câncer, aos 82 anos de idade, ele continuava forte, pronto para receber em mãos no dia 9 de Julho o Troféu SP em 2T (Ano 2, categoria Del Vecchio). Marcelo Santana e Valery conosco outra vez. Um domingo em família. Enfim, essa foi a décima viagem que a frente metropolitana visitou o Circuito das Frutas, e foi o melhor de todos os climas de estrada. Houvera outros tão bons quanto, mas não tão duradouro, pois dessa vez foram 12 horas fora de casa, "convivendo em motoneta".


Favero, Sr.Ivan (Cezeta) e Kavera, em Piracicaba
Fizemos a última parada no KM 98 e então tocamos até a Rodovia Luis de Queiroz. Então eis que aparece no meio do comboio o Beto, mecânico campineiro com sua PX200 vermelha. Uma surpresa ali! A pista estreitava e já se notava o asfalto cicatrizado. Um caminho generoso que percorria os perímetros de Limeira e de Americana até Piracicaba. Chegamos as 11h30, quando encontramos o seu Ivan na frente do DER, ao lado de uma rara e rústica scooter Cezeta, datada de 1960. O motor Jawa de 2 Tempos afogava a toda vez que parava. E seguimos adiante pela cidade. Encontramos pelo caminho a turma do São Roque Vespa Clube, que tomavam uma gelada. Passava do meio-dia quando chegamos na Encontro. É um prazer chegar numa concentração assim, e pelo capacete identificar algum amigo numa prosa. Depois dos cumprimentos sugeri ao Tatu que puxássemos as motonetas para o gramado afim de separarmos nossas motonetas das outros motos e scooters genéricas, e também para contemplarmos mesmo aquele fundo maravilhoso das margens do rio. O André pensou o mesmo. Improvisamos a exposição, e nos acomodamos pelo parque.


O evento vocês já sabem como foi pois estavam lá ou leram o post anterior. A nossa volta pra capital/ABC foi suave, pelo menos para parte de nós. A turma dos Vespeiros partiram antes, com o Kavera, pois tinham compromissos e receios quanto à segurança de findar a missão em plena noite. E com razão. Então em 8 Vespas saímos de Piracicaba às 15h30 para a Rodovia dos Bandeirantes: Reginaldo/Rose, Fidelis, Aurélio, Daniel/Gisele, seu Luis, Senna, Marcelo/Valery e Emerson Mestrinelli. A temperatura baixava conforme o sol se despedia, com sua metade já no "centro da Terra", deixando o asfalto com aspecto espelhado. Fizemos três paradas até São Paulo. O motor do seu Luis travou quase que na região metropolitana. O tráfego era intenso e se tornava perigoso ali a noite. E para piorar a luz da sua lanterna havia queimado. Esperamos que esfriasse o motor e decidimos proteger sua retaguarda no caminho até a Marginal Tietê. Era 19h20 quando cheguei em casa, cansado, e outra vez gratificado pelas 12 horas de giro, agora com minhas primeira lembranças de Piracicaba.
Relato: Marcio Fidelis

DA FRENTE DO CIRCUITO DAS FRUTAS

Adriana e Tatu no asfalto de LI
Era 6h da manhã e o cérebro já estava desperto na cama. Logo mais tarde chega o Maurinho Highlander estreando sua MS branca no seu primeiro passeio de motonetas. Conversei com o Marcio Fidelis (pelo rádio) e descobrir que uma das motonetas que viriam da capital deu problema na pista e não poderia mais participar, e por esse motivo não conseguiríamos mais unir os dois comboios. Então com minha mulher na garupa, partimos para o ponto de encontroChegando no posto encontro Flavio Barbie, e em outro canto, o Chiquinho e esposa com sua Lambretta MS verde maravilha. O senhor Carlos Berner que foi mecânico e representante da Lambretta em Campinas com sua Burgman. Ele não foi conosco mas fez questão de prestigiar a nossa saída. Seu Paulinho e esposa com a CG do filho pois sua LI envenenada que está reformando inteira. Nardo, representante dos Lixo MC com sua 550 four. Seu Ailton na função de carro de apoio chegou logo atrás e lá pelas 8h30 saímos pela rodovia Anhanguera com destino a Americana pra encontrar o comboio de lá. 
Chegamos em Americana no ponto de encontro e logo na sequência chegaram encabeçados pelo Mestre Uitamar Bandeira,Cabeleira com sua Simonetta, dono de uma oficina de motos que cedeu um café da manhã para os Americanenses participantes do passeio. Uma dupla de senhores (que me falha a memória quanto aos seus nomes) em uma caminhonete com duas Jóias na garupa: uma Lambretta LD e uma Vespa Super azul, sendo que no passeio somente a Super desceu e rodou conosco. A LD desfilou na caminhonete. De lá o Uitamar e seu Ailton sairam na função de resgatar a "Tuk-Tuk", que seria uma das grandes atrações do evento.


Paulinho,Carlão,Chiquinho,namorada do Nardo,Nardo,Tatu,Laís,Barbie,Maurinho,Ailton,Carlos 

Scooter Kids: Laís e Clara
Chegamos no ponto de encontro e confesso que foi emocionante ver a quantidade de Vespistas e lambreteiros que estavam lá a nossa espera. Fomos muito bem recebidos, e foi lindo ver a cada minuto chegando mais e mais motonetas de diversas espécies e modelos com seu digníssimos donos. Porém uma notícia me entristeceu naquele momento: o nosso anfitrião, "Seu" Jair, que é um mecânico antigo de Lambrettas (e que ainda está na ativa), teve um problema de pressão e teve que ir para um hospital se cuidar. Durante a semana ele se empenhou em ligar para todos seus clientes e amigos, tamanho foi o seu empenho e preocupação para que tudo desse certo.  Mas graças a Deus e ao óleo 2T que ainda bomba forte naquele coração, ele apareceu depois na Rua do Porto, para nos dar a honra de sua presença. Logo na sequência presenciamos a chegada do casal de Limeira, os parceiros de São Roque, a Tyta e o Nenê com seu Gordini verde papinha. 


Turma de Campinas, Americana, Limeira e Piracicaba se reuniram cedo
Tentamos esperar o comboio paulistano, porém por comum acordo achamos melhor seguir o comboio ao destino e seu Ivan ficou no ponto de encontro com a bela e rara Cezeta do seu Jair a espera dos amigos da capital. Seguimos a caminho da Rua do Porto. Antes passamos pela antiga fábrica Boys, onde paramos um pouco no encontro mensal de carros antigos. De lá , depois do uitamar levar a criançada passear no Tuk Tuk, seguimos ao nosso destino.

