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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Três Frentes Para Águas de Lindóia

Está ficando cada vez mais difícil narrar as nossas aventuras em motonetas. Primeiro porque o fator “Rede” da Scooteria tem funcionado bem nos últimos tempos, e segundo porque as histórias quase nunca se assemelham, e ultimamente elas têm ficado mais intensas. No caso da primeira exposição da Scooteria Paulista no XVII Encontro Paulista de Autos Antigos de Águas de Lindóia, a história é longa e dividiremos-nas em três frentes: a de Santos, a de Campinas/Sto.André e a de São Paulo/Sto.André/Jacareí. Melhor de três:

1. Da frente scooterista de SANTOS, por Gustavo Delacorte

Nosso passeio começou alguns dias antes, visto que preferimos dormir em algum lugar o mais perto possível de Águas de Lindóia do sábado para o domingo do que fazer um bate e volta no domingo. Foi aí que soubemos que todos os hotéis, dos mais caros aos mais baratos, já estavam lotados. Depois de alguma pesquisa, o Mario conseguiu um hotelzinho simples em Pedreira, mas bom, e o principal, barato. Para a nossa sorte, não estava nem chovendo no dia, e o sol ensaiava aparecer. Pena que ficou só no ensaio mesmo.

Nos encontramos no ponto de saída, o Posto Portal de Santos, de onde saímos. Logo que chegamos na Anchieta, meu farol queimou, mas resolvi tocar até a hora de abastecer sem ele. Mas era mesmo pra eu parar, pois alguns quilômetros adiante o cabo do acelerador soltou, coisa que já havia acontecido uma semana antes no primeiro teste da minha Vespa na estrada após a reforma. Como o lugar onde parei tem fama de perigoso, tratei de encaixar o cabo novamente e aproveitei pra trocar a lâmpada o mais rápido possível. Depois disso, tocamos adiante pela Rodovia Anchieta e cruzamos São Paulo até a Rodovia dos Bandeirantes, onde após uma parada para abastecer tocamos até Jundiaí, onde paramos para beliscar alguma coisa no restaurante Spiandorello.

De lá, tocamos e passamos por Itatiba, Morungaba, onde passamos pelo famoso “S”, e, finalmente, Amparo, onde abastecemos e seguimos para Pedreira, onde ficamos até o dia seguinte. Destaque para o trecho de estrada entre Morungaba e Amparo onde os bambuzais se tocam sobre nossas cabeças, literalmente, como um túnel natural, bloqueando a luz do dia e até mesmo alterando a temperatura do ar. A única foto que consegui tirar guiando não foi exatamente nesse ponto, mas dá se ter uma noção pois na imagem o mato já estava se fechando. Muito bonito mesmo.

Quando chegamos em Pedreira, encontramos o comércio fechado e as ruas praticamente vazias, creio que por conta da chuva e do feriado. Mesmo assim, pudemos conhecer algumas coisas... 

No dia seguinte, tanto fazia para nós se estaria chovendo ou não, e como estava! Tomamos o café da manhã, vestimos nossas capas e partimos para Águas de Lindóia. As estradas são gostosas de pilotar, pois são cheias de curvas, e como além do evento em Águas de Lindóia também estava acontecendo um encontro de motoclubes em Serra Negra, havia mais carros do que motos por praticamente todo o caminho. Depois de mais alguns quilômetros, finalmente chegamos ao destino, onde deixamos nossas Vespas em um estacionamento até que o resto da turma, vindo de São Paulo, chegasse.




Demos umas voltas a pé pelos carros antigos e pelas maravilhosas tendas, cheias de itens desde peças de carros até as mais diversas coisas, tudo antigo. Quando o pessoal de São Paulo chegou, ficamos conversando por cerca de uma hora com todos e logo nos preparamos para voltar, pois tínhamos mais 250 quilômetros pela frente até Santos pelo caminho que preferimos voltar, o mesmo da nossa ida, pois achamos mais seguro.



Logo em Serra Negra, uma surpresa. Os casais scooteristas Tatu e Adriana, de Campinas, e o Allan (Animal Taylor) e a Josie, de Santo André, estava parados em um posto de gasolina, de onde partiriam rumo a Águas de Lindóia para encontrar com o pessoal que havia ficado por lá. Logo que os percebemos, encostamos e ficamos ali todos batendo um papo por quase meia hora. Depois, seguimos nossa viagem para casa.

