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domingo, 29 de janeiro de 2012

IV SÃO ANIVESPAULO - O Passeio

São Paulo, 458 anos. Essa cidade merece esses caras!!! 65 motonetas pela região central da cidade foi um grande marco anunciando o ano que vem por aí, tanto para os paulistanos como para a SP em termos estaduais.


Muitos consideram esse evento o melhor de todos os que já realizamos, eu também. Foi num seriado de TV sobre médicos-legistas e policiais do FBI aonde ouvi recentemente que uma nova espécie quando nasce, primeiro ela resiste, e então ela se fortalece. E quem se lembra daquele nosso primeiro encontro (o da Revolução de 32), quando não tínhamos noção alguma da coisa, mas fizemos ela certa? E no segundo ano, quando choveu no passeio todo e ainda assim a gente estava lá em 13 motonetas na Mooca? E no ano passado, quando tomamos uma goleada da história do futebol num giro de 70 kms  pelo Saara da cidade? Pois bem, nesse ano acertamos o passo, e foi na descompassada Augusta. Essa rua tem um barato diferente. Passar por ela é revivê-la. Desde os anos 50 anos essa característica, ou identidade, faz dela um patrimônio da nossa cidade. A narrativa popular dos veículos nacionais colecionam referências à Rua Augusta, e isso inclui as "lambretas".


E para homenageá-la, nessa quarta-feira de feriado municipal nos reunimos nela com 65 motonetas clássicas, e mais de 400 amigos e visitantes na festa do São Anivespaulo. A concentração estava marcada para as 13h no Largo do Arouche, mas tudo começou mais cedo para alguns de nós. De qualquer maneira, pra quem começou cedo, tarde chegou. Acho que foi o único ponto ruim.



Fazia sol e o céu era bem azul. Ventava, e vinha aquela certeza de que choveria na metade da tarde. Quando cheguei na esquina da praça do Largo do Arouche avistei a concentração das motonetas: a maior reunião de scooters clássicas do São Anivespaulo até hoje. Enquanto cumprimentava a turma, a equipe da Rede TV me passava instruções sobre a matéria que fariam conosco durante o evento. (A reportagem deve ir ao ar no começo de fevereiro no Programa NESTLÉ COM VOCÊ, apresentado no canal Rede TV ). Depois de responder a algumas perguntas e cumprimentar a todos os amigos e calouros em batismo, ligamos as nossas motonetas e começamos ali um balé italiano pelo centro velho, acompanhados pela câmera. Coincidência ou não, já na Avenida São Luis encontramos o carro da Folha. Dentro, um fotógrafo ou jornalista sacou sua câmera, puxou a caneta do bolso e registrou tudinho até os caminhos do miolo da cidade. Em movimento a turma ia contando à Folha sobre o nosso grupo e sobre a tradição do desfile. O passeio ganhou destaque no mesmo dia no site Folha.


 Ao passarmos pelo Páteo do Colégio, local de fundação da cidade, um mar de gente nas calçadas aplaudia e fotografava nosso desfile. Passamos pelo Largo do São Bento e entramos então na Libero Badaró, a “descida pra cidade”. Antes de dobrarmos para o Viaduto do Chá percebi no meio do comboio uma scooter moderna de estilo retrô, só que não era clássica, não tinha tradição, não tinha pai e não tinha mãe. Pedi ao sujeito que fosse para trás de todo mundo pois sua moto tem outra identidade, e respeitosamente ele assim o fez. Em frente à prefeitura da cidade dobramos no Viaduto do Chá e contornamos o Teatro Municipal até a descida para o Largo do Paissandú, no início asfaltado da Avenida São João. Entramos na Avenida Ipiranga e dali à esquerda na São Luis, para a tal da da subida para a Rua Augusta. Era notável por baixo das viseiras a satisfação do povo. Notável também tem sido as características pessoas impressas nas motonetas. Pinturas, combinações, capacetes, adesivos e toda a sorte de souvenires vem servindo de elemento estético para uma personalização. E falando da Augusta, a rua que acabou com as nossas vidas, lá estávamos nós então, prestando uma homenagem àquela infame. No terceiro ou quarto quarteirão passamos em frente ao Caos, e ali parei. Os outros seguiram rua acima. Verifiquei com a casa os combinados para a festa – vagas para motonetas, equipamento de som da banda etc. Subi no gás atrás do comboio, e os encontrei rapidamente. O dia estava perfeito! Ou quase, pois a Lambretta LI da Fernanda parou no cruzamento com a Av.Paulista, forçando-a a descer na banguela até a festa.