Marmirolli, "Seu" Ivan, Tatu e "Seu" Jair
Chegando na Rua do Porto encostamos em um dos bolsões de estacionamento esperando o pessoal da capital que não demorou muito a chegar. E seguindo a idéia de Marcio Fidelis colocamos nossas preciosas motonetas em cima do gramado, e registramos nossa passagem pela rua do porto com cerca de 40 motonetas expostas, dentre elas a super rara Cezeta, uma scooter da Jawa, ali com seus pneus biscoito e escapamento duplo.

Durante o almoço cada um optou pelo restaurante que mais o agradava, e opções é o que não faltaram na rua do porto. Cada comboio saiu no horário de melhor agrado e infelizmente não conseguimos fazer uma saída conjunta de todos pois tinhamos que carregar a "Tuk-Tuk" na carreta, e o mais difícil foi conseguir tirar o Uitamar de dentro dela para poder carregá la, mas conseguimos. Por lá tambem passaram scooteristas sem a scooters, que foram para prestigiar o evento das cidades, eles de Tatuí e de Rio Claro. 




Gostaria de agradecer e parabenizar o esforço de todos os presentes, e principalmente do seu Jair, que mostrou o verdadeiro amor por uma máquina, onde fez e ainda faz toda sua vida voltada para a história das Lambrettas e Vespas, colocando às vezes até sua saúde de lado para realizar e prestigiar eventos maravilhosos como esse. Vejo tudo isso como um preparativo para o maior encontro de estradas que ocorrerá no nosso Estado no ano seguinte, quando contaremos com a presença de scooteristas de diversos cantos do Brasil. E cada cidade, com seus representantes unidos serão um braço forte da Scooteria Paulista para proprocionarmos passeios inesquecíveis para quem vier de tão longe encher nossos ares com essa fumaça de óleo 2T.
Relato: Tatu Albertini

DA FRENTE DE SÃO ROQUE

Às 7h45 saía de São Roque pilotando suas Vespas PX200 os nomes: Luiz, Hugo, Junião, Marcio, China e Ed Purga, seguidos por Nenê/Tyta no Gordini. Tomaram o caminho da Rodovia do Açúcar e chegaram antes das 10h, em 120 Kms de asfalto. Durante a rota a Vespa do Hugo teve problemas, e com ele ficaram o China, e o mecânico Nenê, e a Tyta, com ferramentas no carro para o caso de socorro. E foi esse o caso. Então chegaram mais tarde, a tempo de prestigiarem a melhor parte do evento. E sem mais intempéries, lá reuniu-se novamente parte dessa gigante tropa paulista de proprietários de motonetas e scooteristas clássicos. Tyta deixou algumas linhas no blog deles: saoroquevespaclube.blogspot.com

sábado, 23 de junho de 2012

Vespaparazzi em Tiradentes (MG)


Na próxima quarta-feira dia 27 de junho o nosso amigo Walter Vespaparazzi fará uma viagem de 1000 kms (somando ida/volta) para o Bikefest, um gigantesco encontro de motocicletas na pequena Tiradentes (MG). Como muitos sabem, Walter é fotógrafo rodoviário e a sua Vespa M3 "TAP" é a sua identidade e localizador. Essas fotos são parte do seu ganha-pão, e se você estiver por perto dele ou da sua Vespa, é certo que uma foto sua estará no site dele. Walter Vespaparazzi sairá de Jacareí na manhã da quarta-feira e estará no evento até o domingo. Sua viagem será monitorada por nós em nosso Twitter, e na semana seguinte será contada por ele aqui no blog. Se alguém mais quiser acompanhá-lo em Vespa, ele convida. Vai pra cima Vespão!!!!!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Encontro de Motonetas em Piracicaba (Parte 1 - Encontro Geral)

Sinto, ou tenho impressão, de que os encontros de motonetas clássicas estão ganhando ares cada vez mais nobres. Jack Cavalari (Vesparaná Clube) já citou algo parecido em referência aos encontros nacionais, dito no documento sobre o Sta.Catarina em Lambretta e Vespa 2012. Mas certamente não são os recursos ou expedições para o País de Gales que estão trazendo nobreza à classe. É o espírito de um tempo que está em processo, e nós que estamos a todo vapor. No último domingo tivemos mais um daqueles encontros inesquecíveis, e dessa vez foi na beira de um dos rios mais famosos do Brasil. Não é o de Janeiro, nem o Grande do Sul! Trata-se no nosso Rio de Piracicaba, que tem como porta-voz o finado e eterno violeiro paulista Tião Carreiro, que um dia cantou: 

O Rio de Piracicaba
Vai jogar água pra fora 
Quando chegar a água 
Dos olhos de quem chora


Cezeta, da Tchecoslováquia para Piracicaba
Organizado por Tatu Albertini / Motonetas Clássicas Campinas (com apoio/parceria da Scooteria Paulista), o Encontro e Passeio de Motonetas em Piracicaba reuniu um contigente de 37 scooters clássicas e 01 triciclo Bajaj/Kasinski (algo como um Vespacar indiano de 4 Tempos), vindos das cidades de Piracicaba, Campinas, Limeira, Americana, Pedreira, São Bernardo do Campo, São Paulo, Osasco e São Roque. Das Vespas vi os modelos PX200, Originale 150, Super 150 e Super “200”. Das Lambrettas os modelos Standard D, LD, LI e MS. Da Bajaj um triciclo, e da Jawa uma Cezeta. Sim, essa scooter foi fabricada há cerca de cinquenta anos atrás na Tchecoslováquia. 

Em dez ou mais cidades o dia começava com os galos. E entre 7h e 8h da manhã praticamente todos já estavam com os motores babando óleo morno. Entre 10h e o meio-dia o encontro estava selado, pesado, expressivo, no Parque da Rua do Porto, sob um céu maravilhoso de um outono verde. Veteranos da cidade receberam com sorrisos e abraços os scooteristas das demais frentes, e a Rodovia Luiz de Queiróz se fez tapete nesse último domingo de 17 de Junho. Um dos veteranos de lá disse para outro: “olha aí que legal, tá vendo o que você fez?”. O outro era nada mais nada menos que o Sr.Jair, velho conhecido da cena antiga. 

