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segunda-feira, 19 de março de 2012

SC em Lambretta e Vespa - A Volta (Etapa 3 - FIM)

Às 8h da manhã da terça-feira de 21 de fevereiro estávamos em Colombo (PR), na Sede do Vesparaná Clube. O Aurélio, Uitamar e Flávio acordaram cedo e tentaram acordar o Animal e eu - tínhamos dormido tarde depois de uma madrugada de assuntos gerais com Ypióca e muita fumaça. E o Uitamar tinha exigido: "para fora com os cigarros". Não era nem 8h da manhã e os três, mais dispostos, acordaram e vestiram a farda da estrada, e só faltaram batucar para que levantássemos também.


Em meio a um sono de pedra disse-lhes que o Ito e o Coca trariam o café entre 8h30 e 9h, e voltei a dormir por uns minutos. Na verdade eu não precisava fazer nada, bastava pular na moto e ir embora, pois havia dormido de botas, jeans e capacete, dentro da jaqueta e com uma camiseta enrolada no pescoço (fazendo um cachicól). Lembram-se que na noite anterior o Animal e eu encontramos uma aranha monstro atrás da geladeira? Pois bem, eu que dormi num colchão no meio do quarto preferi me precaver. Na verdade caguei de medo daquele bicho, e de outros que poderia ter saído daquela mata toda.

Era 9h quando chegou o Coca e o Ito trazendo uma garrafa térmica com café, pães, queijo, presunto e pão de queijo. Depois de alimentados, nos despedimos dos amigos paranaenses - amizade provada que a internet reforça. (Obrigado mais uma vez ao Ito, Coca e irmãos Fumaça pela hospedagem e pela atenção toda). E partimos para SP, em cinco Vespas estradeiras. Ainda em Colombo abastecemos as motonetas e calibramos pneus para as últimas centenas de quilômetros até nossas casas. Da Rodovia da Uva passamos para a Estrada de Colombo, e então na gigante Régis Bittencourt, já com os primeiros sintomas de fim de carnaval. Tocamos adiante na média dos 90km/h, e era quase 11h da manhã quando paramos sobre a Represa do Capivari (a cerca de 60 kms da divisa com São Paulo): o Animal, eu e o Uitamar na sequência.


EAdiante entramos nas últimas curvas do Paraná, entre caminhões e carros que voltavam de algum lugar para algum lugar naquele fim de feriado. Já tínhamos combinado de fazer uma foto na placa da divisa "Paraná x São Paulo". Então, quando faltava 5 kms para a placa, o Aurélio e eu esticamos à frente à perder de vista, e paramos, embaixo da placa, depois de uma curva de 120 graus à direita. Era quase meio-dia e o sol era latente. Corri para o começo da curva na intenção de sinalizar aos amigos a placa da divisa a tempo de pararem. Os primeiros minutos passavam, e nada de avistá-los. Quinze minutos depois era sabido que algo tinha acontecido lá atrás. Sinalizamos para carros e motos para darem informações até que um fiscal da Autopista parou. Ele não tinha visto nenhuma Vespa parada no acostamento para trás. O Aurélio e eu então, preocupados, decidimos fazer algo que no mínimo nos tiraria daquele sol. Ele seguiria até o primeiro posto de combustível e deixaria a sua Vespa estacionada à beira da estrada, na entrada do pátio do posto. Eu voltaria pela pista oposta até encontrá-los. E assim se sucedeu. Tomei o retorno alguns metros à frente e segui em luz alta e de olho na pista de baixo, por onde eles deveriam vir. E vieram! Avistei-os e sinalizei que voltaria. Entendi que o Flávio tinha entendido, e bastava. Três quilômetros adiante tomei outro retorno e enrolei o cabo até alcançá-los. Porém já havia passado a placa, e perdemos outra foto histórica. Em tese. Porque em fatos o importante é fazer da história a melhor possível. Seguimos viagem sem parada. O que havia acontecido? Um dos parafusos do carburador da Vespa do Uitamar havia soltado, fazendo diminuir o rendimento na pista. Depois de acertado, partiram. (Um minuto depois o Animal voltou pra buscar a câmera fotográfica que havia esquecido no modo automático sobre o muro do posto.) 
E quem passava naquela estrada notou um comboio diferente numa performance nunca vista. Se algum canal de TV notasse, jogaria-nos aos programas de comédia ou perigo. Perigo porque as dezenas de rodas à nossa volta tinham a altura de um piloto sentado. Comédia porque sempre inventávamos algo novo pra fazer enquanto não chegávamos em casa... E nesse meio tempo um carro bozinava ao meu lado. Era o Leonardo Russo e a Cláudia, voltando de Curitiba (do festival Psycho Carnival). O Leo é integrante do grupo e tem uma Vespa Super 150 estradeira. Uma surpresa e tanto encontrá-los na pista, e no momento em que à minha frente estava o Aurélio e o Animal "pedalando" a Vespa a 80 km/h... Paramos todos então num posto de combustível adiante, no perímetro de Cajati (SP).


