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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Minha Primeira Vespa (Emerson Mestrinelli, 1989)

"Mais uma antiga pra coleção da Scooteria Paulista! PX 200 Elestart Verde, ano 1986/1987. Fui segundo dono em 1988/89... acho que tinha uns 1.000 km...


... Mas tava praticamente Zero Km, a placa era de Rolândia/PR - QD-654 - E a foto foi tirada em Campo Mourão/PR. Na epoca vendi pra um amigo, que tinha uma plantacao de morangos, mas depois ele vendeu e nunca mais vi!!!" (Emerson Mestrinelli).

Essa é a segunda colaboração histórica do nosso amigo sul-mato-grossense Emerson para o blog da casa. Para quem não se lembra, a primeira se passou no final dos 70', e foi com uma Super 150, veja aqui. Gratidões ao amigo, que indicou-nos à participação da exposição da Scooteria Paulista no XVII Encontro Paulista de Autos Antigos de Águas de Lindóia, expo que aconteceu ontem, domingo, das 10h em diante. A convite da organização do evento (que hospedara ele e Alessandra), Emerson subiu de São Paulo na sexta-feira a noite para voltar só amanhã na terça-feira, e dessa vez seguiu e voltou com a Vespa rebocada no carro. Sua PX200 atual é uma vermelho/vinho com o cartaz do Curitiba em Vespa 2010 adesivado no escudo.

Já se passaram 24 anos desde o dia dessa foto, por isso hoje inauguramos então a TAG Quem Fomos Nós, para contar um pouco do nosso passado antes de sermos Scooteria Paulista. Revire seu baú, o baú dos seus pais e avôs, e envie-nos velhas memórias e pitorescas histórias de scooterismo. Compartilhe com os leitores e amigos da Scooteria como eles fizeram: QUEM FOMOS NÓS.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

As Motonetas de Socorro (1965)

No clima da viagem para Águas de Lindóia, segue aqui um documentário feito pelo mestre Primo Carbonari sobre a cidade de Socorro, região de Lindóia, do Circuito das Águas Paulista. Identifiquei nesse vídeo a passagem de uma Lambretta LI, uma Vespa (M3 ou M4) e uma Lambretta LD, aos 3min e 56segundos. A presença delas foi parte dos eventos comemorativos do aniversário da cidade (9 de agosto de 1965).


Nesse domingo do dia 29 de abril estaremos em Águas de Lindóia, no XVII Encontro Paulista de Autos Antigos. E será bastante especial, pois participaremos do evento, expondo as nossas motonetas cheias de histórias urbanas e rodoviárias. Estaremos oficialmente instalados num espaço reservado próximo ao Portal do evento (perto daquele trenzinho). Como a previsão do tempo/clima é de chuva, abortei a missão de levar expositores, cartazes  e documentos em papel. Levaremos as nossas motonetas, capas de chuva, adesivos para todos, patches para as jaquetas dos membros da SP, e duas curiosidades: uma preparada pelo Sergio Andrade (de São Paulo) e outra pelo Eder (de Jacareí). Estão confirmadas conosco as motonetas das cidades de São Paulo, Jacareí, Santos, Santo André, São Bernardo do Campo, Pedreira, Taboão da Serra, Limeira, Campinas, Americana e Jundiaí. 

No domingo estaremos próximo ao Portal do evento, das 9h30 às 15h30

Sobre comboios, no domingo às 6h da manhã a turma sairá de suas cidades. De São Paulo partiremos às 6h15 da manhã da Radial Leste, do posto BR pertíssimo do Metrô Belenzinho, e seguiremos direto pela Rodovia Fernão Dias. Nos encontraremos com amigos do Vale do Paraíba no cruzamento das rodovias Fernão Dias x Dom Pedro I às 8h da manhã. A pontualidade é mais do que importante pois trata-se de uma exposição, na qual o Emerson Mestrinelli mediou o meio de campo com bastante empenho. Todos sabem que esse é o maior encontro de autos antigos da América Latina, e que os proprietários dos veículos pagam (e não é pouco) para fazer parte oficialmente do evento. Todavia, nós fomos convidados, topamos, e honraremos o convite ainda que sob forte chuva.

- Para informações sobre o espaço da Scooteria no evento, ligue para o Emerson (que estará por lá a partir do sábado de manhã): (011) 5452-5000.

- Para informações sobre os comboios locais, ligue para mim (Fidelis), que repasso detalhes e contatos: (011) 5497-8344.

A previsão é de chuva, portanto guerreiros, preparem suas capas pois esse será um dia diferente.

"As águas de Socorro não são simples águas. São consideradas miraculosas pelas suas propriedades curativas" (Primo Carbonari).