Comemos bons pratos (a maioria servidos com peixes do rio), proseamos o quanto pudemos nessas quatro ou cinco horas de concentração, e conhecemos mais entusiastas e longevos da classe. Saldo mais que positivo, do jeito que a gente gosta esse encontro aconteceu. Com seu toque bagunceiro clássico o Uitamar trouxe a premiada (do SP em 2T) Super “Super” 200, e agora outra curiosidade que também roubou a cena: um triciclo da Bajaj, produzido no Brasil pela Kasinski, de motor 4 Tempos, com rodas de aro 8, estilo Ape, Vespacar. O detalhe disso foi que ele retirou o baú da carroceria, e forrou de adesivos aquele amarelo brasileiro. Já a Bajaj, ela é uma indústria indiana que produz motonetas desde os anos 70, sempre fazendo referência (ou copiando na cara dura mesmo) as Vespas da italiana indústria Piaggio. Há muitas scooters Bajaj’s de motor 2 Tempos no Brasil, e elas foram trazidas durante os anos 90. Todavia nesse caso do triciclo de 4 Tempos, a Bajaj acertou a mão em modernizar o seu modelo sem perder a ternura do clássico. Lá em Piracicaba, para alguns ela foi a marca maior do evento, para outros uma grande novidade, e para a criançada, um brinquedo de verdade. E enquanto ela divertia muita gente, alguém ligava uma PX200 de lá, uma Standard D daqui, e uma Super “200” divertia os adultos que passavam por perto. 


Era uma extensão linda de se admirar, aquelas dezenas de motonetas emparelhadas em cima do gramado, e na ponta dessa falange uma rara Cezeta, com aquele canhão de luz no para-lamas mais parecia um foguete apontando para a rua. É o xodó do Sr.Jair, que havia saído do hospital direto para esse evento. Já a motoneta tinha sido trazida pelo outro veterano local, o Sr.Ivan, que a conduzia pela cidade na média esfumaçante dos 50 km/h.


De Lambretta André estava lá. Até então havia encarado conosco somente tiros longos, e dessa vez ele se apresentava mais descansado da viagem. Limeira é do lado. E a LI do Tatu também, aquela mesmo que encarou o percurso de Curitiba até Blumenau num incrível giro de 80km/hora médios. E a própria PX200 do Flavio, que já passou por quatro Estados brasileiros sem respirar. A PX200 do casal Reginaldo e Rose, testemunha ocular dos giros da classe desde os tempos do finado 'Seu' Amador. E também a do mecânico campineiro Beto da Vespolândia, que reforça a promessa de fazer um evento em sua cidade dentro de um buraco heheheh... As PX200 dos Vespeiros, da Vila Guilherme da capital, que a poucas semanas reativaram a crew. As PX200 do São Roque Vespa Clube que tomaram a rota da Rodovia do Açúcar até lá; minha Originale 150 (do Fidelis), com o velocímetro quebrado de tanto rodar no sol, de São Paulo, das Dutra, de Buenos Aires... Emerson com sua PX200 ainda com o cartaz adesivado do Curitiba em Vespa 2010 colado no escudo. E a PX200 laranja do Aurélio, que era o mais longe visitante do evento: de São Bernardo do Campo. E diversos outros lambretistas e vespistas que nesse momento de correria cotidiana me fogem à mente estavam lá. 


Fiquei lá por três horas, o que foi pouco tempo para conhecer de fato a todos os presentes no evento, alguns biografados pelo próprio organizador Tatu Albertini, e com fidelidade aos méritos que esses caras há anos mereciam. E é isso o que a Scooteria Paulista preza: a sua biografia em scooter clássica. Atitude é tudo, sem ela você é só mais um ser humano que nasce, cresce, prospera (ou não) e morre. Passado o evento todos chegaram bem em suas casas, motonetas e proprietários. Gratidões ao Tatu Albertini / Motonetas Clássicas Campinas pelo empenho na organização de um encontro maravilhoso para uma cidade que a sei lá quantos anos merecia.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Vespa do Luca Foi Roubada na Itália - Vespa Primavera Rubato In Crema


Nostro amico Luca aveva sua Vespa Primavera bianca (CR 51940) rubato in Crema. Amici d'Italia, eventuali informazioni contattare la polizia.





No último domingo dia 19 de Junho recebemos a triste notícia vinda de Crema, norte da Itália de que a Vespa Primavera 125 do nosso amigo (membro da SP em Santos) Luca Perucchi foi furtada na garagem de sua casa. Luca está por lá a procura do seu xodó, e se alguém na Itália identificá-la em algum canto, escreva pra gente no email, pro Luca em seu Facebook ou ligue pra polícia italiana. Ele tem essa Vespa desde que era zero KM, e tinha viajado na última quinta-feira de Santos (SP - Brasil) para Crema (IT) para rever familiares, sua Vespa e representar a Scooteria com ela em possíveis giros regionais. Abaixo o pedido do Luca:



"Ciao vespisti, questa notte hanno rubato la mia Vespa 125 Primavera del 1975 dalla mia cantina. Targa: CR 51940; per favore aiutatmi a trovarla crazie. Io sono di Pandino ma abito a Santos in Brasile (SP) e faccio parte dei vespisti brasiliani con un px 200 del 1986 Scooteria Paulista
Ora sono in vacanza nellamia casa di Crema (CR), sperando ni buone notizie un saluto a tutti." (Luca Perucchi)

domingo, 17 de junho de 2012

Pega de Lambrettas em Piracicaba


Em novembro de 2010 aconteceu no ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo) um duelo improvisado entre uma Lambretta LI e uma Standard D, ambas restauradas. E o modelo cinquentão venceu a "prova de arrancada", como conta o vídeo acima.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O Rio de Piracicaba Vai Jogar Água Pra Fora

Essa foto é da primeira metade dos anos 60, se passou em Piracicaba e nos foi autorizada pelo radialista e jornalista João Nassif, um entusiasta das memórias da bela cidadela e que mantém no ar um blog bem legal, o Blog do Nassif. Na foto estão uma Lambretta LI e os filhos do Lemão, que em entrevista ao jornalista conta:


Nassif - Há uma característica muito marcante e simpática que era o meio de transporte utilizado pelo senhor durante um período...

A Lambretta foi o primeiro carro da família, adquiri-a em Americana, no Nardini, ela era cor creme, ano 1962. Nunca tive um impacto ou emoção tão grande com nenhum outro veiculo que adquiri mais tarde. Eu nunca tinha andado de motocicleta, o primeiro passeio foi certamente em volta do quarteirão.

