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quinta-feira, 31 de maio de 2012

SP EM 2T - Parte 2 (Depoimentos)


"Que bela frota,o encontro foi muito bom, melhor ainda pois foi na minha querida cidade SJC. Eu não imaginava que aquelas várias noites que eu e você passamos no Jukebox Bar sozinhos, e que depois veio o Maurício, que aí dei o cartão do Walter Vespaparazzi e você ligou pra ele, e aí veio ele e trouxe o Eder e também o Edgar, e juntando também com os irmãos em motonetas de Santos, Campinas, São Paulo, Santo André, Santa Bárbara do Oeste, Pedreira, enfim de várias cidades do Estado de SP... que isso fosse dar nessa maravilhosa festa de domingo, fico muito feliz de ter participado. Você está de parabéns, cara" (Carlos Guerreiro).

"Orgulho! Esse é o sentimento geral da galera que participou do SP em 2T nesse ano! Pra mim tá bom ter poucos bons do que muitos ruins. A SP é o que é, porque tudo ali é recíproco. Ninguém vai pra se mostrar, todo mundo vai pra curtir a mesma coisa. Nós somos amigos de verdade, e não um bando que se encontra de vez em quando" (Gustavo Delacorte).

"Eu também agradeço ao Marcio Fidelis por mais um evento sensacional de scooterismo pitoresco, e fiquei muito honrada com o recebimento do Certificado de Performance da Scooteria Paulista" (Rosa Freitag).

"Temos que nos proteger e nos ajudar. Lema: sempre!!" (Rafael Assef).

"Fidelis voce é o cara que faz acontecer..Parabens!Mereçe ser aplaudido durante uns 100 anos de pé!" (Purê)

"Eu já te falei um milhão de vezes que sinto o maior orgulho de fazer parte dessa família e dessa história. Não piloto nem bicicleta, mas minha primeira garupa em 2 rodas foi numa PX... é amor antigo! Eu ♥ Scooteria Paulista!!!" (Cris Yummi).

"Marcio a união faz a Força e um coordenador, faz a junção de tudo! Toca o pau!" (Andrey Cuia)

"Eu ando de vespa a 17 anos e nunca vi uma turma dessa antes parabéns!" (Raphael Favero)

"Parabéns pela dedicação, e pelo profissionalismo!" (Fernando Arteaga)

"Espirito Vespista não morre NUNCA!" (Wolney)

"Você sim é o meu herói! Conseguiu fazer o que eu não consegui, e com uma baita dedicação e um carinho extremo pelo dito 'lifestyle', acabou por construir algo que muita gente pode se orgulhar, uma família Scooterista! Simplesmente ÚNICA, não tem mais palavras pra descrever. Parabéns brother, de todo o coração!" (Animal Taylor)

"Parabéns pelo êxito dos eventos ,você é 1000% em dedicação, observação, companherismo, e gratidão (percebi nas entregas dos mimos). Tente continuar sempre assim e terá muito sucesso na vida" (Laércio Rodrigues).


SOMOS A HISTÓRIA DE CADA SCOOTERISTA, A GENTE SE EXPRESSA COMO CLASSE.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

SP EM 2T - Parte 1 (Frentes da Baixada e Circuito das Frutas)

O SP em 2T (Scooteria Paulista: 2 Anos em 2 Tempos) é o dia da festa. No ano passado aconteceu em São Paulo, dessa vez foi em São José dos Campos.


Essa foi a segunda cidade em que a Scooteria aconteceu, e por esse motivos a contemplamos. Foi um encontro digno de memória e registro. Scooteristas de 12 cidades compareceram, de São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, Santos, Taboão da Serra, Limeira, Pedreira, Campinas, Americana e Atibaia, e claro, os cicerones de São José dos Campos e de Jacareí. E foi assim...

Por volta das 6h, no Circuito das Frutas, André e Gilberto Valadão se preparavam para encontrar o restante do grupo na Rodovia Dom Pedro I. Em Atibaia Leonardo se preparava para encarar sua primeira viagem rodando. Rolou assim, Flavio conta: "Marcamos as 7:00 na Rod Dom Pedro I, Cheguei no local do encontro e sequencia pontual como sempre o Tatu, mais uns segundos o Marmirolli , uns minutos mais tarde o Andre e mais uns minutinhos o Gilberto. Tudo pronto saímos torcendo o cabo pela D.Pedro , Marmirolli atrás com sua Strada dando cobertura e maior atenção aos homens 2T , fomos massageados um bom tempo pela densa neblina e pelo frio, chegando em Atibaia encontramos o Leonardo com sua Lambra placa preta, aí sim !!!! Puxamos o ritmo e a Lambretta do Leonardo fez bonito. Chegando em SJ.Campos a Vespa do Giba furou o pneu, eu e o Tatu demos uma aula de como trocar o pneu à ele já que foi o seu primeiro furo, tudo pronto e voltando à Dutra...passamos o ponto de encontro marcado com o Guerreiro, pegamos uma rua direto e acertamos a praça de primeira”. Era por volta das 11h30 quando chegaram então: Flavio Barbie, Leonardo, André Hornhardt, Gilberto Valadão e Tatu pilotando, escoltados pelo Marmirolli, que trazia sua LI no utilitário".

