Últimas Imagens

domingo, 15 de abril de 2012

Monte Alegre do Sul Antigomobilismo e Similares Festival 2012

Encontros de autos antigos e/ou motocicletas clássicas não são mesmo a nossa veia. Primeiro por serem de caráter expositivo, segundo, por serem organizados por pessoas de outro meio, e que não compartilham exatamente do mesmo estilo de vida que o nosso, e terceiro, por não trincarem conosco em nada, manja? Mas no caso de Monte Alegre do Sul - e de outros quatro eventos antecedentes: Jaguariúna em 2010 e 2011, Poços de Caldas em 2011 e Monte Alegre do Sul em 2011 e 2012 -, abrimos uma exceção ao Marmirolli, e sempre vale bem a pena puxar um giro rodoviário de prestígio ao empenho de um membro da família. E dessa vez 15 motonetas roubaram a cena do Monte Alegre do Sul Antigomobilismo e Similares Festival 2012, que aconteceu para nós no sábado de 7 de Abril.


A divulgação desse foi bem simples e contou com o boca-a-boca. Localmente os amigos foram organizando as saídas. De São Paulo, cinco: Fidelis, seu Artur (Taboão da Serra), Emerson Mestrinelli, Leo Russo, Fabio Much. E encontramos um dos nossos no começo da Raposo Tavares, o Animal Taylor/Josie, que vinham de Santo André e tomou um atalho direto pra pista. De Campinas veio o Flavio e o Beto da oficina Vespolândia. De Limeira o André e o Gilberto Valadão. De Pedreira veio o Marmirolli e o Vicente. De São Roque o Ed Purga. E de Amparo, o Ari. Além de algum sujeito oculto que foi de PX200 vermelha, bem mais tarde soube que era a do organizador do evento, Flavio Ferreira. Os modelos presentes eram: Vespas PX200, Originale 150, M4 e Super 150. Lambrettas LI e Xispa.


A viagem foi tranquila para todos. E o evento nos proporcionou a possibilidade de conhecermos outras pessoas, alguns deles já lendários, como foi o caso do Beto de Campinas, figuraça! Também o Vicente, de Pedreira, bastante atencioso com as necessidades da SP para o evento de maio (SP em 2T). O seu Ari - breve conhecido do Marmirolli -, que na sua M4 nos guiou até o final de Amparo, se certificando de que não tomaríamos o caminho mais longo até a metrópole. E o interior de São Paulo reserva-nos belas paisagens e boas pessoas. Eu (Fidelis) que tenho sangue caipira* (do oeste paulista), tomo a estrada a qualquer chamado, como que uma pré-disposição à terra. O Animal Taylor recentemente revelou-me que é andreense mas na verdade nascera em Presidente Prudente. O Emerson então, mais longe ainda, esse nasceu em Dourados (MS) e vivera no Paraná e no oeste de SP. E o seu Artur, paranaense de RG, aos 80 anos de idade pega a estrada duas vezes por semana ou mais. Por essas e outras que a nossa vida scooterista é tão dividida entre a metrópole e as paisagens campestres, dos encontros de estradas aos eventos regionais. Prova-se outra vez a Teoria do Eterno Retorno (do filósofo alemão F.Nietzsche): "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes...".

Chegamos por volta do meio-dia, quase todos juntos, de diferentes estradas, como que se fosse combinado. Depois de um dedo de prosa e algumas fotos, deixamos as motonetas na sombra, no meio da Praça Matriz, e fomos todos bater uma chepa (almoçar). Uma hora e meia mais tarde a lombra era tanta que a grama da praça serviu de colchão para alguns de nós. De fato o calor ainda trazia um pouco do verão passado. E na hora de juntar as tralhas e voltar pra casa, a surpresa que nos aguardava se mostrou. A organização do evento trouxe-nos os certificados de participação e um troféu para cada scooterista. Nos sentimos lisonjeados pela atenção, afinal, todo souvenir é um elemento de lembrança, prestígio ou reciprocidade. 