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Scooteria Paulista na REDE TV

Durante o IV São Anivespaulo o furgão da REDE TV nos acompanhou por quase todo o itinerário, e entrevistou alguns de nós. A matéria demorou mas foi ao ar hoje (quarta-feira) às 11h10 da manhã no programa Nestlé com Você! Apreciem sem moderação!!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Exposição de Adriano Lemos na Fibra Galeria

Na quarta-feira de 18 de abril estivemos (China, Animal/Josie, Koré/Cris e Fidelis) na Fibra Galeria, no Pacaembu, S.Paulo para prestigiar a vernissage das obras do amigo pernambucano-veSPista Adriano Lemos. E para a nossa surpresa, dentre suas instalações e quadros haviam duas obras com scooter estilo Vespa. Ele tem os dons!! Acho que arte é por aí mesmo!! A exposição vai até o dia 12 de Maio.

Fibra Galeria
Rua Tupi, 7928, Pacaembu - São Paulo - SP
Funcionamento: Segunda a sexta das 11h às 19h. Ao sábados das 11h às 16h.
Tel: 11 2478-3688 - email: contato@fibragaleria.com.br

sábado, 21 de abril de 2012

SCOOTERIA PAULISTA: 2 ANOS EM 2 TEMPOS

Hoje, sábado de 21 de abril a Scooteria Paulista faz 2 anos de vida. A festa será no dia 20 de maio, em São José dos Campos, pois precisamos de um tempo para avaliarmos a performance de cada scooterista do grupo durante o ano para premiá-lo decentemente. Queremos agregar, unir e se divertir, e para esse terceiro ano de atividades um levante se prepara.


Parabéns para nós, que em dois anos de firma nos tornamos o maior grupo scooterista do Brasil, e quem sabe da América Latina. Nesses dois anos de história visitamos mais de 40 eventos de distintas categorias, realizamos 13 oficiais exclusivos para a nossa classe, e outros 15 extra-oficiais para a máfia. Derrubamos velhos tabus e preconceitos da classe - muitos vão lembrar -, diferenças entre idade, sexo, dinheiro, visual, regiões paulistas, tudo isso foi por água abaixo, porque podamos o mal pela raíz. E principalmente, (para um grupo expressivamente grande e livre): mandamos para longe as xing-lings e seus adeptos!!! E assim sempre será, separando o joio do trigo, porque scooterismo na raíz deve ser clássico, deve estar nas ruas, e corresponde à relação homem e máquina. A Scooteria Paulista é um grupo de tropeiros, gente de personalidade e bom gosto, livres e fortes, e somos nós os pilotos: 