Nassif - Qual foi a reação da sua esposa?

Ficou assustada com as prestações. Para pegar um dinheirinho a mais e pelo fato de ter a Lambretta ,fui cobrador da Casa Periañes. No dia em que o Comurba caiu, eu estava seguindo para o centro e pelo trajeto regular deveria passar ao lado do prédio. Parei para abastecer em um posto de gasolina quando ocorreu a queda. Dirigi-me até lá e vi a nuvem de poeira que ainda pairava no ar, assim como o desespero de quem estava acorrendo ao local. 

Nassif - Quantas pessoas da família eram transportadas pela Lambretta?

Eu pilotando, a Marisa sentada no pneu atrás, meu filho Amadeu em pé, e o Jonas entre eu e minha esposa, totalizando cinco pessoas! Jonas, Marisa, Amadeu filhos que com Cidinha e Lemão circulavam nessa possante Lambretta.

E conta Nassif: "Presenciei por muitas vezes Lemão e Cidinha fazendo o trajeto cotidiano juntamente com os filhos Jonas, Marisa, Amadeu A Marisa, hoje catedrática da USP ia em pé no estribo, Lemão pilotando, o filho menor entre o pai e a mãe, Dona Cidinha que ia no banco de tráz e outro filho ia sentado sobre o pneu. Iam em 5 pessoas, sem capacete, já que na época nem se falava nisso."

E NESSE DOMINGO DE 17 DE JUNHO O RIO DE PIRACICABA VAI JOGAR ÁGUA PRA FORA COM O ENCONTRO E PASSEIO DE MOTONETAS NA CIDADE. SAÍDAS DE CAMPINAS, LIMEIRA, AMERICANA, SÃO ROQUE, RIO CLARO E SÃO PAULO/TABOÃO/ABC CONFIRMADAS...

terça-feira, 12 de junho de 2012

Encontro e Passeio de Motonetas em Piracicaba


Nesse domingo de 17 de Junho a cidade de Piracicaba vai receber proprietários de Vespas, Lambrettas, Bajaj's e Cezeta. Isso mesmo! Rola forte a expectativa da participação de uma scooter Tcheca do final dos anos 50 rodando, uma Cezeta. Além disso, seremos recebidos por um antigo mecânico de motonetas da cidade, o sr. Jair, que estará nos aguardando às 10h da manhã no DER da Rodovia Luiz de Queiroz

O Tatu Albertini / Motonetas Clássicas Campinas organizam a saída de Campinas às 8h, no KM 98 (Posto Garcia). Não tem erro! Seu fone e rádio (Nextel) está no cartaz acima, e ele pede a todos que confirmem presença na página do Facebook, clique AQUI.

Presenças confirmadas dos amigos de Piracicaba, Campinas, São Paulo, Americana, Limeira, ABC, Rio Claro, Santo André, São Roque, Taboão da Serra e outras mais a confirmar.

De São Paulo a saída será no Largo do Arouche às 7h da manhã em ponto. 
Quem chegar atrasado siga direto pra Rodovia Anhanguera com o cabo enrolado e nos alcance, ou ligue pro Fidelis no: 11 5497-8344 ou Rádio Nextel: 112*57195.

sábado, 9 de junho de 2012

Três Aventureiros e a Scooteria

Notícias sobre aventureiros que largam tudo pra trás e partem para algum lugar longínquo na Terra do Nunca são recorrentes. Mas numa scooter clássica nem tanto. Agora, uma história como essas é daquelas raras e lendárias, e aconteceu com eles. Os personagens são os visitantes internacionais: Juan Montoya no seu projeto sul-americano, Ilario Lavarra e seu projeto América de cabo a rabo, e Sean Jordan e sua ousada volta pelo planeta. Nós, a Scooteria Paulista, nós fomos coadjuvantes, testemunhas, ou personagens de passagem desse enredo em 2 Tempos. Num período de seis meses recebemos em nossas casas (em meses diferentes) os aventureiros de três países: Colômbia, Itália, Sérvia (nascido no Canadá). Eles saíram em Vespa de lugares distintos do planeta, tiveram seus dias conosco, e um dia se encontrariam na Colômbia.



JUAN MONTOYA – Projeto: Sur Sueño Vespa

Juan Montoya na Colômbia
Naqueles meses da fundação da Scooteria Paulista aqui, o colombiano Juan Motoya saía lá de Medellin com sua Vespa PX150 rumo a uma aventura pela América do Sul. Seu projeto foi batizado de Sur Sueño Vespa. Tomei conhecimento dela navegando pela internet e quando Juan estava no Equador convidei-o a participar do Curitiba em Vespa 2010, o encontro nacional de motonetas, e ele disse “sim”. Passaram-se os meses, até que no final de agosto recebo sua mensagem dizendo que estava deixando Buenos Aires a caminho de Curitiba. À distância procurei monitorá-lo, indicando rotas, pesquisando por alojamento, difundindo a sua aventura, para finalmente conhecê-lo no evento no Paraná. Na metade de setembro então ele subiu para São Paulo, e foi quando o trouxe para a Scooterboys, aonde ele se sentiu em casa. Juan passou um mês por aqui, curtiu o festival SWU, voltou, bebeu todas, quase nunca tomou banho, tomou chuva na terra da garoa, tirou racha na Radial Leste, foi bastante auxiliado pelo China, e deixou nossas terras quando só lhe restava três semanas de “permisso turístico” no Brasil. Então ele partiu às pressas, visitando nesse tempo o Confraria Rio Vespa Clube, e cortando o Brasil pelo meio até a Amazônia - lá conheceu um casal de amigos nossos - de onde tomou o barco até a Venezuela. Juan chegou bem na Colômbia, depois de quase 11 meses de giro, e escreveu-nos contando do seu sucesso, cansaço, impressões e declarações de amizade. Da Scooteria ele conheceu os seguintes meliantes: Fidelis, Uitamar, seu Artur, Emerson, Marmirolli, Lovercy, China, Much, Lincoln, Andreas, Isbú, Rogê, e talvez mais alguém que agora tenha me fugido à mente. O colombiano continua suas atividades culturais ligadas ao rock’n’roll em Medellin, é fã número 1 do Rage Against The Machine e membro do Vespa Club Medellin.