A turma de Santos junto com parte do grupo da capital/ABC chegaria na sequência. E conta o Gustavo Delacorte

“Nos antecipamos e nos encontramos às 6h30 em uma padaria antes de sairmos, eu (Gustavo), acompanhado da Karla, que fez sua estreia de viagem em Vespa, o Luca e o Mário. De lá, partimos rumo à balsa que liga Santos ao Guarujá, passando em frente ao Deck do Pescador, onde seria o ponto de encontro oficial, para depois seguirmos pela Rio-Santos até a Mogi-Bertioga. Como era cedo, quase não haviam carros na pista e tudo estava muito tranquilo. O céu limpo e o sol tornavam a viagem ainda mais agradável logo de começo. 


Na Mogi-Bertioga, nós congelamos, literalmente. Em um trecho em especial, quando o mato ficava maior os cantos da pista, a temperatura baixou drásticamente e o frio chegou a ser de bater os dentes, e assim foi por cerca de um ou dois quilômetros. Conforme o mato foi se tornando mais baixo em relação a nossa altura na pista, o bafo quente da temperatura fora do "frigorífico" veio com tudo, embaçando nossos espelhos, viseiras, óculos e painel.


Chegando no planalto, tratamos de abastecer e seguir nosso passeio rumo a São José dos Campos, onde encontramos um grupo de vespistas que vinham de São Paulo e arredores. Seguimos todos juntos, e na sequência houveram alguns sustos. Primeiro, o pneu de um caminhão estourou bem na frente do comboio, deixando todos em alerta para não acertar o enorme pedaço de borracha que se soltou. Alguns quilômetros adiante, depois de um momento de indecisão na confusão generalizada que os cones que dividem as faixas antes do pedágio causam, acabei dando um toque na Vespa do Mário. Felizmente, os danos foram mínimos: arranhões fáceis de serem removidos e uma luxação no dedo indicador, que foi mordido pelo manete na hora do toque. Mas não chegamos nem a parar por conta disso e seguimos a viagem. Infelizmente, a parte mais desagradável da viagem seguiria logo depois, quando uma das Vespas foi parada pela polícia e ginchada por falta de lincenciamento.

Depois, seguimos em diante, abastecemos e, finalmente, chegamos em São José dos Campos, onde encontramos com o resto do pessoal que já havia chegado antes de nós. Depois de cumprimentar todos, ficamos por ali conversando e depois partimos para a Adega Soberana. O que seguiu a partir daquele momento foi simplesmente fantástico, um mix de alegria e deslumbre com tanta gente contente de estar ali, em Vespa e Lambretta, comemorando o segundo ano da Scooteria Paulista. Quando chegamos na Adega Soberana, estacionamos nossas motonetas e começamos a curtir a tarde entre amigos. Foram muitas conversas, risadas, como se todos ali fossemos da mesma família. E de fato somos. Depois do almoço, o Fidelis, presidente da Scooteria Paulista, homenageou os scooteristas com certificados de performance e com troféus, o que deixou todos a nós muito orgulhosos de fazermos parte desse grupo.

Como para nós, que saímos de Santos, já estava ficando tarde para voltar, resolvemos partir antes mesmo de todos partirem. Nós saímos acompanhados de mais dois scooteristas de São Paulo. E ainda em São José dos Campos, uma surpresa: havia muita gente na beira de uma rua, ou pista, que estávamos. Mas nós não sabíamos porque, até que eu olhei para o lado, mais especificamente para a pista da base aérea de São José dos Campos. E o que eu vejo? Sete aviões, em formação, ainda na pista, decolando. Mais precisamente, dez Super Tucanos azuis, com as inconfundíveis faixas verde com branco nas laterais e amarelo nas asas. Era a Esquadrilha da Fumaça! Eles decolaram e sumiram, então seguimos em frente. Mas logo depois avisei eles, bem longe, em formação, retornando para o espaço aéreo sobre a pista. Paramos novamente para assistir a primeira manobra e assim que a executaram retomamos nosso caminho. 

A princípio, retornaríamos por Mogi, mas como já estava escurecendo resolvemos voltar por São Paulo. Já na Capital, nos perdemos de leve e pegamos um pouco de trânsito, o que acabou alongando nossa viagem de volta para casa em pouco mais de uma hora, mas no fim deu tudo certo e logo estávamos na Imigrantes, descendo para Santos. Cansados, felizes e ansiosos pelo próximo passeio". (Gustavo Delacorte, Santos - SP)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Lambretta a Álcool?! (São José dos Campos, 1975)