Aden Lamounier, (Alex L., os mineiros), Adriano Lemos/Simone (scooter-art), Afonso Antunes (o portuga), Alex Aparecido (o cara foi pro Chile de Vespa), Alex Petrillo (concepção do Troféu SP em 2T, ano 1), Alfredo, Anderson Ballet (Lambretta Brasil), André Luiz Hornhardt (a Companhia da Alegria), André Aguiar, Andréa Martins, Andreas Triantafyllou (o grego), Animal Taylor/Josie (Born To Be Wild pro Paraguay), Aurélio Martimbianco (DJ rodoviário), Andrey Cuia (o Russo de Sto.André), (seu Antônio Azevedo), Archimedes (da Lambretta inglesa), (Ari), seu Artur Gildo, Antônio Guerra/Beth, Belchior, (Beto Vespolândia), (Bleiner), Tiago Braga (o carioca), Bruno Tavares/Ane (aqui é tudo cosmopolista), Caetano Sevilla, Carol Louzinha (Lusa), Carlos Guerreiro (dos idos do Juke Box em SJC), Ciro Ernesto (grafite/street art), Carlos Maverick/Nil, (Celsinho), China (Scooterboys), Cristian Nucci (parlaaaando), (Clodoaldo), (Diane Reis), (seu Daré), Isbu (aí mano!), (Daniel Favero), Daniel Turiani/Gisele Leiva (rolê de Vespa em Roma), Davilym Dourado (fotógrafo), Eduardo Tiburtino (Troféu SP em 2T ano 1 - Old Scooter), Eder Luiz (o James Brown), Eric (doido!), Edelcio, Edgar (o doutor de Jacareí), Emerson Mestrinelli (advogado do divino), Fabio Much (woooow), Flavio Barbie (o bandeirante), (Flavio Ferreira), Fernanda Borges (Scootergirl), Fernando Arteaga (labaredas do Uruguay), Gabriel Corazzin (do Mod ao Rocksteady) , (Seu Geraldo), (Gilberto Valadão), Guilherme Murad, Gustavo Delacorte (Campeão da Libertadores em 62, 63 e 2011), Haine (alemão do Taboão), Hugo Frasa, Henrique Picelli,  Ivan Bornes (Viver é Massa!), (João Batista), (Jun Santos), Juja (dos Pin Stripes), (Laércio Rodrigues), Koré/Cris (o embaixador e a única Suzuki do grupo, em pessoa), Leonardo Russo/Claudia (Vespa Super Rodoviária), (Lincoln Telles), Lowercy Aires/Alda (Troféu SP em 2T, ano 1 - Alta Quilometragem) , Luca Perucci (o italiano), Lucas de Nadai, Luciana Silva, seu Luis (desejamos uma boa recuperação para o senhor!!!), (Luis LI) Purê (não venda a Vespa), Koré/Cris (embaixador e embaixatriz chamada Suzuki), Marcel (anivespaulista), Marcio Fernandes (M.Brasil deu aquela força!!), Marcelo Canto (Da Li a Super "200" à LI), Marcelo Druck (o gaúcho), (Marcelo Guerreiro), Marcelo Santana (das antigas), (Maria Antônia), Marcio Fidelis (um cara aí), Mario (cicerone dos Radunos), (Carlos Volpato), Mario Baraçal, Maurício Casotti (cicerone do 20 de maio), (Maurício, de Salto), Melk Rocha (the bluesman), Marmirolli (co-fundador), (Nei/Tati), Oliver (mano, já viu uma Perua da Vespa?), Paolo Vanucci (italiano da Lambretta), Paulo (Poderoso Chefão), (Osmani/Andressa Lambretta D'Época), Pedro (Corintiano da PX vermelha), Pretinho (mecânico da classe), (Poló), Rafael Favero (só não pode cochilar!!), Leonardo, Reginaldo Silva/Rose (Free Willy da Brilhantina à SP carregando a bandeira - Troféu SP em 2T ano 1 - S.O.S. Saving Our Scooters), Rafael Assef (a Super das ruas), Reginaldo Gonzaga, (Roberto Braga), Rodrigo Sonesso (ska ska ska), Rogê Senefonte (perdeu uma PX numa enchente do Tietê), Ronaldo Topete (Scuderia Chic), (Ronaldo), Rosa Freitag (scooterista rodoviária), Senna (agora aprendendo a andar de Vespa), Sergio Andrade (fotográfo/revelação), (Tatu), Tom (a Vespa do Palmeiras), Tuco (Das labaredas às Originales), (Maneiro), Uitamar e sua Super Super 200 (o único e a única!), Valentim/Tati (Outs), Vanessa Vanittes/Alessandro (Da Vespa à Lambretta à Vespa à Lambretta), Victor Hugo (evitando inspeção veicular ambiental), Vini Delante (levar creme para o próximo Raduno), Walter (o Vespaparazzi Rodoviário), Wolney e sua M4 com a promessa da PX no giro!).

(Também os amigos do São Roque Vespa Club que sempre que podem participam das nossas atividades: Nenê/Patrícia, Marcio, Ed Purga e Eduardo. E também aos amigos do 69 Vespa Clube, que todo ano segue conosco para Jundiaí: André e cia do ABC. E o Serginho e seu pai com o Clube da Lambretta de Jundiaí, que nunca deixa a peteca cair). Além dos outros diversos amigos que mantém contato mas continuam impossibilitados de participar conosco, os que participam raramente, e os que me foge à memória agora. Obrigado aos clubes do Brasil e do mundo, que nos apoiam diretamente, vocês sabem quem são vocês. Parabéns para todos nós que bloco a bloco construímos essa fortaleza em SP. 

A Scooteria Paulista está presente em pessoa nas cidades de São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Cotia, Taboão da Serra, Guarulhos, Santos, Mogi das Cruzes, Jacareí, São José dos Campos, Campinas, Americana, Limeira e Pedreira.


Não faremos festa hoje, deixo aos amigos que se divirtam em Vespa/Lambretta/Bajaj, como estão fazendo nesse momento os rapazes em Santos (Gustavo, Luca e Mario num giro de aniversário da SP), e como fizeram os rapazes em São José dos Campos e Jacareí (na reunião sagrada das quintas-feiras no Juke Box Bar). Eu Fidelis não poderei organizar nada para hoje nem amanhã pois o tempo urge, a máquina não pode parar e é preciso organizar direito e colocar em dia os assuntos do:

- XVII Encontro Paulista de Autos Antigos de Águas de Lindóia - expo da Scooteria no dia 29 abril.
- SP EM 2T (FESTA DE ANIVERSÁRIO DA SCOOTERIA) - Entrega dos troféus e certificados de performance, em São José dos Campos, no dia 20 de Maio na Adega Soberana (Estrada SP-50).

Portanto amigos e amigas, divirtam-se, e preparem-se para o terceiro ano da SP, que será peso-pesado!!