Uitamar,Tiago,Fabio,China,Andreas,Juan,Fidelis em S.Paulo

Juan Montoya em Iquique, Chile


ILÁRIO LAVARRA – Projeto: Vespanda

Ilario e "La Vespa Corazzata" no Grand Canyon, Arizona, EUA
Logo após a partida de Juan, o italiano milanês Ilário Lavarra pela internet se apresentou e disse que estava no México realizando uma viagem pelo continente americano, e que gostaria de conhecer a Scooteria Paulista. Ilario viajava com GPS e celular, e apesar de ser de outro continente aparentava ter bastante experiência em viagens desse porte, e não por menos: já havia percorrido em Vespa quase toda a Europa. Aconselhei que visitasse Paraty na descida do nordeste e que de lá fosse para São José dos Campos, aonde eu vivia e trabalhava. No dia 3 de janeiro de 2011 nos encontramos enfim, na Rod.Presidente Dutra, eu com minha Originale 150 e ele com sua Vespa Sprint de 1970 - motor de PX adaptado - e uma pilha de mochilas e engenhocas fundamentais para uma viagem de 82.000 kms do Alasca à Patagônia - descida pelo Atlântico, e subida pelo Pacífico. Passamos uma tarde na zona sul da cidade, na companhia do Paulo, (mecânico que consertava a Lambretta LI) do Danilo Lauxen, integrante do Confraria Vespa Motor Clube (RS), e que voltava rodando de Copacabana (RJ). Nessa tarde realizamos um giro na garoa, almoçamos e batemos um papo até as 17h, quando Ilario tomou o caminho para Registro (SP), aonde pernoitaria. Dentre os assuntos mais gerais falei pra ele do Juan Montoya, que havia chegado em casa a apenas duas semanas. Eles manteriam contato depois disso, como escreveu Juan mais abaixo. Ilário que é vespista radical (e defende exclusivamente a Vespa como se fosse seu A.C.Milan) estranhou que os brasileiros chamam a Vespa de "lambreta". Danilo e eu explicamos a ele que foi o apelido que as scooters receberam no Brasil na época, que o brasileiro tirou um "T" e fez da marca um apelido...
Todavia recentemente Ilario me escreveu dizendo do seu orgulho em ter feito essa viagem com o badge da Lambreneuza que lhe dei rebitado na sua Vespa (da edição brasileira da Lambretta LI feita em homenagem ao time titular do Brasil na final da Copa de 1958). Ilario é apaixonado por futebol, torce para o Milan e é membro do Tigelle Meccaniche Scooter Club (Modena, IT). Abaixo um vídeo dele de Vespa na Estrada da Morte, na Bolívia:


Fidelis, Danilo, Paulo e Ilario em S.José dos Campos

Leia sobre o dia de Ilario Lavarra conosco, clique AQUI


SEAN JORDAN – Projeto: Vespa 360

"Hamburglar" embarcando na Malásia rumo ao Brasil
No mesmo momento o canadense Sean Jordan dava uma voltinha pelo mundo, que começara na metade de 2010 e iria até o final de 2011. Depois de viajar por 21 países, do leste europeu e da ásia, ele entrou em contato conosco (quando saía da Malásia), indicado pelo italiano Ilario. Sean saíra da Sérvia (aonde vivia), e seu objetivo de visitar 40 países de 4 continentes incluía o Brasil. Na ocasião pediu apoio pra Scooteria, então entramos em ação. A princípio avaliamos os valores das peças que pedira para reparos em sua PX200 alemã,  indicando também o Leo e o CRVC para recebê-lo no Rio de Janeiro, aonde sua Vespa desembarcaria. Semanas depois deixei meu emprego em São José para encontrá-lo em São Sebastião, litoral norte de SP, e dali em diante ele viveu oito dias de Scooteria Paulista, o último deles sendo o aniversário de 1 ano da SP. No primeiro dia rodamos pela costa até Santos aonde nos reunimos com o Lucca, Mario e Gustavo. Então subimos a Rod.Anchieta e vivemos dias e noites de diversão com a tropa da SP. Em todos os dias ele fora amparado por algum de nós, afim de preveni-lo dos afamados riscos que os gringos potencialmente sofrem no Brasil - e que o gringo já havia sofrido no RJ. Em São Paulo pernoitou na Scooterboys e no apartamento do Afonso, consertou sua Vespa na Free Willy, e rodou pelos quatro cantos da cidade conosco, conhecendo a outra parte do Grupo: China, Much, Isbú, Oliver, Rogê, Koré, Adriano, Afonso, Luciana, Braga, Carol, Reginaldo/Rose, Pretinho, Picelli, M.Canto e Edu Tiburtino. Nisso o Ilario Lavarra já estava no Chile. Então Sean seguiu viagem rumo ao sul, aonde se encontraria com o Curitiba Scooter Club (atual Vesparaná Clube) e com o CVMC em Dois Irmãos, que também ajudaram o canadense em reparos e dicas para a viagem. Durante esses dias que estivera conosco em SP, me tornei o tradutor dos assuntos gerais - o detalhe é que meu inglês é terrível, sem concordância e procuro por sinônimos, gestos e ajuda alheia para definir um patamar de comunicação. E todos nos entendemos muito bem, sobretudo quando o assunto foi Vespa e cultura geral, com muita cerveja e cigarros, do jeito que esse gringo gosta. Na ocasião entendi que Sean não era membro oficial de nenhum clube na Sérvia, todavia sua bandeira local é a do Vespa Club Beograd. Sua viagem consumiria cerca de 80 mil dólares seus, porém naquele momento ela inspirava seu pai John Jordan a comprar e pilotar uma PX meses depois ao seu lado (de Ontario, no Canadá, até Nova Iorque, aonde tomaria o vôo de volta pra Europa). Sean voltou a viver na Sérvia, de onde considera escrever um livro sobre esse projeto solo. A chegada da sua "Vespa Hamburglar" - apelido - até o Museu foi tão aguardada quanto divulgada pela própria Piaggio, assista no vídeo abaixo. (Detalhe para a presença dos brasileiros de RJ, SC e RS nos agradecimentos do vídeo, e lá estamos nessa rota: Marcio Fidelis, ao Mr. China of São Paulo, Scooteria Paulista e Scooterboys São Paulo, Rosito (SC), Fabio e CVMC, Leo Dueñas e CRVC, Curitiba SC etc)...


Fidelis, Sean e Gustavo em...