Essa é mais uma colaboração do amigo joseense Carlos Guerreiro. Mas não é ele na foto. Lembram-se da Standard de Interlagos que chegou na cidade pelas mãos do seu primo Erlande? Aí está uma outra história do Erlande Lemes. Carlos Guerreiro tinha uma Xispa e Erlande Lemes tinha esse "lambretão". E aí vem a história aonde os parentes se encontram em 2 Tempos. E conta Carlos: "...esta Lambretta é a que ele foi para Santos e  Itaquaquecetuba pelo velho caminho do mar. Com essa Lambra também fizemos uma viagem para Ubatuba em oito Lambrettas LI, uma Lambretta LD e uma Xispa, todos sem carta. Fomos a noite pra fugir dos guardas, e todos levaram gasolina reserva, porque os postos fechavam às 22h de sexta e abriam às 6h de segunda. A LD, que tem um tanque menor, acabou a gasolina voltando da viagem, aí meu primo comprou 3 litros de álcool no bar e colocou na LD. Os pingalhadas do bar não acreditaram no que viram. Racharam o bico de rir. Subimos a Serra tranquilos, mas no planalto a Lambretta LD queimou todo o álcool, e no tanque ficou só a água. Daí a LD não pegava. Tivemos que limpar o carburador e a vela. Então cada um de nós deu um pouco de gasolina para ele e e conseguimos chegar. Detalhe: a LD andou com álcool 5 anos antes do projeto a álcool. Essa viagem foi em 1975. 

Erlande José Lemes reside em São José dos Campos, no Jardim Ismênia. É divorciado, não tem mais nem um tipo de motoneta, mas tem algumas peças. Hoje tem um carro, trabalha como pedreiro, está com 62 anos, goza de boa saúde" e está convidado para visitar a concentração do SP EM 2T na Praça Cônego Lima das 10h às 11h.

SP EM 2T: 27 Maio em SJC


Os grupos da SP de São José dos Campos e Jacareí estão se organizando para receber os scooteristas de diversas cidades do Estado de São Paulo, para a celebração dos 2 Anos da Scooteria Paulista. Os troféus e Certificados de Performance estão sendo confeccionados pelo Fidelis, Leo Russo e Marmirolli. Os bonés da Scooteria com o nome dos scooteristas estão sendo confeccionados pelo Walter Vespaparazzi - encomende o seu pelo email -, o Eder pintou a faixa Scooteria Paulista: 2 Anos em 2 Tempos, e os joseenses e jacareienses farão nessa quinta-feira no Jukebox Bar às 20h para a reunião final sobre a recepção da turma e a divulgação.


E as frentes organizadas são essas:


**Concentração/saída em Santos: Deck do Pescador, na Ponta da Praia, às 7h**
(Trajeto pela estrada Mogi-Bertioga - 13 9124-3929)
**Concentração/saída em São Paulo: Largo do Arouche, República, às 7h15**
(Rota pela Rod.Ayrton Senna - 11 5497-1733)
**Concentração/saída em Jacareí: 9h15 no Frango Assado da Rod.Carvalho Pinto**
(Rota por dentro da cidade - 11 7814-6289)
*Concentração das cidades do Circuito das Frutas no Frango Assado da Dom Pedro I (altura Campinas) às 7h
(Rota pela Dom Pedro I - Presidente Dutra - 19 9713-4787)

*Confirme presença para assegurarmos refeição de qualidade a todos e prepararmos o seu Certificado que corresponde ao ano 2 da Scooteria: 21 de abril de 2011 à 21 de abril de 2012. SCOOTERIA PAULISTA: 2 ANOS EM 2 TEMPOS.

sábado, 19 de maio de 2012

SP EM 2T (Preparativos 1962-2012)

 SP EM 2T
Scooteria Paulista: 2 Anos em 2 Tempos


No último domingo de maio (27.05.2012) acontece a festa da Scooteria Paulista, em São José dos Campos, aonde temos feito reuniões semanais dos amigos de SJC e Jacareí no Jukebox Bar, na zona sul da cidade. A festa será no Restaurante Adega Soberana, com uma pitoresca culinária caipira a "20 reais a vonts".

Prepare a sua motoneta. Leve-a pilotando ou rebocada. Faremos 20 kms de giro, do centro da cidade à zona rural. Serão distribuídos os Troféus e Certificados aos amigos que fizeram a história do Ano 2 da SP. Mais infos: http://scooteriapaulista.blogspot.com.br/2012/05/sp-em-2t-ano-ii.html


*São José dos Campos, 1962, do acervo Anderson Wasser no blog www.felipewasser.blogspot.com ,uma homenagem ao seu finado pai. Estão o Felipe Wasser com o amigo Esdras dando um trato na recém adquirida Lambretta LD. Quanta alegria...

domingo, 13 de maio de 2012

SP EM 2T (Ano II)


SP EM 2T
Scooteria Paulista: 2 Anos em 2 Tempos

No último domingo de maio (27.05.2012) é a festa de 2 Anos da Scooteria Paulista. E dessa vez a celebração acontecerá em São José dos Campos - depois de dois anos de reuniões semanais dos amigos de SJC e Jacareí no Jukebox Bar, o nosso parceiro-sede local. Será no Restaurante Adega Soberana, com uma pitoresca culinária caipira a 20 reais/à vontade, trazendo então uma novidade "café-com-leite" para a classe.

