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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

II RADUNO DA PRIMAVERA (A Ida)

No último domingo realizamos o II Raduno da Primavera, o giro do scooterista pela baixada santista. Nesse giro o propósito do deslocamento todo é o deslocamento em si.


Durante a semana os meteorologistas anunciavam chuva para o domingo. Era 6h da manhã quando o pessoal se reuniu em Campinas: Barbie, Tatu, Uitamar (de Americana) e André (de Limeira). Duas Vespas e duas Lambrettas seguiram viagem, e às 8h chegavam no Largo do Arouche trazendo junto os carros de reboque do André e do Tatu. O André havia entrado em contato com a Scooteria há alguns meses, e vejam só, em seu batismo no grupo já trouxe toda uma boa vontade, uma LI e a alegria da Companhia da Alegria... A turma de São Roque se preparava! Já o catarina Haine acordava em Taboão da Serra. Muitos de nós acordaram de madrugada e perderam o sono de cara pra janela olhando para as nuvens passando a mil no céu sem lua. Será que vai chover?


A equipe do site Moto Esporte viera de Sorocaba para prestigiar a concentração no Largo do Arouche. Por intermédio do Mestrinelli, eles agora são patrocinadores da minha viagem para a Argentina. (Obrigado Emerson). Por volta das 9h15 ligamos as motonetas e rumamos para a Avenida do Estado, caminho seguro até a Ricardo Jaffet, a reta para a Imigrantes. Cerca de meia dúzia de motocicletas e scooters modernas estavam lá também. Como de praxe, alertei-os de que o nosso grupo é voltado às Vespas e às Lambrettas, e pedi que se mantivessem à parte do comboio, lá atrás, caso façam mesmo questão de nos seguir. Houve durante o começo do trajeto uma situação incômoda aonde tive que insistir até as últimas para que um sujeito de scooter moderna (Garini ou qualquer obra da indústria do plástico) se retirasse do meio do nosso comboio. Bom, o cara não gostou, caiu na baixaria, me ameaçou de sair na mão, e depois que eu topei ele foi embora, bravinho, até porque virou a piada da roda. Desculpe mas eu vou ter que repetir a vida inteira de que a Scooteria Paulista é velha escola? A história da nossas motos começaram em 1946 e 47. É clássico, igual encontro de carros antigos. Ponto!

Passado a limpo seguimos então pelo centro velho da cidade numa média de 40km/h procurando cuidar um do outro esquina após esquina. Na Avenida do Estado uma bela Lambretta MS parou. Junto com ela o seu mecânico (Poló) e outra Lambretta LI azul com um rapaz que já vi antes em expos, Ambrósio. Eles disseram para continuarmos o trajeto que nos alcançariam na sequência, e assim se sucedeu. Adiante o Tatu me perguntou dessa Lambretta MS, repassei a informação de que estava tudo acertado entre a crew, mas ele preferiu voltar com sua Lambretta e com o seu pai na pick-up para dar um possível suporte ou reboque aos três veteranos. Não foi necessário. Tomamos de assalto a extensa Ricardo Jafet até o Frango Assado do começo da Rodovia dos Imigrantes. Ali encontramos o pessoal do São Roque Vespa Clube com suas valentes PX200.


Depois de quase 30 minutos de concentração total para o evento, no Frango Assado, no começo da viagem, aceleramos o passo nas bombas e demos o aval para a descida da serra. E como de costume o Reginaldo/Rose e eu ficamos pro final para acelerar os atrasados e desatentos. Notamos ali a Vespa PX do Carlos Maverick e Nil desligada. A Rose saiu a procura deles e eu segui em disparada atrás do grupo, que desaparecia na reta. (Aqui começa uma história paralela, e essa teve um final desafortunado, que contarei no 'fim da viagem'). Rodei por 4 kms com a turma do Poló, ele com sua Xispa (motor de moto), e seus clientes amigos nas Lambrettas MS, LI e MS - já essa apresentava um barulho de estalo a cada 20 segundos. Novamente eles encostaram e fizeram um sinal para que prosseguíssemos. Topei, pois a Lambretta tinha ali o seu experiente mecânico por perto, e o pelotão da SP já estava a uns 2 kms a frente. Na sequência passou por mim o Reginaldo/Rose trazendo a notícia de que o Carlos/Nil terminariam o café e enrolariam o cabo até nos alcançarem.


Depois de 10 kms rodando sozinho pouco a pouco fui passando pela turma: Fernando Arteaga, Adriano Lemos, irmãos Favero, Rodrigo Sonnesso com sua ilustre mãe na garupa, Emerson Mestrinelli, Andreas Triantafyllou, Vini Delante, China, Maria Antônia, Pretinho com a Ângela, Rosa Freitag, meu xará Marcio, Ed, Nenê e Eduardo, Daniel Turiani e Gi, Haine, Much, Assef, Frasa, Barbi, Uitamar, Marcio Fernandes, Reginaldo e Rose, Aurélio Martimbianco, Alfredo, Isbu e Érica com a família no Fusca. Um ou outro me foge a memória ou não conheci no meio do evento todo. (Desculpe). Bem, a descida então foi maravilhosa, e em menos de uma hora já passávamos por Cubatão.