Cruzamos a Avenida Paulista até o outro lado da Augusta, o lado glamouroso desses 3 kms de extensão. Essa descida é mais inclinada, tem o dobro de cruzamentos e semáforos. O sol vinha de frente, e nós com as pranchas (tubular ou monobloco) pegávamos a melhor onda até o último posto de gasolina dela, aonde não tinha sequer água potável. Desligamos os motores, e o seu Artur nos contou então que nos idos dos anos 60 e 70 era ali naquele lugar que ele e sua gangue de lambrettistas se reuniam aos domingos. O seu Artur é craque em arrancar aplausos dos mais novos, e não foi diferente. Ali comunicamos então o percurso da volta, e discutimos os detalhes do Desafio da Ministro, a grande escalada de dois quarteirões na Rua Ministro Rocha de Azevedo, a paralela da Augusta. No bairro Jardins paramos o almoço de algumas pessoas nas mesas pelas calçadas. Enquanto elas sacavam aparelhos celulares de todos os tipos e marcas para fotografar o espetáculo gratuito, temperávamos seus pratos com o melhor do aroma urbano. E cortando o ar branco nos preparávamos para o Desafio da Ministro. O Desafio da Ministro foi filmado pela Fernanda Marx, o que dispensa relato. Assista aqui: São Anivespaulo #4 - O Desafio da Ministro. Devo creditar essa excelente idéia do desafio às scooteristas Luciana Silva, Carol Louzinha, e também à Rosa Freitag. 


Finalmente dobramos a Avenida Paulista de volta pra Augusta. Ali o seu Vanucci seguiu de volta aos seus compromissos com sua PX200, também foram os anivespaulistas batizados Ivan Bornes e Lurdete, naquela bela Vespa M4, e o amigo Archimedes, na sua Lambretta TV 175 (Série 3). Descemos tranquilamente a Rua Augusta até o número 584. As pessoas olhavam embasbacadas aquela cena, e muitos apontavam com o dedo: "olha aquilo". Um a um emparelhávamos nossas motonetas no meio fio da rua. E faltou espaço para tantas. Chegamos ao ponto de pedir para um rapaz retirar o seu belo Empala do local para fazer caber toda a frota.
Cobertura completa da Rede TV
E assim começaria a festa popular do São Anivespaulo, afinal o Anivespaulo foi um santo milagreiro ainda não canonizado.

3 comentários:

Scooteria Paulista disse...

Foto 1 de Adriano Vizoni (Folha Press).
Foto 2 de Marcio Fidelis.
Fotos 3 e 14 de Aurélio Mantimbianco.
Foto 5 de Anderson Ballet.
Fotos 7, 10, 12 e 16 de Gisele/Daniel.
Fotos 6, 11 e 15 de Emerson Mestrinelli.
Foto 4, 8 e 13 de Sergio Andrade.
Foto 9 de Fernanda Marques.
Foto 17 de Donald Dumas (Rede TV).

Anônimo disse...

Vocês me dão aquela invejinha do bem. como eu queria morar em SP nesse momento. claro que com a minha lambretta junto. um olé do Cruzeiro hahahahahahah

Marcelo Porfílio,

Anônimo disse...

Um santo chamado Anivespaulo hauhauahauhauhaha