A concentração será às 10h da manhã na Praça Cônego Lima,  no Centro de São José dos Campos, uma alusão à primeira Gincana de Lambrettas de São José dos Campos, que aconteceu em 1959. Às 11h partiremos para a bela estradinha SP-50 até o Restaurante Adega Soberana.

Faremos a entrega dos Troféus SP em 2T e Certificados de Performance (Ano II) aos scooteristas que participaram dos encontros e giros oficiais da SP. Contamos com a participação de todos. Proprietários de motonetas clássicas que ainda não participaram de um encontro nosso, compareça com a sua motoneta, ainda que rebocada.

SOMENTE SCOOTERS CLÁSSICAS: VESPA, LAMBRETTA, BAJAJ, ISO, CEZETA...

**Concentração/saída em Santos: Deck do Pescador, na Ponta da Praia, às 7h**
(Trajeto pela estrada Mogi-Bertioga - 13 9124-3929)
**Concentração/saída em São Paulo: Largo do Arouche, República, às 7h15**
(Rota pela Rod.Ayrton Senna - 11 5497-1733)
**Concentração/saída em Jacareí: 9h15 no Frango Assado da Rod.Carvalho Pinto**
(Rota por dentro da cidade - 11 7814-6289)
*Concentração em Campinas a definir nesse fim de semana*

*Confirme presença para assegurarmos refeição de qualidade a todos e prepararmos o seu Certificado que corresponde ao ano 2 da Scooteria: 21 de abril de 2011 à 21 de abril de 2012.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Três Frentes Para Águas de Lindóia

Está ficando cada vez mais difícil narrar as nossas aventuras em motonetas. Primeiro porque o fator “Rede” da Scooteria tem funcionado bem nos últimos tempos, e segundo porque as histórias quase nunca se assemelham, e ultimamente elas têm ficado mais intensas. No caso da primeira exposição da Scooteria Paulista no XVII Encontro Paulista de Autos Antigos de Águas de Lindóia, a história é longa e dividiremos-nas em três frentes: a de Santos, a de Campinas/Sto.André e a de São Paulo/Sto.André/Jacareí. Melhor de três:

1. Da frente scooterista de SANTOS, por Gustavo Delacorte

Nosso passeio começou alguns dias antes, visto que preferimos dormir em algum lugar o mais perto possível de Águas de Lindóia do sábado para o domingo do que fazer um bate e volta no domingo. Foi aí que soubemos que todos os hotéis, dos mais caros aos mais baratos, já estavam lotados. Depois de alguma pesquisa, o Mario conseguiu um hotelzinho simples em Pedreira, mas bom, e o principal, barato. Para a nossa sorte, não estava nem chovendo no dia, e o sol ensaiava aparecer. Pena que ficou só no ensaio mesmo.

Nos encontramos no ponto de saída, o Posto Portal de Santos, de onde saímos. Logo que chegamos na Anchieta, meu farol queimou, mas resolvi tocar até a hora de abastecer sem ele. Mas era mesmo pra eu parar, pois alguns quilômetros adiante o cabo do acelerador soltou, coisa que já havia acontecido uma semana antes no primeiro teste da minha Vespa na estrada após a reforma. Como o lugar onde parei tem fama de perigoso, tratei de encaixar o cabo novamente e aproveitei pra trocar a lâmpada o mais rápido possível. Depois disso, tocamos adiante pela Rodovia Anchieta e cruzamos São Paulo até a Rodovia dos Bandeirantes, onde após uma parada para abastecer tocamos até Jundiaí, onde paramos para beliscar alguma coisa no restaurante Spiandorello.

De lá, tocamos e passamos por Itatiba, Morungaba, onde passamos pelo famoso “S”, e, finalmente, Amparo, onde abastecemos e seguimos para Pedreira, onde ficamos até o dia seguinte. Destaque para o trecho de estrada entre Morungaba e Amparo onde os bambuzais se tocam sobre nossas cabeças, literalmente, como um túnel natural, bloqueando a luz do dia e até mesmo alterando a temperatura do ar. A única foto que consegui tirar guiando não foi exatamente nesse ponto, mas dá se ter uma noção pois na imagem o mato já estava se fechando. Muito bonito mesmo.

Quando chegamos em Pedreira, encontramos o comércio fechado e as ruas praticamente vazias, creio que por conta da chuva e do feriado. Mesmo assim, pudemos conhecer algumas coisas... 

No dia seguinte, tanto fazia para nós se estaria chovendo ou não, e como estava! Tomamos o café da manhã, vestimos nossas capas e partimos para Águas de Lindóia. As estradas são gostosas de pilotar, pois são cheias de curvas, e como além do evento em Águas de Lindóia também estava acontecendo um encontro de motoclubes em Serra Negra, havia mais carros do que motos por praticamente todo o caminho. Depois de mais alguns quilômetros, finalmente chegamos ao destino, onde deixamos nossas Vespas em um estacionamento até que o resto da turma, vindo de São Paulo, chegasse.