SO REMEMBER, YOU GOT A FRIEND,
AND YOU'LL NEVER WALK ALONE AGAIN!!!


*Foto acima do jovem Felipe Wasser, tirada em São José dos Campos em 1962, e compartilhada conosco pelo seu filho Anderson Wasser, do blog: http://felipewasser.blogspot.com.br/

quinta-feira, 19 de abril de 2012

XVII Encontro Paulista de Autos Antigos de Água de Lindóia

Pelo terceiro ano seguido a Scooteria estará presente no maior encontro de autos antigos da América Latina. Só que dessa vez fomos convidados a expor as nossas motonetas no evento. E tudo isso acontecerá num só dia para nós: o domingo.


No domingo de 29 de abril sairemos de diferentes cidades de SP diretamente para o encontro. No ano passado funcionou muito bem o comboio. E repetiremos o método, dessa vez corrigindo detalhes para apertar o passo, pois iremos para expor o nosso trabalho, o nosso grupo e a nossa história. O Daniel Isbu e eu estamos preparando um material contando um pouco das nossas viagens, da nossa filosofia e objetivos. O Emerson Mestrinelli está cuidando do meio de campo junto à organização do evento. E o Marmirolli estará lá os quatro dias no Box 10, com um stand de peças de motonetas para venda. 

Precisamos chegar lá às 9h30 da manhã, para termos um dia todo de visibilidade pois voltaremos às 15h30 (além do que trata-se de um evento de quatro dias, e teremos um dia apenas devido ao fato de não encontrarmos hotéis/pousadas com preços acessíveis para todos).

QUEM QUISER EXPOR A SUA MOTONETA EM NOSSO CURRAL, ENTENDERÁ QUE FARÁ PARTE DESSA FAMÍLIA E SERÁ MUITO BEM VINDO. TEREMOS NO DIA 29 UM ESPAÇO CERCADO NO GRAMADO, PRÓXIMO AO PORTAL DO EVENTO, E AO TRENZINHO.

A primeira concentração será em São Paulo e no Vale do Paraíba. Sairemos às 6h15 da RADIAL LESTE, do posto de combustível Belenzinho, na esquina do lado direito da pista, para quem vai sentido bairro. Dali é um pulo só até a Ponte Aricanduva, que dá acesso para a Rodovia Fernão Dias. Subiremos direto pela Fernão. E encontraremos os amigos confirmados de S.José dos Campos, Jacareí e Campinas, entre 8h e 8h30 no cruzamento da Fernão Dias com a Rod.Dom Pedro I. Então seguiremos direto, com previsão de uma parada apenas para abastecimento. Pessoal de Santos confirmou presença, mas irão no dia 28 e pernoitarão por lá a nossa espera. O Emerson Mestrinelli nosso camisa 10 Emerson Mestrinelli estará lá já mesmo no dia 28 também, para receber-nos e fazer contatos com os scooteristas locais. Entre em contato com ele: 11 5452-5000.

(Aguardamos confirmação dos amigos de Limeira, Americana, Amparo e São Roque). Estamos preparando também o material da Exposição 2 ANOS EM 2 TEMPOS.


ENTRE EM CONTATO CONOSCO, PARTICIPE, E FAÇA PARTE DESSA FAMIGLIA!!

Peço a todos que confirmem presença, que escrevam e se manifestem, pois esse é um dia bastante especial, e também bastante preenchido, e é necessário nos organizarmos agora. Estou com um Rádio Nextel emprestado para ocasiões especiais, quem tiver o rádio também, escreva pedindo o  nosso ID. Um grande abraço a todos.

*OBS: Esse post será refeito conforme forem aumentando as sugestões e a precisão das informações.

Clique na figura para ver a programação do evento

domingo, 15 de abril de 2012

Monte Alegre do Sul Antigomobilismo e Similares Festival 2012

Encontros de autos antigos e/ou motocicletas clássicas não são mesmo a nossa veia. Primeiro por serem de caráter expositivo, segundo, por serem organizados por pessoas de outro meio, e que não compartilham exatamente do mesmo estilo de vida que o nosso, e terceiro, por não trincarem conosco em nada, manja? Mas no caso de Monte Alegre do Sul - e de outros quatro eventos antecedentes: Jaguariúna em 2010 e 2011, Poços de Caldas em 2011 e Monte Alegre do Sul em 2011 e 2012 -, abrimos uma exceção ao Marmirolli, e sempre vale bem a pena puxar um giro rodoviário de prestígio ao empenho de um membro da família. E dessa vez 15 motonetas roubaram a cena do Monte Alegre do Sul Antigomobilismo e Similares Festival 2012, que aconteceu para nós no sábado de 7 de Abril.