Na cidade de Santos então o grupo se quebrou involuntariamente no meio do trânsito e dos semáforos. Gustavo procurou mediar as duas frotas distantes num raio de 500 metros, e acabou por seguir conosco quando perdeu a outra de vista, até porque com eles estavam o Reginaldo e a Rose sempre alertas. Ficamos em cerca de 10 motonetas, e desfrutamos de um belo visual histórico e esquecido dos armazéns da zona portuária de Santos. Quando me dei conta de que no meio do comboio faltava o Tatu, passei um rádio pro Uitamar (que tinha vindo com o novato), e o veterano só falou de uma chamada perdida que provavelmente era a do colega. Bem, seguimos adiante. Era 11h30.


Quando chegamos na Ponta da Praia encontramos a outra metade da frota no posto em frente à balsa. Mas a notícia em mãos não era boa: a PM de São Vicente estava naquele momento prendendo a Lambretta do Tatu. Rose então me explicou o que ouviu: Tatu havia ficado no Frango Assado junto do André esperando pelo Carlos/Nil, no começo da viagem. E então desceram a serra sozinhos, os três. Depois de Cubatão eles pegaram a estrada errada para São Vicente, e lá ele foi parado numa blitz de trânsito. O seu capacete sem viseira pode ter chamado a atenção do policial tanto quanto a sua bela Lambretta LI branca e azul. Na consulta dos documentos os militares entenderam que o Tatu não tinha a Carta B, e apesar de portar os documentos da Lambretta em dia, eles a levariam para o pátio. Na real é que o Tatu tinha perdido a sua carteira na véspera do Raduno e pegou a estrada sem o seus próprios papéis, apenas o da máquina, que foi a culpada. A notícia caiu como uma chuva e esfriou os ânimos de muitos de nós. Lamentando o azar paramos as motonetas então em frente ao Deck do Pescador, diante das pedras da orla.

Ficou a cargo da CET reservar um espaço pra gente por ali. Sim, eles deixaram umas placas reservando o local, porém elas foram retiradas por alguns motociclistas antes da nossa chegada, e então quando tomamos a rua, o 'nosso espaço' estava tomado antes por dezenas de motocicletas. Tivemos que nos apertar entre elas. "Precisando a gente se espreme", não é? Destaco aqui a postura respeitosa de alguns motociclistas que ao notarem a nossa chegada em quantidade, retiraram suas motos do local. Gente "coisa" é outra "fina"!

Rose, o Emerson e eu tentávamos nos comunicar com o Tatu que estava na cidade ao lado em debate com a PM, a trinta minutos de nós. Nesse momento ouço uma discussão entre o Sonnesso e um motociclista. O próprio, que se disse membro da Aeronáutica Brasileira, não tinha gostado da maneira como nossas Vespas ficaram estacionadas próximas da sua motocicleta, e a coisa piorou quando o Sonnesso acotovelou seu capacete ultra-caro preso ao retrovisor. O doutor Aeronáutica sacou uma chave de fendas e chamou o nosso amigo pra briga. Bem, foi para prevenir esse tipo de situação que o Mario havia acionado a CET durante a semana. Com sabedoria, driblamos a situação e o sujeito se acalmou e foi embora. Avisado foi: "Não precisa ficar nervoso, pode ser que você ache gostoso / Ficar em companhia tão saldável, pode até não ser bastante recomendável..."


Mario e o Luca guiaram a turma até o restaurante. China, o Uitamar e o Much foram direto pras águas. Na mesa junto do Barbi estava o lendário Sr. Luis das Vespas, uma das maiores autoridades no assunto, que revelou dados do passado e do futuro das Vespas no Brasil, histórias que eu teria pago para ouvir naquele dia. Quieto ali quase que em carreira solo no Deck do Pescador encontrei ali na orla o colega que recentemente conhecemos na capital, o porto-riquenho Fernando Santiago, vespista que está morando em Santo André, e fora membro do Strangebrew Scooter Crew, quando viveu na Califórnia. O estreante rodoviário Vini Delante aproveitou a calmaria para uma breve entrevista, texto que escrito por ele sairá até o fim dessa semana na internet. E a calmaria então se estabelecia.
Continua...
Mais fotos desse giro nas redes sociais e também nos links:

Youtube - www.youtube.com/playlist?list=PL0B0522441C92C768

6 comentários:

Scooteria Paulista disse...

Foto 1, 3, 8, 9 e 13 por Marcio Fidelis.
Fotos 2, 4, 5, 6, 10, 11 e 12 por Aurélio Martimbianco.
Foto 7 por Rose Free Willy.
Vídeo por Rosa Freitag.

Anderson disse...

Parabéns a todos que colocaram suas máquinas na estrada!

Gustavo disse...

Boaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!

Anônimo disse...

Mais e ae? Prenderam a Lambretta do cara????

Scooteria Paulista disse...

Prenderam, mas com docs em dia. Ele está retirando ela do pátio nessa semana.

Rosemeri disse...

Sensacional!! Mais um passeio 10!

Abraço,

Rose e Reginaldo
FREE WILLY (casadasvespas.com.br)