Demos umas voltas a pé pelos carros antigos e pelas maravilhosas tendas, cheias de itens desde peças de carros até as mais diversas coisas, tudo antigo. Quando o pessoal de São Paulo chegou, ficamos conversando por cerca de uma hora com todos e logo nos preparamos para voltar, pois tínhamos mais 250 quilômetros pela frente até Santos pelo caminho que preferimos voltar, o mesmo da nossa ida, pois achamos mais seguro.



Logo em Serra Negra, uma surpresa. Os casais scooteristas Tatu e Adriana, de Campinas, e o Allan (Animal Taylor) e a Josie, de Santo André, estava parados em um posto de gasolina, de onde partiriam rumo a Águas de Lindóia para encontrar com o pessoal que havia ficado por lá. Logo que os percebemos, encostamos e ficamos ali todos batendo um papo por quase meia hora. Depois, seguimos nossa viagem para casa.

A volta foi sem chuva forte até um pouco depois de Amparo, onde almoçamos em um restaurante na beira da estrada. Dali em diante, praticamente surfamos pelas curvas debaixo de tanta água que caía, que nos acompanhou até perto de Santos, na Rodovia dos Imigrantes. Quando chegamos, a expressão de todos era a mesma: todos molhados, cansados, mas contentes por termos encontrado o pessoal em Águas de Lindóia e pelo passeio de mais de 500 quilômetros que fizemos.

2. Da frente scooterista de Sto.André/Campinas, por Tatu Albertini

Com uma certa demora e um tanto de preocupação, o Animal Taylor, a Josie e a Vespa Mimosa chegaram em casa por volta das 21h do sábado, vindos de Santo André. Jantamos e fomos dormir, para nossa aventura matutina. Às 1h45 da madrugada acordamos com uma virada de tempo absurda que derrubou um vaso de casa, meu semáforo, e quase levou minha rede embora. A chuva acabou desanimando nossa vontade, mas mesmo assim pegamos no sono novamente e às 6h da manhã, junto com o sino da igreja, eu e Allan (Animal Taylor) pulamos da cama e fomos pra varanda avaliar a situação. Chuva, frio e todos nossos parceiros campineiros de viagem com certeza estavam irritados e frustrados pela desistência do passeio. Acordamos novamente as 10h sem chuva, fizemos um bom desjejum e preparamos as tralhas, enquanto eu calibrava o pneu e enchia o tanque da melindrosa com uma gasolina com rica mistura em óleo para aguentar a viagem em dois na motoneta. Pegamos a estrada às 11h da manhã. Em Serra Negra encontramos de novo a chuva, que só parou na noite da segunda feira. Paramos para vestir as capas, e logo mais à frente paramos pra tomar um café pra esquentar a carcaça. Ali encontramos o trio da baixada - Gustavo, Mario e Luca - no trecho de volta a Santos. Tivemos meia hora de prosa e depois continuamos, cada grupo para seu rumo. Chegamos em Águas de Lindóia aonde encontramos a Scooteria preparando para debandar. Encontramos também o nosso amigo Uitamar e todo o encanto do evento, aonde "perdemos" boas horas de distração. Voltamos eu e Adriana à noite na chuva com nosso farol 6volts iluminando quase nada. Tentamos uma rota alternativa, mas com serra e escuro total. Achei melhor não abusar do anjo da guarda e voltamos pra cidade ,onde pegamos a estrada por Itapira que seria mais rápida e mais segura. Animal voltou mais tarde junto de seus amigos de moto clube. Abaixo o vídeo do Animal Taylor que está no youtube: "Lambrão do Tatu" e "Mimosa do Animal":



3. Da frente scooterista de São Paulo/Sto.André/Jacareí, por Marcio Fidelis



A chuva começou na capital paulista às 2h da manhã. Sabíamos que o Gustavo, Luca e Mario já estavam em Pedreira, que o Marmirolli estava em repouso por lá também, sua cidade. O Animal Taylor com a Josie haviam pernoitado em Campinas, na casa do Tatu. E o Emerson Mestrinelli já estava em Águas de Lindóia com sua Vespa. E na manhã de chuva todos se reuniriam no grande evento. A frente paulistana sairía pela Radial Leste, de um posto de combustível combinado durante a semana, e encontraria mais amigos pelo caminho. Então às 6h da manhã lá estavam o Daniel Turiani com a Gisele, prontos para o primeiro desafio rodoviário de 2012 no Brasil (depois daquele giro pela região de Roma numa Vespa GTS300). Também o Lucas de Nadai, encapado para o seu primeiro giro rodoviário. E o Fabio Much, trazendo uma capa de chuva pra mim, que me salvou a pele do chuva gelada que o dia nos reservava. Então chegou o Rafael Assef na sequência, o mais desprotegido da previsão do tempo, e que aguentaria como um touro nas vésperas do seu aniversário. Aí então chegou o seu Artur, com um sorriso de bom dia e com sua breve companhia. Breve porque ele viera de Taboão da Serra até a Radial Leste para trazer seus cumprimentos e nos desejar sorte. Teria compromisso familiar pela manhã e não poderia nos acompanhar dessa vez.