A volta foi sem chuva forte até um pouco depois de Amparo, onde almoçamos em um restaurante na beira da estrada. Dali em diante, praticamente surfamos pelas curvas debaixo de tanta água que caía, que nos acompanhou até perto de Santos, na Rodovia dos Imigrantes. Quando chegamos, a expressão de todos era a mesma: todos molhados, cansados, mas contentes por termos encontrado o pessoal em Águas de Lindóia e pelo passeio de mais de 500 quilômetros que fizemos.

2. Da frente scooterista de Sto.André/Campinas, por Tatu Albertini

Com uma certa demora e um tanto de preocupação, o Animal Taylor, a Josie e a Vespa Mimosa chegaram em casa por volta das 21h do sábado, vindos de Santo André. Jantamos e fomos dormir, para nossa aventura matutina. Às 1h45 da madrugada acordamos com uma virada de tempo absurda que derrubou um vaso de casa, meu semáforo, e quase levou minha rede embora. A chuva acabou desanimando nossa vontade, mas mesmo assim pegamos no sono novamente e às 6h da manhã, junto com o sino da igreja, eu e Allan (Animal Taylor) pulamos da cama e fomos pra varanda avaliar a situação. Chuva, frio e todos nossos parceiros campineiros de viagem com certeza estavam irritados e frustrados pela desistência do passeio. Acordamos novamente as 10h sem chuva, fizemos um bom desjejum e preparamos as tralhas, enquanto eu calibrava o pneu e enchia o tanque da melindrosa com uma gasolina com rica mistura em óleo para aguentar a viagem em dois na motoneta. Pegamos a estrada às 11h da manhã. Em Serra Negra encontramos de novo a chuva, que só parou na noite da segunda feira. Paramos para vestir as capas, e logo mais à frente paramos pra tomar um café pra esquentar a carcaça. Ali encontramos o trio da baixada - Gustavo, Mario e Luca - no trecho de volta a Santos. Tivemos meia hora de prosa e depois continuamos, cada grupo para seu rumo. Chegamos em Águas de Lindóia aonde encontramos a Scooteria preparando para debandar. Encontramos também o nosso amigo Uitamar e todo o encanto do evento, aonde "perdemos" boas horas de distração. Voltamos eu e Adriana à noite na chuva com nosso farol 6volts iluminando quase nada. Tentamos uma rota alternativa, mas com serra e escuro total. Achei melhor não abusar do anjo da guarda e voltamos pra cidade ,onde pegamos a estrada por Itapira que seria mais rápida e mais segura. Animal voltou mais tarde junto de seus amigos de moto clube. Abaixo o vídeo do Animal Taylor que está no youtube: "Lambrão do Tatu" e "Mimosa do Animal":



3. Da frente scooterista de São Paulo/Sto.André/Jacareí, por Marcio Fidelis



A chuva começou na capital paulista às 2h da manhã. Sabíamos que o Gustavo, Luca e Mario já estavam em Pedreira, que o Marmirolli estava em repouso por lá também, sua cidade. O Animal Taylor com a Josie haviam pernoitado em Campinas, na casa do Tatu. E o Emerson Mestrinelli já estava em Águas de Lindóia com sua Vespa. E na manhã de chuva todos se reuniriam no grande evento. A frente paulistana sairía pela Radial Leste, de um posto de combustível combinado durante a semana, e encontraria mais amigos pelo caminho. Então às 6h da manhã lá estavam o Daniel Turiani com a Gisele, prontos para o primeiro desafio rodoviário de 2012 no Brasil (depois daquele giro pela região de Roma numa Vespa GTS300). Também o Lucas de Nadai, encapado para o seu primeiro giro rodoviário. E o Fabio Much, trazendo uma capa de chuva pra mim, que me salvou a pele do chuva gelada que o dia nos reservava. Então chegou o Rafael Assef na sequência, o mais desprotegido da previsão do tempo, e que aguentaria como um touro nas vésperas do seu aniversário. Aí então chegou o seu Artur, com um sorriso de bom dia e com sua breve companhia. Breve porque ele viera de Taboão da Serra até a Radial Leste para trazer seus cumprimentos e nos desejar sorte. Teria compromisso familiar pela manhã e não poderia nos acompanhar dessa vez.