Era quase (ou passava das) 16h quando ligamos os motorinos e partimos em sinfonia. O Animal Taylor e a Josie ficaram por lá para curtir um fim de semana namorante no Circuito das Águas. Também a Vespa PX do chefe Flavio. Nós partimos, em bloco. Na saída de Monte Alegre paramos num posto de combustível, e eis que alguém me avisa: "tem uma PX dentro do posto". Era uma malacabada 200cc do frentista. Abastecidos e reunidos, tomamos a pista rumo à Amparo. O Marmirolli, que esticara de Lambretão (e o Vicente, que o acompanhara na Xispa), nos aguardava no km seguinte. Foram então 14 kms de giro até Amparo, na média dos 60km/h, procurando manter dentro do comboio o Ari e sua M4. E faço aqui um apelo para todos os scooteristas de SP, dica do experiente Walter Vespaparazzi: quando estamos num comboio, o mais lento determina o ritmo! O Ari foi muito atencioso conosco e nos guiou até a saída de Amparo. O Flavio, Beto, Marmirolli, Vicente, André e Gilberto seguiram então pela Rodovia João Beira. O Emerson, Much, seu Artur, Leo Russo, Ed Purga e eu Fidelis descemos para a Rod.Constâncio Cintra. Em meio ao trânsito não houve despedidas. Mas pude agradecer ao Ari (residente de Amparo), que ali ficava com sua M4, com visível sensação de dever cumprido pela atenção dispensada aos amigos da classe. 

O Animal Taylor, que ficou por lá, depois escreveu: "Fomos (Animal e Josie) pra Serra Negra no finalzinho da tarde, lá pelas 17h, demos o maior rolê na rua do Centro, e parei minha Vespa ao lado de outra. O dono tem algumas lojas na região, tem a Vespa há 15 anos e falou que vai entrar em contato com a Scooteria. Deixei tudo quanto é contato possível. Continuando... a própria Josie, que é caipirona da roça mesmo, disse que talvez nunca tenha visto uma lua tão forte quanto a que vimos ontem de madrugada... e a Serra é simplesmente espetacular! A estrada estava muito vazia. Desliguei a Vespa e deixei rolando Can't Help Falling In Love, do Elvis Presley, e descemos à Serra Negra na luz da lua".



Essa foi uma oportunidade das boas para desfrutarmos mais uma vez das estradas do Circuito das Águas, para revermos os amigos de diferentes cidades, conhecermos outros, e trocarmos algumas idéias a respeito dos projetos futuros. Obrigado a todos os scooteristas pela presença nesse chamado, e pela reciprocidade espontânea. Um abraço e até o próximo desafio rodoviário, novamente para o Circuito das Águas no dia 29 de abril...

*Caipira significa o morador da roça. Originalmente o termo é indígena e faz referência ao mestiço do branco com a índia durante a formação do sudeste e de partes do sul brasileiro.

4 comentários:

Scooteria Paulista disse...

Foto 1 e 3 de Vicente.
Foto 2,5 e 8 de Marcio Fidelis
Foto 4 do álbum de Emerson Mestrinelli.
Foto 7 do álbum de André Hornhardt.
Vídeos de Animal Taylor.

antonio disse...

eu sou caipira, sou mineiro vivente em taubaté. e de vez em quando acompanho as noticias do site de voces, e fico sabendo que voces andam pros lados de são josé e jacareí. viu scooteria, eu trouxe a minha px pra cidade. ainda não está funcionando, os pneus estão muchinhos, mas em breve vou mandar pra reforma. vocês me indicam algum mecânico na região do vale do paraíba?

um abraço pra todos, toninho

Animal Taylor disse...

Encontros de carros antigos e similares podem até não ser o nosso forte, mas quando a gente chega damos um outro ar pro evento... e acaba ficando com a nossa cara, sempre! =)
Viva o scooterismo! o/

Fidelis disse...

definiu, é isso mesmo o q acontece!!!