Abastecidos e calibrados, partimos sem festa, no frio das 6h40, rumo à saída para a Fernão Dias. E no posto combinado, antes da rodovia, estavam lá mais três amigos preparados para a rota: o Rafael Favero que não podia cochilar, o seu irmão Felipe Favero, outro irmão da Família vespística Favero, e o Marcelo Santana com a Valérie, corajosos vindos de Santo André. Estávamos então em sete Vespas às 7h da manhã, e sob água deixávamos a Terra da Garoa.

No princípio demoramos para tomar ritmo, seguíamos na média dos 70km/h no vento do dia mais gelado do outono. A chuva apertou já nos primeiros 30 kms. Paramos à beira-pista pra vestir capas e seguimos. Caminhões e carros passavam a 110 km/h e levantavam a água do asfalto. Foi numa dessas que perdemos o Fabio Much de vista. O recado correu o comboio: "um ficou pra trás". Como não havia retorno ali decidi esticar deitado até a ponte da Dom Pedro, 15 quilômetros adiante, aonde marcamos com o Walter e Eder, que vinham de Jacareí conforme o combinado. O pessoal apertou o passo também e em poucos minutos chegávamos na ponte. Ali na Dom Pedro I tentamos contato telefônico com os outros, mas sem sucesso. Enfim, depois de cinco minutos de espera, eis que surge das águas o Fabio Much, com os faróis bem acesos e com a frase pronta: "acho que eu to muito magro pra andar de Vespa". Aconteceu que todo vento que batia jogava ela de um lado pro outro, e ele tentava controlar a braços finos a estabilidade da moto. Na real o problema era outro, mas ele descobriu isso só mais tarde. Era 8h20 da manhã quando chegaram o Walter e o Eder. Voltamos pra Fernão Dias e paramos no primeiro posto adiante para cumprimentar os amigos do Vale do Paraíba. Esses caras são lendas nas estradas do Vale, verdadeiros scooteristas rodoviários dispostos a qualquer parada. O Daniel aproveitou o tempo para tentar regular seu novo engenho, um carburador especial. Seguimos adiante então.

Sob uma breve garoa e trânsito suave entramos em Bragança Paulista e depois de cruzar a cidade adentramos o patrimônio paisagístico do Circuito das Águas Paulista diante de um forte vento. Nesse meio tempo atendi na pista o telefonema do Gustavo. Era 9h15 e eles já estavam em Águas de Lindóia, porém o nosso espaço ainda não estava liberado pois o Emerson Mestrinelli perdera a hora. (Ele prestigiara os quatro dias do encontro com sua PX200 exposta). E naquela garoa na estrada me confundi na agenda e passei o telefone do Gustavo errado para o Emerson. Resultado foi que a expo começaria de fato com a chegada da nossa frente, e ainda tínhamos 60 kms a serem percorridos. Logo após a entrada de Socorro paramos no posto para o Much verificar a calibragem dos pneus. De fato estava muito cheio e ele baixou consideravelmente, afim de assentar na pista a Vespa bambeante. E de fato isso ajudaria, mas não resolveria a sua situação. Ali no posto eu já estava aflito com as notícias vindas da exposição. E enquanto os irmãos Favero regulavam a embreagem da moto, a outra parte resolveu fazer um lanchinho, aumentando minha preocupação. Seguimos então para os últimos 25 kms regularmente, aos 70km/h.


Paramos então as nossas motonetas na beira da lagoa, ao lado da PX do Emerson (que chegara às 9h55 no espaço). Nisso chegou o Gustavo, Luca e Mario, que andavam pela praça. Como chegaram cedo e não encontraram o Emerson nem sua PX por lá - e a organização do evento ainda não havia dado permissão para que alguém estacionasse motoneta lá sem a presença do Emerson -, guardaram-nas num estacionamento. Convencemos o Mario e o Luca então a buscarem suas PX200 no estacionamento para acompanhar o restante do grupo ainda que por uma hora apenas, afinal de contas as três Vespas deles foram as que viajaram de mais longe, e eram ali o orgulho da classe.

Mal paramos as Vespas e já vinham os primeiros curiosos. E o que era pra ser uma exposição completa - de nome 2 Anos em 2 Tempos, com fotos, posters, revistas etc -, por causa da chuva se tornou uma simplória exibição de 14 Vespas sujas da estrada. Da minha parte levei apenas uma placa de com o nosso brasão, e bandeira do Estado de São Paulo e a maleta semi-hipermeável com folders e impressos. O Eder trouxe de Jacareí uma das homenagens mais singelas que a Scooteria já recebeu de um membro seu: uma faixa comemorativa de 2 anos, made by hand. E o Walter Vespaparazzi trouxe-nos os patches da SP, que e ali repassamos para os primeiros interessados.

