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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Vespa Quebrada em Fazenda Rio Grande (PR)

SENTADO À BEIRA DO CAMINHO! Saí às 14h de Curitiba pela BR-116 rumo ao sul. Na cidade seguinte, na Fazenda Rio Grande, notei um barulho incomum de lata batendo em lata dentro do motor. Encostei ela na marginal da pista, na altura do Posto 21. Do orelhão liguei pro Reginaldo na Free Willy. Ele me passou algumas instruções básicas para verificar a compressão e chegar o cilindro. Fiz os testes e tudo parecia normal, e funcionava. Fiquei 20 minutos fazendo ali uns testes, ligando e desligando a motoneta, com a pulga atrás da orelha. Should I Stay or Should I Go. Na dúvida, avanti! Liguei a Vespa e enquanto recolhia as ferramentas a bagagens, veio a decepção já suspeitada: o motor travou de vez. Bem, não preciso falar mais nada. Ali na frente tinha uma oficina de motos populares. Recolhi minhas coisas e empurrei a minha até lá.


Conheci ali o Felipe, proprietário da oficina, a Naza Moto Peças. Quando ele viu a Vespa já chamou de "onça", e disse que não mexe nelas. Essa foi a décima vez que me perguntaram: "você tá vindo de São Paulo? Cê é louco!?!". Achando que fosse pistão travado, depois de lubrificado Felipe tentou destravar no tranco. Eu já tinha lotado aquele cilindro de óleo, parecia um churros. Falei com o Reginaldo e com o China, pedindo umas dicas pros caras que entendem. E passei a tarde ali fazendo uma série de tentativas frutradas na porta da Naza. Com uma chave de 19' desapertei e apertei o parafuso da tampa do magneto algumas vezes, na esperança de fazê-lo mexer, conforme a dica do Reginaldo. Sem mais. Liguei para alguns camaradas de Curitiba mas só consegui falar mesmo com o velho amigo Curita, que me passou alguns contatos por lá. O aparelho celular quebrado no meu bolso não ajudava, ele me desanimava. Felipe voltou de lá de dentro e diagnosticou: "isso não é pistão não, isso aí é biela, pior ainda". Eu andava de um lado para o outro impaciente: da Vespa para o orelhão, do mercadinho para a oficina... O pesadelo se instaurava!

"Vejo caminhões
E carros apressados
A passar por mim

Estou sentado à beira
De um caminho
Que não tem mais fim..."
(Roberto Carlos)

O comércio na região já baixava as portas, e o sol também. Era quase 19h. Meio desesperado e meio desiludido fui ao banheiro, lavei as mãos, o rosto, e até orei. Decidido a acampar no Posto 21, comecei a parafusar tudo de volta na moto. E sabe aquela hora em que tudo muda da água para o vinho? Fernando, mecânico da oficina com o Felipe, disse: "joga essa onça aqui pra dentro que nós vamos mexer nela". O que? De dentro do balcão o Felipe confirmou. É pra já! Em questão de segundos os parafusos já voavam. Felipe, sujeito jovem e gozador, contou-me que teve várias motos de 2 Tempos, e que apesar de não trabalhar com elas na loja, manjava. Ok. Pedi uma pizza com Coca pra gente, e enquanto isso Reginaldo nos passava diversas instruções do desmonte do motor. Depois de uma hora de empenho Fernando sacou o pistão e a biela. Resultado: de fato era aquilo mesmo, e pior, a gaiola da biela havia quebrado e se espalhado pelo carter. Uma parte passou pelo cilindro e saiu pelo escapamento, outra caiu foi pro virabrequim, e o prendeu no buraco da admissão. Ali foram 3 horas de trabalho e uma amistosa dobradinha pelo DDD entre a Free Willy Moto Peças (SP) e a Naza Moto Peças (PR).


A pizza chegou e a fome era tanta que ninguém sequer limpou as mãos para comer. Com azeite e óleo 2 Tempos passamos bem, e conversamos um tanto sobre Paraná e São Paulo. Felipe é atleticano, gozador, e bastante novo, e me explicou que o nome Naza Motos é uma homenagem ao seu pai: Nazareno. E o desmonte se seguia. Esses dois são parceirada forte!! Eles dormem ali na oficina mesmo, no estoque, em meio às peças, todo dia. E é daqui que eu escrevo, no meio das motos. E me sinto muito bem, e vejo que existem humanos entre os seres. Amanhã, terça-feira, vamos pra Curitiba procurar a gaiola compatível.

*MEU CELULAR QUEBROU TAMBÉM, PORTANTO QUEM QUISER ME PROCURAR LIGUE NA NAZA MOTOS: 
(041) 3627-6868 ou (041) 3060-2763.

Etapa 1-2: Curitiba - Fazenda Rio Grande
20 kms percorridos

7 comentários:

Scooteria Paulista disse...

Foto 1 de um sujeito que passava na rua.
Foto 2 de Marcio Fidelis

Anônimo disse...

E ai Fidelis,

Boa sorte, acompanhando esta jornada e torcendo que tudo saia como previsto.

E como uma otima banda canta. NO PAIN NO GAIN!!

aBS.

Bovver

Gustavo disse...

Siga em frente, não desista. Abs!

loren claire disse...

Marcio,tou acompanhando os perrengues e torcendo muito por vc. Força!

Leo_Dueñas disse...

Em Curitiba vale uma passada no Beto (Motor Red): http://motonetaseafins.blogspot.com/2010/08/oficina-motor-red-referencia-em.html

Sucesso Fidelis!!

Abraço,
Leo

D. disse...

Espero que você já esteja na estrada, com a Vespa andando perfeitamente! Não desanime, não se abata!!!! Que aventura... :)

Anônimo disse...

meu caro representante dos scooteristas Paulistas/paulistanos não desista isto ( a quebra) e apenas um pouco de tempero a mais na sua tragetoria ,( e aumentar seu conhecimento com pessoas e ver a solidariedade dos nossos visinhos)abraço e FORÇA