A divulgação desse foi bem simples e contou com o boca-a-boca. Localmente os amigos foram organizando as saídas. De São Paulo, cinco: Fidelis, seu Artur (Taboão da Serra), Emerson Mestrinelli, Leo Russo, Fabio Much. E encontramos um dos nossos no começo da Raposo Tavares, o Animal Taylor/Josie, que vinham de Santo André e tomou um atalho direto pra pista. De Campinas veio o Flavio e o Beto da oficina Vespolândia. De Limeira o André e o Gilberto Valadão. De Pedreira veio o Marmirolli e o Vicente. De São Roque o Ed Purga. E de Amparo, o Ari. Além de algum sujeito oculto que foi de PX200 vermelha, bem mais tarde soube que era a do organizador do evento, Flavio Ferreira. Os modelos presentes eram: Vespas PX200, Originale 150, M4 e Super 150. Lambrettas LI e Xispa.


A viagem foi tranquila para todos. E o evento nos proporcionou a possibilidade de conhecermos outras pessoas, alguns deles já lendários, como foi o caso do Beto de Campinas, figuraça! Também o Vicente, de Pedreira, bastante atencioso com as necessidades da SP para o evento de maio (SP em 2T). O seu Ari - breve conhecido do Marmirolli -, que na sua M4 nos guiou até o final de Amparo, se certificando de que não tomaríamos o caminho mais longo até a metrópole. E o interior de São Paulo reserva-nos belas paisagens e boas pessoas. Eu (Fidelis) que tenho sangue caipira* (do oeste paulista), tomo a estrada a qualquer chamado, como que uma pré-disposição à terra. O Animal Taylor recentemente revelou-me que é andreense mas na verdade nascera em Presidente Prudente. O Emerson então, mais longe ainda, esse nasceu em Dourados (MS) e vivera no Paraná e no oeste de SP. E o seu Artur, paranaense de RG, aos 80 anos de idade pega a estrada duas vezes por semana ou mais. Por essas e outras que a nossa vida scooterista é tão dividida entre a metrópole e as paisagens campestres, dos encontros de estradas aos eventos regionais. Prova-se outra vez a Teoria do Eterno Retorno (do filósofo alemão F.Nietzsche): "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes...".

Chegamos por volta do meio-dia, quase todos juntos, de diferentes estradas, como que se fosse combinado. Depois de um dedo de prosa e algumas fotos, deixamos as motonetas na sombra, no meio da Praça Matriz, e fomos todos bater uma chepa (almoçar). Uma hora e meia mais tarde a lombra era tanta que a grama da praça serviu de colchão para alguns de nós. De fato o calor ainda trazia um pouco do verão passado. E na hora de juntar as tralhas e voltar pra casa, a surpresa que nos aguardava se mostrou. A organização do evento trouxe-nos os certificados de participação e um troféu para cada scooterista. Nos sentimos lisonjeados pela atenção, afinal, todo souvenir é um elemento de lembrança, prestígio ou reciprocidade. 


Era quase (ou passava das) 16h quando ligamos os motorinos e partimos em sinfonia. O Animal Taylor e a Josie ficaram por lá para curtir um fim de semana namorante no Circuito das Águas. Também a Vespa PX do chefe Flavio. Nós partimos, em bloco. Na saída de Monte Alegre paramos num posto de combustível, e eis que alguém me avisa: "tem uma PX dentro do posto". Era uma malacabada 200cc do frentista. Abastecidos e reunidos, tomamos a pista rumo à Amparo. O Marmirolli, que esticara de Lambretão (e o Vicente, que o acompanhara na Xispa), nos aguardava no km seguinte. Foram então 14 kms de giro até Amparo, na média dos 60km/h, procurando manter dentro do comboio o Ari e sua M4. E faço aqui um apelo para todos os scooteristas de SP, dica do experiente Walter Vespaparazzi: quando estamos num comboio, o mais lento determina o ritmo! O Ari foi muito atencioso conosco e nos guiou até a saída de Amparo. O Flavio, Beto, Marmirolli, Vicente, André e Gilberto seguiram então pela Rodovia João Beira. O Emerson, Much, seu Artur, Leo Russo, Ed Purga e eu Fidelis descemos para a Rod.Constâncio Cintra. Em meio ao trânsito não houve despedidas. Mas pude agradecer ao Ari (residente de Amparo), que ali ficava com sua M4, com visível sensação de dever cumprido pela atenção dispensada aos amigos da classe. 