Foi uma surpresa das mais agradáveis encontrar amigos do grupo por lá, prestigiando a exposição ainda que sem as suas motonetas. Fatores como saúde, noite mal dormida, família etc, os impediram de viajar conosco, mas estavam lá em pessoa: Koré/Cris, Leo Russo/Claudia, Oliver/Andreia e família, Uitamar Bandeira, Wolney, Bleiner, Nenê - o Casotti também apareceu por lá e conheceu o Animal mais tarde. Diversos proprietários de motonetas vieram falar conosco. Eram em maioria da região do Circuito das Águas e de Minas Gerais. Conversei com uns dez proprietários, e não me recordo dos nomes. Lembro de um morador de Águas de Lindóia, que me mostrou as fotos de sua coleção. Havia ali Lambrettas e Vespas das mais variadas, incluindo um Lambrecar da metade dos anos 60. Sua coleção estava a menos de 1 km de distância de nós, mas deixou todas na garagem. Aí ele foi zuado, é claro!! Da minha parte ele ganhou o apelido de "vespitalista", o acumulador de motonetas. Para todos os que vieram falar comigo repassei adesivos da SP, cartão postal da minha viagem e o folder do livro O Aventureiro. E ficarei imensamente feliz de receber emails ou telefonemas desses proprietários que nos trouxeram seus cumprimentos. Amigos de SP e BH que falaram conosco no evento, entrem em contato: scooteriapaulista@gmail.com

Era 13h quando o pessoal de Santos ligou as motonetas para a aventura da volta. Mario, Luca e Gustavo se despediram encapados, sem se esquecer do lenço de seda do Luca, amarrado com elegância no pescoço: "estilo é preciso", disse o nosso amigo italiano. Então eles se foram, e é sempre um pouco triste ver os amigos em Vespa partindo. O Emerson ficou no posto enquanto a gente saiu pra prestigiar o evento sob a garoa que não cessava. Notei lá algumas Lambrettas LI numa banca, expostas para negócio, e notei também uma outra banca de acessórios e peças de motonetas.

Era 14h30 quando, de volta à exposição da Scooteria, ouvimos aquele barulho inconfundível de 'Lambretão': era o Tatu e a Adriana, seguidos pelo Animal e Josie. Haviam se demorado em Campinas por causa da chuva e também chegaram encapados. E chegaram com a notícia inusitada de que haviam cruzado com o pessoal de Santos nas proximidades de Amparo. Era 15h e precisávamos partir. Recolhemos a bandeira, os pertences, a faixa do Eder, e então fizemos a foto oficial da exposição 2 Anos em 2 Tempos. O Fabio Much, Assef e os Faveros chegavam para a nossa partida. Nos despedimos, e seguimos na garoa, para uma viagem um tanto penosa de volta pra casa.

Saímos de Águas de Lindóia, e paramos num posto de combustível na cidade de Lindóia. Éramos dez motores: Marcelo/Valéria, Daniel/Gisele, Walter, Eder, Much, Rafael Assef, Rafael Favero, Felipe Favero, Lucas de Nadai e Fidelis. Tomamos o mesmo caminho da ida na volta. O frio era o mesmo, as pessoas as mesmas, a estrada também. só a história que não seria a mesma. Na região de Pinhalzinho os irmãos Favero encostaram para dar um acerto na regulagem da embreagem. A motoneta perdia força e isso estava relacionado ao fim da vida dos discos. Em cinco minutos fizeram o serviço, tempo de um cigarro, e então partimos na chuva de sempre. Porém notamos que a PX do Felipe Favero continuava a perder força, e o Much também continuava preocupado com a instabilidade da sua Two Tone 200cc. Encostamos todos num posto de combustível no perímetro rural de Bragança Paulista, e ali o Rafael decidiu: "vou deixar essa Vespa aqui no posto e na terça-feira volto de caminhão para buscá-la". Falou com o gerente e reservaram um espaço para ela numa sala dos funcionários. Então o Felipe Favero pulou pra garupa do irmão e seguimos adiante. Era 17h40 e o dia já terminava ali. A pista exigia um farol seguro, e o meu farol alto estava em curto, e piscava com frequência, obrigando-me a usar somente o baixo. Passamos por Bragança e entramos finalmente na terrível Fernão Dias, para tomarmos o maior susto do dia: o trânsito. Havia um trânsito intenso e sem fim, e apesar do excesso de veículos na pista molhada, os caminhões e carros corriam como que se estivessem em competição. Era de arrepiar, e nós estávamos em nove Vespas no meio daquela confusão.

Na intersecção da Fernão com a Dom Pedro I os nossos amigos Eder e Walter Vespaparazzi tomaram o rumo ao leste paulista, e nós seguimos ao sul. Mas nós quem? Procurava lá atrás algum sinal dos Favero's, do Much e do Lucas, e nada deles. Acenei para o restante do grupo seguir adiante e parei no acostamento. Ali fiquei por quase dez minutos fitando os corredores na expectativa de avistar os amigos. E nada deles. Preocupado, acelerei por entre os carros até chegar ao restante do grupo a 7 kms adiante. Disse a eles do sumiço dos outros, e consideramos melhor seguirmos adiante até um local mais seguro para esperá-los. Pagamos o pedágio então e encostamos. Ali ficamos por meia hora esperando pelos amigos. Mas sem notícias. O comunicador do pedágio avisou que "sim", havia ocorrências de acidentes pela rodovia, mas não tinha informações de quem veículos eram. Num dado momento o Rafael Assef conseguiu fazer contato com o pessoal, então o Much disse o ocorrido, reproduzindo em partes:

"A Vespa do Lucas parou. No acostamento o Rafael Favero diagnosticou que não havia faísca na vela, e que provavelmente aquilo era um pau no estator ou no CDI. E ali mesmo parados eles perceberam que havia furado o pneu da PX200 branca do Rafal Favero. O mesmo doido ajoelhou ali no barro e trocou o pneu, ficando sem step pra volta. E o detalhe disso tudo: nessa hora a lâmpada do poste à beira-pista queimou, deixando-os no escuro do acostamento. Eles chamaram o guincho da rodovia, que os levaria para o posto de combustível mais próximo."