Depois de 90 kms rodados sob um forte sol de verão chegamos então ao acesso para Juquiá, aonde o Flavio e o Uitamar seguiriam em dupla para o interior. O Flavio até que tentou convencer o Uitamar a voltar pelo Rodoanel, afim de curtirmos mais tempo em viagem juntos. Porém ele considerou mais curto o caminho por dentro. Nos despedimos ali à beira-pista, com alegria no coração, a alegria de um feito bem feito. Vimos os dois subirem a ponte no sentido de Juquiá, de onde entrariam na Rodovia Celestino Américo. E conforme conta o Flavio Barbie: 

"Depois da despedida na Regis Bittencourt subimos serpenteando a serra de Juquiá em meio ao movimento de carnaval e com o cabo torcido , paramos para saborear o melhor pastel de palmito da região e esticarmos o esqueleto. Após duas abastecidas estávamos em Sorocaba, onde fomos recepcionados por uma chuva torrencial durante 10 minutos. Foram muitos palavrões dentro do capacete . Fizemos nossa última parada em Sorocaba para abastecimento e pegamos a reta final, chegando próximo à cidade de Salto. O Uitamar seguiu pela Rod.do Açúcar destino à Americana e eu continuei pela Rod.Santos Dumont seguindo pra Campinas,, e em aproximadamente 60 Km de giro estávamos em casa com a Vespa e as roupas sujas mas a alma lavada, e pensando na próxima aventura".


O Aurélio, o Animal e eu, Fidelis, tomamos o caminho reto, e seguimos na tocada dos 90km/h, evoluindo os números da performance scooterista em pista. Já meditou em Vespa? Isso vai para os vídeos proibidos da SP...hehehe. Passamos por Miracatu, e fizemos uma rápida parada para abastecimento em Santa Rita do Ribeira. Dali em diante já dava para ver a nuvem cinza no horizonte. Foram mais 40 ou 50 kms de giro até que começou a chover, e no meio daquele tráfego mais intenso, decidimos parar para esperar, e isso foi em Juquitiba, a 80 kms da Grande São Paulo. Ali um cara estranho estilo 'hippie-moto-pista' puxou um lero com o Animal. E loucos se identificam na multidão. Na Kombi do cara tinha um monte de gente, várias garotas e dois jovenzinhos, todos cansados. O doido era membro de um moto clube que se não me engano chamava-se Bicho Grilo. Por uma hora bebemos ali umas garrafas de refresco, e proseamos sobre viagens que fizemos em outros tempos e com outros veículos. Sentados no chão do posto víamos o movimento da Regis Bittencourt triplicar, e a chuva idem. Da janela do restaurante ao lado assistimos o noticiário filmar ao vivo a Marginal Tietê com um baita sol de fim de tarde paulistano. E nós, tão perto, como se estivéssemos tão longe... 


Animal, Mestre dos Magos e Fidelis
Passava das 19h30 quando voltamos para a pista. Faltava quase 100 kms até nossas casas. Alegres e encharcados passávamos a 70 km/h por entre os carros parados e sobre o asfalto molhado. Quando o congestionamento acabou, a última luz do dia também se foi. Em Embu das Artes já sentíamos o movimento da grande urbana SP: semáforos, carros populares com faróis quebrados, motoboys em dia de folga, pessoas nos pontilhões, lojas e anúncios à beira-pista. E adiante, em Taboão da Serra paramos num posto de combustível para uma despedida de tanque cheio. Dali eu seguiria em frente para a capital, e eles à direita para São Bernardo e Santo André. E partimos, com aquele desejo de imortalizar essa aventura, de congelar todos os detalhes dela em nossas memórias. Marcamos para o fim da semana nos encontrarmos num pub em Santo André para trocarmos as fotos da viagem e brindarmos essa aventura. E de tudo o que foi vivido nessa viagem, de todos amigos que revemos e que conhecemos nessa ocasião, de todos os cenários vistos e kms rodados, o que mais marcou outra vez a viagem em si foi o espírito do scooterismo pitoresco à moda antiga. O estilo de viver em Vespa e em Lambretta elevado às alturas, ao retorno paulista ao encontro do qual inauguramos em 2010 ao lado dos camaradas gaúchos, paranaenses e catarinenses, e cujo maior prazer é completar a rota do maior encontro de estradas do Brasil: viajar, viver e voltar, na íntegra, sãos e salvos, motonetas e pilotos.

Parabéns aos 8 scooteristas paulistas pela raça. Parabéns também aos guerreiros do Vesparaná Clube que viajaram conosco estrada abaixo e acima: Curita e Ito. E a todos os clubes, grupos e scooteristas independentes, que fizeram por onde para prestigiar o SANTA CATARINA EM LAMBRETTA E VESPA 2012. Fica aqui o convite a todos os proprietários de motonetas do Brasil a participarem da próxima edição do encontro nacional, agora aos cuidados da Scooteria Paulista:

SP EM VESPA E LAMBRETTA 2013 - Dias 9, 10 e 11 de fevereiro

4 comentários:

Scooteria Paulista disse...

Fotos 1, 2, 3, 4, 6, 7 e 8 de Animal Taylor.
Fotos 5 de Marcio Fidelis.
Foto 9 de Aurélio Martimbianco na máquina do Fidelis.
Vídeo do Animal Taylor.

Anônimo disse...

Meus heróis!!! cara, tem aranha que não faz mal, as pequenas são as pior.

outra coisa, bota aí o vídeo proibido do meditando em vespa hauhauhauahha

saudações scooteristicas do PJ da Lammy.

Animal Taylor disse...

Pronto, agora sim já podemos voltar e fazer tudo de novo né?
=)

Scooteria Paulista disse...

Vamos!!! Que tal um aquecimento em Monte Alegre do Sul no sábado dia 7?? woooooow