Abastecidos e calibrados, partimos sem festa, no frio das 6h40, rumo à saída para a Fernão Dias. E no posto combinado, antes da rodovia, estavam lá mais três amigos preparados para a rota: o Rafael Favero que não podia cochilar, o seu irmão Felipe Favero, outro irmão da Família vespística Favero, e o Marcelo Santana com a Valérie, corajosos vindos de Santo André. Estávamos então em sete Vespas às 7h da manhã, e sob água deixávamos a Terra da Garoa.

No princípio demoramos para tomar ritmo, seguíamos na média dos 70km/h no vento do dia mais gelado do outono. A chuva apertou já nos primeiros 30 kms. Paramos à beira-pista pra vestir capas e seguimos. Caminhões e carros passavam a 110 km/h e levantavam a água do asfalto. Foi numa dessas que perdemos o Fabio Much de vista. O recado correu o comboio: "um ficou pra trás". Como não havia retorno ali decidi esticar deitado até a ponte da Dom Pedro, 15 quilômetros adiante, aonde marcamos com o Walter e Eder, que vinham de Jacareí conforme o combinado. O pessoal apertou o passo também e em poucos minutos chegávamos na ponte. Ali na Dom Pedro I tentamos contato telefônico com os outros, mas sem sucesso. Enfim, depois de cinco minutos de espera, eis que surge das águas o Fabio Much, com os faróis bem acesos e com a frase pronta: "acho que eu to muito magro pra andar de Vespa". Aconteceu que todo vento que batia jogava ela de um lado pro outro, e ele tentava controlar a braços finos a estabilidade da moto. Na real o problema era outro, mas ele descobriu isso só mais tarde. Era 8h20 da manhã quando chegaram o Walter e o Eder. Voltamos pra Fernão Dias e paramos no primeiro posto adiante para cumprimentar os amigos do Vale do Paraíba. Esses caras são lendas nas estradas do Vale, verdadeiros scooteristas rodoviários dispostos a qualquer parada. O Daniel aproveitou o tempo para tentar regular seu novo engenho, um carburador especial. Seguimos adiante então.

Sob uma breve garoa e trânsito suave entramos em Bragança Paulista e depois de cruzar a cidade adentramos o patrimônio paisagístico do Circuito das Águas Paulista diante de um forte vento. Nesse meio tempo atendi na pista o telefonema do Gustavo. Era 9h15 e eles já estavam em Águas de Lindóia, porém o nosso espaço ainda não estava liberado pois o Emerson Mestrinelli perdera a hora. (Ele prestigiara os quatro dias do encontro com sua PX200 exposta). E naquela garoa na estrada me confundi na agenda e passei o telefone do Gustavo errado para o Emerson. Resultado foi que a expo começaria de fato com a chegada da nossa frente, e ainda tínhamos 60 kms a serem percorridos. Logo após a entrada de Socorro paramos no posto para o Much verificar a calibragem dos pneus. De fato estava muito cheio e ele baixou consideravelmente, afim de assentar na pista a Vespa bambeante. E de fato isso ajudaria, mas não resolveria a sua situação. Ali no posto eu já estava aflito com as notícias vindas da exposição. E enquanto os irmãos Favero regulavam a embreagem da moto, a outra parte resolveu fazer um lanchinho, aumentando minha preocupação. Seguimos então para os últimos 25 kms regularmente, aos 70km/h.


Paramos então as nossas motonetas na beira da lagoa, ao lado da PX do Emerson (que chegara às 9h55 no espaço). Nisso chegou o Gustavo, Luca e Mario, que andavam pela praça. Como chegaram cedo e não encontraram o Emerson nem sua PX por lá - e a organização do evento ainda não havia dado permissão para que alguém estacionasse motoneta lá sem a presença do Emerson -, guardaram-nas num estacionamento. Convencemos o Mario e o Luca então a buscarem suas PX200 no estacionamento para acompanhar o restante do grupo ainda que por uma hora apenas, afinal de contas as três Vespas deles foram as que viajaram de mais longe, e eram ali o orgulho da classe.