Então nós (Fidelis, Rafa Assef, Daniel/Gisele e Marcelo/Valéria) seguimos adiante para um abrigo iluminado chamado Ipiranga. Foram mais 10 kms de giro noturno e o trânsito da pista já tinha desafogado por ali. Como se não bastasse, o farol da Super do Rafa Assef queimou. Então dobramos a atenção com o nosso amigo. Na parada seguinte Assef ligou para o Much novamente, que nos alertou que os Faveros tinham acabado de sair de volta pra casa e que ele e o Lucas de Nadai ficariam por lá à espera da caminhonete de um amigo do Lucas que iria para resgatá-lo. Os Faveros deviam estar na altura da Dom Pedro I naquele momento, a 50 kms de nós, então decidimos seguir de volta pra casa. Nos despedimos ali com a sensação de uma guerra vencida à espera dos outros soldados. Todos estavam a salvo, e cheios de histórias pra contar pros netos, histórias reais, de uma vida em Vespa vivida em sua plenitude, e dessa vez no Circuito das Águas o nosso encontro virou de fato um "encontro das águas".

Veja mais fotos da viagem e também do evento nos sites:

domingo, 6 de maio de 2012

Há 50 Anos em SJC (1962-2012)

Essa é mais uma do acervo de Anderson Wasser, contando as histórias e memórias de seu pai Felipe Wasser, finado joseense. Na foto 01 está um amigo não identificado pelo filho, e na foto 02 está seu pai, o dono da Lambretta LD, e ambas as fotos foram feita na Rodovia Presidente Dutra, quase na entrada de São José dos Campos, em 1962, há cinquenta anos atrás. 



E conta seu filho: "Sua primeira Lambreta foi comprada em 1962, com o dinheiro de seu primeiro salário, de seu primeiro emprego – GM do Brasil".

Ela anuncia aqui a data oficial do SP EM 2T, a festa da Scooteria Paulista - com entrega geral do Certificado de Performance dos integrantes durante o Ano II. A festança acontecerá em SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, no dia 27 DE MAIO DE 2012, na Adega Soberana (estrada para Monteiro Lobato) das 11h às 15h.

Antes disso faremos uma concentração no Centro da cidade, que será na PRAÇA CÔNEGO LIMA - aonde retornaremos à história da I Gincana de Lambrettas de São José dos Campos- , no Centro da cidade, às 10h. O "SP EM 2T" (2 Anos em 2 Tempos) anunciará a chegada de uma novidade à mineira.


TODOS OS SCOOTERISTAS CLÁSSICOS ESTÃO CONVIDADOS
LEVEM SUAS VESPAS, LAMBRETTAS, BAJAJS, etc
SOMENTE SCOOTERS CLÁSSICAS
NÃO INSISTA COM OUTROS VEÍCULOS




ESCREVA PARA NÓS E CONFIRME PRESENÇA, PARA CRIARMOS O SEU CERTIFICADO DE PERFORMANCE E PARA NOS ORGANIZARMOS PARA ESSE ENCONTRO GERAL DA SCOOTERIA PAULISTA:
scooteriapaulista@gmail.com

quinta-feira, 3 de maio de 2012

O Grande Evento (1955)

Essa é uma colaboração do fotógrafo paulistano Tiago de Carli. A foto, do acervo do seu avô Attilio de Carli, data de 1955, o primeiro ano da indústria Lambretta do Brasil S.A., e conta Tiago:



"Essa foto é de 1955 e a Lambretta era zero km na época. Se não me engano pertencia a um amigo que esta ai na foto. Meu avó é o único com um cigarro na boca ao fundo. Essa foto foi feita como uma reunião entre os amigos do trabalho e dia-a-dia, pois era uma turma bem próxima. Na época todos trabalhavam em indústrias aqui pelo ABC e meu avó tinha 27 anos na foto, um ou dois anos depois de se casar. Apesar de toda a simplicidade que existia na época, nenhum deles tinha dinheiro para gastar, e estes trajes e a foto em si já era um grande evento para eles. A Lambretta era invejada por todos!!!


Meu avó era morador de São Paulo - Vila California, Zona Leste. A foto foi tirada na Rua Francisco Conde Matarazzo, em São Caetano do Sul - o local não existe mais - e meu avó e todas as pessoas da imagem trabalhavam juntas na Oxigênio do Brasil que fica na Avenida Presidente Wilson."

(Tiago de Carli)