O Animal Taylor, que ficou por lá, depois escreveu: "Fomos (Animal e Josie) pra Serra Negra no finalzinho da tarde, lá pelas 17h, demos o maior rolê na rua do Centro, e parei minha Vespa ao lado de outra. O dono tem algumas lojas na região, tem a Vespa há 15 anos e falou que vai entrar em contato com a Scooteria. Deixei tudo quanto é contato possível. Continuando... a própria Josie, que é caipirona da roça mesmo, disse que talvez nunca tenha visto uma lua tão forte quanto a que vimos ontem de madrugada... e a Serra é simplesmente espetacular! A estrada estava muito vazia. Desliguei a Vespa e deixei rolando Can't Help Falling In Love, do Elvis Presley, e descemos à Serra Negra na luz da lua".



Essa foi uma oportunidade das boas para desfrutarmos mais uma vez das estradas do Circuito das Águas, para revermos os amigos de diferentes cidades, conhecermos outros, e trocarmos algumas idéias a respeito dos projetos futuros. Obrigado a todos os scooteristas pela presença nesse chamado, e pela reciprocidade espontânea. Um abraço e até o próximo desafio rodoviário, novamente para o Circuito das Águas no dia 29 de abril...

*Caipira significa o morador da roça. Originalmente o termo é indígena e faz referência ao mestiço do branco com a índia durante a formação do sudeste e de partes do sul brasileiro.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Animal Taylor On The Road (Paraguay, 2006)

No início desse ano um (não tão) velho personagem do scooterismo paulista voltou à cena, numa outra cena. Seu nome de guerra é Animal Taylor, menos conhecido como Allan Girotto. Residente em Santo André, ele é scooterista desde o início da década anterior, e foi em outros tempos um dos cabeças do extinto Enxame Vespa Clube, do ABC Paulista. No início de 2006 saiu pro mundo com sua PX200, desceu pra Florianópolis (SC), e de lá decidiu visitar o Paraguay, aonde morou, trabalhou por alguns meses, e conheceu a sua futura mulher, Josie. Vale a pena ver o vídeo-montagem dessa trip internacional. Ainda deu pulinho pra dentro do território argentino, e de lá voltou pelo interior brasileiro:


Depois desse feito a sua frequência de giros com a Vespa reduziu expressivamente, e ele sumiu na fumaça. Animal entrou de cabeça para o universo do motociclismo e dos moto-clubes. Tive ainda a oportunidade de conhecê-lo em 2008, quando viajamos para o encontro de Jundiaí, depois disso nunca mais o vi. Nosso amigo Henrique Picelli falava do Animal, etc e tal. Nesse tempo rolava uma certa entre-safra na cena paulista. Raros encontros, Vespas quebradas, documentos atrasaram, veteranos faleceram, amizades balançaram... Então nasceu a Scooteria Paulista em 2010, e nada do vaqueiro dar as caras. O tempo passou mas em 2012 ele voltou, já participando dos quatro giros da classe, sendo um deles o encontro nacional lá em Santa Catarina. Se enturmou, vestiu a camisa da Scooteria e passou a somar conosco. Ele é como se o Daniel Masiá* fosse punk. O vídeo abaixo foi feito no último janeiro, quando finalmente, depois de dois anos parada na garagem, a Mimosa volta à vida:



*Daniel Masiá é um vespista de Caxias do Sul (RS), que em 2005 realizou a proeza de viajar em Vespa de Buenos Aires até a Terra Del Fuego, (extremo sul da América, na companhia de vinte e poucos italianos). Seu feito inspirou mais tarde o surgimento de um clube gaúcho com veia scooterística chamado Confraria Vespa Motor Clube, do qual hoje é membro ativo.

domingo, 8 de abril de 2012

Scooteria Paulista na Itália

Nesse mês passado os nossos amigos paulistanos da Mooca (mêu), o casal Daniel Turiani e Gisele Leiva, realizaram uma viagem fantástica por três países europeus: Alemanha, Áustria e Itália. Meio a trabalho, meio a turismo, Daniel antes de partir passou aqui na Scooteria e pegou alguns suvenires para deixar no velho continente. E quando então pisaram em Roma, realizaram o sonho da muitos de nós: andar de Vespa pela Itália. Tanto ele quanto ela pilotaram uma Vespa GTS300 por 300 quilômetros pelo interior de Roma, e escreveu, Daniel, um diário de bordo de sua viagem:

Gisele Leiva e Daniel Turiani em giro turístico pelo interior de Roma

"A hora chegou! Após minha primeira semana de trabalho na Alemanha, as merecidas férias. Encontrei minha esposa no aeroporto e tomamos um avião para Roma. Tínhamos quatro dias e o planejado era passeio no primeiro dia... O lado negativo dessa opção era não ter tempo de se familiarizar com o trânsito italiano. E que trânsito! Uma verdadeira São Paulo, bastante parecido com o nosso centro, porém com muito mais restrições em vias, motoristas agressivos e motonetas de plástico - se é que me entendem - por todos os lados. Encaramos o desafio...