Mal paramos as Vespas e já vinham os primeiros curiosos. E o que era pra ser uma exposição completa - de nome 2 Anos em 2 Tempos, com fotos, posters, revistas etc -, por causa da chuva se tornou uma simplória exibição de 14 Vespas sujas da estrada. Da minha parte levei apenas uma placa de com o nosso brasão, e bandeira do Estado de São Paulo e a maleta semi-hipermeável com folders e impressos. O Eder trouxe de Jacareí uma das homenagens mais singelas que a Scooteria já recebeu de um membro seu: uma faixa comemorativa de 2 anos, made by hand. E o Walter Vespaparazzi trouxe-nos os patches da SP, que e ali repassamos para os primeiros interessados.

Foi uma surpresa das mais agradáveis encontrar amigos do grupo por lá, prestigiando a exposição ainda que sem as suas motonetas. Fatores como saúde, noite mal dormida, família etc, os impediram de viajar conosco, mas estavam lá em pessoa: Koré/Cris, Leo Russo/Claudia, Oliver/Andreia e família, Uitamar Bandeira, Wolney, Bleiner, Nenê - o Casotti também apareceu por lá e conheceu o Animal mais tarde. Diversos proprietários de motonetas vieram falar conosco. Eram em maioria da região do Circuito das Águas e de Minas Gerais. Conversei com uns dez proprietários, e não me recordo dos nomes. Lembro de um morador de Águas de Lindóia, que me mostrou as fotos de sua coleção. Havia ali Lambrettas e Vespas das mais variadas, incluindo um Lambrecar da metade dos anos 60. Sua coleção estava a menos de 1 km de distância de nós, mas deixou todas na garagem. Aí ele foi zuado, é claro!! Da minha parte ele ganhou o apelido de "vespitalista", o acumulador de motonetas. Para todos os que vieram falar comigo repassei adesivos da SP, cartão postal da minha viagem e o folder do livro O Aventureiro. E ficarei imensamente feliz de receber emails ou telefonemas desses proprietários que nos trouxeram seus cumprimentos. Amigos de SP e BH que falaram conosco no evento, entrem em contato: scooteriapaulista@gmail.com

Era 13h quando o pessoal de Santos ligou as motonetas para a aventura da volta. Mario, Luca e Gustavo se despediram encapados, sem se esquecer do lenço de seda do Luca, amarrado com elegância no pescoço: "estilo é preciso", disse o nosso amigo italiano. Então eles se foram, e é sempre um pouco triste ver os amigos em Vespa partindo. O Emerson ficou no posto enquanto a gente saiu pra prestigiar o evento sob a garoa que não cessava. Notei lá algumas Lambrettas LI numa banca, expostas para negócio, e notei também uma outra banca de acessórios e peças de motonetas.

Era 14h30 quando, de volta à exposição da Scooteria, ouvimos aquele barulho inconfundível de 'Lambretão': era o Tatu e a Adriana, seguidos pelo Animal e Josie. Haviam se demorado em Campinas por causa da chuva e também chegaram encapados. E chegaram com a notícia inusitada de que haviam cruzado com o pessoal de Santos nas proximidades de Amparo. Era 15h e precisávamos partir. Recolhemos a bandeira, os pertences, a faixa do Eder, e então fizemos a foto oficial da exposição 2 Anos em 2 Tempos. O Fabio Much, Assef e os Faveros chegavam para a nossa partida. Nos despedimos, e seguimos na garoa, para uma viagem um tanto penosa de volta pra casa.

Saímos de Águas de Lindóia, e paramos num posto de combustível na cidade de Lindóia. Éramos dez motores: Marcelo/Valéria, Daniel/Gisele, Walter, Eder, Much, Rafael Assef, Rafael Favero, Felipe Favero, Lucas de Nadai e Fidelis. Tomamos o mesmo caminho da ida na volta. O frio era o mesmo, as pessoas as mesmas, a estrada também. só a história que não seria a mesma. Na região de Pinhalzinho os irmãos Favero encostaram para dar um acerto na regulagem da embreagem. A motoneta perdia força e isso estava relacionado ao fim da vida dos discos. Em cinco minutos fizeram o serviço, tempo de um cigarro, e então partimos na chuva de sempre. Porém notamos que a PX do Felipe Favero continuava a perder força, e o Much também continuava preocupado com a instabilidade da sua Two Tone 200cc. Encostamos todos num posto de combustível no perímetro rural de Bragança Paulista, e ali o Rafael decidiu: "vou deixar essa Vespa aqui no posto e na terça-feira volto de caminhão para buscá-la". Falou com o gerente e reservaram um espaço para ela numa sala dos funcionários. Então o Felipe Favero pulou pra garupa do irmão e seguimos adiante. Era 17h40 e o dia já terminava ali. A pista exigia um farol seguro, e o meu farol alto estava em curto, e piscava com frequência, obrigando-me a usar somente o baixo. Passamos por Bragança e entramos finalmente na terrível Fernão Dias, para tomarmos o maior susto do dia: o trânsito. Havia um trânsito intenso e sem fim, e apesar do excesso de veículos na pista molhada, os caminhões e carros corriam como que se estivessem em competição. Era de arrepiar, e nós estávamos em nove Vespas no meio daquela confusão.