Leia sobre os dias de Sean Jordan conosco em:


OS TRÊS SE ENCONTRAM EM MEDELLIN

Então vem o apogeu dessa história "on the road". Em agosto eles se encontraram na Colômbia, aonde foram recebidos pelo Juan Montoya. Três beatniks em Vespa, exploradores de rotas, scooteristas peso-pesado, eles se encontraram em Medellin, e por lá tiveram seus dias de convivência. Na foto abaixo estão no centro de Medellin. Daria as unhas da mão pra ter batido essa foto abaixo. Depois disso o canadense e o italiano continuariam a viagem juntos até a América Central, aonde se separariam pois Ilario Lavarra iria para Cuba e Sean seguiria para o Canadá. E aqui para nós essa sincronia é tão mágica quanto (deve ter sido) o encontro entre os Beatles com o Bob Dylan. Ou o primeiro encontro da Liga da Justiça, com o Aquaman, Superman, Flash...

Ilario, Juan e Sean em Medellin (COL)
Justo el dia que llegue a Curitiba a bordo de mi vespa, atendiendo la invitación de Marcio Fidelis, comenzaba el encuentro de vespistas Curitiba em Vespa. Aquí hablando con Marcio me conto de Ilario, un italiano que se esta recorriendo las tres Américas a bordo de una Vespa. Desde ese momento me interese por saber mas del viaje que estaba realizando Ilario. Quando mi viaje finaliza y estoy en mi casa, me entere que Ilario llegaba a Colombia y le escribí invitándolo a que pasara unos días en mi casa y así compartir historias de nuestros viajes. Asi fue que me encontré con Ilario, después de un par de semanas decidí acompañar a Ilario a Bogota en donde nos recibieron muy bien la gente de Vespa Club Bogota y Scooter Bogota. Regresamos a mi casa y me entere que Sean Jordan estaba llegando a Medellín, y le escribí para que nos viéramos en esos días . Y estaba Ilario en Medellín haciendo unos arreglos a el motor de su moto. Y esa noche nos encontramos los tres en el centro de Medellín, fuimos a a comer un plato típico y después fuimos a un bar a tomar unas cervezas. Y hablamos de la cantidad de kilómetros vividos a bordo de nuestras vespas. Esta fue una verdadera noche scooter, con amigos, cervezas, historias y muy buena energía de viajeros!!!” (Juan Montoya, Vespa Club Medellin – Colômbia)”.

Ilario e Sean rodando juntos em Santa Fé de Antioquia, Colômbia

E escrevo sobre eles também para noticiar ao leitor desse blog que uma dessas Vespas são hoje parte do acervo do Museu da Piaggio, em Pontedera (IT), e lá está em exposição permanente: a PX200 2002 de Sean Jordan, da foto abaixo. Mas vejam outro fato curioso. Depois de passar o Reveillon em casa (Sérvia), Sean se encarregou de levar pessoalmente, e em solo, sua Vespa para o Museu, mas não sem antes no caminho entre a Belgrado (Sérvia) e Pontedera (IT) visitar o clube do Ilario Lavarra na Itália, a turma do Tigelle Meccaniche Scooter Club. De fato 2011 foi um ano especial para o scooterismo sul-americano, daqueles que a gente guarda como momentos clássicos, como o Senna na John Player Special.

O tempo passa mas essas memórias ficarão na história eterna dessas aventuras das quais tivemos o privilégio de sermos testemunhas oculares. Eles fizeram parte dos nossos 2 Anos em 2 Tempos, e nós, de um pedacinho de suas infinitas rotas.

Sean e sua Vespa "Hamburglar" no Museu Piaggio (IT)

Outros gringos estiveram conosco por aqui nesse período de dois anos e pouco, mas sem Vespa, e foram eles: Lucho Testa (Red de Vespistas Argentinos – AR), Maurício “Bigú” (Vespa Club Trieste - IT), Fernando Santiago (Strangebrew Scooter Crew – EUA), Katrine Wallace (The Mayday Scooter Club – EUA), John Meagher (EUA). E outros estão a caminho, rodando em Vespa, como o escoteiro (isso mesmo) colombiano John Silva, que nesse momento está em Córdoba (ARG), e outro conterrâneo que nesse momento está em Quito (EQU), o Brandon Quintero. E são pessoas como nós que continuamos a por à prova que a Vespa pode te levar pra Lua ou pra Plutão, que o “vesperanto” é uma língua universal, e que não existem fronteiras para um sonho. Se a atitude scooterista tem expandido e se fortalecido pelo mundo, é porque os proprietários dessas motonetas voltaram ou estão indo pras pistas, se unindo, se respeitando, e sobretudo porque alguns desafiaram suas sombras e tiraram suas motonetas dos cavaletes, acompanhados ou sozinhos. E sobre viajar sozinho, uma certeza que eu tenho é que dentro de nós vive-se de tudo: da meditação à revolução. Então “sejamos realistas, exijamos o impossível”!!

Marcio Fidelis

quinta-feira, 7 de junho de 2012

SP EM 2T - Parte 5 (Troféus e Certificados de Performance)

O SP EM 2T  é um evento todo especial, é quando nos reunimos para celebrar a SP e os méritos individuais. 


A primeira edição do SP EM 2T aconteceu em São Paulo, em junho de 2011, no Caos, uma loja/bar da Rua Augusta. Reunimos 35 motonetas e contemplamos quatro scooteristas pelos seus méritos em categorias diferentes. O evento foi especial e abriu nossos horizontes. Após a premiação conversei bastante com amigos, e ouvi muitas opiniões divergentes a respeito dos critérios de avaliação. E em vista disso senti a necessidade de otimizar o SP EM 2T, modificando os critérios de uma categoria - a Alta Quilometragem mudou de nome para Alta Performance, com o segundo e o terceiro lugar premiados -, e criando outras quatro categorias: Custom, Lifestyle, Honra Ao Mérito e Scooter City. 356 dias depois o SP EM 2T de São José dos Campos foi maravilhoso em diversos aspectos, a começar pelos visitantes: 12 cidades, 45 motonetas, um dia todo longe de casa.