Já na locadora por volta das 8h30, montei na Vespa e sai estranhamente como se nunca houvesse subido em uma motoneta. A falta das marchas (modelo automático), freio nos dois manetes (a disco), ausência do freio no pé e distribuição de peso diferente me fizeram perder uns minutos até me familiarizar com a Vespa moderna. Logo virei à direita como mandava o GPS e entramos em um beco onde não se podia transitar com veículos. Era o sinal que seria um dia difícil até chegar na estrada. E assim foi. GPS totalmente perdido, ruas mal sinalizadas, trânsito infernal de horário de rush, até que encontrei uma via um pouco mais larga e que levaria com certeza até alguma saída para a estrada.
Como providência imediata, sempre que estávamos mais confiantes na estrada e nas sinalizações, desligávamos o GPS para economizar a bateria. Isso salvaria o dia. A paisagem era impressionante, estrada margeada por árvores começando a retomar o verde do ínicio da primavera. Quando não, era uma bela planície com plantações e oliveiras, lembrando um pouco o interior paulista.



Após uma hora de estrada, entrando na cidade de Nepi para ver pontos históricos, nos perdemos. O GPS indicava para voltar para estrada mas queríamos ir para o centro. Nesta hora, encostado com a Vespa na calçada de uma bifurcação, com meu italiano sofrível, perguntei sobre o caminho a um rapaz que passava no momento. O mesmo foi muito gentil e indicou o trajeto fazendo as citações dos pontos históricos que queríamos passar. Agradecemos a atenção dele e no mesmo momento ele perguntou de onde éramos e que fazíamos ali. "Somos brasileiros e viemos andar de Vespa pelo interior de Roma". Ele deu uma risada e ficou muito feliz com a notícia, nos congratulando pelo feito. Isso deu uma energia extra para continuar sem medo. Andamos pela avenida e logo após uma curva bem fechada, avistamos um belo Aqueduto Romano e algumas ruínas. Como estávamos atrasados no cronograma, resolvemos não parar e somente tirar uma foto 

A paisagem na estrada ficava cada vez mais encantadora e perdendo os traços de civilização, com ovelhas e vacas pastando em belas colinas. Este era o caminho para Cività Castellana, uma bela cidade com um Forte no alto do morro. Para minha surpresa, na entrada da cidade havia uma placa dizendo que aquela é uma comunidade desnuclearizada. Claro que paramos e tiramos uma foto a la Scooteria Paulista.

Na comunidade desnuclearizada de Civita Castellana

Após esta passagem seguimos para o próximo ponto que na verdade era uma sequência de pequenas cidades: Vignanello, Vallerano e Canepina. E como eram pequenas. Deviam ter uns vinte quarteirões cada, todas ruas irregulares, feita de vielas estreitas e cachorros soltos. Nos perdemos novamente  e não havia GPS que salvasse... Retomamos nossa rota e nos direcionamos para Viterbo, uma cidade de tamanho médio para os padrões do país. Era por volta das 13h, a fome atacava e resolvemos passar em uma padaria. Comemos uma bela pizza local, que na verdade é um pão com bastante óleo e queijo por cima. Aceleramos a tocada pois deveríamos devolver a Vespa as 19:00 e ainda tínhamos mais de 200km pela frente.


Decidimos não parar no próximo ponto (Montefiascone) e ir direto para Bagnoregio. Impossível! Montefiascone é obviamente um monte, porém não sabíamos que o mesmo ficava à beira de um lindo e enorme lago. Foi uma das mais belas descobertas da viagem. Muitas fotos e uma rápida olhada no centro histórico nos garantiram bons momentos ali. A estrada para Bagnoregio era bem variada, passando por trechos movimentados, campestres, de matas e locais desertos. Para minha surpresa ainda tínhamos que pegar uma estradinha vicinal que era apenas passagem de tratores das fazendas locais e de péssima conservação. Nesta hora minha esposa Gisele matou sua vontade de Vespear, assumiu o comando e guiou até a entrada principal da nova Bagnoregio

Gisele pilotando a Vespa até Bagnoregio

Ao longe já avistamos a cidade esquecida que foi apelidada pelos locais como “La Città che Muore” ou a cidade que morre. É exatamente isto, um vilarejo no alto de uma colina que sofreu com a erosão e acabou se desligando da parte mais nova da cidade. Estar lá e atravessar a extensa e íngreme ponte é de arrepiar. É um retorno no tempo, os ares são outros e parece que a vida parou. Dentro do vilarejo, pouquíssimas casas que já não são mais habitadas, dois ou três casebres para se alimentar e comprar lembrancinhas e uma velha igreja. O local virou ponto turístico da região mas mesmo assim devido à época, éramos praticamente os únicos a apreciar a vista. Uma parte de mim ficou lá.