Na intersecção da Fernão com a Dom Pedro I os nossos amigos Eder e Walter Vespaparazzi tomaram o rumo ao leste paulista, e nós seguimos ao sul. Mas nós quem? Procurava lá atrás algum sinal dos Favero's, do Much e do Lucas, e nada deles. Acenei para o restante do grupo seguir adiante e parei no acostamento. Ali fiquei por quase dez minutos fitando os corredores na expectativa de avistar os amigos. E nada deles. Preocupado, acelerei por entre os carros até chegar ao restante do grupo a 7 kms adiante. Disse a eles do sumiço dos outros, e consideramos melhor seguirmos adiante até um local mais seguro para esperá-los. Pagamos o pedágio então e encostamos. Ali ficamos por meia hora esperando pelos amigos. Mas sem notícias. O comunicador do pedágio avisou que "sim", havia ocorrências de acidentes pela rodovia, mas não tinha informações de quem veículos eram. Num dado momento o Rafael Assef conseguiu fazer contato com o pessoal, então o Much disse o ocorrido, reproduzindo em partes:

"A Vespa do Lucas parou. No acostamento o Rafael Favero diagnosticou que não havia faísca na vela, e que provavelmente aquilo era um pau no estator ou no CDI. E ali mesmo parados eles perceberam que havia furado o pneu da PX200 branca do Rafal Favero. O mesmo doido ajoelhou ali no barro e trocou o pneu, ficando sem step pra volta. E o detalhe disso tudo: nessa hora a lâmpada do poste à beira-pista queimou, deixando-os no escuro do acostamento. Eles chamaram o guincho da rodovia, que os levaria para o posto de combustível mais próximo."


Então nós (Fidelis, Rafa Assef, Daniel/Gisele e Marcelo/Valéria) seguimos adiante para um abrigo iluminado chamado Ipiranga. Foram mais 10 kms de giro noturno e o trânsito da pista já tinha desafogado por ali. Como se não bastasse, o farol da Super do Rafa Assef queimou. Então dobramos a atenção com o nosso amigo. Na parada seguinte Assef ligou para o Much novamente, que nos alertou que os Faveros tinham acabado de sair de volta pra casa e que ele e o Lucas de Nadai ficariam por lá à espera da caminhonete de um amigo do Lucas que iria para resgatá-lo. Os Faveros deviam estar na altura da Dom Pedro I naquele momento, a 50 kms de nós, então decidimos seguir de volta pra casa. Nos despedimos ali com a sensação de uma guerra vencida à espera dos outros soldados. Todos estavam a salvo, e cheios de histórias pra contar pros netos, histórias reais, de uma vida em Vespa vivida em sua plenitude, e dessa vez no Circuito das Águas o nosso encontro virou de fato um "encontro das águas".

Veja mais fotos da viagem e também do evento nos sites:

4 comentários:

Scooteria Paulista disse...

Animal Taylor - Fotos 1, 4, 11 e 12.
Gustavo Delacorte - 2.
Mario - 3.
Marcio Fidelis - 5, 6, 7, 13, 14 e 15.
Walter Vespaparazzi - 8 e 10.
Cris Yummi/Koré - 9.

Vídeo de Animal Taylor.

Anônimo disse...

CAramba meu, que texto grande!!! vou ter que ler só a noite... pelo visto as histórias estao mais ricas... parabéns SP

PJ Lammy (documentando)

Anônimo disse...

Cara, muita aflição, chuva e acima de tudo AVENTURAS! Parabéns á todos, aguardei muito a chegada de todos em Lindóia no domingo!

Realmente a Vespa está no sangue dos amigos!

Wolney K.

Daniel Turiani disse...

Que viagem doida...surreal.