CERTIFICADOS DE PERFORMANCE

Todos os scooteristas que participaram de algum encontro da gente e manteve contato conosco, tiveram e terão o seu certificado relativo ao Ano 2 da SP, que compreende o período de 21 de abril de 2011 à 21 de abril de 2012. Os certificados foram feitos individualmente, conforme a performance de cada um. No papel contém a marca d'água do finado lambrettista joseense Felipe Wasser e seu amigo numa Lambretta LI. Os 20 primeiros colocados no ranking da Scooteria durante o ano 2 tiveram sua colocação revelada no mini-prato do papel (canto inferior esquerdo), e esse ranking é uma soma dos fatores e feitos abaixo:

1. O primeiro deles é a presença do piloto e da motoneta em: eventos da Scooteria (em vermelho no papel), eventos de motonetas apoiados pela SP, e eventos gerais que visitamos pelo prazer da viagem ou para contemplar algum membro do grupo que lá estará por algum motivo.
2. O segundo fator é a idade da motoneta, as que possuem mais de trinta anos, motor original, pontuam uma quantia nos eventos da Scooteria, e meia quantia nos eventos dos quais visitamos/apoiamos. Motoneta de época com motor mais novo adaptado também pontuam, menos, mas pontuam, como por exemplo a Vespa Super com motor de PX200, etc. Para o ano 3 da Scooteria daremos mais peso à pontuação dos motores  2 Tempos.
3. Participações em reportagens da Scooteria têm menos peso, mas também pesam.
4. Quilometragens percorridas na programação de cada evento.
5. Quilometragem percorrida da sua casa até a concentração geral do evento com a motoneta rebocada no carro contam 1/6 de peso por km rodado.
6. Cada Estado do Brasil visitado com a sua motoneta representando a Scooteria Paulista soma por exemplo 100 pesos.
Certificado de Luis Koré
7. Rebocadas contam!
8. Viagens internacionais em caráter representativo da SP pesam, e mais ainda quando pilotam motoneta em outro país.
9. Participações em reuniões extra-oficiais e administrativas da Scooteria também pesam, com motoneta e sem motoneta.
10. E por fim, as colaborações, as doações e ajudas individuais são contabilizadas, pois é de suma importância para o mantenimento e/ou a expansão da SP.

Nesse SP em 2T (temporada 2011-2012), trinta e três scooteristas receberam seus certificados. Treze deles ergueram o troféu. E todos foram reverenciados, numa mútua manifestação de apoio e benemérito, que no sentido literal da palavra corresponde ao "sujeito digno de honras, recompensas e aplausos por serviços importantes ou por procedimento notável". Vamos agora aos Troféus...

TROFÉU SP EM 2T

ALTA PERFORMANCE ( Lugar) --> FLAVIO BARBIE

Esse sujeito apareceu no início de 2011 nos giros da SP, tendo vindo por diversas vezes sozinho de Campinas com sua PX200. O sempre discreto Flavio Barbie se mostrou amigo e se tornou muito querido pela classe. Sua soma bateu a exclusiva casa dos 6 mil pontos, tendo participado de 11 das 16 convocações da SP, de reuniões extra-oficiais anunciadas no Blog e Twitter, e colaborado com projetos da SP. Fez jus ao nosso procedimento, levou a Vespa para a estrada e se enturmou na cena. 


ALTA PERFORMANCE (2º Lugar) --> FABIO MUCH

Fabio Much é um sujeito "normal". Muitas vezes confundido com o Chico Xavier, nosso amigo do subúrbio da Z/L de São Paulo é um dos fundadores da Scooteria, e no segundo ano do grupo ele partiu pro arrebento, participando de 10 das 17 convocações oficiais, dentre elas o Dia Del Scooter Clásico #3, o maior encontro sul-americano do ano de 2011, que aconteceu em Buenos Aires, Argentina. Much também compareceu em quase todas as reuniões extra-oficiais na capital, e até mesmo em São José dos Campos. Segunda colocação com méritos de vencedor, chegando próximo da casa dos 6 mil pontos.


ALTA PERFORMANCE (3ºLugar) --> AURÉLIO MARTIMBIANCO

Nosso amigo é de São Bernardo do Campo. Desde que começou a rodar conosco (na Noite da Motoneta), vestiu a camisa e foi pra pista. Aurélio nesse período trouxe duas PX200 (vermelha e laranja) para a banca, e também serviu ao Grupo com o seu tino fotográfico. E a soma de todas as suas qualidades aplicadas resultaram num alto grau de performance lhe conferiu o terceiro mérito.


OLD SCOOTER--> LEO RUSSO - VESPA SUPER 150 1978

Nosso amigo Leonardo Russo, o Brutus, surpreendeu muita gente com sua Super 150 de motor original. Russo  vestiu a camisa da SP, e manteve regularidade nos encontros, passeios e reportagens da Scooteria, sempre com sua Vespa do platinado que não gruda. Enfrentou altas quilometragens dentro do Estado, e participou de algumas reuniões extra-oficiais. Devido ao fato de ter sido disparado o premiado do troféu Old Scooter (em alta performance), automaticamente Leonardo Russo não disputou posição no ranking Alta Performance. Com muito orgulho o amigo paulistano levou o troféu do qual ajudou a confeccionar.


CUSTOM --> MARCELO CHINA - VESPA ORIGINALE 150 "BELLA RAGAZZA"

Conhecido na praça simplesmente como China, o Scooterboy precursor da cultura inglesa e californiana nas motonetas paulistas e brasileiras desde o final dos anos 90 é um dos fundadores da Scooteria Paulista. Sua Vespa Originale 150 acompanha a nossa história desde o pré-começo, dos papos da turma na Vila Formosa (Z/L de São Paulo), e além dar o peso da personalidade ao grupo ela esteve presente em todos os encontros "autorais" e reportagens da SP durante o nosso segundo ano. A Bella Ragazza (apelido dela) é única no Brasil, e apresenta com fidelidade a essência da cultura Scooterboy.


CUSTOM --> UITAMAR BANDEIRA - VESPA SUPER "SUPER 200"

Esse é um sujeito que não passa desapercebido. Seja pelo seu colete da Hemig, seja pelas luzes ou buzinas da sua Vespa, ou pelo seu comportamento. Uitamar Bandeira é scooterista desde os anos 80, teve diversos modelos de motonetas, mas certamente nenhuma é passível de comparação com a sua Super "Super 200". Esse prêmio era dele desde o ano 1 da Scooteria, mas como a nossa receita era extremamente curta na ocasião, adiamos os méritos estéticos para o futuro. A Vespa, mezzo inglesa, mezzo moto-clube, se tornou símbolo de diversão nos encontros. Pela combinação e originalidade, ela leva pra Americana o troféu Custom.