Daniel Turiani em Bagnoregio: "uma parte de mim ficou lá".

Após a satisfação de ter alcançado o objetivo, nos demos conta que já eram 16h e devíamos ir para a última cidade planejada: Orvieto. Uma cidade bem parecida com Viterbo, porém no alto de uma colina. Outro lugar surpreendente, com cenários que pareciam dos filmes merecedores de Oscar. Neste momento tomamos a decisão de alterar a rota e acelerar para entregar a Vespa a tempo. Benditos sejam as 300 cilindradas deste motor! O pessoal dirigia suas “machine” a mais de 120km/h. Caminhões e ônibus eram mais comportados seguindo “somente” a 100km/h. Enrolei o cabo do acelerador e mantive uma velocidade constante sem muito esforço na faixa dos 110km/h, e em alguns momentos chegamos a 130km/h. Um grande feito para uma Vespa com tanque cheio, levando duas pessoas e bagageiro. Não deu para aproveitar muito e apreciar a paisagem pois a atenção era máxima, muito vento lateral e um frio intenso, pois o sol já começava a partir. No meio do caminho paramos para colocar mais roupas e um senhor se aproximou para conversar. Disse que desde jovem era fã de Vespa e estava impressionado com a beleza e potência deste novo modelo (eu também). Após um rápido bate papo, ele nos deu a dica de como pagar o pedágio, pois é um sistema diferente do nosso, o qual somente se paga ao sair da estrada. Nos despedimos, aceleramos, e em apenas uma hora e meia havíamos percorrido todo o trecho de auto estrada e entraríamos novamente em Roma as 18h30. O retorno foi um pouco menos confuso que a partida matinal, mas de qualquer jeito deixamos o GPS ligado, sobrando ainda 10% de bateria. Em apenas 10 minutos chegamos na locadora e deixamos nossa valente branquinha. Ainda tremendo pela vibração da velocidade, assinei toda a papelada da locação, fiz algumas fotos na bela loja, me despedi e na porta em meio a algumas Vespas abracei minha esposa, respirei fundo e pensei: mais um sonho realizado."


Dados: Aproximadamente 10 horas de viagem, sendo das 9h ás 19h para percorrer os 300km. Uma trajeto bem sinuoso onde desenvolve-se uma média de 70km/h, e dentro dos vilarejos a 20km/h.


CLIQUE AQUI E VEJA O ROTEIRO DESSA VIAGEM NO GOOGLE MAPS: http://g.co/maps/ydwv4

terça-feira, 3 de abril de 2012

Monte Alegre do Sul Antigomobilismo e Similares Festival 2012


Nesse final de semana de Páscoa acontecerá mais uma edição do Monte Alegre do Sul Antigomobilismo e Similares Festival. E nele haverá novamente uma exposição de motonetas, puxada pelo nosso amigo José Roberto Marmirolli. Portanto é para lá que vamos nesse sábado agora. 

Concentração no Largo do Arouche às 8h do sábado dia 7 de abril. Saída às 8h30 em ponto.
Previsão de chegada em Monte Alegre às 11h30.
Sairemos de Monte Alegre às 16h de volta para nossas cidades.

Sairemos da capital às 8h30, pois serão 131 kms de viagem até lá. Poderemos viajar em 3 Vespas, como em meia dúzia... aguardamos confirmação. Presenças confirmadas do Marmirolli (organização), seu Artur, Flavio Barbie, Marcio Fidelis, André Hornhardt, Animal Taylor e Gilberto. Nos encontraremos em partes na capital, e em parte lá no evento.


Por favor peço aos interessados em viajar conosco que entre em contato pelo Facebook, Email (scooteriapaulista@gmail.com) ou  Fone (11 5497-8344 TIM) para planejarmos outros pontos de encontro no caminho. 

Sobre a nossa visita ao encontro no ano passado: Leia aqui.

domingo, 1 de abril de 2012

Massa!!!


Dica dos scooteristas Carlos Maverick e Daniel Turiani, há alguns dias atrás o piloto paulistano da Fórmula 1, Felipe Massa, ele mesmo publicou em seu novo Twitter uma foto sua num rolê de Vespa GTS por Mônaco. Massa foi o comentário que o Leo Dueñas escreveu no blog Motonetas e Afins sobre o mesmo assunto: "Esse registro me traz alegria, pois segue a trilha de dois grandes pilotos de F1 brasileiros que em algum momento associaram o seu nome com a Vespa: nada menos que Piquet e Senna". Massa também o que a nossa amiga Rosa Freitag disse nessa sexta-feira: "Quando ele for dispensado da scuderia, já pode entrar na scooteria...". Massa!!