LIFESTYLE --> WALTER MARIANO "VESPAPARAZZI"

O nome Vespa é parte do seu, ele é o Vespaparazzi, disparado o scooterista mais famoso do Brasil. Walter está conosco desde 2010, quando nos reunimos extra-oficialmente pela primeira vez no Jukebox Bar, em São José dos Campos. Sempre acompanhado do seu fiel escudeiro Eder Luiz, passa seus finais de semana rodando pelas estradas do Vale do Paraíba fotografando todo tipo de motociclista e proprietário de carros especiais e antigos em giro. Você saberá que está sendo fotografado por um paparazzi escondido quando encontrar uma Vespa verde militar no acostamento. Então é só procurar no site do Vespaparazzi.com.br a sua foto e comprá-la diretamente com o nosso amigo. Além de ferramenta de trabalho, a Vespa é o seu estilo de vida, lifestyle. Presente em diversos encontros e convocações da Scooteria, a duas décadas Walter representa e dá o exemplo do que é viver em grupo.


S.O.S. (SAVING OUR SCOOTERS) --> FREE WILLY MOTO PEÇAS

Essa foi, em dois anos, a primeira homenagem que fazemos à alguma empresa constituída. Conhecida de todos e reconhecida por muitos, a equipe Free Willy, que há muitos anos estimula encontros dessa natureza, durante o segundo ano da SP colaborou em diversos aspectos conosco. Os principais agentes dessa força toda foram o Reginaldo Silva e a Rosemeire Moreira, proprietários da loja. E é preciso lembrar também do mecânico Pretinho, pau pra toda obra nas questões mecânicas. Obrigado à paulistana Free Willy Moto Peças pela confiança e investimento em nossos projetos, pelo respeito e reciprocidade.


S.O.S. (SAVING OUR SCOOTERS) --> NAZA MOTO PEÇAS (PR)

Durante a minha viagem (In Vespa Fidelis) rumo ao Dia Del Scooter Clásico #3 em Buenos Aires (AR) minha Vespa Originale 150 acusou um problema grave, que me obrigava a interromper a viagem. Isso aconteceu em Fazenda Rio Grande (região metropolitana de Curitiba, PR, em dezembro de 2011). Muitos acompanharam essa história através do nosso blog (e do site Moto Esporte), e souberam do nível do meu problema. Minha Vespa quebrou na porta da oficina/loja de motos populares Naza Moto Peças, e ali, depois de muitas tentativas minhas de ressuscitar o motorino, a dupla da Naza, Felipe (proprietário) e Fernando (funcionário na época) se dispuseram a me dar uma força voluntária. Foram quase dois dias de trabalho para que finalmente meu sonho (e o de muitos de nós) voltasse à condição de ser realizado. E eu voltei pra estrada rumo ao sul da América, e com sucesso. Eles deram o sangue para que esse projeto internacional se concretizasse, e agora merecidamente está embalado o troféu da oficina, que será entregue em mãos na próxima viagem ao Paraná. Gratidões e longa vida.


DEL VECCHIO --> LUIZ DE CASTRO

O seu Luiz é daqueles velhinhos surpreendentes, que quando menos se espera pinta num passeio com sua esposa na garupa. É um dos vespistas mais antigos do Brasil, e hoje com 81 anos de idade ainda pilota a sua PX200 preta, tendo interrompido sua participação em nossos giros e encontros por causa do seu tratamento contra o câncer. Oramos e torcemos para que em breve ele volte, e assim que tivermos um encontro na capital, o troféu Del Vecchio (homenagem anual a algum veterano da classe) lhe será entregue em mãos, diante do reconhecimento do Grupo. Seu troféu está guardado na Sede da SP, e provavelmente prestaremos-lhe essa homenagem no dia 9 de Julho, quando organizaremos o nosso primeiro SP Scooterfest, no Caos, em São Paulo. Muita força e boas energias ao seu Luiz de Castro!!!!

HONRA AO MÉRITO --> ANIMAL TAYLOR

Nesse ano o jovem amigo voltou com tudo pro universo scooterista, vestiu a camisa e foi pras ruas e rodovias como nos velhos tempos fazia. Esse troféu é uma forma de reconhecimento e valorização do amigo Animal Taylor pela sua inspiradora viagem ao Paraguai. Animal passou meses fora de casa, ele e sua Vespa PX200, e quando voltou preparou um vídeo que inspirou muita gente, e que já foi indicado aqui em abril desse ano. Deus abençoe essa bagunça!



SCOOTER CITY --> SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

São José dos Campos teve grandes momentos de glória em motoneta. Em 1959 foi realizado lá a primeira gincana de Lambrettas da cidade. Quatro ou cinco anos depois um grupo expressivo de lambrettistas e vespistas locais rodou até Brazópolis (sul de MG), representando os paulistas numa celebração religiosa. Durante os anos 70 o nosso amigo Carlos Guerreiro e seu primo Erlande viveriam épicas sagas em Lambrettas. Dos anos 80 ouvi histórias do mecânico Paulo da Paraibuna mas ainda aguardo por registros dos antigos. Em 2010 criamos o costume de nos reunirmos extra-oficialmente toda quarta-feira (ou quinta) a noite no Jukebox Bar, na zona sul da cidade, o Carlos Guerreiro, o Maurício Casotti e eu. Quando deixei a cidade de volta à capital a turma local manteve o hábito. Nossos encontros noturnos contava quase sempre com o Guerreiro, Casotti, Bleiner, Belchior, Doroil, Luiz Verdelli, Vespaparazzi, Edgar e Eder (e o distante viajante João Batista). E por essa soma de fatores, ela foi eleita a cicerone do SP EM 2T 2012, levando com isso o troféu Scooter City para exposição permanente em sua Sede local, o Jukebox Bar.


E assim encerramos mais um ciclo. Parabéns a todos os scooteristas clássicos que estão com tudo nas atividades, é assim que se faz uma cena. Muito obrigado a todas as marcas, comércios e prestadores de serviços que investiram e/ou apoiaram o segundo semestre do nosso Ano 2: Free Willy Moto Peças, M.Brasil Multimarcas, Daré Lambrettas, Scooterboys, Revista Moto Esporte, 2 Tempos Transportes Rápidos, Rona Consultoria Contábil, Vespaparazzi, e Caos Loja/Bar. Agora voltemos para a pista pois a terceira temporada já está lançada desde o 21 de abril de 2012. E como disse o China dias atrás: "agora o crime está organizado".

Marcio Fidelis